ALÔ RUBINHO!!!

Foto: Staff Images

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Estava no telefone com o brilhante advogado Michel Assef Filho, na tentativa de entender melhor esta absurda punição ao técnico Vanderlei Luxemburgo, quando no blog e no Twitter, respectivamente, os companheiros Aurélio Mattos e Andre Tavares me cobravam uma posição a respeito deste tema. Quando desliguei o telefone, após apurar nos mínimos detalhes o tempero desta briga, concluí que muita gente está imaginando algo que não corresponde à realidade. Na boca do povo está que existe a “lei da mordaça” na Federação, isto é, ninguém tem o direito de criticar ou, se ousar, estará sujeito a uma punição. Isto não é verdade, embora tenha havido sim uma tentativa de, no regulamento do campeonato, estar embutida esta barbaridade que agride o processo democrático. Não está no regulamento em função desta iniciativa ter sido revogada pelo judiciário. Portanto, ninguém pelo fato de criticar, pode ser punido. A queixa do advogado do Flamengo, pra lá de pertinente, é no sentido de que Vanderlei foi punido por “soprar” a violência, embora, quem puniu não tenha provas quanto a isso. O que Vanderlei disse, e é público e notório, é que a imprensa poderia dar “porrada” na Federação, isto é, poderia criticar a Federação. Jamais, em tempo algum, Vanderlei fez apologia à violência.

Na minha opinião este caso é muito parecido com o que falei aqui sobre o comportamento dos árbitros de futebol que, na briga entre Flamengo e Federação, mesmo sem ninguém da Federação pedir nada a nenhum árbitro, na hora da dúvida, ferro no inimigo da Federação que, em última análise é quem escala e paga os árbitros de futebol. Neste caso, basta substituir a palavra “árbitros” pela palavra “auditores”. Dá para entender?

Duvido que o presidente da Federação, que estava em viagem com a Seleção, tenha interferido neste assunto. A decisão ridícula ficou por conta da subserviência…

Michelzinho me dizia que vai tentar o efeito suspensivo no mesmo TJD e, está mais do que na cara de que não vai conseguir nada. O último recurso será uma medida cautelar no STJD.

Daqui, faço um apelo ao presidente da Federação, no sentido de que trabalhe para que este efeito suspensivo seja concedido, pois seria uma forma de se consertar esta absurda e mesquinha decisão.

 

FLA – FLU

O amigo Carlos Egon Prates deu o pontapé inicial no tema Fla-Flu. O primeiro Fla-Flu dele foi o de 1963 (vídeo acima), com um Maracanã pra lá de lotado e com Marcial, nosso goleiro, sendo o herói do jogo, ao defender no finalzinho um torpedo do ponteiro tricolor Escurinho. Neste domingo, lembro como se fosse hoje, como morava em Laranjeiras, fui a pé para a Igreja de São Judas Tadeu e lá, tive uma longa conversa com o nosso Santo protetor que, ninguém duvide, também estava no Maracanã. Assisti a este Fla-Flu no famoso setor 4, onde ficavam os sócios dos clubes. O lugar era especial, pois quando as delegações chegavam era para ali que os jogadores iam assistir à partida preliminar. Neste mesmo setor 4, pela primeira vez na vida, pude falar com Pelé, que sentou rigorosamente ao meu lado num jogo Santos e Vasco. Acho que dei sorte para o rei, pois o Vasco vencia o jogo até os 40 do segundo tempo. Daí até o apito final, Pelé fez dois gols.

Babá

Da esquerda para a direita: em pé, Gerson, Henrique e Dida; agachados: Joel e Babá

Voltando ao Fla-Flu, na minha infância, o mais marcante foi o que vi pela televisão em 1956, que engatinhava nas transmissões esportivas. Vi este jogo na casa de um vizinho e a imagem de Babá encobrindo o goleiro do Fluminense, que era Castilho, aos 41 do segundo tempo, nunca mais saiu da minha mente. Este “replay” vive em mim. Nunca vibrei tanto e quase quebrei a televisão do vizinho.

