PAZ NESTE NATAL E, QUE 2017 SEJA UM ANO DOCE E, RUBRO-NEGRO

Miguel Trauco atuante pela seleção peruana.

Vamos começar com uma boa notícia. Vocês sabem quem foi eleito o melhor jogador, o craque da temporada no futebol peruano? Veja AQUI a reportagem completa.

Confesso que estou achando o noticiário dando conta da possível transferência do lateral Jorge para o futebol europeu, meio, diria… nervoso. Por que nervoso? Pelo fato de haver vários tipos de interesses, inclusive, pelo que li, de quem toca a vida profissional do jogador.

Neste mundo capitalista, entendo tudo, mas não é possível que as pessoas não consigam enxergar que há tempo para tudo, inclusive para um jogador amadurecer ao natural. No mínimo, mais uma temporada por aqui seria importante para que Jorge vá ficando maduro. No fundo, sei que este argumento de nada vale, pois, se algum clube que chegar por aqui, pagando a multa estipulada em contrato, adeus…e, infelizmente, é o que tenho o pressentimento que irá acontecer. E, não é à toa que a diretoria do Flamengo se preveniu contratando o craque da temporada peruana.

No mais, em termos de Flamengo, torcer para que a diretoria seja feliz na investida para ter Darío Conca, que traga também dois bons atacantes e, claro que isto é pessoal, que um deles seja Marinho, que me encantou nesta temporada com gols espetaculares. E, querem saber mais? Gosto do jeito moleque e atrevido dele jogar. Tem a cara do Flamengo…

Como diz o título de hoje, fica o desejo sincero de que este Natal seja de paz, de muita paz e, que 2017 chegue trazendo saúde e alegria. No restante, a gente se vira…

O NOSSO BLOG RETORNA AO AR NO DIA 10 DE JANEIRO, A MENOS QUE HAJA FATO SUPER RELEVANTE.

TUDO DE BOM, MUITO AMOR, MUITA PAZ E ALEGRIA, PARA CADA UM DE VOCÊS E, SE PAPAI DO CÉU PERMITIR, ATÉ 10 DE JANEIRO…

 

Cornetas desafinadas

Tenho lido e ouvido algumas críticas quanto à tentativa da diretoria do Flamengo em trazer o meia Darío Conca, em função de estar ele em recuperação de uma operação no joelho.

As mesmas cornetas – e as mesmas penas – que já se posicionam críticas a esta tentativa, são as mesmas que reclamam da falta de criatividade desta diretoria para contratar reforços de peso.

Se partirmos da premissa de que coerência é fundamental, cornetar os corneteiros, é preciso.

Como é que se consegue um reforço de peso, qual não seja em situação anormal?

Sim, porque em condições normais, jogando o que sabe jogar e ganhando verdadeira fortuna, como seria possível contratar ao futebol chinês, o talentoso Conca?

Para quem, como argumento, vai defender a tese de que o risco é grande, indago: e onde não há risco, seja em que contratação for?

Eu mesmo, como dirigente, no meu melhor momento criativo, desenhei uma operação fantástica, conseguindo o inimaginável e, o resultado dentro das quatro linhas foi pra lá de decepcionante. Portanto, o risco é o camisa 10 do futebol, onde nunca haverá, por melhor que seja o retrospecto, certeza de nada.

Isto posto, parabéns a quem vislumbrou esta inusitada forma de se ter um craque que, mesmo chegando de muletas, pelo seu enorme talento, somado à nossa necessidade, é um mar de esperança.

Em tempo: Godinho, cadê o Marinho?

Papai Noel generoso

(Foto: Reprodução / "Líbero", jornal do Peru)

Guerrero e Trauco (Foto: Reprodução)

Isto, é o que todos nós como rubro-negros, desejamos de coração. Como a bola não está mais rolando, o que todo mundo quer saber é como estaremos em 2017.

