Galo 1 a 0

(Foto: Márcio Iannacca)

(Foto: Márcio Iannacca)

Em meio a um momento tão delicado do futebol brasileiro, Zico é recebido pelo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que confirma o apoio da entidade à candidatura de Zico para presidente da FIFA.

Embora este apoio me pareça óbvio, pois jamais poderia imaginar a negativa para este pleito, não posso deixar de elogiar e, agora, torcer para que o nosso Galo consiga mais quatro apoios que consolidarão sua candidatura. Acho mesmo que, esta missão pode ser cumprida aqui mesmo na América do Sul, e a própria CBF pode ajudar neste sentido.

Boa notícia…

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Nilmar: de saída (Foto Genaro Joner)

Nilmar: de saída (Foto Genaro Joner)

A primeira notícia esportiva que leio, é sobre a venda de Nilmar, feita pelo Inter, para o futebol árabe.

Não estou aqui para questionar a necessidade financeira do clube, ou para me aprofundar e procurar saber se o Inter fez um bom negócio. O que me vem à mente é que no fundo, com um campeonato nacional em andamento, quase chegando à sua metade, o torcedor que foi ao estádio e pagou seu ingresso, ou que tenha participado do projeto sócio/torcedor, na esperança de ver o seu time campeão, de repente, toma esta traulitada na sua esperança.

A FIFA, tão meticulosa às vezes, em outras situações – como esta – é absolutamente omissa. Com um campeonato nacional em andamento deveria ser proibida qualquer transação, pois na realidade trata- se de uma “perna de anão” no torcedor. Estelionato, mesmo!

O torcedor do Inter que, desde o início do campeonato, apostando no elenco que a ele foi apresentado, foi pingando seu dinheirinho suado, rodada a rodada e, quase ao final do primeiro turno é informado que um dos seus principais jogadores foi vendido. E o dinheiro gasto pelo torcedor na esperança da conquista do campeonato, quem devolve?

Sim, porque talvez, se soubesse desde o início da competição que o seu time não terminaria, por este motivo, sem jogador tão importante, não teria pingado nos cofres do clube o seu dinheirinho, até porque, torcedor nenhum é masoquista. Se o time está bem, ele vai ao estádio. Caso contrário ele fica em casa, até como forma de protesto. Vejo este episódio como autêntico estelionato, em que a vítima, pra variar, é o torcedor.

E a dona FIFA, nem aí… só preocupada com as “janelas”…

Romário Rubro-Negro de Souza Faria

Há momentos na vida que são absolutamente mágicos. Um destes, para mim, foi um domingo, no Maracanã, num jogo contra o Vasco, quando pude testemunhar o quanto Romário se emocionou com a torcida do Flamengo. Naquele momento único, tive a certeza absoluta de que naquele instante havia eu tido o privilégio de ver nascer mais uma alma rubro-negra. De lá para cá, sempre tenho dito, e sem medo de errar, que Romário é Flamengo.

Hoje, recebi por Whatsapp um vídeo que me foi encaminhado pelo meu querido amigo, e ex-companheiro de Rádio Tupi, Ronaldo Castro. Se você já viu, curta de novo. Se você não viu, vai se deliciar.

Azul turquesa ou azul celeste?

turqoucelesteComeço esta quarta-feira por um comentário pragmático do companheiro deste blog, Alexandre Oliveira, que na realidade mostra um belo caminho no sentido de que, quem é rubro-negro, e tem direito a voto, possa se definir com convicção.

Vale a pena ler e praticar o exercício proposto…


Kleber e demais blogueiros, meu post anterior continua atual.

Graças à consolidação do regime democrático no Brasil, entendo que, candidaturas não devem ser baseadas somente em grupos políticos, sejam eles de esquerda, ou de direita, sejam azuis, roxas, amarelas ou cinzas. Historicamente esses grupos, quando chegam ao poder precisam fazer alianças e formar coalizões, por isso tendem a convergir para o centro, em prol da governabilidade, no intuito de implementar os planos e garantir o alcance dos objetivos. Já há um senso crítico forte por parte dos eleitores, e uma percepção clara desta realidade.

