Falta geral de talento

(Foto: Alex Pantling/Getty Images)

Fiquei pensando cá com os meus botões, após as derrocadas de seleções como Alemanha, Croácia, Itália, Argentina e por que também não colocar aqui o Brasil, que, a falta do jogador criativo, talvez esteja igualando, nivelando tudo, no mundo do futebol.

Viram o jogo da seleção contra Camarões? Pois é… Neymar não jogou. Saiu cedinho com um problema muscular. E, como já não tínhamos Phillippe Coutinho, criação, ZERO!

Claro que o maior volume de jogo ainda ficou com a nossa seleção, mas não a ponto de haver um desequilíbrio que, só o grande talento é capaz de realizar. Embora não pareça, a diferença entre o bom jogador e o “diferenciado”, é um abismo.

Richarlison, Gabriel Jesus, e todos que jogaram contra Camarões, são bons jogadores. Neymar é a exceção. O único diferenciado. E quem ganha o jogo, quem faz a fila andar, é o “diferenciado˜. E, com todo respeito, na nossa seleção, só há dois: Neymar e Philippe Coutinho. Sem eles, a Seleção Brasileira é igual a qualquer outra.

Já contei este fato aqui no blog, mas como é pertinente ao que afirmo, vou repetir e – por respeito ao jogador – sem citar o nome. Era uma decisão de campeonato, o Flamengo podia ter um desfalque e isto muito me preocupava. Encerrado o apronto, fui até Domingo Bosco e disse a ele da minha preocupação com a possível ausência de um titular no jogo decisivo.

Bosco me ouviu e sapecou: “vá dormir tranquilo. Aqui, o nosso único desfalque é o Zico. Ele é o único impossível de ser substituído. Como ele vai jogar, vamos ganhar e ser campeões”. Ganhamos, fomos campeões e Zico desequilibrou. Bosco era um gênio.

Didi, Gérson, Rivelino, Dirceu Lopes, Paulo César Caju, Parada, Carpegiani, Falcão, Pelé, Tostão, Roberto Dinamite, Jairzinho, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Romário e Adriano estão entre o que eu vi que, realmente desequilibravam…

Domingo Bosco, se um deles não jogasse, certamente diria que o time entraria capenga.

Hoje, com certa boa vontade, Philippe Coutinho e Neymar. Com muito boa vontade…

Flamengo e Seleção

(Foto: Peter Cziborra / Reuters)

Clássico é clássico e não há amistoso quando existe rivalidade. Este jogo em que a Seleção Brasileira venceu a do Uruguai por 1 a 0 teve recorde de faltas, fartíssima distribuição de cartões amarelos e um gol ilegal da nossa Seleção.

No gol de pênalti, marcado por Neymar, houve claro toque de Richarlison na origem da jogada. Gaciba, comentando no Sportv, foi feliz ao afirmar que, se houvesse o árbitro de vídeo, o gol seria anulado. O placar justo seria o empate.

Neymar, mesmo sem ter sido brilhante, foi o melhor pelo lado brasileiro. Como se esperava, Cavani e Luizito Soares foram os destaques uruguaios.

Vendo o jogo pensei no Flamengo. Enquanto temos um jogador com talento para uma enfiada de bola – refiro-me a Diego – e, em contrapartida, tem faltado um atacante rápido e agudo para aproveitar os lançamentos, na Seleção ocorre o inverso. Não há no meio campo nenhum jogador com estas características, porém, com atacantes velozes e agudos que dependem de um meia talentoso.

Continuando com o Flamengo, este último jogo contra o Santos talvez tenha deixado a mensagem de que a nossa dupla de ataque, ante brutal carência de um – ao menos, razoável – centroavante, e a necessidade de se ter um jogador agudo e rápido, a dupla Berrío e Vitinho bem que poderia ser testada. Claro que não contra o Sport, pois Diego recebeu o terceiro cartão amarelo.

Quem sabe no jogo seguinte…

Diego iria adorar…

A lista de Tite

(Reprodução da TV) Artigos Kléber Leite

Com certeza absoluta, muitos dos meus queridos companheiros do blog vão discordar do meu ponto de vista e, de cara, deixo bem claro que a minha colocação nada tem a ver com a minha paixão e, que esteja relacionada a um possível desfalque rubro-negro em momento de decisão.

Achei prematuras as convocações de alguns jogadores, entre eles, Paquetá. Claro que, por uma questão de coerência, o mesmo ponto de vista se aplica ao centroavante Pedro, do Fluminense, e Everton, do Grêmio.

