Em se tratando de futebol, tudo é possível

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Participei de um adorável programa, comandado pelo grande Edson Mauro, o locutor bom de bola. Claudio Perrout e Carlos Eduardo, brilhantes e consagrados repórteres, que estranhamente andam afastados do rádio, e estudantes de jornalismo, compuseram a “arquibancada” do papo de bola.

Lá pelas tantas, alguém me perguntou sobre o novo treinador do Flamengo, Reinaldo Rueda. Respondi que, em tese, o momento (meio, quase final de temporada) não é oportuno para um técnico estrangeiro encarar este tipo de desafio, pois pega o bonde andando e, não conhecendo quase ninguém.

Porém, lembrei que, em se tratando de futebol, nem tudo que é feito com planejamento e competência, dá certo. E, que a recíproca é verdadeira. O que tinha tudo para dar errado, acaba dando certo.

Como sou um otimista de carteirinha, acredito, mais do que nunca, na imprevisibilidade do futebol.

Amém!!!

Altitude, PC do B, NJ do B

(Foto: Juan Mabromata/AFP)

ALTITUDE

Um dos maiores absurdos do futebol é esta insensatez de se jogar numa altitude de 3.600 metros, como ocorre em La Paz. Ainda é bom lembrar que na chegada à cidade, no aeroporto, a altitude é de 4.000 metros.

Já vi de tudo em La Paz. Zico, em determinada ocasião, sequer conseguiu sair do hotel. João Paulo, ponta do Santos que depois foi para o Flamengo, caiu duro, no aquecimento, ao executar um polichinelo…

Certa vez, na Rádio Globo, narrei, comentei e fiz as reportagens, pois Jorge Curi, o narrador, e João Saldanha, o comentarista, sucumbiram, não resistiram ao inferno que é conviver na extrema altura.

João Saldanha, em outra viagem, se não o carregássemos para o avião, já pressurizado, certamente não teria sobrevivido.

Enfim, acho covardia submeter alguém, seja quem for, a qualquer atividade física nestas condições. Por isso, me recuso a comentar a derrota da Argentina, sem Messi, por 2 a 0.

No Flamengo tentamos acabar com isso. Quase conseguimos. Os médicos, do mundo inteiro jogaram a favor. A FIFA, que havia concordado, pipocou. Sucumbiu à política e a outros interesses… Jogar nesta altitude é uma agressão ao ser humano.


PC do B

PHILIPPE COUTINHO do BRASIL… Que jogador… Que primeiro tempo espetacular, e que categoria no primeiro gol da Seleção Brasileira.

Hoje, tive a informação de que o Barcelona tem como meta prioritária, para o ano que vem, a contratação de Philippe Coutinho. Quem contrata no Barcelona tem olho clínico…


(Foto: Nelson Antoine / Associated Press)

NJ do B

NEYMAR JR do BRASIL… Que segundo tempo… Que autoridade… Que maturidade… Que jogador…

Hoje, voltou a ser capitão e comandou o espetáculo. Alguém na televisão – acho que foi o Casagrande – afirmou que, neste momento, ninguém no mundo está jogando como Neymar. Sou obrigado a concordar, pois a colocação é pertinente. O momento, a hora, é de Neymar.

No mais, uma atuação de gala da Espanha, metendo 2 a 0 na França, em Paris. Neste jogo, a tecnologia deu show. Sem ela, o jogo seria 1 a 1. A tecnologia carimbou a verdade. Espanha 2 a 0.

Como no tênis ou no vôlei, com inteligência, disciplina e bom senso, a tecnologia também fará parte do mundo do futebol. Está chegando a hora…

 

Para reflexão e, ação!!!!

Álvaro Oliveira Filho, comentarista da Rádio CBN.

Como para tudo na vida há um limite, tenho a impressão de que a violência nos estádios e no entorno, chegou ao seu extremo de suportabilidade, cabendo agora à sociedade tomar vergonha na cara e, encontrar uma saída para este câncer que tomou conta do futebol em nosso país. Definitivamente, a hora é de reagir, de debater o tema à exaustão e, com coragem, partir para as soluções, doa a quem doer.

