Vocação para o erro

Vitor Gabriel (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Li, como sempre faço, os comentários do blog e me deparei com uma observação atual e pertinente, feita pelo companheiro DIEGO S. OLIVEIRA. Não resisti e entrei na dança, respondendo ao comentário dele. Como achei que tem tudo a ver com o nosso momento, reproduzo aqui.


“Kleber, olha a notícia:

O Flamengo se classificou neste sábado para a final do Torneio OPG de Juniores ao vencer o America por 4 a 0, na Gávea. O destaque foi o atacante Vitor Gabriel, que marcou três gols e chegou a 25 na temporada – ele é o artilheiro da competição, com nove.”

Péssima leitura de contratações e de promoções dos juniores… Enquanto Vitor Gabriel cansa de fazer gols, o jovem promovido foi o fraquíssimo Lincoln (puxado pela fama do Vinicius Jr.)
Que em 2019 o Flamengo faça uma reformulação total neste elenco frouxo e perdedor.”

Diego S. Oliveira


Diego, amigo,

Será que é tão difícil identificar, quem é quem no futebol?

Hoje, o Renato Maurício Prado, em sua coluna no JB, afirmou que Leo Moura, de muletas, é melhor do que, Pará e Rodnei, juntos!

Com relação ao seu comentário sobre a posição de centroavante, infelizmente, de Uribe Ceifador e Lincoln, não dá para fazer um.

Enquanto isso, desde a Copinha, Vitor Gabriel vem demonstrando ser o melhor de todos. Por incrível que pareça, foi exatamente o único a não ser escalado no time principal uma única vez sequer.

Claro que ninguém pode garantir que vai dar certo, que vai arrebentar, mas é um absurdo não ter tido uma única chance, mesmo com uma concorrência de baixíssimo nível.

Isto é o que chamo de ”vocação para o erro”. O que eles entendem de futebol é o mesmo que entendemos de botânica.

Forte abraço.

Domingo de jogão e de dor de cotovelo

(Foto: José Ignacio / EFE)

O jogão, claro, foi Boca e River – pela Libertadores.

Desde o primeiro minuto uma intensidade incomum, com o River apresentando um time tecnicamente melhor, enquanto que, dentro de suas características, o Boca jogava com o coração na ponta chuteira. Justíssimo o placar de 2 a 2. Quem não viu perdeu um jogaço.

Em tese, por ter um time tecnicamente melhor – e pelo fato do próximo jogo ser no Monumental de Núñez – o River tem um leve favoritismo. Leve, pois do outro lado haverá um time com camisa pesadíssima, com jogadores que se entregam de corpo e alma.


A dor de cotovelo, por tudo que aconteceu nesta rodada do Campeonato Brasileiro.

Tomara que a maioria dos jogadores do Flamengo tenha visto Boca x River. Quem sabe não se inspirem para jornadas futuras. Quem sabe não tenham aprendido o que significa entrar em campo com responsabilidade, entrega, inteligência e talento, quando a causa é corresponder minimamente à paixão de 40 milhões de alucinados torcedores.


Por fim, quero dividir com meus amigos e companheiros do blog a gentil homenagem que recebi de Itair Machado, vice-presidente de futebol do Cruzeiro, a quem já tive a oportunidade de agradecer esta demonstração de amor e carinho, fato, infelizmente, pouco comum no nosso mundo da bola.

Para mim, este depoimento vale muito, pois partiu de um ser humano especial e, dirigente carismático, sensível, competente, e que nasceu para ganhar.

Adeus ao vermelho e preto?

Mário Celso Petraglia (Foto: Divulgação/Atlético-PR)

Mário Celso Petraglia talvez tenha sido o mais dinâmico e realizador dirigente com que tenha convivido neste nosso mundo da bola. O salto qualitativo que, graças a ele, deu o Atlético Paranaense, é realmente impressionante. Hoje, o rubro-negro do Paraná tem estrutura invejável para as divisões de base, e algo de cinema para os profissionais. Isto sem falar no verdadeiro bibelô que é a Arena Atleticana. Todo este pacotão, obra e graça de Mário Celso Petraglia.

Há quem possa torcer o nariz para o que aqui coloco, dizendo ser ele polêmico. Para quem por aí vai, respondo, perguntando: Que dirigente criativo e realizador, seja em que atividade for, não é polêmico?

Fiquei impressionado com o noticiário dando conta de que o Atlético Paranaense, por iniciativa de Mário Celso, sofreria uma transformação radical no seu visual, inclusive deixando de ser rubro-negro, para não ser confundido com o Flamengo, passando a ter identidade própria.

