Vitória com autoridade

(Fotos: Giuliano Gomes / PR Press)

(Fotos: Giuliano Gomes / PR Press)

Após um primeiro tempo sonolento, muito mais por culpa da fraqueza do time do Coritiba, veio a etapa final, onde o sopro rubro-negro começou com uma linda enfiada de bola de Mancuello, com finalização perfeita de Guerrero.

A partir daí, o Flamengo administrou, enquanto que, em nenhum momento, o Coritiba deu qualquer sinal de reação.

Em outra linda enfiada de bola, desta feita de Cuellar, que havia entrado, Cirino reviveu momentos mágicos de Paulo Borges, ponteiro do Bangu na década de 60, que fazia o “facão” como ninguém.

Vitória importante, três pontinhos somados e, a quase certeza de que podemos evoluir.

Gostei da personalidade do zagueirão argentino que, entrou mandando recado de que ali será ele e mais um, no caso do time jogar – como vem jogando – com dois zagueiros.

No mais, nenhuma atuação de encantar, porém nenhuma de desanimar o torcedor. O quebra-cabeça para encontrar o time ideal tem hora e dia marcados.

Tenho a certeza de que Zé Ricardo sabe que tem a obrigação de começar o segundo turno com o onze que considera ser o ideal. Fizemos o dever de casa, mandando para o espaço nas duas últimas rodadas, lanterna e vice-lanterna do campeonato.

Dever de casa bem feito. Time preparado para o vestibular, que vai começar no segundo turno.

Domingo de paz, alegria e, principalmente, esperança.

Nostalgia

Casarão da Jaime Silvado, nos anos 70 (Foto: Agência O Globo)

Casarão da Jaime Silvado, nos anos 70 (Foto: Agência O Globo)

Fora do Rio, recebi a informação de que o nosso Conselho Deliberativo, por expressiva maioria, aprovou a venda, pelo valor de sete milhões de reais, do casarão, na rua Jaime Silvado, em São Conrado.

Longe de querer criticar uma decisão soberana do Conselho mais democrático do Flamengo, mas não dá para não ficar com um nó na garganta e, impossível impedir que doces lembranças não sejam reavivadas.

Como profissional de imprensa, dali vi o Flamengo sair para vitórias memoráveis e para muitos títulos. Ali, numa época em que havia ligação estreita entre jogadores e repórteres, pude realizar matérias maravilhosas.

No casarão da Jaime Silvado, Bebeto, de malas prontas, foi convencido por dois rubro-negros a não retornar para Salvador. A solidão e a saudade da família angustiavam o baianinho. Os argumentos foram convincentes e, Bebeto acabou ficando. O final deste lindo filme todos sabem.

Em 95, quando assumimos a presidência, o casarão estava em petição de miséria, caindo aos pedaços. Fizemos à época, em ação comandada por Plinio Serpa Pinto, uma reforma espetacular, que deixou a nossa concentração um brinco. A grande vantagem em ali concentrar era pela integração, onde todos estavam juntos o tempo todo e, não interagir era impossível.

Vários gênios da bola ali passaram. Ali foi a casa de Zico, o nosso Rei. O último gênio que por lá passou foi Romário.

Tudo ainda está muito claro em minha memória. Os portões, de entrada e garagem. A varanda, a sala de TV, a sala de sinuca, a copa, a cozinha e o salão de refeição, tudo isto em baixo.

Em cima, o varandão, os enormes banheiros e os quartos. O casarão era muito aconchegante.

Claro que, as mudanças fazem parte do processo de vida. Óbvio que há muito mais conforto no Hotel Windsor, que é a nossa concentração desde 2005. Não quero, nem posso comparar estes dois momentos. O que posso assegurar, é que havia magia naquele casarão e que ele é um pedaço importantíssimo da nossa história.

Quando passo pela praia do Flamengo, não há uma única vez que meus olhos não procurem o número 66, local onde o nosso clube deu os seus primeiros passinhos na vida. Ali, durante quase 10 anos, quatro vezes por semana, suava o quimono com o escudo rubro-negro.

praia do Flamengo 66

Local onde ficava a antiga sede, na Praia do Flamengo, 66. (Reprodução Google Maps)

A sede velha, como era chamada, era a minha segunda casa. Também, tudo claro na minha cabeça como se fosse hoje. Na chegada, portaria muito simples e a quadra de futebol de salão, de cimento. Na sequência, o ginásio no andar de cima e, em baixo, vestiários à esquerda de quem entrava e, em seguida, a sala de levantamento de peso. Mais adiante, a quadra de peteca. Subindo a escada, o judô e o boxe. E, ainda havia um bar, na parte de baixo, bem em frente aos vestiários.

