Zico polêmico

Zico e Juninho (Foto: Patricia Ingo/Rádio Globo))

Zico e Juninho na Rádio Globo (Foto: Patricia Ingo/Rádio Globo))

Como gosto muito de rolar a bola para as discussões, vou começar pelo meu ídolo e, o maior na história do Flamengo. Para quem não sabe, Zico participa às segundas-feiras, ao lado de Ricardo Rocha e Juninho Pernambucano, de interessante programa, à noite, na Rádio Globo. O programa é muito bem conduzido e, como o negócio é debater os principais assuntos ligados ao futebol, o sucesso está diretamente ligado à qualidade dos debatedores que, neste caso, é excepcional. Todos estão muito bem, soltos, autênticos e com colocações inteligentes. Ontem, o nosso Galo deu show. Entre tantas participações brilhantes, Zico saiu com uma tese que me fez pensar muito. Disse ele que era radicalmente contra a expulsão de um jogador por ter cometido um pênalti, independentemente das circunstâncias. A tese, oportuna, interessante e inteligente, é no sentido de que ninguém pode ser punido duas vezes. Ora, o pênalti é o maior castigo que um time pode receber e, o jogador que cometeu o pênalti, integrante deste time penalizado, não pode ser punido duas vezes. Primeiro com a pena máxima que é o pênalti e, depois, com a expulsão.

Como o debate está aberto, você, companheiro do blog, concorda ou discorda da tese de Zico?

 

Pitacos Rubro-Negros

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

  1. Pra começar uma sugestão para aqueles que comandam o futebol do Flamengo. Comecem a dar importância a tudo aquilo que passar perto da unanimidade. Exemplo: Como os nossos laterais são muito fracos, sendo Armero a exceção e, levando-se em conta a dificuldade natural em se contratar jogadores que resolvam, até porque, estes são caros, estão empregados ou já jogaram sete partidas do campeonato nacional, a opinião quase que unânime é a de que, até o final do ano, Léo Moura pode ajudar, e ajudar muito.
  2. Como temos fatos novos, a bem da verdade, para todos os gostos, chegando – Emerson Sheik, Armero, Guerrero, Alan Patrick e Airton – e, o comando nas quatro linhas é no mínimo confuso, com Oswaldo de Oliveira desempregado, por que motivo não se ganhar tempo e começar tudo do zero?
  3. Como é que se admite deixar um jogador visivelmente fora de forma, visivelmente gordo e, ainda para piorar, sem ritmo de jogo, entrar em campo? Pior do que Anderson Pico, foi quem avalizou a sua entrada no gramado. Enorme irresponsabilidade.
  4. Com relação a se jogar com três volantes, embora particularmente eu não goste, acho que até pode, desde que os volantes sejam bons. No caso do Flamengo, só se salva o jovem Jonas. O restante, é de doer.

Egídio

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O tema agora é montagem de elenco. Vou contar um caso que aconteceu recentemente. Estava eu voltando de Paris e já dentro do avião, ajeitando a malinha de mão no compartimento de bagagem, recebo um abraço carinhoso. Era o lateral Egídio, que conheci ainda no Flamengo, e que no ano passado foi campeão brasileiro pelo Cruzeiro. Perguntei de cara o motivo de estar voltando para o Brasil. Egídio disse que por atraso superior a três meses nos seus salários, havia conseguido a liberação e estava livre. Claro que quis saber qual seria o destino dele e Egídio informou que seu procurador estava iniciando negociação com o Palmeiras. Perguntei se já estava fechado e ele me garantiu que não. Apelei para o espírito rubro-negro dele, no sentido de que não fechasse nada nas próximas 48 horas, para que eu tivesse tempo de falar com o pessoal do Flamengo. Egídio, topou. Informado que Eduardo Uram era o procurador, do avião, ligamos pra ele que, embora não tenha gostado muito da ideia, pois já estava negociando com outro clube, atendeu a vontade do jogador e se comprometeu a não desenvolver o tema enquanto eu não tivesse uma posição do Flamengo. Ainda do avião, tentei falar com Alexandre Wrobel e com o diretor Rodrigo Caetano, mas não consegui. Como havia urgência, fiz uma última tentativa e arrisquei o presidente Eduardo Bandeira de Mello, que prontamente me atendeu. Passei o assunto para ele e, já no dia seguinte, Alexandre Wrobel me informava que já estava em curso uma negociação com Armero e, por isso, o Flamengo não tinha interesse.

