Prefiro não acreditar

(Foto: Christof Stache / AFP)

Todos que acompanham este blog sabem do respeito, carinho e admiração que tenho por todos – sem exceção – que compõem esta diretoria.

Quantas e quantas vezes, aqui já coloquei que, como rubro-negro, tenho orgulho de todo este pessoal que nos representa. Sempre é bom lembrar que, muitos que não estão mais no processo merecem igual deferência, pois embora – no momento – ausentes, ajudaram a construir este modelo de administração que, a todos encanta. Portanto, esta vitória é de todos. Do Eduardo e seu pessoal, ao Bap e sua turma.

Dito isto, vamos ao que interessa, ou seja, vamos ao futebol, onde, infelizmente, reside a exceção de competência do pessoal que dirige o clube.

Leio que o Flamengo está interessado em Paulo Autuori, hoje no Fluminense, para ser o diretor técnico, supervisor, gerente ou, sei lá o nome do cargo.

Caramba, isto é a vocação para o erro. Será que ninguém enxerga que o nosso problema não está em cima, e sim, embaixo?

Não precisamos de ninguém para dar suporte a um estagiário para virar treinador. O que precisamos é que no campo, lá embaixo, haja alguém que se faça respeitar, que tenha bagagem e, em quem os nossos jogadores acreditem, e que, os adversários temam.  Não é muito mais simples contratar um treinador?

Como não há na vida nada que seja tão bom que não tenha o seu lado negativo, e a recíproca é verdadeira, esta nossa gente que, como já frisei, é séria, têm bons propósitos, rubro-negros de verdade, mas, infelizmente, não têm a humildade suficiente para ouvir. E, provavelmente esteja havendo um crasso erro de autoavaliação.

Depois dessa, se for verdade, vou concluir que, a sensibilidade deles para o futebol é a mesma que tenho para botânica.

CADÊ O TREINADOR?

Esta, se for verdade, é de lascar!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Deu agora no Globo.com – e com destaque – que, “SEM CONVICÇÃO E OPÇÕES, FLAMENGO AVALIA COORDENADOR POR SUPORTE A BARBIERI” (ler aqui).

Isto é tão absurdo que me recuso a acreditar. Coordenador, um time de futebol pode ter ou, não. Treinador, ao contrário, é obrigatório. Não seria mais simples contratar um treinador, do que procurar alguém para dar suporte a um estagiário?

A matéria dá conta de que o nome dos sonhos era Renato Gaúcho que, como todos sabem e, como todos poderiam imaginar, pleiteando uma estátua ao clube gaúcho – e em meio a uma disputa de Copa Libertadores – não viria de jeito nenhum. Quem acreditou, não é do ramo e, é completamente inocente.

O pior na matéria vem depois, dando conta de que os nomes disponíveis não são do agrado da diretoria. Ora bolas, eu não gosto de queijo de cabra, mas se este for o único alimento para que não morra de fome, vou comer. O que o presidente não entendeu é que nunca foi tão fácil contratar um treinador, pois ante as circunstâncias, o nome passa a ser relativo. Basta ser um TREINADOR. Vanderlei e Felipão não seriam minhas metas prioritárias, mas se qualquer um dos dois for contratado, vou soltar foguetes!!!

Há ainda uma agravante nisto tudo. O tempo está jogando a favor, isto é, o período de paralisação para a Copa do Mundo caiu do céu para que um TREINADOR dê formato ao time, pois haverá tempo para que possa trabalhar. Esperar o encerramento da Copa do Mundo para contratar alguém, convenhamos tratar-se de um absurdo Maracaneano, ou seja, do tamanho do Maracanã.

Claro que cada um de nós tem o seu treinador predileto para o momento. O meu, é Cuca. Nos meus sonhos em vermelho e preto, vejo o presidente Eduardo indo à Rede Globo e fazendo o pessoal de lá, que sempre foi parceiro do Flamengo, entender que é muito mais fácil para eles contratar um comentarista para a Copa, do que, neste momento, o Flamengo encontrar o seu treinador ideal. Duvido, repito, DUVIDO, que esta investida não desse certo.

Isto é uma coisa. Isto é o que eu faria. A outra coisa, se esta opção não for do agrado de quem dirige o clube, é contratar um outro TREINADOR, imediatamente! Que seja Vanderlei. Que seja Felipão. O importante, o fundamental, é contratar, já, um TREINADOR. Seja quem for, neste nível aqui citado, claro, será recebido com alegria e carinho.

CADÊ O NOSSO TREINADOR?

 

Flafesta e Luxemburgo

Festa da torcida no treino aberto no Maracanã (Foto: Cahê Mota).

