Obras de arte!!! Com a bola e na latinha

Recebi este vídeo, magnificamente bem editado, do meu amigo Vinícius França.

Isto é o que se pode chamar de junção de arte, paixão e poesia. Sintonia perfeita entre a bola rolando no campo e a magia de narrar estes momentos mágicos.

No campo, Zico, Junior e Cia… na “latinha” Waldir Amaral e Jorge Curi. Como não chorar, vendo e ouvindo este festival de raros talentos.

Momento inesquecível. Vi tudo. Os seis gols, dentro do campo, atrás do gol de Paulo Sérgio.

Que privilégio… Presente de Papai do Céu…

Caiu um pedaço enorme da história do Rádio


A popularidade dos clubes do Rio de Janeiro muito se deve ao Rádio, principalmente às Rádios Globo, Tupi e Nacional.

Emissoras que, pelo alcance de suas antenas, varavam o Brasil e até atravessavam fronteiras.

A força do Flamengo, principalmente no Norte/Nordeste do Brasil, pode ser facilmente explicada. O Rádio era o camisa 10 deste time que carregava o vermelho e preto, Brasil afora.

Com tristeza, e muitas lembranças que emocionam sempre, recebi vídeo (abaixo) e foto (acima) da antena AM da Rádio Globo sendo derrubada. Agora, Rádio Globo só em FM.

Modernidade? Economia? Tenho minhas dúvidas. O Brasil é muito grande, um país continental e pobre, onde as ondas do rádio continuam sendo amuleto e bengala para muita gente.

A Tupi resiste. Parabéns!

Triste imagem. Caiu um pedaço de nós.
 

Em se tratando de futebol, tudo é possível

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Participei de um adorável programa, comandado pelo grande Edson Mauro, o locutor bom de bola. Claudio Perrout e Carlos Eduardo, brilhantes e consagrados repórteres, que estranhamente andam afastados do rádio, e estudantes de jornalismo, compuseram a “arquibancada” do papo de bola.

Lá pelas tantas, alguém me perguntou sobre o novo treinador do Flamengo, Reinaldo Rueda. Respondi que, em tese, o momento (meio, quase final de temporada) não é oportuno para um técnico estrangeiro encarar este tipo de desafio, pois pega o bonde andando e, não conhecendo quase ninguém.

Porém, lembrei que, em se tratando de futebol, nem tudo que é feito com planejamento e competência, dá certo. E, que a recíproca é verdadeira. O que tinha tudo para dar errado, acaba dando certo.

Como sou um otimista de carteirinha, acredito, mais do que nunca, na imprevisibilidade do futebol.

Amém!!!

Altitude, PC do B, NJ do B

(Foto: Juan Mabromata/AFP)

ALTITUDE

Um dos maiores absurdos do futebol é esta insensatez de se jogar numa altitude de 3.600 metros, como ocorre em La Paz. Ainda é bom lembrar que na chegada à cidade, no aeroporto, a altitude é de 4.000 metros.

Já vi de tudo em La Paz. Zico, em determinada ocasião, sequer conseguiu sair do hotel. João Paulo, ponta do Santos que depois foi para o Flamengo, caiu duro, no aquecimento, ao executar um polichinelo…

Certa vez, na Rádio Globo, narrei, comentei e fiz as reportagens, pois Jorge Curi, o narrador, e João Saldanha, o comentarista, sucumbiram, não resistiram ao inferno que é conviver na extrema altura.

João Saldanha, em outra viagem, se não o carregássemos para o avião, já pressurizado, certamente não teria sobrevivido.

Enfim, acho covardia submeter alguém, seja quem for, a qualquer atividade física nestas condições. Por isso, me recuso a comentar a derrota da Argentina, sem Messi, por 2 a 0.

No Flamengo tentamos acabar com isso. Quase conseguimos. Os médicos, do mundo inteiro jogaram a favor. A FIFA, que havia concordado, pipocou. Sucumbiu à política e a outros interesses… Jogar nesta altitude é uma agressão ao ser humano.


PC do B

PHILIPPE COUTINHO do BRASIL… Que jogador… Que primeiro tempo espetacular, e que categoria no primeiro gol da Seleção Brasileira.

