Alô, Vitinho!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Blog Kléber Leite

Palavra que quase não acredito no que leio.

Madrugada de quarta-feira, dou uma checada no noticiário, e leio que Vitinho, o mais caro jogador de todos os tempos contratado pelo Flamengo, anuncia, em alto e bom som que, se fizer um gol contra o Internacional, não irá comemorar.

Sabe Vitinho, que não seja pelo Flamengo, que não seja pela mais apaixonada torcida do Brasil, mas não é possível que você não comemore por você mesmo, afinal, você custou uma fortuna e, até agora, não marcou e não disse ao que veio.

Será que o seu amor, ou reconhecimento ao Internacional, é maior do que a vergonha que imagino você esteja sentindo em não estar retribuindo em campo a confiança depositada pela diretoria do Flamengo em você?

Ou será que você ainda não se deu conta do tamanho da sua responsabilidade?

Será que não há ninguém por aí, companheiro, treinador ou dirigente, para dizer o que você precisa ouvir?

Simplesmente decepcionante o seu depoimento. Melhor seria não falar nada, até porque, pelo que vimos até agora, a chance de você fazer gol é bem reduzida. Prove que você não é um blefe. E, se conseguir, comemore muito.

Afinal, imagino que você se ame…

Réver e o matemático

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Pode até parecer absurdo, mas há uma total sintonia – e fina – que une o drama de momento que aflige a diretoria do Flamengo, e o que os números acenam com relação às reais possibilidades do rubro-negro ser Campeão Brasileiro deste ano.

Como é de conhecimento geral, o Flamengo, para escalar Réver no jogo desta quarta contra o Inter, em Porto Alegre, terá que pagar ao clube gaúcho a importância de um milhão de reais. O treinador estagiário, em entrevista coletiva, afirma que esta é uma decisão institucional, ou seja, que tem que ser tomada pelo presidente do clube.

Paralelo à dúvida rubro-negra, o diário Lance publica hoje, na página 11, projeção do matemático Tristão Garcia sobre o que dizem os números para que um clube seja Campeão Brasileiro (veja aqui em reprodução do Lance, ou no site do matemático).

Segundo Tristão Garcia, o Flamengo tem míseros 4% de possibilidades de ser campeão. Talvez esteja aí a ferramenta necessária para que o presidente do Flamengo defina a questão.

Há duas possibilidades. A primeira, de forma fria, pensada, tendo como base o trabalho do matemático, dar folga para Réver. O segundo, tendo como argumento o passado recente, quando em 2005 o mesmo matemático afirmava que o Flamengo tinha apenas 6% de possibilidade de não cair para a segunda divisão e, apesar da desanimadora previsão, o milagre acorreu, sendo então este, argumento para escalar Réver, pagando o tal milhão ao Inter.

Não gostaria de estar na pele do presidente do Flamengo para resolver o tema, mas se me coubesse decidir, Réver ficaria no Rio tomando água de coco…

Claro que, se líder do campeonato fosse, quem pagou 45 milhões por Vitinho, por que não jogar mais um milhãozinho pela janela?

Só que, depois da derrota para o Ceará, em pleno Maracanã, fica difícil acreditar em conto de fadas e na gata borralheira…

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Restou a Copa do Brasil

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Que vergonha! Que papelão!!! Quanta incompetência!!!!!!!!

Tive dois pressentimentos ruins. Do nada, resolvi não ir ao jogo. E, quando vi a escalação do Flamengo, com o treinador afirmando que a barração de Vitinho por Marlos Moreno era por motivo técnico, tive a certeza de que o departamento de futebol é o verdadeiro samba do crioulo doido.

