Mensagem para o genial Bernardinho

(Foto: Severino Silva)

(Foto: Severino Silva)

Bernardinho, querido,

Adoraria terminar esta mensagem parabenizando você pela medalha de ouro e, como brasileiro e apaixonado pelo vôlei, agradecer a Papai do Céu por você existir. Incrível como alguém pode aliar com tanta clareza e simplicidade, competência, determinação, comunicação e carisma. Tudo isto e, não é fácil, aliado a uma alma linda, do bem e vencedora.

Infelizmente, em meio a tantos momentos emocionantes após a conquista do ouro, via você, responsável direto pela conquista, assistindo como qualquer mortal à entrega das medalhas.

Aquele pódio ficou pobre sem a sua presença. Ficou vazio. Ficou injusto…

Não sei de quem surgiu a ideia de não consagrar o treinador nas olimpíadas e, confesso, também não estar interessado. O que importa é corrigir este erro, esta grosseria. Claro que há treinadores que têm importância relativa e, o mesmo se aplica a vários atletas num esporte coletivo. Só que também há treinadores decisivos, geniais. Comandantes na acepção da palavra. E, este é o seu caso.

Como brasileiro, esportista, e principalmente como ser humano, me senti agredido vendo você como espectador de um momento único, que só foi possível graças à sua genialidade e ao seu trabalho.

O seu lugar era no pódio, recebendo a sua medalha de ouro. A consagração popular você já tem e faz tempo.

Que espírito olímpico é esse que não valoriza e reconhece quem mais merece? Isto precisa ser corrigido.

Você é motivo de orgulho para qualquer brasileiro.

Amamos você!!!

Parabéns!!!

Kleber Leite

Um enterro de luxo para o vira-latismo brasileiro

(Foto: Johannes Eisele / AFP)

(Foto: Johannes Eisele / AFP)

Amigos queridos,

Estava me preparando, após nova avalanche de emoções proporcionada pelos meninos do vôlei, quando me deparei com este lindo e profundo depoimento do nosso querido Eduardo Bisotto.

Como o blog é nosso, divido com vocês este texto medalha de ouro, em amor e otimismo.


3511No ano 1915 da Graça de Nosso Senhor, um dos maiores literatos brasileiros, Lima Barreto, publicava o clássico “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Sem querer resenhar a brilhante obra, ouso resumi-la em uma única definição: Lima Barreto estava profetizando a morte do nacionalismo brasileiro. Obra profética, resumiu o quanto o brasileiro tem se sentido desde a proclamação da República: um vira-latas buscando do mundo um amor que não ousa dar a si próprio. 

Os anos passaram, Nelson Rodrigues, médico da alma brasileira, diagnosticou com brilhantismo a doença asquerosa que corroía o tecido pátrio. Éramos vira-latas convictos, não ousávamos nos respeitar e sonhávamos com o estrangeiro nos jogando um ossinho que nos fizesse sentir melhor. O mesmo Nelson, apesar de pessimista professo um otimista na prática, ousou acreditar que tínhamos nos curado quando um negrinho de 17 anos, de nome Edson e de apelido Pelé, lavou nossa alma na Suécia.

Passaram-se quatro anos e ganhamos de novo. Desta feita com um anjo de pernas tortas e cabeça cheia de pinga. Perdemos em 1966, mas tornamos a encantar o mundo em 1970. Parecia que Nelson Rodrigues tinha razão: a Pátria de Chuteiras havia sepultado o vira-latismo.

Ledo engano.

Os vira-latas, que nas nossas vitórias, tais como os ratos buscam  esconder-se em catacumbas sombrias, destilando para si mesmo seu veneno pessimista sombrio, tornaram a instilar na alma Pátria o veneno da falta de respeito, da falta de amor próprio, da baixa-estima generalizada.

Alemães são organizados. Americanos são maravilhosos. Italianos tem paixão. Argentinos são fantásticos. E nós, pobres diabos, devíamos nos contentar com o limbo, com a eterna síndrome do perdedor. Éramos amarelões, incompetentes, tremíamos.

