Que jogão!!!

(Foto: Marcos Ribolli)

Pra quem gosta de futebol, a segunda-feira foi gorda… Há muito tempo não vejo um jogo tão bom, com um resultado justíssimo.

O 2 a 2 foi um presente para quem viu o jogo na TV e, claro, melhor ainda para quem curtiu as emoções na Arena do Palmeiras.

E, o início foi meio louco, com o Cruzeiro fazendo 1 a 0, num gol contra do zagueiro palmeirense Juninho, que “quase” foi contratado pelo Flamengo ao Coritiba.

Depois, a iniciativa sempre do Palmeiras, com o Cruzeiro muito bem arrumado, jogando no contra-ataque. E, desta forma chegou ao segundo gol, num golaço de Robinho que, entrou e um minuto e meio depois, meteu o gol.

O Palmeiras continuou correndo atrás e, Borja, artilheiro da noite, empatou.

Ninguém pisou na bola e os destaques foram vários e, dos dois lados.

E pensar que Keno esteve nas mãos do Flamengo e que Egídio foi desprezado pelo nosso pessoal do futebol.

Enfim, que jogão!!!

Pingadinhas de segunda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. O nosso Carlos Egon, em seu comentário, pescou uma passagem curiosa no jogo contra o Vasco. Após perder um gol incrível – a melhor chance do jogo – Paquetá, ao invés de lamentar o lance por ele perdido, levanta e sacode os dois braços, num gesto característico de “exigir” apoio da torcida. A conclusão do Egon, foi genial: “cara de pau…”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Pelo que leio, hoje é o dia decisivo para se saber se Guerrero joga contra o Fluminense. Tenho cá as minhas dúvidas, embora torcendo para que seja ele liberado. Incrível como a sucessão de fatos fez com que o Flamengo abrisse mão de Damião, o reserva imediato e, paralelo a isso, largasse pra lá, não desse moral a Vizeu, a opção que restava. Sensibilidade na sola do sapato…

O que mais me preocupa se Guerrero não jogar é o que vai fazer Rueda…


. Ontem, fiquei em dúvida sobre que jogo ver. As opções eram: Atlético MG x Botafogo, Ponte Preta x Corinthians e Fluminense x Bahia.

Pesou o fato de termos que decidir contra o Fluminense e, em função disso, o jogo que seria a última opção de escolha, acabou sendo o eleito.

Claro que clássico é clássico e, por isso mesmo tudo pode acontecer, mas pelo que vi ontem, o Flamengo vai ter que fazer um esforço descomunal de incompetência para não ir adiante na Copa Sul-Americana. Em síntese, o Flamengo só perde para ele mesmo.

(Foto: Rudy Trindade/Estadão Conteúdo)

Muito me espantou neste jogo o comportamento da torcida do Fluminense. Gustavo Scarpa talvez seja o único jogador tricolor que qualquer torcedor gostaria de ver em seu time. E não é que, desde o início do jogo, a torcida do Fluminense deu de pegar no pé dele. Como é craque, respondeu com uma linda jogada que terminou no gol de empate. E, além de craque, demonstrou sabedoria e sensibilidade apenas balançando a cabeça negativamente, manifestando reprovação pela atitude da torcida.

O torcedor às vezes viaja. E, nestas viagens, o Corinthians perdeu Rivelino para o Fluminense e Silva para o Flamengo.  Cito estes dois exemplos, já que estamos em semana de Fla-Flu.


(Foto: Divulgação Corinthians)

. E o Corinthians, hein? Como previu o treinador e pitonisa Renato Gaúcho, o Timão despencou…

É verdade que foi uma tarde de Aranha. O goleiro da Ponte esteve soberbo, fazendo defesas impossíveis.

Ainda hoje, caso o Palmeiras vença o Cruzeiro, a diferença será só de três pontos e, domingo, na Arena Corinthians, o bicho vai pegar.

Como sempre afirmo, confiança em futebol é quase tudo. E, é exatamente isso que está faltando ao Corinthians.

Semana decisiva para o campeonato…

No mais… volta Guerrero!!!

Emoção de cabeça pra baixo

Fluminense 0 x 1 Grêmio (Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

Após os jogos deste final de semana, o que se conclui com extrema facilidade é que a emoção que reserva o final deste Campeonato Brasileiro está na parte de baixo da tabela, onde a diferença entre uma quantidade significativa de ”candidatos” ao rebaixamento é absolutamente insignificante e, neste bolo estão quatro grandes clubes.

No jogo das quatro da tarde optei por ver a partida do Fluminense. Queria ver como está o nosso adversário nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Aliás, além dessa decisão em dois jogos, teremos outro Fla-Flu, desta feita pelo Campeonato Brasileiro. O Fluminense, após o jogo de amanhã contra a Ponte Preta, será o nosso próximo adversário no Brasileirão.