Sei que um dia, ante as circunstâncias, houve a necessidade de se vender a sede velha. Sei que hoje, ante um imóvel sem ocupação, o conselho entendeu que vender e aplicar os recursos no Centro de Treinamento era oportuno.

Da mesma forma, tenho a certeza absoluta de que, muito em breve, o Flamengo terá um equilíbrio financeiro suficiente para grandes investimentos, sem a necessidade de ter que se desfazer de sua própria história. O único problema é que este passado, parte significativa de uma vida de glórias, não poderá jamais ser recomprado. Será apenas uma doce e inesquecível lembrança para quem teve o privilégio de ter vivido momento tão especial. Só que estas pessoas não são eternas e quando a última aqui não mais estiver, terá sido quebrado definitivamente o elo entre o passado, o presente e o futuro.

A sede velha e o casarão de São Conrado deveriam fazer parte do Museu Rubro-Negro, onde todas as gerações futuras, de alguma forma, teriam o direito de, mergulhando no passado, saborear melhor o Flamengo deles.

Enfim, entendo e respeito todas as decisões, mas com um apertado nó na garganta e, lamentando pelos rubro-negros do futuro, fadados, desde já, a amar um clube com a memória comprometida.

Criando coragem

Uma das melhores coisas que aconteceram ultimamente para mim, foi a criação deste blog. Tenho uma noção exata da importância de poder emitir uma opinião. Escolhi o jornalismo como profissão no dia em que o Flamengo vendeu o melhor meio campo do mundo para o Botafogo.

Gérson, o “Canhotinha de Ouro”, foi o responsável pela minha opção profissional. A necessidade de gritar para todo mundo ouvir, que o Flamengo estava cometendo uma loucura foi a certeza que tive do caminho que precisava percorrer. E, de 1969 até 1990, o trabalho para mim foi lazer. Amava o que fazia. Dia de folga, alegria para muitos, para mim era um vazio. Se bem que, como também havia, de forma paralela, o meu lado comercial, no fundo, no fundo, não havia era dia de folga e sim, dia de folga como repórter que, como já disse, não achava a menor graça.

Acabei fugindo do tema original. Já tinha a experiência em emitir opinião. Aqui, conheci um outro lado. Dividir opinião. Evoluir num tema, partindo de uma opinião e, em algumas vezes, reconsiderando a opinião inicial. Exemplo: escrevi aqui que achava uma bobagem repaginar o Maracanã para que fique mais popular. Ative-me somente ao preço do ingresso, afirmando que não havia a necessidade de nenhuma obra, bastando em um determinado setor baixar o preço do ingresso.

Lendo os comentários e, ouvindo outras opiniões, inclusive do meu filho Dudu, foi fácil concluir que a minha opinião não era a melhor. Realmente, há torcedores que preferem ver o jogo em pé, mais torcendo e promovendo uma festa, do que propriamente vendo o jogo. Claro que, para isso ocorrer e, isto é bom, é preciso redesenhar o Maracanã.

Em síntese, embora já tivesse uma noção aproximada, a convivência com vocês neste blog me deu a dimensão exata da importância de saber o que as outras pessoas pensam. Aí, não preciso dizer que devoro todas as opiniões que por aqui passeiam.

(Foto: Fabio Castro/Agência Estado)

(Foto: Fabio Castro/Agência Estado)

Agora por exemplo, estava em dúvida em emitir uma opinião. Aliás, em dúvida não. Estava com medo de não ser politicamente correto. Querem saber o que me encorajou? O último comentário do companheiro YVAN BAYARDINO que, reputo simplesmente genial (ler aqui).

Juro que não é cola. O que queria dizer é que tive enorme sentimento de frustração vendo a apresentação de Mano Menezes no Cruzeiro. Este era o treinador perfeito para o Flamengo de agora. Quando aqui esteve, Mano havia saído da seleção, mas a seleção não havia saído dele. Alma amargurada afeta a cabeça. Naquele momento, não daria certo no Flamengo, nem no Barcelona. Agora, o momento é outro. Tudo conspiraria a favor.

Somado a isto, o fato de acreditar que o Flamengo não é pista de pouso para comandante novo.

