Favoritos de Rueda

Lucas Paquetá, Vinícius Júnior e Thiago. (Foto: Gilvan de Souza).

Deu no rádio, no Globo.com, e até na BBC, que Vinícius Júnior e Thiago foram os escolhidos por Rueda, nas duas únicas dúvidas que tinha para escalar o time do Flamengo para o primeiro jogo contra o Cruzeiro, na finalíssima da Copa do Brasil.

O que eu acho? Simplesmente, perfeito! Vamos lá. Aqui mesmo, no post de ontem, deixei no ar a pergunta: Muralha ou Thiago?

Uma maioria significativa optou por Thiago, sendo que, a justificativa mais usada, foi a de que Muralha, psicologicamente, não está bem e, em função disso, a outra opção, independentemente de quem fosse, seria a melhor alternativa.

A minoria ficou com Muralha e, o principal argumento foi o fato de ser um goleiro mais experiente e, em um momento decisivo isto pesa. De forma pragmática, fico com a minha tese de que futebol é momento. Como o de Muralha é ruim, Thiago neles!!!

No ataque, a situação é mais complicada. Com o Flamengo pagando o caríssimo preço pelo permanente nervosismo de Guerrero, que toma cartão amarelo jogo sim e jogo também, e pela contusão de Vizeu, restaram três alternativas. Paquetá, que é meia, improvisado. Vinícius Júnior, que é atacante, porém não é centroavante, e o jovem Lincoln, centroavante de ofício, do nosso time de juniores.

O noticiário dá conta de que Rueda optou por Vinícius Júnior, e que Lincoln estará no banco de reservas. Esta alternativa, a meu conceito, também é a mais apropriada para o momento. Com Paquetá, o time perderia muita força ofensiva, ficando apenas com Berrío como opção mais aguda. Lincoln, que tecnicamente sempre me agradou, seria a segunda melhor alternativa. E, Vinícius Júnior, abusado por natureza, mesmo sem ser um homem de área, pode ser um enorme transtorno para a defesa do Cruzeiro. Imagino eu que, nestas condições, Berrío deve jogar mais enfiado.

Enfim, pelo que se ouve ou, e pelo que se lê, como diz sempre o nosso companheiro PAULO EDSON SANTOS:

NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…

Foi mal…

(Reprodução Instagram)

Este post na realidade é um pedido de desculpas ao pessoal do futebol do Flamengo. Uns dois ou três posts atrás, escrevi dizendo não entender como um profissional pode ser contratado sem que o dirigente tenha com ele um contato mais profundo e, olho no olho, discutam tudo.

Hoje pela manhã, fiquei sabendo que a relação entre os dirigentes rubro-negros e o treinador Reinaldo Rueda é muito mais próxima do que se pode imaginar, já que, antes de efetivar Zé Ricardo, o namoro, olho no olho, com Rueda, foi intenso, tendo havido agora apenas uma retomada.

Reinaldo, como Rueda é tratado pelo pessoal do Flamengo, tem causado a melhor das impressões. A concepção do futebol moderno, valorizando a posse de bola e, de time pegador, já marcando no campo do adversário, que prega Reinaldo Rueda, soa como música para os nossos dirigentes.

O curioso é que o “Projeto Rueda”, embora esteja planejado para 2018, esbarra na necessidade de pelo menos um título entre as três competições em disputa.

Pelo que ouvi, impossível estrear contra o Botafogo, na quarta-feira, em função de problemas burocráticos. Enquanto não estreia, Rueda vai se informando e aprendendo tudo sobre o elenco rubro-negro. Após ver e ouvir o suficiente, sentindo-se pronto, Rueda vai para o campo de luta.

