O dia da polêmica

1 – Filosofia de hoje no Flamengo: Se o Zé Ricardo for ganhando fica. Caso contrário, um treinador de peso será contratado. Certo ou errado?

2 – O problema maior do Flamengo está na qualidade do elenco ou no comando?

3 – Quantos jogadores e em que posições o time precisa ser reforçado para brigar o tempo todo na parte de cima da tabela?

Vou começar:


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

1 – A filosofia deste momento me parece correta. Sou partidário do Flamengo ter SEMPRE QUE POSSÍVEL um treinador compatível com o tamanho do clube, porém, reconheço as dificuldades do momento. De qualquer forma, mesmo que internamente, pesquisar é preciso.


Éverton comemora um de seus gols com a camisa Rubro-Negra. (Foto: Staff Images)

Éverton comemora um de seus gols com a camisa Rubro-Negra. (Foto: Staff Images)

2 – Na qualidade do elenco. Sem ovos, por melhor que seja o cozinheiro, não há omelete.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

3 – No mínimo quatro jogadores. Dois zagueiros, um jogador criativo de meio campo e um atacante peso pesado

Agora, é com vocês…

Resposta

Pra começar, uma breve resposta ao companheiro Bruno Tenório, que afirmou ser mais fácil atirar do que ser alvo, pois em 95, no meu mandato, Luxemburgo foi substituído por Edinho e, ainda no meu mandato, o Apolinho foi contratado. E, hoje, afirmo que o Flamengo não foi feito para iniciantes.

Bruno, amigo, você está coberto de razão. Realmente é infinitamente mais fácil e cômodo ser a atiradeira do que o passarinho. Jamais omiti aqui os equívocos que hoje concluo que cometi. Recentemente, falei para o pessoal do futebol, e aqui registrei que esta estratégia cigana, fazendo o time jogar duas vezes por semana fora do Rio de Janeiro era um grande erro.

E mais: concluí dizendo para eles não cometerem o mesmo equívoco que havia eu cometido. O problema é que as pessoas que lá estão não tem a preocupação em ouvir. Imaginam elas terem um conhecimento de causa que não têm. É aquele tal negócio: o problema maior de quem não sabe, não é ignorar, e sim, imaginar que sabe. Quem ignora e disso é sabedor, tem tudo para dar certo.

Infelizmente, não é o caso do nosso pessoal…

EQUILÍBRIO, palavra mágica…

Zico, ainda um garoto, ao lado de Carlinhos.

Zico, ainda um garoto, ao lado de Carlinhos.

Hoje, com mais calma, lendo e relendo os comentários dos companheiros neste blog, além dos escribas a quem admiramos e reverenciamos, fica muito claro que existe por parte do torcedor – e isto é mais do que compreensível – uma enorme boa vontade quando a análise global é feita após um resultado positivo. Aqui, todos têm o mesmo objetivo, porém com maneiras distintas de analisar o passado e projetar o futuro.

Mesmo diante de um resultado positivo, continuo intrigado com este nosso “DPIF” (Departamento de Pesquisa Internacional de Futebol) que traz para cá jogadores que atuavam fora do país e que, na quarta rodada do Campeonato Brasileiro, aparecem sentados no banco de reservas. Não é por uma vitória como a de ontem que isto não deva ser questionado, portanto, a pergunta continua valendo: Que geniais observadores temos que não conseguem emplacar uma contratação inquestionável?

