O Super Clássico e o futuro do Flamengo

River Plate levanta sua quarta taça da Libertadores em Madri. (Foto: Juanjo Martin / EFE)

Que jogo, hein? Um turbilhão de emoções, onde a tensão esteve presente do primeiro ao último segundo.

E a intensidade? Poucas vezes vi no nosso Campeonato Brasileiro uma partida com tamanha intensidade. E, é aquele tal negócio, jogo com qualidade e havendo peso nas camisas, é bom em qualquer lugar.

Pelo peso das camisas, pelo fato de Madrid ser a cidade no exterior com a maior concentração de argentinos, pela razão do povo espanhol adorar futebol, e por ser um jogo decisivo, o estádio do Real Madrid recebeu um público espetacular.

Menos mal que a Libertadores tenha terminado bem, com a vitória do River por 3 a 1, mas não há como esquecer o complexo de vira-latas dos dirigentes da Conmebol e da Argentina que, por incompetência, falta de vergonha e personalidade, transferiram uma final de Libertadores da América para um outro continente. Uma vergonha…

Parabéns ao River! Título pra lá de merecido. O Real Madrid que coloque a barbinha de molho…


Recebi ao longo do dia uma série de telefonemas e, muitos de amigos que comporão a nova diretoria rubro-negra.

A novidade é que o nosso Bap não será o vice-presidente de marketing, ficando com a vice-presidência de relações externas. Em síntese, Bap será um ministro líbero, atuando em várias frentes, sendo o braço direito do presidente Rodolfo Landim.

Sei que de nada adianta a minha observação, ou melhor, a minha desaprovação, pois decidido está.

Haverá, pelo que ouvi, o tal do Conselho Gestor no futebol. Por experiência, garanto que esta não é uma boa solução. Repito que, no futebol, quanto menos gente, melhor! Em síntese, uma corrente simples, de cima para baixo. Presidente/vice de futebol/diretor remunerado/treinador. E, mais ninguém!!!

Este comitê, ao invés de ajudar, atrapalha. Isto sem falar na enorme brecha que se abre e estimula a vaidade. Por isso, também, quanto menos gente, melhor.

E, encerro com a máxima do nosso Cuca, a quem desejo uma plena recuperação, e que muito em breve, retorne ao mundo da bola: “Muito pior do que não contratar, é contratar errado”.

Mensagem para Landim

Landim e Lomba se cumprimentam na Gávea, durante a eleição (Foto: Marcelo Baltar)

Presidente, parabéns! Esta, para quem é rubro negro, a nível pessoal, é a maior das conquistas. Claro que, para se ter este tipo de sentimento, é necessário amar o Flamengo acima de qualquer coisa. Tomara que este seja o seu sentimento.

Nunca tivemos um contato próximo, mas não há como não registrar que inúmeras pessoas da minha relação, que com você convivem, afirmam – e com convicção – que você é uma pessoa do bem e, totalmente preparada para encarar este desafio.

Nunca tive dúvida de que você fosse a melhor opção, pois independente de todas as informações a seu respeito, o grupo que o apoia, além de sério, é competente. Não bastasse o que aqui coloco, estará ao seu lado manobrando o marketing do clube a genial figura de Luiz Eduardo Baptista, o nosso Bap.

Sócio do Flamengo desde 1964, portanto, com mais de meio século de vida associativa, pela primeira vez, não votei. Como é impossível se desvincular o candidato à vice-presidência do candidato à presidência, não pude votar em você, pois se assim fizesse, estaria votando também em quem comigo foi injusto e desleal. Como para fazer a barba tenho que olhar diariamente para o espelho e este, abomina os que não têm vergonha na cara, fiquei em casa.

Nesta eleição, polarizada entre as Chapas Roxa e Rosa, nem para o outro lado poderia ir, pois na Chapa Rosa há o “ SóFla” e, com ele é difícil conviver, além de representar o grande perigo de termos um clube dentro do nosso clube.