Alguns amigos, rubro-negros e integrantes do arco-íris, escreveram e telefonaram, achando meio fora de propósito a ação desenvolvida hoje pela diretoria do Flamengo, colocando, no Maracanã, uma multidão para o último treino antes do jogo de amanhã, contra o Santa Fé, pela Copa Libertadores.

O argumento é no sentido de que há uma visível falta de conexão com o momento que vive o time do Flamengo, com a euforia do torcedor.

Não tiro certa razão de quem assim pensa, mas, ao mesmo tempo, até como conceito de vida, acho que todas as tentativas são válidas, e que o grande pecado é a omissão.

São duas formas de ver as coisas, uma mais profunda na análise – a de alguns amigos – e, a outra – a minha – que aplaude as iniciativas e, quanto mais ousadas, mais gosto. Tomara que a rapaziada do futebol tenha tido uma noção exata do que é a paixão rubro-negra.

Quem sabe não tenha sido uma sacudidela que estes jogadores estão, visivelmente, precisando…

O melhor de tudo, é que a resposta virá rápido. Amanhã vamos saber se funcionou ou, não.


(Reprodução da internet)

Os amigos, sempre atentos, ligaram e mandaram mensagens, dando conta da presença de Vanderlei Luxemburgo, no Esporte Interativo. Liguei a televisão e tive a oportunidade de ver um bom programa, com profissionais interessantes e competentes, trocando figurinhas com o treinador.

O papo fluiu legal e, dois detalhes me chamaram atenção. O primeiro foi com respeito a Éverton, que quando indagado se foi uma boa iniciativa do São Paulo, Vanderlei disse que sim. E, complementou, afirmando que Éverton, embora não seja um craque, arruma qualquer time. Interveio um dos participantes da mesa, dizendo que o São Paulo já tinha uma quantidade significativa para a função que Éverton desenvolve pelo lado esquerdo, ao que Vanderlei respondeu: “é verdade, mas nenhum tão bom quanto Éverton”…

O segundo detalhe vai muito de encontro a tese do meu amigo Fernando Versiani, sobre qual seja a melhor formação de ataque do nosso time. O assunto foi o tal do camisa 9 que, na opinião de todos no programa, inclusive na de Vanderlei, cada vez mais sai da lupa do futebol moderno.

A tese do Fernando Luiz, e com ela começo a concordar, é a de que o Ceifador deveria ceifar o banco de reservas e o ataque, que primaria pela rapidez, deveria ser formado por Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vinícius Junior, onde não haveria um homem fixo, mas em contrapartida, a movimentação, pelas características dos três jogadores citados, deixaria o sistema defensivo adversário enlouquecido.

Vanderlei chegou a citar a própria Seleção Brasileira atual que, atingiu o seu melhor momento jogando exatamente desta forma. Enfim, foi um bom programa que, para mim, serviu para concluir que de retrogrado, Vanderlei Luxemburgo nada tem. Ao contrário, está bem atualizado…

E por falar em treinador, antes que esqueça, CADÊ O NOSSO TREINADOR?

Cavadinhas

(Reprodução da internet)

Nas rádios do Rio, principalmente nas rádios Globo e Tupi, surgiram verdadeiras obras de arte que, com uma só palavra, diziam tudo. Assim nasceu a expressão “mala” que, como todos sabem, passou a ser chamado o chato.

O “jabá” foi a expressão que surgiu para, em uma palavra, todos saberem que um locutor, ou programador, levava vantagem de alguma gravadora para que uma música ou um cantor fosse divulgado. E, em um mundo diferente do de hoje que, ferozmente, combate a corrupção, havia naquela época quem defendesse e, sobre isso, há um episódio genial, em que um companheiro, no ar, fez o seguinte comentário: “Só é contra o jabá, quem não está no jabá”.

Outros tempos. Onde o “jabá” que se vê hoje em dia por aí, comparado com os de antigamente, deixa no ar até um certo “romantismo malandro” quando se olha para trás.

Também no rádio, surgiu a expressão “cavadinha” que, era uma maneira ardilosa, malandra, sorrateira, engenhosa, que um locutor “trabalhava” para ser escalado em um determinado jogo. O termo pegou e, até hoje está por aí.

Hoje mesmo, leio que o treinador argentino Edgardo Bauza dá entrevista falando sobre um possível interesse do Flamengo, de que um de seus agentes está em tratativas com os dirigentes rubro-negros e, por aí vai…

O surpreendente é que o desespero de ver o nosso time sem comando é tão grande que, embora esteja na cara tratar-se de uma “cavadinha “, damos uma de bobinhos, acreditando ser verdade.

Torcendo para ser verdade, até sendo o Bauza…

Cadê o treinador?

Santa inocência

(Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA)

Leio agora que o nosso bravo Renato Gaúcho, super agradecido ao Flamengo pelo convite, anuncia que ficará no Grêmio.