Enfim, queria dizer que me fica a certeza de que perdemos uma oportunidade de ouro de começar a costurar o que entendemos como perfeição.

O meu “muito obrigado” ao amigo Yvan, fonte de inspiração, talento e coragem.

Valeu!!!

O Dia da Polêmica

1 – Por que motivo o time do Flamengo não engrena de vez?

2 – Muitos companheiros aqui no blog, afirmam ser incompatível um time com grandes investimentos ser dirigido por um treinador iniciando a carreira. Isto faz sentido?

3 – Há um certo suspense com relação a quem vai acender a pira olímpica na festa de abertura. Quem é o seu candidato?

4 – Qual foi o seu sentimento quando soube que os apartamentos destinados aos atletas olímpicos que chegavam, estavam praticamente “no osso”?

5 – Você acha que esta Olimpíada vai ser um sucesso ou tem receio de um grande fiasco?

6 – Que esportes você pretende acompanhar?

7 – Qual o esporte coletivo você considera verdadeira barbada o Brasil conseguir a medalha de ouro? Vale dizer…nenhum!

COMEÇANDO…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

1 – Para começar, o time não está completo. Quando entrarem o zagueiro argentino e, principalmente, Diego, o panorama será outro. De qualquer forma – e venho batendo nisto faz tempo – o treinador tem que definir o time titular de uma vez por todas. A indefinição traz insegurança e a “orquestra” não afina nunca.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

2 – Em tese, não há como negar que, quem pensa assim está coberto de razão. Cada um, no seu cada um. O problema é que as circunstâncias, em determinado momento, obrigaram a diretoria a seguir por este caminho. Com todo respeito a quem está começando, definitivamente, o Flamengo é ponto final e não, ponto de largada.


201004061920573090_ampliada3 – Acho que a maior expressão esportiva do país deva ter este privilégio. Portanto, Pelé!


danos olimpicos4 – Fiquei com uma vergonha danada…


alojamentos-rio-2016-olimpiada-20160723-00055 – Pela improviso ser uma forte característica do povo brasileiro, acho que vai ser uma grande olimpíada. Claro que, haverá em cada um de nós uma ponta de preocupação em que tudo dê certo, sentimento que passa ao largo de quem não seja brasileiro. Vamos conviver com um pouquinho de medo, mas com esperança.


esportes-116 – No meu caso: Futebol, Judô, Vôlei, Tênis e Ginástica Olímpica.


(Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress)

(Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress)

7 – Futebol!!! Se não conquistarmos esta medalha de ouro, melhor parar. Já estou com o meu ingresso para a finalíssima no Maraca.


Agora, é com vocês…

 

UFA!…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Primeiro tempo morno que só foi interessante nos dez minutos finais, quando o time do Flamengo acordou.

Segundo tempo, após uma falha de Chiquinho – em que, quase pintou o gol do América Mineiro – sacudido pelo susto, o Flamengo foi à luta e ganhou o jogo, embora com um final preocupante.

No sistema defensivo, por incrível que pareça, o goleiro do Flamengo teve três participações brilhantes. Não fosse ele, o jogo poderia ter tomado outro rumo. O segundo a merecer destaque na turma da cozinha foi o lateral direito Pará. No mais, a se destacar apenas Guerrero que, hoje, foi guerreiro.

Discuto a opção do treinador que preferiu Fernandinho. Cirino que, nem no banco estava, pois foi vetado pelo departamento médico, é muito mais agudo, mais objetivo e mais veloz, além de ajudar mais no combate.

No América Mineiro, leva muito jeito o jovem e cabeludo zagueiro Roger que, conseguiu se destacar marcando Guerrero, em dia feliz.

A vitória por 2 a 1, valeu pelos três pontos.

Não evoluímos… e, jogamos contra o “lanterníssimo” do campeonato. Poderíamos com um pouquinho mais de competência ter ido dormir na quinta colocação.

Enfim, três pontinhos…

Comentando a matéria

Marcelo Frazão (Foto: Staff Images)

Marcelo Frazão (Foto: Staff Images)

Sobre a entrevista publicada hoje no Jornal Extra (ler aqui), que trata da contratação de Marcelo Frazão para traçar estratégias a fim de tornar o Maracanã a casa do rubro-negro, nada contra o Flamengo estar super atento para pegar o Maracanã, a ponto de contratar um gerentão para este projeto. Tudo perfeito. O objetivo é ter o Maraca, o que hoje é prioritário para nós rubro-negros e, levar isto a sério, contratando alguém competente para tocar o projeto, perfeito!