Outro Fla-Flu marcante, foi pelo gol emocionante de Leandro no finalzinho, corrigindo o que seria uma enorme injustiça, pois apesar de ter dominado todo o jogo e perdido uma dezena de gols, o placar era adverso. Com a “leiteria” aberta, o Flu vencia por 1 x 0. O gol, além de importante, foi de placa. Uma pancada, de voleio, pegando no ar e a bola entrando na última gaveta, tendo antes triscado no travessão. Gol de matar qualquer um do coração (veja o gol aqui e o jogo completo neste link).

Outros também são inesquecíveis, apesar de frustrantes, em especial três… O primeiro, o Fla-Flu em que Dominguez, nosso goleiro, foi expulso por Armando Marques, numa das mais estranhas histórias do futebol carioca. A segunda, quando Jorge Curi transmitindo o jogo e anunciando o Flamengo campeão, Delei pega uma bola no meio de campo, entregue num lance de infantilidade por um jogador do Flamengo, estica para Assis e, o resto já sabemos… E por último, o tal gol de barriga de Renato. Este jogo deveria ter sido apenas um amistoso, não tivéssemos sido garfados escandalosamente em várias oportunidades naquele campeonato, em especial no jogo contra o Bangu. Gozado que as pessoas que analisam futebol muitas vezes não veem o óbvio numa jogada e imputam o insucesso à falta de sorte, quando deveriam imputar à incompetência. Foi o caso deste lance, em que um jogador do Flamengo deu às costas para Ailton duas vezes antes de sair o cruzamento que redundou no gol de Renato. Nem em pelada se vira de costas ante uma ameaça de chute. Enfim, como diria aquele filósofo popular, “faz parte…”.

E como diria Edmo Zarif, o grande saudoso Zarifão, rubro negro até a última gota, “Lobo não come lobo. Fla-Flu é na Rádio Globo!!!”. Esta foi uma das mais bem boladas chamadas do Rádio. E por falar em rádio, tricolores como Afonso Soares e Nelson Rodrigues, e rubro-negros como Jorge Curi e Celso Garcia, vão estar com certeza em algum lugarzinho no Maraca. Eles não perderiam um Fla-Flu por nada no céu…

Respondendo

Eduardo Bandeira de Mello e Delair sentados lado a lado durante a posse

Eduardo Bandeira de Mello e Delair sentados lado a lado durante a posse da Chapa Azul (27/12/12).

O companheiro deste blog, Andre Tavares, quer saber a minha opinião sobre o desentendimento que culminou com a renúncia de Delair Dumbrosk.

Amigo, esta história é muito parecida com a de uma relação afetiva, onde as promessas e juras de amor são feitas e, depois do casal começar a conviver sob o mesmo teto, as diferenças começam a aparecer e, por vezes, as posições são tão antagônicas que acabam transformando o sonho inicial num verdadeiro inferno. Não se deve esquecer que Delair foi eleito presidente do Conselho Deliberativo com o apoio total e irrestrito da Chapa Azul. Aliás, foi ele o candidato ao Conselho Deliberativo pela Chapa Azul que, a princípio, estava em dúvida entre apoiar Delair ou Michel Assef e, acabou optando por Delair.

Como na relação afetiva, o “racha” não aconteceu da noite para o dia. As divergências foram se avolumando ao longo do tempo e a falta de diálogo, e um pouco de vaidade, transformaram a lua de mel em lua de fel.

Se convidado a opinar sobre o tema, se vivo estivesse, certamente o poetinha Vinícius de Moraes resumiria este desencontro da seguinte forma: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?” E concluiria: “Mas não tem nada não, tenho o meu violão…”

Vida que segue… Flamengo que segue… Sempre!!!

A hora é essa!!!

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Este título vale para tudo. Para começar, para o nosso Campeonato Carioca, onde nos aproximamos do final da primeira e cansativa parte e, agora sim, tudo começa a ter um gosto de decisão. Dos grandes, o que mais preocupa é o Fluminense, muito embora a classificação dependa única e exclusivamente dele, já que vai “cruzar os bigodes” com o Madureira, seu adversário direto, entretanto, muito bom não esquecer que, antes disso, o Fluminense terá o Flamengo pela frente. Aliás, mais do que claro está que a decisão para o tricolor é no domingo. Se vencer o Fla-Flu, juntando-se matemática e psicologia, a tendência é atropelar o Madureira depois, e garantir a vaga na semifinal. Se perder, ou mesmo empatar o Fla-Flu, vai ser muito difícil fugir deste mico monumental.

