Adriano Fontes / CRF

Síndrome de vira-lata

PSG 1 (2) x (1) 1 Flamengo

Só este título pode explicar quatro pênaltis perdidos. Quando o psicológico não funciona, já era…

Não podemos reclamar da sorte. São Judas teve o auxílio luxuoso de Marquinhos, que cometeu o pênalti que redundou no empate do Flamengo e ainda salvou um gol, que seria o segundo do PSG.
Tivemos alguns poucos bons momentos; por isso fica claro que o empate no tempo normal e, depois, na prorrogação, foi um bom negócio.

Na hora de decidir, afinamos. Perder quatro pênaltis vai além do suportável.
E é bom não esquecer que o Paris perdeu dois, um deles beirando o ridículo, com Dembélé, o melhor do mundo, isolando a bola.

Não concordei muito com os comentários que ouvi na televisão. Não acho que nenhum jogador do Flamengo tenha jogado acima da média. Jogamos mais na vontade, respeitando além da conta o PSG.
Infelizmente, os jogadores que poderiam decidir nos pênaltis não estavam mais em campo.

Disse ao nosso presidente, antes do jogo, que ele será bicampeão do mundo. E confirmo agora. Como Bap pode ter mais cinco anos na presidência, pela seriedade do trabalho e competência inegável, reafirmo o que disse.

No balanço do ano, fica a lamentação pelo que deixamos de melhorar nas janelas. Acho pertinente a cobrança junto ao diretor de futebol, José Boto. No duro, de positivo nas mais variadas contratações, só a de Jorginho foi decisiva para melhorar a equipe.
No mais, inversão financeira incompatível com o retorno. Curioso é que Boto, se não estou equivocado, tem origem no futebol como scout, isto é, olheiro com grife…
O portuga está devendo…

Desculpem a acidez do comentário, mas é o que o coração dita.
Nunca estivemos tão perto. Paciência e mais competência na montagem do elenco para o ano que vem.

Feliz Natal a todos.