Ontem, no carro, tive a feliz ideia de ligar o rádio na CBN, onde estava rolando o programa “Quatro em Campo”. Confesso que fiquei encantado com as corajosas, profundas e pragmáticas colocações do comentarista Álvaro Oliveira Filho, um dos melhores – provavelmente, o melhor – desta nova geração de comentaristas do rádio esportivo.

Tenho, não sei se defeito ou virtude, sempre que gosto muito de alguma coisa, a absoluta necessidade de dividir, de passar adiante…. Assim sendo, até por uma questão de coerência, aí vai para todos os companheiros e amigos do blog, um dos trechos em que Álvaro Oliveira Filho aborda, com enorme felicidade, este assunto tão preocupante.



De nossa parte, fica o compromisso de não deixar esta peteca cair. Vamos ficar em cima, cobrando de quem de direito, exigindo soluções imediatas.

Velho Apolo 80

Apolo1Amigos queridos,

Muita emoção em menos de 24 horas. A noite terminou de forma magnífica, com a vitória dos três golaços e, o dia começou com as almas rubro-negras em festa, também, pelos 80 anos desta extraordinária figura humana, e genial comunicador, Washington Rodrigues, o Velho Apolo.

Em família, rememoramos um pouco esta rica história de vida e, claro, rimos muito, pois é impossível estar ao lado do Velho Apolo sem que o bom humor não seja o carro chefe.

Esta nossa amizade começou em 1969, quando com todo carinho e paciência, recebia dele as primeiras dicas para se fazer um bom rádio. Washington sempre foi o mestre da simplicidade. Com um linguajar simples e direto, onde por todos era entendido, conquistou uma legião de admiradores. Viajamos juntos mundo afora e, hoje, rememoramos inúmeras histórias que marcaram nossas vidas. Foi como se estivéssemos apresentando um programa de rádio, em que os ouvintes atentos foram os filhos dele e um dos meus filhos. Brunão, Ostinho, Patrícia e Dudu, já podem escrever um livro…

Waldir Amaral, Jorge Curi, Luiz Mendes, Mário Vianna, Luiz de França, Edson Mauro, José Roberto Marinho, Loureiro Neto, Alfredo Raimundo, Guilherme Castelo Branco, Cid Montenegro, Ronaldo Castro, Walter Mello Curruga, José Carlos Araújo, George Helal, Eurico Miranda, João Havelange, Zico, Roberto Dinamite, Admildo Chirol, Walkir Pimentel, Luiz Carlos Félix, Doalcei Camargo e mais alguns, foram protagonistas das inúmeras historinhas que iam se engatando uma na outra.

Apolo2Almoço divino, com direito, por cortesia dos amigos do Antiquarius, especialmente do rubro-negro Otávio, a babador personalizado e com o Manto Sagrado impresso.

Dia para não esquecer. Dia para comemorar a vida. Dia para agradecer a Papai do Céu o privilégio desta longa convivência, onde aprendi muito, como ser humano e como profissional.

Parabéns Velho Apolo!!!

Obrigado por você existir em nossas vidas.

Amamos e admiramos você!!!

O Garoto do Placar

Em meio ao tiroteio político, e ainda tocado pelo sentimento de gratidão despertado pelos 63 aninhos de Zico, dedico este post principalmente para os mais jovens, apresentando alguém muitíssimo especial.

Celso Garcia foi um dos principais locutores esportivos do Brasil. Voz marcante, rubro-negro alucinado e, popular no Brasil inteiro, pois nas suas transmissões, numa época em que placar eletrônico ninguém ainda havia pensado, após cada gol, dizia: “ATENÇÃO GAROTO DO PLACAR DO MARACANÃ, COLOQUE…” e aí dizia o placar. Em qualquer pelada, a cada gol, sempre alguém aparecia para gritar: ” ATENÇÃO GAROTO DO PLACAR…COLOQUE…”

(Ouça, no player abaixo, a narração de um gol de Zico, em 1977, contra o ABC).

Celso Garcia foi durante anos o segundo do genial Waldir Amaral, não só na locução, como também no comando da equipe de esportes. Celso foi um chefe humano, um professor de rádio e do dia a dia. Um parceiro…

Para nós, rubro-negros, esta linda história de vida, apesar de marcante, fica em segundo plano, na medida em que pelas mãos do nosso personagem, Zico chegou à Gávea.

