Angra dos Reis de luto

Há uma semana perdemos uma das pessoas mais carismáticas e doces de Angra dos Reis. Na verdade, ninguém conhecia Marcio Frederico da Silva Reis.

Mas TODOS, conheciam Marcio da Fla Angra…

Por razões que a própria razão desconhece, além do seu amor incondicional pelo clube, Marcio nasceu no dia 3 de março. Coincidentemente, no dia de aniversário do nosso maior ídolo, Zico!!!

Em março de 1975, juntamente com Nilson Gonçalo (Nilsinho), fundou a primeira torcida organizada de Angra dos Reis. A Fla Angra…

Além do amor pelo Flamengo, foi eterno participante de TODAS as procissões marítimas de Angra, sendo um dos maiores vencedores do evento.

Além do mar e da terra, a Fla Angra também venceu inúmeros torneios nos campeonatos amadores do Aterro. Sempre levando e elevando o nome da organizada.

Em um determinado tempo, ficamos mais de 60 partidas invictos. E eu, como não jogava essa bola toda, bebendo ao lado dos meus amigos.

A última vez que encontrei meu amigo, já com 59 anos, me disse estar cansado de participar de alguns eventos, como a procissão marítima.

Até porque, após a morte do Roberto Marinho, e do afastamento do Boni da cidade, o evento ficou muito esvaziado.

Mas o amor irreversível pelo Flamengo, se resumia em ver os jogos na casa dele com vários amigos. Era nosso ponto de encontro…

Marcio, por muitas vezes, abriu mão da família para organizar viagens ao Rio e, colocar o barco da organizada na competição.

Aos 59 anos, vítima de um infarto fulminante, esse cara especial nos deixou.

Angra dos Reis perde o maior representante da nossa Nação. Meu amigo e parceiro Marcio da Fla Angra…

Carlos Egon Prates

JOÃO SALDANHA. JOÃO SEM MEDO. JOHNNY…

Gilson Ricardo lançou e, na Rádio Globo, João Saldanha, o comentarista que o Brasil consagrou, deixou de ser João, para ser Johnny. E, para quem não sabe, ele até que gostava de ser assim chamado. Isto era intimidade.

Digo isto pelo fato de perceber que alguns “companheiros”, na maior cara de pau, vivem apregoando uma intimidade com o nosso doce e querido personagem que, a bem da verdade, só existiu na imaginação de quem tenta se aproveitar e pegar uma carona na imagem do João.

Viajei o mundo inteiro com o nosso Johnny, dividi até cama de casal com ele e, sou obrigado a aturar estas criaturas com visíveis sinais de deformação de caráter. Cuidado “companheiros”, algum dia vocês podem reencontrar o João e aí, o pau pode comer…

Hoje, 3 de julho de 2017, João Saldanha estaria completando 100 anos. Portanto, hoje é o centenário de uma das mais carismáticas e geniais figuras do mundo do futebol.

João, com uma cultura geral invejável, foi o rei do pragmatismo, o campeão do poder de síntese, a simplicidade em forma de gente e, tudo isto, com muito charme.

Figura humana especial, que em diversas oportunidades deixava, em viagens ao exterior, suas suadas diárias para brasileiros que passavam aperto em função do exílio e, na maioria das vezes, pessoas que sequer conhecia.

João Máximo, com o brilhantismo de sempre, conseguiu sintetizar com clareza quem foi João Saldanha ao escrever para O Globo, afirmando que “João Saldanha era vários Joões em um só”.  Íntegro, leal, amigo dos amigos, culto, generoso, simples, doce, contundente, pavio curto, corajoso, afetivo, brigão, despojado, charmoso e, o maior contador de história que o rádio já produziu.

Certa vez, viajávamos ele, eu e Fernando Versiani e, em pleno voo, Fernando observou que a calça jeans do João estava muito surrada, perdendo a tonalidade azul. João chamou a comissária, pediu uma caneta Bic e, durante um bom tempo foi revigorando o azul na sua calça com a tinta da caneta emprestada…

E, por falar em viagem, João não levava mala. Era uma malinha de mão, com duas cuecas e duas mudas de roupa. Ocupava o tempo de folga nas viagens procurando sempre conhecer algo novo. Não comprava nada. Gastava o dinheirinho das diárias alimentando a alma.

