Uma boa notícia

(Reprodução da internet)

Em roda de amigos, em determinado momento, o papo descambou da política para o futebol, pois o assunto era liderança.

Foi quando um dos amigos, muito bem informado sobre temas rubro-negros, afirmou já ter o Flamengo um pré-contrato assinado com Abel, e que este era o ponto que unia as duas chapas com maiores possibilidades de vencer as eleições. Abel, embora unanimidade, estaria com um projeto diferente. Deixaria de ser treinador, para ser um gerente, um administrador.

Não resisti e liguei para o nosso Abelão, pois ante tão poucas opções de extrema qualidade no mercado de treinador, ver mais um indo embora, me assustou.

Abel ouviu e, desmentiu. Afirmou que ama o que faz e, em momento algum cogitou mudar de função.

Como não se pergunta a um amigo o que ele não pode responder, evitei falar sobre o tal do pré-contrato, embora torcendo para que seja verdade…


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O que se fala e o que se pensa

Este tema também envolve um treinador.

Hoje, ouvi quem criticasse o treinador Dorival Júnior pelo fato de ter dito ele que o Flamengo continua vivo no Campeonato Brasileiro, quando na verdade, o próprio Dorival saiba que, com o empate diante do Palmeiras, o título ficou muito distante. Em síntese, o crítico afirmava que, embora pensasse de uma forma, Dorival dizia outra coisa.

Claro que é isso mesmo e, está coberto de razão. O que é que o sisudo crítico queria? Que Dorival, publicamente, admitisse que a coisa ficou complicada, muito difícil? Fez ele muito bem em afirmar que “Flamengo continua na cola”. Até porque, os seus comandados estão ligados no noticiário, como qualquer um. O depoimento, sincero que fosse, seria como jogar a toalha…

E, além disso, é bom não esquecer que o tema em pauta é futebol, onde tudo pode acontecer.

Como sempre dizia o inesquecível amigo Afonso Soares, “já vi muita noiva voltar do altar”…

E aquele gol perdido pelo Paquetá não me sai da cabeça…

O preço de uma decisão equivocada

(Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS )

Deu no rádio – e já está em tudo que é lugar – que Mauricio Barbieri foi demitido. Enquanto a delegação viajava para Salvador, o treinador retornava para casa.

Sempre ouvi as melhores informações sobre Barbieri. Quem com ele conviveu no dia a dia teve a nítida certeza de que, amadurecendo, ganhando experiência, poderia ter um futuro brilhante. Tanto é que todos no Flamengo, mesmo diante da possibilidade da contratação de um novo treinador, queriam sua permanência na comissão técnica.

O noticiário, entretanto, dá conta de que Barbieri foi demitido sumariamente e, isto quer dizer com absoluta clareza que o ambiente entre treinador e jogadores não estava bom. Cheguei inclusive a ler que alguns jogadores se queixaram das constantes modificações e da falta de critério nas escalações.

Partindo da premissa de que seja Barbieri um profissional interessante e de futuro, é fácil concluir o quão equivocada foi sua efetivação como treinador. Erro crasso do presidente e do vice de futebol. Como efetivar um treinador de 36 anos, que nunca jogou futebol e nunca havia dirigido nenhum clube? Estava na cara que a falta de rodagem faria, mais cedo ou mais tarde, Barbieri rodar…

Esta decisão equivocada acabou por ceifar o amadurecimento de um bom profissional prestando serviço ao Flamengo.

O que se sabe é que o nome para dirigir o time nestes doze jogos restantes é Dorival Júnior. Certamente, será dito a ele que, se a situação vencer as eleições a continuidade estará garantida, o que, em tese, obriga um contrato somente até dezembro. Como está desempregado, é provável que Dorival Júnior tope correr o risco.

Como não sou de ficar em cima do muro, não posso deixar de dizer que é um nome que não me anima, embora entenda que, ante as circunstâncias, seria impossível ter uma pessoa de consenso neste momento.

Mesmo assim, como faltam doze jogos, o perfil de quem venha a ser contratado deveria ser, obrigatoriamente, o de um treinador que pudesse sacudir a moçada. Não vejo Dorival Júnior com este perfil.

O resumo da ópera é simples. O planejamento equivocado da diretoria jogou o ano pela janela.