Só um pequenino detalhe. Não é o local onde fica o torcedor, (arquibancada, cadeira ou geral) que torna o estádio popular. Alguma coisa é popular ou não, em função do preço praticado.

Por favor, que negócio é esse de se aventar modificações estruturais no Maracanã, arrancando as cadeiras para que sejam criados novos setores, como arquibancada e geral?

Ao invés de mais uma obra, basta definir um determinado setor com preços populares. Simples assim…

Apoio a ideia de popularizar. Sou a favor de abrir a porta para o povão. Só sou contra a maluquice. Aliás, a ideia é discriminatória. O povão não tem direito de sentar numa cadeira?

Por favor, é só eleger um setor e, baixar o preço.

Meu Deus…

Negueba

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

Amigos, juro que é verdade.

Hoje, após um intervalado (caminhada e corrida) na Lagoa, que parece estar num salão de beleza, tantas são as ações para deixá-la cada vez mais linda, após muita água de coco, recebi meu afilhado Roger para almoçar. Pra variar, chegou atrasado, mas o seu maravilhoso astral que tem a contundência de um gol, faz parecer que nós é que deveríamos ter esperado para colocar a comidinha na mesa. Após o almoço, coube a ele eleger que jogo veríamos às 4 da tarde. Roger escolheu Grêmio x São Paulo. Querem saber quem foi, disparado, o destaque do jogo?

NEGUEBA!!! É isto mesmo, NEGUEBA!!!

O Grêmio venceu pelo placar de 1 a 0 e, poderia ter sido de mais. O que me impressionou o tempo todo foi ver um jogador criado na Gávea, até então dispersivo, com altos e baixos, mais baixos do que altos, jogando de uma forma diferente do que sempre jogou, demonstrando o tempo todo, categoria, sentido perfeito de marcação, criatividade, articulação, garra e manha. Negueba, deu um show. Negueba, foi quase perfeito.

Para quem não viu o jogo, ao invés do jogador sempre aberto pela direita, jogou mais centralizado, desarmando, armando, sendo decisivo, inclusive, sendo o responsável direto pela expulsão de um jogador do São Paulo.

Agora, sozinho, escrevendo este post, começo a me questionar com relação à nossa impaciência. Como a nossa paixão é imensa, queremos sempre o melhor, o perfeito e, para ontem!!! Acho que falta à nossa família rubro-negra um pouco de paciência.

Para quantos Neguebas viramos as costas?

Curtindo os comentários

Jardim Pernambuco, no Leblon.

Jardim Pernambuco, no Leblon.

. O companheiro Pablo Di Berardino mostra matéria, do Esporte Interativo, em que fica ainda no ar a possibilidade do Flamengo contratar Alexandre Pato. Após ler o comentário, procurei quem de direito para obter a informação precisa.

De fato, o namoro quase virou casamento. O fato de Alexandre Pato não ter sido relacionado para o jogo contra o Figueirense foi, digamos assim, uma mensagem de vontade e esperança. O problema é que há algumas diferenças até aqui insuperáveis. A moradia desejada por uma das partes é uma casa no Jardim Pernambuco, condomínio nobre no Leblon, enquanto que, a possibilidade real de quem vai pagar, só alcança uma bela cobertura em Ipanema.

A distância que separa os noivos não é pequena, mas em futebol, quando desenvolvido com sensibilidade e competência, tudo é possível…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Os companheiros Daniel G, Marco, Mauro Campante e Helder, assustados com a entrevista do técnico Zé Ricardo, que não admite a utilização de dois meias.

Amigos, acho que a matéria em pauta saiu truncada. Não estou aqui fazendo a defesa de Zé Ricardo, apenas procurando entender melhor o que está na cabeça do treinador.

Acho que o que pensa ele, é jogar com dois volantes, dois meias, um jogador veloz por um dos lados e um centroavante. Acredito que o treinador, a princípio, não queira abrir mão de um atacante veloz, para colocar o terceiro meia. Apenas como exemplo. Na cabeça dele: Cuellar, Arão, Mancuello e Diego; Cirino e Guerrero.

O que, a princípio, ele não admite, é tirar Cirino e colocar, por exemplo, Alan Patrick. No fundo, ele não abre mão de ter um jogador veloz.