Torço muito para que a sua gestão seja marcada pelo equilíbrio, pela ousadia e, principalmente, pelas conquistas. Quando tiver dúvida, não se acanhe em ouvir. Primeiro, pelo fato de nada custar e, acima de tudo, por permitir que você mature, tornando a decisão mais firme e consistente.

No futebol, pelo amor de Deus, abandone esta ideia infeliz de “Comitê Gestor”. Amigo, no futebol, quanto menos gente, melhor! O ideal é uma linha direta – Presidente/vice de futebol/diretor remunerado/treinador – e, mais ninguém!!!

Ia esquecendo: O Flamengo sempre foi um clube de vanguarda. O futebol sul-americano está uma vergonha. Como pode um presidente da Conmebol decidir que a final da Libertadores será em jogo único e em local pré-determinado? Os clubes foram consultados?

Duvido que se consultados fossem, esta idiotice viraria verdade. O momento requer uma liderança firme, contestadora (ante tanta estupidez) e, criativa. Esta bola está quicando na sua frente…

A partir de hoje você é o nosso presidente. Vou torcer muito por você.

Que São Judas Tadeu o ilumine.

Sorte!

Quem não viu, perdeu…

Flamengo e Fluminense fizeram no Maracanã o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil sub-17. O resultado, 1 a 1, com o Flamengo fazendo 1 a 0 no primeiro tempo (vídeo acima, via conta oficial do Flamengo no Twitter), e o Fluminense empatando no segundo. Os dois times muito bem arrumados e o placar acabou sendo justo.

Vamos ao que interessa, ou seja, o que gostei e o que não gostei no Flamengo.

Vamos começar pelo gol. O nosso goleiro pode até ter qualidades, mas pensando na frente, muito difícil dar certo, pois para goleiro a altura fica devendo.

Nossa zaga é composta por zagueiros, zagueiros!!! Ou seja, pouca técnica e muita vontade. Os laterais, interessantes e, uso está palavra para classificar Yuri, meio meia, meio atacante pela esquerda.

Dois destaques: o badalado Reinier, o nosso camisa 10 e, principalmente, o número 7, o meia Lázaro, que foi, longe, o melhor jogador do Flamengo. Este, leva muito jeito.

Para variar, o nosso “professor” surpreendeu, tirando Lázaro, nosso mais destacado jogador, aos 30 do segundo tempo. Palavra que não entendi.

O balanço não foi bom, pois perdemos três jogadores – dois pelo terceiro cartão amarelo e, um expulso – para o jogo de terça-feira, novamente, às quatro da tarde, no Maracanã.

Vale a pena conferir. Apesar dos desfalques, temos chance.

 

A sintonia fina com a verdade e com o talento

Toda vez que vejo Muricy Ramalho, a imagem de João Saldanha me vem à mente, como se fosse um milagre.

Há semelhanças claríssimas entre eles. Falam com a razão, sem perder a emoção. E, meu Deus do Céu, quanto talento…

E, até que, com boa vontade, podem ser considerados parecidos fisicamente. Em síntese, dois gênios.

Vejam quanta sabedoria e lucidez, neste depoimento de Muricy Ramalho, no programa “Bem amigos”.

ESPETACULAR…

Passado e futuro do Flamengo

(Reprodução da internet)

Logo após a primeira eleição, onde a Chapa Azul foi consagrada vencedora, foi consolidado no Flamengo um movimento que, nada mais é do que a fundação de um clube dentro do próprio clube, o que não deixa de ser algo preocupante, pois o poder é a meta deste grupo, cujo nome é “SóFla”.

Afirmo que é um clube dentro do Flamengo, pois os “associados” da “SóFla” têm regulamento interno, como se estatuto fosse. Ali, há a obrigatoriedade de se pensar como a maioria, não havendo nenhuma possibilidade de um “associado” dar seguimento ao seu pensamento e assumir postura diferente do que foi decidido pelo grupo.