O Flamengo está pintando como um cavalo que no páreo guardou as energias para a reta final. E vem cheio de vontade…

Vasco e Botafogo realizam um campeonato acima do que se esperava deles. As duas diretorias, e os dois treinadores, estão de parabéns, pois num espaço de tempo muito pequeno conseguiram operar quase que verdadeiros milagres…

A hora é essa também para a Seleção Brasileira que, depois de uma bela atuação contra a França, ganhou, Deus sabe como, da seleção do Chile. Mesmo assim, vejo o trabalho de Dunga muito feliz, pois sai do lugar comum, da mesmice de ganhar de qualquer jeito no objetivo de garantir o emprego. As experiências feitas por ele neste jogo demonstram claramente que a meta dele é outra. Confesso que, no campo, o que me encanta é o talento do jogador e, fora dele, a coragem, inteligência e competência do treinador e, é exatamente isto que, nesta sua nova fase na Seleção, Dunga está demonstrando.

Semana que começa animada, afinal, domingo é dia de Fla-Flu… Na minha época no rádio, desde hoje, o Brasil inteira já estaria ouvindo a vozeirão de Edmo Zarif anunciando: “Lobo não come lobo, Fla-Flu é na Rádio Globo!!!”

Bons tempos… Fla-Flus inesquecíveis. Antes, durante, e depois dos jogos.

Pegando fogo

Delair Dumbrosck

Delair Dumbrosck

O meu fiel escudeiro, Robert Rodrigues, envia mensagem dando conta de que estava no ar o comentário da renúncia de Delair Dumbrosk, presidente do Conselho Deliberativo.

Peguei o telefone, liguei para o Delair e notícia confirmada. O atrito, como o do Bap, foi com o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Difícil, um presidente de poder, eleito, renunciar…

Segundo Delair, a convivência estava insuportável.

Num ano eleitoral, o presidente que, pelo que se ouve, quer tentar a reeleição, está colecionando inimigos.

Esta eleição promete. Haja tons na cor azul…

Mais respostas

(Foto: Janir Junior)

Samir (Foto: Janir Junior)

O companheiro Eleil, com relação às críticas feitas por mim e pelo Carlos Egon Prates, que consideramos uma aberração o Flamengo estar admitindo negociar Samir, argumenta que a pedida de 17 milhões é normal, já que o preço da liberação é de 34 milhões e, desta forma o Flamengo está pedindo apenas o que normalmente terá direito. Em que pese, amigo Eliel, o seu argumento fazer sentido matemático, na prática do futebol há um grande erro por parte de quem negociou pelo Flamengo, primeiro em só ter 50% dos direitos, e também pela fixação em 34 milhões. O percentual para o clube, muito pouco. E, em função disso, a fixação muito baixa, pois os detentores dos outros 50% podem negociar, possibilitando assim a qualquer clube médio contratar a nossa única joia rara.

Ao companheiro Luann Ribeiro, que indaga se tenho a intenção de participar de alguma diretoria, respondo que, quando não se é eleito, só se deve assumir qualquer responsabilidade num clube, quando há total sintonia fina com quem tem a caneta na mão, isto é, o presidente. Os recentes fatos envolvendo dois competentíssimos rubro-negros, Flavio Godinho e Bap, indicam que no Flamengo, no aspecto relação vice-presidência/presidência, não se está voando em céu de brigadeiro… Além disso, por vontade própria, você só assume um cargo quando eleito. A vice-presidência, menos a geral, fica por conta da indicação do presidente do clube…

Jamais neguei qualquer colaboração, inclusive nos piores momentos… Quando ao lado de Hélio Ferraz assumi o futebol em 2005,  talvez no momento mais perigoso para nossa imagem institucional, tinha total independência. Para dar certo, tinha que ser assim. O então presidente Marcio Braga entendeu, aceitou e foi respeitoso o tempo todo, jamais interferindo no futebol. Quando por motivo de saúde teve que se afastar, automaticamente o compromisso foi rompido e a minha saída, óbvia e natural. Colaborar, sempre que solicitado, irei sempre. Assumir um cargo, claro que, se convidado, neste momento, não.

