A falta que faz o talento

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Mesmo com desfalques, acho que ninguém pode afirmar que o time do Flamengo não seja arrumado. A posse de bola é o primeiro passo para definir a superioridade de um time sobre o outro. Há também outros fatores, mas o que vale mesmo é o resultado do jogo e, aí é que o bicho pega…

Ontem, vimos um jogo em que um time teve quase que o tempo todo com a bola nos pés e, o resultado foi um empate em 1 a 1. Injusto? Não. Até porque, justiça em futebol é algo relativo. O que vale mesmo, o que funciona, é bola na rede.

Acho que todos vão concordar que não houve uma proporção que se esperava de posse de bola/ chances criadas. O time do Flamengo ficou com a bola quase que o tempo todo e poucas vezes criou situações de gol. A explicação é simples. Falta na zona pensante, no meio de campo, ao menos um jogador criativo. Aquele da jogada inesperada que, com o drible ou o passe perfeito, desmonte o sistema defensivo do adversário.

A esperança é que o argentino Mancuello seja este jogador. Se não for, vamos ter um time bem arrumado, com boa posse de bola e, apesar disso, não vamos ganhar o suficiente para levantar canecos. Principalmente os mais pesados, como o do Campeonato Brasileiro e o da Copa do Brasil.

Que Mancuello seja o cara…

Antes tarde do que nunca

Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro e da Primeira Liga (Foto: Douglas Magno).

Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro e da Primeira Liga (Foto: Douglas Magno).

Muito bom que clubes, Federação do Rio e CBF tenham chegado à conclusão de que briga é arma de quem tem pouca inteligência e sensibilidade.

Os clubes do Nordeste foram os primeiros a entender a importância de qualificar o calendário. Como já disse aqui, mil vezes melhor, técnica e financeiramente, um BAHIA x SANTA CRUZ, pela Copa do Nordeste, do que BAHIA x TRÊS COQUINHOS, pelo Campeonato Baiano. Lá, o diálogo possibilitou o entendimento entre clubes e federações e aí, ficou tranquilo para a CBF assinar em baixo.

O tempo está fazendo com que os presidentes das federações entendam que não há mais espaço para os jogos deficitários que acontecem nos campeonatos estaduais. O mundo mudou. A qualidade gera interesse e, o interesse gera recursos. Da mesma forma, a tradição deve ser respeitada com a manutenção dos estaduais, só que, em outro formato, com redução de datas, que passariam a ser utilizadas nos campeonatos regionais.

Outro ponto que os presidentes das federações não conseguem entender, é que não vão perder prestígio, e tão pouco dinheiro. Os jogos, pelos campeonatos regionais, serão também de responsabilidade das federações, que continuarão a cobrar as suas taxas normalmente. A vantagem é que o público será maior e, consequentemente, o resultado financeiro também.

Aí, alguém pode argumentar que o direito de TV será negociado pela Liga, e não pelas federações. Claro, até porque o campeonato regional será organizado pela Liga, portanto cabe a ela a comercialização.

Enfim, vejo esta evolução como algo inevitável, onde a última federação a capitular será a Paulista. Aí, quando isto acontecer, o Torneio Rio/São Paulo será definitivo no calendário oficial.

Se for através da boa política, do entendimento, tudo vai acontecer bem mais rápido.

Conversar, é preciso…

Meio século de um Gênio

Romário 50 anosCom enorme alegria, profundo reconhecimento e com o maior carinho do mundo, saúdo um dos gênios do futebol brasileiro, que hoje completa 50 anos.

Romário faz parte da minha história de vida. Romário foi o troféu mais importante que conquistei, como dirigente, na minha estrada esportiva.

Em 1993, a Seleção Brasileira, que não ganhava uma Copa do Mundo desde 1970, brigava pelo direito de ir à Copa dos Estados Unidos e, nesta eliminatória, pela primeira vez, o destino nos uniu. Havia uma causa em questão. E, a causa era a convocação de Romário para a Seleção, convocação esta, contestada por alguns membros da comissão técnica da Seleção.

