Mancuello

Mancuello (Foto: Raphael Zarko)

(Foto: Raphael Zarko)

Conversei com o nosso bravo Dr. Tanuri, chefe do D.M. rubro- negro, curioso e preocupado que estava com a contusão de Mancuello.

O estiramento no joelho, segundo me informou o Dr. Tanuri, deve levar a um tratamento que dura de quatro a seis semanas, dependendo da reação do jogador. A fisioterapia é o caminho a ser percorrido para a recuperação plena, não havendo hipótese de intervenção cirúrgica, o que não deixa de ser uma boa notícia.

Dr. Tanuri aproveitou para esclarecer que, ao contrário do que alguns veículos noticiaram hoje, Mancuello não ficou afastado dos gramados no ano passado por problema no joelho. A contusão foi no tornozelo.

Enfim, primeiro lamentar a contusão, pois Mancuello estava começando a engrenar. Numa visão otimista, ainda bem que nada mais grave foi constatado.

A bola agora está com o nosso Muricy, que terá duas semanas de treinamento para encontrar o melhor substituto para o Argentino. Taí um bom exercício. Quem você escalaria no lugar de Mancuello?

O último passe

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Os três lances mais bonitos na tranquila vitória do Flamengo sobre o Resende, foram três passes que redundaram em três gols. O primeiro, de Mancuello para Cirino, destacaria como o lance mais bonito do jogo.

Quem sabe jogar, vê na frente. E este foi o caso. Mesmo sem olhar para Cirino, Mancuello entregou de bandeja. Tipo da jogada que vale o ingresso.

Os dois gols seguintes também aconteceram em função de dois toques geniais de Guerrero e Jorge. O lateral ainda contribuiu com a jogada do quinto gol.

Apesar do que acabei de citar, não se pode deixar de registrar a quantidade de equívocos na hora H, ou seja, no momento do último passe, da bola decisiva. Sem medo de errar, foram umas quinze oportunidades jogadas fora. Se o último passe tivesse sido hoje minimamente competente, teria ocorrido uma goleada histórica.

Bem, vamos ficar com o que houve de bom. Além dos três passes espetaculares, principalmente o de Mancuello, destacar as belas atuações do colombiano Cuellar, que não erra passe, do lateral Jorge e, de Cirino, no ataque.

Tomara que a contusão no joelho de Mancuello não tenha sido grave. O “Hermano” melhora a cada cinco minutos…

Quem está na alça de mira da “Dona Zebra”, é o Fluminense. Este jogo de quarta-feira, promete…

Também, pudera. Lambança e zebra, normalmente caminham juntos. E, em termos de lambança, onde o vice-presidente demite o treinador e, em função disso, é afastado pelo presidente do clube, o tricolor conseguiu verdadeiro recorde olímpico.

Sei não, mas já vi esse filme…

Passando do ponto

Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Esta história do Flamengo não poder eleger um estádio fora do Rio de Janeiro, como seu campo oficial para mandar os jogos do Campeonato Brasileiro, realmente passa do ponto.

Não quero nem discutir o mérito, ou seja, se o estádio em Brasília é a melhor opção na impossibilidade de se ter o Maracanã ou Engenhão.

Tenho o ponto de vista de que, fisicamente, seria ruim, pois todos os jogadores moram e treinam no Rio de Janeiro, mas esta é apenas uma opinião pessoal. A decisão do Flamengo tem que ser respeitada, até porque, sem os dois principais estádios da cidade, é de se imaginar que um clube tenha o direito de definir a sua vida sem qualquer tipo de interferência.

Este negócio do Flamengo ter que pedir autorização a cada rodada do Campeonato Brasileiro, indicando o local do jogo quando mandante, vai virar piada de brasileiro contada na terrinha…

Sugiro aqui que os dirigentes da CBF e da Federação reflitam. Esta atitude passa ao largo de qualquer processo democrático.

Pensar melhor, é preciso. Conversar, ajuda. Sempre ajudou..,

Saudade dos velhinhos

(Foto: Marcos Ribolli)

(Foto: Marcos Ribolli)

Estou em frente à televisão e, na telinha, um jogo de futebol. De um lado um time de camisa grená, calção grená e meião grená. Do outro lado um time de camisa amarela, calção azul e meião azul. Se você viu este jogo, sabe do que estou falando ou, sabe quem estava jogando. O exercício que proponho é para quem não viu este jogo. Pergunta: Que times são esses? Um, todo grená, e o outro, parecendo a Seleção Brasileira?

Duvido que alguém que não tenha visto o jogo possa acertar. São Paulo (tricolor na origem) x Ponte Preta (alvinegra e, igual ao Vasco, marcada pela faixa diagonal). O que é isso? Que falta de respeito é essa?

Não sou retrógrado. A minha cabeça é aberta para o novo. Nenhuma novidade me assusta. Em síntese, respeito e admiro as mudanças naturais e saudáveis na vida, mas há limite para tudo, inclusive e, principalmente, para a tradição.