Acho que todos três têm que mostrar muito mais para merecer uma convocação para a Seleção Brasileira. Quem sabe, ao final deste Campeonato Brasileiro já se possa ter uma ideia melhor, e mais segura, com relação ao real potencial destes jogadores. Não coloco Dedé nesta relação pelo fato de ser ele um jogador bem mais experiente.

Acho que, neste momento, no Flamengo, a convocação de Everton Ribeiro seria muito mais pertinente. E, por favor, entendam que não estou falando em injustiça, e sim, em precipitação.

O contra-argumento de que são dois amistosos que nada valem e, que a simples presença no grupo pode dar um certo amadurecimento aos mais jovens, entendo como válido. Por aí, pode ser…

Como disse aqui no ultimo post, ficou valendo o critério de só se convocar um jogador de cada clube, para que os jogos decisivos da Copa do Brasil não sofram influência desta convocação. Poderia dizer que, apesar do cuidado, o resultado prático é relativo. Exemplo: No Flamengo, o convocado foi Paquetá. No Corinthians, o lateral Fagner. Pergunto: Quem mais fará falta, Fagner ao Corinthians ou Paquetá ao Flamengo? E, querem saber mais. Penso que seria muito mais equilibrado se o jogador convocado do Corinthians fosse o goleiro Cássio. Enfim…

Não sei se daqui para frente isto será rotina e, se for, será muito bom. Refiro-me à convocação de um menino da categoria de base, pois mesmo não jogando, não há como negar que seja um incentivo, além de acelerar o amadurecimento do mini-craque. A bola da vez foi o goleiro Hugo, do Flamengo que, realmente, tem deixado muito boa impressão nos jogos da categoria sub-20.

E por falar nisso, no nosso último jogo, contra o Fluminense, para variar, o gol da vitória foi de Vitor Gabriel. Quando será ele relacionado para um jogo no time de cima? Acho que já deveria ter sido. Na pior das hipóteses, amadureceria mais rapidamente. Tomara que eu esteja certo. Considero Vitor Gabriel o melhor centroavante do Flamengo.

Em seis minutos…

(Foto: Getty Images / FIFA) Artigos Klefer

O futebol é mágico. Um tempo inteiro, 45 minutos, mais um de prorrogação na primeira metade. Mais 45 minutos do segundo tempo e, nada de gol, apesar da monstra pressão da Seleção Brasileira – e um caminhão de gols perdidos. Aí o juiz sinaliza dando seis minutos de prorrogação. E, nestes seis minutos a vitória veio e, por 2 a 0. Simplesmente, emocionante!!!

Sou incondicional admirador da turma da Globo que transmite os jogos da Seleção, mas hoje, vi outro jogo.

Tite, elogiado por eles, errou na primeira alteração. Não deveria ter saído Willian, para a entrada de Douglas Costa. Paulinho era o óbvio para sair.

Fagner, elogiado na transmissão, não jogou nada. Se o Brasil tivesse jogado sem ele, nenhuma diferença faria. Fagner também poderia ter saído para a entrada de Douglas Costa.

Na transmissão, meu querido amigo Arnaldo viu pênalti em Neymar. Acho que o árbitro acertou voltando atrás. Não houve nada no lance.

Agora, o que concordamos. Phillippe Coutinho, de novo, foi o melhor da Seleção. Partida brilhante, tanto no aspecto individual, como coletivo.

Neymar, visivelmente desequilibrado emocionalmente, precisa colocar os nervos no lugar. O cartão amarelo que levou demonstra isto com clareza. Desequilíbrio emocional e infantilidade.

E, bom não esquecer que a agressão verbal ao jogador da Costa Rica pode representar algum tipo de punição. O gol que marcou, tomara que represente um divisor de águas no seu comportamento. A Seleção precisa muito dele.

Valeu pela vitória que traz paz e esperança. Jogo muito bom de se ver.

Que linda manhã de sexta-feira.

Mais de Klefer

Empate com ponto de interrogação

Zuber marca para a Suíça (Foto: Getty images) Arquivos Klefer

A bola rolou. Esperávamos que rolasse redondinha, na batida dos últimos jogos amistosos. Não rolou.

Aí começa o ponto de interrogação. Não rolou legal, por que? Bem, a primeira explicação fica sempre por conta da estreia e, isto venho ouvindo desde 1974, na minha primeira cobertura de Copa do Mundo.

Paralelo a isso, lá vem nova interrogação, o que faltou? Vou começar. A contusão de Dani Alves foi uma tragédia. Aliás, não sei se tragédia foi a contusão de Dani Alves ou, a convocação – e condução a titular – de Danilo. Ficamos capengas. A Seleção só ataca pela esquerda.