A esta altura do campeonato, o fundamental é garantir vaga na Libertadores. Aliás, pelo que se gastou, se isto não ocorrer, será a maior prova de incompetência na história do nosso futebol.

Rescaldos da eliminação

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Independente da nossa pouca força ofensiva – em que os atacantes não atacam e não fazem gols – não há como não se concluir que, infelizmente, o nosso ótimo goleiro Diego Alves não esteve em uma noite feliz.

No primeiro gol, sei lá, mas com jeitinho dava para defender. Talvez, falta de sorte… Já o segundo gol, há nele uma história embutida e, até agora, não contada.

Fato é que, em determinado momento, Diego Alves acusou um problema muscular e, pela imagem, imaginei que o nosso goleiro seria substituído, pois se há uma contusão traiçoeira, em que não adianta se insistir, é a muscular. Aí, me deparei com uma cena pouco comum, quando o médico do Flamengo, Dr. Tannure, começou a enfaixar a coxa de Diego Alves.

Se o treinador já tivesse realizado todas as alterações, seria até natural o procedimento, porém, em se tratando de contusão tão séria, por que não substituir? Radamés e Haroldo Couto, que estavam ao meu lado, argumentaram que era para não abrir mão de Diego Alves, pois o jogo poderia terminar empatado e, como se sabe, ele é um baita pegador de pênaltis. Argumentei que, apesar de poder ser esta a explicação, não era racional, pois para se pegar pênalti, explosão muscular seria necessária e, como fazer isto com músculo da coxa baleado?

Não demorou muito, gol do Corinthians. A bola era defensável, pois foi chutada de longe. Ficou em mim a sensação clara de que Diego Alves não chegou na bola em função do problema muscular. Erro grosseiro de avaliação, onde três erraram. O goleiro, o médico e o treinador. Vocês estão lembrados de que antigamente, muito antigamente, quando não era possível se substituir um jogador, quando havia um problema muscular, onde era colocado o jogador contundido? Acertou quem imaginou a ponta esquerda. No gol, jamais, pela importância decisiva da posição. Erramos feio.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Será que não deu até agora para que se perceba que, infelizmente, não temos NENHUM atacante com um mínimo de competência? As contratações para o setor foram pavorosas. Juntem Marlos Moreno, Ceifador, Uribe, Lincoln e Berrío, não dá um atacante. Não incluí Vitinho nesta relação, pois, embora não valha um quinto do que o Flamengo pagou, ganhando moral, ainda pode ajudar.

Este caso dos atacantes é muito parecido com a situação de uma empresa que vem apresentando prejuízo ao longo do tempo e, ao invés de concluir que é melhor entubar e estancar o preju, continua acreditando em milagre, insistindo e o prejuízo aumentando. Este é o nosso caso. O Corinthians tem problema igual. A diferença é que desistiu de jogar com 10 e, no improviso vai se virando. Ver o Ceifador escalado e Vitinho, o homem de 45 milhões de reais, no banco, é de doer.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Outra coisa: Não é o fato de se jogar com mais atacantes que vai fazer com que um time esteja mais próximo de fazer gol. Para o atacante entrar em ação, a bola, obrigatoriamente, tem que passar pelo setor de meio campo. Digo isto para criticar as alterações, onde o Flamengo perdeu o meio campo e, consequentemente, o jogo. Este é o momento em que falta um mínimo de experiência ao nosso eterno estagiário. Experiência aos 36 anos e, sem nunca ter jogado, convenhamos, é querer demais, é dar muita sopa para o azar…

O companheiro Jorge Abel, do “Esporte 24 horas”, me entrevistou e, lá pelas tantas perguntou se eu demitiria o Barbieri. Respondi que jamais o demitiria, na medida em que jamais o teria efetivado. Repito que, nada pessoal, nada contra ele, apenas conceitual, pois o Flamengo deve ter sempre um treinador compatível com o seu tamanho. Cuca e Abel deram sopa e, sequer, procurados foram. Muita incompetência…

. O noticiário dá conta de que os atuais dirigentes estão avaliando se demitem Barbieri, ou não. Agora ficou realmente difícil, pois não há no mercado alguém de peso e, sem esquecer que daqui a dois meses teremos as eleições. O ideal seria o treinador pedir o boné, pois assim o parto seria normal e, a sequência do brasileiro sem traumas.

