Ping-Pong

 

ping_pongCom saudade enorme, volto à nossa paixão. Para começar, muito boa sorte ao nosso novo treinador que, confesso, tenho por ele simpatia e uma enorme torcida para que o Flamengo seja para ele a virada de página para a consagração.

O momento é de apoio total e irrestrito. Treinador novo e a certeza de que teremos em breve uma bela dupla de atacantes, composta por Cirino e Guerrero. Aliás, palmas para a contratação de Guerrero. Os pessimistas de plantão acharam caro. Por favor, em nome da coerência e da inteligência, um pouco de paciência vai bem. Que tal aguardar Guerrero poder mostrar as suas armas, para aí então afirmar que foi caro? Pode ser que eu esteja enganado, mas acho que o custo/benefício de Guerrero será espetacular…

Enquanto Guerrero não vem, seja o que Deus quiser no FLA- FLU. Continuo, apesar dos pesares, acreditando que dias melhores virão. A parada para a disputa da Copa América será muito bem-vinda. Perfeito para arrumar o time…

O Pong é para Lauro Jardim, brilhante companheiro da Revista Veja.

Lauro, querido, você tão competente e tão comprometido com a verdade, esqueceu de algo tão simples no jornalismo que é checar uma notícia.

Entendo. Errar é humano.

Talvez tenha sido até bom, pois com certeza, haverá um momento melhor para singrar os mares da verdade.

Vida que segue…

Carinho e sugestão

Bem, para começar o meu obrigado mais obrigado que alguém já possa ter dado, a tantos queridos amigos, amigos antigos, amigos novos, amigos da Klefer e amigos que ainda não tive o prazer de conhecer, pelas lindas e comoventes demonstrações de amor, apreço, carinho e solidariedade.

Hoje, aconteceu algo pela manhã que me marcou muito. Dudu, meu filho, teve a ideia de reunir uma enorme quantidade de amigos que trabalham na Klefer, até porque, em caso de qualquer tipo de turbulência, mesmo que seja turbulência de vida, não é justo que os seus parceiros mais próximos, os que dividem o seu dia a dia, não estejam informados e não participem deste momento. A solidariedade, a atenção e o interesse de todos, deixou claro porque é tão prazeroso estar aqui todos os dias. O sentimento que tive naquele momento foi de proteção, algo parecido com colo de mãe. Mais uma vez, a minha eterna gratidão a todos.

Passei boa parte do dia concedendo entrevistas das mais variadas, sendo que, em uma delas senti a coisa fluir de forma mais do que natural. Foi para a revista Veja, e não dá para não registrar a sensibilidade e talento do entrevistador que, quando é bom, a coisa flui.

Exatamente às 10h52, enviei uma mensagem de texto para o presidente Marco Polo Del Nero, sugerindo que a CBF contrate duas empresas independentes para uma auditoria e análise do contrato relativo à Copa do Brasil, pois é necessário que seja de domínio público se este contrato, corresponde ou não, à realidade do mercado. Exatamente às 11h32, Marco Polo me respondeu, afirmando que esta providência já está sendo tomada. Ótimo, na medida em que, para nós da Klefer, fica a certeza de que, de forma clara e independente, todos tomarão conhecimento tratar-se de uma relação justa, absolutamente dentro da realidade do mercado.

Aguardemos, pois. Quando a relação é justa, não há espaço para falcatruas.

Esclarecimento

No final ano de 2012, o futebol sul-americano vivia momentos conturbados. As dez federações do nosso continente, insatisfeitas com o que recebiam da Traffic pela participação na Copa América, se rebelaram e, junto com a Confederação Sul-Americana, romperam o referido contrato com a Traffic, e elegeram a empresa argentina Fullplay, como agência responsável pela captação de recursos para a Copa América. J. Hawilla, representando os interesses da Traffic, apelou para o judiciário, entrando nos Estados Unidos com uma série de ações contra as Federações, Confederação Sul-Americana, e cada um dos presidentes das Federações e, também, contra o presidente da Confederação Sul-Americana, Nicolaz Leoz. Deflagrada estava uma batalha jurídica de difícil solução. A Confederação Sul-Americana determinou à todas as Federações que nenhuma delas dali para frente firmasse qualquer acordo comercial com a Traffic e, quem naquele momento tivesse qualquer relação comercial em curso, que fizesse o possível para romper. A CBF recebeu este comunicado da Sul-Americana e, de imediato, encaminhou para o seu departamento jurídico, já que havia um contrato entre CBF e Traffic, em que o objeto era a Copa do Brasil, contrato este que iria até dezembro de 2014. O jurídico da CBF desaconselhou o rompimento do contrato, alegando que, apesar da determinação da Confederação Sul-Americana, não havia nenhum motivo que justificasse o rompimento, e que se assim fizesse a CBF, certamente haveria uma derrota garantida no judiciário brasileiro. Ainda neste parecer, o jurídico da CBF aconselhou sim, a que o contrato não fosse renovado, pois não havia nenhuma cláusula que a obrigasse a isso.

