O líder foi ali e, já volta!!!

(Foto: Paulo Whitaker / Reuters) Klefer Noticias

Vi São Paulo e Vasco. Como diz o Velho Apolo, o São Paulo suou um litro certo para ganhar o jogo.

Ontem, se criticamos o time do Flamengo pela atuação pífia diante dos reservas do Grêmio, hoje, por uma questão de justiça, não há como não dizer que, apesar de vencer o Vasco por 2 a 1, o São Paulo não jogou nada.

Não é de hoje que afirmo que a sorte é fundamental no futebol. E, não foi diferente neste jogo. Os dois gols do São Paulo – para quem tem um mínimo de intimidade com este esporte – foram obra e arte da dona sorte.

Claro que, há outros fatores, como no segundo gol, a perseverança de Éverton. Mas, não cruzou, e sim, se livrou da bola, que encontrou a cabeça de um companheiro, que cabeceou sem ver o gol e a bola foi parar na forquilha.

Volto a afirmar que o nosso time é melhor, que o nosso elenco é melhor. E, volto a afirmar que o Flamengo só perde este Campeonato Brasileiro para ele mesmo.

Neste momento, usar a cabeça é tudo. Estamos disputando três competições, todas muito importantes, mas é bom lembrar que para isto, temos um bom e numeroso elenco. A hora é de bom senso.

Este negócio de colocar ou não o time principal é relativo, haja vista o jogo contra o Grêmio, que, com o time reserva, nos venceu por 2 a 0.

O resumo da opera é que, até para poupar, decidir certo é determinante. Será que contra o Grêmio era hora de poupar alguém? Será que contra o Grêmio o time foi bem escalado? Cabe, Paquetá, o nosso mais agudo e criativo jogador, continuar jogando de volante?

E o centroavante, hein? Que problema… como não sei ficar em cima do muro, sem Guerrero, só vejo duas alternativas. A primeira, apelar para o improviso, com Vitinho como falso centroavante e Marlos, pela esquerda.

A segunda, é promover o melhor centroavante do Flamengo que, a meu conceito, é Vítor Gabriel. Não acredito em nenhum outro como solução definitiva.

Continuo levando fé. O líder foi tomar um cafezinho e, já volta!!!

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Fla x Flu no topo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kleber Leite

Se o Campeonato Brasileiro, corrida de cavalo fosse, quem apostaria nesta dupla?

Não acredito em nada por acaso nesta vida. Vejo claríssimas explicações, tanto para Flamengo, como para Fluminense.

Vamos começar pelo Flamengo. Como somos apaixonados, imaginamos, diariamente, vestindo o Manto Sagrado, um combinado da seleção húngara de 54 e da Seleção Brasileira de 70 e, com o treinador dando um jeito de Zico jogar…

Enfim, somos bem mais exigentes do que os torcedores do arco-íris.

E, a bem da verdade, fosse em outra época, nós os exigentes, poderíamos até ter razão. Acontece que olhamos apenas para o nosso umbigo, e por isso somos tão críticos. Se esta análise for comparativa, vamos começar a entender que, se no céu não estamos, tão pouco no inferno estaremos.

O futebol brasileiro está muito nivelado e, desta forma, tudo pode acontecer, inclusive o Flamengo ser o líder do campeonato, e o Fluminense, vice.

Temos um ótimo goleiro. Dois laterais feijão com arroz e sem sal. No cômputo geral, a zaga é boa.

Temos um volante (Cuéllar) que – com certeza – é um dos três melhores em atividade no Brasil. Daí para a frente, Diego que não é mais o mesmo, mas pode ainda ser útil. Éverton Ribeiro que voltou a boa forma, poderia estar melhor se não fosse escalado para ser auxiliar de lateral.

Paquetá, igual. Muito bom, jogando muito recuado, encurtando o seu potencial ofensivo.

E, para encerrar, Vinícius Júnior é um atacante que faz a diferença. Tudo isto, tendo um estagiário no comando do time. Técnico, não temos.

Vamos ao Fluminense, cujo sucesso poderia ser definido com um único nome: Abel.

Vou acrescentar mais um e, este é de lascar, pois só existe pelo fato de algum gênio ter pago 10 milhões pelo Ceifador. Aí, com os tricolores agradecendo ao “gênio” rubro-negro, surgiu o jovem Pedro.