O 7 a 1 em casa, em plena semi-final de Copa do Mundo, pareceu dar razão a estes abutres da nacionalidade. A estes urubus do Brasil. A estas hienas de nosso país. Nossa desgraça suprema foi o combustível de sua suprema felicidade. Estava comprovado: éramos um amontado de lixo, indigno de respeito.

Vieram as Olimpíadas. Os mesmos abutres, as mesmas víboras, os mesmos parasitas da seiva nacional se apresentaram. Torceram contra o Brasil da primeira à última modalidade. Viram defeitos onde o mundo inteiro só via virtudes. E torceram por uma desgraça ainda maior do que o 7 a 1, que comprovasse suas profecias catastróficas.

Mas os deuses que regem o Esporte e a Vida não gostam de gente má, de gente amarga, de gente que não respeita a Terra que os acolheu e que lhes garante a subsistência diária.

Ganhamos o ouro inédito no futebol. Não tivemos atentados terroristas, que confesso, eu mesmo temi que poderiam ocorrer. A organização foi impecável. E os americanos que acreditaram poder levar vantagem na nossa fama espalhada pelos abutres tiveram de desculpar-se por sua atitude torpe. 

O legado Olímpico é gigantesco para o Brasil. Desenvolvemos uma cultura esportiva, ainda que incipiente, que nunca tivemos.

E fechamos neste exato instante, com chave e medalha de ouro no vôlei. Bernardinho, José Roberto Guimarães, Rogério Micale e as dezenas de heróis destes esportes, além das tantas outras medalhas que ganhamos nas mais várias modalidades, são o Brasil que presta, o Brasil que honra a Terra que lhe acolhe e que podem ser chamados de BRASILEIROS na mais perfeita acepção do termo.

Este Sul Connection, representado na cobertura oficial das Olimpíadas pelo companheiro Lauro Tentardini, tem orgulho de ter feito parte de forma direta deste momento histórico para o Brasil.

Se as hienas, abutres, urubus e vermes parasitas da nacionalidade jamais serão exterminados de todo, ao menos o vira-latismo como cultura depressiva e parasita do Brasil teve seu enterro de luxo com os dois ouros no futebol ontem e no vôlei hoje.

Permito-me encerrar com o canto que tão bem simboliza nossa torcida há tantos anos:

EU, SOU BRASILEIRO, COM MUITO ORGULHO, COM MUITO AMOR!

VIVA O BRASIL!

Eduardo Bisotto

Que Maravilha!!!

 (Foto: Rio 2016 / Laurence Griffiths)

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Vocês acreditam em intuição?

Pois bem, tive. Quando começou a corrida para a compra dos ingressos olímpicos, meu primeiro passo foi garantir os ingressos para a final do futebol. Isto, sem saber sequer que Neymar participaria, pois havia no ar uma dúvida entre ele jogar na Copa América ou, nas Olimpíadas.

Intuí legal!!! E, de cara, quero elogiar a estratégia dos dirigentes da CBF, que apostaram todas as fichas em ter Neymar nas olimpíadas. Que palpite feliz… Que decisão sensível…

O Barcelona, claro, foi parceiro, mas não seria justo não fazer este elogio, até porque, nesta decisão a medalha de ouro começou a tomar o seu caminho natural. O ouro, tem tudo a ver com o talento. Foram feitos, um para o outro.

Sem Neymar esta medalha de ouro não seria possível. Neymar, jogou como homem. Neymar, jogou como Neymar. Sobre isto, falaremos depois.

Hoje, além de Neymar, ou melhor, junto com Neymar, brilhou Renato Augusto. Que partida!!! Renato Augusto hoje, foi meio Clodoaldo, meio Gérson. O dono do meio de campo. Colocou a bola embaixo do braço. Espetacular!!!

Parabéns à nossa seleção. Finalmente, e de forma dramática, pintou o ouro olímpico. A todos que estavam ao meu lado, dizia que havíamos presenciado e participado de um momento histórico. Repito agora para os meus amigos deste blog: vivemos hoje um momento único, mágico…

Que dia!!! Que maravilha!!!

Fala Radinha…

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Este blog, é nosso.

Entre tantos companheiros e amigos, há um especial.