O que me espantou não foi a barração divulgada pelo próprio treinador, e sim, o fato de ir para o banco o jogador mais caro da história – pra lá de centenária – do clube mais querido do Brasil. Infelizmente, o nosso futebol é um barco sem rumo, onde não há comandante, nem imediato…

Querem a prova disso. Em Belo Horizonte, com um jogo programado para domingo e outro para a quarta-feira seguinte, respectivamente, contra América e Cruzeiro, o óbvio era o time jogar domingo, ficar em BH, e voltar a jogar na quarta. Pois bem, o time voltou para o Rio, para voltar depois para Belo Horizonte. E vocês sabem por que? Pela pressão dos jogadores e pela falta de autoridade de quem comanda. Este filme, já vi mil vezes…

Voltando ao jogo. Repararam como é bem arrumado o time do Ceará? Vi a partida deles contra o São Paulo, que ganhou no finalzinho, por sorte pura.

E o nosso time, hein? Para não me alongar, temos um quarteto muito bom, composto por Cuellar (que hoje não jogou), Paquetá, Diego e Éverton Ribeiro. De muito bom, ainda temos o goleiro – que hoje falhou. E, ainda, apesar da idade, Réver, que é bom. Daí em diante e, em meio a contratações estapafúrdias a peso de ouro, uma verdadeira calamidade.

A presença de um estagiário comandando, provavelmente, o mais caro elenco do campeonato, no mais popular clube do Brasil, é o retrato do nosso barco, no meio do oceano, à deriva, completamente sem rumo.

Ah, ia esquecendo que apesar de tudo, temos um “Centro de Inteligência “…

Resta, agora, a Copa do Brasil

Números reveladores

Os números referentes aos jogos dos principais clubes brasileiros, atuando em casa, foram apresentados e, mostram o Palmeiras como o que mais faturou, seguindo-se Corinthians e Flamengo.

Dei aqui uma ajeitada, pela média de faturamento por jogo, colocando os três clubes com o mesmo número de partidas, para uma análise mais justa.

Vamos lá:

De tudo que está aí em cima, o que mais me chamou atenção foi o fato de o Flamengo ter um ticket médio bem inferior ao de Palmeiras e Corinthians, o que na realidade deixa claro que, ao contrário do que muitos apregoavam, longe está a política introduzida pela diretoria rubro-negra de ser elitista.

Comparando-se com a dos seus principais concorrentes, a bem da verdade, é até bem popular.

Sem ter a mínima intenção de me intrometer no terreno do vizinho, o que vem sendo introduzido pelo Flamengo está muitíssimo mais próximo da realidade brasileira, embora ainda longe dela e, claro que, neste caso, sem que tenhamos a mínima culpa no cartório…

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A força do Flamengo e a pobreza dos nossos “artilheiros”

(Foto: Cris Dissat / @fimdejogo) Kléber Leite Blog

Horas após a desclassificação na Copa Libertadores, só não levei um susto por ter a noção exata do que é a paixão pelo Flamengo.

A fila na sede da Gávea era gigantesca e, quem por ali estivesse passando sem saber o resultado do jogo contra o Cruzeiro, imaginaria que sapecamos uma tremenda goleada no time de Mano Menezes.

Também, com uma fila daquelas para comprar o ingresso para domingo, só mesmo com a motivação que vem de um resultado espetacular…

Ao contrário, a noite anterior fora frustrante, pois apesar da vitória magra, pelo placar de 1 a 0, fomos eliminados da mais importante competição do calendário.

Realmente, o que move esta torcida única e inigualável, é a paixão que não tem limite. A cena foi comovente. Ganhei o dia. Como sempre afirma meu querido amigo Michel Assef, “a torcida é o que há de melhor no Flamengo”. Dr. Michel está coberto de razão… Que torcida é essa!

Recebi de um querido e competentíssimo companheiro de imprensa, rubro-negro como nós do blog, a prova inequívoca de que erramos muito nas contratações.

Por favor, deem uma olhadinha e comentem…Que tristeza…

Se no Maracanã tivesse sido igual…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Kléber Leite Blog

Tenho muitas coisas para comentar e dividir com vocês. Hoje, não dá para não elogiar o jogo e a disposição do nosso time.

No futebol, o que dá certo começa no vestiário. Finalmente, ante tantos bondes centroavantes, o nosso treinador acordou e improvisou. Desta forma, o time, apesar do improviso, voltou a jogar com onze jogadores.

