Curtir e pensar

Flamengo 4 x 1 Bahia – 19/10/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Curtir a vitória. Aqui pra nós, ver o Flamengo ganhar é longe um dos maiores prazeres da vida. Portanto, depois de um 4 a 1, a única certeza é a de que o sono será tranquilo, feliz…

Na projeção, na sequência, a cabeça funciona e os questionamentos surgem.

Vamos ao jogo. Pra começar e, de maneira definitiva, que o nosso treinador colombiano entenda que talento não foi feito para o banco. Éverton Ribeiro, esquentando o banquinho, é brincadeira! Felizmente, após 45 minutos de jogo, o senhor Rueda entendeu o óbvio e Éverton Ribeiro jogou o segundo tempo.

Destaque absoluto, total, definitivo, para Réver. Quero ver a nota dos jornais. Réver foi perfeito no que lhe competia fazer, ou seja, defendendo e, genial onde não era a sua praia. Atuação simplesmente fantástica! 10!!! Nota 10!!!!!!!!!

Goleiro, na “hora H”, espetacular. No primeiro tempo, duas grandes defesas. Pará, bem. Atuante, atacando. Réver, 10. Juan, como sempre, muito bem. Trauco, meio preso. Poderia ter ido mais.

Cuellar, discreto. Arão, dinâmico. Éverton, em dia pouco inspirado.

Berrío, até que razoável. Hoje, na entrada de Éverton Ribeiro, poderia ter ficado Berrío e saído Éverton, como disse, em noite de pouca inspiração.

Diego, quase uma maldade de quem estava no jogo e o vaiou. Diego é um jogador precioso e, de um astral maravilhoso. O comportamento de alguns torcedores foi injusto, vaiando quem não merecia.

E Guerrero, hein? O meu amigo Fernando Versiani acha o custo/benefício de Guerrero muito ruim. Eu tenho minhas dúvidas. Adoraria ver um ataque com Éverton Ribeiro, Guerrero e Vinícius Jr. Acho que nesta composição Guerrero iria arrebentar.

Enfim, como disse no início do post, curtir a vitória e, pensar no que vem pela frente…

Ganhar é muito bom.

Alguém tem juízo

(Foto: reprodução da internet)

Finalmente uma atitude responsável e coerente.

A Polícia Militar, espremida entre a desconfiança da população carioca e as armas de guerra dos fora da lei, toma atitude correta, encaminhando expediente à CBF, onde deixa claro ser uma temeridade a realização do jogo Flamengo x Vasco, na Ilha do Urubu.

O que me causa espanto é o fato de ter que se chegar ao ponto de ser necessária uma interferência da Polícia Militar, quando este tema deveria ser resolvido de forma responsável e equilibrada na esfera esportiva.

Incrível como pessoas de bem, sérias e de muito bom nível cultural, priorizam de forma tão equivocada, colocando a rixa clubística acima da segurança e do bem-estar do ser humano.

Não é que no Maracanã nada aconteça. Apenas e, óbvio é que, a possibilidade de se controlar qualquer coisa que fuja à normalidade é muito mais fácil, em função da estrutura do ex-maior estádio do mundo.

Ponto para a Polícia Militar.

Paolo Guerrero

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Lendo os comentários, encontro a sugestão do companheiro NINO, que permanentemente dá brilho a este blog. O Nino acabou me lembrando de fazer uma observação importante, que ia deixando passar.

Quando li que o RIVER PLATE, da Argentina, poderia tirar Guerrero do Flamengo, de imediato veio a conclusão de que o contrato com o Flamengo está próximo do seu final.

Esta noticia é fruto da famosa “cavadinha”, quando alguém com algum tipo de interesse cria uma determinada situação para dela tirar proveito. A ação não é nova e, até entendo este tipo de artimanha por parte de um empresário. O problema é que, pelo que ganha Guerrero, a escolha do “clube interessado” foi muito mal feita. O mercado argentino não comporta pagar “meio Guerrero”.

Em síntese, estratégia normal, porém pessimamente executada.

Quanto à pesquisa do Nino, como acho Guerrero um bom jogador, sem qualquer loucura, sou favorável a que o contrato seja renovado. Não se encontra bom atacante no mercado com facilidade.

Fla x Vasco

(Reprodução internet)

O que se ouve e lê é que a diretoria do Flamengo está confirmando o próximo jogo contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, para a Ilha do Urubu.

Entendo perfeitamente a filosofia nordestina. “Pau que dá em Chico, dá em Francisco”. “Vento que venta cá, venta lá”.