Radamés Lattari, cuja origem é o vôlei, é com certeza – pelo seu caráter e profundo conhecimento de causa – a nossa bússola para este esporte que também adoro.

Radinha, com o coração em festa desabafou. Diga aí Radamés…


622_fce35579-6e5d-3275-a921-d3ca7cc5ff21“Infelizmente, aqui no Brasil temos a mania de diminuir, criticar os nossos grandes vencedores, sou amigo do Bernardinho desde 1971, o considero um irmão, ele é um treinador espetacular, mas como ser humano ele consegue ainda ser melhor.

Sete medalhas olímpicas, uma como jogador, e seis seguidas – repito seis seguidas – ou seja, desde 1996 ele está no pódio. Seu filho Bruno Rezende, outro ótimo caráter, foi muito perseguido injustamente, mas os dois juntos colocam o Brasil no pódio mais uma vez.

E por favor, parem com esta estúpida comparação entre Bernardinho e Zé Roberto, os dois treinadores mais vitoriosos dos esportes coletivos na história mundial, vamos continuar sempre aplaudindo os dois, e vamos encher a boca para gritar ao mundo inteiro o orgulho de ambos serem brasileiros – sorte a nossa – e que inveja o mundo deve ter do Brasil por termos estes dois gênios do vôlei.”

Radamés Lattari

Chororô espetacular!!!

Yelena Isinbayeva

Yelena Isinbayeva

Estas olimpíadas vão terminar e, sem dúvida alguma, será lembrada como a olimpíada do chororô e, para quem tem sensibilidade, para quem se emociona com uma vitória retumbante ou, com a derrota de cortar o coração, esta olimpíada está sendo imbatível. E, tão diferente das outras que, até quando não há jogo, há emoção.  A coletiva da russa Isinbayeva é prova disso. Que depoimento lindo…

Impedida de participar pelo problema do doping generalizado, e quase que oficializado em seu país, embora jamais tenha nadado nesta praia, morreu afogada…

Quando aqui chegou, cuspindo marimbondo, impedida de participar, passou toda a sua ira e revolta contra aqueles que tomaram tal decisão. Hoje, se despediu como atleta, perdoando os possíveis injustos e insensíveis. E, tudo isto dito de uma forma direta e sincera. Diria mesmo, poética…  Como não se comover… Como não chorar…

(Foto: Murad Sezer / Reuters)

(Foto: Murad Sezer / Reuters)

Ontem, ou melhor, hoje, em plena madrugada, a dupla masculina de vôlei de praia do Brasil fez o país inteiro nadar nas benditas lágrimas do chororô. Caramba, quanta emoção… Alison e Bruno Schmidt, embora tão diferentes, têm almas quase iguais. Que talentos… Que figuras humanas… Como não chorar ante este tsunami de emoções…

Ainda agora, um jogo épico de vôlei. Itália 3 x 2 Estados Unidos, com a Itália garantindo presença na final. O jogo foi emocionante e inacreditável, onde os deuses estavam ao lado da Itália. Mesmo para quem não era italiano ou americano, impossível não vibrar e se emocionar.

(Foto: Getty Images/Shaun Botterill)

(Foto: Getty Images/Shaun Botterill)

Outra coisa. Meu mestre de vida Doalcei Camargo, sempre dizia que música não tem pátria nem idade. Com todo respeito, complemento, afirmando que, os gênios do esporte, também não. Bolt, é o exemplo da vez. O mundo, torce por ele. Cada vitória de Bolt, é a vitória do talento, do super-homem, do bem, da vida… Somos todos, “inclusive todos”, Bolt Futebol Clube…e, diria mais: tenho a impressão de que até os adversários torcem por ele.

Que olimpíada emocionante. Como é bom chorar de alegria… As meninas do futebol esbarraram no talento maior das adversárias. Reconhecer, é preciso. Daí, a falta da presença no pódio. Como contestar a vitória do Canadá?

Amanhã, o “Dia D”. O dia do ouro olímpico no futebol masculino. Estamos, eu e Saleti (mamãe de Renato Augusto) pedindo a Papai do Céu que seja um sábado de muita emoção e, que o nosso choro seja de muita alegria…

Chororô rubro-negro…

Neymar jogou como Neymar

(Odd Andersen / AFP)

(Odd Andersen / AFP)

Uma quarta-feira feliz para o brasileiro que gosta de futebol.

