Flamengo continua agindo

Apurei que, no acordo do Ministério Público do Rio de Janeiro com o Vasco da Gama, a “prestação de contas“ do Vasco não é com o Ministério Público, e sim, com a Federação.

Claro que esta artimanha jurídica, que demonstra na elaboração do documento assinado pelo presidente do Vasco e pelo MPRJ competência do advogado vascaíno, favorece, e muito, ao clube da colina, em função da estreita relação com a Federação.

Mesmo assim, pelo que acabo de apurar, o jurídico do Flamengo continua em cima do Ministério Público, alertando para as consequências danosas e irreparáveis que poderão ocorrer, caso todas as providências relativas à segurança não tenham sido tomadas.

Até o final do dia haverá uma solução. Estamos de olho.

 

Flamengo agindo. Sexta-feira promete…

Estádio de São Januário (Foto: Divulgação).

Estádio de São Januário (Foto: Divulgação).

Pra começar, seria bom, você que está chegando agora, dar uma olhadela no post anterior, cujo título é “BOMBA!!!

Dando seguimento ao tema, apurei que o departamento jurídico do Flamengo estudou à exaustão o acordo do Vasco da Gama com o Ministério Público do Rio de Janeiro e, amanhã irá procurar quem de direito no MPRJ, para saber se todas as exigências feitas para que qualquer clássico carioca seja realizado em São Januário foram cumpridas pelo Vasco.

Caso se verifique que isto não ocorreu, é possível a não realização do jogo, através de ação do próprio Ministério Público ou, a realização do clássico dos milhões com portões fechados ao público.

A sexta- feira promete…

BOMBA!!!

bomb

FLAMENGO x VASCO, DOMINGO,  EM SÃO JANUÁRIO,  DEPENDE DE PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
A notícia que divulgamos ontem, imediatamente após o jogo do Flamengo contra a Portuguesa, está confirmada. Do processo número: 0049883-98.2006.8.19.001, no juízo da terceira vara empresarial, cujo autor foi o Ministério Público do Rio de Janeiro, contra o Clube de Regatas Vasco da Gama, ocorreu o acordo entre as partes, formalizado no termo de conduta (TAC) em que, para realizar jogos em São Januário contra os três outros grandes clubes do Rio, o Vasco se obriga a atender uma série de medidas impostas pelo Ministério Público.

Pelo que acabo de apurar, o vice-presidente jurídico do Flamengo, Flávio Wilerman, já tomou conhecimento do caso e certamente já está agindo.

O Vasco, pelo acordo firmado, não está proibido de promover em São Januário os clássicos estaduais, porém, está obrigado a cumprir uma série de exigências feitas pelo MPRJ. Resta saber se as exigências foram ou não cumpridas.

Se foram, Flamengo e Vasco, domingo, em São Januário. Se não, tremendo abacaxi para a FERJ resolver. Que problemão de última hora…

Ainda sem entender

Eduardo Bandeira de Mello e Rubens Lopes.

Eduardo Bandeira de Mello e Rubens Lopes.

Enquanto Rubens Lopes, presidente da Federação, afirma que o Maracanã poderá ser usado até o final do mês de março, leio que a diretoria do Flamengo cogita “adotar” o estádio do América.

O resumo da ópera é que a mínima falta de diálogo está deixando o futebol carioca inteiramente sem rumo e, em meio a esta loucura, surgem as decisões estapafúrdias.

Não é possível que não haja alguém com competência para ajeitar este meio de campo, que está completamente desarrumado.

Convenhamos, não é tão difícil assim. Para começar, as duas pessoas em questão, os presidentes da Federação e do Flamengo, são seres humanos doces e educados. Claro que, num passado recente, a falta de diálogo, e provavelmente o sopro dos que adoram ver o circo pegar fogo, fizeram com que o “pau quase comesse” entre os dois. Mas, isto faz parte do passado. Morreu…

Agora, o que importa é o real interesse dos clubes e, principalmente, dos seus torcedores. Chega de hostilidade. Já cansou…

Onde anda a boa turma rubro-negra da paz e do amor? Plínio, cadê você? Dr. Michel, ilustre presidente do Conselho dos Grandes Beneméritos, e “bombeiro” de primeira, cadê você? Flávio Godinho, o do espírito desarmado, cadê você?

Vamos organizar este meio de campo e começar a tocar a vida?

