Flamengo x Botafogo

Comemoração do Tricampeonato Estadual do Flamengo, vencida nos pênaltis, em 2009.

Comemoração do Tricampeonato Estadual do Flamengo, conquistado nos pênaltis, em 2009, sobre o Botafogo.

Não tomei conhecimento da venda antecipada para o clássico de domingo, porém aposto todas as minhas fichas que o público será excepcional. Quem é Flamengo está saudoso de um grande clássico. Quem é Botafogo, idem. O Botafogo é o líder do campeonato. O Flamengo, o vice-líder e, quem vencer fica com a liderança e com a estrada pavimentada para a fase aguda da competição. Os últimos resultados dos dois times animam e empurram os torcedores para o Maracanã. O movimento de paz, no dia dos 450 anos do nosso Rio, é altamente positivo e também leva as famílias para o estádio. Aliás, bela a iniciativa de Rene Simões na carta aberta dirigida à torcida do Botafogo. Sempre achei o Rene Simões preparado, competente e carismático, e confesso não entender como não está ele num patamar mais elevado como treinador de futebol. Estes movimentos são positivos, e tem influência sim, junto à grande massa torcedora. Se não estou equivocado, em 2009, na antevéspera de uma decisão com o Botafogo, tivemos a feliz ideia de promover um almoço no Restaurante Mister Lam, do Botafoguense Eike Batista, que inclusive pagou a conta, reunindo diretorias, comissões técnicas e jogadores de Flamengo e Botafogo. A mensagem simples de que há uma enorme diferença entre rivalidade e inimizade, foi perfeitamente captada pelos torcedores. A decisão transcorreu na maior paz e, apenas como detalhe, o Flamengo foi campeão.

Há um favorito? Acho que não. Num clássico, por melhor que seja o momento de algum time, jamais há favoritismo. A tradição não deixa. Lembro de um Flamengo e Botafogo, no Maraca, em que o Fla tinha um time apenas razoável, e o Botafogo, um timaço. Elba de Pádua Lima, o Tim, era o treinador do Flamengo. Colocou um jogador chamado Luiz Claudio em cima de Paulo César Caju e acabou com o time do Botafogo. Quem apontava o Bota como favorito, viu a zebra passear de vermelho e preto. Este, para quem é Flamengo foi um jogo marcante. Por falar nisso, para mim, em se tratando deste clássico, os mais marcantes foram, o que acabo de citar; os 3 x 0 que Garrincha, genial, impôs ao Flamengo em 62, quando Gerson foi escalado na ponta esquerda… Sem comentários… até em respeito a quem mais não está aqui entre nós. Vi este jogo com meu pai no setor quatro do Maracanã. Saímos atordoados…

Os 6 x 0, com o sexto gol de Andrade, com a camisa 6, para quem é Flamengo, um porre de felicidade. E finalmente, as conquistas que redundaram no penta-tri-campeonato em cima do Botafogo, e com direito a ser campeão na disputa de pênaltis.

Clássico com C maiúsculo. Uma tonelada de tradição… Não dá pra não ir.

 

Dúvidas

A despedida, em 24 de março de 1993: Zico, Bebeto e Dinamite.

A despedida, em 24 de março de 1993: Zico, Bebeto e Dinamite.

Antes de passar as minhas dúvidas, não posso deixar de registrar o quão agradável e gratificante tem sido ler os comentários dos companheiros, que na realidade comigo dividem este blog. Confesso que, “rolar a bola” para o debate, para mim é um prazer enorme. Já era assim na época do Rádio, quando desenvolvia o “Enquanto a bola não rola” e o ” Bola de fogo”. Esta troca de sentimentos e do modo diferente de ver as coisas, com certeza absoluta, amplia o horizonte de todos nós. Ficamos melhores, mais bem informados, mais bem preparados. Triste é se achar o dono da verdade. É como se isolar num mundo sem cor, sem brilho. É viver solitário, num mundo sem nenhuma possibilidade de crescer, de avançar…

Relendo vários comentários, novamente me impressionou o nível das colocações, muitas vezes opiniões antagônicas às minhas, mas sempre com inteligência, competência na comunicação e elegância. Sem vocês, o meu prazer de estar aqui quase diariamente, não seria o mesmo. Aliás, e o mais importante, este blog não seria o mesmo. Muito obrigado, parceiros…

Agora mesmo, confesso estar precisando de uma bengala, pois tenho algumas dúvidas.

