Muita calma nessa hora

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando a derrota machuca, é mais do que comum para qualquer torcedor procurar um culpado, meio que tentando encontrar o seu Judas para nele extravasar sua decepção.

Por isso mesmo vou entender qualquer tipo de comentário que virá a seguir, mas convido os meus queridos amigos para uma reflexão não raivosa, mesmo entendendo ser solicitação difícil de ser entendida – e atendida – neste momento de sofrimento.

O jogo pode ser resumido da seguinte forma: sonolência do time no primeiro tempo e, dia de Muralha furada…

Na primeira etapa, deve ter acontecido hoje, o que aconteceu no jogo em que perdemos para o América do México. Acho que o jogo de ida, com a vitória conquistada, relaxou o time. Faltou pegada…

E, em um dia, ou melhor, em uma noite, que falta pegada, ainda por cima o goleiro falha, convenhamos que é namorar demais como azar.

Veio o segundo tempo e, não faltou luta, mas faltou gás… A parte física foi fator decisivo para que o segundo gol não tivesse saído.

Acho que hoje houve um erro estratégico na escalação de Pará, que não poderá jogar domingo por ter levado o terceiro cartão amarelo. Seria uma bela oportunidade para dar ritmo de jogo a quem vai jogar contra o São Paulo.

De resto, muito difícil criticar sem conhecimento de causa. Em tese, Mancuello deveria ter começado o jogo, mas isto é tão claro que imagino ter havido um bom motivo para Zé Ricardo não ter tomado tal decisão.

Guerrero, completamente fora de ritmo da música tocada durante toda a partida…

Enfim, não adianta mais falar sobre o jogo. O que interessa agora é pensar no Campeonato Brasileiro e manter o ânimo da tropa lá em cima.

No fundo, pelo que tenho observado nos últimos jogos, o aspecto físico é preocupante. Tomara que eu esteja equivocado…

Bola pra frente!

Dúvida cruel

fotorcreated5Hoje, estava ouvindo o programa do meu irmão de vida Washington Rodrigues, o Apolinho, quando surgiu o tema, realmente polêmico, de qual seja a medida correta a ser adotada pelo comando do futebol do Flamengo no que diz respeito a jogar paralelamente o Campeonato Brasileiro, onde é vice-líder e distante apenas um pontinho do líder, e a Copa Sul-Americana, onde tem tudo para avançar para as quartas de final, bastando um empate amanhã contra o Palestino, do Chile.

Meu amigo Washington, de quem raramente discordo, acha esta Copa Sul-Americana uma “mala” na vida do Flamengo. O raciocínio dele é o seguinte: A meta prioritária é a conquista do Campeonato Brasileiro, que o Flamengo não ganha desde 2009. A Copa Sul-Americana, tem como cereja do bolo a vaga para a próxima Libertadores da América, vaga esta que, pelo pique da remada, o Flamengo conquistará no Brasileirão, pois normalmente estará ao final da competição entre os quatro primeiros colocados. Desta forma, por que motivo sacrificar e desgastar fisicamente o time na Copa Sul-Americana, se no Campeonato Brasileiro o Flamengo pode matar dois coelhos com uma só cajadada, conquistando o hepta tão sonhado, e a vaga para a Libertadores?

Realmente o tema é polêmico. Deve o Flamengo, definir um time B para disputar o restante da Copa Sul-Americana, priorizando o Campeonato Brasileiro? A segunda alternativa é um meio de caminho, mesclando titulares e reservas a cada jogo da Copa Sul-Americana e, a terceira opção, a mais radical, encarar as duas competições com o que temos de melhor e, seja o que Deus quiser…

Agora, o que penso e, confesso, doido para ler os comentários e assim ter uma noção exata da média do pensamento rubro-negro. Vamos lá: Uma pergunta é fundamental e deve estar sendo feita pelos dirigentes: O título de Campeão da Copa Sul-Americana é importante ou, só o que vale é a vaga para a Libertadores? A resposta, vai definir o caminho a ser trilhado. Se os dirigentes entenderem que ser campeão da Copa Sul-Americana é uma conquista importante, poupar nesta competição apenas quem realmente precisa ser poupado, indo para cada jogo quem estiver bem. Se a diretoria entender que o que vale na Copa Sul-Americana é a vaga para a Libertadores, aí não há o que discutir. Time mescladíssimo na Sul-Americana e, prioridade total para a conquista do Hepta, tendo a vaga para a Libertadores como um plus em caso de conquista do Campeonato Brasileiro ou, não sendo campeão, prêmio de consolação por ser um dos quatro primeiros colocados.

