Jogo aos domingos às 11 da manhã

o-CLOCK-facebookA CBF bateu o martelo e já anunciou que o Grêmio fará a sua estreia no Campeonato Brasileiro, jogando na sua arena, num domingo às 11 da matina. Na realidade, isto não é um fato novo. Alguns jogos já foram realizados neste horário, principalmente em São Paulo. A impressão que tenho é que esta novidade deve ser boa para quem vai ao estádio, pois o horário é estratégico. Nem muito cedo, nem muito tarde, e sem atrapalhar o almoço em família. Para a televisão, boa audiência garantida. Para o telespectador, emoção à vista, seja para torcer a favor, ou contra. A chiadeira, podem escrever, ficará por conta de alguns treinadores e jogadores, que alegarão desconforto no relógio biológico…

Bom ou ruim, o jogo aos domingos, às 11 da manhã?

Respondendo

O comentário abaixo, enviado por Fabrício Lopes, foi recebido pelo meu fiel escudeiro para assuntos de redes sociais e internet, Robert Rodrigues, e é uma bela oportunidade de resposta.


“Boa tarde!

Com todo respeito meu presidente, então porque estamos devendo o Romário até hoje? Porque estávamos devendo vários jogadores destes que o Sr. contratou até hoje? Entendi que vieram praticamente de graça, mas e os salários? Me parece que a herança maldita, vem muito das dívidas salariais e trabalhistas com alguns destes atletas.

Deixo meu respeitoso abraço.

SRN”


E a resposta é a seguinte:

Deixei a presidência do Flamengo em dezembro de 1998 e Romário ficou no Flamengo até dezembro de 1999, quando por justa causa, foi mandado embora após uma derrota do Flamengo na cidade gaúcha de Caxias do Sul, derrota esta que eliminou o Flamengo da fase final do Campeonato Brasileiro. O caso envolveu uma modelo gaúcha e a justa causa aplicada pelo clube ao jogador, como era de se esperar, foi parar no judiciário e, como todos têm conhecimento, com ganho de causa para Romário. Daí em diante, o que o Flamengo devia a Romário, não pagava e, a dívida foi se avolumando, até que houvesse um acordo final, que vem sendo cumprido até hoje.

Com relação a dívidas com  outros jogadores, me espanta a colocação, até porque, como frisei aqui, durante quatro anos, de 95 a 98, o Flamengo foi cumpridor fiel das suas obrigações com seus funcionários e profissionais, pagando religiosamente em dia.

Fifa e Jobson

Foto: Satiro Sodre/SSPress

Foto: Satiro Sodre/SSPress

Estava ontem indo para casa e ouvi a notícia dando conta de que o departamento jurídico do Botafogo continuava tentando o efeito suspensivo para que Jobson pudesse jogar a decisão de domingo. Logo após vieram os comentários, e todos pessimistas, com respeito a tentativa do clube. Muito mais importante do que isso para ser analisado é a pena imposta pela FIFA, pelo fato de Jobson ter se negado a fazer o exame antidoping. Caramba, quatro anos de suspensão para quem não sabe fazer outra coisa na vida, é como se pena de morte fosse. Entendo que a entidade maior do futebol mundial deva ser rígida ante delito realmente grave, mas convenhamos, quatro anos é um exagero. Como impedir que um cidadão exerça sua profissão durante quatro anos? Alguém pode argumentar que ante delito grave, um advogado pode ter a sua carteira da OAB cassada e, também impedido estará de exercer a sua profissão e, consequentemente, de poder se sustentar. A pergunta é: Quatro anos de suspensão por um jogador ter se negado a fazer um exame antidoping, é justo?

Para mim, um exagero.

Gol de placa

Alfredo Raymundo, Diretor Executivo da Super Rádio Tupi

Alfredo Raymundo, Diretor Executivo da Super Rádio Tupi

Acabo de ser informado pelo meu irmão de vida Washington Rodrigues que domingo, será dia de BOMBAS RADIOFÔNICAS. A Tupi contratou José Carlos Araújo, Gérson – o “Canhotinha de Ouro” – e Gilson Ricardo.
Que maravilha ver o Rádio agitado e vivo.
Parabéns a este monstro sagrado do Rádio, Alfredo Raimundo. Que sacudidela…
Que domingo vem aí…

Respondendo

(Foto: Eduardo Moura/Globoesporte.com)

(Foto: Eduardo Moura/Globoesporte.com)

O companheiro Ivan, sobre o meu entusiasmo com a ação gaúcha de levar para os estádios juntos, torcedores de Grêmio e Inter e, lá, dividirem um mesmo espaço, devidamente separado para esta finalidade, afirma que no Maracanã, já existe isto há muito tempo, espaços estes nas partes centrais, tanto em baixo, como em cima.