Já passou do ponto…

Não entendi

20140403170419_35Não batem, a tabela oficial do campeonato carioca, divulgada pela Federação (ver aqui), e a informação a mim prestada pelo presidente da FERJ, Rubens Lopes.

Na tabela, aparecem inúmeros jogos ainda com locais indefinidos, inclusive o jogo de estreia do Flamengo, dia 30 de janeiro, um sábado, às 19h30, contra o Boavista. Os clássicos, contra Fluminense e Vasco, também aparecem sem local definido.

Isto tudo causa espanto, na medida em que Rubens Lopes deixou bem claro que o Maracanã poderá ser utilizado até o mês de março. Ora, se isto é fato, por que em nenhum momento o “maior do mundo” aparece na tabela da Federação, pelo menos até março?

Você é mais quem?  Você vai torcer por quem?

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Sim, são duas perguntas diferentes e, com todo respeito e sem falsa modéstia, absolutamente pertinentes. Uma coisa é se ter a convicção ou a sensibilidade de que um time é, ou está, melhor do que o outro. Completamente diferente é o comportamento como torcedor. Portanto, um bom exercício para os meus queridos amigos e companheiros deste blog é definir as duas situações, pois aí, na média, teremos uma noção mais exata de quem, entre Vasco e Botafogo, possa receber o rótulo de favorito.

Outro ponto intrigante diz respeito ao comportamento das duas torcidas. Há quem garanta que, em se tratando de dois jogos, sabedor de que o primeiro não decide, o torcedor se segura para ir ao segundo jogo, que é o decisivo. Não sei não, pois pela maneira que Botafogo e Vasco chegaram a esta final, quando o que não faltou foi emoção nos dois lados, poderemos ter uma surpresa agradável, com um público, no primeiro domingo, muito maior do que se imagina.

O árbitro do jogo, desta feita, entrará em campo sabedor que o chumbo que será cruzado entre os times, será um chumbo amigo. Os dois clubes são da casa, portanto, sem essa de, “na dúvida, contra o inimigo”…  Acho bom repetir aqui que, tenho a certeza absoluta de que jamais, quem quer que seja da Federação, insinuou a qualquer árbitro para prejudicar o Flamengo, até porque, em se tratando de ser humano não havia sequer esta necessidade, na medida em que irá prevalecer sempre nesta vida a lei natural da sobrevivência e do “farinha pouca meu pirão primeiro”. Juiz de futebol é um ser humano como outro qualquer. Só os dirigentes do Flamengo desconhecem. Por isso, jogaram a mais fácil conquista de um Campeonato Carioca pela janela. Palavra que não consegui ainda engolir esta briga tão pouco inteligente.

Fla x Flu

Time do Flamengo campeão do Rio x São Paulo de 1961

Time do Flamengo campeão do Rio x São Paulo de 1961.

Leio que houve um movimento, por iniciativa das diretorias de Flamengo e Fluminense, de se organizar uma decisão Fla Flu, em Brasília, em dois jogos, exatamente nos dois domingos e, nos mesmos horários, em que jogarão Botafogo e Vasco, na decisão do Campeonato Carioca.

Imagino que a ideia tenha nascido para cutucar o presidente da FERJ, Rubens Lopes. Ao que tudo indica e, ainda bem, o tema não evoluiu. Tenho a certeza de que a Federação não se oporia à realização dos jogos, desde que não houvesse conflito com os horários definidos para a decisão do campeonato. O problema é que, muito provavelmente, Flamengo e Fluminense pagariam para jogar. Deslocar as duas delegações até Brasília, mais despesas de estadia, alimentação, estádio, quadro móvel, etc…ficaria muito aquém do que poderia ser arrecadado, pois o torcedor é apaixonado, mas não é bobo. Partidas amistosas caem bem no início do ano, e não agora, em meio a tantas decisões.

Por outro lado, em atitude louvável, certamente tentando caminhar para um melhor entendimento com as diretorias de Flamengo e Fluminense, o presidente da FERJ, Rubens Lopes, mexeu os pauzinhos tentando montar um quadrangular com os quatro grandes eliminados das finais de Rio e São Paulo. Corinthians, São Paulo, Flamengo e Fluminense fariam um Rio-São Paulo relâmpago. Além do que já argumentei anteriormente, até porque, o torneio não seria oficial, já que não consta dos calendários da CBF, FERJ e FPF e, consequentemente, a conquista deste título seria de valor relativo para o torcedor, é bom lembrar que, de certa forma, Corinthians e São Paulo estão dando graças a Deus de terem ficado fora das finais em São Paulo. A explicação é simples: Eles só pensam naquilo… Na Libertadores!!!