Sintetizando, Fla e Flu, líder e vice-líder do Campeonato Brasileiro, pode ser surpreendente, mas dá para explicar…

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O poder mágico da vitória

(Foto: Carlos Gregório Jr/ Vasco.com.br) Artigos Kleber Leite

O momento do Vasco, um de nossos rivais históricos, traduz com enorme clareza a importância da vitória neste esporte mágico que é o futebol.

A semana vascaína tinha tudo para dar errado. Caindo pelas tabelas e, pela frente, o compromisso contra o Flamengo, líder do campeonato.

De forma surpreendente, o time se supera, joga o seu melhor futebol no campeonato e, transforma um empate em vitória moral…

Quando as coisas começam a se ajeitar, pelo bom resultado obtido contra o grande rival, o time viaja para Santiago, na tentativa de uma vitória improvável contra a “La U”, ao invés de paz, de tranquilidade para atingir o difícil objetivo, surge a tal foto que recolocou lenha na fogueira, tumultuando de vez o ambiente.

Aí vem o jogo. Com determinação, falhas dos adversários e sorte, o Vasco consegue uma vitória por 2 a 0, garantindo vaga para a Copa Sul-Americana. Dos males, o menor…

Após o jogo, o ambiente vascaíno – que era de terra arrasada e de perspectiva imprevisível pelo episódio da foto – como num passe de mágica, se transforma radicalmente , onde as palavras mais ouvidas foram vitória e perdão…

Em síntese, no futebol, tudo pode. Menos perder.

No futebol, o remédio para todos os males é a vitória. Sempre foi e, será sempre.

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A influência da imagem na hora do jogo

(Foto: Gilvan de Souza Luiz Gastão Bittencourt / Flamengo) Blog do Kleber Leite

Todos sabem que o futebol está longe se ser uma ciência exata. Aliás, no mundo dos esportes, é o futebol quem mantém a maior distância da regra natural das coisas, porém, mesmo com a sua imprevisibilidade, não há como negar que o fator psicológico tenha influência decisiva na hora do jogo.

Certa vez, me indispus com um jogador, quando após uma derrota no Morumbi, entrei no vestiário e ouvi a seguinte barbaridade: “Também, queriam o que? Ganhar do São Paulo?” Não deixei passar batido, até porque aquele comentário foi feito na frente de todos, com alto risco de contaminar o grupo.

Disse com todas as letras que quem pensava daquela forma não podia mais jogar no Flamengo que, distante naquele momento estava do São Paulo em organização, mas não em grandeza. Concluí dizendo que, quem não se sentia um super-homem com a camisa do Flamengo, não deveria ali estar.

E, é bom lembrar que, este episódio ocorreu em período, de 1995 a 1998, em que todos os jogadores e funcionários do Flamengo recebiam religiosamente em dia, embora a diferença de imagem de clube organizado, do São Paulo para o Flamengo, fosse realmente grande.

Faço esta colocação em função do noticiário comparativo de hoje, que coloca o Flamengo no céu e o Vasco da Gama no inferno. Claro que os jogadores de futebol também são impactados pela mídia e, com certeza, todos os jogadores de Flamengo e Vasco tomaram conhecimento de que, neste clássico, no Maracanã, haverá um confronto entre quem mais fatura no Brasil, contra quem passa por enorme dificuldade.

Pode ser que este clima apequene os jogadores vascaínos que, como seres humanos, reagem de acordo a situação de momento. Em síntese, no aspecto psicológico, o Flamengo, sem jogar, já sai ganhando de 1 a 0.

Acontece que o jogo não termina aí. Ele apenas começou com uma grande vantagem rubro-negra, porém, como dizia João Saldanha, “o jogo é mole, mas para ganhar, primeiro, tem que jogar”.  E, como certa vez, em um clássico dos milhões onde o Flamengo era franco favorito, Yustrich, nosso treinador, escreveu com letras garrafais no quadro negro, colocado, estrategicamente, na porta do vestiário, a seguinte mensagem: “Vasco é Vasco!”

O momento nos é amplamente favorável, mas nesta hora, humildade, sensibilidade e inteligência são fundamentais.