A primeira contratação do ano já foi anunciada, muito embora, sem grande impacto, não só pelo fato do lateral Trauco não ter IBOPE por aqui, como também – e principalmente – por não ser “gênero de primeira necessidade”, na medida em que o jovem Jorge é quase que uma unanimidade na nossa família. De qualquer forma, se de fato este Trauco for bom jogador, acho interessante a contratação, pois Jorge precisa, quando necessário, de um substituto à altura.

Ouvi agora no rádio que o Botafogo está bem encaminhado com o meia Montillo, fato que me deixou intrigado, pois Montillo – não é de hoje – é um sonho de consumo rubro-negro. Há também o papo sobre Conca, que também seria uma ótima pedida, muito embora, esteja ele, no momento, lesionado. Como já disse aqui, o Flamengo para pensar em brigar por todos os títulos, necessita, no mínimo, de mais alguém para criar, além de Diego, e dois bons atacantes. Qualquer coisa que ocorra inferior a isso, ficará faltando…

Parabéns ao companheiro e amigo, aniversariante do dia, ARTHUR FERNANDES, ganhador do bolão da semana. Aliás, que coincidência feliz ser ele sorteado, já que foram três os ganhadores, exatamente em momento tão marcante. E, parabéns ao grande campeão, ROBERTO DRUMMOND, que foi o vencedor do nosso campeonato por pontos corridos…  Caramba, que competência para palpitar…

Mudando um pouco de assunto, para dizer que me preocupa muito a forma como a FIFA está conduzindo esta historinha do árbitro eletrônico. Utilizar a tecnologia, tudo bem, desde que com inteligência e, que não interfira no ritmo do jogo. O que ocorreu neste mundial de clubes, quando um jogo foi paralisado por mais de quatro minutos para se chegar a uma conclusão, foi de lascar. Não vejo nenhuma necessidade do árbitro que está apitando o jogo, se imiscuir na análise da telinha. Isto fica por conta do árbitro que lá estiver vendo a partida e que, pelo ponto eletrônico, vai dizer se foi pênalti ou não. Se a bola entrou, ou não. Se for seguir como está, isto vai virar chacrinha de árbitros, ao invés de jogo de futebol. E mais: acho que deve ser igual ao tênis. Se alguém se sentir prejudicado, que peça o auxílio eletrônico e, só podendo fazer uso deste recurso uma única vez em cada tempo de jogo.

O tema é polêmico, muito embora, ache que a grande maioria dos torcedores é de opinião que este recurso deva ser introduzido. O problema é a forma…

Bolão do Blog Rubro-Negro – Resultados da 38ª rodada


 
A última camisa autografada a sair pelo nosso bolão tinha que ser suada! Mais uma vez tivemos um tríplice empate entre os vencedores da rodada, e mais uma vez tivemos que utilizar o critério de desempate mencionado em nossa primeira rodada (ler aqui): o sorteio!

Angelo Pirrone, Arthur Fernandes e Sandro Andrade acertaram três placares exatos (3 x 12 = 36) e quatro resultados (4 x 5 = 20), totalizando 56 pontos. Clique em seus nomes para ver as respectivas apostas. O resultado do sorteio pode ser visto no vídeo acima.

Pedimos ao vencedor do sorteio (não citaremos o nome aqui para não atrapalhar o suspense) que nos envie seus dados, como o número e o nome que serão impressos nas costas, além de telefone e endereço. Pode enviar essas informações pelo formulário de contato do Blog, ou mesmo por comentário, que os dados serão anotados e o mesmo não será publicado. O tamanho da camisa é grande (G), pois, como o elenco já está de férias, pedimos aos jogadores que a autografassem na semana passada.

O grande vitorioso no total geral foi o amigo Roberto Drummond. Roberto parabéns!!! O seu prêmio como vencedor geral ainda será definido pelo nosso presidente Kleber Leite, mas tenha a certeza de que será algo bem especial. Entraremos em contato para mais detalhes!

A classificação geral, bem como o resultado de todas as dez rodadas de nosso bolão, pode ser vista aqui. Parabéns também a Fabio Silva e Raphael Moraes, respectivamente segundo e terceiros colocados.