Por favor, sem essa de dizer que pegamos uma moleza. A seleção de Honduras, mesmo sem tradição, sem ser uma seleção que imponha respeito, fez o que pôde, inclusive abusando da violência. O árbitro ainda esperou muito até premiar o primeiro hondurenho com o cartão amarelo.

A nossa seleção jamais se intimidou. O jogador brasileiro tomava a pancada, passava cuspe e ia pro jogo. Claro que o gol mais rápido na história do futebol nas olimpíadas ajudou, mas o que realmente se viu foi um time muito bem arrumado, com os atacantes, sempre que necessário, compondo o meio e com isso, garantindo a posse de bola e, consequentemente, o predomínio do jogo. Nestes 6 a 0, destaque absoluto para Neymar, que foi arco e flecha. Jogou, simplesmente, demais…

Impressionante também, o espírito de “camaleão” de Renato Augusto que, nesta seleção, joga de volante, ante a filosofia do nosso treinador de ter em campo, independente de posição, os melhores jogadores. Renato Augusto já jogou de ponta de lança, de meia, de volante e até centroavante já foi. Lá atrás, o velho lobo Zagalo já havia adotado tal estratégia na extraordinária seleção de 70, onde cabeça de área virou zagueiro, meio campo virou falso ponta esquerda, e ponta de lança virou centroavante. No fundo, podemos dizer que esta opção é uma homenagem e um reconhecimento ao talento.

O lado psicológico também aparenta estar bem trabalhado. Todos os jogadores me pareceram com o mesmo objetivo: determinados, disciplinados taticamente e, jogando com alegria.

Vi pela TV um bom pedaço do jogo da Alemanha e a impressão foi muito boa. A vitória por 2 a 0 foi pra lá de justa. O domínio alemão sobre os africanos foi incontestável.

A final de sábado entre Brasil e Alemanha deve ser sensacional, com um clima de revanche na cabeça de todo brasileiro, muito embora, o que esteja em jogo seja o ouro olímpico, e não uma forra do maior mico da história do nosso futebol. Aliás, isto já deve estar sendo trabalhado na cabeça dos nossos jogadores, pois goleada não pode ser um objetivo.

A goleada, é uma consequência do jogo bem jogado por parte de uma equipe e, do dia desastrado do outro time.

Enfim, estamos aí. Vai ser um jogão. Esse, é o tipo do jogo imperdível. Vou chegar com duas horas de antecedência…

Vôlei ou circo?

(Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)

(Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)

Amigos queridos,

Madrugada de quarta-feira. Acabo de enviar mensagem que será lida pelo Renato Augusto quando acordar.

Contei na mensagem o que testemunhei no Maracanãzinho. Mais uma vez fica provado – e que sirva de exemplo para o nosso time de futebol no jogo de hoje – que não existe jogo mole. Ninguém ganha de véspera.

O primeiro tempo das meninas do vôlei do Brasil foi avassalador. Aí, começou um circo. Agora nos jogos de vôlei, há um animador e um DJ.

Com certeza absoluta, as jogadoras da seleção brasileira, no embalo de um primeiro set espetacular, e na onda do animador e do DJ, acharam que o jogo estava ganho e passaram a curtir a festa…

Esqueceram que do outro lado da quadra havia um time adversário que não estava nem aí para o circo montado. O que as chinesas queriam era jogar e tentar ganhar. As brasileiras sambaram e as meninas dos olhinhos puxados, jogaram e depois comemoraram.

Com todo respeito à modernidade, está insuportável se ver ao vivo um jogo de vôlei. A concentração, tão importante para qualquer atleta, é humanamente impossível. Sorte das chinesas que nada entendiam do festival do oba-oba. Saíram apenas, como todos que lá estiveram, com os tímpanos em petição de miséria, mas com um enorme sorriso, consequência, acima de tudo, da seriedade com que jogaram.

Na praia, ocorreu o inverso. A dupla americana, franca favorita, foi atropelada pela humildade – com talento – da dupla brasileira. Que fique a lição. Vôlei não é circo e, jogo mole não existe.

