Levir Culpi

622_7b11a27f-502b-36bf-bb82-e0603df117ef

(Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro)

Não dá para não registrar aqui a atitude do ex-treinador do Fluminense, Levir Culpi, que se ofereceu, gratuitamente, para dirigir o time da Chapecoense até o meio do ano que vem.

Nunca tive o prazer de trabalhar – ou mesmo de conviver – com Levir, mas sempre tive a certeza de ser ele um ser humano especial, como demonstra agora com este tipo de atitude.

Pelo que li, o pessoal da Chapecoense adorou a ideia, porém, deseja ter um treinador até o final do ano. Estou torcendo para que as duas coisas ocorram e, para isto, basta recorrer à matemática, com Levir assinando um contrato até o fim do ano, recebendo mensalmente metade do valor que normalmente receberia.

A digna e linda atitude seria mantida, e a Chapecoense teria o seu treinador – e muito bom treinador – até o final do ano.

Amadurecimento

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Como qualquer ser humano, tenho defeitos. Com o passar do tempo as coisas vão ficando mais claras e a mente mais compreensiva e aberta. Por isso mesmo, não tenho nenhum tipo de constrangimento em admitir que estava errado ou, com humildade sincera, me desculpar.

Já afirmei aqui no blog – e repito – que, a meu conceito, por todos os motivos do mundo, o treinador para dirigir o Flamengo, deve ter “peso” compatível com a grandeza do clube. Penso assim e, acredito que vá morrer com este conceito.

Como “uma coisa é uma coisa e, outra coisa é outra coisa”, impossível, por uma questão de justiça, não deixar de elogiar os depoimentos do técnico Zé Ricardo, após o jogo de ontem. Leitura perfeita do jogo. Demonstração de profundo conhecimento de causa sobre o time da Ponte Preta. Humildade, sinceridade, a ponto de ter afirmado que o resultado mais justo seria o empate e, dentro de suas características, um belo poder de comunicação.

Engraçado que, pelos comentários, há quem imagine ser eu contra o jovem treinador. Engano total. Se fosse, pediria desculpas agora mesmo. Zé Ricardo, foi guindado pela diretoria de futebol, de treinador das divisões de base para treinador interino do time principal, realmente como a melhor solução para aquele momento. Posteriormente, promovido de interino para efetivo, também no momento exato. Ou seja, ante às circunstâncias, as providências foram tomadas com competência e coragem pela diretoria. E, não há como deixar de se afirmar que Zé Ricardo está correspondendo ou, até mesmo, indo além do que se poderia imaginar.

Outra coisa que me chamou a atenção e, isto reparo sempre, é o modo como os jogadores se referem a ele. Nota-se, com total clareza, que há profundo respeito. E, quando o treinador é querido e respeitado pelos jogadores, é o início de um final feliz.

Em síntese, Zé Ricardo, por méritos próprios, está ficando grande e, muito em breve, estará encaixado no meu conceito de que o treinador do Flamengo tem que ter o “peso” compatível com a grandeza do clube.

Vou além e, sem querer absolutamente desmerecer os treinadores que passaram por uma situação semelhante à de Zé Ricardo, e foram campeões pelo Flamengo, digo sem medo de errar que, ao contrário dos treinadores anteriores, Zé Ricardo terá vida longa na profissão, não sendo treinador fruto de um momento fortuito e, treinador de uma nota só, quer dizer, treinador de um clube só.

Zé Ricardo, é o presente e, tem futuro no futebol, seja no Flamengo ou em qualquer outro clube.

Apenas lembrando que, amanhã pela manhã, nosso “matemático” Robert Rodrigues estará divulgando a média das notas dos jogadores do Flamengo no jogo contra a Ponte. Se você não participou, ainda há tempo.