Conseguir um interino para substituir o estagiário não seria missão das mais difíceis, até porque, só faltam doze jogos para o fim do campeonato. De qualquer forma, isto tem que ser bem pensado, pois seria o desastre dos desastres o Flamengo não se classificar para a Libertadores do ano que vem. Se dá para ser campeão? Dá tudo! Para ser campeão e até para ficar fora da Libertadores. Fosse numa roda de pôquer, diria que estamos na última mesa, a decisiva, a do tudo ou nada, onde para se ganhar, sorte e competência têm que caminhar juntos.

Abro mão de dizer o que faria se lá estivesse, pois alguns “fariseus”, como diria Mario Gonçalves Vianna, iriam me acusar de estar tumultuando o ambiente. O que desejo é que, ao menos nesta mesa final, os nossos dirigentes palpitem e decidam com sabedoria. Afinal, só tenho uma paixão. Só tenho um clube para torcer e, já estou cansado de perder.

Santa teimosia…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Será que os queridos amigos deste blog lembram quantas e quantas vezes, aqui mesmo, muitos de nós demos ênfase de que Vinícius Júnior deveria ser titular, na medida em que, apesar de jovem, era o único atacante agudo no Flamengo?

E, os queridos amigos estão lembrados do tempo que levou o nosso treinador para entender algo tão simples que saltava aos olhos?

Pois é, o Extra (via Globo.com), estudando o tema, afirmou que o aproveitamento do time do Flamengo com Vinícius Jr, escalado, foi de 75% e, sem ele no time, o aproveitamento foi de 46%. A pergunta que não quer calar: “tivesse o nosso treinador sensibilidade futebolística mais apurada, os resultados não poderiam ter sido outros”?

O mesmo Extra informa que o treinador Barbieri admite agora adiantar Paquetá. Há quanto tempo muitos de nós não estamos implorando no sentido de que Paquetá deixe de ser volante e, como o jogador mais agudo e criativo do time, tenha mais liberdade?

Embora não vá faltar quem cite a máxima “antes tarde do que nunca”, cabe outra pergunta: “será que não dava para ter chegado a esta conclusão um pouquinho antes”?

E se for tarde demais, quem paga esta conta?

O “X” do problema

Vi algumas cenas do desembarque da delegação do Flamengo e, confesso que fiquei com o coração apertado.


 

 

Aliás, fiquei com o coração TODO apertado. Estas são cenas quase iguais as de uma briga em família, quando você constata a animosidade entre as partes que você ama do mesmo jeito.

O que será que os jogadores e treinador concluíram com relação ao episódio e, o que será que os torcedores que promoveram o protesto estão pensando agora?

Vamos começar pelos torcedores. A pior coisa do mundo é quando se cria uma expectativa maravilhosa e, o “filme” toma um rumo oposto. A dor é muito pior. E, este é o caso destes torcedores. Imaginaram um resultado, ante tantas contratações, e estão verificando que a realidade é outra. Em síntese, sentem-se traídos.

O treinador e jogadores, pelo que tenho lido e ouvido, estão unidos e, mesmo sabedores de que os resultados estão aquém do que eles também esperavam, sentem-se injustiçados, mas são incapazes de reverter o quadro.

Aí, fica claro o “X” do problema, que pode ser resumido em pouquíssimas palavras: “Falta de liderança”!!! E vou além. Jogador de futebol, independentemente do nível cultural, tem uma sensibilidade depurada. Estes soldados já detectaram a fragilidade do sargento, do capitão e do general.

E antes que alguém interprete de forma equivocada, liderança a que me refiro longe está de truculência ou agressividade. A liderança a que me refiro não é imposta, e sim, reconhecida, e como tal, obedecida.

Quando há autoridade, somada a conhecimento de causa, coragem, ousadia e “savoir faire”, as coisas caminham naturalmente.

Hoje, o Flamengo tem um treinador de 36 anos, sem nenhuma ligação anterior com o mundo da bola, e que está tendo a sua primeira experiência no clube mais importante do Brasil. Conceitualmente, um absurdo!

