Competência + Sorte + Síndrome de Vira-Lata + VAR Burro + Mbappé = França Campeã do Mundo

(Foto: FIFA / Getty Images) Kleber Leite Blog

Acho, modéstia à parte e, claro que, se vocês concordarem que o título do blog seja a síntese do jogo e, consequentemente, a objetiva explicação do título francês.

– Competência ao longo da competição.

– Sorte, este fator decisivo, jamais faltou. Inclusive nesta decisão.

– “Síndrome de vira-lata” – Aquele negócio de time pequeno. Na hora “h”, dança. Assim foi a Croácia.

– O VAR, hoje, burro. Aquilo não foi pênalti, nem aqui nem na China.

– MBAPPÉ, além de talentoso e veloz, decide. Não sei quem a FIFA indicará para o craque da Copa. Votaria nele.

Enfim, ALLEZ LES BLEUS!!! O MUNDO DA BOLA FALA FRANCÊS.

Para encerrar. Perdemos a Copa mais mole de todos os tempos. Vida que segue…

E, SEGUE O LÍDER!!

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Hazard, o azar da Inglaterra

(Foto: FIFA / Getty Images)

Claro que o título é uma brincadeira, mas de certa forma, traduz a diferença entre as duas escolas que disputaram o terceiro lugar desta Copa.

A Inglaterra até que evoluiu. Diria mesmo que, tecnicamente, houve uma surpreendente evolução no futebol do time da rainha. Antes, tudo ficava limitado ao jogo aéreo, onde os ingleses apostavam no famoso chuveirinho.

Hoje, pelo que jogaram no segundo tempo, se um pouquinho mais de sorte tivessem, os ingleses poderiam, em determinado momento, ter empatado. O gol não saiu e Hazard carimbou: Bélgica 2 a 0.

A Bélgica tem Hazard. Com H e, com D mudo no final. Ponta de lança clássico, tipo Zico, raridade nos dias de hoje, que fez a diferença no jogo. E, sempre bom lembrar que Hazard tem um “auxilio luxuoso” no time da Bélgica. De Bruyne é também um baita jogador. Se o centroavante Lukaku estivesse num dia, um pouquinho só, mais feliz, a Bélgica teria feito, pelo menos, mais dois gols.

Lukaku foi tão mal que acabou substituído. Kane, o centroavante da Inglaterra, também não jogou nada.

O terceiro lugar da Copa ficou com a seleção mais talentosa. A Bélgica brilhou e, Eden Hazard, genial, lembrou Zico. Como costuma dizer nosso irmão Carlos Egon, “Como joga esta criança…”

A zebra da Copa

(Foto: FIFA / Getty Images) Artigos de Kleber Leite

Que Copa!!! Que espetáculo!!! Tão fascinante que até a zebra foi para a Rússia.

O jogo entre Croácia e Inglaterra foi a partida da gangorra, onde em um momento uma das equipes dominava e martelava, e não demorava muito tempo para o panorama se modificar. Emoção do primeiro minuto de jogo até o último segundo da prorrogação.

Quando meteu o gol, logo no início da partida – e pelo volume de jogo -, a Inglaterra deu pinta de que seria uma barbada, e que no domingo teríamos a reedição da “guerra dos cem anos”.

A Croácia, com calma, alma e talento, conseguiu, pouco a pouco, ir revertendo a situação. Chegou ao empate no tempo normal e, quase vira o jogo. A sorte tinha ido tomar um cafezinho e, só por isso houve a prorrogação.

Curiosamente, nesta prorrogação, a Inglaterra começou mais inteira, dando a impressão de que poderia fazer o gol a qualquer momento, mas a exemplo do tempo normal, o vento mudou e a Croácia começou a retomar o domínio, até o gol da vitória chegar.

Jogo emocionante, corrido, disputado palmo a palmo, fato reconhecido por todos os torcedores, inclusive pelos ingleses.

Quem assistiu de camarote, tendo um dia a mais de descanso, foi a seleção francesa. E, deve ter torcido muito para o jogo ir para a prorrogação – e que a Croácia fosse a vencedora.

A torcida francesa pela Croácia tem duas explicações. A primeira, óbvia, evitar a Inglaterra, que tem mais tradição e, talvez o mais importante, pegar um time mais desgastado fisicamente que, pela terceira vez nesta Copa, estava decidindo o jogo na prorrogação.

Por tudo isso, não há como negar que a França seja a favorita para a decisão de domingo, mas é sempre bom lembrar que o tema em pauta é o futebol, esporte em que a zebra passeia, como em nenhum outro…

Que Copa espetacular!!!

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Vaga garantida no detalhe ou “Síndrome de Vira-Lata”?