O parecer foi acatado pelo presidente da CBF, o que possibilitou a entrada da Klefer como pretendente em assumir a Copa do Brasil, e a proposta que fizemos, totalizando 128 milhões de reais, com reajuste anual, por oito edições, foi aceita e o contrato assinado no dia 08 de dezembro.

Paralelo a este tema, aconteceu algo curioso. Como tinha um bom relacionamento com J. Hawilla (Traffic), Hugo Jinks (Fullplay) e com os presidentes das Federações, acabei sendo a pessoa que uniu as partes litigantes neste imbróglio da Copa América e, depois de inúmeras reuniões, houve o acordo para que a Traffic retirasse a ação na justiça americana, sendo formada uma sociedade composta por Traffic, Fullplay e TyC (Torneos y Competencias), empresa argentina de comunicação, sociedade esta que passou a ser a detentora dos direitos da Copa América. Na realidade, juntei as partes e promovi o diálogo. A Klefer, empresa da qual sou sócio, não tinha, como não tem, nenhum interesse comercial ou relação com a Copa América.

Com tudo voltando ao normal, recebi em Punta del Este um telefonema de J. Hawilla, fazendo um apelo quase que desesperado, alegando que sua empresa já não tinha mais propriedades importantes, estando restrita apenas a um terço da Copa América, o que para ele era muito pouco, pois tinha a intenção de vender a Traffic e, sem direitos importantes, ninguém iria se interessar. Apelou para a nossa velha amizade, quase que implorando para que a Klefer dividisse com a Traffic o contrato que havíamos firmado com a CBF. Levei o tema para os meus sócios e, mais no emocional, entendemos que poderíamos aceitar a Traffic como parceira no projeto. Após algumas reuniões, o nosso contrato foi assinado, com a Klefer participando de duas edições no contrato CBF/Traffic e, a Traffic, participando das oito edições do contrato CBF/Klefer. Deste ponto, até hoje, tudo transcorreu normalmente. Neste período, praticamente não mais estive com J. Hawilla, que há dois anos havia fixado residência em Miami. Hoje, fui surpreendido pelo noticiário dando conta que por problemas com o fisco americano, e ante a possibilidade de ser preso, negociou com quem de direito, e através de uma delação premiada fez uma série de acusações, sendo uma delas a de que teríamos nós da Klefer, a exemplo dele, réu confesso, pago propina para a obtenção do contrato mencionado aqui.

A nossa resposta é muito simples. Jamais usamos deste expediente para obtenção de qualquer contrato ao longo dos 32 (TRINTA E DOIS!) anos de vida da Klefer. Talvez por isso, tenhamos um tamanho normal para uma empresa de Marketing Esportivo. Em segundo lugar, o valor pago à CBF é o maior indicador de que este foi o limite do investimento. Agora mesmo, ante a crise que vivemos, são grandes as dificuldades em se conseguir o equilíbrio desejado. Desafio a qualquer empresa de consultoria afirmar que o preço que é pago pela Klefer à CBF, pelos direitos pertinentes à Copa do Brasil, não seja mais do que justo.

Os contratos e toda a documentação aqui mencionada, estão à disposição. Aqui, não há nada a temer.

Soube que neste período, J. Hawilla passou por momentos difíceis em função de grave doença. Provavelmente, pelo que ouço e leio, a cabeça dele deve ter sido afetada. A cabeça, o caráter e, principalmente, o sentimento de gratidão. Lamentável!!! Que fim de vida…

Para encerrar, acuso que recebemos na Klefer as visitas do Ministério Público e da Polícia Federal, em ato de cooperação com o Governo Americano, e que todos os documentos solicitados foram prontamente entregues. A Klefer, através de seus dirigentes, está inteiramente à disposição das autoridades.

Novidades Rubro-Negras

Luxemburgo desabafa após a saída do Flamengo (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)

Luxemburgo desabafa após sua saída do Flamengo (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)

. Vanderlei Luxemburgo foi elegante, e até parcimonioso, ao girar a sua metralhadora. Para quem acompanha este blog, nenhuma novidade foi dita. Vanderlei bateu forte no tal Conselho Gestor, voltando a afirmar que os componentes do referido Conselho nada sabem de futebol, e que algumas contratações importantes deixaram de ser feitas por este ou aquele membro do conselho não concordar.