Quando aqui coloco que a decisão é dos dirigentes, é por entender que compete ao treinador treinar e escalar, porém, a filosofia sempre compete ao dirigente. Saber se uma conquista de Copa Sul-Americana vale, só quem pode responder é quem tem o Flamengo na alma. Isto é missão para amador apaixonado, e não para profissionais. Se presidente, ou vice de futebol fosse, determinaria ao treinador 100% de atenção ao Campeonato Brasileiro e, confiaria na sensibilidade dele para conviver da melhor forma possível com a Copa Sul-Americana.

Amanhã tem Mengão de novo, mesmo que à meia bomba… Que maravilha!!!

 

Flamengo 1 x 0 Palestino – Notas

Queridos amigos, seguem abaixo as médias das notas atribuídas por vocês ao time rubro-negro no confronto contra o Palestino, pela Copa Sul-Americana, na última quarta-feira, 21/09.

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E como é de praxe, abaixo vão as médias das últimas cinco partidas avaliadas, mais a média geral – que também tem um gráfico para melhor apreciação de vocês.

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Missão cumprida

(Foto: Claudio Reyes / AFP)

(Foto: Claudio Reyes / AFP)

Aliás, missão bem cumprida…

Com toda sinceridade, fiquei até certo ponto surpreso com o time do Palestino. Para um clube que tem um orçamento trinta e cinco vezes menor do que o nosso, convenhamos que foi além do que se poderia esperar.

O Flamengo fez o que lhe competia fazer. Não vou aqui comentar o time escalado, até porque é o Zé Ricardo que está com a mão na massa e, mais do que ninguém, sabe quem precisa ser poupado e, quem está em ponto de bala.

Claro que, um time que não está habituado a jogar junto sofre a falta de entrosamento, mas mesmo com este problema óbvio, o conjunto até que não comprometeu.

No plano individual, ninguém foi mal. Como no futebol confiança é quase tudo, não dá para deixar de notar o quanto a convocação fez bem para o nosso goleiro. Muralha, foi perfeito.

Sistema defensivo que surpreendeu pelo entrosamento, com destaque individual para Rafael Vaz. No meio, enquanto teve fôlego, Alan Patrick ditou o ritmo do time.

Guerrero voltou bem. Cirino entrou muitíssimo bem e, melhor do que ele, só Emerson, que decidiu o jogo. E, melhor do que Emerson, o técnico Zé Ricardo, que acertou tudo, escalando bem, enxergando bem e, substituindo melhor ainda.

Dever fora de casa muito bem feito. Nota 10.

 


Não esqueçam de dar as notas aos jogadores que participaram da partida. Segue abaixo o time para facilitar.

Alex Muralha
Rodinei
Juan
Rafael Vaz
Jorge
Márcio Araújo
Cuéllar
Alan Patrick
(Chiquinho)
Mancuello
(Emerson)
Fernandinho
(Marcelo Cirino)
Paolo Guerrero
– Zé Ricardo

Notas e escalação

copa-sul-americana-2016-participantes-ja-definidos-futebol-latino-19-02Vamos brincar de críticos e de treinador?

1 – Amanhã, ao meio-dia, o nosso “matemático” Robert Rodrigues estará divulgando as notas (médias) do jogo contra o Figueirense e atualizando a média de cada jogador, computando-se todos os jogos. Portanto, ainda há tempo para os atrasildos…

2 – Que time você colocaria em campo para o jogo de quarta-feira, no Chile, pela Copa Sul-Americana?

Vou começar: Paulo Victor, Rodinei, Donatti, Juan e Chiquinho; Ronaldo, Cuellar, Mancuello e Alan Patrick; Marcelo Cirino e Vizeu.

Poupar – com qualidade – é preciso!!!

Agora, a bola está com vocês…

Manhã de domingo Rubro-Negra

(Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)

(Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)

Lindo o Pacaembu, estádio tradicional e de tão belas recordações. E, só não foi perfeito pela absurda pena imposta ao Flamengo. Que tribunal é esse? Por que, ao invés de punir o clube, inibindo em 20% a presença do torcedor, não retirar do mandante 20% da arrecadação, transferindo o montante para uma instituição de caridade? Amanhã, vou encaminhar esta sugestão ao competente diretor jurídico da CBF, Dr. Carlos Eugênio Lopes.

No primeiro tempo, faltaram as jogadas individuais para furar o forte bloqueio do Figueirense. O time tocava bem a bola, porém, tudo muito previsível.

O gol foi espetacular. O lançamento de Rafael Vaz para Arão, uma verdadeira obra de arte. Aliás, a atuação de Rafael Vaz, principalmente no primeiro tempo, foi simplesmente perfeita.

