Noite feliz e curiosa

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Quem acorda e pergunta quanto foi o jogo e, como resposta, ouve que foi 5 a 2 Flamengo, conclui que deve ter sido um show de bola e, no campo do adversário.

De verdade, o placar. O show de bola só na imaginação de quem não viu o jogo. O primeiro tempo, sofrível tecnicamente, terminou sem um golzinho sequer. Nos 45 minutos finais, sete gols, cinco do Flamengo, e dois do Palestino.


. Além do desnível técnico, o placar pode também ser explicado pelo aspecto físico. A temporada chilena vai começar agora, o que equivale a dizer que um time que está em plena pré-temporada, tem que pagar o preço de um condicionamento físico deficiente.


. Em um dos gols do Palestino, meu amigo Escobar não foi feliz na narração, criticando Rafael Vaz pela rebatida de cabeça. Na verdade, Vaz não tinha outra opção, tirando de cabeça um lance de perigo. O problema foi a falta de alguém do Flamengo no rebote. Faltou ali – que os críticos me perdoem – o Márcio Araújo.


. Tecnicamente, Éverton Ribeiro sobrou na turma, embora não se possa dizer que jogou como Diego jogaria. Diego, a meu conceito, não tem substituto, pelo fato claríssimo de ser um jogador que arma pelo meio e, que chega. Diego é arco e flecha. Éverton Ribeiro é um misto de meia e atacante. Talvez, mais agudo que Diego, porém, não tão articulador, não tão cerebral. De qualquer forma, dentro de suas características, Éverton Ribeiro foi destaque.


.Berrío, sem ter sido brilhante, foi útil e guerreiro. O gol que marcou foi fruto da sua determinação. Damião está se caracterizando por atuações que não animam e, com gols de rara beleza. Outro dia, de bicicleta. Ontem, de letra. Para um centroavante e, reserva, vai dando conta do recado…


. Esta Copa Sul Americana, a bem da verdade, é a segundona do continente sul-americano. Não é um título que enriqueça a sala de troféus de um clube de ponta. De positivo, unicamente a garantia da vaga na Libertadores, ou seja, a garantia de jogar na primeira divisão continental do ano seguinte.


. Agora, o que interessa é o jogo de sábado, que promete… Com todo respeito ao Vasco e ao estádio da colina histórica, estou com um bom pressentimento. Repito: Com todo respeito…

Conhecimento de causa

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Como estive dos dois lados, tendo passado por estilingue e por vidraça, tenho um certo cuidado quando penso em criticar, pois a injustiça começa a ser desenhada quando alguém se arvora a concluir alguma coisa sem que tenha o conhecimento de causa necessário. Ontem, lendo uma matéria no Globo.com, sobre a composição da delegação do Flamengo para o jogo de amanhã, no Chile, pela Copa Sul-Americana, veio a informação de que alguns titulares seriam poupados, e que Conca não viajaria, como de fato não viajou. Os dois primeiros comentários criticavam de forma contundente – diria até, deselegante – o treinador Zé Ricardo, pelo fato de não ter levado o argentino.

 

(Foto: Marco Favero / Diário Catarinense)

Hoje, leio com surpresa que Vagner Mancini foi demitido e não é mais o treinador da Chapecoense. Ainda não li, mas com absoluta certeza haverá uma enxurrada de críticas espinafrando a direção da Chapecoense pela decisão de demitir o treinador. Como o tempo passa e, em função disso, as experiências acumuladas vão cada vez mais solidificando a maturidade, me recuso a comentar qualquer um destes fatos sem que tenha pleno conhecimento de causa.

No caso de Conca, não teria cabimento, se estivesse o jogador minimamente em condições, não usufruir do futebol que vimos quando jogava pelo Fluminense.

Exatamente no Fla-Flu, quando Conca entrou por pouco tempo, tive a impressão de estar ele completamente fora de sintonia, como se o jogo estivesse sendo jogado em ritmo normal e ele em câmera lenta. Pra ser sincero, achei até a maneira de correr meio estranha. Vou me aprofundar no tema e, o que apurar, informo.

De todas as formas, convenhamos ser, no mínimo, precipitada a crítica ao nosso treinador. Talvez, o pessoal do Flamengo deva estar mais atento à comunicação. Se for o caso, é muito melhor dizer a verdade – que o jogador ainda não está inteiro – do que calar e, com isso, criar uma polêmica desnecessária, colocando em risco a imagem dos profissionais que integram a comissão técnica.

