Passeio no tapetinho

Botafogo 0 x 3 Flamengo

Aqui pra nós: em determinado momento neste passeio sobre o Botafogo, não veio à sua cabeça fazer 2 x 1 no placar do 6 x 0?
Quando o jogo começou a ficar supertranquilo, meu telefone começou a ficar nervoso. Os amigos e amigas, claro que rubro-negros, não pensavam em outra coisa. Todos imaginavam mais um 6 x 0. Confesso que também pensei.

Como a faixa etária de quem me ligava era 50+, supus que, no Engenhão, nosso público mais jovem, e também os jogadores, não estivessem muito ligados na histórica briga. Passamos anos e anos tendo que aturar aquela faixa no Maracanã: “Gostamos muito de vo…6!!!”
Aí, um bom tempo depois, com a torcida empurrando o time para a forra, Zico e Cia. lavaram nossa alma.

Poesia rubro-negra registrada, vamos ao jogo.
Superioridade absurda do Flamengo. Após a expulsão do valentão alvinegro, o que estava tranquilo virou esperança de goleada histórica.
3 x 0 foi o placar e retratou com fidelidade o que foi visto.

Dois lances muito bonitos, principalmente por quem criou: o passe de Jorginho para Samuel Lino, que perdeu o gol, e o de Varela para Pedro, que balançou a rede. Foram os dois momentos mágicos.

Varela foi o destaque. Curioso que, contra o Cruzeiro, a presença de Emerson Royal teria sido em função de ser mais ofensivo do que Varela. O uruguaio provou, contra o Botafogo, que, mesmo não sendo uma Brastemp, é fácil o titular na lateral direita.
Léo Ortiz melhorando a cada jogo. O treinador da seleção deve ter gostado do que viu.
O outro Léo, o Pereira, além de mais uma boa atuação, marcou um gol de falta que fazia tempo o torcedor do Flamengo não comemorava.
Do meio para frente, nenhum grande destaque. Paquetá, contra o Cruzeiro, jogou melhor. Gangorra normal para quem ainda procura seu espaço ideal no campo.

Vencendo o Remo, no meio de semana, no Maraca, já estaremos brigando pela liderança.
Felizmente, tudo voltando ao normal.