Volto a um passado não tão distante e, na minha memória, surgem as carinhas de Flavio Soares de Moura, Moreira Leite, Ivan Drumond, Hélio Maurício, Radamés Lattari, enfim, à época, meus velhinhos, que davam aula diariamente para nós da importância de se preservar a tradição.

Entendo o mundo comercial. Nasci e fui criado nele. Por isto mesmo estou à vontade para dizer que, a Ponte Preta, de uniforme canarinho, e o São Paulo de grená, representam o retrato vivo da absoluta falta de respeito ao que há de mais importante no mundo do futebol, que é a tradição.

Que os dirigentes de clube não se curvem aos interesses comerciais das fornecedoras de material esportivo. Que repudiem esta ideia absurda. Quando alguém entrar num estádio ou ligar uma televisão para ver um jogo, tem que ser uma coisa natural. Flamengo, é vermelho e preto. Vasco, é preto e branco e, obrigatoriamente, com a faixa diagonal. Ponte Preta, idem. América, é sangue. Inter, também.

Por favor, companheiros dirigentes, acordem!!!! Os interesses outros, e burros, estão avacalhando com o que há de mais puro e sublime no futebol, que é a tradição.

Que saudade dos meus velhinhos…

Chegou Marco Antonio

Queridos companheiros e amigos,

Como este espaço deixou de ser um blog para ser o encontro da maior família do planeta, quero dividir com vocês a minha enorme alegria pelo nascimento do meu quinto neto. Ontem à noite, a família rubro-negra colocou no colo seu mais novo membro.

O renovar é algo fascinante, que dá vida à própria vida. É como nascer de novo…

Parabéns ao papai Antonio Carlos e à doce mamãe Lícia. A vida pra vocês, a partir de agora, terá um outro sentido. O amor será maior. Agora, completo. Curtam muito…

E, com vocês, o rubro-negro Marco Antonio…

Que alegria!!!
FotorCreated

FIFA, injusta. E, há muito tempo…

Amanhã, teremos eleição na “Dona FIFA’ que irá apontar o novo presidente. Há algo que sempre me chamou a atenção e que agora vou ter a oportunidade de discutir com vocês.

O colégio eleitoral que vai decidir quem será o novo presidente, é composto da seguinte forma, continente a continente:

 

Distribuição votos da FIFA -- números absolutosOlho para este quadro e começo a indagar:

  • Que peso teve o continente asiático para o futebol ser o esporte mais popular do mundo? Idem para América do Norte e Central. Idem para a Oceania.
  • Quantas vezes uma seleção do continente asiático ganhou a Copa do mundo? Idem da América do Norte e Central.  Idem da Oceania.
  • Que grandes ídolos do futebol produziram estes já citados continentes?

Sei que o continente sul-americano é composto por 10 países, como também sei, vendo este mapa eleitoral que, apesar da sua brutal importância no mundo do futebol, com 14 presenças em finais de Copa do Mundo – e com nove títulos conquistados – além de ter produzido vários reis, como Pelé, Maradona, Garrincha, Messi e por aí vai… o continente sul-americano é zero à esquerda na hora da mais importante decisão da FIFA, qual seja eleger o seu presidente.

Não somos nada. O nosso peso, ao contrário da nossa importância no mundo do futebol, é zero.

Que diabo de critério é esse? Já que a FIFA prega tantas mudanças, por que não começar por aqui?

 

Meio balanço

Felipe Vizeu subiu com autoridade e cabeceou bem para a rede (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Felipe Vizeu subiu com autoridade e cabeceou bem para a rede (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Só pude ver o primeiro tempo do jogo do Flamengo. Gostei.

Pra começar, inteligente a iniciativa de Muricy em dar oportunidade a alguns jogadores que não vinham jogando e, com isso, poupando quem precisa ser preservado. Treinador com sensibilidade é outra coisa…

Mancuello talvez tenha realizado nos 45 minutos iniciais a sua mais desinibida atuação pelo Flamengo. Jogou mais solto e mais próximo da área. Demonstrou ser um jogador frio e talentoso. A diferença entre ele e o compatriota, também volante, é um abismo.

Felipe Vizeu é o centroavante nato. A área é o quintal da casa dele. Intimidade total! Guerrero já tem um reserva natural e promissor. E, no seu primeiro jogo como titular, deixou a marca (vídeo abaixo).

Éverton, também destaque. Combateu, criou e foi o responsável pela jogada mais bonita, com dois dribles sucessivos e desconcertantes.

Enfim, do que vi, gostei. Falta ainda o toque de alguém que seja diferenciado, criativo, genial. Se este Messias aparecer, a vida será outra…

Casa própria

Treino do Flamengo - 23/02/2016 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Treino do Flamengo – 23/02/16 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Incrível que, como na vida, também no futebol, este é o tema de maior preocupação para a maioria esmagadora dos torcedores do Flamengo. A participação dos companheiros no post “Casa, Comida e Roupa Lavada”, deixa claro que não dá mais para empurrar com a barriga algo tão importante para o sucesso do Mais Querido do Brasil.