Dito isto, acredito que, independente do nome do candidato que venha a vencer a eleição do Flamengo marcada para o final do ano, e de seus apoios políticos, alguns pontos devem ficar claros, tanto para os sócios patrimoniais e quanto para os sócios torcedores, que investem seus escassos recursos em prol da paixão pelo clube. Partindo da premissa que diz: “o que move o mundo são as perguntas e não as respostas” Gostaria de contribuir e fazer “perguntas-chaves” para os grupos e chapas que ora se apresentam. Solicito sua contribuição e a dos demais blogueiros, no sentido de retransmiti-las aos candidatos e divulgar as respostas. Acredito que elas servirão de base para que sócios e torcedores apaixonados da nação rubro-negra possam conhecer melhor as chapas.

 

  1. Política de preços de ingressos : É sabido, pela imprensa, que alguns grupos políticos defendem uma política de ingressos mais caros visando estimular as adesões ao programa de sócio-torcedor. Esta ação tornaria o clube mais rentável no curto prazo (2016-2018) mais há riscos de afastamento do clube da massa e de redução do ritmo de crescimento da torcida. Lembro que durante o campeonato carioca, o Conselho arbitral da FERJ defendeu uma política de ingressos baratos para estimular o comparecimento das torcidas nos Estádios. Qual a política de preços de ingressos defendida pelas chapas?

  2. Construção de estádio Próprio – Salvo engano, esta é uma bandeira que a chapa azul levantou desde seus primórdios. Dado o alto endividamento do clube ( algo em torno de R$ 700 milhões) tendo em vista o agravamento da crise econômica, a política de austeridade fiscal implantada no atual mandato, e a obrigação de pagar salários em dia. Qual o posicionamento das chapas em relação a construção de estádio próprio no período de 2016 a 2018?

  3. Rompimento com a FERJ – Dado o cenário atual que se desenha: o de criação do campeonato RIO/SUL/MINAS e de não participação no campeonato carioca de 2016, Qual a postura das chapas em relação ao relacionamento com a FERJ.

  4. Contrapartidas governamentais para investimentos em Esportes Olímpicos – Sabemos que o Flamengo não é só futebol e que nosso maior dívida é com o Governo Federal, que é muito eficaz na cobrança. Contudo, historicamente, o Governo Federal possui uma enorme dívida com os clubes, nunca mensurada, no que tange a formação esportiva de atletas olímpicos para esportes como remo ginástica Olímpica, basquete, vôlei e outros . Quais as propostas das chapas visando mensurar e cobrar o ressarcimento da dívida da Olímpica ao governo Federal, já que o investimento no esporte e dever do estado?

  5. Jogos em outras praças e venda de mando de campo no Brasileiro – O Flamengo é um clube nacional com grande número de torcedores e sócios um outros estados, com necessidade de levantar alta soma de recursos para se manter. Sabemos que é necessário realizar uma quantidade de jogos em outros estados. em detrimento do Maracanã para fechar as contas. Historicamente, esta decisão a venda de mandos de campo têm trazido prejuízos técnicos ao time, pois ao abdicar do mando de campo em prol do lucro, o time abre mão do fator casa. Portanto, esta decisão deve levar em consideração fatores técnicos e econômicos e não deve ficar na mão somente do treinador, nem somente dos dirigentes profissionais, ela deve ser validada junto aos sócios.  Qual a política de venda de mando de campo que será implantada pelas chapas?

  6. Onde os sócios poderão ter acesso ao Plano de Gestão das chapas para o triênio de 2016 a 2018 – Quais os pontos relevantes destes planos que poderão levar o Flamengo ao nível 1981?

Forte abraço a todos,

Alexandre Oliveira


Bem, de nossa parte, quando o quadro eleitoral já estiver definido, podemos juntos montar um questionário objetivo para os candidatos. Que tal?

Galo na FIFA

(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Acabo de ler que Zico encaminhou ofício à CBF, solicitando o apoio desta, para que possa, legitimamente, como determina o estatuto da FIFA, concorrer à presidência.