Quem com ele manteve contato, muito bem impressionado ficou. Que venha Rueda e que esteja em casa…

Parece que saímos do mapa

Treino do Flamengo – 11/08/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

De ontem para hoje o noticiário do Flamengo é praticamente inexistente. De novo, nada. De antigo e atual, a negociação com o treinador Rueda. E, isto é bom ou ruim? Claro que ruim, pois o afastamento do noticiário é uma constatação de que não estamos inseridos no contexto do momento, que é a Copa Libertadores.

Claro que isso vai passar, até porque, já neste final de semana engrenamos o Campeonato Brasileiro e no meio de semana a Copa do Brasil.

Para nós, situações bem distintas. No domingo, contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileiro, praticamente um time alternativo, na medida em que, por lesão e cartões, o time jogará bem desfalcado. Jogo de relativa importância, onde o único objetivo é não desgarrar da turma de cima na tabela.

Já na quarta, ainda sem Guerrero, e já contando com todos que não jogarão contra o Atlético, um jogo decisivo, contra um time embalado e motivado. Pode ser que eu esteja enganado, mas apesar de nas entrevistas coletivas nada se perceber, esta indefinição no comando técnico deve estar mexendo com as cabeças dos meninos…

O noticiário dá conta de que Rueda pode estrear contra o Botafogo. Mas como é possível, se de todo elenco ele só conhece dois jogadores? Se o Flamengo quer apostar mesmo no treinador colombiano, o mais correto seria entregar a Jaime de Almeida a missão de concluir o ano. Paralelo a isso, Rueda iria se adaptando e conhecendo o elenco, para assumir, de fato e de direito, quando se sentir com amplo conhecimento e domínio total do futebol rubro-negro. E, isto pode acontecer ainda este ano, ou não. A decisão deve ser dele.

Pode ser e, tomara que dê certo, mas fica em mim a sensação de que estamos procurando a saída da forma mais complicada.

Como em futebol já vi de tudo, tomara que a estratégia, que considero equivocada, acabe dando certo. Ser otimista é o que nos resta.

Adivinhe quem vem para jantar?

Rueda em ação (Foto: Marcos Ribolli)

O noticiário dá conta de que o colombiano Rueda está a caminho de casa após oficializada a proposta do Flamengo e, que já estaria no Rio de Janeiro para dirigir o time no jogo pela Copa do Brasil, quarta-feira da outra semana, contra o Botafogo, no Engenhão.

Isto nos remete a uma profunda reflexão, onde algumas dúvidas começam a atordoar muitas cabeças rubro-negras, sendo que, a principal delas é saber como alguém pode dirigir um time sem ter a mínima noção do elenco que tenha à disposição.

Não faz muito tempo, comentei, atendendo solicitação de um companheiro do blog, que o momento pede um treinador com um mínimo de conhecimento de causa, para, pelo menos, poder saber escalar um time.

Disse também que um treinador estrangeiro poderia ser uma opção, desde que fosse no início de temporada, onde haveria, na pré-temporada, tempo suficiente para que ele tomasse conhecimento do material humano que poderá dispor. Em função destes argumentos, concluí que jamais cogitaria um treinador estrangeiro em um momento como esse. E, ainda conclui dizendo que, por um conceito pessoal, jamais contrataria um treinador de fora.

Talvez na cabeça de quem dirige o futebol do Flamengo possa haver a possibilidade de Rueda chegar com sua comissão técnica e, todos eles serem reais observadores visando a próxima temporada, com o pessoal da casa dirigindo o time nas competições ainda em disputa. Meio confuso, mas também já ouvi falar que isto poderia ocorrer.

O que penso já externei, já deixei bem claro, porém, confesso que algo me intriga. Como é que se contrata alguém sem que se tenha sentado à mesa ou ao sofá ou, seja onde e como for, para, olho no olho, se ter a certeza – aproximada que seja – de que seja este um bom caminho? Quem da direção do Flamengo esteve com Rueda? Quem assina embaixo?