Não sei se a TV a cabo irá transmitir a preliminar, marcada para às 16 horas, na decisão do Campeonato Carioca sub-20, entre Flamengo e Vasco.

Quem vai ficar em casa, vale a pena procurar e, quem vai ao jogo, sugiro chegar bem mais cedo, pois a partida da garotada promete ser muito boa.

Este é o segundo e último confronto. No primeiro, no campo do Bangu, empate em 1 a 1. Bill, em que levo a maior fé, fez o nosso gol. Nesta decisão, em caso de novo empate, pênaltis.

Estarei lá antes das quatro, de olho em Vitor Gabriel, Bill e cia…

Kleber Leite

 

Passando do ponto

E o pau comeu em São Januário, com relatos de que até tiro houve. O pessoal da torcida culpando os seguranças do clube, enquanto que estes negam terem atirado e afirmam que torcedores vândalos causaram o tumulto.

Da mesma forma que Abel Braga, em boa hora, afirmou que a FIFA só vai proibir jogo na altitude de quatro mil metros quando alguém morrer, o mesmo se aplica ao exagero de alguns torcedores insatisfeitos com a performance do seu time.

Se continuar na batida, que começou com o Flamengo, e agora chegou ao Vasco, da mesma forma, se alguém não tomar algum tipo de atitude enérgica, alguém vai acabar morrendo.

O problema é que o ser humano confunde protesto com atitude violenta e, como violência é uma praga que se propaga com facilidade, não precisa ser pitoniza para concluir que, nesta batida, não vai demorar muito para que uma grande tragédia aconteça.

Será que os torcedores do Vasco que, como todos, viram após a selvageria de alguns torcedores do Flamengo, o time começar a ganhar, imaginaram que “tocar o terrror” em São Januário, poderia surtir o mesmo efeito?

No caso do Flamengo que, inegavelmente tem um elenco muito superior ao do Vasco, não foi surpresa o time ter melhorado, pois piorar seria impossível e, o material humano rubro-negro é pertinente a qualquer subida de produção.

O Vasco está em posição oposta. Não há santo que dê jeito ou, faça quem não joga nada, do nada, virar bom jogador. O problema do Flamengo é de uma melhor estrutura no seu departamento de futebol, tanto é que, quem comanda o elenco é um estagiário. No Vasco, com o material humano disponível, Pepe Guardiola e Tite, juntos, não dariam jeito.

Voltando ao ponto de partida, acho que é hora de um grande movimento, no sentido de que os torcedores entendam de uma vez por todas que protestar, pode e, que, agressão é crime.


A minha saudação, neste 4 de maio, ao Rei do pop. Lulu Santos, meu querido amigo que está em Santos para shows antológicos neste final de semana, completando 64 aninhos de vida.

Vida longa para quem, com raro talento e poesia na alma, faz de cada um de nós seres humanos mais sensíveis e, consequentemente, melhores.

VIVA LULU!!! VIVA A VIDA!!!

Lições de quinta-feira

David Pizarro, da Universidad de Chile, após o 7 a 0 para o Cruzeiro (Foto: Douglas Magno/AFP).

A primeira lição para nós rubro-negros, começou bem cedo, mais precisamente em Belo-Horizonte.

Vi, atentamente, a vitória do Cruzeiro pelo elástico placar de 7 a 0. Tudo bem que o clube chileno terminou o jogo com nove jogadores, porém, é bom lembrar que, no primeiro tempo, quando eram onze contra onze, o Cruzeiro já vencia por 3 a 0.

Vamos ao que interessa. O que tudo isto tem a ver conosco? Esta é a primeira lição. Um time ganhador, obrigatoriamente, tem que ser competente na criação. Enquanto muitos brigam para ter, ao menos, um jogador criativo, o Cruzeiro tem dois. Arrascaeta e Thiago Neves criaram demais, infernizaram a vida do time chileno e, foram os protagonistas da goleada.

Voltando às vacas magras. Quem cria no time do Flamengo? Diego, que para isso foi contratado, hoje, é um razoável volante. Como criação de jogada, estamos reduzidos ao menino Paquetá. Se ele não cria, nada acontece.

Segunda lição da noite. Vi, também, com toda a atenção, o jogo do Vasco contra o Racing.