A vice-presidência e diretoria de futebol, pelas informações das mais variadas, apesar de seres humanos do bem, distantes do que se possa imaginar como lideranças naturais e necessárias.

E, para fechar, o nosso presidente, que tem virtudes inegáveis, porém, todas, infelizmente, passam longe da necessidade do futebol do Flamengo.

Há no ar a possibilidade de uma mudança no comando técnico. Dizem que o presidente é contra, mas que há dirigentes a favor.

Se for para mudar o treinador para tiro tão curto, tem que ter ombros largos e liderança suficiente para compensar tudo aqui já colocado.

Mudar por mudar, trocar seis por meia dúzia, não vai adiantar nada. Se for para mudar, que a mudança seja radical, mesmo que muitos detestem. O momento pede coragem e ousadia.

Além de competência, o que é óbvio, a necessidade de um líder é mais do que clara.

Este é o “X” do nosso problema.

Cabeça de treinador

(Reprodução da TV) Kléber Leite Blog

O Palmeiras, graças à sua apaixonada patrocinadora, que sonha ser presidente, gastou uma fortuna para formar o atual elenco, onde o reforço de maior impacto para os torcedores veio do Santos.

Lucas Lima, realmente, um jogador bem acima da média, chegou e, em pouco espaço de tempo, apesar do quanto custou – e da esperança da galera palmeirense – começou a esquentar o banco.

Cheguei inclusive a sugerir ao nosso pessoal do futebol, “olho no lance”, pois estas aberrações fazem parte e, não é de hoje.

Aí, chegou Felipão enchendo a bola de Lucas Lima que, confiante e com confiança no novo treinador, voltou a jogar o que sabe e, o que sabemos nós ser ele capaz.

Como é que se marginaliza um dos raros talentos do atual futebol brasileiro? Tudo bem que cabeça de treinador possa levar a este estágio, mas o que fazem os outros no clube, incluindo o presidente e o vice de futebol? Não há conversa? Não há debate sobre o tema?

Em 2005, Helinho e eu encaramos a nossa mais difícil missão no Flamengo e, logo na chegada nos deparamos com duas barbaridades. André Santos, que chegou à Seleção Brasileira, era reserva de Andrezinho. E Diego Souza era, também, reserva.

Preciso explicar porque os matemáticos afirmavam que o Flamengo tinha 94% de possibilidade de ir para a segunda divisão?

No Palmeiras, Felipão restabeleceu a verdade e, lá atrás, com muita conversa e ações pontuais, deu para livrar o Flamengo do que seria o maior mico na sua gloriosa trajetória no futebol.

Em síntese, com todo respeito aos treinadores, se não houver uma linha direta entre os que compõem o departamento de futebol, a tirania burra de um “professor” pode ser mais devastadora do que um tsunami.

No Flamengo, sonhar grande é obrigação. E, também, não custa nada…

(Foto: AFP / PIERRE-PHILIPPE MARCOU) Kleber Leite

Primeiro, explico o título do post. Desde menino tive a noção exata do tamanho do Flamengo e, por isto mesmo já tive momentos de revolta com alguns dirigentes que erraram porque nunca tiveram a dimensão do tamanho do avião que pilotavam.

Costumo dizer que para o Flamengo nada é impossível e, partindo desta premissa e, por coerência, procurar soluções de acordo com a grandeza do clube nada mais é do que um primário dever de casa.

O “também” do título, diz respeito a máxima popular, quando afirma que “sonhar não custa nada”. Portanto, em se tratando de Flamengo, mesmo o sonho sendo gigante, também não custa nada…

A partir daí, serão três etapas. Acreditar, saber fazer e, sorte.

Ontem, mandei a seguinte mensagem para o nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello:


“Meu presidente,

Por favor, não me chame de maluco, mas será que Zidane não teria a curiosidade de dirigir o time do maior clube das Américas?

Custa tentar?

Já imaginou o desdobramento desta doce maluquice?

Forte abraço.

E, recebi a seguinte resposta:

“Obrigado, amigo.

Grande abraço e saudações rubro-negras.”


Hoje, lendo no JB a coluna de RENATO Mauricio Prado, que pensa o Flamengo como eu, concluí que fiz muito bem em enviar o WhatsApp para o nosso presidente, pois Renato termina sua espetacular coluna indagando se Eduardo já havia comprado sua passagem para Madrid.