O que este pessoal ainda não entendeu, é que para se ter um time bom, primeiro é necessário montar um elenco e, como sempre dizia minha avó Corina, “quem tem um, não tem nenhum,”. Egídio, nada custaria. Está jogando no Palmeiras pelo salário, e ontem acabou com o jogo, tendo sido considerado o craque da rodada. Convenhamos que, ter como opções para a lateral esquerda, Armero e Egídio, é bem melhor que Armero e… Deixa pra lá…

Respondendo

Carlos Egon, que sabe de futebol, descobriu Devid de Deus, craque aos 16 anos, que entre outras qualidades, ainda por cima é rubro-negro. Amigo Carlos, vou falar hoje com o Rodrigo Caetano e tentar agendar os testes para o seu pupilo. Tem que acreditar mesmo. Se o querido Celso Garcia não tivesse acreditado, Zico não faria parte da história do Flamengo e das nossas vidas. Amanhã, dou mais detalhes.

Daniel quer saber o que sugiro ao presidente Eduardo, se reeleito. Se sou a favor do Flamengo não disputar o campeonato carioca e se manteria ou implodiria o Conselho Gestor. Daniel, amigo, diria para o presidente convidar Plínio Serpa Pinto ou Flávio Godinho para a vice-presidência de futebol, que encontrasse ele uma fórmula de convencer Bap a voltar. Sou contra não se disputar o nosso campeonato, que é bom e o povo gosta. Sou a favor sim, do diálogo na tentativa de se mudar a fórmula do campeonato. Com relação ao Conselho Gestor do futebol, implodiria, ontem… Em futebol caro Daniel, quanto menos gente metendo a colher, melhor.

Ricardo Braga, Sergio Vital, Jone Sardinha, Miguel Angelo Paolino e Geraldo Cesar do Nascimento, muito obrigado pelo carinho de vocês e faço o convite para que participem nos comentários. Tenham a certeza que todos os companheiros vão gostar muito. Espero ver vocês por aqui.

AÇÃO, JÁ!!!

Observado por Jhon Cley, Pico chuta a bola (Foto:Jorge William / Agência O Globo)

Observado por Jhon Cley, Pico bate na bola (Foto:Jorge William / Agência O Globo)

Pra começar, nunca vi um Flamengo tão medíocre e sem criatividade, em jogos contra o Vasco. Não vou aqui espinafrar o jogo, que foi muito ruim, muito mais pelo Flamengo do que pelo Vasco. Apesar de ter um time fraco, o Vasco foi arrumado do princípio ao fim. Aí começa o drama rubro-negro. O time, que já é abaixo do que se imagina para o Flamengo, não foi time, foi um bando. E, um bando não por culpa de quem estava em campo, e sim, de quem estava fora das quatro linhas.
Quando a escalação já é errada, o restante é consequência, inclusive as alterações. Ridículas!
Como se pode criar alguma coisa com quatro volantes?
Nesta mediocridade, como deixar Marcelo Cirino no banco?
Vou ficar por aqui, sugerindo.
Mudar tudo!!!
Já!!!
Com as caras novas que chegaram e ainda vão chegar, porque não com tudo novo?
A hora, é essa!!!
Coragem!!!

Bela jogada

tevezSem colocar na mesa de negociação um único euro, o presidente do Boca anunciou a contratação de Tevez, que talvez esteja atravessando uma das melhores fases de toda sua carreira. Tevez volta ao clube do seu coração, o Boca, tinindo, como aqui chegou Romário para o Flamengo, em 95.

O presidente do Boca, para ter Tevez, cedeu 50% dos direitos econômicos à Juventus de seu mais promissor jogador, Guido Vadalá, que passará duas temporadas no clube italiano. Nesta bela tacada, duas coisas ficam provadas. Primeiro, no fundo mesmo, o que pesa é a vontade do jogador que, quando quer muito alguma coisa, por mais impossível que possa parecer, consegue. Tevez quis. Tevez, conseguiu. A segunda, é constatar que ainda existe paixão no enorme negócio em que o futebol se transformou.

A paixão de Tevez pelo Boca, soa como verdadeiro poema…

Léo Moura

(Foto: Paulo Sergio/Lancepress!)

(Foto: Paulo Sergio/Lancepress!)

Que final de filme, hein? Despedida gloriosa, digna de grande ídolo no Flamengo, ida para o futebol americano, adaptação problemática, namoro com o Flu, namoro com o Vasco, anunciado no Coritiba, e hoje, desempregado, e sabendo que voltar a jogar bola este ano, só no Flamengo. Como a FIFA determina que em uma temporada o jogador só pode atuar por dois clubes, de agora até dezembro Léo Moura só pode jogar pelo time americano ou pelo Flamengo. Os americanos, pela atitude de Léo Moura, negociando com clubes brasileiros, já tornaram público que lá ele não joga mais. O Flamengo, oficialmente sobre o tema, ainda não se pronunciou. Eu, se lá estivesse, proporia um contrato até dezembro.

