Messi, Caetano e a Taça Rio

Lendo a matéria em que Messi afirma não ser a Argentina uma das favoritas para ganhar a Copa, em que o melhor jogador do mundo, sem papas na língua, afirma que Brasil, Alemanha, Espanha e França são os reais favoritos, me veio à mente um vídeo espetacular (acima) que não para de rodar no Flashback, reduto de quem é louco por música, em que Caetano Veloso interpreta “Sozinho”, de Peninha.

A interpretação é uma obra de arte, mas o melhor fica por conta do final, quando Caetano diz que ouviu “Sozinho” pela primeira vez no rádio, na voz de Sandra de Sá. Ouviu e jurou que iria gravar a música. O tempo passou e, também no rádio, ouviu a música de Peninha interpretada por Tim Maia. Diz Caetano que, as duas interpretações, com Sandra, maravilhosa, e com Tim, arrasadora, quase o inibiram de gravar a música que tanto amava.

Caetano gravou e, a meu conceito, é uma das maiores interpretações da MPB.

O que Caetano e Messi têm em comum? Genialidade ao grau máximo e humildade que comove, inspira e é exemplo.


(Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo)

Taça Rio

Hoje, Marcelo Barreto puxou o tema que, realmente é muito bom. Campeão da Taça Rio é título?

Contou inclusive Barreto que o editor de esportes do Globo, recorreu a uma pesquisa para decidir se na segunda-feira haveria ou não, poster de campeão.

A pesquisa foi favorável e, como todos viram, lá estava o time do Fluminense, posando como campeão.

A meu conceito, a conquista se resume ao campo esportivo, quando garante vaga para disputar semifinal e final.

Quando a Taça Guanabara era uma competição isolada, aí sim, cabia volta olímpica e poster de campeão.

Hoje, neste formato de campeonato, é forçação de barra.

Ou, como ouvi de um amigo tricolor: “Vou ao Maraca. Se o Flu ganhar, é campeão. Se perder, não vale nada”.

Jogão

(Daniel Vorley/ AGIF)

Quem não viu Santos 1 x 1 Corinthians, perdeu um belo jogo.

Houve um determinado momento em que pensei comigo mesmo que a distância do futebol de São Paulo para o Rio, pelo que estava vendo do jogo, fosse enorme. Até que o bom comentarista do SporTV esclareceu que aquele era, de longe, o melhor jogo do Campeonato Paulista.

Aí deu para entender que aquele jogão era uma exceção. Infelizmente…

O julgamento de Casão

(Reprodução da internet)

O tema do dia foi a reação do pai de Neymar, em função dos comentários de Casagrande sobre o melhor jogador do futebol brasileiro e, com certeza, titular do TOP 3 do futebol mundial.

Para começar, é muito importante, antes do fato em si, saber exatamente quem está criticando. A partir desta premissa, qualquer julgamento será mais fácil, pois conhecer as reais intenções e caráter de quem comenta, faz parte e, decisiva, para uma conclusão final.

Casagrande é mala, é um chato? Não, muito pelo contrário! Casagrande tem o hábito do pessimismo, de pegar no pé de jogadores e dirigentes? Não, nunca houve qualquer reclamação a respeito.

Casagrande é um ser humano sensível, é uma pessoa doce? Sim, diria mesmo que, neste quesito há unanimidade.

Casagrande tem experiência de vida, como ser humano e como profissional do futebol? Pelo que passou, talvez até mais como ser humano, embora não se possa desprezar a experiência dele no mundo da bola.

Casagrande tem autoridade para criticar? Total. Até porque, se isto não fosse verdade, não estaria tanto tempo na Rede Globo.

Agora, vamos recapitular o que disse Casagrande.

1 – Que o craque, por melhor que seja, tem que ter o espírito coletivo. Jogar para e, com o time. Desta forma, até pelo talento, não há como não se destacar.

2 – Que Neymar com algumas últimas atitudes vem angariando antipatia. Que o nosso melhor jogador deveria fazer uma reciclagem, procurando ser mais leve, comunicativo e simpático.

3 – Que Neymar tem sido muito mimado, e isto, só o atrapalha. PERGUNTO: Onde Casagrande foi injusto ou, equivocado? Em nada. Acertou tudo, do goleiro ao ponta-esquerda. E, acima de tudo foi corajoso. Disse o que muitos já concluíram e, por um motivo ou outro, preferem silenciar.