Não resisti e liguei para meu amigo Mário Celso e, de cara, sapequei a pergunta: “É aí Mário Celso, o Atlético vai deixar de ser rubro-negro?”. Mário Celso riu e disse que a notícia, vazada, de que o vermelho e preto seria abandonado, foi apenas “o bode colocado na sala”…

As mudanças ocorrerão, mas em vermelho e preto, até porque, é estatutário, na medida em que o Atlético nasceu da junção de dois clubes. Um era vermelho e o outro, preto.

Para finalizar, fiquei feliz em saber que o realizador, criativo e polêmico dirigente Paranaense, pensa como eu. Mário Celso também acha que é impossível qualquer clube se tornar mundial sem que tenha, ao menos, um ídolo, um jogador mundial. E, também como eu, Mário Celso acha que o caminho é dar a este ídolo situação financeira diferenciada que não o anime a deixar o Brasil.

E, acrescentou que isto ocorrerá em uma próxima geração. Como sou apressado, havendo coragem e competência, quem sabe muito mais rápido do que se imagina?

Uma coisa é certa. Nenhum clube será mundial, sem ter jogador mundial.

Como será o Flamengo do futuro?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Por mais de duas horas tive o prazer de bater um longo papo com o ex-presidente do Flamengo, Luiz Augusto Veloso, que está em plena sintonia com a brutal transformação pela qual os clubes de futebol estão passando.

A internet mudou o mundo e, como parte, o futebol passa por um período de adaptação, onde alguns clubes demonstram que já pegaram o fio da meada, dentre eles o Flamengo.

Talvez resida aí o maior mérito desta turma competente que toca o clube. Luiz Veloso pensa como eu e, coloca com propriedade a importância do ídolo, principalmente para um clube popular e, mais ainda quando o sonho de todos é transformar este clube, de nacional, em um clube mundial.

Luiz lembra que alguns jogadores estão conseguindo a proeza de terem mais seguidores que o próprio clube e, cita como exemplo, o caso de Cristiano Ronaldo.

A observação que fiz neste papo amigo foi no sentido de que o Flamengo assume o discurso de se transformar em um clube mundial e, ainda não começou a se planejar para isso.

Não há como um clube ser mundial sem que tenha jogadores mundiais. Não adianta sonhar com o mundo e continuar sendo um clube vendedor. Já imaginaram que se não tivéssemos negociado Vinícius Júnior e Paquetá, teríamos dado o primeiro passo para transformá-los em jogadores mundiais?

Se este é o destino para o Flamengo, há de se planejar algo que vise manter no clube as novas joias raras que certamente irão aparecer, mesmo que para isso seja criado um novo tipo de convivência profissional com os jogadores que extrapolem a normalidade, ou seja, os super craques. Este planejamento precisa começar a sair do papel, e rápido, pois, neste momento pensamos de uma forma e agimos em direção oposta.

Pela ordem, Flamengo, Corinthians e São Paulo são os clubes brasileiros que estão com a mão na massa, visando a transformação de atravessar fronteiras. O primeiro a conseguir, será aquele que venha a pensar e a agir como um clube mundial.

Para o torcedor será o céu, pois poderá curtir e idolatrar os jogadores fora de série por um belo tempo. E, o primeiro a atingir este objetivo, de cara, vai garantir, também por muito tempo, a hegemonia continental.

Para o Flamengo ser do tamanho que sonhamos, está aí o primeiro dever de casa. Urge um projeto para manter os ídolos que, em última análise, serão nossos veículos para o mundo.

Futurologia

(Reprodução da internet)

Acho até engraçado o que tenho visto ultimamente, quando baseados nos números dos matemáticos de plantão, alguns queridos e competentes companheiros de imprensa projetam os possíveis resultados de Flamengo e Palmeiras, como se fosse possível, em se tratando de futebol, saber o destino do campeonato, quando a quantidade de jogos ainda não permite isso.

Além do fato do futebol ser o esporte das surpresas, ainda deve ser considerado o momento. Exemplo: contra que Grêmio o Flamengo vai jogar? Se ainda estiver na Libertadores será um. Caso contrário, será outro. Contra que Vasco o Palmeiras vai jogar? Contra um time lutando para não cair ou, já livre do rebaixamento?

E mais. Dependendo dos jogos pela Libertadores, que time o Palmeiras vai colocar em campo? Enfim, impossível neste momento se fazer qualquer tipo de projeção. Quem ousar, estará fazendo exercício de futurologia…

Abro aqui parênteses para não propriamente levantar uma bola, e sim, defender uma tese. Todos que aqui convivem são testemunhas de que permanentemente afirmo que, confiança, é quase tudo no futebol.