Muito importante lembrar a ajuda constante e incansável do grande amigo Yvan Bayardino na apuração de todas as rodadas da nossa brincadeira. Valeu, Yvan, muito obrigado!

E abaixo, para finalizar nossa brincadeira, a foto do vencedor da 37ª rodada de nosso bolão, Renan Chaves.

renan-chaves

 

Para refletir muito

Fernandão ergue a taça da inédita conquista da América no dia 16 de agosto de 2006

Fernandão ergue a taça da inédita conquista da América no dia 16 de agosto de 2006

Um dos integrantes da nossa família do blog é o querido Eduardo Bisotto, com quem sempre aprendemos, seja o tema, a vida ou o futebol.

Apresento aos queridos amigos e companheiros, um texto genial que merece reflexão e análise. Não vou adiantar nada, até porque, perderia o sentido o que quero questionar. Farei isto ao final deste poema…


O dia em que perdi o tesão

Era um dia 16 de agosto. Madrugada, ainda, quando deixamos Caçador. Era também o ano 2006 da Assunção de Nosso Senhor Jesus Cristo. No ônibus, além deste à época mui jovem escriba, o irmão Frutuoso Oliveira, dentre outros irmãos vermelhos. O destino? Porto Alegre. A missão: um acerto de contas com 97 anos de história.

Até então as maiores glórias que eu havia presenciado tinham sido uma goleada sonora de 5 a 2 no maior rival, no já esquecido ano de 1997 e o título da Copa do Brasil de 1992. E só. Sofri vendo rebaixamentos quase certos. Sofri vendo um dos maiores ídolos potenciais de nossa história morrer de uma morte estúpida numa curva boba em Florianópolis. Sofri vendo os co-irmãos azuis ganharem quase tudo com Felipão. Mas naquele dia 16 de agosto do ano 2006 da Assunção de Nosso Senhor, era hora do acerto de contas com 97 anos de história.

No caminho até Porto Alegre eu e Frutuoso conseguimos uma considerável soma de dinheiros em um ilícito jogo de cacheta na sala de jogos do ônibus. Dinheiro que financiou cachaças, almoço e mais cachaças até a chegada na capital do Rio Grande. Ao chegar no Porto mais Alegre do mundo uma chuva fina e um frio incomodativo nos detiveram para a compra de capas. Neste intervalo, perdemos a excursão e por muito pouco não ficamos sem os ingressos para entrar no Gigante mais lindo do mundo. A emoção da final começava antes mesmo de a bola rolar. Enquanto procurava nosso chefe de excursão, passei em frente à torcida Independente do São Paulo e os mandei tomar no lugar em que mais gostam.

Finalmente encontramos o coordenador da excursão, pegamos nossos ingressos e adentramos no Gigante para a batalha de nossas vidas. Bola rola. Rostos tensos dentro do Gigante. Tínhamos a vantagem da vitória na casa adversária. Mas um golzinho nunca foi uma vantagem de verdade, ainda mais numa decisão. Aos 29 do primeiro tempo eis que o Capitão Fernandão abre o marcador. 1 a 0. E a vantagem que era de um golzinho passa a ser de dois. Mas ainda é muito cedo. Saio pra comprar mais cachaça (estádios ainda não tinham virado centros de educação moral e cívica onde é proibido beber). Perco-me dos companheiros. Misturo-me a novos companheiros de batalha e assisto o final do primeiro tempo com eles.

Começa o segundo tempo e com apenas 5 minutos eis que os adversários (campeões do mundo do ano anterior, vale ressaltar) empatam a partida. Tensão. Angústia. Desespero. Enquanto a Guarda Popular tenta empurrar no anel inferior do Gigante, no resto do estádio é um roer de unhas, um acender de cigarros e uma seqüência de preces interminável. Um golzinho adversário e teríamos prorrogação. Eis que o negro Tinga, dono de impecável futebol, tira o grito da garganta de um Gigante que explode novamente aos 21 minutos do segundo tempo. Seguimos em vantagem. Para a prorrogação, os adversários precisarão de dois gols.