Hoje, tive a informação de que o Barcelona tem como meta prioritária, para o ano que vem, a contratação de Philippe Coutinho. Quem contrata no Barcelona tem olho clínico…


(Foto: Nelson Antoine / Associated Press)

NJ do B

NEYMAR JR do BRASIL… Que segundo tempo… Que autoridade… Que maturidade… Que jogador…

Hoje, voltou a ser capitão e comandou o espetáculo. Alguém na televisão – acho que foi o Casagrande – afirmou que, neste momento, ninguém no mundo está jogando como Neymar. Sou obrigado a concordar, pois a colocação é pertinente. O momento, a hora, é de Neymar.

No mais, uma atuação de gala da Espanha, metendo 2 a 0 na França, em Paris. Neste jogo, a tecnologia deu show. Sem ela, o jogo seria 1 a 1. A tecnologia carimbou a verdade. Espanha 2 a 0.

Como no tênis ou no vôlei, com inteligência, disciplina e bom senso, a tecnologia também fará parte do mundo do futebol. Está chegando a hora…

 

Para reflexão e, ação!!!!

Álvaro Oliveira Filho, comentarista da Rádio CBN.

Como para tudo na vida há um limite, tenho a impressão de que a violência nos estádios e no entorno, chegou ao seu extremo de suportabilidade, cabendo agora à sociedade tomar vergonha na cara e, encontrar uma saída para este câncer que tomou conta do futebol em nosso país. Definitivamente, a hora é de reagir, de debater o tema à exaustão e, com coragem, partir para as soluções, doa a quem doer.

Ontem, no carro, tive a feliz ideia de ligar o rádio na CBN, onde estava rolando o programa “Quatro em Campo”. Confesso que fiquei encantado com as corajosas, profundas e pragmáticas colocações do comentarista Álvaro Oliveira Filho, um dos melhores – provavelmente, o melhor – desta nova geração de comentaristas do rádio esportivo.

Tenho, não sei se defeito ou virtude, sempre que gosto muito de alguma coisa, a absoluta necessidade de dividir, de passar adiante…. Assim sendo, até por uma questão de coerência, aí vai para todos os companheiros e amigos do blog, um dos trechos em que Álvaro Oliveira Filho aborda, com enorme felicidade, este assunto tão preocupante.



De nossa parte, fica o compromisso de não deixar esta peteca cair. Vamos ficar em cima, cobrando de quem de direito, exigindo soluções imediatas.

Velho Apolo 80

Apolo1Amigos queridos,

Muita emoção em menos de 24 horas. A noite terminou de forma magnífica, com a vitória dos três golaços e, o dia começou com as almas rubro-negras em festa, também, pelos 80 anos desta extraordinária figura humana, e genial comunicador, Washington Rodrigues, o Velho Apolo.

Em família, rememoramos um pouco esta rica história de vida e, claro, rimos muito, pois é impossível estar ao lado do Velho Apolo sem que o bom humor não seja o carro chefe.

Esta nossa amizade começou em 1969, quando com todo carinho e paciência, recebia dele as primeiras dicas para se fazer um bom rádio. Washington sempre foi o mestre da simplicidade. Com um linguajar simples e direto, onde por todos era entendido, conquistou uma legião de admiradores. Viajamos juntos mundo afora e, hoje, rememoramos inúmeras histórias que marcaram nossas vidas. Foi como se estivéssemos apresentando um programa de rádio, em que os ouvintes atentos foram os filhos dele e um dos meus filhos. Brunão, Ostinho, Patrícia e Dudu, já podem escrever um livro…

Waldir Amaral, Jorge Curi, Luiz Mendes, Mário Vianna, Luiz de França, Edson Mauro, José Roberto Marinho, Loureiro Neto, Alfredo Raimundo, Guilherme Castelo Branco, Cid Montenegro, Ronaldo Castro, Walter Mello Curruga, José Carlos Araújo, George Helal, Eurico Miranda, João Havelange, Zico, Roberto Dinamite, Admildo Chirol, Walkir Pimentel, Luiz Carlos Félix, Doalcei Camargo e mais alguns, foram protagonistas das inúmeras historinhas que iam se engatando uma na outra.

Apolo2Almoço divino, com direito, por cortesia dos amigos do Antiquarius, especialmente do rubro-negro Otávio, a babador personalizado e com o Manto Sagrado impresso.

Dia para não esquecer. Dia para comemorar a vida. Dia para agradecer a Papai do Céu o privilégio desta longa convivência, onde aprendi muito, como ser humano e como profissional.