Caro Ivan, não é por aí. Isto é obra do acaso, como era a geral do Maracanã. Estou me referindo a uma campanha criativa, pelo momento violento em que vivemos nos estádios e, muitíssimo bem planejada e melhor ainda executada. Você por acaso já viu alguma matéria em TV ou jornal falando sobre este espaço democrático do Maracanã? Pois é, não viu por ser obra do acaso, nada planejado, ao contrário do que ocorre no Rio Grande do Sul, onde os torcedores despidos dos sentimentos violentos são os grandes protagonistas e verdadeiros veículos na tentativa da paz nos estádios. Como diria meu amigo Paulo Cesar Ferreira, “uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa”.

Independente de pensarmos de forma diferente, muito bom trocar figurinha com você, caro Ivan.

 

O cuidado para a mentira não virar verdade

É isso mesmo. Por incrível que pareça, há de se ter muito cuidado com relação ao que falam ou escrevem sobre você, pois, infelizmente, ainda há muita gente desinformada, irresponsável ou, as duas coisas juntas. Minutos atrás, um amigo me telefonou perguntando se eu tomara conhecimento do que havia sido escrito no Flapédia. Respondi que não e fui me inteirar. Li o seguinte: “Seu período ficou marcado pela quantidade de contratações, a maioria delas pouco efetivas. Essa atitude fez levar (sic) ainda mais a dívida do clube”. Isto revolta, na medida em que, a verdade, é exatamente o oposto do que ali está.

Os jogadores de peso que, a maioria das pessoas, em função deste tipo de notícia, pensa que custaram uma fortuna, nada custaram. Pois bem: Romário (na primeira contratação), Branco, Amoroso, Bebeto, Lúcio, Zé Roberto, Romário (na segunda contratação), Palhinha e Rodrigo Fabri, não custaram um único centavo aos cofres do Flamengo. Romário, na primeira contratação, veio para o Flamengo numa ação de marketing, ação esta bancada pelo Banco Real, Cia Cervejaria Brahma, Grupo Multiplan e Rede Bandeirantes de Televisão. Branco, num acordo feito com o jogador, em que pagamos apenas o salário. Amoroso, quando convencemos o presidente do Guarani, que o empréstimo gratuito para Flamengo seria a melhor solução para o jogador estar na mais importante vitrine do futebol, após grave lesão. Lúcio, a revelação do Campeonato Brasileiro pelo Goiás, foi pago integralmente pela Umbro. Passei uma semana no interior da Inglaterra, ao lado de Marcos Felipe Magalhães, à época vice-presidente de marketing, trabalhando para os ingleses comprarem a ideia do bom investimento. Toparam e compraram. Romário (segunda contratação), Rodrigo Fabri, Palhinha e Zé Roberto, foram trocados por Sávio, em operação com o Real Madrid, que não envolveu um único real ou qualquer moeda estrangeira. Claro que contratações de pequeno porte foram feitas, até porque, se não ocorressem, não teríamos time para colocar em campo. Acho bom lembrar que, quando assumimos em 1995, o ano de 1994 havia terminado com duas derrotas para o América e, quando começamos o mandato, o Flamengo tinha apenas seis jogadores vinculados ao clube, sob contrato. Nenhuma dessas contratações de suporte ou, o somatório delas, causou impacto nas finanças do clube, tanto é verdade que, de 1995 a 1998, o clube cumpriu todos os seus compromissos, inclusive e principalmente, com seus funcionários e profissionais que, religiosamente, receberam até o quinto dia do mês subsequente ao trabalhado. Fato, até então, raro no Flamengo…  Como isto foi possível? Com muita seriedade, transpiração e inspiração para gerar recursos. Neste período, o Flamengo, num país de terceiro mundo, foi o sexto clube no planeta em faturamento. Explicado?

Vou encaminhar este assunto ao meu fiel escudeiro para assuntos de internet e cia…, Robert Rodrigues, no sentido de que ele possa agir junto às partes responsáveis para corrigir esta injustiça.

 

Família Gre-Nal

Simplesmente oportuna e genial a iniciativa de Grêmio, Internacional e Federação Gaúcha, criando um espaço especial nos estádios para que Gremistas e Colorados assistam aos jogos juntos. São atitudes como esta, mensagens como esta, que podem dar fim, ou ao menos minimizar, a violência nos estádios. As cenas e fotos dos torcedores de Grêmio e Inter chegando juntos e, muitas das vezes até abraçados, são comoventes. Importante registrar que depois que esta medida foi implantada, não foi registrado nenhum tipo de incidente, por menor que tenha sido, dentro ou fora do estádio. Idem com relação à depredação do estádio rival, onde neste último Gre-Nal, não houve nenhum arranhão na arena do Grêmio provocado pela torcida do Inter. Aprendi na vida, que copiar o que dá certo, é saudável, não é vergonha e, sim, demonstração não só de inteligência, como, e principalmente, de sensibilidade.

Tomara que as diretorias dos clubes do Rio e da Federação se inspirem e se animem a seguir este exemplo pra lá de espetacular. No plano psicológico, arrisco afirmar que a mudança de comportamento dos trogloditas pode ser explicada pelo exemplo, ao vivo e a cores. Recebem eles uma mensagem sutil que obriga a que eles se questionem. Afinal, ficaram numa sinuca de bico e, pela primeira vez, talvez tenham entendido que agiam como marginais. De perto, viram que é possível caminharem juntos paixão, amor, respeito e educação.