Vamos lá:

  1. O resultado de ontem deve ser comemorado? A vitória foi vitória ou, o gol aos quarenta e cacetada, impedindo a classificação antecipada, fez com que fossemos dormir com uma certa frustração?
  2. Este jogo contra o Nacional de Montevideo, que marcará a despedida de Léo Moura, foi bem programado? Explico: Há, dias antes, um clássico contra o Botafogo. Em caso de vitória, ou até mesmo de empate, tudo bem. E se o resultado for ruim? Com que ânimo o torcedor vai para este jogo comemorativo?
  3. Quando Roberto Dinamite se despediu do futebol, tive o prazer de ajudar a organizar toda a festa, cuja grande atração foi Zico e Roberto jogando juntos, no jogo Vasco x Deportivo La Coruña, em que Bebeto era o craque do time. Toda a arrecadação do jogo (bilheteria, direitos de TV e publicidade estática), após se pagar as despesas naturais (estádio, impostos e gastos com o clube espanhol), foram para o grande homenageado, Roberto Dinamite. Pergunta: Além dos abraços e placas comemorativas, não seria justo Léo Moura ficar, ao menos com um pedaço do que vier a ser arrecadado?

Rolei a bola. Agora, parceiros, é com vocês…

Valeu, Léo!!!

Léo Moura e algumas de suas conquistas em mais de 500 jogos. (Foto: André Durão)

Léo Moura e algumas de suas conquistas em mais de 500 jogos. (Foto: André Durão)

Acabo de falar com Eduardo Uram, empresário de Léo Moura. Ontem, Eduardo jantou com os representantes do clube americano, e o final do filme para o nosso “moicano” será na sua terra de origem. Este clube, que pertencia à Traffic, foi comprado por um grupo composto em sua maioria por brasileiros. A Liga, a qual o novo clube de Léo está filiado, é a segunda em importância nos Estados Unidos, porém há a possibilidade de unificação das duas ligas, o que valorizaria o investimento dos brasileiros. O contrato será de três anos e, segundo Uram, financeiramente, nada demais, já que o orçamento do clube anda apertado.

Agora, resta esperar a confirmação do jogo de despedida que, segundo se informa, será contra o Nacional, do Uruguai.

Não posso deixar de registrar que, na minha passagem pelo Flamengo como vice-presidente de futebol, de 2005 a 2009, tive honra, prazer, admiração, gratidão e muitas, muitíssimas alegrias no convívio com Léo. Ser humano adorável e profissional exemplar.

Amigo Léo, como disse o poetinha Vinícius de Moraes: “Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver…” e, sapeco de cá, pedindo desculpas ao poetinha: “Se todos fossem iguais a você, que maravilha torcer…”

Tudo de bom querido amigo e sorte, muita sorte!!!

Léo Moura

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Tudo muito estranho neste assunto envolvendo Léo Moura. Tudo começou quando os representantes do Flamengo acertaram com Eduardo Uram, procurador do jogador, a renovação de contrato pelo período de um ano, com o mesmo salário do contrato anterior. Duas semanas depois, o procurador do jogador, ao cobrar o contrato dos dirigentes, ouviu que o negócio estava pegando, pois o Flamengo ficara com o orçamento arranhado em função da desistência de um dos patrocinadores. Uram reagiu, afirmando que o negócio havia sido fechado, e que este fato novo era irrelevante ante o aperto de mãos selando o acordo. Os dirigentes pediram três dias, findo os quais, relataram que na verdade parte dos dirigentes não estava de acordo com o que fora fechado e, propuseram duas alternativas. A primeira, o mesmo salário, com contrato só até o fim do Campeonato Carioca. A segunda alternativa, contrato até o final do ano e salário reduzido à metade. Léo Moura preferiu a primeira opção e, embora não declarando publicamente, ficou profundamente magoado pelo tratamento recebido. Aliás, já escrevi sobre isso e, repito agora que, o tratamento dispensado a um jogador que tem sido um exemplo, dentro e fora de campo, ao longo de tanto tempo, era pra lá de injusto, quase desumano.