Marquinho Assef contou o caso de um membro da “SóFla” que foi expulso, pelo fato de não concordar com determinada postura que seria tomada em determinada reunião do Conselho Deliberativo do Flamengo.

E, como são participativos, como têm meta, no caso o poder, estão sempre presentes, influindo decisivamente em todas as reuniões.

Abro que parênteses para lembrar que o Conselho Deliberativo do Flamengo é composto pelos membros natos, eleitos e por todos os sócios proprietários, só que, estes sócios proprietários que representam a maioria esmagadora do Conselho, são obrigados – a cada final de ano – a encaminhar um documento dizendo que querem participar das reuniões do Conselho Deliberativo. Claro que, a hiper maioria dos sócios proprietários, por um motivo ou outro, deixa de enviar o tal documento e, com isso, apesar de proprietários, são proibidos de participar das reuniões, o que reduz o conselho a quase uma confraria. E, aí reside o perigo.

Por favor, não confundir este movimento em que os seus membros são obrigados a agir de acordo com a vontade da maioria, como alguns outros que surgiram, como a FAF, Dragões Negros e por aí vai.

Estes grupos eram na verdade uma junção de grandes rubro-negros que, embora formando um grupo, podiam discordar dentro dele. Em síntese, o objetivo não era o poder, e sim, contribuir para o bem do Flamengo. Márcio Braga e Antônio Augusto já pertenceram a um mesmo grupo e, um montão de vezes, saíram no pau, em função de pensamentos distintos. Em síntese, havia no ar, única e exclusivamente o interesse em contribuir, e não, o de assumir o clube.

Muito me impressiona a forma desrespeitosa com que este grupo da “SóFla” trata o passado do Flamengo. Muitas vezes tenho a nítida impressão de que, na cabeça deles, o Flamengo, maior paixão popular deste país, foi fundado há seis anos. Que todas as glórias, os títulos e o maior patrimônio, que é a sua torcida, foram obra do Divino Espírito Santo, em tabelinha com São Judas Tadeu.

Incrível que estas pessoas, jovens em sua grande maioria, não tenham percebido que o mundo mudou e que as dificuldades que muitos dirigentes tiveram no passado, em função de uma série de fatores, hoje não mais existem. Só que, a solução de hoje, teve início lá atrás.

Hoje, o Flamengo pode ter o seu dia a dia tranquilo muito em função da fortuna que arrecada com os direitos de televisão. Só que, para se chegar a isso, houve um pontapé inicial, dado lá atrás, quando Marcio Braga, Michel Assef e outros companheiros, peitaram o genial Dr. Roberto Marinho, exigindo que a Rede Globo pagasse ao Flamengo toda vez que um jogo fosse transmitido. Dr. Roberto achava que o Flamengo é que deveria pagar à Rede Globo, pois esta transmitindo os jogos, divulgava a marca Flamengo. A discussão foi longa, vitoriosa e, o resultado aí está…

O patrocínio nas camisas que, representa hoje, algo significativo para o bem-estar do dia a dia, também foi um obstáculo difícil de ser transposto, pois havia quem pensasse que isto seria uma intromissão, uma agressão, ao “Manto Sagrado”. E, aí também, o Flamengo foi pioneiro e recordista. Pioneiro, por ter sido o primeiro clube brasileiro a ter um contrato específico para a exibição de uma marca em seus uniformes e, recordista por este patrocínio – Petrobrás – ter sido o mais longevo – 24 anos – na história do futebol mundial.

O sócio torcedor, que a exemplo dos direitos de televisão e do patrocínio nos uniformes, representa hoje algo também significativo na contribuição do bem-estar rubro-negro, também é fruto de uma ação antiga. Este movimento, hoje consolidado, teve início em 1995, com a criação do “SÓCIO OFF RIO”, responsável pela transformação do quadro social que, de seis, chegou a quarenta mil sócios.