Boa sorte para os nossos meninos do futebol.

A bola ensina

Neymar e MartaEsta colocação, entre tantas, cujo tema central é a bola, sempre foi utilizada nos momentos adequados pelo treinador Muricy Ramalho que, já explicou muitos insucessos com o também famoso “a bola não perdoa”.

O tema que vou aqui passar a colocar, tem tudo a ver com o título deste post. O assunto é o futebol olímpico, que começou com o time masculino travado, e o feminino despachando as primeiras adversárias com extrema facilidade.

Li e ouvi uma série de colocações absurdas e, a maioria delas colocava Marta no céu, e Neymar no inferno. Vários escribas se dirigiram a Neymar solicitando que ele jogasse como mulher, isto é, que ele jogasse como Marta.

O tempo, sempre sábio, passou, e finalmente chegamos na fase aguda das olimpíadas, quando qualquer erro pode ser fatal. A partir daí, a seleção masculina emplacou dois bons resultados, sendo um deles por goleada, enquanto que a feminina – que havia começado bem – virou o fio, empatando dois jogos em 0 a 0. No primeiro, sucesso nos pênaltis. Hoje, contra a Suécia, após novo 0 a 0, pênaltis de novo, só que com a vitória sueca.

A BOLA ENSINA, embora alguns alunos sejam insensíveis e teimosos. Considerei uma covardia o que alguns analistas da bola, e também os não da bola, fizeram com Neymar. A Neymar, digo que continue jogando como homem, como sempre jogou e, que a melhor resposta que pode ele dar a esta turma oportunista e insensível, é fazendo o que ele mais gosta, mais tem prazer. Jogar, e bem. Esta será a única resposta que a todos calará.

À Marta, a minha solidariedade neste momento em que o sonho do ouro ficou impossível. Com certeza, se tivéssemos, pelo menos, mais três que jogassem a metade do que joga a nossa camisa 10, o resultado poderia ter sido outro.

Em síntese amigos, o talento, hoje tão raro nos campos de futebol, não merece determinado tipo de tratamento. Quem quiser que não idolatre, mas respeite…

Hoje, no vôlei de praia, eles seguiram, enquanto que elas ficaram…

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

No vôlei de quadra, os meninos do Bernardinho conquistaram uma vitória quase que impossível contra a França e avançaram. Nada contra as mulheres. Muito pelo contrário!!! Tanto é que daqui a pouquinho estarei no Maracanãzinho, apaixonado que sou por este timaço feminino do Brasil, muito bem dirigido pelo grande Zé Roberto.

Até para quem não acreditava, esta Olimpíada vai deixar saudade.

Que amanhã, Neymar, Renato Augusto e Cia…, arrebentem!!! Não esquecendo que amanhã, Brasil x Honduras será às 13:00h. O jogo da hora do almoço…

E vivas – e muitas palmas – para os nossos heróis do ouro. O de ontem, Thiago Braz, e o de hoje, o bom baiano Robson Conceição. Tapete vermelho… e preto!!! eterno, para os dois.


Para encerrar, os meus mais profundos sentimentos à família de João Havelange, sem qualquer dúvida, o mais carismático e importante dirigente do futebol. O Pelé fora das quatro linhas.

Deixo vocês com esta mensagem que recebi da minha adorável, linda e competentíssima sobrinha de vida, Joana Havelange.

 

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Olimpíadas, Flamengo e polêmica

(Foto: Eduardo Peixoto Globo Esporte)

(Foto: Eduardo Peixoto Globo Esporte)

Não tenho certeza, mas tenho a impressão que foi o competente Cuca, atual treinador do Palmeiras, que afirmou que toda e qualquer atividade esportiva, claro que, incluindo-se aí o futebol, deveria sofrer paralisação radical durante os jogos olímpicos.

Confesso que, quando li este depoimento, achei exagerado. Hoje me rendo e afirmo que Cuca tem toda razão.