Que o pai de Neymar e o próprio jogador, entendam que amigo é o que diz o que o outro precisa ouvir, e não o que quer ouvir.

Neymar é um menino de ouro, de boa índole e, com a sorte de estar cercado por uma família estruturada e com valores de vida elogiáveis.

O problema é que, embora difícil, há de se aceitar que, mesmo sendo um ídolo incontestável, Neymar é um ser humano e, como tal, suscetível a um equívoco ou outro. Ponto!

Ao invés de reagir, familiares e amigos mais chegados deveriam meditar profundamente sobre o que foi dito por Casagrande. Se assim agissem, talvez tivessem chegado a um outro tipo de conclusão e, quem sabe, Neymar ao invés de se revoltar, teria tirado proveito de tão sábios e pertinentes comentários.

O melhor, é que ainda há tempo.

Inacreditável…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Há certas coisas na vida e, claro que, também no futebol, que fazem qualquer pessoa normal não acreditar no que está lendo ou ouvindo. Por exemplo: Esta notícia de que a Conmebol está estudando e, a tendência seja rejeitar, a indicação do Flamengo, no sentido de que o primeiro jogo do rubro-negro, pela Copa Libertadores, seja disputado na Ilha do Urubu.

Fosse este jogo realizado dentro da normalidade, isto é, com ingressos sendo vendidos normalmente e, obviamente, com a presença de um grande público, até daria para entender, pois as arquibancadas são improvisadas e, poderia ser este um motivo razoável para Confederação Sul-Americana resistir em aprovar o estádio indicado pelo Flamengo. Acontece que neste jogo, o primeiro do Flamengo pela Libertadores, contra o River Plate, não haverá presença de público em função da punição imposta pela Conmebol ao Flamengo, pelos fatos ocorridos no Maracanã, quando do jogo final pela Copa Sul Americana.

Este jogo, contra o River, de portões fechados, poderia ser realizado na Rua Figueira de Melo, campo do São Cristovão, caso o gramado estivesse em condições, o que infelizmente não acontece, pois, as ovelhinhas resolveram fazer greve de fome… Francamente, ter que conviver com este tipo de absurdo, é de se perder a paciência. Dona Conmebol não toma jeito…



 
Outro exemplo: Após empate contra um time sem expressão, Oswaldo de Oliveira, treinador do Atlético Mineiro, profissional pra lá de calejado, sempre educado, gentil, muda radicalmente sua permanente postura, partindo pra cima do repórter que havia feito uma pergunta, para ele, cabeluda (vídeo acima, iniciando aos 2min35seg)…. A partir daí, um festival de ofensas e, só não foi pior pela pronta intervenção da turma do deixa disso. O que leva uma pessoa tão educada, perder a cabeça por algo de importância relativa?


(Foto: André Costa / Estadão)

Mais um: Você já tinha ouvido falar em clube cujo nome é APARECIDENSE? Você sabia que este clube existe e, que sua sede, como diria o saudoso grande locutor Antônio Porto, fica no coração verde da Pátria (Goiás)? E o Botafogo, hein? Que loucura…

Aliás, este novo regulamento da Copa do Brasil, em que no seu início, o time mais bem qualificado, obrigatoriamente, em jogo único, é o visitante, podendo se classificar com o empate, começa a apresentar surpresas, como ocorreu com a desclassificação do Botafogo e, levando-se em conta de que o tema em pauta é o futebol, onde a zebra existe, com certeza, não vai parar no papelão do Botafogo. Outros Aparecidenses irão infernizar a vida de grandes clubes.


Mudando de assunto. Curioso como pouco se fala da decisão da semifinal desta Taça Guanabara, entre Flamengo e Botafogo. Será pelo carnaval? Ou haverá outros motivos?

Bom senso

(Imagem: El Pais)

O que é gasto e, o que é investimento? Esta simples questão não deve ter sido colocada quando da reunião de ontem, na qual a CBF transferiu para os clubes a decisão de se implantar no Campeonato Brasileiro deste ano, o tão comentado árbitro de vídeo.