Lloris, goleiro da França, em grande defesa (Foto: FIFA / Getty Images, Fernanda Tórtima). Blog Kléber Leite

Palavra que tenho minhas dúvidas. Aliás, acho que um pouquinho de cada um. A maioria dos comentaristas de hoje em dia analisa o jogo, não pelo que os times apresentaram, e sim pelo resultado da partida.

Portanto, não há nenhum absurdo em se dizer que a seleção francesa mereceu o resultado, porém, não é um equívoco em se afirmar que esta semifinal teve a vaga definida no detalhe de um único lance. Na única bobeada de marcação de bola parada, a Bélgica tomou o gol. No mais, um jogo parelho.

Há também quem possa afirmar que a camisa pesou, e que, consequentemente, a Bélgica foi vítima da famosa “síndrome de vira-lata”. Quem assim pensa, pode ter a sua dose de razão. O resumo da ópera é que um comentário final deste jogo pode ser tudo isto aí, jogado num liquidificador e, o sumo será a explicação exata.

Algumas coisas me impressionaram no time vencedor. Como é discreto e como é espetacular este goleiro da França, Lloris. Varane, o zagueiro, um monstro. Mbappé, o responsável pela jogada mais linda da partida: um passe de calcanhar sensacional.

O curioso do jogo ficou por conta dos centroavantes. Lukaku, o da Bélgica, muito badalado. Giroud, da França, muito criticado. Os dois não marcaram, mas Giroud participou infinitamente mais do que o seu concorrente belga. Compensou a falta de talento com uma disposição incomum.

E, esta é a Copa das bolas paradas. Daqui pra frente, quem não tiver este tipo de cuidado na formação de um time, vai dançar sempre… O futebol, talvez até pela carência de grandes talentos, está mudado… e, quem não entender isso vai ficar para trás.

Pode ser que eu esteja enganado, mas tenho o palpite de que o novo Bicampeão do Mundo será feliz porque vestiu azul…

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O futebol ficou maluco?

Manchetes desta segunda-feira:







(Foto: AFP) Blog Kléber Leite

A importância da ousadia

Passados alguns dias da eliminação da Seleção Brasileira nesta Copa, na conversa informal com os amigos, há a unanimidade de que faltou ousadia a Tite em momento crucial da disputa.

A Seleção Brasileira foi para o intervalo do jogo perdendo de 2 a 0 para a Bélgica, com três jogadores – Fernandinho, William e Gabriel Jesus – jogando muito abaixo do mínimo exigível. Em síntese, tínhamos a obrigação de correr atrás, na tentativa de, pelo menos, empatar e levar o jogo para a prorrogação. Como na prorrogação pode ser feita uma quarta alteração, Tite deveria ter voltado para o segundo tempo com Renato Augusto, Douglas Costa e Firmino, nos lugares de Fernandinho, William e Gabriel Jesus.

Faltou ousadia, coragem, talvez até experiência internacional ao nosso treinador. A Copa pesou…

E, bom não esquecer que, apesar da tão propalada organização da comissão técnica, alguns jogadores foram convocados com problemas médicos e, talvez em homenagem à velha amizade, foram no peito e na raça. Errado!!!

Acho que Tite deve ter aprendido muito nesta Copa e, seria uma burrice fenomenal jogar fora esta experiência adquirida fora. Desta forma, não há como não se imaginar que Tite deva continuar.

Esperamos nós que, na próxima Copa com ousadia quando isto for necessário, e sem a obrigação de levar para o Catar, por amizade ou gratidão, quem quer que seja.


(Reprodução da Internet)

Paulo Henrique Ganso

O papo de hoje é esse. O possível interesse do Flamengo neste jogador que pintou tão bem, inclusive dividindo com Neymar o protagonismo naquele bom time do Santos. Os que são do contra vão dizer que Ganso está mal, que inclusive está barrado no seu time.

Aí pergunto: e quando é que se pode repatriar um jogador brasileiro, qual não seja quando ele não esteja em um bom momento? Claro que isto é regra e, como para toda regra há uma exceção, Romário está aí para confirmar.

Sempre gostei muito do futebol de Paulo Henrique Ganso e, por um principio básico e simples. Trata-se de um jogador diferenciado, tecnicamente, muito acima da média. Se a cabeça estiver boa, vai produzir, pois futebol ele tem. Tomara que seja verdade.

Há quem comente que o Flamengo tem também interesse no meia Giuliano. Embora não tenha o futebol de Ganso, pelo que se joga por aqui, também seria bem-vindo.


(Reprodução da internet, Hamilton Dias de Souza) Jornalista Kléber Leite

França x Inglaterra?