Outro dia, aqui mesmo no blog, um dos companheiros se queixou, afirmando não ter dado eu, a importância que o jogo do Flamengo merecia. O problema é que me vi diante de duas televisões e, mesmo sendo alucinadamente rubro-negro, não havia como ignorar aquele momento olímpico. Claro que, o Flamengo é e será sempre prioridade, mas impossível ignorar o que o mundo está curtindo. Mais ou menos parecido com a mulher do vizinho, belíssima que, embora não sendo a prioridade, não há como não olhar.

Sei que existe o problema de calendário, mas até mesmo em defesa da imagem do campeonato brasileiro que, como a principal competição nacional do esporte que está no nosso sangue merece atenção exclusiva, como se dar atenção exclusiva se há uma olimpíada sendo disputada no Brasil?

(Foto: J. Eisele / AFP)

(Foto: J. Eisele / AFP)

Amanhã, tem o vôlei feminino. Como não se encantar e se apaixonar pelo talento destas nossas notáveis meninas?

Bem, na sequência teria que falar nas meninas do futebol, nos barbados do futebol, nas meninas e barbados do vôlei de praia e… por aí vai…

Ainda bem que o nosso jogo é no domingo – e às 11 da manhã. Mesmo com o porre olímpico, as maiores emoções já terão passado e a atenção estará toda voltada para a nossa paixão maior. Melhor assim… Dividir paixão, não é legal.

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, falando em Flamengo, pelo que leio, embora a tendência seja Damião substituir o nervoso Guerrero, há quem defenda a tese de que Viseu é que deveria jogar. Polêmica boa…

Para encerrar. Vi emocionado a volta por cima de Diego Hipólito e, esperei o tempo todo que houvesse, partindo dele, da Daniele, ou de qualquer membro da família, uma citação ao que o Flamengo representou na vida dele. Ninguém teve esta lembrança. Pena…

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Doalcei Camargo, mestre de vida, sempre dizia que o sentimento de gratidão é algo obrigatório ao ser humano.

Não tão radical, apenas lamento o esquecimento. O Flamengo foi para a família Hipólito, casa, porto seguro, sonho e esperança. Trampolim maravilhoso para uma família pra lá de talentosa.

Fica o registro. Por uma questão de justiça, é preciso.

Seleção caminhando

(Foto Fernando Dantas / Gazeta Press)

(Foto Fernando Dantas / Gazeta Press)

Pra começar, um jogo difícil, contra uma seleção colombiana que vem trabalhando há muito mais tempo do que a nossa.

O início foi nervoso, com a bola queimando nos pés de alguns jogadores. O gol de falta de Neymar deu tranquilidade ao time que teve competência para administrar o resultado e, quando a Colômbia partiu para o tudo ou nada, os espaços apareceram e aí fizemos o segundo gol.

O pessoal da frente, que neste esquema “kamikaze” é obrigado a compor o meio e combater muito, fugindo à característica natural de cada um, até que se saiu bem, muito embora, muito melhor seria ter jogadores de meio campo para o setor em pauta.

Sem querer ser chato, repito que o maior erro nesta convocação foi a ausência do tricolor Gustavo Scarpa, que neste time encaixaria como se luva fosse.

Agora, é encarar Honduras, o adversário de quarta-feira no Maracanã, com total seriedade. O jogo é jogado e, em futebol não há mais nenhum bobo. Depois de passar por Honduras, aí sim, pensar na final que, tudo indica, deve ser contra a Alemanha, o que para nós terá, inevitavelmente, todo um clima de revanche. E, nada vai adiantar se dizer que é outra competição, que os jogadores são outros. O que vale é que será (tomara…) um Brasil e Alemanha.

Detalhe final. Vi o jogo no Sportv e, Edinho que comentou o jogo, está coberto de razão. Neymar não tem nada que ser capitão. Ao invés de se preocupar em criar as jogadas, fica perdendo tempo batendo boca com o árbitro e com os adversários. Perda de tempo e de energia.

Se Pelé não foi capitão, por que motivo o principal jogador de um time ou seleção se acha no direito de colocar a faixa no braço? Modismo, convenhamos, pouco inteligente, abonado pelos “professores” que se rendem aos mimos e vontades dos nossos raros talentos que, no fundo, se acham donos do time.

Isto precisar mudar. E, rápido.