Neste novo episódio algumas coisas estranhas aconteceram. Primeiro, o jogador foi procurado diretamente por um dirigente do clube americano. Este senhor, de nome André Luiz, brasileiro, realmente falou do interesse em ter Léo Moura pelo período de três anos, porém em nenhum momento formalizou uma proposta financeira. Hoje à noite, o empresário Eduardo Uram irá jantar com os representantes do clube americano e, o que vai acontecer, só Deus sabe… Pode ser que a proposta seja boa, mas também pode ocorrer o contrário. O que é de se estranhar é a confusão formada ante assunto longe de estar resolvido.

Para encerrar: A distância de Léo Moura para Pará, é a mesma que do Rio para Belém

 

Começou o ano

(Reprodução da TV)

Entrou ou não? Difícil dizer… (Reprodução da TV)

Enfim, 2015 chegou. Sempre tive a sensação do ano só começar pra valer, depois do carnaval. No mundo do futebol, quem aproveitou este período para montar o elenco vai se dar bem. Quem não aproveitou, talvez não perca tanto, até porque, raríssimos trabalharam bem. O fim de semana, de positivo, o que se viu do time do Vasco. Enquanto a maioria da crítica apontava o Fluminense como favorito ao título, aparece o time do Vasco que ninguém acreditava e ganha o jogo com sobras. Na verdade, um a zero foi pouco. Duas bolas na trave e um absurdo de pênalti não marcado, explicam o placar apertado, não retratando o que foi o jogo. No lance do pênalti cometido pelo goleiro do Flu, o jogador do Vasco que sofreu a falta ainda levou cartão amarelo, pois na opinião do árbitro houve simulação. Que decisão estapafúrdia…

De negativo, além do Fluminense, o time do Flamengo. Também, começar um jogo contra o Madureira com três volantes, convenhamos, é ter vontade de dar sopa para o azar. O pobre do Marcelo Cirino ficou muito só. O ideal seria um atacante ao lado dele e um dos volantes esquentando o banquinho.

O lance do gol do Flamengo foi realmente polêmico e, até agora, não tenho certeza se a bola entrou toda. Na hora do gol, tive a impressão clara de que a bola havia entrado, e muito. Nas repetições, as dúvidas começaram a surgir e, dependendo do ângulo, podia se achar que a bola entrou toda ou não.

Para o Flamengo, à partir de agora, chegou a hora da verdade. No meio de semana, jogo pela Copa do Brasil no interior gaúcho, onde sempre é difícil ganhar, e no domingo, o primeiro clássico, contra o Botafogo. Continuo achando que o elenco que foi montado não vai fazer o torcedor sofrer, mas isto, em se tratando de Flamengo, é muito pouco. Com um meia criativo e um bom atacante para jogar com Marcelo Cirino, as perspectivas seriam outras.

Uma curiosidade. Que nota você daria para este time do Flamengo?

Feliz 2015!!!

Até quarta-feira…

Baile do Vermelho e Preto (Foto: Helio Motta/UOL)

Baile do Vermelho e Preto (Foto: Helio Motta/UOL)

Chegou o carnaval. Há uma enorme discussão se o sábado de momo é um bom dia para futebol no Rio de Janeiro. Os defensores da tese argumentam que a cidade está tomada por turistas, sequiosos por atrações com a cara da cidade e, que um grande clássico, valendo três pontos, seria barbada ver o Maracanã lotado. Há quem lembre que isto não é um fato novo. Lá atrás, por obra e graça do genial Francisco Horta, o Maraca foi palco lotado, num sábado de carnaval, quando da estreia de Rivelino no Fluminense. Os que não concordam, como outra figura genial que é o companheiro Ruy Castro, afirmam que o turista que está no Rio neste momento quer é carnaval, e nada mais. Pessoalmente, se o jogo for atrativo e tiver charme, e ao menos um ídolo (coisa rara), aí sim vale a pena. Programar um jogo qualquer, num sábado de carnaval, apenas para correr atrás do dinheirinho do turista, não é inteligente. Aliás, tremendo gol contra.

