Copa, Fla e calça Lee

(Foto: Staff Images / Flamengo) Arquivo Klefer

Vamos começar pela nossa casa, pelo nosso quintal.

Ontem, com quase o sol raiando por aqui, falei do nosso baita goleiro, que poderia perfeitamente estar na Rússia, da injustiça cometida pelo treinador argentino Pékerman em não ter levado Cuellar para a Copa, da estupenda forma do “faz tudo” Éverton Ribeiro, lembrei também que, mesmo sem ter tido uma grande atuação, Paquetá desequilibra e, terminei indagando se você trocaria Vinícius Júnior por Tyson…

Confirmando tudo que disse ontem, acrescento o seguinte: Que personalidade incrível da nossa zaga composta por dois meninos. No Flamengo x Vasco, no Maraca, madruguei no estádio para ver a preliminar, decisão do Campeonato Carioca sub-20, que vencemos por 1 a 0.

Ali, Thuler já havia deixado uma ótima impressão. Contra o Palmeiras, além de bela atuação, o gol do empate. O garoto vai longe. Naquela decisão do sub-20, o outro destaque do Flamengo foi Vítor Gabriel. Quem sabe agora, na volta da Copa alguém lembre dele, já que Vizeu e Ceifador não poderão jogar.

Muitos companheiros criticaram a folga anunciada para nossos jogadores após o início da Copa. O Palmeiras, além de agir da mesma forma, dando 10 dias de folga, inventou uma intertemporada no Panamá e Costa Rica… Tudo conspirando a nosso favor…

No nosso caso, se a folga não for exagerada, acho uma boa pedida. Afinal, se alguém fez por merecer, foram os líderes do Campeonato Brasileiro…

O Benja, que sabe das coisas, informou que o Flamengo partiu pra dentro, tentando Gustavo Scarpa. Tomara!!! Será uma tremenda bola dentro…


(Foto: Matthias Hangst, Fernanda Tórtima/Getty Images)

E, a Copa começou alegre, com a Rússia sapecando 5 a 0 na Arábia Saudita. Bom para aquecer o campeonato, onde a alegria depende muito do desempenho do time da casa.

Time russo, bem arrumado. O time da Arábia Saudita fez com que eu lembrasse da minha juventude, quando o sonho de qualquer garoto era ter uma calça Lee. E, todos tinham, fosse a verdadeira, americana ou, uma das quinhentas mil imitações fabricadas em oficinas nos variados quintais do subúrbio carioca.

Lembrei da calça Lee assistindo ao jogo de abertura da Copa. Depois que Guardiola introduziu no Barcelona a valorização da posse de bola, o mundo inteiro quer copiar, quer fazer igual. Só que, há um pequenino problema. Um time para adotar tal estratégia, obrigatoriamente, sob pena de tomar uma goleada, tem que ter jogadores habilidosos.

A estratégia da Arábia Saudita foi exatamente esta, só que, com jogadores incompatíveis para esta opção de jogar, pois pela falta de habilidade, invariavelmente, a bola ia de graça para o adversário.

É aquele tal negócio. Não existe tática perfeita, e sim, a adequação de um sistema de jogo ao material humano disponível.

Muito melhor seria o time árabe ter noção de suas limitações e ter jogado fechadinho, na esperança de uma bola parada ou um erro do adversário.

Os “professores” devem entender que a modernidade no futebol é algo relativo. Depende de com quem se conte…

O líder, segue. E, será por muito tempo…

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