Tecnicamente, o Racing superior, fazendo 1 a 0 e, vendo a vitória se consolidar quando um jogador do Vasco foi expulso. Aí a lição número dois. Com um jogador a menos, o time do Vasco, inferior tecnicamente, teve determinação e disciplina para arrancar um empate improvável e, por muito pouco, não ganhar o jogo. No último lance, o goleiro argentino fez uma defesa impossível num chute de Pikachu.

Resumo da ópera. Hoje, em dois jogos distintos, observamos tudo que precisamos e não temos: comando, criatividade e determinação.

Em tempo: CADÊ O NOSSO TREINADOR?

No futebol, estatística é nada

(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

O futebol é, disparado, o mais imprevisível dos esportes e, talvez por isto mesmo, seja o mais popular.

Nos outros esportes coletivos, a chance do melhor time perder para o mais ou menos é quase zero, nestes, a estatística é o resumo de um jogo. No futebol, a estatística é apenas um detalhe.

Na partida entre Fluminense e Cruzeiro, em que o time carioca jogou com um jogador a menos, praticamente, o jogo todo, o Cruzeiro teve 15 chances de gol, contra três do Fluminense. Resultado final: Fluminense 1 a 0. Brilharam o goleiro Júlio César e o zagueiro Gum. Os dois desmoralizaram a tal de estatística…

Muita gente elogia o elenco do Cruzeiro. Acho apenas razoável. Um time bem arrumado, pois tem um excelente treinador, mas com um elenco nota seis. Seis e meio, com boa vontade…

Quem consegue fazer a roda girar sem ter grandes astros é o Corinthians que, está sinalizando que pode repetir a campanha do ano passado.

O Palmeiras, ao contrário, tem um elenco forte, mas ainda não conseguiu a intensidade do Corinthians. Como o campeonato é longo, a tendência é o time do Palmeiras melhorar e, muito.

Na cola dos dois times paulistas vem o Grêmio, que no ano passado, em função de uma estratégia equivocada, largou o Campeonato Brasileiro de lado. O Grêmio tem intensidade, treinador e bom elenco.

Aí, no segundo pelotão, estamos nós, com um elenco de razoável para bom, um time sem intensidade e sem treinador.

Ainda neste segundo pelotão, incluo Cruzeiro e Atlético Mineiro. Claro que, como o campeonato vai até o final do ano, algo pode mudar, para melhor ou, para pior.

E por falar em melhorar, CADÊ O NOSSO TREINADOR?

Andrés x Eduardo

(Reprodução da internet Rodrigo Branco)

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, sem papas na língua, colocou a boca no trombone, acusando o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, de ter oferecido um milhão de reais, mensais, ao treinador corintiano, Fábio Carille, além de ter sondado o excelente jogador Rodriguinho.

Andrés também criticou o fato de o Flamengo ter comparecido à reunião para eleger o novo presidente da CBF, Rogério Caboclo, e não ter votado. Dos três dissidentes, o Corinthians foi e votou em branco. O Flamengo se fez representar e não votou e, Atlético Paranaense, lá não foi.

De positivo, foi o fato de sabermos que o Flamengo está procurando um treinador. O problema tem sido a falta de sensibilidade para detectar as reais possibilidades. Estava na cara que Renato não iria, como está na cara que, mesmo com a exagerada oferta de um milhão por mês, pela declaração de Andrés, Carille ficará no Corinthians.

Ia esquecendo que, em seu desabafo, o presidente corintiano chegou a afirmar que duvidava que o Flamengo pagasse a metade da multa de Rodriguinho, prevista em contrato.

Em tempo: não seria o Flamengo uma bela solução para o imbróglio envolvendo Scarpa, Fluminense e Palmeiras?

Em tempo 2: Soube que Lucas Lima não está feliz no Palmeiras.

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Quanto mais vejo, mais preocupado fico

(Foto: GloboEsporte .com)

Curioso estava pela estreia do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Afinal, estamos falando de quem mais investiu, do time apontado pela maioria esmagadora dos companheiros de imprensa como o mais provável candidato ao título.

Aí, me preparei para ver o Palmeiras e, acabei vendo um bom jogo, com o time do Botafogo operando quase que um milagre.

