Lambanças em profusão. Entregamos o ouro

Palmeiras 2 x 1 Flamengo

Para começar: O João sempre teve razão ao afirmar que futebol é momento e este deve ser o critério básico de qualquer treinador. Renato Gaúcho foi conservador ao escalar o time e profundamente infeliz nas decisões em jogo tão importante.
Arrascaeta não deveria ter voltado para o segundo tempo. Demorou demais para ser sacado. Aliás, colocava insistentemente a mão na coxa, sinalizando para o treinador – que tardou a entender.

Na lateral esquerda, Filipe Luís sem ritmo era o mapa da mina. Incrível que Renato não tenha colocado Ramon no banco. Muito mais agressivo e insinuante do que Renê.
Michael demorou a entrar e quando ocorreu foi para o lado direito, onde não rende o mesmo que pelo lado esquerdo.
E o Kenedy, hein? O normal não teria sido a entrada de Vitinho?

Óbvio que a lambança de Andreas praticamente definiu o jogo. É o que sempre digo: o fator sorte, em jogos equilibrados, é decisivo. O. Porco estava com a bunda virada para a lua. Deu tudo certo. Aliás, muito mais do que eles esperavam…
Michael teve a bola do jogo. Ali pintou que o jogo seria escrito com tinta de cor verde…

O árbitro, um banana. Pesado, fora de forma e conivente com a cera palmeirense, que começou ainda no primeiro tempo.
Triste ver esta fantástica torcida do Flamengo, que goleou a do Palmeiras, sair decepcionada do Estádio Centenário. Segundo meu amigo Jesus Gutierrez, que comandou para CONMEBOL a venda de ingressos, a torcida do Flamengo foi o dobro da do Palmeiras nas arquibancadas e no hospitality, 90% dos presentes eram torcedores rubro-negros.
Esta torcida merecia muito mais competência, dentro e fora do campo.
Tenho quase que a certeza de que enquanto encaminho este post, Renato deve estar entregando o cargo. Há certas coisas na vida que quando passam do ponto, melhor parar…

Entregamos o ouro! Aliás, este ano não temos feito outra coisa…