Pergunta: alguém tem conhecimento de alguma ação mais importante do que esta, na nossa vida pra lá de centenária?

Deixo vocês com esta foto histórica e linda. Celso Garcia, o “garoto do placar”, e Zico, o nosso Rei.

Celso Garcia e Zico.

Como o Flamengo é eterno, ao longo do tempo, Celso Garcia ficará marcado como o criador da mais genial obra de arte na história do futebol rubro-negro, até porque, Zico é único.

Em nome da nossa nação, obrigado eterno.

De minha parte, resumo tudo em duas palavras, querido Celso: Saudade danada…

Verde e Rosa

Kleber Leite e Getúlio BrasilFoi em uma tarde de sábado, onde ainda adolescente, estava eu como sócio do Flamengo, usufruindo dos meus direitos, ocupando uma cadeira no setor 4 do Maracanã. Antes do jogo, houve um desfile da Mangueira no gramado. Confesso que não lembro o motivo. Era algo comemorativo e as duas bandeiras tremularam juntas o tempo todo. Ali, foi para mim o casamento do samba com o futebol. Ali, passei a ter uma segunda paixão. Deixei de ser só rubro-negro para ser também verde e rosa.

Deste dia em diante o samba entrou definitivamente em minhas veias e, dependendo da situação, ora vermelho e preto, ora verde e rosa.

Como me entrego de coração às minhas paixões, mergulhei de cabeça nesta e, agradeço de coração ter conhecido este tão especial mundo do samba. Obrigado, Bira da Mangueira, o idealizador de juntar naquela tarde as minhas paixões.

Como profissional do rádio fiz ao longo do tempo inúmeras coberturas dos desfiles das escolas de samba. Na Rádio Globo o meu contraponto era o inesquecível Afonso Soares, tricolor e portelense. Todo desfile, eu enchendo a bola da Mangueira, com pulmão de remador apaixonado, e ele, do alto de sua experiência, dizendo: “Garoto não seja tão parcial…”

Um beijo no coração de dois super mangueirenses que já não estão entre nós. Meu irmão Loureiro Neto, e meu companheiro do comercial das Rádios Tupi e Tamoio, Araquem Nogueira. Dois mangueirenses alucinados que devem estar dando cambalhotas de alegria no céu.

São tantas as lindas experiências deste amor verde e rosa, que ficaria contando até amanhã.

Novamente, não resisti. Fui para a Avenida na segunda-feira, ao lado do meu parceiro rubro-negro e mangueirense, Getúlio Brasil, onde cantei, vibrei, chorei e me emocionei por esta magia pura que é a Estação Primeira de Mangueira.

Que desfile!!! Que emoção!!!

E… que sofrimento na apuração…

VIVA A MANGUEIRA!!!
VIVA O SAMBA!!!
VIVA A VIDA!!!

Daqui a pouco, vamos para nossa outra paixão. Boa sorte Mancuello!!! Que você seja o que falta ao nosso time.

Hoje, o mundo é verde e rosa.

Redação SporTV

Carlos Cereto e André Rizek em ação (reprodução da TV).

Carlos Cereto e André Rizek em ação (reprodução da TV).

O formato, o conteúdo e os comunicadores, não necessariamente nesta ordem, em termos de importância, fazem do Redação SporTV, muito antes de ser programa esportivo, um prazer diferenciado para quem adora futebol.

No início, com a saída do genial Marcelo Barreto, tive minhas dúvidas com respeito ao sucesso de André Rizek na condução do programa. Talvez, uma dúvida alimentada por um sentimento antigo de que, jornal é jornal e, rádio ou TV, são coisas completamente diferentes. Neste conceito, do qual já não faço parte, pois se render a uma evidência me parece lógico, há as exceções, e André Rizek é uma delas.