Todos que participam deste blog sabem o que disse desde o início desta mini-novela. No primeiro capítulo, afirmei não acreditar, pois havia em disputa para o Grêmio uma Libertadores, em execução uma estátua para o nosso personagem no estádio do tricolor gaúcho, além da pressão natural.

Hoje, se a nossa turma do futebol tivesse um pouco mais de sensibilidade – e não preciso nem falar em experiência – Cuca já estaria cuidando dos nossos meninos.

Há menos de 24 horas, recebi, embora tenha na hora dito que duvidava, a informação de alguém que me merece respeito, a notícia de que Renato estava fechado.

Santa inocência!!! E lá vamos nós com um principiante, de novo!!!

Por favor, sem querer ensinar o padre a rezar missa, peçam desculpas ao Cuca e procurem a Rede Globo para que ela o libere do compromisso de ser um dos comentaristas para a Copa.

Muito mais fácil a Globo achar um substituto, do que o Flamengo resolver o seu enorme problema. Por favor, vamos agir?

SERÁ?

Hoje, dia do jornalista – e tal fato me foi lembrado pelo nosso Rei (Zico, claro!) -, vou deixar aqui para os meus queridos amigos rubro-negros a informação que recebi e, a fonte merece todo crédito possível.

1 – Tudo certo com Renato.

2 – Há no ar a tentativa de ser contratado como diretor de futebol:

  1. Felipão.
  2. Abel Braga.

Deixo as informações, no aguardo de saber o que vocês pensam.

Confesso que, “preciso baixar a poeira” do espetacular vinho de Beaune (Bourgogne) para dizer o que penso.

De cara, até por uma questão de coerência de vida, tenho paixão pelo novo. E, em se tratando de Flamengo, pensar grande é mais do que pertinente. É tudo!!!

Tudo claro

Eduardo Berrizo (Foto: Martin Rickett / PA)

Como estou longe, e a ansiedade nestas circunstâncias potencializa a curiosidade, voltei aos velhos tempos de repórter e, após uns dez telefonemas, o quadro com relação ao nosso futuro treinador é o seguinte:

1 – O nome é Renato Gaúcho. Os problemas para Renato romper com o Grêmio todos já sabem. Pode ser que sim, pode ser que não.

2 – Eduardo Berizzo, técnico argentino, com passagens por Espanha e Chile, entrou na lista para a alça de mira.

3 – Cuca, que já havia declinado de alguns convites alegando que tinha um compromisso com a Globo, para o Flamengo iria, ONTEM!!! GARANTO!!!

O Flamengo jamais demonstrou interesse e, como o tema foi badalado na imprensa, a Globo que ainda não tem o contrato assinado com Cuca para ser comentarista na Copa, exigiu do treinador uma definição.

Como, por parte do Flamengo, ninguém se manifestou, hoje, Cuca se comprometeu a assinar o contrato com a Globo. Portanto, a partir de agora, quem quiser ter Cuca, só após a Copa do Mundo.

4 – Por ordem, esta é a cronologia do futebol rubro-negro:

  1. Esperar a resposta de Renato.
  2. Ir dando tratos à bola, pesquisando o treinador argentino.
  3. Barbieri.
  4. Se o item C falhar, quem sabe, Cuca, após a Copa.

O que eu acho disso? Pode até dar certo e, tomara que dê, pois em qualquer situação, torço a favor, mas a sensação de que a condução é equivocada, é enorme.

Linha cruzada

(Reprodução da internet)

O nosso bravo Globo.com noticia que, na impossibilidade de ter Cuca, a diretoria do Flamengo, com calma, tentará convencer Renato Gaúcho.

O bom leitor, além de ler, procura com cuidado o que está por trás das palavras. E, aprendi que nenhum repórter inventa uma notícia. O repórter é o veículo. O “pai” da notícia sempre é outra pessoa. Por isso mesmo, desconfio que a fonte desta informação esteja na Gávea ou no Ninho do Urubu.

E o que está por trás das letras? Simples. Há a intenção clara de passar para a opinião pública que Cuca, por motivos particulares, não aceitou conversar e, diante da negativa, o alvo passa a ser Renato Gaúcho.

O problema é que Cuca e seu procurador, Eduardo Uram, jamais foram procurados pelo Flamengo. Afirmo e aqui escrevo, pois este fato me foi confirmado por ambos.

O resumo da ópera, pelo que deduzo: O Flamengo quer Renato, mas ainda patina na tentativa por motivos óbvios. O Grêmio disputa a Libertadores, Renato é gremista de carteirinha e, está próximo de virar estátua no tricolor gaúcho. Tudo isso pesa na hora de uma decisão.

E, pelo fato de poder haver críticas se a investida em Renato não der certo, o “terreno já está sendo preparado”…

Cadê o treinador?