No segundo tempo, a consolidação da vitória no pênalti sofrido por Vizeu, e cobrado por Diego, além de um festival de gols perdidos. Por falar em pênalti, precisamos encontrar um bom batedor, e com urgência. Hoje, perdemos um e, quase o goleiro do Figueirense pega o segundo. Definitivamente, bater pênalti bem, passa longe de Damião, e também de Diego.

Damião foi o que houve de negativo na vitória. Perdeu pênalti, perdeu um gol inacreditável, salvou um gol para o Figueirense e, deu uma de zagueiro no meio de campo. Como a fase é boa, e quando isto ocorre, até desastre de trem é engraçado, Damião, substituído por Vizeu, saiu aplaudido.

Agora, o jogo pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira. Acho prudente poupar o time, até porque a viagem para o Chile é longa e no final de semana pegamos o Cruzeiro

Como não vamos ter Muralha em dois jogos do Campeonato Brasileiro, importante dar ritmo ao reserva Paulo Vitor. No papel, hoje, o time reserva do Flamengo, sem dúvida alguma, é muito bom. Faça este exercício escalando. Você vai ficar surpreso…e, não esquecer das notas do jogo de hoje.

Agora, com o coração leve, encarar um cozido (com parcimônia) e, claro, um pinot noir, obviamente da Bourgogne

MEEENNNNGGGGOOOOO!!!!!

Flamengo 3 x 1 Figueirense – Notas

Queridos amigos,

Conforme combinado, estamos apresentando a média das notas dos jogadores rubro-negros na partida contra o Figueirense, pela Copa Sul-Americana, de acordo com a avaliação feita pela família do blog.

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  • A partir do próximo jogo, a média das notas da família do blog será apresentada sempre na noite posterior à partida em questão.
  • Não foi feita qualquer ponderação, foi utilizada a média aritmética simples.

Poucas vezes vi igual

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Amigos queridos,

Não sei se vou conseguir dormir. O certo é que, tão cedo não será. Que jogo foi esse?

Por favor, me poupem de uma análise mais profunda, pois estou em êxtase. Não lembro ter visto em um jogo do Flamengo e, já vi muitíssimos, íssimos…íssimos… em que, em meio ao emocional lá em cima, a vitória tivesse sido construída com três obras de arte.

Éverton, Jorge e Fernandinho tiveram hoje, cada um deles, o momento mágico que todo jogador imagina, e que pouquíssimos conseguem.

Jogo difícil e, muito mais complicado na medida em que se entra em campo tendo que correr atrás do prejuízo, que não era pequeno.

Para piorar, logo no início do jogo, num bate/rebate e, também com sorte e talento do atacante adversário, o prejuízo, que já era grande, ficou maior.

A resposta começou com um gol genial de Éverton. Que toque, que sutileza, que categoria…

E, este momento mágico talvez tenha inspirado Jorge, o nosso talentoso lateral. Aliás, o gol foi talento puro. A matada, os dois dribles e a cacetada certeira…Espetacular!!!

O problema é que faltava mais um gol para a classificação. Aí, entra em campo Fernandinho e, como era de se esperar, vaiado…

Como a noite era mágica, sobrou no melhor dos sentidos para o patinho feio. Fernandinho, em jogada pessoal, arriscou tudo, mesclando talento, velocidade e potência. Golaço…aço…aço…

Havíamos combinado e, vamos cumprir, que nos jogos do Flamengo vamos sapecar as notas individuais.

Vou começar.

Para todos os jogadores do Flamengo, menos para Éverton, Jorge e Fernandinho, nota 7.
Éverton – 10.
Jorge – 10.
Fernandinho – 10.
Agora, a bola está com vocês…
Vou sonhar com estes três momentos mágicos…
MEEENNNGGOOOOO!!!!!

Convite para uma análise mais profunda

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Como sempre, também ontem e hoje, li todos os comentários. Talvez por ser algo cultural ou, reação natural diante de um resultado inesperado, na média, sobrou para o treinador. Todos aqui sabem que, após vivenciar inúmeras situações, concluí que dirigir o time principal do Flamengo, é missão para profissional qualificado como sendo de linha de frente, ou seja, experiente e, vencedor.

Também, aqui mesmo neste blog, reconheci que ante às circunstâncias, a diretoria do Flamengo não tinha outra opção qual não fosse, de forma interina, utilizar os serviços profissionais do técnico Zé Ricardo. A partir daí, houve um longo período em que Zé Ricardo dirigiu o time mesmo na condição de interino, até que foi efetivado. O meu convite para uma análise mais profunda começa exatamente no sentido de que esqueçamos tudo que acabei de colocar, seja como opinião pessoal ou, rememorando os fatos.