Não posso deixar de aqui colocar que, a partir deste momento, quando Zico de forma oficial confirma sua candidatura à presidência da Fifa, passa a ser uma missão de todo brasileiro que ama o futebol, abraçar este projeto. Presidentes e dirigentes de confederações, federações, clubes e ligas, de todos os esportes, o candidato é perfeito, pois dispensa apresentação e comentários favoráveis. E, brasileiro é. Brasileirinho, diria, para ser mais preciso, pois de origem humilde chegou ao céu.

Todos unidos neste mesmo objetivo. Que a classe política também se manifeste, até porque, o apoio político será fundamental. E que os torcedores, independentemente da paixão clubística, empurrem todos os segmentos em apoio a este sopro de leveza, dignidade e esperança, para o mundo da bola.

E por falar em Zico…

 

3387O nosso Galo anuncia, pelo que leio no noticiário, apoio à turma do Bap nas próximas eleições no Flamengo. Isto vem de encontro ao que tenho aqui informando, que a maioria esmagadora daqueles que levantaram a bandeira azul, tendo como lema o projeto e o trabalho em equipe, estão de um mesmo lado, enquanto que, do outro, o atual presidente, Eduardo Bandeira de Mello, apoiado pelo grupo “Só Fla”. Claro que, em função do racha na Chapa Azul, há a possibilidade de uma terceira candidatura. A chapa original da turma em que Bap é o maestro, tinha Rodolfo Landim como presidente e, Wallim Vasconcellos como vice. Os problemas profissionais de Landim estão fazendo com que haja uma inversão na chapa. Wallim, presidente, e Landim, vice. Aqueles que acompanham este blog desde o início, certamente devem estar lembrados que, há muito tempo, anunciei aqui, que nas eleições de novembro, tudo levava a crer que teríamos dois tons na cor azul. Turquesa e celeste. E, não deu outra… Só resta saber quem é turquesa e quem é celeste. A turma do Bap tem mais jeito de azul turquesa e, Eduardo Bandeira de Mello, tem a cara de azul celeste. Então estamos combinados. Wallim, Landim, Bap e cia… azul turquesa. Eduardo Bandeira de Mello, seu candidato à vice – ainda não anunciado – e o grupo “Só Fla”, azul celeste.

O Galo já vestiu o azul turquesa. E você, a princípio, azul turquesa ou azul celeste?

 

Curtinhas, de segunda… feira!!!

Os goleiros César e Paulo Victor (Foto: Flamengo/Divulgação)

Os goleiros César e Paulo Victor (Foto: Flamengo/Divulgação)

Nos comentários após o jogo de ontem, duas unanimidades e um racha em tema importante que, tinha a certeza de que seria polêmico. As unanimidades foram: o absurdo que é o time do Flamengo ser escalado com três volantes. Cáceres, Canteros e Marcio Araújo, juntos, ninguém suporta mais. Todos concordaram que com os três escalados, o ataque já nasce anulado, morto. A segunda unanimidade, a atuação do goleiro César. Aliás, quem deu nota no nosso bravo Diário Lance devia estar com o humor alterado: 7,5 só? Faça-me o favor… O nosso “expert” em notas individuais do blog, Carlos Egon Prates, com a sensibilidade apurada de sempre, sapecou uma nota 9, tendo tirado um pontinho pela saída de bola com os pés que, segundo ele, César precisa melhorar. Finalmente, a bola dividida. A nossa turma está rachada entre qual seja a melhor opção: a manutenção de César, domingo, contra o Santos, ou o retorno de Paulo Victor. O nosso companheiro, Mario Fernando de Oliveira, em seu comentário, lembrou, com muita propriedade, o que aconteceu ontem no jogo do Vasco, em que Martin Silva, goleiro do Vasco, depois de inatividade em jogos por mais de um mês, voltou e foi muito mal. Como não sou de ficar em cima do muro, se me competisse decidir, optaria pela manutenção de César, embora reconheça que não seja uma decisão fácil de ser tomada. Segundo dizia minha avó Corina, “quem vai à roça, perde a carroça”.