Tudo vai bem até os 40 do segundo tempo. Faltam apenas 08 minutos no máximo para realizarmos o encontro adiado há 97 anos com nossa própria grandeza. Eis que os adversários chegam ao gol de empate. No concreto sagrado do Gigante da Beira-Rio eu sentei e chorei. Tudo parecia perdido. O craque Sóbis já havia sido substituído. Abelão havia retrancado por completo o time e fisicamente os adversários pareciam muito superiores. Um gol e a prorrogação certamente mudaria tudo.

As bolas se sucedem na área colorada como num bombardeio da força aérea alemã contra Londres durante a Segunda Guerra Mundial. Como os ingleses, resistimos. Bola na área e o general Bolívar tira de cabeça. Bola na área e o general Bolívar tira de peito. Bola na área e o general Bolívar tira de costas. Os minutos tornam-se horas e passam lentamente. Sentado no gelado concreto sagrado do Gigante eu só consigo rezar, enquanto as lágrimas correm geladas pelo rosto, torcendo para que a agonia acabe de uma vez.

Finalmente um apito distante. Gritos. Choro. Abraço. Olho para o irmão do lado que nunca vi em minha vida e dou um abraço apertado. No fundo nos conhecemos: juntos esperamos aquele acerto de contas de 97 anos. Volta olímpica. Festa que não termina. E à 1h da manhã o Gigante segue lotado. Só começaremos a deixá-lo, lentamente, após mandar os co-irmãos azuis tomarem no lugar em que mais gostam. Repetidas vezes.

O dia 16 de agosto do ano 2006 da Assunção de Nosso Senhor Jesus Cristo foi o dia mais feliz da minha vida em termos futebolísticos. Curiosamente (e juro que neste dia eu não sabia), acabou ali meu tesão por futebol em termos clubísticos. É claro que eu vibrei feito louco com a vitória sobre o Barcelona. É claro que ver R. Gaúcho e companhia chorando (europeus só não dão bola pro mundial em certa imprensa brasileira) foi algo de espetacular. Mas nada se compara a estar sentado na arquibancada, em sofrer os 97 minutos de agonia daquele dia como se fossem 97 anos, em viver intensamente o maior momento da história do meu clube. Do clube do meu pai, do meu avô, do meu tio, do meu padrasto, dos meus melhores amigos. O clube da minha vida.

Hoje, acompanho o futebol de maneira interessada. Sim, muito interessada. Mas o tesão, a paixão, o amor, a inocência pura daquele 16 de agosto, isto não volta nunca mais.

Agora torço por decência. Torço para o Fluminense disputar a Segundona e voltar de cabeça erguida, não através do milésimo tapetão. Torço pelo Botafogo na Libertadores. Me emociono com um Flamengo sendo reestruturado e ainda assim vencendo uma Copa do Brasil. Torço por um Palmeiras que tenta construir um caminho mais profissional e que possa contagiar todo o futebol. Admiro o Santos e sua molecada e agora revelando até técnico. Torço pela Chapecoense, time que representa a alma do cantinho do estado da onde veio. Torço pelo Criciúma e sua torcida espetacular. E quem torce por tudo isso é impossível manter viva a chama da paixão pura e inocente de um fanático pelo próprio clube.

O tesão acabou. Restou a paixão pelo futebol. Assim como a paixão pela Fórmula 1 e pela política. Mas paixões racionais nem sequer podem ser chamadas de paixão.

No dia 16 de agosto de 2006 meu tesão acabou. E minha vida adulta começou. Mas se Einstein e sua relatividade estiverem certos, espero que aquele dia tenha ficado guardado em algum lugar do continuum tempo-espaço. Quem sabe um dia eu não volto lá para me reencontrar, assim como naquele dia uma Nação inteira se reencontrou com sua própria história?