Os jogos dirão se Zé Ricardo tem razão.


. O querido Henrique faz coro com a chatice que hoje constatamos nos jogos de futebol, com cartilha europeia para quase tudo. O Henrique em seu comentário foi bem mais fundo, foi mais feliz mesmo, do que aqui abordei. Um mergulho de volta ao passado recente, é preciso.

Times entrando em campo separados, cada um correndo para sua torcida, arbitragem entrando sozinha e tomando vaia, festa das bandeiras, e hino, não o nacional, e sim, dos clubes. E, jogador comemorando gol abraçando os torcedores, sem tomar cartão amarelo.


. O companheiro Valdinei Dias cita o blog do Juca Kfouri, em que, se não estou enganado, é levantada a bandeira para o Flamengo ter o seu estádio na Gávea para 20.000 pessoas. Amigo Valdinei, respeito esta opinião, mas procuraria outro caminho. Acho que o Flamengo deve concentrar todas as suas energias em pegar o Maracanã. O momento ajuda. A hora é essa.


. Hoje, no jogo Corinthians 1 x 1 Figueirense, uma barbaridade na arbitragem. O Figueirense vencia o jogo e, num contra-ataque, o atacante do Figueirense entrou cara a cara com o goleiro Cássio que, um passo fora da grande área, após tomar o drible da vaca, deu um pontapé no atacante do Figueirense. Duplo lance de expulsão, pois o goleiro era o último homem e o atacante ia na direção do gol, além do super pontapé. Cássio, só tomou o cartão amarelo. Na região Nordeste, os mais antigos devem ter chamado o juiz do jogo de “mufino”…


E esta segunda-feira que não chega… A propósito, vocês acham uma boa ideia ter sempre um jogo na segunda-feira?

 

Curtinhas de sexta

. Para começar, muito chato ter que passar o final de semana sem ver o Flamengo jogar. Como a máxima popular ensina que “Pai é pai, Mãe é mãe, mas novidade é novidade…”.

Que a novidade da segunda-feira seja boa para nós.


. Todos muito felizes com o retorno do nosso Nino ao blog. Nino, amigo, como disse antes, repito agora: a casa é sua.


. Muito equilíbrio entre os que entendem, como eu, que é um absurdo Diego não jogar com a camisa 10, e os amigos que entendem que é indiferente.

Analisando com frieza, tenho a impressão de que a idade tem a ver com o pensamento. Para os mais experientes (melhor do que “os mais velhos”), a tal camisa dez é meio que um símbolo, uma marca, um carimbo de extrema qualidade, enquanto que, os mais jovens não dão tanta importância. Este tema demonstra claramente o quão importante para o dirigente, inclusive o do futebol, é ter a percepção aproximada da realidade que só é possível quando se tem a sábia paciência de ouvir muito, para poder entender melhor.


(Foto: Marcos Ribolli)

(Foto: Marcos Ribolli)

. Nesta linha das novidades, talvez o novo, como é comum na moda do vestuário, venha do velho, do antigo.

Outro dia estávamos preparando um projeto importante, quando alguém ponderou que esta entrada em campo, moda que começou na Europa, com os dois times entrando juntos com a arbitragem, está ficando chato. Que bom mesmo era quando cada time entrava em campo e correndo, ia saudar a sua torcida. Até aposta havia para qual time entrava primeiro. O fato novo só foi bom para o juiz que, antes, inevitavelmente entrava em campo vaiado, e com o coro das duas torcidas, que “os mais experientes” não vão esquecer nunca.

Em síntese, o espetáculo era mais natural. Hoje, parece de plástico. Tudo arrumadinho e sem emoção.


. O nosso amigo Henrique, no seu comentário, faz alusão à estratégia da vice-presidência jurídica do Flamengo, cujo titular, Flávio Willeman, é um craque. Quem não leu, basta ir ao post anterior e procurar o link que está no comentário do nosso Henrique.


. Fugindo um pouco do nosso tema original, e entrando no papo olímpico, para dizer que achei um exagero a divulgação, partindo de um ministro, da prisão dos dez brasileiros que estariam propensos a praticar atos terroristas durante as olimpíadas. Será que não dava para prender os caras e ficar calado?

Pode ser que eu esteja enganado, mas tenho a impressão de que este tipo de noticiário, que pode ser evitado, acaba estimulando algumas cabecinhas fora de sintonia…


. E, que a noite de segunda-feira chegue logo.