Parabéns Velho Apolo!!!

Obrigado por você existir em nossas vidas.

Amamos e admiramos você!!!

O Garoto do Placar

Em meio ao tiroteio político, e ainda tocado pelo sentimento de gratidão despertado pelos 63 aninhos de Zico, dedico este post principalmente para os mais jovens, apresentando alguém muitíssimo especial.

Celso Garcia foi um dos principais locutores esportivos do Brasil. Voz marcante, rubro-negro alucinado e, popular no Brasil inteiro, pois nas suas transmissões, numa época em que placar eletrônico ninguém ainda havia pensado, após cada gol, dizia: “ATENÇÃO GAROTO DO PLACAR DO MARACANÃ, COLOQUE…” e aí dizia o placar. Em qualquer pelada, a cada gol, sempre alguém aparecia para gritar: ” ATENÇÃO GAROTO DO PLACAR…COLOQUE…”

(Ouça, no player abaixo, a narração de um gol de Zico, em 1977, contra o ABC).

Celso Garcia foi durante anos o segundo do genial Waldir Amaral, não só na locução, como também no comando da equipe de esportes. Celso foi um chefe humano, um professor de rádio e do dia a dia. Um parceiro…

Para nós, rubro-negros, esta linda história de vida, apesar de marcante, fica em segundo plano, na medida em que pelas mãos do nosso personagem, Zico chegou à Gávea.

Pergunta: alguém tem conhecimento de alguma ação mais importante do que esta, na nossa vida pra lá de centenária?

Deixo vocês com esta foto histórica e linda. Celso Garcia, o “garoto do placar”, e Zico, o nosso Rei.

Celso Garcia e Zico.

Como o Flamengo é eterno, ao longo do tempo, Celso Garcia ficará marcado como o criador da mais genial obra de arte na história do futebol rubro-negro, até porque, Zico é único.

Em nome da nossa nação, obrigado eterno.

De minha parte, resumo tudo em duas palavras, querido Celso: Saudade danada…

Verde e Rosa

Kleber Leite e Getúlio BrasilFoi em uma tarde de sábado, onde ainda adolescente, estava eu como sócio do Flamengo, usufruindo dos meus direitos, ocupando uma cadeira no setor 4 do Maracanã. Antes do jogo, houve um desfile da Mangueira no gramado. Confesso que não lembro o motivo. Era algo comemorativo e as duas bandeiras tremularam juntas o tempo todo. Ali, foi para mim o casamento do samba com o futebol. Ali, passei a ter uma segunda paixão. Deixei de ser só rubro-negro para ser também verde e rosa.

Deste dia em diante o samba entrou definitivamente em minhas veias e, dependendo da situação, ora vermelho e preto, ora verde e rosa.

Como me entrego de coração às minhas paixões, mergulhei de cabeça nesta e, agradeço de coração ter conhecido este tão especial mundo do samba. Obrigado, Bira da Mangueira, o idealizador de juntar naquela tarde as minhas paixões.

Como profissional do rádio fiz ao longo do tempo inúmeras coberturas dos desfiles das escolas de samba. Na Rádio Globo o meu contraponto era o inesquecível Afonso Soares, tricolor e portelense. Todo desfile, eu enchendo a bola da Mangueira, com pulmão de remador apaixonado, e ele, do alto de sua experiência, dizendo: “Garoto não seja tão parcial…”

Um beijo no coração de dois super mangueirenses que já não estão entre nós. Meu irmão Loureiro Neto, e meu companheiro do comercial das Rádios Tupi e Tamoio, Araquem Nogueira. Dois mangueirenses alucinados que devem estar dando cambalhotas de alegria no céu.

São tantas as lindas experiências deste amor verde e rosa, que ficaria contando até amanhã.

Novamente, não resisti. Fui para a Avenida na segunda-feira, ao lado do meu parceiro rubro-negro e mangueirense, Getúlio Brasil, onde cantei, vibrei, chorei e me emocionei por esta magia pura que é a Estação Primeira de Mangueira.

Que desfile!!! Que emoção!!!

E… que sofrimento na apuração…

VIVA A MANGUEIRA!!!
VIVA O SAMBA!!!
VIVA A VIDA!!!

Daqui a pouco, vamos para nossa outra paixão. Boa sorte Mancuello!!! Que você seja o que falta ao nosso time.

Hoje, o mundo é verde e rosa.