E você companheiro deste blog, se dirigente fosse, traria Léo Moura de volta?

Camisa 10

Elias e Ronaldinho: juntos, somente na seleção.

Elias e Ronaldinho Gaúcho na seleção: cada um com seu devido número.

Deu no Globo.com que o Flamengo aguarda o final da Copa América para entregar a camisa 10 para Elias. Como diria Paulo César Ferreira, “uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa”. O que quero dizer é que, sem dúvida alguma, o volante Elias é infinitamente melhor do que todos os volantes do Flamengo. Iria além. Diria mesmo que, o volante Elias seria o melhor armador do Flamengo, até porque o Flamengo não tem nenhum. Agora, imaginar Elias com a camisa 10, aí já é demais.

O companheiro deste blog, José Victor, lembra em boa hora que os jornais mexicanos continuam informando que o destino de Ronaldinho Gaúcho será o Flamengo. Aí o panorama muda. Mesmo quem não acredita mais no sucesso de Ronaldinho Gaúcho, vai concordar que há uma pertinência entre a necessidade do Flamengo em ter um ponta-de-lança, e o jogador pretendido que, efetivamente, sempre foi um camisa 10. Particularmente, ante tantas dificuldades em encontrar um bom jogador para função tão decisiva, arriscaria sim com Ronaldinho Gaúcho, pelo menos até o final do ano. O ideal mesmo, seria pegar os dois, Elias e Ronaldinho. Aí, sair do sufoco seria autêntica barbada e, quem sabe até, poder imaginar voos mais altos…

E você, meu companheiro de blog, contrataria Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo?

Assalto oficial à mão armada na BR-040

BR-040_RJDe repente, do nada, quem nuca havia cometido qualquer infração na BR-040, altura de Araras, recebe 24 multas de uma vez só. E muitas e muitas pessoas estão neste caso, pois malandramente, talvez na intenção de fazer uma caixinha para a construção da estrada nova, os responsáveis pelo desenvolvimento da via trocaram as placas de velocidade máxima, que era de 110km/h, para 70km/h. Ora, quem está habituado a passar pelo local, pela força do hábito, vai cometendo as infrações. Não houve, como seria normal em qualquer país civilizado, alertas chamativos, impossíveis de não serem vistos, além de admitir um período de adaptação para o fato novo, sem que multa fosse aplicada. Houve sim, a má fé. A intenção não é educar, e sim, bater a carteira do pobre do cidadão. Os meus amigos advogados, Michel Assef e Luiz Guilherme Barbosa, também vítimas da ladroagem, já estão se movimentando para combater esta pilantragem.

O último romântico

(Foto:  Bruno de Lima / Agência O Dia)

(Foto: Bruno de Lima / Agência O Dia)

Após anunciar em entrevista coletiva que Léo Moura estava contratado 100%, isto é, contratado oficialmente, Eurico Miranda foi obrigado a comunicar que não era bem assim, atribuindo o “mico” à falta de palavra do jogador, afirmando ainda que, para ele a palavra é mais do que suficiente, é tudo e, como na noite anterior Léo Moura havia batido o martelo verbalmente, ficou à vontade para anunciar a contratação. Além da explicação, Eurico deu ênfase ao romantismo, afirmando acreditar ser ele o último romântico no mundo da bola.

Vejo tudo isso (sabendo que a maioria não vai concordar) de forma positiva. Ora, a escola que Eurico cursou como dirigente, ensinou, e ele aprendeu muito bem, que no futebol, como diria Castor de Andrade, vale o que está escrito. Se não está escrito, por melhor que sejam as intenções entre as partes, tudo, é nada. O que há de positivo neste erro crasso cometido por um presidente de clube? Simples e fácil de se notar. De positivo, fica a flagrante sensação de frescor, de vigor e uma enorme vontade de acertar, ante tamanha necessidade de seu clube em sair do buraco. Vi neste episódio o Eurico que conheci lá atrás, ele, vice-presidente de futebol do Vasco, e eu, repórter da Rádio Globo. O tempo passou. Ficamos mais velhos. Não sei se Eurico é o ultimo romântico, e até apostaria em poucos outros ainda em atividade, mas revi neste tema o Eurico no início da jornada vascaína.

Por mim, pelo romantismo, pela pureza de propósito, pela vontade em acertar, perdoadíssimo… Vida que segue…