Ganhamos e não levamos. A vitória de 1 a 0 manteve a nossa dignidade, porém, insuficiente para corrigir os equívocos do jogo no Maracanã.

Dentro do material humano disponível, com um caminhão de erros nas contratações, é isso aí o que temos de melhor para tentar o Brasileiro e a Copa do Brasil. Com um pouquinho de sorte, quem sabe…

Vamos virar a página. Perdemos a Libertadores fora do campo. Um mínimo de competência, já que dinheiro não faltou, teríamos um time para ser campeão. As contratações foram estranhas e desastrosas.

Vida que segue. Com tudo isso, dá para pensar em um título nacional. De certa forma, quem sabe não tenhamos começado hoje a encontrar o nosso melhor time.

Triste pela desclassificação. Orgulhoso pelo empenho demonstrado e, com esperança de que 2018, apesar de tantos recursos, não passe em branco.

O duro vai ser pegar no sono…

Na véspera…

Fernando Uribe (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Na véspera da decisão pela vaga, nas oitavas de final da Libertadores, ainda na parte da manhã, é anunciada a relação dos jogadores rubro-negros para a viagem rumo a Belo Horizonte e, a ausência do centroavante Uribe, chamou a atenção de todos.

O espanto geral não foi pelo fato de ter se cometido alguma injustiça e sim, pela quantia paga para trazer o atacante que, pelo que nada demonstrou até agora, passou a ser a última opção para o comando de ataque.

Vocês estão lembrados de quando surgiu o interesse do Flamengo por Uribe, após consultar alguém em quem confio e com pleno conhecimento de causa, aqui no blog divulguei que, infelizmente, por esta informação confiável, Uribe não era nada demais?

Pois é. Sabem de quanto tempo precisei para obter uma informação precisa? Cinco minutos. Será que só eu tenho amigos confiáveis, que conhecem futebol, espalhados mundo afora?

Em síntese, causa profunda estranheza que um esquema profissional, com recursos e alta tecnologia, em pleno ano de 2018, compre gato por lebre…

Este é o nosso “Centro de Inteligência do Departamento de Futebol”… Francamente…

E, não falei no Ceifador… caramba quanto dinheiro jogado fora. Infelizmente, das três opções para a camisa 9, nenhuma me anima. A vantagem de Lincoln é que não custou nada…

Continuo afirmando que, quando não se tem, se improvisa. Como centroavante bom, não temos, melhor recorrer à criatividade, com Vitinho como falso nove, e qualquer um pela esquerda. Talvez Marlos, que tem habilidade. Pena ser vagalume.

Se dá para classificar? Respondo com outra pergunta. No futebol, o que não dá? Como diria o filósofo da objetividade: “difícil, mas não impossível”. E, acrescento: se jogarmos os 90 minutos como jogamos os últimos 25, contra o Grêmio, em Porto Alegre, dá para sonhar. Aliás, é o único jeito.


Mudando de assunto. O nosso bravo, querido e competente mediador deste blog, Robert Rodrigues, informou que durante todo o dia houve verdadeira invasão, por parte de torcedores do São Paulo, com ameaças e insultos dos mais variados.

O meu “pecado” foi ter afirmado – e reafirmo – que acho o elenco do Flamengo – o time também – superior ao do clube paulista. Caramba, que ofensa é essa?

Para os invasores agressores, dois recados.

  1. Neste blog o pensamento é livre, desde que, externado com educação. Portanto, a casa também é de vocês, desde que, não agridam.
  2. Medo é palavra que jamais existiu no meu dicionário de vida. Como diria meu querido ex-companheiro de Rádio Globo, Mário Vianna, “só duas aves morrem de véspera. Peru e porco!!!”

Voltando ao que interessa. Vai ser difícil, mas quem sabe…

Uma coisa é certa: muita emoção!!! E, que São Judas esteja por lá…

Kléber Leite pergunta: Qual é a estratégia?

