Altitude, PC do B, NJ do B

(Foto: Juan Mabromata/AFP)

ALTITUDE

Um dos maiores absurdos do futebol é esta insensatez de se jogar numa altitude de 3.600 metros, como ocorre em La Paz. Ainda é bom lembrar que na chegada à cidade, no aeroporto, a altitude é de 4.000 metros.

Já vi de tudo em La Paz. Zico, em determinada ocasião, sequer conseguiu sair do hotel. João Paulo, ponta do Santos que depois foi para o Flamengo, caiu duro, no aquecimento, ao executar um polichinelo…

Certa vez, na Rádio Globo, narrei, comentei e fiz as reportagens, pois Jorge Curi, o narrador, e João Saldanha, o comentarista, sucumbiram, não resistiram ao inferno que é conviver na extrema altura.

João Saldanha, em outra viagem, se não o carregássemos para o avião, já pressurizado, certamente não teria sobrevivido.

Enfim, acho covardia submeter alguém, seja quem for, a qualquer atividade física nestas condições. Por isso, me recuso a comentar a derrota da Argentina, sem Messi, por 2 a 0.

No Flamengo tentamos acabar com isso. Quase conseguimos. Os médicos, do mundo inteiro jogaram a favor. A FIFA, que havia concordado, pipocou. Sucumbiu à política e a outros interesses… Jogar nesta altitude é uma agressão ao ser humano.


PC do B

PHILIPPE COUTINHO do BRASIL… Que jogador… Que primeiro tempo espetacular, e que categoria no primeiro gol da Seleção Brasileira.

Hoje, tive a informação de que o Barcelona tem como meta prioritária, para o ano que vem, a contratação de Philippe Coutinho. Quem contrata no Barcelona tem olho clínico…


(Foto: Nelson Antoine / Associated Press)

NJ do B

NEYMAR JR do BRASIL… Que segundo tempo… Que autoridade… Que maturidade… Que jogador…

Hoje, voltou a ser capitão e comandou o espetáculo. Alguém na televisão – acho que foi o Casagrande – afirmou que, neste momento, ninguém no mundo está jogando como Neymar. Sou obrigado a concordar, pois a colocação é pertinente. O momento, a hora, é de Neymar.

No mais, uma atuação de gala da Espanha, metendo 2 a 0 na França, em Paris. Neste jogo, a tecnologia deu show. Sem ela, o jogo seria 1 a 1. A tecnologia carimbou a verdade. Espanha 2 a 0.

Como no tênis ou no vôlei, com inteligência, disciplina e bom senso, a tecnologia também fará parte do mundo do futebol. Está chegando a hora…

 

MA e ME

MARACANÃ

A tal reunião entre os representantes do governo do Estado e da Odebrecht aconteceu, porém, a informação que tenho é a de que, não se sabe com que propósito, a empresa baiana está enrolando…

Desta forma, vai por água abaixo aquela informação dando conta de que a Lagardère, empresa francesa, já estava com tudo resolvido. No fundo, a intenção real do Governo do Estado, ante a posição de nenhuma colaboração por parte da Odebrecht, é realizar uma nova licitação.

O problema é que para fazer isso, tem o Governo do Estado, obrigatoriamente, que se submeter à Lei de Concessão, que torna o processo naturalmente lento, e de definição, com boa vontade, a médio prazo.

Na situação atual, caberá ao Flamengo tomar a iniciativa de negociar jogo a jogo com os representantes da Odebrecht. Infelizmente, o panorama é esse.


Messi discute com árbitro brasileiro durante eliminatórias (Foto: AFP PHOTO / Juan Mabromata).

MESSI

A suspensão de Messi por 4 jogos, imposta pela FIFA, pegou o mundo do futebol de surpresa. Primeiro, pelo fato de ser desproporcional.

A indisciplina cometida por Messi teve tamanho inferior à pena aplicada. Quatro jogos de suspensão é um exagero. Se Messi tomou quatro jogos, Luiz Fabiano, se julgado fosse pelo mesmo Comitê Disciplinar da Fifa, levaria quarenta.

O ponto mais importante é o que este fato gera de consequência, já que a situação da seleção argentina nas eliminatórias é delicada e, o retrospecto dos resultados quando Messi não joga é assustador.