Em 1970, na Rádio Tupi, o então diretor comercial, Paulo Max, contratou uma fonoaudióloga, hoje celebridade, Glorinha Beuttenmüller, para “passar um verniz” em todos os comunicadores. Com a turma do esporte, as reuniões, ou melhor, as aulas, eram sempre a cada segunda-feira, pois debatíamos muito as jornadas de final de semana. Lembro que, em um destes encontros, fiz à nossa professora a seguinte pergunta: “Glorinha, como repórter, o meu produto é a notícia. O público é o consumidor. Vamos falar de técnica para a venda deste produto? Como devo fazer e de que forma devo abordar, para que o meu produto seja consumido, seja aceito, tenha força e credibilidade?” A resposta, objetiva ao máximo, foi um tiro: “SEJA SINCERO!” E é isto que sinto em André Rizek, mesmo quando com ele não concordo. E, independentemente de talento, também obrigatório, este é o item número 1 para quem se propõe a dirigir qualquer programa. Como falei em talento, também a ele não falta. Aliás, o talento que é natural, evoluiu ao longo do tempo e, hoje, diria que está próximo da perfeição.

Quando um apresentador consegue conduzir e se comportar de forma descontraída, porém, mantendo o nível e o padrão de qualidade, é sinal de que craque é. Claro que, há ali, como diria Lulu Santos, um “auxílio luxuoso”. Hoje, vou falar apenas de um deles. Carlos Cereto. Que figurinha doce, inteligente, criativa, competente, comunicativa, sincera, delicada e bem-humorada…. Que comunicador!

Pois bem, hoje, Carlos Cereto, após Rizek colocar no ar duas “correntes” tricolores, (obs: no mundo da bola, corrente é a reunião do grupo, antes e após os jogos, em que, antes, tem caráter motivacional e, após os jogos, dependendo do resultado, comemorar ou confortar…) em que um jovem jogador, e não lembro exatamente quem, e também Fred, aparecem colocando “lenha na fogueira”, isto é, mexendo nos brios da rapaziada, e de forma veemente, contundente.

Os dois pontos principais foram mencionados pelo apresentador. Primeiro, um jovem já assumindo uma postura de liderança e, no caso de Fred, uma parte em que ele pede total entrega, dizendo que após o jogo, isto feito, todos irão concluir que terá valido a pena…. Duas belas sacudidelas. Duas belas mensagens pré-jogo. Aí, entra o Cereto, com seu jeitinho doce, mas a fisionomia já demonstrando que não concordava e, numa sacada espetacular, solicita a algum companheiro, telespectador ou, a quem quer que seja que, apresente a ele a gravação da corrente da Seleção Brasileira nos 7 a 1 da Alemanha, principalmente a mensagem do Felipão. Cereto, mesmo eu discordando, e depois explico o motivo, se advogado fosse, e se num julgamento estivesse, ante tão talentoso argumento, teria ganho a causa. Em síntese, para ele, este momento do futebol é puro folclore. Mais ou menos como dizia Neném Prancha que, se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado…

Com respeito aos argumentos, aí, fico mais com o Neném Prancha, e discordo, pedindo mil desculpas ao Cereto. Em grandes jogos, e com grandes times, o que acontece antes dos jogos em cada vestiário é parecido. O aspecto motivacional é muito importante. Pode não ser para quem tenha outro tipo de cultura, como por exemplo, para quem joga no futebol europeu. Aqui, a banda toca de maneira diferente. Imaginemos um Fla-Flu. Haverá a corrente, com certeza, momentos antes do jogo, nos dois vestiários. Claro que, só uma das equipes poderá sair com a vitória. Só que a vitória será definida dentro de campo. Se um dos times não sair do vestiário psicologicamente pronto, já entrará derrotado. A derrota terá sido decretada antes do jogo, no vestiário.

Sou testemunha auditiva e ocular, e também participante, de que muitos jogos foram ganhos no vestiário. Aliás, há momentos em que o vestiário é como se um templo fosse e, como tal, o pastor é decisivo. Fabio Luciano, para mim, foi o Pelé dos pastores. Como ganhou jogo…

O dia do Rádio

Esta é a data consagrada para homenagear o mais popular e democrático veículo de comunicação. Hoje é o dia do Rádio.

Desde menino, o rádio exerceu sobre mim um fascínio indescritível e, de forma ampla, pegando todos meus “lados”. A paixão pelo futebol e pelo Flamengo, a música, e a necessidade que sempre tive de estar bem informado.