Hoje, o Fluminense – que perdeu para o Grêmio por 1 a 0 – foi muito mal. O primeiro tempo, que terminou 0 a 0, foi uma grande mentira. Diego Cavalieri, reassumindo a condição de titular, operou pelo menos quatro milagres. No segundo tempo, o Fluminense voltou melhor, mas mesmo assim, ainda ruim. Pelo que vi, aconselho aos meus amigos tricolores que estoquem Rivotril… O fantasma do rebaixamento está namorando o tricolor carioca…

No sábado, vi o empate do Vasco com a Chapecoense e, ao final do jogo que terminou empatado em 1 a 1, algumas conclusões ficaram claras.

O futebol brasileiro está muito parelho e nivelado por baixo. Um time pequeno bem arrumado consegue encarar a maioria esmagadora dos times grandes. O motivo é simples: falta de talento. Quando um time se fecha todo, como a Chape fez contra o Vasco, este ferrolho só pode ir para o espaço se o time adversário tiver jogadores diferenciados. Como o Vasco só tem um…

Esta linha de raciocínio me remete ao Flamengo. Neste deserto de grandes talentos, como não se colocar para jogar Diego, Éverton Ribeiro e Vinícius Júnior?

E, antes que alguém venha dizer que Vinícius Júnior é muito garoto e, quando têm entrado não tem jogado o que dele se espera, contra-argumento, afirmando que não se abre mão de talento, quanto mais nos dias de hoje. Vinícius Júnior sentindo apoio e tendo crédito do treinador, vai ganhar confiança e, jogar o que já vimos na Seleção Brasileira.

Em síntese, hoje em dia, desperdiçar talento é pecado mortal.

Me explico, señor Rueda?

Quinta-feira Santa

Holanda vence a Bulgária.

Convenhamos que sábado e domingo sem futebol é muito ruim. Na verdade, quis dizer “sem Flamengo” e saiu “sem futebol”. Até porque, futebol houve. O que faltou ao final de semana foi emoção, foi paixão.

Por exemplo, vi o primeiro tempo de Holanda x Bulgária, pelas eliminatórias europeias e, apesar de ter vencido por 3 a 1, quem já viu grandes seleções holandesas e se depara com a atual, é de chorar. Robben é um oásis em meio a um deserto descomunal.

Pela saudade e pela importância do jogo, podemos batizar a próxima quinta de “quinta-feira santa…” Será o reencontro da nossa torcida com o time que disputa mais uma final de Copa do Brasil. Será o reencontro, em momento decisivo, de duas torcidas com afinidade.

Os dois clubes e as duas torcidas capricharam na comunicação, com mensagens carinhosas. Eu, particularmente, tenho enorme carinho, apreço e gratidão, ao Cruzeiro e a sua torcida.

 

 

Um dos episódios mais marcantes na minha vida esportiva ocorreu no dia 15 de novembro de 1995, no Mineirão (vídeo acima). No dia do centenário do Flamengo, a tabela da Supercopa da Libertadores determinava Flamengo x Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Antes do jogo várias homenagens por parte da diretoria do Cruzeiro, comandada pelo querido Zezé Perrella, e de sua torcida. A melhor, a mais espontânea, ocorreu quando o árbitro apitou o final do jogo. O Flamengo venceu no dia dos seus 100 anos, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronaldão. Ao apito do árbitro, o Mineirão inteiro cantou “parabéns pra você”.

Não deu para não chorar. A emoção foi forte e até hoje tudo está muito claro em minha mente, como se tivesse acontecido ontem.

O Cruzeiro e sua torcida ficaram e ficarão eternamente marcados no meu coração rubro-negro que, desde aquele dia no Mineirão, ganhou uma tatuagem azul.

Quinta que vem, quando a bola rolar, cada torcedor estará alucinadamente empurrando o seu time. A diferença é que sem um mínimo de rancor. A luta, será apenas pela vitória e, consequentemente, pela conquista de um título importante. Adversário assim, quando se ganha, não se tripudia. Se conforta…

Quinta-feira, mais santa, impossível…

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…

Final de semana bom, surpreendente e preocupante…

Bom pra quem? Pra nós!

Sempre comento e repito que confiança é quase tudo em futebol. E, esta rodada do Campeonato Brasileiro, como interferência no jogo decisivo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, foi amplamente favorável ao Flamengo.

Não só a vitória, mas principalmente o desabrochar da garotada, representada por Vinícius Júnior e Paquetá, é um sopro de animação, esperança e bom presságio para a hora da decisão na Copa do Brasil.