De positivo, a faísca lançada pelo presidente da Federação do Rio, Rubens Lopes, para que tenhamos o Rio-São Paulo de volta, de forma oficial, como o torcedor gosta.

Política burra e suicida

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Há duas formas para analisar este jogo entre Flamengo e Vasco. A primeira, jornalisticamente. Como todos os companheiros vão abordar o tema, prefiro dar este depoimento como ex-presidente do Flamengo. A política “Quixotesca”, adotada equivocadamente pela diretoria do Flamengo, foi a principal causa desta derrota para o Vasco e, de ter se jogado no ralo a conquista do mais fácil Campeonato Carioca de todos os  tempos.

Esta briga escancarada com a Federação torna público o clima de guerra entre as instituições, onde de um lado do ringue está a Federação e, do outro, o Flamengo. A briga é tão pública que até os árbitros, que são escalados e pagos pela Federação, convivem diariamente com isso. Já havia aqui alertado. Não há necessidade de ninguém da Federação fazer a cabeça da arbitragem para prejudicar o Flamengo. A natureza cuida disso. O árbitro, que é um ser humano e, como tal, pode raciocinar de que “farinha pouca, meu pirão primeiro”, na dúvida, irá sempre a favor do seu patrão. Jamais contra ele.

O lance do PÊNALTI é a prova do que aqui estou colocando. Não estou pregando que a diretoria do Flamengo deva rezar na cartilha de quem quer que seja. Apenas que ela saiba conviver e preservar os interesses do Flamengo.

Como dirigente, foram três campeonatos disputados com Rubens Lopes presidente da Federação. Ganhamos os três.

Agora, EURICO 1 x 0.

ALÔ RUBINHO!!!

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Estava no telefone com o brilhante advogado Michel Assef Filho, na tentativa de entender melhor esta absurda punição ao técnico Vanderlei Luxemburgo, quando no blog e no Twitter, respectivamente, os companheiros Aurélio Mattos e Andre Tavares me cobravam uma posição a respeito deste tema. Quando desliguei o telefone, após apurar nos mínimos detalhes o tempero desta briga, concluí que muita gente está imaginando algo que não corresponde à realidade. Na boca do povo está que existe a “lei da mordaça” na Federação, isto é, ninguém tem o direito de criticar ou, se ousar, estará sujeito a uma punição. Isto não é verdade, embora tenha havido sim uma tentativa de, no regulamento do campeonato, estar embutida esta barbaridade que agride o processo democrático. Não está no regulamento em função desta iniciativa ter sido revogada pelo judiciário. Portanto, ninguém pelo fato de criticar, pode ser punido. A queixa do advogado do Flamengo, pra lá de pertinente, é no sentido de que Vanderlei foi punido por “soprar” a violência, embora, quem puniu não tenha provas quanto a isso. O que Vanderlei disse, e é público e notório, é que a imprensa poderia dar “porrada” na Federação, isto é, poderia criticar a Federação. Jamais, em tempo algum, Vanderlei fez apologia à violência.

Na minha opinião este caso é muito parecido com o que falei aqui sobre o comportamento dos árbitros de futebol que, na briga entre Flamengo e Federação, mesmo sem ninguém da Federação pedir nada a nenhum árbitro, na hora da dúvida, ferro no inimigo da Federação que, em última análise é quem escala e paga os árbitros de futebol. Neste caso, basta substituir a palavra “árbitros” pela palavra “auditores”. Dá para entender?

Duvido que o presidente da Federação, que estava em viagem com a Seleção, tenha interferido neste assunto. A decisão ridícula ficou por conta da subserviência…

Michelzinho me dizia que vai tentar o efeito suspensivo no mesmo TJD e, está mais do que na cara de que não vai conseguir nada. O último recurso será uma medida cautelar no STJD.

Daqui, faço um apelo ao presidente da Federação, no sentido de que trabalhe para que este efeito suspensivo seja concedido, pois seria uma forma de se consertar esta absurda e mesquinha decisão.