Eduardo Bisotto


Amigos,

Voltei. Imagino que todos tenham se encantado com a delicadeza do texto, porém, há algo que me intrigou.

O querido Bisotto transferiu sua paixão pelo Internacional, decepcionado por um momento marcante, para tudo que de lindo e importante observa no futebol.  Mais ou menos como transferir a paixão pela mulher amada, para uma paixão platônica por todas as mulheres do mundo.

Aí está o ponto. Aí está a questão. Você, companheiro deste blog, conseguiria transferir a loucura de uma grande paixão para uma também linda paixão, mas…platônica ou, isto só é possível para seres iluminados?

Balanço Rubro-Negro

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Há, como na contabilidade, várias formas de se analisar um balanço. O mais simples, com o lápis atrás da orelha e um pedaço de papel qualquer. O ano de 2016, definitivamente, para quem é Flamengo, não foi positivo, afinal, como a análise é crua e, como nenhum título foi conquistado, balanço ruim.

A outra forma de se avaliar o balanço, mesmo que negativo a grosso modo, é projetar o que ocorreu em 2016, visando o ano que vem. Aí, é procurar o que houve de positivo e, a partir daí, começar a traçar os planos para a próxima temporada.

Dentro desta premissa, não nos cabe outra alternativa, qual não seja esquecer tudo que aconteceu no ano, com exceção do campeonato brasileiro. Durante esta competição ajeitamos o sistema defensivo, principalmente a zaga de área e, a contratação de Diego representou o mínimo necessário de qualidade para uma campanha digna.

Bom não esquecer que, se levarmos em conta a temporada cigana, onde o time jogava dia sim e, dia também, de visitante, pelo fato de não ter um estádio à disposição na cidade do Rio de Janeiro, convenhamos que a terceira colocação, com o mesmo número de pontos do vice-campeão, não pode ser considerada ruim em hipótese alguma.

Claro que não faltará quem argumente nos comentários que o Flamengo nasceu para ser campeão e não para se conformar com uma terceira colocação. Isto, filosoficamente, está correto, porém, dentro de um pragmatismo razoável, ante situação tão adversa, não tenho nenhuma dúvida em afirmar que a terceira colocação foi quase um milagre…

E de positivo, o que levamos para 2017? Uma base! Sim, hoje temos uma base bem razoável. Diria mesmo, que só mais uns três ou quatro clubes têm igual. Esta base é o ponto de partida para que nunca mais soframos com a possibilidade de brigar na turma de baixo num campeonato por pontos corridos.

Hoje, temos do goleiro ao lateral esquerdo, uma formação de respeito. Temos um meio campo combativo, porém não suficientemente criativo para brigar, permanentemente, por títulos importantes. Daí para frente, a certeza de que temos no ataque um bom centroavante. E, ponto!

Ia esquecendo de dizer – e acho ser um fator positivo – a razoável qualidade do elenco como um todo, o que possibilita a formação de um bom banco de reservas.

Já disse isto aqui e, repito: se a diretoria conseguir um craque na criação para ajudar Diego, e dois bons atacantes, o Flamengo vai disputar todos os títulos. Pode ser que muitos não concordem, mas acho que, dentro da realidade do futebol brasileiro, conseguimos formar uma boa base. O elenco é de razoável para bom. Diria mesmo, mais para bom do que para razoável.

Fora das quatro linhas, como é vivenciando que se aprende, esta diretoria vai entrar em 2017 bem mais madura e, com a noção mais exata dos anseios de quem é rubro-negro apaixonado. E, mais do que isso: ter a certeza de que no Flamengo o imperdoável é o futebol não ser vencedor.

Não como um otimista de plantão, que reconheço ser, mas como quem procura projetar o futuro pelo passado recente, confesso que tenho enorme esperança, quase certeza, de que 2017 será um ano uniformizado de vermelho e preto e, com sede na Gávea, bairro nobre da linda cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Fim de festa

(Fotos: Staff Images / Flamengo)

. Domingo previsível. Vitória, mesmo perdendo, e Sport,  vencendo, saíram do buraco. O Inter, que elegeu ontem seu novo presidente com mais de 90% dos votos, vai visitar pela primeira vez a segunda divisão.