Particularmente, como sempre reverenciei os craques da bola, considerava um absurdo Romário não ser convocado. Acontece que houve um momento em que ficou perigosa a ida da nossa Seleção para a Copa. Havia o risco. Aí, o nosso primeiro encontro. Mergulhei de cabeça na tentativa de fazer as pessoas que resistiam à convocação de Romário a mudar o pensamento. Houve um telefonema decisivo, em que estava eu, em Secretário. Ali, sentindo a reação de quem estava do outro lado da linha, percebi que havia marcado um gol de placa. Romário foi convocado e, como tinha certeza, carimbou o passaporte da nossa Seleção para a Copa de 94.

Esta cumplicidade da qual ele sequer sabia, teve prosseguimento durante a Copa. Lembro que havia um menininho de seus 13, 14 anos, que sempre via os jogos do Brasil perto de mim. Ficamos amigos e, toda vez que ele ficava nervoso, eu o tranquilizava, dizendo que o Romário resolveria, e isto aconteceu ao longo da Copa. O Baixinho resolveu tudo e foi o grande protagonista da Seleção.

Diria mesmo que dois jogadores ganharam dois canecos para o Brasil. Garrincha, em 62, e Romário, em 94. O mais engraçado é que o menino, meu amigo, era vascaíno e, ouviu de mim, o tempo todo, que após a Copa Romário iria para o Flamengo. Ali, foi o meu momento pitonisa na vida.

Meses depois, era eu eleito presidente do Flamengo. O seguimento da história todos sabem…

Já exaltei o gênio da bola. Agora, quero falar do ser humano. Não fosse Romário, super firme, aliás uma de suas principais características, seria impossível concluir a negociação com o Barcelona.

Graças ao caráter de Romário, marquei o meu gol de placa, o meu gol antológico e inesquecível, como presidente do Flamengo.

A partir daí, tive o privilégio de conviver com uma das mais marcantes figuras humanas que conheci e, o prazer inenarrável de vibrar com o melhor jogador do mundo, vestindo o manto sagrado, com o número 11 às costas.

Hoje é um dia especial. Meio século de um gênio. Meio século do baixinho mais marrento da história do futebol. Meio século de Romário.

Por todos nós, rubro-negros e não rubro- negros, obrigado, Papai do Céu!!!

VIVA ROMÁRIO!!!

Time titular definido

(Foto: Bruno Cantini/ Flickr Atlético-MG)

(Foto: Bruno Cantini/ Flickr Atlético-MG)

O companheiro Carloto Jr, em seu comentário de ontem, afirmou que, após ouvir a última entrevista coletiva de Murici, não tem nenhuma dúvida com relação ao time titular do Flamengo para 2016, onde na verdade, e Carloto Jr da ênfase, só existe uma possibilidade de modificação.

Acho que já podemos nos preparar para, sempre que possível, ver entrando em campo o seguinte time: Paulo Victor, Rodinei, Juan, Wallace e Jorge; Cuellar, Arão e Mancuello; Cirino, Guerrero e Emerson Sheik.

Há a possibilidade de um fato novo, caso atendendo ao pedido de Muricy, um zagueiro de ponta seja contratado. Aí, sobraria Wallace.

Claro que, numa temporada longa, certamente algumas modificações, pelos mais variados motivos, serão inevitáveis, mas de um modo geral, o time é esse aí. Bom time? No papel, sim. Muito embora tudo vá depender dos desempenhos de Cuellar e Mancuello, principalmente deste último que, em tese, será o responsável pela criação das jogadas.

Ainda no papel, creio que este time não fica devendo quase nada a qualquer outro concorrente nesta temporada. O nível é médio, portanto, estamos tranquilamente no páreo para qualquer uma das competições.