Através de longas caminhadas João me apresentou Paris, cidade pela qual sou apaixonado. Andar em Paris, para João, era como se estivesse no Rio ou em Alegrete, conhecia tudo, “inclusive, tudo”!!!

Aliás, houve uma única oportunidade em que, por ter recebido encomenda de um dos filhos, comprou duas garrafas térmicas na zona franca de Manaus. Quando foi passar pela fiscalização foi informado de que só poderia passar uma única unidade, que era lei. João ainda tentou argumentar, dizendo que as garrafas eram encomenda dos filhos e, apresentando as notas, mostrou que havia gasto muito pouco e longe estava do valor permitido. O fiscal, irredutível, disse que uma das garrafas lá teria que ficar. João olhou pra ele com cara de poucos amigos e, jogando e quebrando a garrafa no chão, disse: “Pode ficar pra você”…

Alguns companheiros, em especial os mais gozadores, diziam que João adorava inventar histórias, que era mentiroso e acreditava na própria mentira.

Certa vez, chegamos a Londrina, João, Cury, João Fogueira – nosso engenheiro de som – e eu. Pegamos um táxi. Cury na frente, nós três atrás. No caminho para o hotel, João falou sobre um determinado prédio histórico, se não me equivoco, onde há algum tempo atrás funcionou uma Universidade, afirmando que ficava do lado oposto ao estádio. O motorista disse que João estava enganado, que o tal prédio ficava ao lado do estádio. Jorge Cury, que adorava provocar João, pediu que ele se mancasse e não discutisse com um motorista profissional e, local.

O motorista se encheu de gás e disse que era meio que uma ofensa discutir este assunto com ele, motorista há mais de vinte anos e, sempre em Londrina. Enquanto Cury morria de rir, João, já emputecido, se dirigiu ao motorista, dizendo: “Se você tem tanta certeza, vamos fazer uma aposta. Se o prédio estiver onde você diz estar, pago sozinho a corrida e, em dobro. Se estiver onde afirmo estar, a corrida é de graça”. Aí, Cury riu mais ainda, dizendo tratar-se de uma verdadeira barbada para o motorista, que após rodar por 20 minutos, quase perdeu a cor ao se deparar com o prédio exatamente onde João disse que estava. Cury agora ria de alegria, pois a corrida havia ficado de graça e, como gostava ele de uma moleza…

João, todo prosa, contou a história para Deus e o mundo, sempre chamando a mim e ao João Fogueira como testemunhas. Contei este fato para dizer que, além de tudo, da genialidade, João tinha memória fotográfica. Se fosse espião seria melhor do que o agente 007.

E, por falar em James Bond, a mais britânica sacada de todos os tempos foi de um brasileiro. Entrevistado pela BBC, João teve que ouvir de companheiros ingleses que o futebol sul-americano era violento e praticado por bandidos. João ouviu, e sem perder a elegância, disse: “Bandidos são vocês ingleses. A Scotland Yard ficou famosa prendendo freiras?” A entrevista terminou aí e, entrou para a história do jornalismo mundial.

João sempre foi um apaixonado pelo craque, embora tenha sido sempre elegante – menos em uma oportunidade, que depois eu conto – a ponto de jamais afirmar que um determinado jogador era ruim, era perna de pau. Preferia dizer que, “mais uma vez, fulano de tal, não esteve em uma tarde inspirada…” O craque era a sua paixão. João, na primeira convocação como treinador da Seleção Brasileira, no estúdio da TV Continental, em Laranjeiras, além de convocar, escalou o time titular. Esta matéria que fiz com ele, não dá para esquecer. Foi em 1969, ano em que eu começava na Rádio Tupi e, honrado, fui escalado por Doalcey Camargo para esta adorável missão. A tese de João Saldanha, de que futebol é momento e, a de que compete ao treinador encontrar um jeito de colocar os melhores em campo, está viva até hoje na cabeça de cada torcedor brasileiro.