O Botafogo, que hoje foi derrotado pela Ponte Preta, ao contrário, sai de uma derrota para um momento de decisão. Além do ânimo em baixa, há também desfalques importantes. Em síntese, com todo respeito ao Botafogo, o sopro da vitória está com pinta de que vai para o Maraca de vermelho e preto.

A surpresa ficou por conta do Corinthians que, jogando em casa, para um público superior a 40 mil pessoas, perdeu a longa invencibilidade no Campeonato Brasileiro para o inconstante e imprevisível Vitória.

Aliás, aí está a explicação para o fato do futebol ser o mais popular esporte do planeta. Nada contra os outros esportes, mas o único absolutamente imprevisível, é o velho esporte bretão. No basquete ou no vôlei, inimaginável um time muito bom perder para um razoável. No futebol, a zebra é uma realidade.

E eu que ia neste POST, propor uma pesquisa para saber para quem o Corinthians iria – ou não –  capitular… A ideia chegou atrasada…. Que zebraça!!!!!!!

A preocupação, com certeza absoluta, deve estar na cabeça de todos os vascaínos. A derrota contundente por 3 a 0 para o Bahia, somando-se ao momento político do clube, deixa o ambiente conturbado e faz surgir o fantasma de mais um rebaixamento. Meus amigos vascaínos estão apavorados. E, com toda razão…

Para finalizar, deixo vocês com duas imagens praticamente iguais. O gol de Romário, pelas eliminatórias, e o gol de Vinicius Junior, pelo Campeonato Brasileiro. Impressionante como os gols foram parecidos. A imagem me foi encaminhado pelo nosso amigo Radamés Lattari.

 

FLAMENGO x BOTAFOGO

Eduardo Bandeira de Mello e Carlos Eduardo Pereira

Voltando ao assunto da violência, tema central do POST anterior, um querido amigo, dirigente rubro-negro, tem opinião definida de que tudo que aconteceu no Engenhão, quando o tratamento dado ao time e aos dirigentes rubro-negros, faz parte de uma estratégia de polarizar o futebol do Rio, com o Flamengo de um lado e, o Botafogo do outro, como o grande rival.

Por este motivo, segundo ele, o ônibus do Flamengo foi apedrejado, e os dirigentes – inclusive nosso presidente – ameaçados no camarote destinado ao visitante.

O episódio, lá atrás, da transferência de William Arão, com o inconformismo injustificado da diretoria do Botafogo, já seria parte da estratégia de, por qualquer motivo, bater de frente com o Flamengo.

Lembrei ao meu amigo dirigente rubro-negro que esta estratégia adotada pelo Botafogo, na realidade, é um estelionato, já que Eurico Miranda, o presidente do Vasco, verdadeiro criador desta inteligente artimanha, não está recebendo um único centavo a título de royalty.

Aos meus amigos do Botafogo, em especial ao querido presidente Carlos Eduardo, pediria um pouco de reflexão sobre o tema. Hoje, diferente de quando Eurico Miranda descobriu este astuto caminho para popularizar o Vasco da Gama, as pessoas agem e reagem de outra forma, onde não há o mesmo humor e, onde sempre há rancor. O mundo mudou. As pessoas mudaram.

Hoje, há de se ter mais cuidado em tudo, mesmo com ideias que pareçam desprovidas de qualquer má intenção.

Aí, o meu amigo, dirigente máximo rubro-negro, está coberto de razão. Quando há paixão envolvida, todo cuidado é pouco…

Brigar, pra que?

Recebi e-mail do meu irmão Radamés Lattari, que ainda não havia recebido a informação de que o Flamengo retirara a ação, que ingressou no STJD, contra o Botafogo, já que os clubes chegaram a um acordo em reunião na sede da Federação.

A torcida do Flamengo terá direito a 10% dos bilhetes, que começarão a ser vendidos amanhã.

Mesmo com o assunto já superado, acho de bom tom, em homenagem à paz, a boa convivência, ao bom humor e, ao amor pela vida, reproduzir o e-mail do Rada, que traz bela sugestão para os presidentes de Flamengo e Botafogo.


Kleber,  

Estou lendo que a diretoria do flamengo está acionando STJD devido a demora por parte do Botafogo em colocar a venda os ingressos do jogo.

Acredito que todo tipo de rivalidade sadia seja benéfica ao esporte, para promovê-lo, para alcançar melhores resultados, entre outros.

Mas acredito que nos dias de hoje, com a onda de violência que atinge o nosso estado, seja perigoso e pouco inteligente alimentarmos esta rivalidade, além de tudo, ao invés de levar famílias aos estádios, estamos ajudando a afastá-las.

Por mais que os dois presidentes sejam os torcedores mais ilustres no momento, eles não podem esquecer que são dirigentes, e como tal devem comandar e recomendar a paz a todos os demais torcedores.