Treino do Flamengo – 27/08/2018 (Foto :Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Esta é a pergunta que estamos fazendo desde o momento em que o calendário ficou atropelado. Tenho a sensação de que este tema vem sendo empurrado com a barriga e, não é de hoje.

Pode até ser que no futebol do Flamengo as pessoas tenham a sensação exata desta necessidade, mas como não há uma liderança clara e natural e, como ninguém quer ser o pai da criança que pode nascer feia, o melhor é olhar a paisagem, deixar o tempo passar, e torcer para São Judas ajudar.

O que tem o Flamengo de organizado, competente e criativo na sede da Gávea, no “Ninho”, é exatamente o contrário. Parece que são dois clubes diferentes. Pior. Parecem rivais.

Finalmente, qual é a nossa prioridade? Enquanto isto não for definido, nenhuma programação lúcida, pertinente e competente pode ser traçada.

Por isso mesmo, estamos pela bola sete na Libertadores e entregamos, de mão beijada, a liderança do Campeonato Brasileiro para o São Paulo, cujo elenco – desculpe quem pensa em contrário – é bem inferior ao nosso.

Já dizia minha avó Corina que é melhor um pássaro na mão, do que três voando e, este é o caso.

Esta inércia em definir, em ter coragem de arriscar, está jogando por terra, talvez, o mais fácil Campeonato Brasileiro que tenhamos disputado.

Estamos no limite para saber o que queremos, no sentido de que as decisões pertinentes e corretas sejam tomadas para estes dois próximos jogos, na quarta e no domingo, sendo o primeiro pela Libertadores, e o segundo pelo Brasileirão.

Lembro aqui que, errar é humano. Imperdoável, é a omissão. Mil vezes melhor errar na ação, do que capitular pela irresponsável omissão.

Finalmente, qual é a nossa prioridade?

Continuo acreditando, mas precisamos jogar com 11

(Foto: Staff Images / Flamengo) Kléber Leite Blog

Confirmo tudo que disse no post anterior. O Flamengo só perde este Campeonato Brasileiro para ele mesmo. Como? Não priorizando a competição, e – já passou da hora – sem encontrar uma solução para um ataque mais produtivo.

Hoje, na expulsão de Cuéllar, com a saída do Ceifador, nada mudou, pois o Flamengo já estava com 10 jogadores. Ceifador não ceifa e, não joga…

De forma prática: se não há um centroavante de ofício que mereça a confiança do treinador, que se improvise, como muitos times estão fazendo. Sinceramente, Ceifador, Uribe e Lincoln, não dá para acreditar em nenhum deles. E, este negócio de justificar contratação é perda de tempo. O que interessa é ganhar o campeonato.

Nossa zaga, hoje, meio vacilante. Léo Duarte não jogou o que sabe. Pouca criatividade no meio, onde apenas Éverton Ribeiro brilhou.

Mais do que nunca, o Flamengo precisa do seu treinador. Os ingredientes para a feijoada são bem razoáveis, mas na falta da carne seca, compete a ele encontrar a boa e palatável solução.

Continuo levando fé. Só perderemos este campeonato para nós mesmos.

Convicção

(Reprodução do Twitter) Kléber Leite Blog

Após ver São Paulo e Ceará, em que o São Paulo venceu (Deus sabe como), cada vez mais convicto fico de que o Flamengo só perde este Campeonato Brasileiro para ele mesmo. E, por uma questão de coerência, se assim penso, a conclusão de que o Campeonato Brasileiro é prioritário, é mais do que óbvia.

Claro que o nosso time não é a seleção húngara de 54. O problema é que somos muito críticos – e, até natural – em querer a quase perfeição, e nos esquecemos de algo fundamental, que é a comparação.

Pergunto: você trocaria o nosso elenco pelo do São Paulo ou do Inter? Você trocaria o nosso time titular pelo do São Paulo ou do Inter?

Como este calendário é desumano, traçar prioridade é fundamental. Repito: o Flamengo só perde o Brasileirão para ele mesmo.