Que autoridade, TCHÊ!!!

(Foto: REUTERS / Agustin Marcarian)

Amigos, mesmo tendo a certeza de o time do Lanús ter suas limitações, o jogo poderia ter outro desfecho, não fosse a perfeita postura do Grêmio no primeiro tempo.

O time argentino começou querendo se impor na base da coação e do jogo violento. Aí o Grêmio ganhou a partida.

Primeiro foi firme, não se intimidando, e depois, muito bem arrumado e criativo, liquidou a fatura ainda no primeiro tempo.

Impressionante a marcação alta imposta pelo time gaúcho na primeira metade do jogo. Além do bom futebol, preparação física e psicológica invejáveis.

O gozado é que no segundo tempo meu amigo Galvão reclamava que a pegada do Grêmio já não era a mesma. Lembrei do saudoso João Saldanha, que dizia com muita propriedade que é impossível durante noventa minutos ficar indo e vindo, beijando o pé e a bochecha da girafa…

Em síntese, a estratégia do Grêmio foi perfeita. Se impôs e liquidou a fatura nos primeiros quarenta e cinco minutos.

Parabéns aos amigos gremistas e, em especial a um que não mais está entre nós. Com certeza, o Carioca está promovendo uma linda festa no céu

E, os clubes brasileiros agradecem, pois com esta conquista do Grêmio mais uma vaguinha pintou na próxima Libertadores. E, dependendo do Flamengo, mais uma vaguinha pode chegar…

E o Fernandinho, hein? Trocamos pelo Geuvânio…

Nesta quinta-feira, seja o que São Judas quiser. Que o Flamengo tenha, ao menos, a mesma atitude do Grêmio, que soube se impor jogando bola.

Vamos torcer. E muito!

Sábado melancólico e domingo para se usar a cabeça

(Foto: Lucas Merçon / Fluminense)

Resolvi ver Fluminense x Sport e, se arrependimento matasse, não estaria mais por aqui.

Sabem o que imaginei vendo o jogo? Se o nosso time fosse aquele que entrou em campo com a camisa tricolor, a torcida do Flamengo invadiria a Gávea, o Ninho do Urubu e, ocuparia sem devolução o abandonado edifício Hilton Santos. Que coisa triste…

Sem querer tripudiar, até porque respeito todas as instituições, neste time do Fluminense só gostaria de ver um único jogador atuando no Flamengo. Acho que não é um exercício difícil. Gustavo Scarpa.

O Sport abriu 2 a 0 e, ainda no primeiro tempo o houve o lindo gol de honra. Gosto demais do Abelão, mas tirar o Scarpa na metade do segundo tempo foi uma mancada de fazer inveja ao nosso treinador…


(Foto: Cristina Mattos // Futura Press)

Encerrado o jogo, lá fui eu acompanhar a partida em que o América Mineiro confirmou o título da série B. Tinha que vencer. Qualquer outro resultado daria o título ao Inter. E por falar em Inter, não ter conseguido ser o campeão da série B, convenhamos, foi um tremendo mico.

De nível técnico muito ruim, esta segunda divisão apresentou característica curiosa. Muitos jogadores fora do peso. Diria mesmo, um festival de barrigas…


Treino do Flamengo – 24/11/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Agora, o que interessa. Não sei o time que o senhor Rueda vai colocar em campo amanhã, às 19h. Torço para que haja bom senso. Há dois jogadores que, obrigatoriamente, devem ser poupados. Juan e Diego. Acho até desnecessário explicar…

Réver precisa jogar para readquirir ritmo. Arão, como se desgasta muito, também poderia ter um refresco.

No mais, é escalar o que houver de melhor. Pelo retrospecto das escalações, aí é que mora o perigo, pois tem havido por parte do nosso treinador uma enorme dificuldade em entender o que temos de melhor. No início, quando ele não conhecia ninguém, até dava pra entender. Agora, não há mais desculpa.


Li o noticiário dando conta de que o nosso presidente, Eduardo Bandeira de Mello, havia assumido a responsabilidade pela cessão do Ninho do Urubu, para o Sport de Recife.

Li e não acreditei que a autorização tenha partido dele, porém este episódio num momento em que o país bate recorde mundial de deduragem por metro quadrado, a atitude do presidente do Flamengo cai como um oásis de dignidade no meio de um deserto de podridão.

A atitude de Eduardo foi de homem com H maiúsculo e, de minha parte, compensa, com juros e correção monetária, a equivoca cessão do nosso Ninho. Não falo mais no tema. Assunto encerrado.

E, não esquecer que o jogo contra o Santos, amanhã, será às sete da noite.

Que o nosso domingo seja um replay da quinta-feira.

Muito futebol. Qualidade zero!

(Foto: Fernando Soutello / AGIF)

Nesta fase de recuperação tenho visto tudo que é jogo de futebol.

Pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, vi a vitória da Suécia sobre a Itália e, na madrugada deste sábado, Nova Zelândia x Peru, jogo que terminou empatado em 0 a 0.

Pelo Campeonato Brasileiro, vi a vitória do Atlético Paranaense em cima do Botafogo, no Engenhão. O que estes jogos tiveram em comum? A péssima qualidade.

O menos ruim foi Suécia e Itália, mesmo assim, de uma pobreza técnica de dar dó.

Agora, de irritar, os outros dois jogos, um pelas eliminatórias e outro pelo Campeonato Brasileiro. No Engenhão, só houve gol pelo fato de o goleiro do Botafogo, o paraguaio Gatito, ter espalmado a bola para dentro do gol. Não fosse isso, Botafogo e Atlético Paranaense estariam jogando até agora e, com certeza, o placar estaria em 0 a 0.

Definitivamente, toda vez que o Botafogo tem a obrigação de tomar a iniciativa, a vaca vai pro brejo. O time de Jair Ventura é bem arrumado, disciplinado, mas pobre de técnica. A sua única arma é o contra-ataque. Quando se vê obrigado a propor o jogo, se enrola todo. Tanto é verdade que esta foi a sexta derrota no Engenhão, neste Campeonato Brasileiro.

Fiquei acordado de madrugada, curioso em ver como a seleção peruana iria se virar sem Guerrero e, torcer por uma boa atuação do nosso lateral Trauco.

Guerrero fez muita falta. A seleção peruana perdeu personalidade sem a presença de seu artilheiro e principal jogador.

Trauco, burocrático ao extremo. Incapaz, como faz no Flamengo, de tentar uma jogada pessoal ou arriscar um chute de longe.

Enfim, muito futebol e nada para se aproveitar. Jogos duros. De se ver…

Neste domingo, o nosso jogo é contra o Palmeiras e os objetivos são iguais, com os dois lutando por uma vaga na Libertadores, via Campeonato Brasileiro.

Não tenho nenhuma dúvida que será um bom jogo. Flamengo e Palmeiras fazem parte de um pequeno grupo de equipes que têm condições de propor o jogo. Pelo fato de jogar em casa, a obrigação maior fica com o Palmeiras, o que equivale a dizer que o contra-ataque pode ser a solução para o Flamengo.

Tomara que o senhor Rueda lembre que Vinícius Júnior existe.

Eurico, por Bisotto

Recebi, via e-mail, um texto espetacular do nosso companheiro do blog Eduardo Bisotto.
Como sou fascinado pelo talento, seria um crime não dividir com vocês.
O tema é polêmico. O texto, genial!!!
Leiam e, comentem.


(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

COMO É FÁCIL ODIAR O DIABO

Eurico Miranda é o demônio. Então é fácil odiá-lo. E por oposição simplista, amar seus opositores. Se Eurico Miranda é o demônio, Julio Brant, seu opositor, deve ser um anjo do Senhor enviado para combatê-lo. É fácil. É simples. E é errado.

É fácil odiar Eurico Miranda porque ele está no poder há muito tempo. É fácil odiar Eurico Miranda porque ele fuma charutos cubanos, o que faz com que pareça um ditador. É fácil odiar Eurico Miranda, como é fácil odiar qualquer um que esteja sob as luzes 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano, como é o caso deste senhor nos últimos 30 anos.

Mas vem cá, querido: 30 anos sob os holofotes e ele não foi preso? 30 anos que incluem brigas homéricas com a Globo, inclusive exibindo o logo do SBT de graça em final de Brasileirão e ele não foi preso? Mas que bandidão da porra é este que não cai nunca? Que não encontra um único juiz a encará-lo? Que consegue ser idolatrado pela sua gente mesmo com toda esta blitz?

Nunca vi Eurico mais gordo na minha frente (nem mais magro). Nunca vi Julio Brant na minha frente.

Mas conheço efeitos-manada há tempo suficiente para saber que Eurico pode ter um milhão de defeitos, mas demônio, dificilmente ele é. Assim como Brant, santo, moderno, gestor, o caralho a quatro, dificilmente será. Ninguém entra na política da Associação de Bairro, quem dirá na política de um clube que lida com milhões (tanto financeiros quanto em pessoas), sendo o santo da vez.

Já odiei demônios. Já acreditei em narrativas fabricadas. Já fiz muita merda na vida. Mas passei da idade.

Cheguei na idade em que pensar liberta.

Odiar o Diabo é fácil.

Mas a pergunta imperativa é: Eurico Miranda, é mesmo o diabo?

Eduardo Bisotto

A premiação

Antes do tema principal, quero responder ao companheiro JOÃO LUIZ que, em seu comentário, afirmou que a premiação em dinheiro no Campeonato Brasileiro é uma grande motivação para os jogadores se empenharem a fundo.