Saleti, minha querida amiga, mãe de Renato Augusto, comunica que o filhão vai casar em dezembro próximo, aqui no Rio de Janeiro. Claro que, se Deus quiser, lá estaremos.


No sorteio realizado em Moscou, o Brasil começa jogando fora contra o Chile e, sem Neymar, que também não atuará no segundo jogo, no Brasil, contra a Venezuela. Pessoalmente, prefiro sempre, começar jogando fora e terminar em casa. O último jogo sendo em casa, independentemente da competição, não deixa de ser uma vantagem.


O “bicho vai pegar” é no terceiro jogo, que será contra a Argentina, imagino que, no Monumental de Nuñez. A seleção brasileira, neste jogo, já contará com Neymar, o que nos dá um certo alívio e esperança. Muito embora o emocional deste jogo vá estar diretamente ligado aos dois primeiros jogos nas eliminatórias, os momentos são completamente distintos. A Argentina, bem ou mal, nas duas últimas competições – Copa do Mundo e Copa América – foi vice-campeã e, não ganhou as duas Copas por detalhes. Contra a Alemanha, na Copa do Mundo, o time de Messi poderia perfeitamente ter ganho o jogo, que foi duríssimo e, na Copa América, a derrota no jogo final não foi derrota, pois o jogo terminou empatado e, bom não esquecer, a Copa América foi realizada no Chile. Os argentinos perderam na cobrança dos pênaltis. Em síntese, mesmo que você entenda que segundo é último, os argentinos caíram de pé. O que não foi o nosso caso, principalmente na Copa do Mundo. No duro, quem está precisando de oxigênio para sobreviver é a seleção brasileira.


E por falar em eliminatórias, seria bom o nosso pessoal do futebol do Flamengo não esquecer que Guerrero, como principal jogador do Peru, vai ser convocado para todos os 18 jogos, o que equivale a dizer, ser importante estar preparado para isto. Pergunta que não quer calar: No Flamengo, quem é o reserva de Guerrero? Mais uma: Com o material humano à disposição do treinador, esta ausência pode ser suprida com quem hoje faça parte do elenco ou, contratar imediatamente um substituto é a melhor opção?

Não sei não, mas acho que este tema vai ser polêmico.

A bola está com vocês…

 

Dois tempos, dois jogos

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Na escalação do time do Flamengo, pensei cá com os meus botões: de novo, três volantes. Sofrimento à vista.

E foi o que se viu durante todo o primeiro tempo. A formação com os três volante inibia qualquer possibilidade de articulação e, consequentemente, como a bola não chegava, os atacantes eram meros espectadores do jogo.

Neste primeiro tempo, destaque absoluto para o goleiro Cesar. Partidaça!!! Com certeza, não fosse ele, o Goiás, que foi muito superior, teria saído com a vitória parcial.

No segundo tempo, com a entrada de Alan Patrick no lugar de Canteros, muito mais pela arrumação melhor do time, do que pela exuberância do ex- jogador do Palmeiras, o Flamengo melhorou o tempo de posse de bola e, o meio-campo passou a se entender com o ataque. Tanto é que, na jogada do gol, em três toques, Alan Patrick, Guerrero e Cirino definiram o jogo, no bonito gol de Marcelo Cirino.

O estreante César Martins começou meio enrolado, depois melhorou. Muito cedo para se dizer se este zagueiro é reforço, ou não.

Domingo, o jogo é contra o Santos, no Maracanã, e com Emerson Sheik de volta. Cristóvão Borges, vamos combinar assim: na frente, Cirino, Sheik e Guerrero. No meio, Éverton e mais dois. À sua escolha…

As notas, jogador a jogador, chegarão rapidinho com o Carlos Egon.

Domingo, dia de César. Talento, arrojo, colocação, rapidez e sorte.

Paulo Victor, recuperado. Domingo, contra o Santos, Cesar ou Paulo Victor?