No caso de Vagner Mancini, igual. Não dá para criticar sem saber os reais motivos que fizeram a diretoria tomar tão drástica atitude. Se revelarem, facilitarão qualquer tipo de análise. Caso se calem, alimentarão a polêmica e, com certeza, as críticas serão inevitáveis.

Muita calma nessa hora

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando a derrota machuca, é mais do que comum para qualquer torcedor procurar um culpado, meio que tentando encontrar o seu Judas para nele extravasar sua decepção.

Por isso mesmo vou entender qualquer tipo de comentário que virá a seguir, mas convido os meus queridos amigos para uma reflexão não raivosa, mesmo entendendo ser solicitação difícil de ser entendida – e atendida – neste momento de sofrimento.

O jogo pode ser resumido da seguinte forma: sonolência do time no primeiro tempo e, dia de Muralha furada…

Na primeira etapa, deve ter acontecido hoje, o que aconteceu no jogo em que perdemos para o América do México. Acho que o jogo de ida, com a vitória conquistada, relaxou o time. Faltou pegada…

E, em um dia, ou melhor, em uma noite, que falta pegada, ainda por cima o goleiro falha, convenhamos que é namorar demais como azar.

Veio o segundo tempo e, não faltou luta, mas faltou gás… A parte física foi fator decisivo para que o segundo gol não tivesse saído.

Acho que hoje houve um erro estratégico na escalação de Pará, que não poderá jogar domingo por ter levado o terceiro cartão amarelo. Seria uma bela oportunidade para dar ritmo de jogo a quem vai jogar contra o São Paulo.

De resto, muito difícil criticar sem conhecimento de causa. Em tese, Mancuello deveria ter começado o jogo, mas isto é tão claro que imagino ter havido um bom motivo para Zé Ricardo não ter tomado tal decisão.

Guerrero, completamente fora de ritmo da música tocada durante toda a partida…

Enfim, não adianta mais falar sobre o jogo. O que interessa agora é pensar no Campeonato Brasileiro e manter o ânimo da tropa lá em cima.

No fundo, pelo que tenho observado nos últimos jogos, o aspecto físico é preocupante. Tomara que eu esteja equivocado…

Bola pra frente!

Dúvida cruel

fotorcreated5Hoje, estava ouvindo o programa do meu irmão de vida Washington Rodrigues, o Apolinho, quando surgiu o tema, realmente polêmico, de qual seja a medida correta a ser adotada pelo comando do futebol do Flamengo no que diz respeito a jogar paralelamente o Campeonato Brasileiro, onde é vice-líder e distante apenas um pontinho do líder, e a Copa Sul-Americana, onde tem tudo para avançar para as quartas de final, bastando um empate amanhã contra o Palestino, do Chile.

Meu amigo Washington, de quem raramente discordo, acha esta Copa Sul-Americana uma “mala” na vida do Flamengo. O raciocínio dele é o seguinte: A meta prioritária é a conquista do Campeonato Brasileiro, que o Flamengo não ganha desde 2009. A Copa Sul-Americana, tem como cereja do bolo a vaga para a próxima Libertadores da América, vaga esta que, pelo pique da remada, o Flamengo conquistará no Brasileirão, pois normalmente estará ao final da competição entre os quatro primeiros colocados. Desta forma, por que motivo sacrificar e desgastar fisicamente o time na Copa Sul-Americana, se no Campeonato Brasileiro o Flamengo pode matar dois coelhos com uma só cajadada, conquistando o hepta tão sonhado, e a vaga para a Libertadores?

Realmente o tema é polêmico. Deve o Flamengo, definir um time B para disputar o restante da Copa Sul-Americana, priorizando o Campeonato Brasileiro? A segunda alternativa é um meio de caminho, mesclando titulares e reservas a cada jogo da Copa Sul-Americana e, a terceira opção, a mais radical, encarar as duas competições com o que temos de melhor e, seja o que Deus quiser…

Agora, o que penso e, confesso, doido para ler os comentários e assim ter uma noção exata da média do pensamento rubro-negro. Vamos lá: Uma pergunta é fundamental e deve estar sendo feita pelos dirigentes: O título de Campeão da Copa Sul-Americana é importante ou, só o que vale é a vaga para a Libertadores? A resposta, vai definir o caminho a ser trilhado. Se os dirigentes entenderem que ser campeão da Copa Sul-Americana é uma conquista importante, poupar nesta competição apenas quem realmente precisa ser poupado, indo para cada jogo quem estiver bem. Se a diretoria entender que o que vale na Copa Sul-Americana é a vaga para a Libertadores, aí não há o que discutir. Time mescladíssimo na Sul-Americana e, prioridade total para a conquista do Hepta, tendo a vaga para a Libertadores como um plus em caso de conquista do Campeonato Brasileiro ou, não sendo campeão, prêmio de consolação por ser um dos quatro primeiros colocados.