Outro assunto que mexe com o torcedor do Flamengo é o prazer de ver alguém criado em casa dirigindo o time principal. E, devemos admitir que houve momentos em que isto funcionou e, curiosamente, com dois ex-jogadores que atuaram na mesma posição, no caso, Carlinhos e Andrade. Foram os dois campeões brasileiros, muito embora, nos dois casos com carreiras curtas, onde só brilharam no Flamengo. Diria que estes foram milagres caseiros, coisas positivas que só acontecem e, ainda bem, com o Flamengo. Agora, a pergunta:  Estes dois exemplos representam a regra ou a exceção? E, bom não esquecer que, embora guindados ainda jovens para dirigir o time principal, os dois eram figuras carismáticas, vencedoras e, adoradas pela torcida do Flamengo, o que deve ter ajudado e muito o dia a dia de cada um deles como treinador. Agora, com todo respeito ao jovem Zé Ricardo, diria que, em tese, o Flamengo, como peso pesado no futebol, não foi feito para iniciantes e sim, para treinadores compatíveis com a importância do mais popular clube brasileiro. Até entendo que no momento possa ser Zé Ricardo a melhor ou até a única alternativa, só que a meta, pela importância da missão, deve ser perseguida o mais rápido possível.

A vitória fez com que alguns companheiros que muito criticaram determinados jogadores tivessem dúvidas com relação aos seus próprios conceitos anteriores. Não é o meu caso. A vitória de ontem não me engana, pois parte significativa dela se deve ao fator sorte, que é decisivo no futebol e, convenhamos, a um adversário pra lá de frágil. Precisamos com extrema urgência de pelo menos dois ótimos zagueiros, de alguém minimamente criativo no meio, e de um atacante que cause pânico aos adversários. Isto, pra começar… Mantenho todos os meus conceitos anteriores com respeito ao nosso elenco. Não vou repetir, pois todos estão cansados de saber.

E.. amanhã é o dia da polêmica. Pauta, prontinha…

Bom

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Os três pontos somados, em meio a uma crise grave, jogando na casa do adversário – e com dez jogadores boa parte do segundo tempo – convenhamos, foi bom demais.

Enquanto esteve em campo, Alan Patrick foi o destaque. Fez um belo primeiro tempo.

Curiosamente, Fernandinho, que teve atuação apenas razoável, participou diretamente nos dois gols. Aliás, achei o segundo cartão amarelo um exagero do árbitro.

O lance mais bonito do jogo, o voleio de Jorge, no segundo gol do Flamengo.

Muralha, no finalzinho, com duas boas defesas, garantiu a vitória.

Este time da Ponte, já na quarta rodada, dá pinta de que é sério candidato ao rebaixamento.


Perigoso

Aliás, muito perigoso é o pessoal que comanda o futebol, depois desta vitória, achar que agora não tem pra ninguém e que estamos próximos da seleção húngara de 54.

A vitória, que caiu do céu, que sirva para que se trabalhe com mais tranquilidade, pois muito trabalho é preciso para se sonhar com coisas boas e do tamanho do Flamengo.

Abel, que foi procurado, respondeu que só pode assumir dia 20 de julho. Agora, é decidir. Esperar até lá, tendo um treinador jovem como interino, ou partir para um novo nome. O importante é definir e anunciar. E, seja com quem for no comando, reestruturar o elenco. Empurrar com a barriga é gol contra.


Curioso

O time entrou em campo com Cuellar, Mancuello e Ederson no banco.

Há algo errado. Se o jovem treinador tem razão, este departamento do Flamengo que pesquisa mundo afora o potencial dos jogadores pode ser considerado o mais incompetente do futebol brasileiro. Afinal, o clube paga verdadeira fortuna por jogadores que vieram para esquentar os banquinhos da vida…

Alô, meu Presidente!!!

(Foto: Fabio Motta/Estadão)

(Foto: Fabio Motta/Estadão)

Não vou aqui encher os seus ouvidos ou fazer qualquer crítica.

Tenho a esperança de que, equilibrado e sensato como você é, não deve estar imaginando que estamos atravessando esta crise por puro azar…

Claro que equívocos, e até grosseiros e primários, foram cometidos e, para que não se cometa mais nenhum, por favor, não tome ou permita que qualquer decisão seja adotada, qualquer fato novo surja, sem que antes vocês se tranquem por um dia e mergulhem de cabeça numa reciclagem do futebol do Flamengo.

Veja você que as pessoas perderam o rumo. Em um dia, se anuncia que Rodrigo Caetano permanecerá no cargo. No dia seguinte, surge a ideia de contratar o Ricardo Rocha ou Fábio Luciano.