(Reprodução da internet)

Esta é a pergunta que todo torcedor do Flamengo, do Oiapoque ao Chuí, está fazendo e, torcendo por uma resposta que seja compatível com o tamanho do Flamengo.

Pelo noticiário, entre os treinadores consagrados, vitoriosos, as alternativas seriam Cuca e Felipão. Tenho por Felipão o maior respeito, mas como premissa de vida, acho que cada um de nós tem o seu momento e, o melhor momento de Felipão ficou no passado.

Cuca, apesar de já somar consideráveis conquistas em sua trajetória profissional, ainda, em função do seu potencial, está distante do ápice. Portanto, juntando perfil e objetivos, não vejo como não se entender que seja Cuca a melhor, talvez única, alternativa, em função da realidade do mercado.

Embora, estatutariamente, possa o presidente Eduardo contratar quem bem entender – e pelo tempo que julgar conveniente -, pode ser que, em função das eleições programadas para o final do ano, passe pela cabeça do presidente que, eticamente, só deva assinar com um treinador até o final deste ano.

Se isto estiver ocorrendo, é um grande equívoco. O presidente do Flamengo, na certeza do que seja o melhor para o clube, deve ter coragem para bancar os seus projetos. Este, duvido, ante as circunstâncias, que alguém possa ser contra.

Alguém se oporia a um contrato com Cuca pelo período de dois anos? Aliás, como já há dois candidatos, se isto o aflige, o nosso presidente poderia consultá-los. Duvido que viessem a criar qualquer problema.

A pior de todas as soluções é a que é alimentada pelo medo de errar. A pior alternativa é contrariar a premissa de que o Flamengo é final de linha para um treinador. Lugar de alguém começar a carreira não é na Gávea. O Flamengo, pela sua grandeza, dispensa experiências. O torcedor rubro-negro é exigente e imediatista. Paciência é uma palavra que não consta do nosso dicionário.

Aliás, nem tempo há para isso. Vem aí o campeonato brasileiro e a sequência da Libertadores.

CADÊ O TREINADOR?  CADÊ O CUCA? JÁ FALARAM COM ELE? E AÍ?????

Meio estranho

Júlio César, Carpegiani e Adílio (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

A coletiva de Paulo César Carpegiani transcorreu dentro do que se esperava, afinal, o Flamengo não é um fato novo para ele e, a recíproca é verdadeira.

De positivo – e acho que no futuro pode render bons frutos – as presenças de ilustres figuras rubro-negras, como Adílio e Júlio César, ex-companheiros de Carpegiani na mais gloriosa jornada do futebol rubro-negro, afinal, a presença do ídolo sempre é positiva.

Quando digo que no futuro poderá render bons frutos, me refiro à possibilidade de, pela amizade, Zico poder contribuir de alguma forma, mesmo que seja apenas opinando. Prefiro mil vezes Zico dizendo o que pensa para o treinador do Flamengo, do que saber a opinião dele através de uma ou outra matéria de rádio ou jornal. Para o Flamengo será muitíssimo melhor, pois ignorar a capacidade de Zico analisando futebol e, muito mais ainda, o futebol do Flamengo, é como jogar dinheiro fora…

O que realmente me intrigou foi a fala de Carpegiani, dando conta de que, podendo ser até muito em breve, pode ele indicar – ou participar – da escolha do futuro treinador do Flamengo. Como o tema gerou entre os coleguinhas enorme curiosidade, o presidente Eduardo se apressou em dizer que isto era coisa para o futuro, que Carpegiani era o treinador e, ponto final.

Apesar da oportuna intervenção do presidente, tentando esvaziar o assunto que naquele momento não lhe interessava, a pulga ficou atrás da orelha de todos. Não quero aqui me precipitar fazendo uma análise do fato por ter quase a certeza de que já há um plano definido e, só não é colocado em prática neste momento pelo fato de uma das peças, no caso o treinador, por algum motivo importante, não poder desembarcar na Gávea.

Ora, se Carpegiani já havia decidido dar uma guinada em sua carreira abandonando as quatro linhas para ser coordenador, se o Flamengo já havia se convencido de que Carpegiani tinha todos os atributos para a função, inclusive o tendo convidado formalmente, a guinada – ou melhor, a marcha à ré – de coordenador para treinador, só tem uma explicação. Há um nome definido em que todos acreditam, só que não pode assumir agora. Para não abrir mão de algo que estão convencidos, os dirigentes convenceram Carpegiani a segurar o barco enquanto o comandante não vem.

E quem seria? Renato Gaúcho? Se for, com Rodrigo Caetano, Carpegiani e Renato, o Flamengo adota definitivamente a bombacha e o chimarrão…

Nada contra, apenas uma constatação curiosa.