Batom na cueca

O melhor jogador do Flamengo na temporada passada foi Michael. Tanto é verdade que, na hipotética seleção do Campeonato Brasileiro, foi o único atleta rubro-negro “escalado” por jornalistas e treinadores. Ganhou também troféu pelo gol mais bonito, além de ter sido um dos principais artilheiros da principal competição nacional.

No Globo de ontem, ficou claro para quem leu a matéria, que o Flamengo está vendendo Michael para o futebol árabe, praticamente pelo preço que comprou, com o objetivo de comprar em definitivo o meio campista Andreas.

Parei para pensar. Isto só pode ser brincadeira ou, se for verdade, consequência de uma diarreia mental. Afinal, trocar nosso mais eficiente atacante em 2021 por um jogador comum – marcado por erro grotesco que nos custou a perda do título mais importante do continente, o direito de disputar o mundial, além de muitos milhões de dólares jogados pela janela – é o recorde olímpico em remar contra o patrimônio…

Batom na cueca!!! Não há explicação que convença.