Que delícia de quinta-feira…

Não entendi

 

(Fotos: Andrey Menezes / FLA TV)

(Fotos: Andrey Menezes / FLA TV)

O nosso bravo Globo.com traz matéria com chamada forte, em que Zé Ricardo diz que ainda é cedo para afirmar que o Flamengo briga pelo título. Juro que não entendi…

Há duas possibilidades de se analisar se esta afirmativa seria prematura. A primeira se estivéssemos no início do campeonato, o que não é o caso, já que atingimos mais da metade do caminho a ser percorrido. A segunda, seria se na tabela do campeonato os números não fossem tão favoráveis.

Acontece que, os números afirmam que os 40 pontos conquistados credenciam sim o Flamengo como pretendente óbvio ao título. Não bastassem estes argumentos, mais dois: A distância entre o Flamengo e o Palmeiras, atual líder, é de apenas três pontos e, ainda haverá um jogo entre eles. E, como argumento final, o elenco do Flamengo, por si só, assina a lista dos concorrentes ao título.

Talvez Zé Ricardo tenha tido a intenção de evitar um possível oba-oba, calçando as sandálias da humildade. Até concordaria em outra situação, como por exemplo dizer que o Palmeiras é o favorito, mas contrariar os números, aí não dá…

Há hora para tudo na vida e, está mais do que na cara, que a nossa hora é essa!!!

A bola ensina

Neymar e MartaEsta colocação, entre tantas, cujo tema central é a bola, sempre foi utilizada nos momentos adequados pelo treinador Muricy Ramalho que, já explicou muitos insucessos com o também famoso “a bola não perdoa”.

O tema que vou aqui passar a colocar, tem tudo a ver com o título deste post. O assunto é o futebol olímpico, que começou com o time masculino travado, e o feminino despachando as primeiras adversárias com extrema facilidade.

Li e ouvi uma série de colocações absurdas e, a maioria delas colocava Marta no céu, e Neymar no inferno. Vários escribas se dirigiram a Neymar solicitando que ele jogasse como mulher, isto é, que ele jogasse como Marta.

O tempo, sempre sábio, passou, e finalmente chegamos na fase aguda das olimpíadas, quando qualquer erro pode ser fatal. A partir daí, a seleção masculina emplacou dois bons resultados, sendo um deles por goleada, enquanto que a feminina – que havia começado bem – virou o fio, empatando dois jogos em 0 a 0. No primeiro, sucesso nos pênaltis. Hoje, contra a Suécia, após novo 0 a 0, pênaltis de novo, só que com a vitória sueca.

A BOLA ENSINA, embora alguns alunos sejam insensíveis e teimosos. Considerei uma covardia o que alguns analistas da bola, e também os não da bola, fizeram com Neymar. A Neymar, digo que continue jogando como homem, como sempre jogou e, que a melhor resposta que pode ele dar a esta turma oportunista e insensível, é fazendo o que ele mais gosta, mais tem prazer. Jogar, e bem. Esta será a única resposta que a todos calará.

À Marta, a minha solidariedade neste momento em que o sonho do ouro ficou impossível. Com certeza, se tivéssemos, pelo menos, mais três que jogassem a metade do que joga a nossa camisa 10, o resultado poderia ter sido outro.

Em síntese amigos, o talento, hoje tão raro nos campos de futebol, não merece determinado tipo de tratamento. Quem quiser que não idolatre, mas respeite…

Hoje, no vôlei de praia, eles seguiram, enquanto que elas ficaram…

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

No vôlei de quadra, os meninos do Bernardinho conquistaram uma vitória quase que impossível contra a França e avançaram. Nada contra as mulheres. Muito pelo contrário!!! Tanto é que daqui a pouquinho estarei no Maracanãzinho, apaixonado que sou por este timaço feminino do Brasil, muito bem dirigido pelo grande Zé Roberto.

Até para quem não acreditava, esta Olimpíada vai deixar saudade.