Num determinado dia se manda embora o zagueiro Cesar Martins, por incapacidade técnica. No dia seguinte o jogador é chamado de volta. Em síntese, perdemos o rumo. E antes que haja outro desastre, proíba qualquer novidade, até se encontrar o caminho perdido.

A linha direta do futebol, meu caro presidente, é simples: PRESIDENTE > VICE PRESIDENTE DE FUTEBOL > DIRETOR DE FUTEBOL > DIRETOR DE FUTEBOL REMUNERADO, E PONTO!!!!

Qualquer corpo estranho, ao invés de ajudar, por melhor que sejam as intenções, vai atrapalhar. Cada um no seu cada um. No futebol, quanto menos gente, melhor.

Agradeça aos que vem participando e estão fora deste contexto. Coloque este pessoal em outras funções, porém, o mais distante possível do futebol.

O que ouço é que as suas decisões passam sistematicamente pelo Fred Luz, de quem só ouço elogios, menos quando o tema é futebol, até porque, ninguém é bom em tudo, e o futebol nunca foi a praia dele.

Por favor, presidente, como no basquete, peça tempo. Junte a sua turma do futebol, dê força a ela e mãos à obra.

Reciclar ou sofrer. A decisão é sua.

Susto

Cesar Martins (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Cesar Martins (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Longe do Rio, preocupado com a situação do Flamengo, corro para a internet e tomo um susto. A matéria dá conta de que, César Martins teve suas férias interrompidas e estará à disposição do treinador do Flamengo para o jogo de domingo, contra a Ponte Preta.

Não sei quem decide este tipo de coisa no Flamengo, muito embora, a meu conceito, em se tratando de futebol, qualquer detalhe, mesmo que insignificante pareça, importante é. E, este é o caso.

Tudo bem que com a contusão de Juan tenhamos ficado só com dois zagueiros. O problema é que, com retorno de Cesar Martins, continuaremos em situação igual. Pior, pois quem volta, sabe que não vai ficar, que só estará “quebrando um galho”…

Que decisão é essa? Não passaria pelo crivo do mais incompetente psicólogo que trabalhe no futebol.

Será que alguém sabe que muitas vezes um jogador improvisado pode render bem? Mascherano é um bom exemplo.

E se o improviso não agrada, muito melhor recorrer às divisões de base. Antes que alguém comente que os titulares da equipe de juniores já estão no elenco, que procurem o terceiro na categoria juvenil. Pra quem não sabe, Júlio César, um dos melhores goleiros da história do Flamengo, saiu do juvenil direto para ser campeão da Copa dos Campeões Mundiais e, da Copa de Ouro.

Telê Santana já dizia que idade não é nada impeditivo no futebol. Impeditivo, é não saber jogar…

Falar, o que?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Do jogo, me recuso. Um empate que caiu do céu, jogando em casa contra a Chapecoense…

Sinceramente, qualquer tipo de comentário, por mais competente seja quem comente, será superficial.

O nosso problema é mais profundo. Será que as pessoas que dirigem o Flamengo não entenderam que o momento é de decisão, e não de empurrar com a barriga torcendo por um milagre de São Judas Tadeu?

A palavra de ordem tem sido esperar. Esperar até sexta para ver se Muricy para ou continua. Esperar até Deus sabe quando pelas respostas dos possíveis reforços.

Esperar para ver se o tempo ajuda e tudo continua como está.

Chega!!! A hora é de agir. A hora é de DECIDIR!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Antes que seja tarde…

O dia da polêmica Rubro-Negra

1 – O Flamengo chegou a esta situação, eliminado no Carioca, Primeira Liga e Copa do Brasil, em função da culpa:

a. do presidente;
b. dos dirigentes amadores do futebol;
c. dos dirigentes remunerados do futebol;
d. do treinador;
e. dos jogadores.

2 – Na ausência de Muricy, tudo indica que Abel será o treinador. Boa pedida?