O que mais lamentou Vanderlei, foi o Flamengo não ter contratado Robinho, quando naquela oportunidade, Plínio Serpa Pinto, que fazia parte da diretoria, havia deixado tudo bem montadinho. Para Vanderlei, a simples presença de Robinho mudaria a cara do time do Flamengo, além de alavancar o projeto Sócio Torcedor. Até hoje, Vanderlei não perdoa o tal Conselho Gestor, que vetou a contratação. Dizem as más línguas que, houve aí também uma pontinha de ciúme pelo fato de Plínio ter sido o articulador da negociação.


Fred Luz e Fernando Gonçalves.

. O que circula entre os amigos mais chegados de Vanderlei, muito pouca gente sabe. Primeiro, que há duas eminências pardas, que na realidade estabelecem a filosofia do futebol do Flamengo, e as duas figuras jogam juntas. São eles, Fred Luz e Fernando Gonçalves que, fontes absolutamente confiáveis garantem, há quase um mês estão trabalhando a cabeça de Oswaldo de Oliveira, ainda no Palmeiras, para assumir o Flamengo. Não foi à toa que hoje Oswaldo de Oliveira afirmou que adoraria dirigir o Flamengo, e que é rubro-negro desde garotinho.


. Não conheço o trabalho de Fred Luz, que recentemente apareceu no mundo do futebol. Há quem tenha simpatia por ele, como meu amigo Michel Assef, que o considera um bom executivo. Não tenho opinião, pois não só não conheço, como nenhuma informação tenho sobre o seu trabalho. Fernando Gonçalves conheci quando trabalhava na Traffic, na época em que a empresa de J. Hawilla resolveu estender os seus negócios para dentro das quatro linhas. Gente boa e de fino trato, sempre foi muitíssimo ligado ao Fluminense e, posso afirmar tratar-se de tricolor roxo. Sei que posso até estar na contramão da modernidade, mas não consigo assimilar bem um tricolor apaixonado, de carteirinha, traçando a filosofia do que há de mais importante no Flamengo, que é o futebol. Desculpem, mas não engulo.


. Pelo que ouvi de várias pessoas, infelizmente quem praticamente não tem função é o excelente profissional Rodrigo Caetano. A reunião que decidiu a saída de Vanderlei não contou com a presença de Caetano. Isto me faz lembrar de passado recente, quando o Flamengo resolveu contratar um diretor executivo para o futebol e trouxe Paulo Pelaipe. Na primeira crise do futebol, os dirigentes se reuniram, demitiram o treinador e contrataram outro, no caso, Jorginho. Pelaipe ficou sabendo da reunião pelo rádio. Ali, deveria ele ter pedido o boné pela absoluta falta de respeito profissional. Resolveu ficar, talvez na esperança de que a mentalidade dos dirigentes pudesse mudar. Como Rodrigo Caetano, passou a ser figura decorativa e acabou “dançando”… Como dizia minha avó, “quem muito a calça abaixa, a bunda aparece”…


. Recebi hoje telefonema carinhoso de Renato Augusto, que ainda tem mais um ano e meio de contrato com o Corinthians. Renato me garantiu que Guerrero é um atacante bem acima da média dos que estão por aí. Com ele e Cirino na frente, já melhora demais, embora ainda fique faltando o jogador criativo para fazer a bola chegar aos dois atacantes. Renato Augusto, continua um rubro-negro apaixonado…

O REI ESTÁ NU!!!

rei-nuO meu competente amigo Diogo Dantas, repórter com super faro da notícia, confirma que Vanderlei Luxemburgo foi demitido.
O que eu acho? O REI ESTÁ NU!!!
A blindagem foi para o espaço…
Em síntese, mesmo reconhecendo alguns equívocos pontuais de Vanderlei, não há como não considerar uma enorme covardia querer imputar a ele a responsabilidade pelo momento delicado que vive o futebol do Flamengo.
E o Conselho Gestor, composto por “extraordinários especialistas” em futebol, sobreviverá? Quem irá julgar?
Amigos, a partir de hoje, O REI ESTÁ NU!!!

Bola fora

Marcio Braga, acaba de me encaminhar texto de Fernando Gabeira, publicado ontem no jornal O Globo. Primeiro, a introdução do texto (leia na íntegra aqui) e, a seguir a minha opinião.


De: Marcio Braga
Enviada em: segunda-feira, 25 de maio de 2015 16:19
Assunto: Flamengo e Brasil – Sonar da Gávea

Jornal O Globo - 24/05/15 - Segundo Caderno - Pág. 2

Jornal O Globo – 24/05/15 – Segundo Caderno – Pág. 2


De: Kleber Leite
Enviada em: segunda-feira, 25 de maio de 2015 18:03
Para: ‘Marcio Braga’
Assunto: RES: Flamengo e Brasil – Sonar da Gávea.