Baseado nestas duas máximas – quase que com certeza – a diretoria do Flamengo tomou tal decisão. Porém, é bom que não se esqueça que estamos diante de uma situação que requer cautela, sabedoria e sensibilidade.

Cautela, no sentido de se depurar o tema à exaustão, até porque há componentes perigosos como paixão e violência. E, pelo que se tem conhecimento, a decisão foi tomada muito mais no emocional e, de forma rápida.

Sabedoria para entender que o bem-estar e a integridade do ser humano estão acima de qualquer possível desforra. Não é pelo fato da diretoria do Vasco ter marcado o jogo do primeiro turno para São Januário, que devemos repetir o erro. E, todos sabem no que deu…

Sensibilidade para entender tudo isso. O mais prudente seria marcar o jogo para o Maracanã e, aí sim dar o troco, admitindo apenas 10% de torcedores adversários.

Independentemente de tudo que aqui coloquei, é bom não esquecer que, como mandante, o Flamengo tem parte significativa de responsabilidade pelo que vier a ocorrer.

E para encerrar, também é bom não esquecer por quantos jogos o Vasco foi punido, exatamente pelo que ocorreu em São Januário, no jogo contra o Flamengo.

Lugar de Flamengo x Vasco, é no Maracanã.

Quem sabe uma retomada?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Pra começar, o time foi, finalmente, bem escalado. Se houve interferência positiva ou, se o nosso Rueda caiu na real, pouco importa. A realidade é que dentro do que era possível escalar, o time começou correto.

Claro que não foi um bom jogo, mas desde os primeiros minutos ficou evidenciada a superioridade do Flamengo.

Na maré da vitória, vamos falar de coisas boas. Nosso goleiro, impecável. Quando se precisa, ele comparece. Rever, um show nas bolas aéreas.

No gol de Diego, auxílio luxuosíssimo da dupla Arão/ Berrío.

Aliás, não só na escalação Rueda acertou. As alterações foram todas pertinentes.

Guerrero está em uma fase que divide a opinião do torcedor rubro-negro. Hoje, foi participativo. Ajudou. Faltou o gol…

Éverton Ribeiro, que se mexeu muito, já deveria ter percebido que os goleiros estão voando. Cobrança de pênalti, obrigatoriamente – no mínimo – à meia força. O locutor foi feliz ao afirmar que Éverton Ribeiro atrasou a bola para o goleiro.

Muito bom o gol ter sido de Diego. O nosso mais talentoso jogador está precisando readquirir confiança.

Domingo com final feliz. Se ganhar é bom para qualquer um, para o rubro-negro é tudo, é fundamental!!!

Ah… ia esquecendo. Que boa partida do Canteros, hoje, longe, o melhor jogador de meio-campo. Outro jogador interessante da Chape é o lateral Reinaldo.

Enfim, um domingo de paz…

O “X” do problema

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Não sei se fiz certo ou errado, mas não resisti e liguei para o nosso presidente.

Como sempre, educado, Eduardo ouviu o desabafo de um torcedor que é tão rubro-negro como qualquer rubro-negro de verdade, e as ponderações de quem quer o bem dele, somando-se à experiência de já ter sentado na mesma cadeira que ocupa ele hoje, além da cadeira específica do futebol.

O desabafo foi no sentido do inconformismo de ver tanta gente séria e competente junta e, exatamente no que é mais importante para o torcedor, que é o futebol, muito mais decepções do que alegria.

A ponderação foi simples e objetiva, até porque, não é produtivo se criticar sem ao menos sinalizar qual seja o caminho que todos queremos.

A minha conclusão é simples. O resultado no futebol é fruto de um encaixe perfeito entre as pessoas que dividem o “vestiário”. Está mais do que na cara, que no futebol do Flamengo, do presidente ao diretor de futebol, ninguém mantém com o treinador uma linha direta. Talvez por achar que, dentro do regime profissional, isto seria uma interferência. Não quero aqui julgar. Há situações em que este tipo de raciocínio funciona e, há outras que não.

O treinador atual, necessita sim, de interferência – se assim quiserem chamar – não só pelo desconhecimento amplo do futebol brasileiro, onde o próprio Flamengo está incluído, como e, principalmente, pelas desastradas escalações, como a do jogo contra o Botafogo e a de ontem. Disse ao presidente que duvidava que alguém da diretoria, antes de qualquer jogo, fizesse ao treinador a pergunta óbvia: “qual é o nosso time pra hoje?”. Se alguém tivesse feito esta indagação, e sabedor do time escalado ontem, era obrigação argumentar que havia algo errado, possibilitando ao treinador pensar e, quem sabe, consertar o erro.