Aos clubes foi informado o custo por jogo desta operação e, sem que houvesse um aprofundamento na discussão do tema, o assunto foi a votação e, como a maioria dos clubes achou a operação dispendiosa, ficou decidido que em 2018, no Campeonato Brasileiro, não teremos o árbitro de vídeo.

Não que seja eu contra o pragmatismo, mas convenhamos que, para assunto tão importante, o debate sequer existiu. O preço foi informado, a maioria achou caro e, baseado nisso, fim de papo. Na verdade, o debate deveria ter sido iniciado no sentido de que se concluísse se esta ação geraria um gasto ou, se tratava de um investimento.

Caramba, são duas coisas completamente distintas. Gasto, é o dinheiro que se aplica sem perspectiva de retorno. Investimento, é quando o dinheiro é aplicado com amplas possibilidades de retorno.

Ora, este fato novo, que traz e garante o sentimento de justiça, empresta uma enorme credibilidade à competição e, como todos sabem, credibilidade é fonte geradora de receita.

Além disso, alguém parou para pensar em transformar os momentos de ação do árbitro de vídeo em produto e, consequentemente, resultado comercial? Ora, se nas entrevistas, coletivas ou não, se tira proveito comercial, se no campo de jogo há o apelo comercial, por que não comercializar este momento único, em que toda a atenção de quem está grudado na telinha é triplicada?

O produto é tão bom que, duvido, não chovesse interessados. Pelo volume de jogos, tenho a certeza de que daria para pagar a conta e ainda haveria um bom troco…

Em síntese, não houve tempo para se debater, para se aprofundar no tema. Perdemos uma bela oportunidade de começar a conviver com a modernidade.

Maracanã, que tristeza…

(Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

Hoje, na sua primeira entrevista coletiva, o presidente eleito do Corinthians, Andrés Sanchez, foi de uma enorme felicidade ao falar sobre a Arena Corinthians.

Indagado como faria para pagar a dívida ainda pendente, Andrés foi categórico ao afirma que: “Vamos encontrar as soluções, porém sem sacrificar o estádio”. O repórter quis saber o que significava “sacrificar o estádio”, ao que Andrés respondeu: “Sacrificar o estádio é cometer o crime de autorizar shows que, liquidam o gramado, comprometendo a qualidade na hora da bola rolar”.

Perfeito!!! Nunca vi, em nenhum estádio do mundo, por mais atual que seja a tecnologia, algo que impeça o sacrifício do gramado. Tudo tem a sua hora. A do show em estádio de futebol, só no recesso da bola. E, ponto!

E imaginar que a bola não vai rolar no Maracanã para shows de Wesley Safadão e de Sertanejos. Francamente…

É o fim do mundo!!! Que vergonha!!!

Terça-feira, com novidades…

(Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo)

Na Copinha, nos pênaltis, aliás, muito bem cobrados, o São Paulo eliminou o Inter e se classificou para a final contra o Flamengo. O meio jogo de hoje – menos de meia hora –, complementando o de ontem, suspenso em função do temporal, mostrou o time do São Paulo atacando mais, porém, deixando muitas brechas atrás. Tanto é verdade que as chances de gol foram em igual número e, na decisão por pênaltis, o time paulista deu show.

Deste time do São Paulo na Copinha, foi o que vi e, claro que, por tão pouco tempo, fica impossível se fazer uma avaliação correta. Nem mesmo o tempo curto jogado hoje dá para se avaliar alguma coisa, já que o São Paulo partiu pra cima, pois não queria ir para os pênaltis, ao contrario do Inter, que entrou em campo para não perder e forçar a decisão nas penalidades máximas.

Claro que torci para o Inter, pois seria melhor jogar com a presença de público favorável, pois se fosse a equipe colorada, haveria muito mais torcedores do Flamengo do que do clube gaúcho. Como confiança é quase tudo no futebol – e a nossa garotada está “voando baixo” – estou levando muita fé, embora tenha a absoluta convicção de que Vitor Gabriel, o nosso centroavante, vai fazer uma baita falta.

A esperança no ataque fica por conta de Bill, que pode desequilibrar o jogo. Importante não esquecer, dia e hora da decisão. Depois de amanhã, quinta-feira, às 10 HORAS DA MANHÃ!!!