A única vez que João deixou de ser elegante, foi genial. Em uma excursão da Seleção Brasileira pela Europa, em Cardiff, onde vários jogadores estavam estreando. O primeiro tempo terminou, fiz as reportagens e retornei para o Cury. Ato contínuo, com aquele vozeirão, anunciou: “e agora, com vocês, o comentarista que o Brasil inteiro consagrou”… Vinhetinha… João Saldanha… – antes de continuar, quero chamar a atenção de todos com relação a hábitos e costumes da época, onde ninguém imaginava falar um palavrão no rádio que, era mesmo nas transmissões esportivas, um veículo cerimonioso –  Muito bem, aí, o João sai com essa; “Meus Amigos… Vocês estão querendo saber o que eu achei dos novatos na seleção? UMA BOSTA!!! UMA BOSTA!!!”

Não acreditei no que estava ouvindo. Saí comentando com todos os companheiros de outras rádios e, o pior é que ninguém acreditava que fosse verdade.

Em 1983, a Klefer foi fundada e, a nossa primeira ação foi uma integração nacional através do Rádio e, via Embratel, “ao vivo e a cores”. Os grandes astros do futebol: João Saldanha, Jorge Cury, Zico, Sócrates, Falcão, Armando Marques, Raul, Carlos Alberto Parreira, Gérson “Canhotinha de Ouro” e Carlos Alberto Torres, viviam no nosso estúdio, na Glória, montado pelo genial Formiga, craque das carrapetas.

O estúdio, na realidade, era parte da nossa sede, pequena, mas aconchegante. O maior freguês foi o João, que adorava ir pra lá e ficar jogando conversa fora e, quantas e quantas vezes tirou uma soneca após o almoço, num sofazinho que ficava no corredor… Ali, conversamos muito sobre tudo que se possa imaginar, inclusive futebol. Johnny, para mim, como aprendizado de vida, foi primário, ginásio, clássico, faculdade e mestrado. Mestre de vida, de bola. Mestre de mundo…

Sem medo de errar, e certo de que não estou cometendo nenhuma injustiça, João Saldanha, o nosso Johnny, foi o mais carismático ser com quem convivi. E, aprendi. Muito!!!

Ia contar a história da baianinha do Acarajé, a linda Maria. Fica para outro post.

Valeu, João!!! Nos seus 100 anos, a alegria por ter tido o privilégio de ter convivido com você é toda nossa…

VIVA JOÃO!!! VALEU, JOHNNY!!!… Um dia nos encontramos… Tomara!!!

 

Direito de resposta

Treino do Flamengo – 20/06/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O título vai na conta do oportunismo jornalístico, já que, “direito de resposta”, todos sabem do que se trata e, tem a força de despertar a atenção de todos para o tema em questão, que nos é comum e apaixonante.

O nosso amigo NINO postou o comentário abaixo:


“O negativismo impregnado”

Kleber Leite, reconheço que o momento político do clube não o inspire a criticas mais agudas, tanto a direção executiva quanto a direção técnica nesse momento.

Por esse motivo seu “otimismo institucional” esta perdoado, deixa que a gente critica!

É esse mesmo otimismo institucional que vai nos levar até o fim do 1o. turno (daqui a 8 rodadas) sem uma solução para os problemas desse time, pois não se engane, o SANTO DO ZR é forte, e ele sabe se equilibrar como ninguém na pressão da corda bamba, é um fenômeno.

Sua posição institucional tbm corrobora com o fato que talvez vc mesmo não tenha a certeza da solução a ser implementada, eu tbm não o condeno por isso!

Só para lembrar que hoje mesmo a nossa situação é INACEITÁVEL, somos 14o a 1 ponto da zona de rebaixamento, isso por sí só já seria determinante.

Nós podemos ser cegos, mas a direção do clube não tem esse direito. SRN.


Nino amigo,

Pra começar, muito bom lidar com quem escreve o que realmente pensa. No fundo, você me ajuda a esclarecer todas as situações por você apresentadas. Assim sendo, bela oportunidade para desenvolver os temas, pois com certeza, muitos devem pensar da mesma forma.

1  –  “O momento político não me inspira para críticas mais agudas”. Vamos lá: Primeiro, o momento político não poderia ser melhor e, só não é perfeito, pelo fato do futebol não ter ainda acompanhado o ritmo, pleno de sucesso, introduzido nos outros setores do clube. Portanto, mesmo sendo o futebol, sem qualquer dúvida, o que há de mais importante, não se pode deixar de reconhecer que demos uma bela caminhada.