Que amanhã, Neymar, Renato Augusto e Cia…, arrebentem!!! Não esquecendo que amanhã, Brasil x Honduras será às 13:00h. O jogo da hora do almoço…

E vivas – e muitas palmas – para os nossos heróis do ouro. O de ontem, Thiago Braz, e o de hoje, o bom baiano Robson Conceição. Tapete vermelho… e preto!!! eterno, para os dois.


Para encerrar, os meus mais profundos sentimentos à família de João Havelange, sem qualquer dúvida, o mais carismático e importante dirigente do futebol. O Pelé fora das quatro linhas.

Deixo vocês com esta mensagem que recebi da minha adorável, linda e competentíssima sobrinha de vida, Joana Havelange.

 

WhatsApp Image 2016-08-16 at 19.47.35

O maior erro dos “professores”

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

Impressionante como a mídia exerce influência na cabeça dos treinadores. O momento é de comoção nacional pelo jogo ofensivo e, isto não vem de hoje.

Lembro que em 1994, como Raí acabou não vingando, Carlos Alberto Parreira sacou Mazinho da cartola, congestionou o meio de campo, e na frente, Romário (principalmente) e Bebeto resolveram o problema. O que quero dizer é que não há esquema perfeito. Há sim, esquemas equivocados. O treinador que tem um mínimo de sensibilidade, embora possa ter a sua predileção por uma determinada forma de jogar, monta o seu time em função do material humano que dispõe. Exemplo: o treinador que adora um 4-3-1-2, só pode aplicar esta estratégia se tiver à disposição um bom “enganche”, como chamam os argentinos. Para nós, o homem de ligação, tipo Zico, tipo Messi. Não havendo no elenco alguém com esta característica, que outra opção seja encontrada, pois é impossível tirar água de pedra…

Agora, o maior erro dos “professores” é o de achar que, quanto mais atacantes colocar, mais o time será ofensivo. Enorme equívoco. Ontem mesmo, o treinador da seleção brasileira cometeu este erro. Aliás, a meu conceito, já começou errado, com três atacantes.

O Barcelona acaba fazendo enorme confusão na cabeça dos treinadores que imaginam jogar o time espanhol com três atacantes. Lá, são dois: Neymar e Luizito. Messi é o enganche, o homem de ligação. Só que, como gênio, acaba sendo tudo. O problema é que só há um Messi…

Aí a nossa seleção entra em campo com três atacantes e a consequência é a fragilização do meio campo, local onde os jogos são decididos.

Por favor, façam um rápido exercício sobre os grandes times do planeta em todos os tempos e, tentem encontrar algum que não tivesse um meio de campo consistente.

Alguns treinadores, injustamente, ficaram marcados como retranqueiros, exatamente por pensar desta forma. Foram chamados de retranqueiros, mas foram vencedores. Há um monte de exemplos…

Enfim, que o nosso “professor” da amarelinha acorde e, entenda que não é pelo fato de ter mais atacantes que o seu time vai ser mais ofensivo. O que o “professor” precisa entender – e rápido – é que quarta-feira ele tem que ganhar da Dinamarca, se não, a vaca vai pro brejo com uma penca de atacantes…

Criando coragem

Uma das melhores coisas que aconteceram ultimamente para mim, foi a criação deste blog. Tenho uma noção exata da importância de poder emitir uma opinião. Escolhi o jornalismo como profissão no dia em que o Flamengo vendeu o melhor meio campo do mundo para o Botafogo.

Gérson, o “Canhotinha de Ouro”, foi o responsável pela minha opção profissional. A necessidade de gritar para todo mundo ouvir, que o Flamengo estava cometendo uma loucura foi a certeza que tive do caminho que precisava percorrer. E, de 1969 até 1990, o trabalho para mim foi lazer. Amava o que fazia. Dia de folga, alegria para muitos, para mim era um vazio. Se bem que, como também havia, de forma paralela, o meu lado comercial, no fundo, no fundo, não havia era dia de folga e sim, dia de folga como repórter que, como já disse, não achava a menor graça.