Baseado nisto, sem que seja exercício de futurologia, ouso afirmar que, vencendo o Palmeiras neste sábado, o Flamengo arranca para ser Campeão Brasileiro, independentemente de tudo que possa vir a acontecer na frente.


Walter Oaquim

Agradeço o carinho e atenção do meu querido amigo e extraordinário rubro-negro, Grande Benemérito,  Walter Oaquim, para o lançamento da chapa, quando concorrerá como vice-presidente. Se a eleição fosse apenas para vice-presidente, seria a escolha mais fácil do mundo. Com todo respeito…

Walter é uma figura humana fantástica, pessoa que só faz o bem e que serviu com competência e dignidade ao Flamengo, como poucos. Diria, sem medo de errar, que trata-se de uma verdadeira “Bandeira Rubro-Negra”.

Infelizmente, amanheço no Rio somente no sábado, na certeza de testemunhar – ao vivo e a cores – a nossa arrancada definitiva para a conquista deste Campeonato Brasileiro.

Amém!!!

Obras de arte!!! Com a bola e na latinha

Recebi este vídeo, magnificamente bem editado, do meu amigo Vinícius França.

Isto é o que se pode chamar de junção de arte, paixão e poesia. Sintonia perfeita entre a bola rolando no campo e a magia de narrar estes momentos mágicos.

No campo, Zico, Junior e Cia… na “latinha” Waldir Amaral e Jorge Curi. Como não chorar, vendo e ouvindo este festival de raros talentos.

Momento inesquecível. Vi tudo. Os seis gols, dentro do campo, atrás do gol de Paulo Sérgio.

Que privilégio… Presente de Papai do Céu…

Os comentaristas sabem das coisas

Treino do Flamengo – 2/10/18 – (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não estou falando dos comentaristas da TV Globo, SporTV, Band, O Globo e, por aí vai. Estou falando dos nossos comentaristas, aqueles que deixam suas marcas neste blog.

Outro dia, estava vendo um programa de TV após um jogo do Flamengo. Os dois comentaristas, competentes, porém longe de entender os nossos problemas, o que raramente acontece aqui, pois o que reina e prevalece é o espirito rubro-negro. Querem ver? Retornem aos comentários do post anterior e verão que, como num passe de mágica, como se tivessem combinado, surge a pauta – desculpem o termo – da brochura…

Lá pelas tantas, o Carlos Egon levantou a lebre de que havia um desânimo quase que coletivo aqui na nossa família do blog. A mensagem foi captada e o papo evoluiu, a ponto de não conseguir ficar fora deste tema tão atual. A verdade é que o Egon tem razão. O ânimo da nossa galera – e de TODAS as outras galeras rubro-negras – está lá embaixo.

Na mudança de treinador, a nossa diretoria teve como mudar este ânimo da nossa torcida, porém, sensibilidade não teve. O momento era para contratar um treinador que pudesse dar uma bela sacudidela no moral da tropa e alimentar a esperança de nós torcedores.

Não quero aqui fazer qualquer tipo de avaliação se Dorival Júnior é bom, mais ou menos ou, péssimo treinador. Não vem ao caso. O que tenho certeza absoluta é que o perfil de Dorival Júnior é inadequado, e incompatível, com o nosso momento. Aí não é questão de gostar deste ou daquele treinador.

Querem um exemplo: O nosso catarinense Henrique, aqui já deixou claro que não gosta de Vanderlei Luxemburgo. Tenho sérias dúvidas de que, ante argumento que apresento, em que são somente 11 jogos agora, se até o Henrique não concorde que Vanderlei seria uma opção adequada ao momento.

Isto vale para quem não gosta de Joel Santana ou até do festejado e alegre Lisca que, está em função da sua empatia, operando um milagre no Ceará. São perfis absolutamente adequados à necessidade momentânea do Flamengo. Qualquer um deles incendiaria o ambiente e, duvido que aqui e agora, estivéssemos falando em brochura coletiva rubro-negra.

Dorival pode até ser bom, mas é morno…

Tristeza e alegria

(Foto: Staff Images/Flamengo) Kléber Leite Blogs

Os comentários do blog deveriam ser lidos e levados em conta por quem responde pelo futebol do Flamengo. Todos são apaixonados e, embora comprometidos pelo amor maior, são em sua maioria, não só lúcidos, como verdadeiros guias.