Amigos, seja no futebol, na quitanda, na padaria, na instituição bancária ou, em qualquer lugar, conversar para decidir, é preciso. O que ocorreu ontem, quando o time foi escalado de forma equivocada, colocando em risco uma possível e importante conquista, foi o resultado, possivelmente, de falta de conversa, de se debater um tema importante, não deixando a decisão para uma só cabeça.

Há por parte de alguns companheiros de imprensa o pensamento definitivo de que o dirigente não deve interferir na decisão do treinador. Diria que, depende do que se trata. Se for uma opção técnica entre esse ou aquele jogador, claro que a decisão é exclusivamente do treinador. Escalação é com o treinador, competindo ao dirigente a filosofia, o que ontem foi o caso. Escalar um time titular ou um time reserva, é decisão para ser tomada em conjunto e, que o dirigente não tem o direito de se omitir, goste ou não o treinador. Já passei por esta experiência e, aqui já contei o ocorrido. O treinador, à época, havia decidido colocar um time reserva em um jogo pra lá de importante. Houve a conversa e ele entendeu que havia extrapolado o limite da sua função. Ainda bem, pois se não tivesse entendido, o preparador físico iria dirigir o time.

O Flamengo tem um presidente que gosta de futebol e está sempre presente. Tem um vice-presidente de futebol atuante. Tem um ministro sem pasta, meu amigo Plínio, com grande experiência. Entre os remunerados, há o diretor geral Rodrigo Caetano, além do nosso Mozer. Será que ninguém quis saber do treinador o que ele pretendia fazer? Que time ia colocar em campo? Abro parênteses para garantir que alguns dirigentes se sentem inibidos, achando que podem constranger o treinador. Só que, mesmo que isto aconteça, é muito melhor constranger circunstancialmente o profissional, do que ficar envergonhado após tomar de 4 a 2 e, quem sabe, com o sentimento de culpa de não ter ceifado a ideia pouco feliz que testemunhamos ontem.

Em síntese, muito mais importante do que discutir se Zé Ricardo, é bom, ruim ou mais ou menos, é que o time que joga fora das quatro linhas – composto pelos dirigentes não remunerados e pelos dirigentes remunerados – entenda que, por mais competente que seja um profissional, quando há em jogo o indiscutível interesse do clube, não é pecado exigir participar de uma decisão. O pecado é a timidez, que é parente da omissão. Conversar, quando necessário, é fundamental.

Faltou bom senso

(Foto: Nelson Almeida / AFP)

(Foto: Nelson Almeida / AFP)

Para começar, falar da importância desta Copa Sul-Americana para o Flamengo. Na realidade, uma importância dupla. Para quem passou em branco durante todo o ano, sem conquistar nenhum título, convenhamos que esta Copa Sul-Americana, com concorrentes fracos, caiu do céu.

Além de abrir a perspectiva para conquistar um título, o prêmio é espetacular, pois quem levantar o caneco estará garantido na próxima Libertadores. Portanto, o que não falta é motivo para que todos no Flamengo encarem esta competição com seriedade e bom senso.

Não duvido da seriedade, mas, com certeza, houve uma enorme infelicidade na escalação do time. Poupar um ou outro jogador, tudo bem. Agora, trocar todo um sistema defensivo, com jogadores que estavam parados e que poucas vezes jogaram juntos, é dar muita sopa para o azar. Será que não dava para poupar só um dos laterais? Será que não dava para poupar um só dos zagueiros? E, por que voltar com um goleiro parado desde o século passado, num jogo tão importante?

Do meio para a frente, o samba do criolo doido…ninguém se entendendo, até por uma questão de entrosamento…

Será que as pessoas não conversam? Será que, dirigentes amadores, dirigentes remunerados e comissão técnica, pensaram da mesma forma? Será que houve uma pane mental?

Todos aqui sabem o que penso. Ao treinador compete a escalação. Ao dirigente, a filosofia. O treinador pode até ter tido a ideia de colocar um time reserva. Competia ao dirigente dizer não. Escalação é uma coisa. Filosofia, é outra coisa. Erramos…

O curioso é que o treinador do Figueirense foi demitido exatamente por bater pé, querendo escalar um time reserva neste jogo, poupando os titulares para o Campeonato Brasileiro, onde o clube catarinense namora o rebaixamento.

O placar de 4 a 2, de forma isolada,  convenhamos, ridículo. O placar de 4 a 2, com o regulamento na mão, não é o fim do mundo, pois uma vitória por 2 a 0 no jogo da volta, classifica o Flamengo.

Resumo da ópera: Sofrimento sem necessidade. Faltou bom senso. Faltou experiência.