Erramos muito

Flamengo 2 x 3 Al Hilal

O primeiro erro foi fora das quatro linhas. Não na Gávea. Em Zurique, na sede da Fifa.
Não foi correto, não foi justo, a marcação deste mundial para este início de fevereiro. Não é de hoje que venho aqui chamando a atenção para esta covardia. Retornar das férias e um mês depois estar disputando a mais importante competição do ano, convenhamos, reduz sensivelmente a concretização de um sonho.

Há quem argumente que, sabedores de que a competição seria disputada em fevereiro, a preparação deveria ser outra, com um período de férias não tão longo. Pode até ser, porém, repito ser uma covardia exigir dos jogadores o que eles não podem entregar. Fisicamente, como era de se esperar, o caos.

No ritmo dos equívocos, fartura. No time, no banco e na arbitragem.
Um equívoco a expulsão de Gerson. O primeiro cartão amarelo, um absurdo, pois Gerson não simulou o pênalti. O segundo amarelo, pior ainda. Um pênalti que, se houve, foi totalmente involuntário. Neste lance o jogo foi decidido. Tomamos um gol e perdemos nosso camisa 8.

No mais, algumas atuações abaixo da média, que só não vou me aprofundar por uma questão de coerência, pois é impossível o bom futebol ser desenvolvido sem que fisicamente os jogadores estejam preparados.
De qualquer forma, para o que vem pela frente – Brasileiro e Libertadores – urge a contratação de um lateral direito, além de alguém pegador que possa ocupar o lugar de João Gomes.

Como tudo estava errado, o treinador foi no embalo. Pulgar no lugar de Arrascaeta, mesmo com uma perna só, é dose para mil elefantes…
E, na saída de Everton Ribeiro a vaca foi para o brejo. A meiuca ficou sem um só que tivesse anel no dedo…

Enfim, para quem já viu quase tudo no futebol, esta zebra não foi tão listrada assim…
Triste…