A gozação do dia foi a de que, se desse Fla x Inter na final, o vencedor teria que jogar contra o Sport…


(Foto: Gilvan de Souza)

O pessoal do futebol, ao que tudo indica, em parceria com o procurador de Muralha, “deu tratos à bola” e para o bem de todos e felicidade geral da nação, Muralha foi emprestado a um clube japonês pelo período de onze meses. Melhor para todos, pois não havia mais clima para o goleiro jogar no Flamengo e, esta situação era ruim para os dois lados. Muralha não jogando, e o Flamengo pagando. Tomara que tudo dê certo por lá e, que os onze meses se transformem em vários anos…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A outra notícia que circula com insistência é a de que o sonho de consumo do novo presidente do Vasco das Gama, Alexandre Campello, é ter Rodrigo Caetano comandando o futebol vascaíno, o que gerou reações distintas por parte dos torcedores do Flamengo, causando preocupação em alguns, pela possibilidade de um trabalho poder ser interrompido, além de – de certa forma – se sentir passado para trás pelo Vasco.

Claro que houve também entre os rubro-negros quem comemorasse a notícia. Fato é que, esta cadeira no Vasco está vaga desde a saída de Anderson Barros, para o Botafogo. Pelo reto caráter de Rodrigo Caetano e, pelo permanente prestígio que sempre teve do presidente Eduardo Bandeira de Mello, e do Super CEO do clube, Fred Luz, acho que o sonho do novo presidente do Vasco vai ficar na vontade…


Para responder rápido. Se Flamengo x Bangu, jogo válido pelo Campeonato Carioca de profissionais, que será disputado amanhã, na Ilha do Urubu, estivesse programado para o mesmo dia e hora de Flamengo x São Paulo, na decisão da Copinha, que jogo você assistiria?

Respondendo ao Julieverson

O nosso companheiro Julieverson, certamente em função do que aconteceu na última eleição no Vasco da Gama, puxou o tema para discussão, meio que, querendo saber qual é a fórmula ideal para ser adotada nos clubes e, querendo entender a diferença entre torcedor e sócio.

Certa vez, estava eu sendo entrevistado no programa de TV que era comandado pelo querido José Carlos Araújo, quando lá pelas tantas, um jovem rubro-negro, que fazia parte do quadro ‘”repórter por um dia”, e que afirmara ter o sonho de um dia ser presidente do Flamengo, me perguntou o motivo de, na política rubro-negra, as caras serem as mesmas, embutindo na pergunta a crítica que era óbvia, pregando uma renovação no quadro de dirigentes. Ouvi e, disse que iria responder com uma pergunta a ele e, sapequei: “Você é sócio?”. Ato contínuo, veio a resposta: “Não!”. Quase não precisei mais falar e, como num passe de mágica, o assunto passou a ser outro.

Como muito bem colocou no post anterior o nosso amigo Julieverson, torcedor é torcedor, sócio é sócio. Ou seja, o torcedor tem como princípio torcer. O sócio, de participar da vida do clube.

Graças aos meus pais, sempre entendi o quão era importante contribuir e participar da vida do Flamengo. Minha carteirinha de sócio, que ainda tenho (imagem abaixo), é de 1965, portanto, são mais de 50 anos como associado à paixão da minha vida. Naquela época era eu sócio patrimonial e, o número do título não esqueço nunca: 6654.

Respeito todas as campanhas de marketing que vendem vantagens para alguém ser sócio de um clube, mas não abro mão em afirmar que nunca haverá vantagem maior do que, mesmo modestamente, você estar contribuindo para a consolidação da sua paixão e, além disso, adquirindo o direito de ter voz ativa, através do voto.

Qual é o melhor sistema? Há controvérsias, reconheço, mas o que é praticado no Flamengo é extremamente democrático e, para não dizer que é perfeito, acho que o processo eleitoral deveria ser mais curto, com as chapas sendo inscritas em data próxima à eleição, fato que não ocorre hoje, quando as chapas são apresentadas no meio do ano, e as eleições acontecem no mês de dezembro. Período muito longo que, em ano eleitoral, acaba mais dividindo do que somando.