Eles deviam selar a paz publicamente, apostando um almoço, quem for para a final escolhe o restaurante onde o perdedor pagaria a aposta.

Cada qual deve lutar por seus direitos, os dois juntos devem lutar por interesses comuns a seus clubes e deixar aquele que atuar melhor vencer dentro de campo.

Fica a ideia.

Abraço

Radamés Lattari

Competência e … sorte!!!

(Foto: André Durão / GloboEsporte com)

Aliás, há quem tenha como filosofia de vida que sorte e competência caminham juntas. Pessoalmente, acho que há casos que sim e, outros que não.

No caso do Corinthians, aí sim, sem medo de errar, pode-se dizer que sorte e competência caminham juntas, como se viu neste jogo contra o Fluminense.

Indiscutivelmente, o time do Corinthians é muito bem arrumado e, não é por acaso que está para completar trinta jogos de invencibilidade – e de ter a defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro. Agora, querer negar que a sorte ajudou neste jogo contra o Fluminense, é negar o óbvio.

E o destino programou para domingo, em São Paulo, o jogo entre Corinthians e Flamengo. Da mesma forma que afirmo ser o Corinthians o time mais certinho do campeonato, não tenho nenhum receio em dizer que o Flamengo tem melhor elenco, um time não tão bem arrumado, mas, pelas individualidades, capaz de quebrar a longa invencibilidade do time paulista.

Além do que já coloquei e, talvez o mais importante, um jogo que pode, para o Flamengo, definir  o restante do campeonato. Ganhando, o Flamengo sinaliza que está no páreo e, tipo de vitória que dará moral para uma grande arrancada. Arriscaria dizer que, domingo próximo, temos uma final pela frente.

E, querem saber? Levo a maior fé!!!

Tudo pode acontecer

Joel comemora um de seus gols contra o Botafogo (Foto: Agência Estado)

Alguma coisa me dizia para aguardar o jogo do Botafogo. O meu santo realmente é forte, pois talvez tenha sido esta vitória do Avaí sobre o clube da Estrela Solitária a maior zebra deste atual Campeonato Brasileiro.

A mesa estava posta e com talheres de prata. Vitória que guindaria o Botafogo para a terceira colocação, com direito a terminar o dia na frente do Flamengo. Não bastassem os retornos anunciados de seus dois principais jogadores, Camilo e Montillo.

O começo do jogo já anunciava a tragédia. Um gol espírita, num bate rebate e, Montillo saindo contundido. Depois disso, um belo gol do Avaí, e o Botafogo, principalmente no segundo tempo, consagrando o goleiro da terra do Guga.

Até agora, dois times demonstraram bom futebol e, mais do que justo, estejam Corinthians e Grêmio, liderando o campeonato.

A pergunta é a seguinte: até quando?

Se continuar na batida que vem até aqui e, de forma invicta, o Corinthians pode ser o campeão com três rodadas de antecipação. Mas será que vai aguentar o repuxo?

O mesmo se aplica ao Grêmio. Time bem organizado, mas que já deu uma rateada em momento decisivo. A derrota, em casa, para o Corinthians, convenhamos, foi desanimadora. E, pior ainda, pelo fato de Luan, o craque do time, além de não ter jogado nada, ainda ter perdido um pênalti.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Da mesma forma que decepcionado fiquei com a atuação do nosso time contra o Bahia, animado estou pelo que está por vir neste Campeonato Brasileiro, onde a sensação que se tem é que tudo pode acontecer.  Por isto mesmo, minimizar os equívocos passa a ser fundamental. A começar pela escalação do time…

Agora, é novamente a Copa do Brasil e, contra um Santos com muitos problemas. Embora competições distintas, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro são competições interligadas pelo emocional. Uma boa vitória na quarta é a melhor vitamina para domingo.

Nesta véspera de encarar o Santos, vou propor aqui uma discussão tática, onde já lanço a questão que é polêmica: o treinador deve ter na cabeça o que considera ideal como concepção tática ou, escalar em função do material humano disponível?

Indo mais longe e, como exemplo: o treinador ama jogar no 4-4-2, porém, o quarto homem deste meio campo não pode jogar, e o reserva não é uma “Brastemp”. O treinador deve manter o seu esquema de jogo, mesmo sendo este reserva, que vai entrar, no máximo razoável ou, você mudaria o plano de jogo, utilizando um jogador de melhor qualidade técnica?

Indo mais longe ainda: sem Éverton, no jogo contra o Bahia, você escalaria Matheus Sávio, mantendo o 4-4-2 ou, entraria com Berrío, ou Vinicius Júnior, indo para o 4-3-3?

Por favor, comentem…