Tudo pode estar acontecendo. A FIFA, depois dos sucessivos escândalos, querendo demonstrar firmeza e austeridade e, sem dúvida alguma, fica flagrante que a AFA, antes poderosa e respeitada quando Júlio Grondona era seu presidente, virou para a FIFA um gatinho angorá…

Acho que a FIFA está dando um tiro no próprio pé, pois esta condenação pra lá de exagerada, pode representar a ausência da Argentina na Copa do Mundo da Rússia e, em consequência, o melhor jogador do mundo, ao invés de jogar, assistir pela TV…

O poder do bom astral

(Marco Bello / Reuters)

(Marco Bello / Reuters)

Sobre a “Amarelinha”, o correto é se dizer que a transformação foi inacreditável. Da sexta colocação nas eliminatórias para a Copa da Rússia, para a gigantesca cambalhota após Tite ter assumido.

Na virada do primeiro para o segundo turno, estamos na primeira colocação. Acho que esta transformação vai muito além da comparação profissional entre um e outro treinador.

Não dá para dizer que Dunga não conhece do riscado. Dunga foi um jogador que evoluiu ao longo do tempo e, chegou ao ápice em 94 como titular absoluto e capitão da nossa Seleção, que conquistou aquela copa. Dunga era, na verdade, o treinador que também jogava.

O tempo passou e Dunga virou treinador, muito embora saltando etapas, sem experiência em clube, direto para a Seleção, o que talvez tenha tido enorme influência no seu desempenho. O dia a dia no clube ensina muito, faz com que o profissional aprenda a lidar com outro tipo de pressão e, com isso vai ganhando malemolência, jogo de cintura, paciência, sabedoria…

A diferença entre Tite e Dunga está muito mais fora, do que propriamente dentro das quatro linhas. Um bom maitre, quando você liga para fazer uma reserva, vai dizer, independente do restaurante estar ou não lotado, “venha para cá”!!!

O maitre pouco calejado, e de humor duvidoso, vai dizer: “A casa está cheia. Demora de pelo menos uma hora”! A diferença entre os dois determina o lucro ou o prejuízo da casa.

A diferença entre Tite e Dunga, passa por aí. Um, é o sorriso, a alegria, o bom humor, a esperança. O outro, o ar carrancudo, a tristeza, o péssimo humor, a tragédia anunciada…

Não sei se Dunga vai mudar como ser humano. Não que seja ruim. Apenas, incompatível para a função de treinador.

Tomara que mude, pois o conhecimento sobre o tema, ele inegavelmente tem. Agora, que este Tite é um craque, não há nenhuma dúvida. Craque, 24 horas por dia. Como profissional e como ser humano. Um ser humano adorável!!!

Muitas vezes ouvindo e vendo Tite, lembro de Oswaldo Brandão que, conhecia de bola como a maioria dos profissionais. A diferença estava na alma. Brandão, era um ser iluminado. Os jogadores jogavam por ele.

Tite, pelo jeito, caminha pela mesma estrada.

Bom humor, Coutinho e Neymar

(Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

(Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

Como bom humor leva consequentemente ao bom astral e, este aos bons resultados, Tite é o ponto de partida para explicar a recuperação da nossa Seleção nas eliminatórias. O repórter do Sportv colocou com clareza que, hoje, o ambiente é outro. Tite mudou a cara, o humor e, em consequência, o ambiente. Voltamos a ser protagonistas.

Philippe Coutinho já está virando unanimidade nacional, embora titular ainda não seja. Questão de tempo…

E Neymar, hein? Cadê o pessoal que pedia Marta na seleção masculina, e dizia que Neymar tinha que jogar como mulher?

Vendo o jogo com amigos, houve uma conclusão unânime de que falta um grande atacante, agudo, que complemente Neymar. Mas quem?

Enfim, mudou a cara. Mudou o humor. Mudou tudo. A Seleção voltou a ser prazer para o brasileiro.

Em tempo 1: O time da Colômbia é acima da média. Dá gosto ver jogar, 2 a 1 foi um placar perfeito.

Em tempo 2: E Marcelo sequer convocado era. Coisa de maluco…

Um novo tempo

(Foto: Rodrigo Buendia / AFP)

(Foto: Rodrigo Buendia / AFP)

Incrível como tudo mudou. O jogo de hoje, difícil, contra uma boa seleção, o Equador e, contra a altitude.

Um primeiro tempo pegado e estudado. Na etapa final, com a entrada de Philippe Coutinho no lugar de William, a seleção ganhou força ofensiva e talento.

Todo time muito bem. Destaques para Marcelo, Renato Augusto, Gabriel Jesus e Neymar.

E, claro, Tite…

Perguntar não ofende: como é que pode um treinador deixar Marcelo de fora de todas as últimas convocações?

A era Tite, promete. É um novo tempo…