Em todas as casas de apostas mundo afora, este é o jogo que todos estão apontando como sendo a finalíssima desta Copa do Mundo. No somatório, tradição + futebol e, como quem aposta coloca o seu suado dinheirinho no risco, esta – sem dúvida – é a opção mais conservadora.

Da mesma forma, como o azarão paga mais, há quem arrisque na zebra máxima, apostando em Croácia x Bélgica, sem esquecer as outras combinações que, poderíamos chamar cada uma delas – Croácia x França e Bélgica x Inglaterra – como “meia zebra”.

Se você fosse colocar o seu dinheirinho no fogo, apostaria em que final?

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O homem e a Copa

(Foto: FIFA / Getty Images) Noticias com Kléber Leite

Amigos, vocês repararam o quanto rola de emoção em uma Copa do Mundo?

O incrível é que você, para se emocionar, não precisa estar envolvido diretamente no jogo. Nesta partida entre Croácia e Rússia, o que tínhamos nós a ver com isso? E como nos emocionamos… não como torcedores, mas como seres humanos.

Participamos da alegria dos croatas e sofremos junto com os russos. Sabem o que eu acho? O futebol é a maior invenção do homem e, a Copa do Mundo é a Disneylândia para quem ama este esporte, pois tem a capacidade incrível de nos remeter à infância, onde só há pureza e amor.

Nos estádios onde a bola rolou nesta Copa, alguém lembra de algum tipo de agressividade por parte de quem lá foi torcer?

E, bom não esquecer que cada ser humano leva dentro de si um profundo amor pela sua pátria, portanto, há o componente emocional que, por vezes, faz com que as atitudes agressivas ocorram. Pergunto: E por que isto não ocorre na Copa, com este turbilhão de paixão, que faz com que choremos de alegria ou de tristeza, mesmo quando a nossa Seleção não está jogando?

Pergunto, pelo fato de não saber a resposta. O que sei é que este extraordinário, fascinante evento, tem a magia e o poder de fazer com que sejamos seres humanos melhores, capazes de assimilar e ser solidários, com enorme intensidade, da dor e da alegria alheia, mesmo sendo apenas mero espectadores.

Que magia! A Copa é coisa de Papai do Céu…

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Incompetência + Azar = Bilhete de volta

(Foto: FIFA / Getty Images) Kléber Leite Artigos

1 – Não esquecer que demos um gol para a Bélgica. O gol contra de Fernandinho foi ridículo.

2 – Tite teve a chance de mudar o panorama do jogo no intervalo. Inacreditável que Fernandinho tivesse ficado até o fim do jogo. Uma atuação ridícula, comprometedora.

3 – Gabriel Jesus, um horror!!! E, inacreditável que, no intervalo, Tite tenha tirado William e deixado Gabriel Jesus.

4 – As alterações óbvias no intervalo eram: RENATO AUGUSTO x Fernandinho; Douglas Costa x Gabriel Jesus. Hoje, fomos incompetentes dentro e fora do campo. Em um mesmo nível, estiveram Fagner, Fernandinho, Gabriel Jesus e… Tite!

5 – Apesar de todas as lambanças, como sempre digo, quando a coisa é parelha, a sorte é decisiva e, hoje, a sorte caminhou ao lado dos belgas.

6 – Resumo da ópera: talvez tenha sido está a Copa mais fácil de ser conquistada. Pisamos, feio, na bola!!!

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Tudo pronto

Treino da Seleção – Sochi – 04/07/2018 (Foto: CBF) Kléber Leite

O problema é que a sexta-feira não chega. Como o noticiário está calmo, e as dúvidas foram dissipadas, não há o que fazer, se não esperar a hora dos jogos.

Cavani não joga. Os uruguaios tentam esconder o óbvio, mas ninguém é bobo. Esta contusão na panturrilha é grave e, o tempo para a recuperação é superior a um mês. Como a Copa acaba no próximo dia 15…

Em função deste desfalque, a França entra como favorita. Se o garoto que vai ocupar o lugar de Cavani (Maxi Gomez) for tudo isso que meu amigo Atílio Garrido fala, quem sabe o Uruguai não surpreende….

No Brasil, Marcelo volta e Tite terá à disposição, no banco de reservas, todos jogadores. Com todo respeito aos belgas, levo a maior fé na nossa Seleção.

E por falar em nossa Seleção, vou deixar vocês com um texto divino do nosso querido amigo Eduardo Bisotto.

Diga aí Bisotto…


Porque me ufano da minha Seleção

Enquanto assistíamos ao jogo da Croácia, o amigo Renan Santos perguntou porque eu torcia tanto para o Brasil. Expliquei de modo bastante superficial que eram minhas memórias afetivas infanto-juvenis. Como sou bem melhor escrevendo do que falando, achei legal escrever este texto.