Acabei fugindo do tema original. Já tinha a experiência em emitir opinião. Aqui, conheci um outro lado. Dividir opinião. Evoluir num tema, partindo de uma opinião e, em algumas vezes, reconsiderando a opinião inicial. Exemplo: escrevi aqui que achava uma bobagem repaginar o Maracanã para que fique mais popular. Ative-me somente ao preço do ingresso, afirmando que não havia a necessidade de nenhuma obra, bastando em um determinado setor baixar o preço do ingresso.

Lendo os comentários e, ouvindo outras opiniões, inclusive do meu filho Dudu, foi fácil concluir que a minha opinião não era a melhor. Realmente, há torcedores que preferem ver o jogo em pé, mais torcendo e promovendo uma festa, do que propriamente vendo o jogo. Claro que, para isso ocorrer e, isto é bom, é preciso redesenhar o Maracanã.

Em síntese, embora já tivesse uma noção aproximada, a convivência com vocês neste blog me deu a dimensão exata da importância de saber o que as outras pessoas pensam. Aí, não preciso dizer que devoro todas as opiniões que por aqui passeiam.

(Foto: Fabio Castro/Agência Estado)

(Foto: Fabio Castro/Agência Estado)

Agora por exemplo, estava em dúvida em emitir uma opinião. Aliás, em dúvida não. Estava com medo de não ser politicamente correto. Querem saber o que me encorajou? O último comentário do companheiro YVAN BAYARDINO que, reputo simplesmente genial (ler aqui).

Juro que não é cola. O que queria dizer é que tive enorme sentimento de frustração vendo a apresentação de Mano Menezes no Cruzeiro. Este era o treinador perfeito para o Flamengo de agora. Quando aqui esteve, Mano havia saído da seleção, mas a seleção não havia saído dele. Alma amargurada afeta a cabeça. Naquele momento, não daria certo no Flamengo, nem no Barcelona. Agora, o momento é outro. Tudo conspiraria a favor.

Somado a isto, o fato de acreditar que o Flamengo não é pista de pouso para comandante novo.

Enfim, queria dizer que me fica a certeza de que perdemos uma oportunidade de ouro de começar a costurar o que entendemos como perfeição.

O meu “muito obrigado” ao amigo Yvan, fonte de inspiração, talento e coragem.

Valeu!!!

Zé Ricardo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Em seguimento ao post de ontem, quando afirmei que na atual conjuntura a melhor alternativa era efetivar o atual treinador interino, para que tenha ele mais segurança ao tomar qualquer tipo de decisão e, talvez o mais importante – e que ninguém  duvide –  ser visto de outra forma pelos jogadores, pelo que ouvi, realmente tudo caminha para este desfecho. Neste momento, a meu conceito, é realmente a melhor decisão.

Zé Ricardo 2

Uma pessoa chegada ao treinador do Flamengo me informou que Zé Ricardo está muito satisfeito com a evolução que vem notando no argentino Mancuello.

Ao que tudo indica, voltará a ser titular. Aliás, já é hora do treinador definir qual seja a melhor escalação dentro do material humano disponível. Como se treina pouco, em função do calendário e pelo fato do Flamengo jogar fora dia sim e dia também, o entrosamento vai ficar por conta dos jogos, e aí, modificando o time a toda hora, convenhamos, é um tiro no pé.

Que Zé Ricardo ponha o time dele em campo e que haja um mínimo de tempo para que o entrosamento tão necessário aconteça.

Pingadinhas domésticas

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A discussão desta segunda-feira entre os rubro-negros foi com relação ao futuro imediato. Efetivar o jovem Zé Ricardo ou contratar um treinador peso pesado? Sei que amanhã, dia da polêmica, vamos voltar ao assunto, mas não dá para não mergulhar ainda hoje neste tema.

Em tese, sempre optaria por um treinador com carcaça suficiente para segurar o rojão vermelho e preto, porém, reconheço que Zé Ricardo, neste momento, foi uma boa alternativa.