. Como era de se esperar, o torcedor do Grêmio, ainda comemorando a conquista da Copa do Brasil, estava mais ligado na possível queda do Inter do que no jogo contra o Botafogo. A imagem dos torcedores gremistas e botafoguenses, comemorando juntos, um a vitória, e o outro a queda do rival, foi marcante.

. O time do Flamengo, como sempre, aplicado e – também, como sempre – carecendo de poder de fogo. De alguém para decidir…

Definitivamente, o nosso ataque é muito fraco. Já disse aqui e repito. Tivesse o Flamengo, Marinho na direita, e Keno na esquerda, hoje poderíamos estar comemorando o título. E, não estou falando em Messi e Neymar…

A verdade é que, do meio para frente, Diego é o único jogador decisivo. Antes que alguém pergunte por que não Guerrero, antecipo afirmando que ele está muito mais para “bom centroavante”, do que para “jogador decisivo”.

. Para 2017 ser um ano de títulos, no mínimo, precisamos de mais um jogador criativo no meio e, dois muito bons atacantes. Sem isso, vamos repetir 2016.

. Quem terminou o ano bem foi o goleiro Muralha que, teve hoje uma atuação seguríssima. Os quatro zagueiros, muito bem, também. O meio, o de sempre e, pior sem Diego. Forte na destruição e paupérrimo na criação. Ataque, também o de sempre: muito ruim.

. Hoje, falei com o nosso bravo Godinho. Perguntei sobre o peruano Miguel Trauco, lateral esquerdo. Godinho me afirmou ter sido indicação do treinador da Seleção Peruana. Virá sem custo e será o reserva de Jorge. Vamos torcer para dar certo…

. Aliás, não hoje e sim, há uns dias atrás, Godinho me disse algo intrigante, e ao mesmo tempo preocupante. Como todos elogiam o novo momento do Flamengo, as ações administrativas bem-sucedidas, a firmeza nas renovações contratuais, o mundo do futebol imagina que o clube esteja nadando em dinheiro, o que não é verdade e, isto vem dificultando enormemente algumas negociações.

. A última notícia é triste. Faleceu, esta manhã, o ex-locutor esportivo José Cabral, “o homem da maricota“. Tive o privilégio e a honra de com ele trabalhar durante muito tempo na Rádio Tupi. Cabral aliava emoção e humor nas transmissões. Quando o Vasco jogava, era mais emoção. Eu e Celso Garcia, muitas vezes, tiramos Cabral do sério. Também pudera. Era uma tabelinha rubro-negra contra um vascaíno.

José Cabral foi brilhante em tudo que fez e perfeito nos valores de vida. Apaixonado chefe de família, amigo de verdade, grande companheiro e baita profissional. Seu nome estará sempre presente na história do Rádio.

. E imaginar que Flamengo só no final de janeiro, é desanimador…  Enfim, como não há jeito… Vida que segue…

Bolão do Blog Rubro-Negro – Apostas 38ª Rodada

pedro-saVestindo o manto rubro-negro, todo autografado, e ilustrando este post, está o vencedor da 8ª rodada de nosso bolão, Pedro Sá Vale. Parabéns Pedro!

E chegamos à última rodada do Brasileirão e, por consequência, à derradeira disputa de nossa “brincadeira”. Boa sorte a todos!

Todos os jogos desta última série serão disputados no mesmo dia e na mesma hora: domingo, às 17h, logo os palpites serão recebidos até às 16h59 desse dia.

O Flamengo joga contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada. A partida entre Chapecoense e Atlético-MG não será disputada.