3 – Rodrigo Caetano também deverá ser descartado. Justo?

4 – Quem você indicaria para o lugar de Rodrigo Caetano?

5 – De jogadores, dois nomes surgem: Rafael Vaz, zagueiro do Vasco, e Grafite, do Santa Cruz. Que tal?

Vou começar:


Godinho, Muricy, Fred Luz, Rodrigo Caetano e, logo atrás, o presidente Bandeira de Mello.

Godinho, Muricy, Fred Luz, Rodrigo Caetano e, logo atrás, o presidente Bandeira de Mello.

1 – Com toda a sinceridade, cada um tem a sua parcela de culpa. O presidente que, por característica própria, não delegou com firmeza o comando do futebol a quem de direito.

Todos mandam e, ninguém manda. O vice de futebol, Flávio Godinho, errou por não exigir autonomia, se submetendo a interferências de outros vice-presidentes e ministros sem pasta. Estes, os outros dirigentes amadores, são culpados pela intromissão indevida em matéria que não dominam.

Os menos culpados são os dirigentes remunerados que, perdidos e sem autoridade, ficam no meio de tanto cacique.

O treinador tem certa dose de culpa. Além de não ter conseguido minimamente montar um time, ao invés de tomar atitude firme com relação à estratégia suicida adotada pela diretoria em fazer o time viajar sempre para jogar, causando inegavelmente enorme desgaste físico, só reclamou. Pouco, para quem esperava reverter o quadro. Faltou atitude. Talvez o estado de saúde explique…

Com relação aos jogadores, só posso dizer que, em determinados jogos, faltou um mínimo de vibração. De resto, seria até injusto, diante de tantos equívocos aqui mencionados, querer que os jogadores assumam esta conta.


abel-braga-muricy-flamengo2 – Abel é um bom nome. Entre os disponíveis, sem dúvida, uma bela opção.


rodrigo-caetano-sorrindo-apresentacao-640x480-gilvan-de-souza-flamengo3 – Rodrigo Caetano ficou entre o mar e o rochedo. Na falta de sintonia total, o seu trabalho foi prejudicado. Pode ser que eu esteja equivocado, mas os “dirigentes profissionais” têm mais apego ao emprego do que propriamente respeito à profissão deles. Se, por todos os motivos aqui já apresentados, Rodrigo Caetano não teve autonomia para desenvolver o seu trabalho, deveria ter pedido o boné. Se tivesse feito isto, teria ajudado a si próprio, e ao clube.


4 – Esta eu passo, pois se aqui indicar alguém, vou acabar prejudicando esta pessoa. Infelizmente, no Flamengo, há quem não se sinta confortável numa situação como esta. Clara falta de segurança, aliás, típico de quem não domina totalmente uma matéria.


Grafite e Rafael Vaz

5 – Sempre afirmei, e repito, que o erro na ação deve ser perdoado. Na omissão, nunca. Portanto, acho válida a tentativa com os dois jogadores. A primeira, emblemática, cutucando o rival que nos tem atormentado ultimamente, pela competência dele, somado à nossa incompetência. E, Grafite, se for para um contrato somente até o final do ano, ante a enorme carência de talentos, por que não?

E a semana importante começou…

Grafite

Grafite, quando atuava pelo Wolfsburg.

Hoje pela manhã, no programa “Redação Sportv”, pintou a informação de que estava havendo uma reunião de Paulo Pelaipe com dirigentes do Flamengo e, sem a presença de Rodrigo Caetano. No final do programa a notícia foi desmentida.

Embora tenha sido fartamente informado que esta segunda-feira seria um dia de novidades no Flamengo, a notícia que vem de São Paulo é de que Muricy Ramalho, após consulta com seus médicos, somente amanhã informará aos dirigentes do Flamengo se continuará trabalhando.

Há forte comentário na Gávea de que, se Muricy não continuar, o que é o mais provável, virá um treinador peso pesado, consagrado. Dois nomes me vêm à cabeça: o baixinho argentino que dirigiu a seleção Chilena, Jorge Sampaoli, e alguém muito familiar, Zico. Que fique bem claro que isto é apenas uma viagem pela estrada da especulação.