Ter Zidane é um sonho impossível? Para o Flamengo não há sonho impossível. Por maior que seja o objetivo, o tamanho deste gigante vermelho e preto é suficientemente grande para abraçar.

Sempre foi assim. Continua sendo e, com o passar do tempo, será algo absolutamente normal.

Quem viver, verá.

Tomara que a resposta gentil, mas evasiva, do nosso presidente, possa ser traduzida como… “já havia pensado e, já estou agindo”!!!

Tomara!!! Amém!!!

Prefiro não acreditar

(Foto: Christof Stache Fernanda Tórtima / AFP) Arquivo Kléber Leite

Todos que acompanham este blog sabem do respeito, carinho e admiração que tenho por todos – sem exceção – que compõem esta diretoria.

Quantas e quantas vezes, aqui já coloquei que, como rubro-negro, tenho orgulho de todo este pessoal que nos representa. Sempre é bom lembrar que, muitos que não estão mais no processo merecem igual deferência, pois embora – no momento – ausentes, ajudaram a construir este modelo de administração que, a todos encanta. Portanto, esta vitória é de todos. Do Eduardo e seu pessoal, ao Bap e sua turma.

Dito isto, vamos ao que interessa, ou seja, vamos ao futebol, onde, infelizmente, reside a exceção de competência do pessoal que dirige o clube.

Leio que o Flamengo está interessado em Paulo Autuori, hoje no Fluminense, para ser o diretor técnico, supervisor, gerente ou, sei lá o nome do cargo.

Caramba, isto é a vocação para o erro. Será que ninguém enxerga que o nosso problema não está em cima, e sim, embaixo?

Não precisamos de ninguém para dar suporte a um estagiário para virar treinador. O que precisamos é que no campo, lá embaixo, haja alguém que se faça respeitar, que tenha bagagem e, em quem os nossos jogadores acreditem, e que, os adversários temam.  Não é muito mais simples contratar um treinador?

Como não há na vida nada que seja tão bom que não tenha o seu lado negativo, e a recíproca é verdadeira, esta nossa gente que, como já frisei, é séria, têm bons propósitos, rubro-negros de verdade, mas, infelizmente, não têm a humildade suficiente para ouvir. E, provavelmente esteja havendo um crasso erro de autoavaliação.

Depois dessa, se for verdade, vou concluir que, a sensibilidade deles para o futebol é a mesma que tenho para botânica.

CADÊ O TREINADOR?

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Esta, se for verdade, é de lascar!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Deu agora no Globo.com – e com destaque – que, “SEM CONVICÇÃO E OPÇÕES, FLAMENGO AVALIA COORDENADOR POR SUPORTE A BARBIERI” (ler aqui).

Isto é tão absurdo que me recuso a acreditar. Coordenador, um time de futebol pode ter ou, não. Treinador, ao contrário, é obrigatório. Não seria mais simples contratar um treinador, do que procurar alguém para dar suporte a um estagiário?

A matéria dá conta de que o nome dos sonhos era Renato Gaúcho que, como todos sabem e, como todos poderiam imaginar, pleiteando uma estátua ao clube gaúcho – e em meio a uma disputa de Copa Libertadores – não viria de jeito nenhum. Quem acreditou, não é do ramo e, é completamente inocente.

O pior na matéria vem depois, dando conta de que os nomes disponíveis não são do agrado da diretoria. Ora bolas, eu não gosto de queijo de cabra, mas se este for o único alimento para que não morra de fome, vou comer. O que o presidente não entendeu é que nunca foi tão fácil contratar um treinador, pois ante as circunstâncias, o nome passa a ser relativo. Basta ser um TREINADOR. Vanderlei e Felipão não seriam minhas metas prioritárias, mas se qualquer um dos dois for contratado, vou soltar foguetes!!!

Há ainda uma agravante nisto tudo. O tempo está jogando a favor, isto é, o período de paralisação para a Copa do Mundo caiu do céu para que um TREINADOR dê formato ao time, pois haverá tempo para que possa trabalhar. Esperar o encerramento da Copa do Mundo para contratar alguém, convenhamos tratar-se de um absurdo Maracaneano, ou seja, do tamanho do Maracanã.