Se deve ser efetivado?

Sinceramente, só os que com ele convivem podem responder esta pergunta. À distância, sem conhecer a personalidade, sensibilidade, jogo de cintura, conhecimento de causa, poder de comunicação e empatia com os jogadores, seria leviano de minha parte qualquer afirmativa definitiva. Todos os meus amigos próximos a ele, levam fé. Então, esperar o que para efetivá-lo? Acho que será muito bom, principalmente para os jogadores que vão deixar de trabalhar com um interino, que convenhamos, não se leva tão a sério, pra conviver com o “professor”, que sempre impõe respeito.

E, a primeira coisa que o professor tem a fazer, é definir qual seja o seu time titular. A partir daí, muito trabalho e, contar sempre com a ajuda de São Judas Tadeu, que ontem, se estava em Natal, trocou a Arena das Dunas, por uma festa de São João…

. Ultimamente, tenho notado que o torcedor anda muito impaciente. Sei o quanto foi frustrante tomar aquele segundo gol, mas da frustração à execração pela falha, realmente bisonha, vai uma distância enorme. Rafael Vaz merece a paciência e compreensão do torcedor do Flamengo.

 

(Foto: Site UEFA EURO 2016)

(Foto: Site UEFA EURO 2016)

Pingadinhas internacionais

. E a Islândia? Que linda loucura… Um país com pouco mais de 300 mil habitantes, ver a sua seleção chegar às quartas de final de uma competição como a Eurocopa é simplesmente delicioso…

Só o futebol, o esporte mais democrático, imprevisível e adorável do planeta.

. O nosso carinho para o genial Messi. Apesar de gênio, de ser, disparado, o melhor do mundo, também vítima da imprevisibilidade deste esporte fantástico que é o futebol.
E, sem essa de despedida da seleção argentina. Da mesma forma que imprevisível é, o futebol reverencia os seus reis. Ganhando ou perdendo pênalti…

Rei é rei. Sempre!!! Messi, amigo,  bola pra frente!!!

O dia da polêmica Rubro-Negra

1 – O Flamengo chegou a esta situação, eliminado no Carioca, Primeira Liga e Copa do Brasil, em função da culpa:

a. do presidente;
b. dos dirigentes amadores do futebol;
c. dos dirigentes remunerados do futebol;
d. do treinador;
e. dos jogadores.

2 – Na ausência de Muricy, tudo indica que Abel será o treinador. Boa pedida?

3 – Rodrigo Caetano também deverá ser descartado. Justo?

4 – Quem você indicaria para o lugar de Rodrigo Caetano?

5 – De jogadores, dois nomes surgem: Rafael Vaz, zagueiro do Vasco, e Grafite, do Santa Cruz. Que tal?

Vou começar:


Godinho, Muricy, Fred Luz, Rodrigo Caetano e, logo atrás, o presidente Bandeira de Mello.

Godinho, Muricy, Fred Luz, Rodrigo Caetano e, logo atrás, o presidente Bandeira de Mello.

1 – Com toda a sinceridade, cada um tem a sua parcela de culpa. O presidente que, por característica própria, não delegou com firmeza o comando do futebol a quem de direito.

Todos mandam e, ninguém manda. O vice de futebol, Flávio Godinho, errou por não exigir autonomia, se submetendo a interferências de outros vice-presidentes e ministros sem pasta. Estes, os outros dirigentes amadores, são culpados pela intromissão indevida em matéria que não dominam.

Os menos culpados são os dirigentes remunerados que, perdidos e sem autoridade, ficam no meio de tanto cacique.