Outro ponto que me anima é quando saímos do time para o elenco. Neste aspecto, juntando alguns jogadores não escalados como titulares, com mais três ou quatro promessas que vimos na Copinha, o panorama é bom. Aliás, acho mesmo que o Flamengo tem, não no time, mas no elenco, a sua grande arma para a temporada de 2016.

De zero a dez, que nota você dá para este provável, ou quase certo, time titular?

O exercício é simples. Notas individuais e, ao final, somar tudo, dividindo por 11. Aí, aparecerá a nota do time. Vamos lá?

 

A gasolina do Guerrero é o gol

(Foto Thomas Santos/AGIF)

(Foto Thomas Santos/AGIF)

Muricy Ramalho é um craque. A coletiva, após o jogo, foi simplesmente notável. Um show de objetividade e, de forma didática. Impossível não assimilar o que é colocado com tanta clareza.

Muricy, em pouco tempo, resumiu o que foi a vitória do Flamengo sobre o Atlético por 2 a 0. Falou da importância do acerto dos passes no segundo tempo e, foi genial ao afirmar que a gasolina do centroavante, no caso Guerrero, é o gol.

Aliás, o primeiro gol foi uma pintura, que teve o auxílio luxuoso de Marcelo Cirino.

Por falar em Cirino, Muricy deixou claro que, com a entrada de Mancuello, competente no último passe, Cirino será imprescindível. Mais ou menos parecido com uma dupla no Fluminense de muitos anos atrás, Rivelino e Búfalo Gil, que realmente foram feitos um para o outro. Um, Riva, com a bola genialmente metida, e Gil, no facão, decisivo.

Muricy tem realmente uma sensibilidade incomum. Vê na frente de todos.

Enfim, vitória contundente, indiscutível e, animadora…

Muricy é diferente. Muricy, é muito bom.

ALÔ ESTADÃO!!!

O Estadão publica que a FERJ recorre à oposição do Flamengo, colocando em seu site texto por mim criado.

Amigos do Estadão:

  1. Não produzi nenhum texto a pedido de quem quer que seja. O texto foi retirado do meu blog, portanto, público é.
  2. Não sou oposição no Flamengo. Mais do que público e notório que apoiei e votei em Eduardo Bandeira de Mello.
  3. Não discordo do que pensa o presidente do Flamengo com relação à criação da liga. O conteúdo, é perfeito. A forma, bélica, é equivocada. Falo de cadeira, pois já cometi o mesmo erro.
  4. Para que não haja qualquer dúvida, o post, cujo título é “Explicando Melhor“, está à disposição de todos no meu blog.

Explicando melhor

(Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)

(Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)

Queridos amigos. Este filme que está passando agora, quando os clubes brigam com a Federação do Rio, para mim nada tem de novo. Não só já presenciei, como participei.

Como presidente, o time do Flamengo, em todos os jogos, entrava em campo exibindo uma enorme faixa onde se lia: “FORA CAIXA D’ÁGUA” (foto). Como presidente, por total discordância com a Federação, o Flamengo abandonou um campeonato carioca. Chega? Ficou claro qual era, à época, o nosso posicionamento político?

Como já vi este filme, posso assegurar que, embora com a melhor das intenções, procurei o caminho errado para encontrar as soluções. Rigorosamente a mesma coisa que está sendo feita agora pelos atuais dirigentes.

Nada tenho contra o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Muito pelo contrário, pois o considero um gentleman. Só que os erros cometidos por mim, estão sendo repetidos agora. Lá atrás, ao invés de dialogar com a faca na boca, deveria eu ter tido mais competência política, e ter encontrado as soluções para o meu clube.

O que coloquei no post anterior, é que não adianta se dar murro em ponta de faca. É burrice!

Tenho a noção exata, pois fui insensível e afoito, quando deveria ter sido político e inteligente. Esta guerra só se ganha através do diálogo, da sensibilidade, da inteligência e do molejo…

Houve um comentário, do companheiro ANDRÉ TAVARES, que de certa forma traduz tudo o que tento passar agora para vocês.