Aqui no blog, brinquei um dia, perguntado quem você levaria para o seu time, se Danilo ou Pikachu? Infelizmente, por hoje, acho que acertei.

Poucos jogadores que decidem mesmo atuaram soltos, sem peso nos ombros. Talvez três: Marcelo, Neymar e Coutinho. Os outros sentiram e, não criaram…

No lance do gol da Suíça houve empurrão claro, que árbitro e arbitragem de vídeo (VAR) comeram mosca. Claro que este recurso é saudável, mas como fato novo ainda há tropeços. Talvez, como no tênis, deveria haver duas oportunidades – por cada tempo – do capitão do time solicitar a arbitragem de vídeo.

Enfim, empate com sabor de frustração. Qualquer brasileiro esperava mais.

Ia esquecendo. Achei as trocas do nosso treinador meio que seis, meia dúzia…

Vida que segue. Precisamos melhorar.

Mudança inesperada…

(Fotos: Staff Images / Flamengo) Klefer Texto

Estou tentando entender até agora a mudança surpresa do nosso possante Barbieri. Jogamos onze rodadas com apenas um volante fazendo o papel de marcador e, de certa forma, o cara da nossa saída. Vezes Cuellar, vezes Jonas.

Não mais que de repente, mudou o babado e começamos com dois volantes e terminamos com três. Por razões óbvias o empate não seria um desastre.

Resultado mais que esperado, mas que não traduziu o que vimos em campo. Perdemos gols bobos, em que faltou, principalmente, a maturidade na jogada. A calma do cascudo…

Mesmo com seis meninos correndo, a base deu seu recado. Thuler, Léo Duarte, Jean Lucas, Paquetá, Vinicius e Vizeu entenderam a importância do adversário – e do mando contrário – e não sentiram…

Sofremos o gol numa bobeira infantil da zaga, e demoramos a entender o que havia acontecido. Colocamos a criança no chão, tivemos a posse de bola e, não perdemos mais as rédeas da partida.

Tudo tranquilo! Continuamos no “segue o líder” e vamos para a Copa com 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

A lamentar, um jogo que parecia muito mais difícil e, que no final, o empate não nos fez justiça. Até porque, jogamos pra vencer e tivemos oportunidades. Infelizmente, voltamos a desenterrar nosso fundamento mais detestável. Perder gols na cara do gol. Estava esquecido…

Vamos as notinhas dos meninos…

Diego Alves – Perfeito com as mãos, carniça com os pés. Continua rifando a bola quando tem que repor em jogo – 8

Rodinei – Muitos reclamam do QI da criança. Mas poucos entendem a sua importância atacando pela direita. Como Renê pouco avança, é a nossa segunda opção como atacante – 7

Thuler – Juro que não esperava tanta segurança de um garoto que subiu ontem. Hoje, contra um Palmeiras encardido, além do gol, ganhou todas pelo chão – 7

Léo Duarte – Assim como seu companheiro de zaga, mais uma vez mandou muito bem. A bobeada no gol do Palmeiras teve cúmplices – 7

Renê – O cara mudou radicalmente de quatro partidas pra cá. Marcando muito e avançando com consciência – 8

Jean Lucas – Determinado e muito habilidoso. Não merecia ter saído de campo. Acho que tem muito futuro, mas assim como alguns, deveria tocar mais rápido e prender menos a bola – 7,5

Cuellar – Andou meio vendido hoje e mais violento, mas com tudo isso, é de uma segurança absurda na proteção à defesa. Jamais esmorece – 8,5

Paquetá – Que me perdoem as “Paquitas”, inclusive eu! Mas o cara está pra lá de firulento perto da área. Como é a estrela da companhia, acho que Barbieri não se sente à vontade para chamá-lo no ovo. Está merecendo – 6

Éverton Ribeiro – Um dos melhores em campo. Assim como Rodinei, puxa nosso ataque pela direita, corta para o meio para armar e, ainda volta marcando – 9

Vizeu – Se não entrar faltando vinte minutos, não vale – 5

Vinícius – Despedida cheia de malcriação com os zagueiros do Palmeiras, com muitas voltinhas pra lá e pra cá… e dois gols que não se pode perder numa partida dessa importância. Mas devo admitir que soltou mais a bola. Coisa que não vinha fazendo – 7

Barbieri – Me surpreendeu com a entrada de mais um volante, mas voltou a armar o time muito bem, além de compacto. Mas vamos combinar! Diego Alves tá ajudando muito nosso ex estagiário – 8,5

VAMOS PRA COPA, E SEGUE O LÍDER…

Carlos Egon Prates


Futebol de campeão

O sol já vai raiar por aqui e, vai ser duro pegar no sono após este jogo tenso que, graças ao canal Premiere, pude acompanhar. O comentário do jogo ficou por conta do meu irmão rubro-negro, Carlos Egon Prates.