Vem aí a Copa América e, por um bom tempo, o Flamengo ficará sem Guerrero, abrindo espaço para a contratação de um atacante com as mesmas características. Ouvi dizer que, na Gávea, o pessoal do futebol do Flamengo está bem impressionado com a forma do atual artilheiro do Campeonato Brasileiro, Grafite.

O comunicado público do grupo “Só Fla”, aliás, firme, apolítico e, profundo, a meu conceito foi o mais importante sinal de alerta para o presidente EBM, pois este grupo tem representado a principal base de apoio político para o presidente do Flamengo. Parabéns à turma do “Só Fla”. É aquele tal negócio: “amigo é o que diz o que outro precisa ouvir, e não, o que o outro quer ouvir”. Atitude de quem tem independência e de quem tem o interesse do clube como meta prioritária única (ler aqui).

Outro papo que rola, é que dois zagueiros serão anunciados, sendo um deles argentino, o que equivale a dizer que, o novo contratado só poderá jogar após a reabertura da janela, em julho. Até lá, pelo jeito, Juan e os dois garotos.

Que a semana passe rápido, e que ao final, tenhamos um Flamengo de cara nova. Pelo que tenho ouvido e observado, não dá pra não ter esperança em dias melhores.

Que loucura!!!

1 – Antes do jogo:

Meu neto, Marco Antonio.

Marco Antonio, meu neto.

O telefone toca. Do outro lado da linha, meu companheiro e amigo Getúlio Brasil, soltando fogo pelas narinas, esbravejando contra a escalação do time do Flamengo. “Agora, confessaram a incompetência. Todas as grandes contratações, barradas!!!…” Sem entender muito bem, pois estava em almoço comemorativo pelo batizado do meu neto Marco Antonio, mandei o famoso… “como é que é?”, Getúlio, quase invadindo o fio telefônico, disse: “você não vai acreditar. Barrados: William Arão, Mancuello, Ederson e Marcelo Cirino”. Verdadeira fortuna no banco de reservas. Quer mais? Márcio Araújo e Gabriel, de volta!!!


2 – Depois do jogo:

Consultado pelo brilhante locutor Luiz Roberto, sobre o que se esperar de Flamengo e Grêmio neste restante de Campeonato Brasileiro, o comentarista Casagrande afirmou que o Flamengo tinha que melhorar muito, e que o Grêmio era um dos favoritos para o título. Apesar de gostar muito do Casão, profissionalmente e como figura humana, pensei cá comigo “acho que estamos vivendo uma loucura coletiva… este time do Grêmio é dos mais fracos que tenho visto ultimamente com a tradicional camisa tricolor gaúcha.”

De novo toca o telefone. Era o Getúlio e, sem deixar ele falar, fui dizendo: “perdemos para um time muito ruim”, ao que meu amigo retrucou: “o nosso, também é.”

(Lucas Uebel / Divulgação Grêmio)

(Lucas Uebel / Divulgação Grêmio)


3 – Conclusões:

Sinceramente, acho chover no molhado comentar este jogo. O que importa agora é saber que rumo vai tomar o futebol do Flamengo. Os corredores da Gávea garantem mudanças. Mas que mudanças?

Vamos trocar a poltrona e a mesa de jantar ou, entrar de sola e fazer a reforma que a casa precisa? Querem saber? Não acho o panorama tão ruim. O time não é uma Brastemp, mas está muito mais para ficar bom, do que para ser um lixo.

A hora é de definição. O futebol do Flamengo não é parque de diversão, onde muitos estão brincando de fazer futebol. Aliás, pra quem não sabe, no futebol, quanto menos gente, melhor.

Amanhã, teremos a noção exata de como será o nosso restante de ano. Tomara que seja anunciada a mudança no conceito. E, que o comandante, de fato e de direito, do futebol, introduza o óbvio.

Caramba, é tão simples…