Como sempre:

  • Placar correto: 12 pontos.
  • Acertar o vencedor ou empate (sem placar correto): 5 pontos

Seguem as partidas, e mais abaixo, um “gabarito” para ser copiado e colado (e que, para agilizar a apuração dos resultados, deve ser utilizado sem alterações /abreviações e/ou inserção de símbolos, números e afins). Atenção: a alteração do gabarito pode fazer com que os palpites não sejam computados.


PARTIDAS

Vitória x Palmeiras – Barradão
Fluminense x Internacional – Giulite Coutinho
São Paulo x Santa Cruz – Pacaembu
Santos x América-MG – Vila Belmiro
Cruzeiro x Corinthians – Mineirão
Grêmio x Botafogo – Arena do Grêmio
Atlético-PR x Flamengo – Arena da Baixada
Ponte Preta x Coritiba – Moisés Lucarelli
Sport x Figueirense – Ilha do Retiro


 

GABARITO PARA SER COPIADO E COLADO

Vitória x Palmeiras
Fluminense x Internacional
São Paulo x Santa Cruz
Santos x América-MG
Cruzeiro x Corinthians
Grêmio x Botafogo
Atlético PR x Flamengo
Ponte Preta x Coritiba
Sport x Figueirense

Marinho

(Foto: Betto Jr./CORREIO)

(Foto: Betto Jr./CORREIO)

Na pesquisa que aqui realizamos, cujo título foi “Sonho de consumo” (ler aqui), os rubro-negros de plantão apontaram Marinho, jogador do Vitória da Bahia, como o terceiro colocado entre os reforços para o ano que vem.

No que me diz respeito, Marinho é o número 1, na medida em que votei apenas em jogadores viáveis, ou seja, que efetivamente tenham chance de sair de onde estão, para o Flamengo.

No Vitória, Marinho foi destaque absoluto, tendo marcado 11 gols, até agora, no Campeonato Brasileiro.

Recentemente, e registrei o fato aqui no blog, encontrei casualmente com o ex-treinador do Vitória, Vagner Mancini, que afirmou ser Marinho um dos raros jogadores em atividade no futebol brasileiro com capacidade individual para resolver um jogo. Que, com a bola dominada, parte para dentro do adversário, sempre! A bem da verdade, também disse que “a cabecinha“ às vezes desandava, mas que na média, era um jogador precioso.

Tenho brincado muito com o nosso vice de futebol, Flavio Godinho, pois toda vez que nos comunicamos por WhatsApp, deixo a seguinte mensagem: “GODINHO, CADÊ O MARINHO?”

Houve em uma oportunidade uma resposta dele, que me deu a certeza de que o tema realmente estava sendo encaminhado. E, a resposta, veio por meio de uma única palavra: “obrigado!”. Ali, concluí – e feliz da vida – que a diretoria estava agindo.

Tomara que dê certo, pois com um atacante mais agudo, Guerrero também vai funcionar melhor. Ouso afirmar que se o Flamengo tivesse neste time, Marinho na direita, e Keno pelo lado esquerdo, seria campeão brasileiro.

Keno, já foi para o Palmeiras. Se Marinho vier, será um baita reforço.

Que negócio é esse?

(Reprodução da TV Globo)

(Reprodução da TV Globo)

Que vergonha! Diria mesmo, inacreditável! E não é que a mulher que carimbou e assinou, autorizando o voo que conduziu a delegação da Chapecoense e jornalistas brasileiros para a morte, teve a cara de pau de pedir refúgio às autoridades brasileiras, alegando estar sendo perseguida na Bolívia…

O pior de tudo, é que Célia Castedo Monastério conseguiu o seu objetivo e, passou a ser uma imigrante, com todos os direitos de qualquer cidadão brasileiro, inclusive o de exercer sua profissão no nosso país.

Esta irresponsável deveria sim estar sendo processada por homicídio culposo e, realmente, é de causar espanto que uma autoridade brasileira tenha carimbado o passaporte desta delinquente, da mesma forma como carimbou ela a aprovação daquele criminoso plano de voo.

UMA VERGONHA!!!