Gilvan de Souza / CRF

Olho na telinha e ouvido na caixinha

Flamengo 3 x 0 Remo

Edson Mauro, um dos monstros sagrados da locução esportiva, criou um bordão espetacular para valorizar a transmissão pelo rádio, durante a Copa do Mundo de 86, no México: “Olho na telinha e ouvido na caixinha”. Espetacular!!!

Neste jogo contra o Remo, todos os rubro-negros viam a partida contra a equipe paraense de ouvido “na caixinha” (rádio ou TV), acompanhando o sorteio da Libertadores. Este fato foi marcante, o que demonstra a paixão de quem é Flamengo pela “Orelhuda”…

Por falar nisso, achei o nosso grupo complicadinho: Independiente de Medellín (viagem longa), Cusco (altitude) e Estudiantes (argentino é argentino).
Esta fase é extremamente importante, pois, em função dos pontos conquistados, há a definição de quem faz o segundo jogo em casa na fase mata-mata.
Estive em Cusco, onde, pela Libertadores, mesmo na altitude, ganhamos com autoridade, quando Renato Augusto, ignorando as condições adversas, teve uma atuação notável.
Enfim, seja o que Deus quiser.

O Remo surpreendeu no primeiro tempo. Confesso que fiquei admirado, não só pela boa atuação, como pela presença impressionante de paraenses no Maracanã.

Dois tempos distintos: o Remo jogou bem e nosso time não andou. Arrascaeta, irreconhecível. E, quando ele não está bem, o time fica carente. A cabeçada de Léo Ortiz salvou a pátria.

Segundo tempo completamente diferente. Domínio completo, ataque insinuante, em que Samuel Lino fez um gol e participou de outro — tomara que engrene…

Ficou a sensação de que houve uma falha na estratégia. Pulgar entrou pendurado, tomou o terceiro cartão e, em consequência, está fora do jogo contra o Corinthians, domingo, em São Paulo.

Aqui pra nós: não seria melhor não ter Pulgar contra o Remo e tê-lo em campo contra o Corinthians?

Estamos chegando. Vencendo o jogo atrasado, estaremos ao lado do Palmeiras. No fundo, no fundo, a briga é essa.