Triste ver uma possibilidade enorme de uma grande conquista ser comprometida por tanta falta de sensibilidade.

Que o presidente e seus colaboradores no futebol não levem em conta o que penso e escrevo. Passem batidos e, procurem os comentários. Vocês vão começar a entender que ainda há com que sonhar. É só saber fazer…


Desculpem, mas não resisto. Acho que vocês vão gostar. Tenho um neto, Bernardo, popular Bê, canhoto que, aos seis aninhos, joga no sub-sete do nosso Mengo.

Ontem, tristeza e alegria. Tudo em vermelho e preto.

Com vocês… Bê!

Éverton Ribeiro

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo) Kléber Leite artigos

O comentário no último post, do nosso amigo do blog, Diogo, foi a inspiração para este post.

Diogo afirma que Éverton Ribeiro é o jogador mais importante neste time do Flamengo. Parei para pensar, puxei pela memória e, concluí que o amigo Diogo está coberto de razão.

Quando aqui chegou, Éverton Ribeiro estava completamente fora de sintonia com o futebol competitivo. O tempo é sábio a ponto de restabelecer a verdade.

Após algum tempo, começamos a ver em campo aquele jogador que vimos no Cruzeiro e que, durante dois anos consecutivos, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

Éverton Ribeiro está jogando com uma intensidade incomum, sendo o principal homem de ligação e, ao mesmo tempo, atacante.

Tite, segundo dizem, foi ontem ao Maracanã, observar Luan, Éverton Cebolinha e Paquetá. Atirou no que viu e acertou no que não viu… Acho que esta máxima define tudo. Duvido que Tite não tenha saído muito bem impressionado com o nosso camisa 7.

Éverton Ribeiro caminha para a amarelinha.

Salada Rubro-Negra

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) blog Kleber Leite

Política

Hoje, recebi o destemido rubro-negro Diogo, responsável por um dos bons canais de comunicação do nosso clube. No papo, indagou ele o que eu achava da tentativa de alguns sócios do clube, para punir o presidente Eduardo Bandeira de Mello, pelo fato de estar usando o Flamengo na sua campanha para deputado federal.

Respondi que a única pessoa que pode se julgar impedido ou não, é o próprio presidente, caso entenda ele que uma coisa possa interferir na outra.

Jamais notei o nosso presidente usando o clube por interesse político partidário. Aliás, acho que Eduardo tem todo o direito, como cidadão, de ter este novo projeto de vida. E, vou além. Folgo em saber que uma pessoa de bem tem como objetivo se eleger deputado federal.

Incrível como no Flamengo as perseguições estejam fazendo parte da rotina do clube. Isto nunca foi assim. Até quando os bigodes não cruzavam, havia um mínimo de respeito. Hoje, o ódio, infelizmente, impera.


Valdívia atuando pelo Colo Colo (Reprodução da internet)

Valdívia

Deu na internet, no rádio e até nos jornais chilenos, que o Flamengo está atrás do meia Valdivia.

Recebi e achei interessante as mensagens sobre este tema, do grande rubro-negro Fernando Versiani, que está cuspindo marimbondo…

Diz aí Versi…

“Valdivia, diz o jornal, o Flamengo vai oferecer um salário altíssimo, já que conta com dinheiro em caixa depois da saída de Paolo Guerrero, que recebia US$ 3 milhões por temporada.

Valdivia está com 34 anos e, nesta temporada, fez 20 jogos com a camisa do Colo-Colo e marcou um gol. O contrato dele com o clube chileno vai até 31 de dezembro de 2018. No Brasil, ele já defendeu o Palmeiras.

Deve ser piada… jogador podre, vive machucado, igual ao nosso zagueiro Rhodolfo. Será que esses caras não estudam o histórico do atleta?”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ceifador

O nosso treinador, depois do gol do Ceifador contra o Cruzeiro, além de não poder contar com Uribe, contundido, e Guerrero, que foi para o Inter, afirmou que jamais Ceifador foi a quarta opção para o comando de ataque.

Há momentos na vida em que é melhor ficar calado. E, este é o caso. Claro que o ex-atacante tricolor chegou a ser a quarta opção. Tanto foi que, inclusive, chegou a ser sacado até do banco de reservas. Até pouquíssimo tempo atrás, pela ordem, as opções de Barbieri eram: Guerrero, Uribe, Lincoln e, por último, o Ceifador…

Todos nós entendemos que o mundo dá voltas e, diante deste fato, nenhum problema em escalar o personagem deste post. Só não vale tapar o sol com peneira…

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