Estou curioso para ler os comentários…

Ideia infeliz

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Flamengo x Grêmio, disputa que pode se repetir no torneio Rio/Sul/Minas (Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Leio, com surpresa, até porque fere o bom senso, que hoje estarão reunidos na bela cidade de Camboriú, representantes de Flamengo e Fluminense, junto com dirigentes dos clubes de Minas, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Assunto: a criação de uma competição anual, denominada Rio/Sul/Minas (ler mais aqui).

A ideia, infeliz, não me espanta. Fosse eu dirigente de qualquer clube que do Rio não fosse, seria normal e pertinente. Acontece que nasci em Vila Isabel, terra de Noel, carioca sou e rubro-negro de corpo e alma. Portanto, nada contra ninguém, contra nenhum clube, nenhum estado, apenas sendo óbvio no interesse do que me compete, que é o Flamengo, o caminho é outro. O Rio-São Paulo é o caminho natural, até porque, faz parte da história do futebol. Tem tudo para ser um enorme sucesso numa reformulação do calendário brasileiro. Arriscaria dizer que, técnica e financeiramente, será o “Pelé” do nosso calendário.

Será tão difícil entender isso?

É aí, amigo deste blog. Rio/ São Paulo ou Rio/Sul/ Minas?

Professor Isaías Tinoco

Isaías Tinoco (Reprodução do Twitter)

Isaías Tinoco (Reprodução do Twitter)

Certa vez, o extraordinário Tostão, tanto como jogador como colunista, em uma de suas crônicas, cujo título foi “Os Pelés”, foi de uma felicidade incrível não só no título da matéria, como também, em dividir um campo de futebol, elegendo os Pelés. O do gol, o do meio de campo, o da área, e por aí vai…

Apenas como detalhe, fiquei muito feliz pelo fato de pensarmos da mesma forma com relação a dois Pelés. O do meio de campo e o da grande área. Gérson e Romário foram os eleitos pelo grande Tostão, como os melhores de todos os tempos em suas respectivas funções. Perfeito! Dois gênios.

A estrutura de um departamento de futebol também tem os seus terrenos e funções específicas e, para dar certo, cada um na sua ou, cada um no seu quadrado. O presidente do clube, por exemplo, seria um misto de capitão e o homem da área, o que coloca a bola pra dentro. O vice de futebol ou o diretor executivo, terminologia tão em moda nos dias de hoje, seria o meio de campo, o pensador, o arquiteto, o que vê mais longe, que tudo domina e conhece. Há, também, e de uma importância maracaneana, o que organiza a estrutura do dia a dia, o que tem nas mãos os jogadores, o rei do vestiário. Aí, cheguei no ponto que queria. Em 2005, quando os matemáticos de plantão apontavam o Flamengo com 93% de possibilidade de cair para a segunda divisão, convocados por Márcio Braga, lá fomos Hélio Ferraz e eu, para uma missão que parecia suicídio para muitos e, que acabou sendo uma das maiores alegrias que tive na vida. O sentimento foi de ter ganho um campeonato dificílimo, sem ter levantado taça e ter dado volta olímpica. Ali, conheci de perto o Professor Isaías Tinoco. Como estávamos chegando e o tempo era curtíssimo, uma radiografia perfeita era fundamental para se tentar introduzir fatos que pudessem modificar aquele panorama. Professor Isaías Tinoco não poderia ter sido mais feliz, colocando para nós, com clareza, competência e transparência, o futebol do Flamengo nu em pelo e, graças a isso, pudemos agir, acertando quase tudo. Na organização, na programação, na relação com os jogadores, na liderança natural e na paixão pelo que faz, o nosso Professor Isaías poderia ser classificado perfeitamente como, numa estrutura de futebol, o Pelé do vestiário.

Isaías estava respondendo pelas divisões de base do Vasco. Hoje, assumiu o cargo de supervisor de futebol do Cruzeiro. Que bela contratação. O Pelé do vestiário, agora, está comendo queijo minas. Competência de quem o contratou, que pode estar certo de que a “cozinha” Cruzeirense estará sempre impecável.

Boa sorte, querido amigo.