Lambamos os beiços

Da sorte não podemos reclamar. Aliás, prefiro imputar a São Judas o sopro da vitória, pois mais do que na cara está que o sobrenatural de Almeida, furando o bloqueio do Covid-19, sem pagar ingresso, estava no Maracanã e, desta vez, com a camisa do Flamengo.

Um primeiro tempo resumido ao gol de Pedro, em jogada muito bem trabalhada, e a três lindas defesas: duas de Diego, e uma – espetacular – de Muriel, em chute de Gabigol.

Segundo tempo complicado, com o Fluminense chegando ao empate aos quinze minutos e Diego Alves fazendo, pelo menos, quatro defesas muito difíceis.

Quando era maior a pressão tricolor, em contra-ataque, Gabigol deixou Michael na cara do goleiro. Flamengo 2 a 1, placar final.

Justo? Em futebol, justiça é algo relativo. O que vale é bola na rede.

De qualquer forma, apesar de contarmos com direito ao empate no jogo decisivo, sugiro concentração máxima. Para quem está em atividade há tanto tempo, jogando contra um time que praticamente saiu da quarentena para entrar em campo, além da flagrante superioridade técnica, somando-se os dois jogos – decisão da Taça Rio e este primeiro jogo da final – nosso time ficou devendo. Tomara que a conta seja paga na quarta-feira.

Que loucura a expulsão de Gabigol, de fora do jogo final. Embora tenha sido tudo muito confuso, impressionante a afinidade do nosso artilheiro com o cartão vermelho.

A escalação do time também causou certo espanto, até porque quem na temporada passada abominava poupar jogadores, em um jogo decisivo deixa titulares absolutos no banco, levanta uma bela bola para a polêmica, em que a coerência é o tema.

Diego Alves foi o destaque do Flamengo. Este simples detalhe é mensagem para que o próximo jogo seja encarado com a máxima seriedade.