Quando aqui coloco que a decisão é dos dirigentes, é por entender que compete ao treinador treinar e escalar, porém, a filosofia sempre compete ao dirigente. Saber se uma conquista de Copa Sul-Americana vale, só quem pode responder é quem tem o Flamengo na alma. Isto é missão para amador apaixonado, e não para profissionais. Se presidente, ou vice de futebol fosse, determinaria ao treinador 100% de atenção ao Campeonato Brasileiro e, confiaria na sensibilidade dele para conviver da melhor forma possível com a Copa Sul-Americana.

Amanhã tem Mengão de novo, mesmo que à meia bomba… Que maravilha!!!

 

Flamengo 1 x 0 Palestino – Notas

Queridos amigos, seguem abaixo as médias das notas atribuídas por vocês ao time rubro-negro no confronto contra o Palestino, pela Copa Sul-Americana, na última quarta-feira, 21/09.

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E como é de praxe, abaixo vão as médias das últimas cinco partidas avaliadas, mais a média geral – que também tem um gráfico para melhor apreciação de vocês.

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Missão cumprida

(Foto: Claudio Reyes / AFP)

(Foto: Claudio Reyes / AFP)

Aliás, missão bem cumprida…

Com toda sinceridade, fiquei até certo ponto surpreso com o time do Palestino. Para um clube que tem um orçamento trinta e cinco vezes menor do que o nosso, convenhamos que foi além do que se poderia esperar.

O Flamengo fez o que lhe competia fazer. Não vou aqui comentar o time escalado, até porque é o Zé Ricardo que está com a mão na massa e, mais do que ninguém, sabe quem precisa ser poupado e, quem está em ponto de bala.

Claro que, um time que não está habituado a jogar junto sofre a falta de entrosamento, mas mesmo com este problema óbvio, o conjunto até que não comprometeu.

No plano individual, ninguém foi mal. Como no futebol confiança é quase tudo, não dá para deixar de notar o quanto a convocação fez bem para o nosso goleiro. Muralha, foi perfeito.

Sistema defensivo que surpreendeu pelo entrosamento, com destaque individual para Rafael Vaz. No meio, enquanto teve fôlego, Alan Patrick ditou o ritmo do time.

Guerrero voltou bem. Cirino entrou muitíssimo bem e, melhor do que ele, só Emerson, que decidiu o jogo. E, melhor do que Emerson, o técnico Zé Ricardo, que acertou tudo, escalando bem, enxergando bem e, substituindo melhor ainda.

Dever fora de casa muito bem feito. Nota 10.

 


Não esqueçam de dar as notas aos jogadores que participaram da partida. Segue abaixo o time para facilitar.

Alex Muralha
Rodinei
Juan
Rafael Vaz
Jorge
Márcio Araújo
Cuéllar
Alan Patrick
(Chiquinho)
Mancuello
(Emerson)
Fernandinho
(Marcelo Cirino)
Paolo Guerrero
– Zé Ricardo

Notas e escalação

copa-sul-americana-2016-participantes-ja-definidos-futebol-latino-19-02Vamos brincar de críticos e de treinador?

1 – Amanhã, ao meio-dia, o nosso “matemático” Robert Rodrigues estará divulgando as notas (médias) do jogo contra o Figueirense e atualizando a média de cada jogador, computando-se todos os jogos. Portanto, ainda há tempo para os atrasildos…

2 – Que time você colocaria em campo para o jogo de quarta-feira, no Chile, pela Copa Sul-Americana?

Vou começar: Paulo Victor, Rodinei, Donatti, Juan e Chiquinho; Ronaldo, Cuellar, Mancuello e Alan Patrick; Marcelo Cirino e Vizeu.

Poupar – com qualidade – é preciso!!!