Márcio, querido,

Não acredito que nenhum rubro-negro, mesmo a título de pujante sacudidela, possa torcer pela suprema humilhação de ir para a segunda-divisão. Além disso, nunca ter caído para a segundona é para nós como se um troféu fosse. No Rio de Janeiro, somos e, seremos sempre, o último dos moicanos…

Definitivamente, como rubro-negro, o nosso Gabeira foi profundamente infeliz.

Abraço,

Kleber.

 

Vida difícil

Renato Cajá

Renato Cajá

Há um tempinho atrás, o grande rubro-negro Plínio Serpa Pinto, PHD, mestre na arte de negociar, e diplomado com louvor na faculdade popular do futebol, deixou tudo amarradinho para Robinho assinar com o Flamengo e, naquela oportunidade, as condições eram palatáveis. O tal do Conselho Gestor vetou e Robinho assinou com o Santos. Agora, e a fonte é muito boa, a advogada de Robinho está pedindo um milhão de reais mensais e um contrato de cinco anos.

O peruano Guerrero, que não vai ficar no Corinthians, segundo a mesma fonte, está pedindo 12 milhões de reais a título de luvas e um milhão por mês. O período do contrato não ficou claro. Evidente que, agora, não se pode culpar a diretoria por não aceitar estas condições estapafúrdias e inviáveis para qualquer clube brasileiro.

Agora, pode se culpar sim a diretoria por não ter encontrado opções viáveis que outros clubes conseguiram. A modesta Ponte Preta armou um bom time. Renato Cajá e Borges jogariam no Flamengo, brincando…e, não custariam quase nada…

Na Ponte Preta não existe Conselho Gestor composto por amadores…

Novo vice de futebol?

dolares

Ontem, imediatamente após o jogo, recebi um telefonema de importante e querida figura rubro-negra, por quem tenho respeito. Já disse aqui que, ao longo da minha vida rubro-negra, sei de quatro pessoas, uma no passado distante e as outras três no passado recente que, com seus recursos pessoais, resolveram alguns problemas emergenciais do Flamengo. E, não foi pouco dinheiro não…

Pois bem, uma destas pessoas me afirmou ontem que assumirá o futebol do Flamengo. Perguntei se havia sido convidado para assumir a vice-presidência de futebol. Disse ele que, vai almoçar com o presidente Eduardo Bandeira de Mello ainda esta semana. Que, se não for convidado, se convidará!!!

E, se já no Fla-Flu não estiver ocupando o cargo, primeiro armará uma grande confusão e depois irá morar em outro país.

A semana rubro-negra promete…

Desapontamento recíproco

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

As manchetes dão conta de que se perder para o Fluminense, Vanderlei corre o risco de ser demitido. Boas fontes me garantem que o desapontamento é recíproco, onde o treinador condena, e com razão, o mecanismo do futebol, onde nada é aprovado sem o carimbo do tal Conselho Gestor que, via de regra, trava, emperra, todas as possibilidades de contratação, como a de Robinho, antes de assinar com o Santos.

Curioso, é que o Flamengo paga um belo salário para um especialista, que é Rodrigo Caetano, que não tem nenhum poder.

Quem decide, é o Conselho Gestor, conselho este, composto pelos seguintes especialistas em futebol: Eduardo Bandeira de Mello, Alexandre Wrobel, Alexandre Póvoa (vice presidente de esportes amadores, onde dá show) e Wallim Vasconcellos.

Explicado?

Tudo errado

Bola saiu visivelmente (reprodução da  TV)

Bola saiu visivelmente (reprodução da TV)

Claro que a derrota de ontem teve a participação do bandeira cegueta, mas impossível não se estranhar o time que ontem entrou em campo. Colocar Marcelo, ao invés de Samir, é imperdoável. Parece brincadeira…  Ah, o argumento pode ser de que Samir está sem jogar desde abril. E o Armero que foi escalado e a última vez que jogou uma partida foi em janeiro… E a volta triunfal do Cáceres…

Finalmente, por pior que seja, qual é o nosso time titular?

A sensação que tenho é a de que ninguém conversa com Vanderlei. Soube até que o nosso vice de futebol o trata por … senhor! Imagine, iniciar uma conversa propondo discutir o time que vai a campo…nem pensar… o senhor, o professor, pode não gostar…

Dirigente que não é respeitado pelo treinador, por falta de conhecimento de causa, é zero à esquerda. Quando não há uma sintonia fina, unindo dirigente, treinador e jogadores, babau…e, infelizmente este é o caso do Flamengo.