Nosso JOÃO LUIZ fez esta colocação em função de ter eu dito que o time do Cruzeiro já estava com a vida resolvida, pelo fato de ter ganho a Copa do Brasil, garantindo assim vaga na Libertadores. Como não tem condições de ser o campeão brasileiro, e tão pouco pode ser rebaixado, vai jogando, com os jogadores já “de férias”.

JOÃO amigo, tenha a certeza de que os jogadores não estão nem aí para o fato de que o clube pode receber 11 milhões de reais se o vice-campeonato for alcançado. Já vi este filme que, pode ter um final feliz. Basta uma reunião e comunicar aos jogadores que o clube com eles dividirá o prêmio. Simples assim…

A diretoria do Cruzeiro, com certeza, não fez isso.

Que jogão!!!

(Foto: Marcos Ribolli)

Pra quem gosta de futebol, a segunda-feira foi gorda… Há muito tempo não vejo um jogo tão bom, com um resultado justíssimo.

O 2 a 2 foi um presente para quem viu o jogo na TV e, claro, melhor ainda para quem curtiu as emoções na Arena do Palmeiras.

E, o início foi meio louco, com o Cruzeiro fazendo 1 a 0, num gol contra do zagueiro palmeirense Juninho, que “quase” foi contratado pelo Flamengo ao Coritiba.

Depois, a iniciativa sempre do Palmeiras, com o Cruzeiro muito bem arrumado, jogando no contra-ataque. E, desta forma chegou ao segundo gol, num golaço de Robinho que, entrou e um minuto e meio depois, meteu o gol.

O Palmeiras continuou correndo atrás e, Borja, artilheiro da noite, empatou.

Ninguém pisou na bola e os destaques foram vários e, dos dois lados.

E pensar que Keno esteve nas mãos do Flamengo e que Egídio foi desprezado pelo nosso pessoal do futebol.

Enfim, que jogão!!!

Pingadinhas de segunda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. O nosso Carlos Egon, em seu comentário, pescou uma passagem curiosa no jogo contra o Vasco. Após perder um gol incrível – a melhor chance do jogo – Paquetá, ao invés de lamentar o lance por ele perdido, levanta e sacode os dois braços, num gesto característico de “exigir” apoio da torcida. A conclusão do Egon, foi genial: “cara de pau…”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Pelo que leio, hoje é o dia decisivo para se saber se Guerrero joga contra o Fluminense. Tenho cá as minhas dúvidas, embora torcendo para que seja ele liberado. Incrível como a sucessão de fatos fez com que o Flamengo abrisse mão de Damião, o reserva imediato e, paralelo a isso, largasse pra lá, não desse moral a Vizeu, a opção que restava. Sensibilidade na sola do sapato…

O que mais me preocupa se Guerrero não jogar é o que vai fazer Rueda…


. Ontem, fiquei em dúvida sobre que jogo ver. As opções eram: Atlético MG x Botafogo, Ponte Preta x Corinthians e Fluminense x Bahia.

Pesou o fato de termos que decidir contra o Fluminense e, em função disso, o jogo que seria a última opção de escolha, acabou sendo o eleito.

Claro que clássico é clássico e, por isso mesmo tudo pode acontecer, mas pelo que vi ontem, o Flamengo vai ter que fazer um esforço descomunal de incompetência para não ir adiante na Copa Sul-Americana. Em síntese, o Flamengo só perde para ele mesmo.

(Foto: Rudy Trindade/Estadão Conteúdo)

Muito me espantou neste jogo o comportamento da torcida do Fluminense. Gustavo Scarpa talvez seja o único jogador tricolor que qualquer torcedor gostaria de ver em seu time. E não é que, desde o início do jogo, a torcida do Fluminense deu de pegar no pé dele. Como é craque, respondeu com uma linda jogada que terminou no gol de empate. E, além de craque, demonstrou sabedoria e sensibilidade apenas balançando a cabeça negativamente, manifestando reprovação pela atitude da torcida.

O torcedor às vezes viaja. E, nestas viagens, o Corinthians perdeu Rivelino para o Fluminense e Silva para o Flamengo.  Cito estes dois exemplos, já que estamos em semana de Fla-Flu.


(Foto: Divulgação Corinthians)

. E o Corinthians, hein? Como previu o treinador e pitonisa Renato Gaúcho, o Timão despencou…

É verdade que foi uma tarde de Aranha. O goleiro da Ponte esteve soberbo, fazendo defesas impossíveis.

Ainda hoje, caso o Palmeiras vença o Cruzeiro, a diferença será só de três pontos e, domingo, na Arena Corinthians, o bicho vai pegar.

Como sempre afirmo, confiança em futebol é quase tudo. E, é exatamente isso que está faltando ao Corinthians.

Semana decisiva para o campeonato…

No mais… volta Guerrero!!!