Por favor, que ninguém venha me argumentar que já foi Rueda campeão da Libertadores. Vários técnicos, hoje desempregados, já ganharam títulos importantes. Isto me parece igual ao dirigente que contrata um jogador por DVD, pelos seus melhores momentos. Aí, em passado recente, lembro do diálogo de dois dirigentes rubro-negros, um experiente, outro pato novo, porém, com poder de decisão, que acabara de contratar um zagueiro argentino. Ao ser informado da contratação, o experiente dirigente indagou ao jovem: Você já viu este cara jogando? A resposta do dirigente e a performance do zagueiro foram parecidas. Não – o dirigente – e, provavelmente em função disso, um blefe, uma negação – o zagueiro.

Enfim, aqui estamos para trocar ideias, passar experiência e torcer para que tudo dê certo, até porque, não tenho vocação para masoquista.  Quando o Flamengo vai mal, vou junto, pois não há sintonia entre estar feliz com a tristeza da nação.

Tomara que eu esteja errado, que o colombiano Rueda seja um gênio, que resolva todos os nossos problemas e, que a partir dele, surja o Flamengo dos nossos sonhos. Amém!!!

Levir Culpi

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(Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro)

Não dá para não registrar aqui a atitude do ex-treinador do Fluminense, Levir Culpi, que se ofereceu, gratuitamente, para dirigir o time da Chapecoense até o meio do ano que vem.

Nunca tive o prazer de trabalhar – ou mesmo de conviver – com Levir, mas sempre tive a certeza de ser ele um ser humano especial, como demonstra agora com este tipo de atitude.

Pelo que li, o pessoal da Chapecoense adorou a ideia, porém, deseja ter um treinador até o final do ano. Estou torcendo para que as duas coisas ocorram e, para isto, basta recorrer à matemática, com Levir assinando um contrato até o fim do ano, recebendo mensalmente metade do valor que normalmente receberia.

A digna e linda atitude seria mantida, e a Chapecoense teria o seu treinador – e muito bom treinador – até o final do ano.

Amadurecimento

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Como qualquer ser humano, tenho defeitos. Com o passar do tempo as coisas vão ficando mais claras e a mente mais compreensiva e aberta. Por isso mesmo, não tenho nenhum tipo de constrangimento em admitir que estava errado ou, com humildade sincera, me desculpar.

Já afirmei aqui no blog – e repito – que, a meu conceito, por todos os motivos do mundo, o treinador para dirigir o Flamengo, deve ter “peso” compatível com a grandeza do clube. Penso assim e, acredito que vá morrer com este conceito.

Como “uma coisa é uma coisa e, outra coisa é outra coisa”, impossível, por uma questão de justiça, não deixar de elogiar os depoimentos do técnico Zé Ricardo, após o jogo de ontem. Leitura perfeita do jogo. Demonstração de profundo conhecimento de causa sobre o time da Ponte Preta. Humildade, sinceridade, a ponto de ter afirmado que o resultado mais justo seria o empate e, dentro de suas características, um belo poder de comunicação.

Engraçado que, pelos comentários, há quem imagine ser eu contra o jovem treinador. Engano total. Se fosse, pediria desculpas agora mesmo. Zé Ricardo, foi guindado pela diretoria de futebol, de treinador das divisões de base para treinador interino do time principal, realmente como a melhor solução para aquele momento. Posteriormente, promovido de interino para efetivo, também no momento exato. Ou seja, ante às circunstâncias, as providências foram tomadas com competência e coragem pela diretoria. E, não há como deixar de se afirmar que Zé Ricardo está correspondendo ou, até mesmo, indo além do que se poderia imaginar.

Outra coisa que me chamou a atenção e, isto reparo sempre, é o modo como os jogadores se referem a ele. Nota-se, com total clareza, que há profundo respeito. E, quando o treinador é querido e respeitado pelos jogadores, é o início de um final feliz.

Em síntese, Zé Ricardo, por méritos próprios, está ficando grande e, muito em breve, estará encaixado no meu conceito de que o treinador do Flamengo tem que ter o “peso” compatível com a grandeza do clube.