Como ninguém muda de temperamento, claro está que as pessoas que lá estão encaram este tipo de atitude como pouco profissional. Mas o que é profissional? É deixar alguém caminhar sabendo que na frente há um precipício?

Não estou aqui, como já disse, para julgar e, desta forma, até admito que quem pense de maneira diferente possa ter razão. Só que, quem pensa assim precisa ter como treinador alguém em quem se possa confiar e com profundo conhecimento de causa.

A filosofia da nossa diretoria é incompatível com este treinador. Como não haverá mudança na diretoria, que se mude o treinador. Se isto não ocorrer, vamos continuar sofrendo.

No fim do monólogo, informei ao nosso presidente que Cuca acabara de deixar o Palmeiras. Com este treinador, a filosofia abraçada pelos nossos dirigentes funcionaria, sem erro.

Casamento, perfeito!

Dois pontos na conta do Rueda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Estava a caminho do Maracanã, quando recebi, via WhatsApp, os seguintes torpedos do grande rubro-negro Fernando Versiani:


  • Muito bom!
  • O que está péssimo é a escalação do time hoje. Arão no banco, Rômulo titular, que não joga há 33 dias. Pará na esquerda, Trauco e Renê no banco.

Li na garagem do Maracanã e, imaginei que o Fernando estivesse equivocado. Caramba, de novo com Pará torto na lateral esquerda, tendo Trauco e Renê à disposição?

Rômulo começando o jogo e, William Arão no banco? O meu irmão Fernando deve ter tomado um vinhozinho além da conta e está trocando estação, pensei…

E, para concluir, tendo Guerrero e Vizeu, centroavantes de ofício, de novo com Paquetá?

Era muita maluquice ao mesmo tempo e, como tenho sempre a tendência de acreditar no profissional, subi o elevador na esperança do meu amigo Fernando ter se enganado.

Quando o locutor anunciou o nosso time tive uma brochura de ânimo. Aquelas barbaridades estavam confirmadas oficialmente. Sério. O nosso novo vice que estreou hoje, até por ser pato novo, não deve ter discutido o tema antes do jogo e, até se entende.

O que eu amaria que ele fizesse agora, era chamar o senhor Rueda e, com a autoridade de quem comanda todo o departamento de futebol, pedir ao treinador que ele justifique, caso a caso, a estapafúrdia escalação de hoje. Só isso. Aliás, isto nada mais é do que uma obrigação.

E aqui, ficamos aguardando as explicações, muito embora, de antemão, o que se viu hoje foi batom na cueca. Explicar, como?

Como comecei este post com as mensagens do Fernando Versiani, concluo com as duas últimas deste apaixonado rubro-negro:


  • Ele não tira o Paquetá nem por decreto
  • Jogou com o time errado durante uma hora

Resumo da ópera: de novo, em função dos nossos equívocos, mais dois pontos jogados pela janela.

Quanta incompetência…

Fla-Flu esquisito

Treino do Flamengo – 10/10/2017 (Foto: Gilvan de Souza)

Pra começar, numa quinta-feira, embora feriado seja, às cinco da tarde.

Um clássico tradicional, ainda sob os impactos da última rodada das eliminatórias da América do Sul. Tanto é verdade que, em função do que acabamos de comentar, o Flamengo não terá Guerrero, que teve uma quinta-feira voltada a assuntos comerciais, ainda em Lima. Imagino que Trauco e Cuellar também não devam jogar.

Houve quem aqui vibrasse com o fato de, através da repescagem, a Seleção Peruana poder disputar uma Copa do Mundo, valorizando, por conseguinte, Guerrero e Trauco.

Inegável que o argumento é forte. Porém, é bom não esquecer que, pelo fato de ter que disputar esta repescagem, a Seleção Peruana deixará o Flamengo desfalcado em, provavelmente, três jogos no Campeonato Brasileiro.

O Fluminense, que briga para não cair para a segunda divisão, também terá os seus desfalques.

Continuo achando que a derrota tricolor terá consequências devastadoras e, a recíproca não é verdadeira.

Vamos aguardar o time que será escalado por Rueda. Neste item, tem começado os nossos problemas. Por falta de conhecimento de causa – o mais provável – ou, por incompetência, Rueda tem sido infeliz nas escalações.