Emoção de cabeça pra baixo

Fluminense 0 x 1 Grêmio (Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

Após os jogos deste final de semana, o que se conclui com extrema facilidade é que a emoção que reserva o final deste Campeonato Brasileiro está na parte de baixo da tabela, onde a diferença entre uma quantidade significativa de ”candidatos” ao rebaixamento é absolutamente insignificante e, neste bolo estão quatro grandes clubes.

No jogo das quatro da tarde optei por ver a partida do Fluminense. Queria ver como está o nosso adversário nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Aliás, além dessa decisão em dois jogos, teremos outro Fla-Flu, desta feita pelo Campeonato Brasileiro. O Fluminense, após o jogo de amanhã contra a Ponte Preta, será o nosso próximo adversário no Brasileirão.

Hoje, o Fluminense – que perdeu para o Grêmio por 1 a 0 – foi muito mal. O primeiro tempo, que terminou 0 a 0, foi uma grande mentira. Diego Cavalieri, reassumindo a condição de titular, operou pelo menos quatro milagres. No segundo tempo, o Fluminense voltou melhor, mas mesmo assim, ainda ruim. Pelo que vi, aconselho aos meus amigos tricolores que estoquem Rivotril… O fantasma do rebaixamento está namorando o tricolor carioca…

No sábado, vi o empate do Vasco com a Chapecoense e, ao final do jogo que terminou empatado em 1 a 1, algumas conclusões ficaram claras.

O futebol brasileiro está muito parelho e nivelado por baixo. Um time pequeno bem arrumado consegue encarar a maioria esmagadora dos times grandes. O motivo é simples: falta de talento. Quando um time se fecha todo, como a Chape fez contra o Vasco, este ferrolho só pode ir para o espaço se o time adversário tiver jogadores diferenciados. Como o Vasco só tem um…

Esta linha de raciocínio me remete ao Flamengo. Neste deserto de grandes talentos, como não se colocar para jogar Diego, Éverton Ribeiro e Vinícius Júnior?

E, antes que alguém venha dizer que Vinícius Júnior é muito garoto e, quando têm entrado não tem jogado o que dele se espera, contra-argumento, afirmando que não se abre mão de talento, quanto mais nos dias de hoje. Vinícius Júnior sentindo apoio e tendo crédito do treinador, vai ganhar confiança e, jogar o que já vimos na Seleção Brasileira.

Em síntese, hoje em dia, desperdiçar talento é pecado mortal.

Me explico, señor Rueda?

Quinta-feira Santa

Holanda vence a Bulgária.

Convenhamos que sábado e domingo sem futebol é muito ruim. Na verdade, quis dizer “sem Flamengo” e saiu “sem futebol”. Até porque, futebol houve. O que faltou ao final de semana foi emoção, foi paixão.

Por exemplo, vi o primeiro tempo de Holanda x Bulgária, pelas eliminatórias europeias e, apesar de ter vencido por 3 a 1, quem já viu grandes seleções holandesas e se depara com a atual, é de chorar. Robben é um oásis em meio a um deserto descomunal.

Pela saudade e pela importância do jogo, podemos batizar a próxima quinta de “quinta-feira santa…” Será o reencontro da nossa torcida com o time que disputa mais uma final de Copa do Brasil. Será o reencontro, em momento decisivo, de duas torcidas com afinidade.

Os dois clubes e as duas torcidas capricharam na comunicação, com mensagens carinhosas. Eu, particularmente, tenho enorme carinho, apreço e gratidão, ao Cruzeiro e a sua torcida.

 

 

Um dos episódios mais marcantes na minha vida esportiva ocorreu no dia 15 de novembro de 1995, no Mineirão (vídeo acima). No dia do centenário do Flamengo, a tabela da Supercopa da Libertadores determinava Flamengo x Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Antes do jogo várias homenagens por parte da diretoria do Cruzeiro, comandada pelo querido Zezé Perrella, e de sua torcida. A melhor, a mais espontânea, ocorreu quando o árbitro apitou o final do jogo. O Flamengo venceu no dia dos seus 100 anos, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronaldão. Ao apito do árbitro, o Mineirão inteiro cantou “parabéns pra você”.

Não deu para não chorar. A emoção foi forte e até hoje tudo está muito claro em minha mente, como se tivesse acontecido ontem.

O Cruzeiro e sua torcida ficaram e ficarão eternamente marcados no meu coração rubro-negro que, desde aquele dia no Mineirão, ganhou uma tatuagem azul.

Quinta que vem, quando a bola rolar, cada torcedor estará alucinadamente empurrando o seu time. A diferença é que sem um mínimo de rancor. A luta, será apenas pela vitória e, consequentemente, pela conquista de um título importante. Adversário assim, quando se ganha, não se tripudia. Se conforta…

Quinta-feira, mais santa, impossível…

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…