Vou além e, sem querer absolutamente desmerecer os treinadores que passaram por uma situação semelhante à de Zé Ricardo, e foram campeões pelo Flamengo, digo sem medo de errar que, ao contrário dos treinadores anteriores, Zé Ricardo terá vida longa na profissão, não sendo treinador fruto de um momento fortuito e, treinador de uma nota só, quer dizer, treinador de um clube só.

Zé Ricardo, é o presente e, tem futuro no futebol, seja no Flamengo ou em qualquer outro clube.

Apenas lembrando que, amanhã pela manhã, nosso “matemático” Robert Rodrigues estará divulgando a média das notas dos jogadores do Flamengo no jogo contra a Ponte. Se você não participou, ainda há tempo.

Que delícia de quinta-feira…

Não entendi

 

(Fotos: Andrey Menezes / FLA TV)

(Fotos: Andrey Menezes / FLA TV)

O nosso bravo Globo.com traz matéria com chamada forte, em que Zé Ricardo diz que ainda é cedo para afirmar que o Flamengo briga pelo título. Juro que não entendi…

Há duas possibilidades de se analisar se esta afirmativa seria prematura. A primeira se estivéssemos no início do campeonato, o que não é o caso, já que atingimos mais da metade do caminho a ser percorrido. A segunda, seria se na tabela do campeonato os números não fossem tão favoráveis.

Acontece que, os números afirmam que os 40 pontos conquistados credenciam sim o Flamengo como pretendente óbvio ao título. Não bastassem estes argumentos, mais dois: A distância entre o Flamengo e o Palmeiras, atual líder, é de apenas três pontos e, ainda haverá um jogo entre eles. E, como argumento final, o elenco do Flamengo, por si só, assina a lista dos concorrentes ao título.

Talvez Zé Ricardo tenha tido a intenção de evitar um possível oba-oba, calçando as sandálias da humildade. Até concordaria em outra situação, como por exemplo dizer que o Palmeiras é o favorito, mas contrariar os números, aí não dá…

Há hora para tudo na vida e, está mais do que na cara, que a nossa hora é essa!!!

A bola ensina

Neymar e MartaEsta colocação, entre tantas, cujo tema central é a bola, sempre foi utilizada nos momentos adequados pelo treinador Muricy Ramalho que, já explicou muitos insucessos com o também famoso “a bola não perdoa”.

O tema que vou aqui passar a colocar, tem tudo a ver com o título deste post. O assunto é o futebol olímpico, que começou com o time masculino travado, e o feminino despachando as primeiras adversárias com extrema facilidade.

Li e ouvi uma série de colocações absurdas e, a maioria delas colocava Marta no céu, e Neymar no inferno. Vários escribas se dirigiram a Neymar solicitando que ele jogasse como mulher, isto é, que ele jogasse como Marta.

O tempo, sempre sábio, passou, e finalmente chegamos na fase aguda das olimpíadas, quando qualquer erro pode ser fatal. A partir daí, a seleção masculina emplacou dois bons resultados, sendo um deles por goleada, enquanto que a feminina – que havia começado bem – virou o fio, empatando dois jogos em 0 a 0. No primeiro, sucesso nos pênaltis. Hoje, contra a Suécia, após novo 0 a 0, pênaltis de novo, só que com a vitória sueca.

A BOLA ENSINA, embora alguns alunos sejam insensíveis e teimosos. Considerei uma covardia o que alguns analistas da bola, e também os não da bola, fizeram com Neymar. A Neymar, digo que continue jogando como homem, como sempre jogou e, que a melhor resposta que pode ele dar a esta turma oportunista e insensível, é fazendo o que ele mais gosta, mais tem prazer. Jogar, e bem. Esta será a única resposta que a todos calará.

À Marta, a minha solidariedade neste momento em que o sonho do ouro ficou impossível. Com certeza, se tivéssemos, pelo menos, mais três que jogassem a metade do que joga a nossa camisa 10, o resultado poderia ter sido outro.