Claro que cada um de nós tem o seu treinador predileto para o momento. O meu, é Cuca. Nos meus sonhos em vermelho e preto, vejo o presidente Eduardo indo à Rede Globo e fazendo o pessoal de lá, que sempre foi parceiro do Flamengo, entender que é muito mais fácil para eles contratar um comentarista para a Copa, do que, neste momento, o Flamengo encontrar o seu treinador ideal. Duvido, repito, DUVIDO, que esta investida não desse certo.

Isto é uma coisa. Isto é o que eu faria. A outra coisa, se esta opção não for do agrado de quem dirige o clube, é contratar um outro TREINADOR, imediatamente! Que seja Vanderlei. Que seja Felipão. O importante, o fundamental, é contratar, já, um TREINADOR. Seja quem for, neste nível aqui citado, claro, será recebido com alegria e carinho.

CADÊ O NOSSO TREINADOR?

 

Flafesta e Luxemburgo

Festa da torcida no treino aberto no Maracanã (Foto: Cahê Mota, Rodrigo Branco).

Alguns amigos, rubro-negros e integrantes do arco-íris, escreveram e telefonaram, achando meio fora de propósito a ação desenvolvida hoje pela diretoria do Flamengo, colocando, no Maracanã, uma multidão para o último treino antes do jogo de amanhã, contra o Santa Fé, pela Copa Libertadores.

O argumento é no sentido de que há uma visível falta de conexão com o momento que vive o time do Flamengo, com a euforia do torcedor.

Não tiro certa razão de quem assim pensa, mas, ao mesmo tempo, até como conceito de vida, acho que todas as tentativas são válidas, e que o grande pecado é a omissão.

São duas formas de ver as coisas, uma mais profunda na análise – a de alguns amigos – e, a outra – a minha – que aplaude as iniciativas e, quanto mais ousadas, mais gosto. Tomara que a rapaziada do futebol tenha tido uma noção exata do que é a paixão rubro-negra.

Quem sabe não tenha sido uma sacudidela que estes jogadores estão, visivelmente, precisando…

O melhor de tudo, é que a resposta virá rápido. Amanhã vamos saber se funcionou ou, não.


(Reprodução da internet, Fernanda Tórtima)

Os amigos, sempre atentos, ligaram e mandaram mensagens, dando conta da presença de Vanderlei Luxemburgo, no Esporte Interativo. Liguei a televisão e tive a oportunidade de ver um bom programa, com profissionais interessantes e competentes, trocando figurinhas com o treinador.

O papo fluiu legal e, dois detalhes me chamaram atenção. O primeiro foi com respeito a Éverton, que quando indagado se foi uma boa iniciativa do São Paulo, Vanderlei disse que sim. E, complementou, afirmando que Éverton, embora não seja um craque, arruma qualquer time. Interveio um dos participantes da mesa, dizendo que o São Paulo já tinha uma quantidade significativa para a função que Éverton desenvolve pelo lado esquerdo, ao que Vanderlei respondeu: “é verdade, mas nenhum tão bom quanto Éverton”…

O segundo detalhe vai muito de encontro a tese do meu amigo Fernando Versiani, sobre qual seja a melhor formação de ataque do nosso time. O assunto foi o tal do camisa 9 que, na opinião de todos no programa, inclusive na de Vanderlei, cada vez mais sai da lupa do futebol moderno.

A tese do Fernando Luiz, e com ela começo a concordar, é a de que o Ceifador deveria ceifar o banco de reservas e o ataque, que primaria pela rapidez, deveria ser formado por Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vinícius Junior, onde não haveria um homem fixo, mas em contrapartida, a movimentação, pelas características dos três jogadores citados, deixaria o sistema defensivo adversário enlouquecido.

Vanderlei chegou a citar a própria Seleção Brasileira atual que, atingiu o seu melhor momento jogando exatamente desta forma. Enfim, foi um bom programa que, para mim, serviu para concluir que de retrogrado, Vanderlei Luxemburgo nada tem. Ao contrário, está bem atualizado…

E por falar em treinador, antes que esqueça, CADÊ O NOSSO TREINADOR?

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