Bom caminho

Oscar, Willian e Neymar comemoram o gol de empate da Seleção Brasileira (foto: Bruno Domingos  Mowa Press).

Comemoração do gol de empate da Seleção Brasileira (foto: Bruno Domingos – Mowa Press).

Chegando do jogo, numa noite fria e quente. Fria, na temperatura, embora nada que chegasse a incomodar. Um bom casaco resolvia tudo. Quente, no ambiente e no jogo.

A nossa Seleção começou estudando muito a Seleção Francesa e deixando jogar, numa zona morta do campo, o número oito que já havia aqui falado, o talentoso baixinho Valbuena.

A França fez um a zero num lance que a defesa da nossa Seleção treinou o tempo todo na véspera do jogo. A tal da bola parada, hoje em dia é realmente decisiva. Por mais que se treine, as situações de jogo são completamente diferentes e, aí pintou o gol deles.

No aspecto psicológico, nota 10 para o time de Dunga. Parecia até, não pelo futebol e sim pela personalidade, o time em que Didi jogava, que tomava um gol e não estava nem aí. Alguém ia pegar a bola no fundo da rede, e normalmente era o próprio Didi, com autoridade de quem sabia que o jogo seria virado, e a bola era colocada  no meio de campo para ser dada nova saída. Assim foi hoje. O time teve acima de tudo personalidade.

Ainda no primeiro tempo, empatamos, e no segundo fechamos a tampa do caixão. Que ninguém venha dizer que foi uma vitória qualquer. No palco da final da Copa de 98, obtivemos sim, uma vitória marcante. Claro que não dá ainda para se apaixonar por esta Seleção, até porque, ainda falta muita coisa, mas que estamos num bom caminho, acho que ninguém duvida.

O prestígio da Seleção, mesmo após os 7 x 1, continua inabalado. Todos os ingressos para Brasil x Chile, domingo, em Londres, foram vendidos.

Que força tem esta amarelinha…

Fora de campo, quem deu um show de simpatia foi David Luiz, cercado o tempo todo pelos torcedores brasileiros e franceses.

Brasil x França

 

Dunga e Didier Deschamps, hoje treinadores de Brasil e França. (Foto: Montagem/EFE/Reprodução)

Dunga e Didier Deschamps, hoje treinadores de Brasil e França. (Foto: Montagem/EFE/Reprodução)

O treinamento da Seleção Brasileira, esta tarde no local do jogo de amanhã, deixa claro que Dunga aposta todas as suas fichas na bola parada. Este item foi responsável por oitenta por cento do tempo de treino.


Jairzinho, o “Furacão da Copa de 70”, está fazendo parte desta delegação e acredita que a velocidade seja a principal arma da nossa seleção. Jair critica e, com razão, os “professores” das escolinhas que, ao invés de darem liberdade à criançada, ficam tentando passar fórmulas mirabolantes, esquecendo de incentivar a criatividade dos meninos. Jairzinho conseguiu na carreira algo raro. Marcou gol em todos os jogos numa Copa do Mundo. O jogo vai começar às nove da noite, horário francês, correspondendo às cinco da tarde, horário de Brasília. Previsão de chuva e muito frio durante o jogo.


Bonito o encontro dos treinadores Dechamps e Dunga, no corredor onde ficam os vestiários. Abraço caloroso e reconhecimento recíproco. Afinal, abraço de dois campeões do mundo.


Participando agora da justa e linda homenagem que o diretor de marketing da CBF, Gilberto Ratto, preparou para José Adilson Miguel, completando 52 anos de Ambev e quase pendurando as chuteiras.

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Homenagem para José Adilson Miguel.

