O peixe morre pela boca

Após o jogo contra o Flamengo, em que sua equipe foi derrotada pelo rival, Abel Braga, apesar do resultado adverso, fez questão de exaltar o empenho do seu time e, lá pelas tantas, na entrevista coletiva, sapecou um “hoje foi lindo!”. Os vascaínos, enfurecidos, invadiram as redes sociais para espinafrar até a quinta geração do comandante vascaíno.

Na sua coletiva de apresentação, Thiago Maia, certamente movido pela euforia do momento, não teve nenhum pudor, quando indagado sobre o seu estilo de jogo, em afirmar que “comigo a bola passa, mas o jogador fica”, ou seja, já deixou claro que pega pesado.

Abel e Thiago falharam feio. O mundo mudou. Hoje em dia, espirro vira pneumonia em fração de segundos.

Abel não teve a sensibilidade de entender que, apesar do esforço de seus jogadores, sua torcida estava furibunda por mais uma derrota para o maior rival. Tudo que ela não queria ouvir foi dito pelo treinador: “hoje foi lindo”…

Thiago foi para a coletiva de apresentação, mas esqueceu a sensibilidade em casa. Esqueceu também que o mundo do futebol tomaria conhecimento do conteúdo da coletiva e, neste mundo, os árbitros e futuros adversários estão incluídos. Thiago deu o primeiro passo para ser um jogador marcado pela arbitragem.

O peixe morre pela boca…