De qualquer forma, a eleição no Flamengo é direta, o que me parece saudável e democrático. O outro formato, como o que se viu recentemente no Vasco da Gama, embora tenha ocorrido pela primeira vez, dá margem a que uma minoria decida de forma diferente do que todo quadro social optou. Como a bíblia de um clube é o seu estatuto, certo ou errado, deve se cumprir o que está escrito. Desta forma, sem discussão, Alexandre Campello é de fato e de direito o presidente do Vasco da Gama.

Outro tema polêmico diz respeito à duração do mandato. Na minha época, no Flamengo, o mandato era de dois anos. Depois, o Conselho Deliberativo entendeu que deveria ser de três. O argumento de quem defendia a tese de que dois anos era o ideal se baseava no fato de que, se o presidente não fosse bom, lá não permaneceria por muito tempo.

Já quem sempre defendeu o mandato de três anos, tem como argumento principal o fato de que, sendo o mandato de dois anos, o presidente eleito, após o primeiro ano, já encara no ano seguinte um ano eleitoral e, não há como negar que este seja um baita argumento. Para o bom andamento do clube, não tenho nenhuma dúvida de que o mandato de três anos seja muito mais produtivo.

Para encerrar, deixo aqui o meu fraterno abraço, de reconhecimento e gratidão, aos sócios rubro-negros que não residem no Rio de Janeiro. Esta é uma prova inconteste de amor ao clube. Dar, sabendo que nada ou, muito pouco, terá em troca. Isto é amor!!!

Feliz natal, e que 2018 suavize e inspire o ser humano

(Arte: Equipe KL)

A hora é de parar um pouquinho e, até pelo espírito de Natal, arranjar um tempinho para se olhar pra trás, tentando encontrar um balanço do ano que está no fim e projetar a vida no que está chegando.

A parada é quase que obrigatória, já que neste período, como acontece em todos os anos, a especulação impera e o noticiário esportivo acaba virando o “samba do crioulo doido”. Fred, vem ou não vem? Vinícius Júnior, fica ou já vai para o Real? Rueda, fica ou vai dirigir a seleção do Chile? E Guerrero, que atitude tomar? Enfim, o dia a dia rubro-negro, até que as coisas se definam vai ser por aí…

Como não sou de ficar em cima do muro, devo dizer que o nosso presidente Eduardo está perdendo uma bela oportunidade de começar do zero. Modificações de meia boca nunca deram resultado. Portanto, há duas alternativas, quais sejam: deixar como está ou modificar radicalmente a estrutura do futebol.

A segunda opção, por tudo que se viu este ano, a meu conceito, seria a mais pertinente. Sem briga, sem espinafrar ninguém, agradecendo o esforço de cada um e, mudando tudo.

Parto da premissa de que futebol é turma e, quanto menos gente, melhor. A sintonia fina é necessária e isto só se consegue quando há total afinidade entre as pessoas que compõem o departamento.

Trocar peças é tapar o sol com a peneira. Melhor seria trocar o tabuleiro e começar um novo jogo. Pelo jeito isto não acontecerá no futebol do Flamengo. Como, por formação, respeito quem pense em contrário, e pelo fato de só saber torcer a favor, torço para que tudo dê certo.

No aspecto humano, ainda com a população impactada pelo horror das cenas que assistimos no nosso último jogo do ano, imaginar pessoas menos selvagens e agressivas no ano que vem chegando. Culpar o Flamengo, ou o policiamento, pela selvageria que tomou conta do Maracanã e seu entorno é, pura e simplesmente, virar às costas para a realidade do nosso dia a dia, onde se faz o que quer sem a mínima responsabilidade, e sem nenhum tipo de preocupação, carinho, respeito e amor pelo próximo. A convivência real entre as pessoas se transformou no comportamento verificado nas redes sociais, onde a falta de respeito é completa e, se não houver um freio forte, definitiva.

Em síntese, que o ser humano acorde desta viagem sem volta, onde impera a lei de Murici, onde cada um cuida de si, além da máxima nordestina, “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Que 2018, o ano da Copa, traga ares de amor, bondade, compreensão e carinho. Que 2018 seja um ano mais justo.

Um lindo Natal e muita paz neste ano que vem chegando. Obrigado por vocês existirem na minha vida e, em janeiro estaremos de volta. Se Papai do Céu quiser…