Adriano Fontes / CRF

Decisão no Maraca

Atlético – MG 1 x 1 Flamengo

Qualquer outra conversa, só pegando a calculadora. O negócio é o seguinte: Flamengo x Ceará, dia 3 de dezembro, vitória do Mengão, volta olímpica garantida.

Este jogo contra o Atlético foi curioso. No primeiro tempo, com o time remendado, tomamos um gol, mas dominamos e perdemos, pelo menos, quatro gols incríveis.
No segundo tempo, com os reforços que saíram do banco, só chuveirinho e, no finalzinho, conseguimos o empate, com belo gol de cabeça de Bruno Henrique.
O futebol continua misterioso…

Por favor, acreditem: eu tinha a certeza de que o Grêmio venceria o Palmeiras. Minha dúvida girava em torno da escalação do nosso time e, daí, imaginar se a noite seria boa ou ruim. No final, foi boa, pois encurtamos o final do campeonato, ganhando mais um ponto sobre o Palmeiras.

Entendi a opção do técnico do Palmeiras ao jogar a toalha. Ele sabia que as possibilidades de título no Brasileirão eram pequenas. Preservou o psicológico, pois o time que perdeu antes da final da Libertadores foi o reserva.
Com relação ao nosso treinador, embora Plata não seja um fenômeno, não entendi ser preterido por Wallace Yan. Única observação.

O conceito de escalar o time principal, em vez de uma equipe mesclada, dá para entender. Tanto é verdade que o nosso primeiro tempo, em chances de gol, foi melhor do que o segundo, com muitos titulares em campo.
O goleiro do Galo foi muito bem. Não fosse ele, a volta olímpica teria sido em BH.

Agora, é virar a chave. O jogo contra o Palmeiras será duríssimo. Nosso time é melhor, mas a Libertadores não é um campeonato, é uma Copa, onde há uma final, em um só jogo.
Portanto, muita humildade. Transpiração absurda — e que os nossos talentos estejam inspirados.
Brasileirão? Fica para daqui a pouco.

Em tempo: aplaudo o treinador do Palmeiras que, antes desta rodada do Brasileirão, teve coragem para se posicionar, colocando com veemência o absurdo do nosso calendário, onde quem decide o título (Palmeiras e Flamengo) é obrigado a jogar sem sete ou nove jogadores, faltando cinco rodadas na mais importante competição do Brasil.
E, na sequência, ter que jogar pelo Campeonato Brasileiro um jogo decisivo e, quatro dias depois, entrar em campo para decidir o mais importante título do continente.
Ele, além de ter razão, teve coragem em se posicionar. Soou como uma única voz de protesto. Lamentável…

Enfim, é isso. No sábado, seja o que São Judas quiser…
Como diz o Galvão, “haja emoção!!!”