O treinador tem certa dose de culpa. Além de não ter conseguido minimamente montar um time, ao invés de tomar atitude firme com relação à estratégia suicida adotada pela diretoria em fazer o time viajar sempre para jogar, causando inegavelmente enorme desgaste físico, só reclamou. Pouco, para quem esperava reverter o quadro. Faltou atitude. Talvez o estado de saúde explique…

Com relação aos jogadores, só posso dizer que, em determinados jogos, faltou um mínimo de vibração. De resto, seria até injusto, diante de tantos equívocos aqui mencionados, querer que os jogadores assumam esta conta.


abel-braga-muricy-flamengo2 – Abel é um bom nome. Entre os disponíveis, sem dúvida, uma bela opção.


rodrigo-caetano-sorrindo-apresentacao-640x480-gilvan-de-souza-flamengo3 – Rodrigo Caetano ficou entre o mar e o rochedo. Na falta de sintonia total, o seu trabalho foi prejudicado. Pode ser que eu esteja equivocado, mas os “dirigentes profissionais” têm mais apego ao emprego do que propriamente respeito à profissão deles. Se, por todos os motivos aqui já apresentados, Rodrigo Caetano não teve autonomia para desenvolver o seu trabalho, deveria ter pedido o boné. Se tivesse feito isto, teria ajudado a si próprio, e ao clube.


4 – Esta eu passo, pois se aqui indicar alguém, vou acabar prejudicando esta pessoa. Infelizmente, no Flamengo, há quem não se sinta confortável numa situação como esta. Clara falta de segurança, aliás, típico de quem não domina totalmente uma matéria.


Grafite e Rafael Vaz

5 – Sempre afirmei, e repito, que o erro na ação deve ser perdoado. Na omissão, nunca. Portanto, acho válida a tentativa com os dois jogadores. A primeira, emblemática, cutucando o rival que nos tem atormentado ultimamente, pela competência dele, somado à nossa incompetência. E, Grafite, se for para um contrato somente até o final do ano, ante a enorme carência de talentos, por que não?

E a semana importante começou…

Grafite

Grafite, quando atuava pelo Wolfsburg.

Hoje pela manhã, no programa “Redação Sportv”, pintou a informação de que estava havendo uma reunião de Paulo Pelaipe com dirigentes do Flamengo e, sem a presença de Rodrigo Caetano. No final do programa a notícia foi desmentida.

Embora tenha sido fartamente informado que esta segunda-feira seria um dia de novidades no Flamengo, a notícia que vem de São Paulo é de que Muricy Ramalho, após consulta com seus médicos, somente amanhã informará aos dirigentes do Flamengo se continuará trabalhando.

Há forte comentário na Gávea de que, se Muricy não continuar, o que é o mais provável, virá um treinador peso pesado, consagrado. Dois nomes me vêm à cabeça: o baixinho argentino que dirigiu a seleção Chilena, Jorge Sampaoli, e alguém muito familiar, Zico. Que fique bem claro que isto é apenas uma viagem pela estrada da especulação.

Vem aí a Copa América e, por um bom tempo, o Flamengo ficará sem Guerrero, abrindo espaço para a contratação de um atacante com as mesmas características. Ouvi dizer que, na Gávea, o pessoal do futebol do Flamengo está bem impressionado com a forma do atual artilheiro do Campeonato Brasileiro, Grafite.

O comunicado público do grupo “Só Fla”, aliás, firme, apolítico e, profundo, a meu conceito foi o mais importante sinal de alerta para o presidente EBM, pois este grupo tem representado a principal base de apoio político para o presidente do Flamengo. Parabéns à turma do “Só Fla”. É aquele tal negócio: “amigo é o que diz o que outro precisa ouvir, e não, o que o outro quer ouvir”. Atitude de quem tem independência e de quem tem o interesse do clube como meta prioritária única (ler aqui).

Outro papo que rola, é que dois zagueiros serão anunciados, sendo um deles argentino, o que equivale a dizer que, o novo contratado só poderá jogar após a reabertura da janela, em julho. Até lá, pelo jeito, Juan e os dois garotos.

Que a semana passe rápido, e que ao final, tenhamos um Flamengo de cara nova. Pelo que tenho ouvido e observado, não dá pra não ter esperança em dias melhores.