Sorte no futebol é decisiva

Rafael Silva comemora o gol único da partida (Foto: Staff Images)

Rafael Silva comemora o único gol da partida (Foto: Staff Images)

Esta minha tese é antiga. A sorte no futebol é decisiva. Após o jogo, jantei com meu afilhado Roger Flores e, concluímos que vimos o mesmo jogo, o primeiro da decisão carioca. A gangorra verificada, com ora um, ora outro time melhor, acabou por fazer bem no item emoção, pois do primeiro ao último minuto, foi lá e cá.

O Botafogo talvez tenha tido um maior número de chances de gol, inclusive com duas bolas na trave. O Vasco também teve as suas chances, mas o que resolveu mesmo é que o vento soprava, e forte, em direção a São Januário…

Estupenda a partida de Guiñazú. O argentino comandou o meio de campo. Desarmou e não errou um único passe o jogo inteiro. Arbitragem, perfeita.

Domingo tem mais. Quem dona sorte escolherá?

Flamaraca

1148939_583704791667891_1175442387_n1Pragmática, a matéria do vice de finanças do Flamengo, Rodrigo Tostes, de quem tenho a melhor das impressões. O assunto Maracanã começa a esquentar, pois há uma insatisfação geral no esquema que está em vigor. Quem detém os direitos, reclama que o que foi acordado não foi cumprido pelo governo, que ficou devendo em contrato os espaços para estacionamento e para a construção de um Shopping Center. Os clubes, Flamengo e Fluminense, entendem que estão pagando para jogar, e mais grave fica ainda o tema quando lembramos que o contrato do Flamengo vai somente até o ano que vem. Segundo Rodrigo Tostes, a diretoria do Flamengo já foi ao governador para afirmar que, se o atual grupo que detém os direitos de explorar o Maracanã, ficar com a corda no pescoço, não conseguindo roer o osso, o Flamengo está preparado para assumir no dia seguinte. Tostes foi muito objetivo na colocação que pode definir este assunto.

Disse ele que o Flamengo tem o conteúdo e, como todos sabem, sem milho não há pipoca. O clube já encontrou no mercado empresa sólida e do ramo, o que não acontece hoje, para administrar o estádio e, para finalizar já localizou o parceiro que queira entrar como investidor.

Barba, cabelo e bigode…

Fico muito feliz quando leio ou ouço alguém no Flamengo pensando com o tamanho do Flamengo. Este é um desafio ESPETACULAR!!! Tendo o Maracanã como sua casa, de fato e de direito, o céu será o limite para o mais popular clube do nosso continente.

Caramba, há muito tempo não recebia uma notícia tão boa…

Respondendo e informando

A alvinegra Maitê Proença é presença certa amanhã no Maraca

A alvinegra Maitê Proença é presença certa amanhã no Maraca

Primeiro, ao amigo André Tavares. Não André, não irei aos jogos entre Barcelona e Bayer. Ficarei aqui, torcendo pelo Barça.


A maioria esmagadora de quem não torce por Vasco ou Botafogo acha que o Vasco será o campeão, embora quase todos tenham afirmado que torcerão pelo Botafogo.


A turma do EXTRA ORDINÁRIOS, capitaneados por Marco Antônio Alencar, estará domingo no camarote 219 do Maracanã. Segundo Marco Antônio, existe a possibilidade de Maitê trocar o objetivo da aposta. Ao que tudo indica, se o Botafogo for Campeão Carioca, Maitê posará como veio ao mundo, no Maracanã. Já tem gente querendo saber se haverá venda de ingressos…


O companheiro Pedro César de Oliveira Filho ficou bem impressionado com as entrevistas de Rodrigo Tostes e do Bap. Assunto: finanças. Sobre futebol, ficou no ar a possibilidade de venda do zagueiro Samir. Este papo me remete à época do colégio. Esta diretoria, se aluno fosse, tiraria 10 em matemática e ZERO em português. Traduzindo: 10 em finanças e ZERO em futebol. Samir é o único jogador muito acima da média que o Flamengo tem. Ou, tinha… que tristeza!!!!


O companheiro José Victor me pergunta sobre Pato, Paulinho (Tottenham), Ganso e Robinho. José Victor, todos seriam titulares absolutos no Flamengo e, acho que, todos são possíveis. Pato, namorando a Fiorella, está doido para viver ao lado do amor dele. Paulinho, jogado fora no clube inglês. Ganso, odiado pela torcida do São Paulo. Robinho, perdemos a chance. Não veio para o Flamengo por falta de sensibilidade de quem pouco sabe de futebol. Agora, não sei. Todos são possíveis. Impossível é fazer quem comanda o futebol do Flamengo entender isso.


No mais, amanhã, estou sentindo o vento soprando em direção a São Januário…