Agora, a bola está com vocês…

Manhã de domingo Rubro-Negra

(Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)

(Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)

Lindo o Pacaembu, estádio tradicional e de tão belas recordações. E, só não foi perfeito pela absurda pena imposta ao Flamengo. Que tribunal é esse? Por que, ao invés de punir o clube, inibindo em 20% a presença do torcedor, não retirar do mandante 20% da arrecadação, transferindo o montante para uma instituição de caridade? Amanhã, vou encaminhar esta sugestão ao competente diretor jurídico da CBF, Dr. Carlos Eugênio Lopes.

No primeiro tempo, faltaram as jogadas individuais para furar o forte bloqueio do Figueirense. O time tocava bem a bola, porém, tudo muito previsível.

O gol foi espetacular. O lançamento de Rafael Vaz para Arão, uma verdadeira obra de arte. Aliás, a atuação de Rafael Vaz, principalmente no primeiro tempo, foi simplesmente perfeita.

No segundo tempo, a consolidação da vitória no pênalti sofrido por Vizeu, e cobrado por Diego, além de um festival de gols perdidos. Por falar em pênalti, precisamos encontrar um bom batedor, e com urgência. Hoje, perdemos um e, quase o goleiro do Figueirense pega o segundo. Definitivamente, bater pênalti bem, passa longe de Damião, e também de Diego.

Damião foi o que houve de negativo na vitória. Perdeu pênalti, perdeu um gol inacreditável, salvou um gol para o Figueirense e, deu uma de zagueiro no meio de campo. Como a fase é boa, e quando isto ocorre, até desastre de trem é engraçado, Damião, substituído por Vizeu, saiu aplaudido.

Agora, o jogo pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira. Acho prudente poupar o time, até porque a viagem para o Chile é longa e no final de semana pegamos o Cruzeiro

Como não vamos ter Muralha em dois jogos do Campeonato Brasileiro, importante dar ritmo ao reserva Paulo Vitor. No papel, hoje, o time reserva do Flamengo, sem dúvida alguma, é muito bom. Faça este exercício escalando. Você vai ficar surpreso…e, não esquecer das notas do jogo de hoje.

Agora, com o coração leve, encarar um cozido (com parcimônia) e, claro, um pinot noir, obviamente da Bourgogne

MEEENNNNGGGGOOOOO!!!!!

Flamengo 3 x 1 Figueirense – Notas

Queridos amigos,

Conforme combinado, estamos apresentando a média das notas dos jogadores rubro-negros na partida contra o Figueirense, pela Copa Sul-Americana, de acordo com a avaliação feita pela família do blog.

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  • A partir do próximo jogo, a média das notas da família do blog será apresentada sempre na noite posterior à partida em questão.
  • Não foi feita qualquer ponderação, foi utilizada a média aritmética simples.

Poucas vezes vi igual

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Amigos queridos,

Não sei se vou conseguir dormir. O certo é que, tão cedo não será. Que jogo foi esse?

Por favor, me poupem de uma análise mais profunda, pois estou em êxtase. Não lembro ter visto em um jogo do Flamengo e, já vi muitíssimos, íssimos…íssimos… em que, em meio ao emocional lá em cima, a vitória tivesse sido construída com três obras de arte.

Éverton, Jorge e Fernandinho tiveram hoje, cada um deles, o momento mágico que todo jogador imagina, e que pouquíssimos conseguem.

Jogo difícil e, muito mais complicado na medida em que se entra em campo tendo que correr atrás do prejuízo, que não era pequeno.

Para piorar, logo no início do jogo, num bate/rebate e, também com sorte e talento do atacante adversário, o prejuízo, que já era grande, ficou maior.

A resposta começou com um gol genial de Éverton. Que toque, que sutileza, que categoria…

E, este momento mágico talvez tenha inspirado Jorge, o nosso talentoso lateral. Aliás, o gol foi talento puro. A matada, os dois dribles e a cacetada certeira…Espetacular!!!

O problema é que faltava mais um gol para a classificação. Aí, entra em campo Fernandinho e, como era de se esperar, vaiado…

Como a noite era mágica, sobrou no melhor dos sentidos para o patinho feio. Fernandinho, em jogada pessoal, arriscou tudo, mesclando talento, velocidade e potência. Golaço…aço…aço…

Havíamos combinado e, vamos cumprir, que nos jogos do Flamengo vamos sapecar as notas individuais.

Vou começar.

Para todos os jogadores do Flamengo, menos para Éverton, Jorge e Fernandinho, nota 7.
Éverton – 10.
Jorge – 10.
Fernandinho – 10.
Agora, a bola está com vocês…
Vou sonhar com estes três momentos mágicos…
MEEENNNGGOOOOO!!!!!