O marketing, tão importante também, da mesma forma, não foi criado seis anos atrás. Através do marketing ou, como alguns preferem chamar, engenharia financeira, o Flamengo, lá atrás, conseguiu, por meio de ações criativas, trazer Zico de volta e, contratar Romário, Lúcio, Bebeto e Edmundo, sem que o clube injetasse – até porque não tinha – um único centavo.

E, tudo isto sem falar nos dirigentes que viveram o Flamengo em um outro momento, em um outro mundo, além de dedicarem suas vidas à nossa paixão maior, contribuíram com seus próprios patrimônios para superar momentos dificílimos e cruéis para o clube. Desde o primeiro dia como presidente do Flamengo, sou testemunha de que quatro rubro-negros colocaram a mão no bolso para “salvar a pátria” …

Aliás, e me dirijo especificamente aos companheiros que fazem parte do grupo “SóFla”, como é que vocês acham que, em 1995, assumindo o clube que ia para o quarto mês de atraso em todos os salários – 600 funcionários e mais os profissionais do futebol – foi possível retomar a dignidade, com o Flamengo cumprindo todas as suas obrigações com funcionários, profissionais e fornecedores, sem atrasar um dia sequer, de 1995 a 1998? e… isto sem mencionar que, em meio a este tiroteio, tivemos que “recomprar” o passe de Sávio, dado foi como garantia para uma empresa a quem o Flamengo devia.

Lá atrás, amigos, houve o caso de dirigente tão apaixonado que até sua empresa perdeu. Este é o quinto da relação de rubro-negros que tiraram do próprio bolso para resolver a vida do Flamengo. Infelizmente, este quinto, que vivo está, perdeu tudo, menos o seu amor pelo Flamengo. Por ele tenho o maior respeito e menos mal que esteja, em justíssima homenagem, eternizado em algo tão importante para as futuras gerações do nosso futebol.

Resolvi fazer este desabafo, após receber mensagem relativa a esta campanha eleitoral, onde o recado, talvez pelo desespero em função do que as pesquisas apontam, só faz denegrir todos aqueles que um dia foram dirigentes. A mensagem mostra fotos de dirigentes e alerta para o “perigo” destes voltarem, caso a Chapa Roxa seja eleita.

No meu caso, além da foto, a citação de que a Klefer recebeu a visita da Polícia Federal na sua sede. Pura verdade. Só esqueceram de dizer que nada que desabonasse a conduta da empresa, e de seus diretores, foi encontrado. Quanta maldade, quanto ódio enrustido, quanta hipocrisia, quanta falsidade, quanto desconhecimento de causa do que é o Flamengo.

Pena que o extraordinário rubro-negro Walter Oaquim esteja neste mesmo barco eleitoral, o do ódio, candidato à vice-presidente na Chapa Rosa, do “SóFla”. As urnas vão dizer neste sábado, o que os rubro-negros pensam. O Flamengo, fundado em 1895, não precisa de um clube dentro dele. Não cabe. O Flamengo já é grande demais.

Compra e venda

(Foto: Washington Alves / LightPress)

O nosso amigo ANDERSON, manda a notícia de que viu o excelente repórter Erick Faria divulgar que o Flamengo acaba de receber uma proposta de 20 milhões de reais pelo lateral esquerdo Renê, eleito o melhor do Campeonato Brasileiro, na posição. E, além de dar a notícia, o nosso ANDERSON, que apaixonado é pela polêmica, levanta a bola, indagando a mim e ao EGON, se o Flamengo deve vender.

Achei o tema interessante, até porque, ia também falar sobre o assunto, só que, sobre compras. Ante a oportuna colocação do ANDERSON, vamos tratar de compra e venda. Claro que todos vão opinar sobre ser ou não, um bom negócio a venda de Renê pela quantia de 20 milhões de reais. A minha resposta é simples: depende…

Caso já haja algum lateral esquerdo, peso pesado, apalavrado, acho que a venda pode ser feita. Caso contrário, não. Após responder sobre a venda, levanto a bola para duas informações, uma colhida em Belo Horizonte e a outra, em São Paulo.

