Adriano Fontes / CRF

Planejamento ruim. Resultados ruins…

São Paulo 2 x 1 Flamengo

Por onde começar?
Será pela arbitragem. A CBF anuncia, como se fosse a descoberta da roda, que a arbitragem brasileira mudará de patamar em função da perseguida – e agora alcançada – profissionalização.
Nosso país é curioso. Ser profissional não é dominar a matéria, e sim ter um contrato ou uma carteira assinada.

O árbitro Wilson Pereira Sampaio deve ter um padrinho muito forte na CBF, pois consegue ser indicado para apitar na Copa do Mundo. Neste jogo, foi decisivo: no último lance, ignorou um pênalti claro em Arrascaeta. O VAR, corporativista, não fez o seu papel. Ridículos!!!

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.
Início de temporada pior, impossível!

Planejamento equivocado da nossa comissão técnica, culminando com a possibilidade de o clube disputar um quadrangular no Campeonato Carioca para evitar um rebaixamento estadual. Pior ainda: ignoraram que o time teria um desgaste maior jogando mais partidas do que aqueles que estarão disputando o título.

Depois da derrota para o Fluminense, derrota na estreia do Brasileiro para o fraquíssimo time do São Paulo.
O que faltou no Campeonato Carioca se repetiu na estreia da competição mais importante do país. A vitória, a perseguição pela conquista, em segundo plano. Primeiro, o malabarismo equivocado, a estratégia errada.

O melhor time possível não começou o jogo. As alterações atenderam à tal da minutagem, e não ao interesse vital, que é a vitória.
Em síntese, jogamos três pontos pela janela.

Será que estamos nos achando?
Se isto estiver ocorrendo, corremos sério risco.

Fora de campo, vamos bem. Há quem entenda que Paquetá custou muito, que, aos 28 anos, será pouco provável outra venda para o futebol europeu.
Respeito quem pense assim; porém, penso diferente. Paquetá representará conquistas que tornarão o Flamengo mais forte e, consequentemente, aumentarão seu faturamento. Sem falar no institucional. Nossa torcida, gigante, seguirá crescendo.

Enfim, é isso. Começando tropeçando nas nossas próprias pernas.