Chapecoense 0 x 4 Flamengo
O dia do reencontro com o Campeonato Brasileiro começou muito triste.
Luiz Carlos Barreto, o Barretão, desbravador do cinema brasileiro e apaixonado rubro-negro, aos noventa e oito aninhos, nos deixava.
O dia foi passando e, com o coração apertado, nem deu para secar o Palmeiras, diante da fragilidade do Coritiba. Em compensação, na sequência, apesar do péssimo estado do gramado, três pontinhos na caixinha rubro-negra, diante de uma Chapecoense com cara e futebol de Segunda Divisão.
Difícil uma avaliação individual. Fica a sensação de que alguma injustiça possa ser cometida, pois a ferramenta principal, o gramado, estava enferrujada…
Primeiro tempo com destaque para o gol de Pedro. Gol de centroavante. De centroavante muito bom. Não bastasse, uma participação de rara categoria no gol de Lorran e muito oportunismo no quarto gol.
Aliás, por onde anda o treinador da Seleção Brasileira?
Octavinho Drummond, o ex-Chacau, estava uma fera com a atuação de Ayrton Lucas. No fundo, é aquele tal negócio que sempre comento: a falta de confiança destrói qualquer jogador. Questionado, Ayrton Lucas se deixou abater. Primeiro tempo, realmente, ruim. Melhorou na etapa final.
Confesso que, no segundo tempo, torci para o jogo acabar o mais rápido possível. Não preocupado com o resultado. A preocupação era alguma contusão em função do horroroso gramado de plástico encharcado. Só no Brasil esta barbaridade prolifera.
Muito bom ver Arrascaeta de volta. Tão bom quanto será ver Almada de vermelho e preto…
Mario Cruz, ativo conselheiro rubro-negro, lembrou que estamos completando, neste post, doze anos de blog. Obrigado, querido amigo.
Este post é dedicado ao genial Luiz Carlos Barreto, o Barretão, figura ilustre ao longo destes doze anos.
No dia 25/02/23, após vitória do Flamengo sobre o Botafogo, Barretão foi mencionado com amor, humor e carinho:
Quase quatro da tarde, meu telefone toca. Do outro lado da linha, do alto dos seus noventa e cacetada, com corpito de quarenta e cabeça de vinte aninhos, o extraordinário cineasta Luiz Carlos Barreto, o Barretão:
– “Ô Kleber, o jogo do Flamengo vai passar na Bandeirantes? Liguei e estou vendo um jogo do Fluminense. E o nosso jogo vai passar em que canal?”
– “Barretão, é na Cazé TV!”
– “Como é?”
– “Cazé TV, amigo!”
– “Ué, a Regina Casé tem emissora de TV?”
– “Não! A Regina não tem emissora de TV. Vá no YouTube e de cara você verá uma imagem anunciando o jogo contra o Botafogo. Barretão, já está 1 x 0 Flamengo, gol do Matheus Gonçalves.”
– “Isso é muito bom, o ruim é que não consigo ver o diabo do jogo. Como é que eu faço?”
– “Barretão, você tem que ter o YouTube baixado. Você tem?”
– “Acho que tenho. Peraí, a Paula está chegando. Ô Paula ajuda aí…”
E a Paula resolveu, para alívio deste extraordinário rubro-negro.
Como o doce Barretão, muitos rubro-negros sofreram para ver o Mengão. Não pelo YouTube ou pelos profissionais que trabalharam, mas pela falta de hábito…
Valeu, Barretão!
Missão, maravilhosamente, cumprida.
Gênio!!!
E, anjo…