De Belô, posso afirmar que o pessoal do Cruzeiro já sabe que o Flamengo fez pesada sondagem para pegar o zagueiro Dedé. E, em São Paulo, as boas fontes confirmam que o Flamengo pesquisa fundo a possibilidade de trazer de volta o ex-corintiano Rodriguinho, atualmente no Pyramids FC, do Egito.

O problema, é saber quem está fazendo a sondagem, se situação ou, oposição. Seja quem for, os dois alvos são bem interessantes…ou, alguém pensa em contrário?

Quem assumir o futebol, de cara, tem que estabelecer as prioridades, caso contrário, vira o samba do crioulo doido. A meu conceito – e quero muito saber a opinião dos amigos – há duas prioridades imediatas. A primeira, a contratação de um super atacante, pois depender de Uribe é dose!!!

A segunda, preencher o lugar que Paquetá ocupava, ou seja, um meia criativo e decisivo. Isto pode ser ainda mais prioritário, caso Diego não fique. Resolvidos estes dois temas, aí sim, partir para contratar o que o novo treinador entenda como carência no elenco. Tomara que não seja tarde demais…

Será que o errado sou eu?

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Levei um susto lendo uma matéria no Globo.com, em que um dirigente do Grêmio, com delicadeza, dizia que iria tentar incomodar o treinador Renato Gaúcho, o mínimo possível, no seu período de férias e, que prometia não tomar muito o tempo do treinador, caso alguma consulta sobre a formatação do elenco fosse necessária.

Aquilo foi uma cacetada em tudo que vivenciei profissionalmente, pois há profissões que são verdadeiras exceções, que fogem ao lugar comum e que requerem uma certa dose de sacrifício, muito embora isto nada represente quando se faz por amor.

Trabalhei como repórter durante um belo tempo da minha vida. Nunca tive sábado, domingo e, feriado. Não doeu nada, pois eu amava o que fazia. Aquilo para mim não era trabalho, era prazer, com extrema responsabilidade.

E, quando há amor, quando há sinergia, tudo se resolve, como por exemplo a convivência familiar. Exemplo? Klebinho e Dudu esperavam terminar minha última participação noturna radiofônica, que era o “Esporte no Ar”, na Rádio Globo, para irmos jogar bola na Lagoa, de onde saíamos suados para o Aurora, em Botafogo, onde eles tomavam suco, e eu, minha “papinha”…

Querem saber qual é o período mais importante para um treinador? É este que começou hoje!!! Esta é a hora de começar de forma objetiva a montar o elenco para o ano seguinte e, como todos sabem, isto requer inspiração e transpiração, o que demanda tempo e concentração total.

Claro que haverá um momento em que quem participa deste processo vai começar a pensar em mudar de vida, pois, inegavelmente, requer sacrifícios, inclusive o familiar, porém, enquanto se está dentro do processo, é mergulhar de corpo e alma, até porque, este é o fio da meada para futuras grandes alegrias, inclusive de ordem financeira. Portanto, não consigo entender como no futebol, por mais importante que seja o treinador, possa ele julgar um fardo abrir mão de um período de férias em favor do futuro que está logo ali…


(Foto: Rubens Chiri / Divulgação Saopaulofc.net)

O treinador do futuro muito próximo

Dando seguimento ao tema, mudando um pouco a direção do barco.

Conversando com queridos amigos – e, alguns deles, rigorosamente do ramo – levantei a seguinte tese e, claro, pensando em Flamengo.

Já é hora de, com extrema responsabilidade, começar a se preparar para ter um treinador que fuja ao lugar comum. Não que o “lugar comum” seja ruim, muito pelo contrário, só que o “lugar comum”, também faz aniversário…

Quais são os treinadores consagrados, em atividade que, podemos nós ou, qualquer clube, contratar? Felipão, Renato Gaúcho, Mano Menezes, Dorival Junior, Levir Culpi, Abel? Pois é… Convido para uma reflexão e, de cara, ante a idade dos aqui mencionados e seus compromissos já assumidos, fica mais do que claro que, mais dia, menos dia, a renovação será inevitável.