E o Wagner Love no Corinthians, hein? Com Wagner Love e Montillo, apostaria todas as minhas fichas no Flamengo para ganhar quase tudo este ano. Enfim, sonhar não custa nada…

Hoje, é o Dia Mundial do Rádio. Um carinhoso abraço aos queridos amigos e companheiros que continuam a fazer do Rádio o companheiro de todas as horas. Aos que fizeram do Rádio uma potência no mundo da comunicação e, que aqui não mais estão entre nós, a nossa saudade, o nosso respeito e o nosso muito obrigado.

E como diz o poeta, na famosa marchinha de carnaval, “Até quarta-feira…”

Faltando pouco

Jogadores comemoram um dos gols feitos na vitória sobre a Cabofriense. (Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Claro que a análise não se baseia nos confrontos pelo Campeonato Carioca. Os adversários podem ter sido fracos, mas em outras oportunidades os adversários do Flamengo no início de temporada eram também fracos, só que o comportamento do time não empolgava, como ocorre agora. A grande verdade é que Vanderlei Luxemburgo, com todas as dificuldades para contratar, devagarinho foi ajeitando daqui, ajeitando dali e, só não vê progresso não só no time que joga, como também no elenco, que começa a ficar robusto, quem não sabe nada de futebol ou, quem vê com má vontade.

Antes que alguém conclua que estou sendo exageradamente otimista, quero dizer que para as grandes conquistas, claro que ainda falta alguma, diria mesmo, pouca coisa. Se vier o Montillo, o Flamengo vai brigar pelos principais títulos. Se além do Montillo, chegar um atacante de peso, e pode ser até o Walter, aí meu amigo, o Flamengo passa de aspirante aos títulos a um dos favoritos…

Tomara que estes poucos reforços que faltam cheguem logo. Caso isto fique para o ano que vem, além da dificuldade ser a mesma em contratá-los, há o risco de se perder alguém.

A hora é essa!!! Ação e coragem!!!

Dr. Michel

20150115172958_925Hoje é um dia muito especial. O nosso bravo Dr. Michel Assef, operado ontem à noite, teve uma teimosa e gulosa artéria desobstruída e, passa maravilhosamente bem. Ainda hoje sai da UTI para o quarto e amanhã já vai para casa. Vitória pessoal de um grande guerreiro, vitória da sua adorável família, vitória da sua legião de amigos, vitória da torcida-rubro-negra e vitória da vida, até porque, a vida sem o Dr. Michel seria uma chatice. Viva a vida!!!

A única recomendação médica para que este problema jamais retorne, é para que o nosso bravo Dr. Michel tenha uma atividade sexual mais intensa. Anda meio preguiçoso…

 

Jabuti não sobe em árvore

Thiago-carybe-mil-folhas-575x262Como deixar de contar, mesmo nada tendo a ver com futebol, o fato ocorrido há dois dias e que pipocou esta manhã. Muito mais importante que o assunto em si, é a leitura a ser feita, principalmente por quem tem prazer em conviver e estudar a alma humana.

Numa casa noturna recém inaugurada em Ipanema, Rio de Janeiro, cuja proposta é boa gastronomia no embalo de vídeos musicais espetaculares, aparece um grupo para jantar, faixa etária mais elevada e todos muito animados. Lá pelas tantas, já em meio à sobremesa, alguém na mesa percebe um dente dentro de um doce conhecido mundialmente por mil folhas. Alguém berra: ”o que é isso?” Imediatamente uma voz feminina, já meio cansada, responde: ”um dente no mil folhas!!!!!” E todos à mesa, espantados começam a esbravejar: ”Que horror!!!! Que absurdo!!! Um dente, sabe-se lá de que boca, dentro do mil folhas!!!! Cadê o gerente?” E, eis que surge um dos sócios e, assustado ante situação tão inusitada, sem saber o que dizer, dispara: ”Isto acontece…”  Claro que, no momento de pânico a reação o conduziu a dizer um absurdo, até porque, é exatamente o contrário, isto é, este fato nunca acontece…