Vou para um outro lado. O de tentar entender o crescimento deste time que, neste terço de Campeonato Brasileiro, sobrou na turma.

Pra começar: que goleiro é esse? E aproveito para perguntar: você trocaria Diego Alves por qualquer dos três goleiros que estão na Seleção?

E por falar em Seleção, vamos para a colombiana. Será que este Pekerman é cego? No nosso continente, há algum volante melhor do que Cuellar?

Daí para a frente, não há como não se colocar o seguinte:

  1. Éverton Ribeiro, virou o faz tudo deste time. Reencontrou o seu futebol. Está desequilibrando.
  2. Embora neste jogo não tenha sido brilhante, Paquetá também está desequilibrando.
  3. Volto ao tema Seleção com uma pergunta: você trocaria Vinícius Júnior por Tyson?

Há muito mais para falar. Deixo para amanhã. Vou dormir com a luz do sol que vem chegando.

Santa madrugada…

MENNNNGGOOOOO!!!

Kleber Leite

Antena ligada

Treino do Flamengo – 11/06/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer

Desculpem, mas já estou passando adiante do nosso importante jogo de amanhã e, antes de entrar no tema de hoje, dizer que fiquei muito feliz com a nossa unanimidade rubro-negra. Incrível como todos estão mais ligados em São Paulo do que nas cidades russas…

Também me chamou muito a atenção, um dos comentários, destacando a enorme falta de atratividade do brasileiro com respeito a esta Copa do Mundo.

Até o Alzirão, marca registrada da energia carioca para a nossa Seleção, ficou no passado…  A esperança é que a Seleção engrene e dê uma sacudidela na moçada…

A antena a ser ligada é a dos nossos dirigentes. Este, como qualquer campeonato, se ganha dentro e fora do campo. Já sabemos que vamos perder um jogador decisivo, que é Vinícius Júnior, além de um outro que, sem ser decisivo, vem ajudando, neste caso, Felipe Vizeu.

Há de se repor esta qualidade técnica que está indo. E, bom não esquecer que, com a bola que Paquetá está jogando, não é difícil concluir que pode aparecer um clube endinheirado e pagar a multa.

Portanto, é hora de agir. De aproveitar as oportunidades de mercado, pois talento hoje em dia é raridade… Este tipo de ação pode determinar a conquista de um ou, quem sabe, mais títulos neste ano.

Vou ficar por aqui para não alimentar o arco-íris.  O que a minha lupa alcançou já transmiti ao nosso presidente. O momento rubro-negro requer ação, sensibilidade e coragem.

Mais de Klefer

 

O talento é que faz a diferença

(Foto: Leonhard Foeger/Reuters) Blog Kléber Leite

Vi o jogo dos franceses contra o fraco time americano. Sinceramente – e que os franceses não leiam -, não entendo como esta seleção está sendo apontada como uma das favoritas para a Copa. O time é bem arrumado, embora teime em jogar muito pelo meio. Há jogadores badalados, mundiais, mas com limitado poder de criação. Embora tenha tido muita vantagem na posse de bola, a criação ficou devendo e o empate em 1 a 1 ficou de bom tamanho.

A nossa seleção é o oposto. Arrumada na conta do chá, mas com jogadores criativos, capazes de encaminhar qualquer vitória, como ocorreu contra a Áustria, cujo placar de 3 a 0, se o jogo é “a vera”, goleada certa…

Tenho uma só preocupação com relação ao time titular. Daniel Alves, pelo jeito, vai fazer uma falta enorme. Danilo, além de ser tecnicamente bem inferior, demonstra uma timidez além da conta na hora de apoiar.

O que anima é o talento. E, não é só de Neymar. Há outros jogadores com poder de decisão, como Coutinho, Gabriel Jesus, William e Marcelo. Temos tudo para fazer uma bela copa, onde não vejo nenhum bicho papão.

Ia esquecendo. Vi pelo Premirere a vitória do Vasco sobre o Sport Recife. Aliás, lembram que disse aqui que a nossa vantagem não era de cinco, e sim de seis pontos? Pois é… ganhando do Paraná, confirmado!!!

Voltando ao jogo do Vasco. Caramba, como está jogando este Pikachu. E, joga bem de tudo. Lateral, meio campo e, até de centroavante. E lembrar que podia estar conosco…

As duas barbadas que perdemos e, quase de graça: Keno e Pikachu. Paciência. Vida que segue…

Muita humildade e espírito de líder pra cima do Paraná.