“(…) Sou a favor de reduzir as datas e não acabar. Os dirigentes deveriam chamar a dupla Eduardo Rocha (potiguar) e Alex Portela (baiano) para ensinar como se articula uma Liga junto à CBF, foram persistentes, fizeram o caminho inverso, buscaram receita, patrocinadores, TV, união das Federações e depois de tudo pronto foram à CBF, que não teve força para dar a negativa, até vaga da sul americana eles conseguiram.

Acho que os dirigentes da 2ª Liga devem ser firmes também, não podem baixar a cabeça. Falta a eles uma pessoa experiente para fazer esse meio de campo com a CBF (Kleber Leite, Marcos Motta, Michel Assef pai, etc…), com diálogo tudo se resolve, às vezes é melhor dar um passo atrás agora, e na frente resolver tudo. Não vejo na FFERJ, como na LIGA, ninguém querendo dar o passo para trás.

Perde o futebol, perde o torcedor….”

André Tavares


Enfim, é isso aí. Com jeitinho, com muito papo, com carinho, com sensibilidade, com inteligência, com competência e com muita transpiração, a Liga do Nordeste existe e, comanda hoje o principal campeonato regional do país.

Sem briga, sem tiroteio, sem discussão, sem nada… Não será este um exemplo mais do que oportuno?

 

Romário, Rubro-Negro há 21 anos

Nosso querido amigo, e companheiro desse Blog, André Tavares, nos lembrou, via Twitter, que hoje é uma data muito especial para todos os Rubro-Negros: comemoramos vinte e um anos da estreia de Romário pelo Flamengo, no Maracanã. Sobre Romário, voltaremos a falar depois de amanhã, quando o Baixinho genial completará 50 anos.

Obrigado, André, por tão doce lembrança!

Flamengo de 2036

Luiz Antonio Xavier Neto, o Netinho.

Luiz Antonio Xavier Neto, o Netinho.

E o elenco do Flamengo para 2036 começa a tomar corpo!

Depois do nosso mascote Manu, e do baianinho Anderson, agora é a vez de lançarmos o pequeno Luiz Antonio Xavier Neto, filho de nosso amigo e leitor, Luiz Antonio.

Netinho, como é chamado, nasceu prematuro, com 35 semanas e cinco dias, mas já superou todo e qualquer problema para assumir sua torcida pelo maior do mundo, e expôr sua bela alma Rubro-Negra.

É com grande prazer que apresento a vocês mais um belo pequeno Rubro-Negro! Seja muito bem vindo à maior torcida do mundo, Netinho! Esperamos vê-lo daqui a alguns anos em nossos estádios e, quiçá, em nossos gramados!

Seleção da Copinha

(reprodução GloboEsporte.com)

(reprodução GloboEsporte.com)

A turma boa e competente do GloboEsporte.com elegeu a seleção da Copinha (leia aqui), e nela, aparecem cinco jogadores do Flamengo: o goleiro Thiago, o zagueiro Leo Duarte, o volante Ronaldo, o meia Lucas Paquetá e o centroavante Felipe Vizeu.

Há vários ganchos para se evoluir no tema. O primeiro é que, pela simples eleição da seleção da Copinha, explicado está o sucesso do time do Flamengo, que teve representes na seleção em todas as posições, ou seja, a espinha dorsal foi toda do Flamengo. Goleiro, zagueiro, volante, meia e centroavante.

Ainda é bom lembrar que o lateral direito do Flamengo, Thiago Ennes, também foi citado como destaque. Desta forma, juntando-se a lateral, teve o Flamengo destaques em todas as posições.

Pode ser que eu esteja enganado, até porque, como disse ontem, a garotada oscila muito, mas arrisco afirmar que, muito em breve, uma quantidade significativa destes jogadores que ganharam a Copinha, estará no time principal do Flamengo. Parabéns ao pessoal do GloboEsporte.com, pela sensibilidade em apontar os melhores da Copinha.