Na realidade, foram várias as observações, sendo que, a primeira, imediatista. O que fazer neste momento? Bem, primeiro, e isto foi colocado por inúmeros companheiros, lamentar o descaso por parte de quem vem comandando o futebol, pois, há “um século e meio”, é de conhecimento público que o Maracanã e o Engenhão estariam à disposição de shows de rock e Olimpíadas, só retornando para o dia a dia do futebol no mês de outubro.

Mesmo sabedores de tudo isto, que providências foram tomadas? Resposta: Irresponsavelmente, nenhuma!

Vamos agora para a segunda etapa. Ante a situação que vivemos, qual a melhor solução? Houve quem sugerisse que fizéssemos uma pesquisa aqui no blog e, uma quantidade significativa de companheiros aposta que o Estádio da Gávea é uma autêntica barbada…e, mesmo sendo isso, é chover no molhado, pois como já frisei aqui, não há tempo para que o setor de arquibancada seja recuperado, isto sem falar nas providências relativas às arquibancadas metálicas.

Em 95, fizemos um significativo investimento na recuperação do setor de arquibancada, e isto foi feito pois havia o risco de desabamento. Do limão fizemos a limonada, passando a usar o nosso “alçapão” em jogos oficiais. Agora, é impossível, pois não há tempo útil.

Caindo na real, restam três alternativas para o Flamengo jogar quando tiver o mando de campo. A primeira, eleger um estádio no Rio de Janeiro, introduzir o que for necessário e possível, e ter assim um estádio para jogar na mesma cidade onde moram os jogadores. Aí, a vantagem ficará por conta do aspecto físico, já que o desgaste com as viagens será minimizado.

A segunda alternativa, eleger um só grande estádio, em outra cidade. Exemplo: Brasília. Aí, haverá também o desgaste das viagens, porém será criada uma identidade.

A terceira, a estratégia 100% cigana. Jogando, como mandante, nas mais variadas cidades brasileiras. Conclusão? Temos três alternativas. Urge, decisão rápida. Infelizmente, há pessoas que tem pavor em decidir alguma coisa, mesmo sabendo da absoluta necessidade. Infelizmente, este é o quadro…

MARACAMENGO

(Foto: Divulgação/Flamengo)

(Foto: Divulgação/Flamengo)

Quem está administrando o Maracanã já disse em alto e bom som que, pelo fato do governo não ter cumprido o que acordado foi em contrato, como as demolições do Célio de Barros, piscinas e Museu do Índio, na impossibilidade de se atingir as metas traçadas, a solução é devolver “a criança” para o Estado.

O Governador Pezão já disse que o estado não tem nenhum interesse em novamente adotar “a criança”. Enfim, este é o quadro.

Querem saber o que acho? Deveria o presidente Eduardo Bandeira de Mello, ter como prioridade máxima, encontrar caminhos que levassem o Maracanã a se transformar em Maracamengo!!! E, sem essa de dividir administração do estádio com quem quer que seja. Tomar posse, mesmo!!! Ser a nossa casa pelo resto da vida!!!

A força do Flamengo é enorme. Jamais deixará de haver parceiros interessados em projeto tão grandioso. Muita criatividade, muita inspiração e muita transpiração, transformarão sonho em realidade.

Sonhar, é possível sim. A hora, é essa!!!

Casa, comida e roupa lavada

Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Muricy Ramalho, mais uma vez, voltou a tocar no assunto que está deixando a diretoria de futebol do Flamengo à beira de um ataque de nervos.

Após o jogo, o treinador deu ênfase à importância do Flamengo ter uma casa, principalmente durante a disputa do Campeonato Brasileiro. Segundo Muricy, esta “casa” pode ser em Brasília, desde que, só se jogue na cidade como mandante.

Com todo respeito, discordo. Não por Brasília ou, pelos torcedores rubro-negros que lá moram. Apenas por uma questão de lógica, até porque, e com toda razão, Muricy faz o apelo para o Flamengo ter uma “casa”, a fim de evitar o desgaste dos jogadores com as sucessivas viagens.

Eu até concordaria com a ideia, desde que todos os jogadores se mudassem temporariamente para Brasília. Se isto não acontecer, o espírito cigano será minimizado na quantidade de cidades, porém, pouca diferença fará no número de horas viajadas, já que, como visitante, ou como mandante, o time sempre viajará, mesmo que, como mandante, para a mesma cidade.

A melhor solução foi adotada pelo Botafogo, que fez de São Januário a sua “casa”, enquanto Maracanã e Engenhão estiverem indisponíveis.

Em síntese, defender a tese de fazer de Brasília a “casa rubro-negra”, pode ser bom por qualquer outro motivo, menos o de se evitar um desgaste físico em função das viagens.