Comecei a acompanhar futebol com alguma atenção em 1990, aos quatro anos. Não vou mentir: minhas memórias deste tempo são limitadíssimas. Mas lembro de meu saudoso avô xingando os argentinos, o Dunga, o meio-campo da Seleção e nossos zagueiros de tudo quanto foi coisa em italiano na hora em que o Caniggia fez aquele gol desgraçado nas oitavas-de-final. E lembro da minha avó, preocupadíssima com o mau exemplo que o netinho estava tendo, xingando ele de volta e cobrando compostura.

Lembro muito claramente das Libertadores e Mundiais do São Paulo em 1992 e 1993 e o quanto aquilo me alegrava. Lembro também das Eliminatórias pra Copa de 1994. Da crise na Seleção. Do convoca-não-convoca Romário. E da alegria indescritível o dia que classificamos para a Copa com Romário destruindo o Uruguai no Maracanã.

A Copa de 1994, pra mim, equivale a um momento mágico. Lembro de todos os jogos, de cada gol, de como eu idolatrava o Baixinho. Aliás, confissão que só a minha esposa, a Jéssica, já ouviu: tenho medo de encontrar Romário pessoalmente. A chance de eu começar a chorar, abraçar ele e fazer uma fiasqueira do tamanho do mundo não é pequena.

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Quase…

Jogadores ingleses comemoram a vitória sobre a Colômbia, nos pênaltis (Foto: FIFA / Getty Images) Kléber Leite Jornalista

A Colômbia, sem James Rodriguez, seu principal jogador, fez uma partida heroica contra a Inglaterra.

Jogo tecnicamente pobre, porém, rico em emoção, com o gol de empate da Colômbia sendo marcado no finalzinho do jogo, em espetacular cabeçada do excelente zagueiro Mina.

Na prorrogação, tudo equilibrado, e nos pênaltis, os ingleses – mais frios – foram os vencedores.

Antes, a Suécia, mais objetiva, eliminou a Suíça, em jogo de baixo nível técnico.

Resumo da ópera: por tudo que vi até aqui, a final desta Copa do Mundo será na decisão do grupo do Brasil. Uruguai, França, Brasil e Bélgica são infinitamente superiores a Rússia, Croácia, Suécia e Inglaterra. Claro que, em se tratando de futebol, tudo pode acontecer, mas não há como negar que o grupo onde se encontra a Seleção Brasileira seja muito mais forte do que o outro.

Pode ser que me engane, mas toda a pinta de um Brasil x França, em uma semifinal, com toda pinta de final. Se o Uruguai jogasse completo, com Cavani em campo, a França correria um seríssimo risco, porém, sem ele – e só com Luizito para resolver – será uma missão muito difícil.

E, bom não esquecer que meu amigo Atílio Garrido, jornalista, escritor e historiador uruguaio, informou aqui no blog que o provável substituto de Cavani será Maxi Gomez, um garoto de 21 anos, que começou no Defensor do Uruguai e depois foi para o Celta de Vigo, onde nos cinco primeiros jogos fez cinco gols – tendo feito dezessete no total. Segundo Atílio, Gomez é um fenômeno. Se for mesmo, e se não sentir a estreia na Copa, a França corre risco.

Na nossa Seleção, de ruim só a suspensão de Casemiro. No mais, Douglas Costa liberado e Marcelo, escalado. Só o sobrenatural de Almeida nos tira esta Copa.

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Azar e inocência

(Foto: Laurence Griffiths / Getty Images)

Que Copa espetacular!!!

Este jogo entre Bélgica e Japão, em que todos nós, por motivos óbvios, torcemos pelo Japão, quase se transforma em mais uma surpresa desta Copa, onde o inesperado tem acontecido.

O Japão, que chegou a fazer 2 a 0 em poucos minutos, conseguiu ser azarado e inocente.

Azarado pelo fato de ter tomado um gol sem querer. No primeiro gol da Bélgica, o “sobrenatural de Almeida” deveria ter ido para a súmula como o autor do gol.

A inocência ficou por conta do último lance do jogo, onde ao invés de – numa cobrança de corner – sair tocando e ficar com a bola – já que o jogo estava no seu minuto final – a “santa inocência” japonesa propiciou o gol da vitória da Bélgica.

Não era hora de cruzar a bola na área, e sim, de segurar e esperar a prorrogação.Enfim, vamos pegar a Bélgica.

Querem saber? O Japão ajudou o Brasil. Este jogo baixou a bola dos belgas. Hoje, aposto todas as minhas fichas. Vamos atropelar a Bélgica.

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