Vamos começar pelo Palmeiras. Realmente, as opções que têm o seu treinador são enormes. Neste jogo, no intervalo, Lucas Lima foi sacado e, o seu substituto, Guerra, foi o autor do gol do Palmeiras. Em síntese, o banco do Palmeiras é um luxo.

O problema é que o Botafogo, com todos os problemas financeiros e, consequentemente, com um elenco limitado – e ainda por cima desfalcado de jogadores importantes – é um time muito bem arrumado e com uma bela dinâmica de jogo.

Após o gol, o Palmeiras relaxou e o Botafogo partiu pra cima, sendo premiado, com justiça, com o gol de empate.

O jogo, muito gostoso de se ver. E, no final, para mim, uma preocupação que cresce. Temos um bom elenco, porém, inferior ao do Palmeiras.

E, temos um time que, em termos de dinâmica e arrumação, fica devendo ao Botafogo.

Gostaria muito de estar externando minha opinião de forma diferente, mas esta é a realidade. Só não vê quem não quer ou, quem de futebol entende o mesmo que entendo eu de Botânica.

Para encerrar. Há quem comente que a medida em se definir um treinador para o Flamengo após a Copa do Mundo é uma atitude inteligente. Aos que assim pensam, um pequenino lembrete e, uma rápida aplicação da velha matemática. Até a Copa, serão disputadas 12 rodadas de um total de 38. Ou seja, esperar pelo reinício do campeonato para contratar um treinador será abrir mão de 31,6%, ou, quase um terço da competição.

Ainda há um agravante. O período da Copa do Mundo seria tudo que um profissional precisaria para ajeitar o time. Após a Copa, no dia seguinte, a bola já rola por aqui.

Em 2006, conquistamos a Copa do Brasil exatamente assim. Com um treinador novo ajeitando o time para a decisão. E ganhamos!!!

CADÊ O TREINADOR???

Campeonato nivelado

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Numa análise fria, sem paixão, o início do Campeonato Brasileiro não foi tão ruim como se poderia imaginar.

Ontem, em função de erros grosseiros da arbitragem, principalmente contra o Flamengo, num jogo atípico, fica impossível um comentário correto sobre a partida e, sobre o potencial dos dois times.

Pelo retrospecto, fica a sensação de que o time do Vitória é fraco e que, infelizmente, o Flamengo não dá ao torcedor a certeza de que pode brigar pelo título. Sinceramente, diferente de alguns companheiros aqui do blog, não acredito mesmo que corramos algum risco de sofrimento no campeonato. Aí também já seria demais…

Não há como negar que fica uma sensação de que o nosso barco não navega com firmeza no mar agitado do Brasileirão. No timão do nosso barco, não há o comandante. Está mantido um marinheiro. De primeira viagem… Acreditar, como?


(Foto: Newton Menezes / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Hoje, o panorama para o futebol carioca foi até bom. O Fluminense, que perdeu, deixou a impressão de que a derrota de 2 a 1 para o Corinthians não foi um resultado que traduzisse o que se viu.

Primeiro tempo ridículo, pobre, de dar sono. Segundo tempo vibrante, com mais chances para o Fluminense, mas como o tema é futebol, vitória do Corinthians por 2 a 1. Aqui pra nós, este Rodriguinho, além de bom jogador, é decisivo. Jogador iluminado, que faz a diferença.


(Foto: Celso Pupo / Fotoarena / Estadão Conteúdo)

O Vasco, com todos os seus problemas, foi o único do Rio a vencer. E, com méritos, venceu o Atlético Mineiro por 2 a 1. Difícil discordar do excepcional comentarista e querido amigo Lédio Carmona, que não achou pênalti no lance que originou o gol da vitória do Vasco. Achei pênalti. Aliás, “muito pênalti”… Lédio, querido, desculpe discordar. A primeira vez em mil anos…

Agora, atentem para um fato curioso neste campeonato. O Cruzeiro, apontado como um dos favoritos para o título, começou perdendo, em casa, para o Grêmio, num jogo em que o time de Renato Gaúcho teve domínio total. Agora, o Cruzeiro vem ao Rio e pega o Fluminense que, hoje, perdeu, mas não decepcionou. Apesar da competência indiscutível de Mano Menezes, não vejo o Cruzeiro como bicho papão.

Para encerrar, a pergunta que não quer calar: CADÊ O TREINADOR DO FLAMENGO?