 

Resposta

o_20121217114213_missao_de_bap_fazer_o_fla_barrigudo_e_careca_conquistar_gisele_bundchen_648944Na verdade, deveria este, ter sido um dos temas do blog de ontem, até por uma questão de educação, porém o sono foi mais forte e, por isso, ficou para hoje. Explico: alguns companheiros deste blog, como o Bruno e o Pedro Cesar, pediram a minha opinião sobre a tão comentada entrevista do Bap e, sobre o ano político do Flamengo, com eleições programadas para mês de novembro.

Primeiro, respondendo ao Bruno, quero dizer que quem acompanha este blog não se surpreendeu com a entrevista que, embora não tenha lido ou ouvido, soube que repete exatamente o que já havia aqui sido transmitido, após a conversa que tive com Bap. O desencontro, o problema dele, foi exatamente com o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Aí, já entramos no tema das eleições, levantado pelo Pedro Cesar. Se Eduardo Bandeira de Mello tentar a reeleição, ninguém duvide que haverá uma chapa AZUL TURQUESA e outra, AZUL CELESTE. Não sei se o outro candidato será o próprio Bap ou, se da turma que o apoia sairá o candidato.

Não concordo que a postura do Bap tenha sido de interesse pessoal, em detrimento do interesse do Flamengo. Há fatos que Bap não quis relatar que, segundo ele, serão colocados no momento oportuno e, aí sim, todos entenderão a posição dele. Nos resta aguardar.

Com relação a prognóstico para as eleições, ainda é muitíssimo cedo. A partir de agora, os fatos que irão acontecer determinarão o caminho dos votos.

Primeiras de Paris

Viajei para Paris uma poltrona atrás de Rubens Lopes, o Rubinho, presidente da Federação, que deveria se chamar “FEDERAÇÃO CARIOCA”, até porque é uma marca mundial, mas, infelizmente atende pelo nome de Federação de Futebol do Rio de Janeiro, também conhecida como FERJ. O papo me deixou animado, pois ficou claro que o mosquitinho do bem e da competência, que picou os nordestinos que criaram a COPA DO NORDESTE, parece e, em ótima hora, de mudança para o Sudeste, estar agindo no Rio e em São Paulo. O que estou querendo dizer? Simples. Que, como já se esperava, a exemplo do Nordeste, as federações do Rio e de São Paulo também começam a se preocupar com a qualificação dos espetáculos. Em síntese, pelo que tenho ouvido, a volta do Rio-São Paulo não vai demorar muito. Também me chamou a atenção os elogios do presidente da Federação para a atuação do árbitro do último Flamengo X Vasco.

À noite, um jantar com gente do futebol: Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF, Luiz Guilherme Barbosa, vice-presidente do Comitê de Julgamento da CBF, de atritos entre clubes, atletas e empresários e, com o presidente da Liga do Nordeste e, ex-presidente do Vitória, Alexi Portela. Aliás, Alexi Portela estava dividido. Exultante com o sucesso da Copa do Nordeste e muito preocupado com o futuro do Vitória, da Bahia. Como se sabe, o atual presidente acaba de renunciar e uma nova eleição já foi marcada, muito embora, contestada pelo fato de não atender os prazos estatutários. Disse a Alexi e, repito aqui que, não entendo como Bahia e Vitória, pelo enorme  potencial de mercado, e pela tradição dos dois clubes, não estão em outro patamar no futebol brasileiro.

Leio na Internet que, para liberar o lateral Colombiano pretendido pelo Flamengo, o clube espanhol, detentor dos direitos do jogador, não criará nenhum problema, desde que, o Flamengo entregue o zagueiro Samir. Pior ainda foi ler que os dirigentes do Flamengo já estipularam um preço para negociar Samir. Francamente, se isto for verdade, me fica clara a sensação de que há um bando de neófitos em futebol no clube mais popular do país. Será que lá ninguém ainda percebeu que Samir, hoje promessa, tem tudo para ser um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro? Isto seria a mesma coisa que, no mercado de capitais, alguém vender hoje, a preço de banana, ações que mais do que na cara está, logo adiante, valerão uma fortuna. Já dizia minha avó Corina: “Afobado, come cru”. E, como diz um polêmico e popular presidente de clube carioca: ” Pato novo, não dá mergulho fundo…”

Ah… O jogo Brasil x França? Amanhã falamos. Por aqui, já quase quatro da manhã…