Além do fato inusitado, os animados fregueses passaram a ter um gancho extraordinário. Alguém importante da casa havia afirmado que um dente num doce mil folhas era algo normal e possível. Em síntese, o prato estava feito e, o mais importante, ninguém mais pensava na pergunta óbvia: Como um dente foi parar dentro do doce? Os veículos de comunicação foram contactados e, até famosos e importantes colunistas foram acionados. Saiu na imprensa e, deu no rádio. Os proprietários da casa, os funcionários e principalmente o chef da cozinha, aliás, renomado chef, todos intrigados com o ocorrido. Quem pediu a palavra foi o chef e, com autoridade de quem conhece profundamente o tema, disparou a bomba: ”Impossível um dente no mil folhas!!! Jogo fora o meu diploma!!! Tem caroço neste angu”… e passou a fornecer dados técnicos, até então desconhecidos de todos, principalmente quando disse que tecnicamente não havia como um objeto sólido passar pela biqueira da bombona de creme. Segundo ele, se fosse um fio de cabelo, até seria possível, um dente, nunca, jamais. Ante depoimento tão firme, a pergunta anterior ficou robustecida. Como um dente foi parar no mil folhas? O chef, intrigado, perguntou: “Cadê o diabo do dente?” Aí, foi informado pelos garçons que a reclamante, que em situação normal deveria ter tido aversão, repulsa, ao objeto, tal como teria a uma barata, simplesmente, tratou o dente intruso com o maior carinho do mundo, inclusive, o acariciando. O chef, espantado, insiste: “E o dente, cadê o dente?” Aí, foi informado que a senhora reclamante havia levado o mimo para casa. O chef, bom na gastronomia e conhecedor profundo da alma humana, lembrou a história do Jabuti que, como é de conhecimento público, não sobe em árvore. Lembrou, com rara sabedoria, que se o Jabuti apareceu em cima da árvore, alguém o colocou lá.

Como a mente humana é pródiga na criação, principalmente quando a vaidade está em jogo e o mico, gigantesco…

 

 

Tudo errado

Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress

Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress

Após os episódios violentos deste final de semana em São Paulo, quando torcedores do Palmeiras tiveram enfrentamento com a polícia, e os do Corinthians entre eles mesmos, surgiu novamente a ideia de se adotar a torcida única toda vez que houver um clássico no futebol brasileiro. Isto me parece o caso de uma pessoa, com um determinado tipo de doença, que vai ao médico e este, antes de esgotar todas as possibilidades de tratamento, parte para o radicalismo recomendando a intervenção cirúrgica. Será que esgotamos todas as possibilidades no sentido de preservar uma das coisas mais lindas do futebol, que é o exercício democrático de torcer em um estádio? Isto sem falar na beleza do espetáculo, na cultura, no confronto dos cânticos, e até no desenvolvimento do jogo que, convenhamos, com uma só torcida é um, na normalidade das duas, outro completamente diferente. E muito mais emocionante.

Sei que a missão não é tão simples, mas ao mesmo tempo fica uma sensação clara de que, até agora, não houve um movimento nacional, firme e competente, para dar solução ao problema. Na realidade, o tema já foi até discutido demais. Muito papo e pouca ação. A hora é essa para evitar a medida drástica de se limitar a uma única torcida cada grande clássico do futebol brasileiro. É preciso agir, e agir o mais rápido possível.

Que os que comandam o futebol brasileiro não tenham medo de errar, pois o pior pecado é o da omissão. Se o que for implantado precisar de correção, que se corrija. Não se pode acertar tudo sempre. O importante é tentar. Que tal começar a agir? O futebol vai agradecer.

Claro que este é apenas o meu ponto de vista. Muitas vezes fico feliz em rolar a bola, isto é, provocar a discussão. Gostaria muito que cada um pudesse aqui dizer o que pensa a respeito deste tema polêmico. A pergunta é simples. Para evitar a violência nos estádios e nas suas imediações, a torcida única é a solução?