Tomara que o colombiano já saiba quem é quem no Flamengo. Já está na hora…

Estou prevendo um Fla-Flu cauteloso, onde o medo de perder pode superar a vontade de ganhar.

Cheirinho de empate…

Messi e Guerrero, heróis da última rodada

(Fotos Getty Image e Ernesto Benavides)

Emoção não faltou e a zebra passeou…

Como é que, praticamente na Copa, o Paraguai perde em casa para Venezuela?

A Colômbia, jogando fora de casa, demonstrou maturidade e talento, empatando com o Peru.

Brasil e Uruguai, sobraram…

E os heróis deram o ar da graça, ao apagar das luzes.

Guerrero, que fez curso em cobrança de falta com Zico, salvou o Peru, que vai para a repescagem contra a Nova Zelândia.

Messi desequilibrou e deixou claro que é, disparado, o mais talentoso jogador do planeta. Salvou a Argentina. Aliás, que time ruim… Só um gênio para resolver aquele problemão…

SALVE OS HERÓIS!!!

VIVA MESSI, VIVA GUERRERO!!!

e…….VIVA TITE!!!

 

Argentina e Vinícius Júnior

Argentina

Há no mundo do futebol uma enorme expectativa por esta terça-feira.

Certamente, o presidente da FIFA deve estar de cabelo em pé ante a possibilidade de uma Copa do Mundo ser realizada sem a presença do melhor jogador do planeta. O que mais se ouve sobre o tema em pauta, é o famoso “como é que pode?”.

O último jogo – o decisivo, amanhã – será em uma cidade cuja altitude é de três mil e cem metros. Para que se tenha ideia do quão Quito é alto, lembro da preparação de 21 dias da Seleção Brasileira para uma determinada eliminatória para a Copa do Mundo, em que ficamos sete dias em Bogotá, cuja altitude é de dois mil e seiscentos metros, e duas semanas em Quito, cuja altitude é de três mil e cem metros.

A Seleção só foi para La Paz, onde no local do jogo a altitude é de três mil seiscentos e cinquenta metros, na véspera do jogo. Super preparada, jogando o fino da bola, a nossa Seleção venceu por 2 a 0 e, poderia ter sido de muito mais, pois foram inúmeras as chances de gol.

O que quero dizer, contando isso? Que jogar em Quito ou em La Paz é praticamente a mesma coisa. Portanto, não será mole para Messi (& Cia) encarar este desafio.

O que mais me espanta nesta Seleção Argentina, olhando os números e, isto pode ser fator decisivo, dependendo dos resultados casados, é o quanto foi ineficiente um ataque composto por tantos jogadores consagrados.

O time da Argentina tem até agora o segundo pior ataque das eliminatórias, com apenas 16 gols marcados. Só ganha da Bolívia, que marcou 14. Em compensação, a defesa argentina é a segunda menos vazada, com 16 gols, só perdendo para o Brasil, que sofreu apenas 11 gols. E, quantas e quantas vezes ouvimos de analistas famosos que o problema da Argentina era sua defesa…

Ganhando, a Argentina – dependendo de outros resultados – pode terminar até em terceiro lugar. O problema é ganhar naquela altitude…

Enfim, Equador x Argentina será “o jogo” nesta última e decisiva rodada. Como sou Messi Futebol Clube, já separei o Rivotril.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Vinícius Júnior

O nosso companheiro do blog, que assina VALDINEI, nos enriqueceu com bela matéria do jornal Marca, da Espanha, (ler AQUI) revelando que Vinícius Júnior, fisicamente falando, é o nota 10 do Flamengo, deixando todos para trás.

A mesma matéria, afirma que o jogador vem sendo monitorado permanentemente pelo Real Madrid, que sempre tem alguém por aqui de olho em Vinícius Jr.

O que posso acrescentar ao que foi dito, é que recentemente um figurão do clube espanhol aqui esteve e retornou abruptamente para Madrid, insatisfeito com as poucas oportunidades que o jogador vem tendo no Flamengo.

Aliás, a estranheza deste dirigente é a mesma que tenho eu. Confesso que não tenho entendido muito bem o modo como este raro talento vem sendo tratado pela atual comissão técnica do Flamengo. Tomara que esta gente que chegou com “o bonde andando” tenha aprendido que, com o dito cujo em movimento, para subir no estribo, o primeiro pé a ser colocado é o esquerdo…

Quando não se sabe, se pergunta. De preferência, para quem sabe…

Dica errada, é de matar…