Não para fazer o que a direção do Flamengo fez, efetivando como treinador alguém completamente fora do contexto da bola, sem nunca ter tido qualquer identificação com este mundo. Digo isto para lembrar que há no mercado um treinador começando a carreira, porém, com uma baita vivência e, vitoriosíssima carreira.

Estou me referindo a Rogério Ceni que, em sua longa trajetória como jogador, foi um grande vencedor e, de tudo que se possa imaginar no futebol. Campão Paulista, Brasileiro, da Copa Libertadores, do Mundial, onde foi protagonista e, campeão do mundo pela Seleção Brasileira. Antes que alguém do contra diga que foi campeão do mundo pela Seleção sem ter jogado uma única partida, respondo, com uma pergunta: “e a experiência acumulada, não vale nada?”.

Rogério Ceni errou ao começar no único lugar onde não deveria, pois no São Paulo foi um grande ídolo e, isto ao invés de ajudar, estava na cara que atrapalharia. Com humildade, foi encarar o batente no Nordeste, onde se viu ante um enorme desafio e saiu vencedor, colocando o Fortaleza na primeira divisão e conquistando o título da segunda, divisão, com quilômetros de pontos de diferença para as outras três equipes que subiram.

Paralelo a tudo que aqui coloquei, Rogério é um líder na acepção da palavra, de um nível cultural muito acima da média e, com um tesão descomunal em vencer.  Em síntese, vejo Rogério Ceni como a melhor expectativa neste mercado da bola. Fosse ele uma empresa, compraria todas as ações que pudesse. Fosse eu presidente do Flamengo, o contrataria, ontem!!!

E, antes que alguém do contra afirme que Rogério já renovou com o Fortaleza, respondo com uma máxima; “Isto aqui, é Flamengo!!”

Com susto e sem zebra

Júlio César defende pênalti decisivo. (Foto: Magalhaes/JR)

Estava em dúvida sobre que jogo assistir na rodada da degola. Meu afilhado Roger Flores sugeriu o jogo do Vasco que, para ele, seria mais animado. E, ainda argumentou que a Globo centralizaria a transmissão em Vasco x Ceará, entremeando com os principais lances de Fluminense x América Mineiro.

As emoções ficaram guardadas para o segundo tempo, em especial, após o gol do Sport, pois se o Vasco levasse um, estaria rebaixado. Por este jogo, o Vasco mereceu permanecer, pois perdeu dois gols, enquanto que o Ceará, perdeu um.

E o Fluminense, hein? O herói foi o goleiro Júlio César que, até pênalti pegou. Após oito jogos sem marcar, no momento perfeito, pintou o gol da salvação.

Enfim, os dois cariocas se safaram. Pode até neste blog rubro-negro não ser “politicamente correto”, mas prefiro ser honesto comigo mesmo e afirmar que entendendo o drama, torci para Fluminense e Vasco não serem rebaixados. Não vejo nenhuma graça quando um grande clube cai para a segunda divisão.

Hoje, ouvindo algumas opiniões no rádio sobre o ano rubro-negro, deu vontade de entrar no ar para dizer que o papelão deste ano sem nenhum título pode ser resumido da seguinte forma:

1 – Liderança institucional, nota zero.
2 – Liderança no departamento de futebol, nota zero.
3 – Competência na condução do departamento de futebol, nota zero.
4 – Contratações, nota zero!!!

De bom, só a nossa torcida. Nota 1.000!!!

Que 2019 chegue rápido e que as lambanças não sejam repetidas.

Despedida triste

(Foto: Staff Images / Flamengo)

No final do ano passado, enviei mensagem ao presidente Eduardo Bandeira de Mello, lembrando que deveríamos ter toda atenção com relação à confecção da tabela para o Campeonato Brasileiro de 2018, pois durante dois anos seguidos o Flamengo jogou a última partida fora de casa, quando o critério era no sentido de que houvesse sempre o revezamento.