Em síntese amigos, o talento, hoje tão raro nos campos de futebol, não merece determinado tipo de tratamento. Quem quiser que não idolatre, mas respeite…

Hoje, no vôlei de praia, eles seguiram, enquanto que elas ficaram…

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

No vôlei de quadra, os meninos do Bernardinho conquistaram uma vitória quase que impossível contra a França e avançaram. Nada contra as mulheres. Muito pelo contrário!!! Tanto é que daqui a pouquinho estarei no Maracanãzinho, apaixonado que sou por este timaço feminino do Brasil, muito bem dirigido pelo grande Zé Roberto.

Até para quem não acreditava, esta Olimpíada vai deixar saudade.

Que amanhã, Neymar, Renato Augusto e Cia…, arrebentem!!! Não esquecendo que amanhã, Brasil x Honduras será às 13:00h. O jogo da hora do almoço…

E vivas – e muitas palmas – para os nossos heróis do ouro. O de ontem, Thiago Braz, e o de hoje, o bom baiano Robson Conceição. Tapete vermelho… e preto!!! eterno, para os dois.


Para encerrar, os meus mais profundos sentimentos à família de João Havelange, sem qualquer dúvida, o mais carismático e importante dirigente do futebol. O Pelé fora das quatro linhas.

Deixo vocês com esta mensagem que recebi da minha adorável, linda e competentíssima sobrinha de vida, Joana Havelange.

 

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O maior erro dos “professores”

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

Impressionante como a mídia exerce influência na cabeça dos treinadores. O momento é de comoção nacional pelo jogo ofensivo e, isto não vem de hoje.

Lembro que em 1994, como Raí acabou não vingando, Carlos Alberto Parreira sacou Mazinho da cartola, congestionou o meio de campo, e na frente, Romário (principalmente) e Bebeto resolveram o problema. O que quero dizer é que não há esquema perfeito. Há sim, esquemas equivocados. O treinador que tem um mínimo de sensibilidade, embora possa ter a sua predileção por uma determinada forma de jogar, monta o seu time em função do material humano que dispõe. Exemplo: o treinador que adora um 4-3-1-2, só pode aplicar esta estratégia se tiver à disposição um bom “enganche”, como chamam os argentinos. Para nós, o homem de ligação, tipo Zico, tipo Messi. Não havendo no elenco alguém com esta característica, que outra opção seja encontrada, pois é impossível tirar água de pedra…

Agora, o maior erro dos “professores” é o de achar que, quanto mais atacantes colocar, mais o time será ofensivo. Enorme equívoco. Ontem mesmo, o treinador da seleção brasileira cometeu este erro. Aliás, a meu conceito, já começou errado, com três atacantes.

O Barcelona acaba fazendo enorme confusão na cabeça dos treinadores que imaginam jogar o time espanhol com três atacantes. Lá, são dois: Neymar e Luizito. Messi é o enganche, o homem de ligação. Só que, como gênio, acaba sendo tudo. O problema é que só há um Messi…

Aí a nossa seleção entra em campo com três atacantes e a consequência é a fragilização do meio campo, local onde os jogos são decididos.

Por favor, façam um rápido exercício sobre os grandes times do planeta em todos os tempos e, tentem encontrar algum que não tivesse um meio de campo consistente.

Alguns treinadores, injustamente, ficaram marcados como retranqueiros, exatamente por pensar desta forma. Foram chamados de retranqueiros, mas foram vencedores. Há um monte de exemplos…

Enfim, que o nosso “professor” da amarelinha acorde e, entenda que não é pelo fato de ter mais atacantes que o seu time vai ser mais ofensivo. O que o “professor” precisa entender – e rápido – é que quarta-feira ele tem que ganhar da Dinamarca, se não, a vaca vai pro brejo com uma penca de atacantes…