Na paixão pelo futebol e pelo Flamengo, diria mesmo que o Rádio solidifica, ou seja, na realidade é um vício, no bom sentido. Os talentos do rádio, os programas do rádio, o poder de imaginação que o rádio desenvolve em cada um de nós, fizeram de mim um amante do futebol e um rubro-negro completamente apaixonado. Lembro que, ainda menino, não desgrudava do meu radinho de pilha, querendo saber tudo sobre o Flamengo. Na hora do almoço, havia uma resenha esportiva na Rádio Continental que era devorada por mim, todo santo dia, de segunda a sexta, do meio dia até uma da tarde. Meus pais bem que tentaram me fazer entender que aquele momento era de encontro familiar, oportunidade única para colocarmos a conversa em dia e, que aquela “falação”, aquele “blá, blá, blá”, estava atrapalhando um pouquinho. Sim, “um pouquinho”, porque faltava a eles a autoridade para pegar pesado, pois a paixão pelo Flamengo nada mais foi do que um seguimento da mesma paixão deles. Nos acertamos, combinando que, toda vez que o assunto fosse Flamengo, teria eu o direito de ouvir como bem entendesse, ou seja, com o volume máximo. O restante, a menos que houvesse influência para a nossa causa de amor comum, em volume moderado…

As transmissões esportivas eram verdadeiras óperas, regidas por extraordinários maestros da comunicação esportiva. Os talentos do rádio transformavam um jogo de futebol, num evento de sonhos e paixões.

A música, outra paixão de vida, também foi estimulada pelo rádio. A rádio musical, primeira no Rio de Janeiro, foi a Rádio Tamoio, e seu criador, foi um gênio do Rádio, José Mauro, com quem tive o privilégio, bem mais tarde, isto já em 1969, de trabalhar na Rádio Tupi. A parada de sucesso era definida pelo ouvinte, que identificava a sua música predileta, indicando uma cor. “Agora, a música escarlate, The Beatles, Let it be”… aí, o ouvinte ligava e dizia apenas, “música escarlate”… Genial!!! Este programa era de segunda a sexta, de cinco às seis da tarde. Na segunda hora do programa, voltavam as músicas mais votadas. Audiência, descomunal. Depois, no mesmo trilho, surgiu a Rádio Mundial, com uma proposta mais jovem e, durante muito tempo a briga foi Tamoio x Mundial, em que o único vencedor foi o ouvinte.

O famoso “Jornal Falado”, ou seja, o noticiário geral, continua sendo uma marca registrada do Rádio. A Rádio Globo optou pela hora cheia, com “O Globo no ar”, e a Tupi, em outra jogada genial de José Mauro, cravou seu noticiário sempre cinco minutos antes, quando faltavam cinco minutos para a hora cheia. Era, e continua sendo, o horário de “Sentinelas da Tupi”. Esta parte da programação (noticiário geral) caiu tanto no gosto popular que, como no caso da CBN, que é só notícia e, o seu slogan, diz tudo: a rádio que toca notícia.

Não falei do Rádio entretenimento, com seus comunicadores espetaculares e até suas novelas e seriados, que marcaram época. O Brasil inteiro parava para ouvir na Rádio Nacional, “Jerônimo, o herói do sertão”.

O Rádio é tão amplo e apaixonante que ficaria aqui, durante horas e horas, falando sobre ele. Que fique a nossa homenagem sincera, profunda e carinhosa, a todos os companheiros que fizeram do Rádio este veículo de comunicação, para mim, inigualável. Gosto de mim quando me sinto coerente e, este é um caso típico. Em três oportunidades, mestre Armando Nogueira, que comandava o jornalismo da TV Globo, tentou me tirar do rádio e, claro, me levar para a TV. Nas três oportunidades disse a ele, agradecido pelo reconhecimento profissional, que a minha paixão era o Rádio. A TV me projetaria mais, independentemente do aspecto financeiro, mas como paixão não tem preço, continuei no Rádio. E nunca me arrependi.

Este post é dedicado, com o maior amor do mundo, a: Jorge Curi, Doalcei Camargo, Waldir Amaral, João Saldanha, Rui Porto, Oswaldo Moreira, José Mauro, Paulo Max, Mario Vianna, Loureiro Neto, Antônio Porto, Celso Garcia, Afonso Soares, Alberto Rodrigues, Mario Luiz, Raul Brunini, Luiz Brunini, Walter Mello e, a outros queridos companheiros que não mais estão entre nós, que fizeram parte da história do Rádio e fizeram de mim um ser humano melhor.

Que saudade de vocês…