A CBF entendeu o pleito rubro-negro como justo e, divulgou a tabela, com o Flamengo fazendo o último jogo em casa, exatamente este, contra o Atlético Paranaense.

O que todos nós sonhamos foi fazer deste jogo uma festa, mas comemorando o título em casa, no calor da nossa torcida. Infelizmente, não disputamos o título neste jogo e, tão pouco pudemos comemorar uma simples vitória no último jogo da temporada.

Primeiro tempo, com leve predomínio do Flamengo, que saiu em vantagem em gol de cabeça de Rhodolfo, em falha do goleiro do Atlético Paranaense.

Em escalação política, visando encontrar um lugar para Paquetá, o time entrou em campo sem um único jogador de ataque veloz que, o nosso morno treinador tentou consertar, colocando Berrío em campo. Só que errou tirando Éverton Ribeiro, quando deveria ter sacado Uribe, mais uma vez, de uma nulidade impressionante.

Aliás, além de não contribuir como atacante, falhou no início da jogada do primeiro gol do time paranaense. Na transmissão, o locutor Gustavo Villani indagou ao baita comentarista Lédio Carmona onde o Flamengo deveria se reforçar para 2019. Lédio citou as laterais, um meia para o lugar de Paquetá, e um atacante. Se a mim fosse feita esta pergunta, não titubearia em afirmar que, prioritariamente, precisamos de um senhor atacante. Duro é depender de Uribe…

Erramos muito na formatação do elenco. Comentava durante o jogo que duvidava que, no Madureira, no Olaria ou no Bonsucesso, não se encontre um jogador igual ao paraguaio Pires da Mota… e, infinitamente mais barato…

Que os erros cometidos pelos “gênios” do departamento de futebol não sejam repetidos no ano que vem.

Muito ruim, no último jogo do ano, ouvir o Maracanã inteiro chamar o time de sem-vergonha.

Vida que segue. E, já lembrando que, o Flamengo, pelo erro da CBF, tem o direito de, em 2019, também fazer o último jogo em casa. Tomara que seja para a torcida gritar “é campeão” e não, “time sem-vergonha”.

Feliz 2019!!!

Torcida campeã

(Reprodução da internet)

Um ano de absoluta falta de sintonia com os títulos, dentro das quatro linhas e, uma perfeição nas arquibancadas.

A perfeição foi a nossa torcida, que foi muito além do que lhe competia. Fez o dela, com juros e correção monetária, colocando o Flamengo no topo, com distância quilométrica para o segundo colocado.

Não apurei, mas tenho a impressão de que a nossa torcida deve ter batido o recorde de presença de público neste Campeonato Brasileiro. Meu amigo Michel Assef sempre disse que o que o Flamengo tinha de melhor era a sua torcida. E vem dizendo isso faz um tempão…

Imaginar que neste jogo de despedida, contra o Atlético Paranaense, teremos mais de 70.000 torcedores no Maraca. Realmente, de se tirar o chapéu!!! Que torcida é essa…

Se este amor verdadeiro reinasse nos gabinetes, com certeza absoluta, teríamos comemorado muitos títulos este ano.

Agora mesmo, ao invés das chapas se unirem e trabalharem juntas no que fosse comum entre elas visando 2019, o desamor os afastou e a torcida e o Flamengo pagam a conta.

Renato, já era, embora fosse o alvo das duas chapas. Nunca tudo foi tão fácil e, nem assim, o objetivo foi alcançado. Aliás, muito parecido com tudo que aconteceu dentro de campo, onde apesar de parecer possível ou, até mesmo, fácil, a vaca viveu indo para o brejo o ano todo, campeonato a campeonato…

Infelizmente, a crise da falta de talentos de que Paulo César Caju tanto fala, vai além das quatro linhas. Fora dela, no nosso caso, é pior ainda.

Enfim, vamos comemorar o que temos de melhor. Viva está torcida única, comovente, apaixonada, inigualável!!!