Mais de Kleber Leite

Flamengo e Seleção

(Foto: Lucas Figueiredo / CBF) Kleber Leite

Lendo a coluna do Renato Maurício Prado no JB, que melhora a cada cinco minutos, deu vontade de também dividir este espaço entre os dois importantíssimos temas.

Começo pela Seleção Brasileira e, dando crédito ao autor – no caso, o nosso Renato Maurício Prado – gostaria de discutir aqui o motivo pelo qual o povo brasileiro não está “comprando” esta Copa na Rússia, como sempre aconteceu em outras Copas do Mundo. Por que motivo, faltando menos de vinte dias para a bola rolar, as ruas continuam nuas? Onde foram parar as bandeiras e as tintas nas cores verde e amarela?

Será que as respostas estão relacionadas exclusivamente ao futebol? Será que o momento conturbado que vive o país tem influência suficiente para desanimar quem ama o futebol e ama a Seleção? Enfim, o tema realmente é apaixonante e, dou a largada sugerindo que, no caso específico do Rio de Janeiro, em que não há um único jogador na Seleção pertencente a qualquer clube carioca, trava um pouco desta paixão pela camisa amarela. Pode até ser saudosismo, mas para mim, Seleção sem jogador do Flamengo é igual a comida sem sal.


Treino do Flamengo – 21/05/18 (Foto: Gilvan de Souza, Fernanda Tórtima / Flamengo)

Partindo para o nosso quintal, estou muito preocupado com o jogo contra o Atlético Mineiro. Não temos um treinador e o time que vai a campo estará cheio de desfalques. Zaga juvenil.

Cuellar, o mais competente na média dos dez últimos jogos, vendo pela TV. De bom, o retorno de Diego, muito pouco para compensar tantas ausências importantes.

Se no jogo contra o River, quando só a vitória interessava, o time jogou retrancado. Imagine, contra o Galo…

O que me espanta é que o tempo está passando e não há nenhum sinal de qualquer reformulação que permita ao torcedor sonhar com um segundo semestre vencedor. A sensibilidade dos nossos dirigentes, infelizmente, anda na sola do sapato.

CADÊ O TREINADOR?


Meu abraço fraterno à Eliane, Teté, Bito e Renata, neste momento de perda e de dor.

Kleber Leite

 

Mengão e Seleção

Treino do Flamengo – 26/03/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O panorama é totalmente favorável. Melhor elenco, melhor time, jogando em casa – apesar do gramado ruim – e, tendo a vantagem do empate.

Fosse qualquer outro esporte, já daria para começar a comemorar a passagem para a finalíssima do campeonato. O problema é que estamos falando de futebol, onde a soma de 2 + 2 pode não ser 4.

Além da imprevisibilidade que o velho esporte bretão proporciona, é bom não esquecer que a vitória do Flu sobre o Bota, foi justa, porém, com um placar exagerado, diante do que se viu em campo.

Humildade, inspiração e transpiração, fórmula única para a nossa primeira decisão. E, tomara que Carpegiani acerte na escalação…


Gabriel Jesus comemora seu gol em partida amistosa contra a Alemanha – 27/03/2018 (Robert Michael/AFP)

Seleção

Vi, zapeando, os jogos de Brasil e Argentina. Galvão Bueno foi muito feliz ao afirmar que o principal nestas duas vitórias, sobre Rússia e Alemanha, foi a confiança que tomou conta do nosso time. E, como confiança é quase tudo no futebol, começar a Copa neste embalo é um belíssimo caminho andado.

Mesmo com a Alemanha poupando este ou aquele jogador, o teste foi ótimo. O sistema defensivo do Brasil beirou a perfeição. E, incrível como o time está indo bem sem o seu principal jogador. Quero ver o que Tite vai arrumar quando Neymar voltar…

A Argentina, goleada impiedosamente pela Espanha, sofreu sem Messi. O início foi até equilibrado. O primeiro tempo terminou 2 a 1 para a Espanha, mas Higuaín perdeu dois gols inacreditáveis… Depois, no segundo tempo, Los Hermanos tomaram uma surra de bola com o placar vergonhoso de 6 a 1.

Faz tempo que venho chamando a atenção de todos para esta seleção da Espanha. Está renovada, tem jogadores decisivos e, coletivamente, dá gosto de ver jogar.

Para encerrar, a brincadeira que circulou após o jogo da seleção do Brasil.

  1. Alemanha com a camisa do Flamengo: Alemanha 7 x 1 Brasil.
  2. Alemanha com a camisa do Palmeiras. Brasil 1 x 0 Alemanha.

Resumo da ópera: “Manto”, só há um.