Claro que hoje o mundo é outro, claro que o faturamento espetacular que vem sendo construído há bastante tempo possibilita um orçamento do tamanho do Flamengo e, que tudo isto ajuda e, muito. Porém, por uma questão de justiça, não se pode, em hipótese alguma, ignorar dois detalhes fundamentais. Hoje, o Flamengo está entregue – “do goleiro ao ponta esquerda” – a gente da maior seriedade possível. E, não bastasse isso, competentíssimos e, diria mesmo, alguns extrapolando e beirando a genialidade.

Quero, só para ilustrar, me referir à negociação do jovem Vinícius Júnior. Não fosse o talento do nosso negociador, Fred Luz, o Flamengo ao invés de ter vendido por 45 milhões de euros, teria topado 30, além de reduzir a “gordura” do negócio (comissões e despesas) de 20 para 15%.  Esta competência se estende ao jurídico, finanças, patrimônio e, por aí vai. E, bom não esquecer que poderia estar ainda tudo melhor, se aqui ainda estivessem fazendo parte desta diretoria, Luiz Eduardo Batista, o Bap, Flavio Godinho e Plínio Serpa Pinto.

Talvez você tenha tentado dizer que, pelo aspecto político, pela convivência, pela amizade, pelo carinho, tenha eu sido parcimonioso nas críticas. Não é verdade. Posso não ter sido agressivo ou contundente, até porque, quem lá está não mereceria, mas tenho sim chamado a atenção para os pontos que considero frágeis no futebol. Jamais me omiti. Apenas, não uso o espaço para fazer política, e sim, para dizer o que penso e alertar a quem de direito. E, sempre com elegância e educação, o que não é nenhum favor, é obrigação.

2- Com relação a – na sua observação – eu não ter sido contundente, pelo fato de, provavelmente não ter certeza da solução, ledo engano. Já disse aqui e repito:

  • Nas contratações, optamos pelo quantitativo, quando a melhor alternativa era partir para a qualidade.
  • Mais do que flagrante que este “setor de inteligência” tem se mostrado incompetente.
  • Pecamos na projeção do elenco, onde fomos consertando os “furos” causados pelas contratações equivocadas, em meio às competições.
  • Pecado mortal, não ter se contratado, até agora, um baita goleiro.
  • Perdemos realmente algumas boas oportunidades em contratar um técnico cascudo e vencedor. Tenho profundo respeito pelo trabalho de Zé Ricardo, mas por conceito definitivo, o Flamengo não é lugar para ninguém começar a carreira.

3 – Você fala no meu “otimismo institucional”. Vou além. Realmente, sou um otimista de carteirinha que só torce a favor. Mesmo com tudo que aqui coloquei, quero dizer a você que, com um pouquinho de sopro de São Judas, até porque sem ele ninguém chega a lugar nenhum, o Flamengo pode sim, e muito breve, já estar brigando na ponta da tabela.

O principal sopro de São Judas será no sentido de que Éverton Ribeiro, Rhodolfo e Geuvânio, entrem e arrumem definitivamente o time. Se isto acontecer, aposto todas as fichas que vamos ter o delicioso direito de torcer e, quem sabe, com um final extremamente feliz…

PESQUISA

Treino do Flamengo – 02/06/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Desde ontem, está claro para nós do blog que, Éverton retorna ao time e, a tendência natural é Diego ficar no banco, enquanto que Conca vai precisar de uma rodada a mais, após ser avaliado em um jogo treino, que será programado para o meio da semana que vem.

Atendendo a vários pedidos, estou lançando para os queridos amigos do blog pertinente pesquisa, que é a seguinte:

COM TODOS OS JOGADORES DO FLAMENGO EM CONDIÇÕES, QUAL SERIA O SEU TIME BASE?

Qualquer comentário será sempre bem-vindo, mas o importante é a escalação do time titular. Como, pelo que ouvi, Éverton Ribeiro está de malas prontas, se for o caso, pode ser incluído.

Vamos lá?

Respondendo ao Henrique

Henrique é um dos nossos mais assíduos companheiros do blog. Pela foto, jovem, muitíssimo bem informado, conectado com o mundo, pragmático, crítico e de texto sempre bem elaborado. Vive em Santa Catarina e, tão apaixonado é pelo Flamengo que domina o tema como se morasse na Rua Gilberto Cardoso (para quem não conhece, a rua que leva o nome do inesquecível presidente rubro-negro, é por onde se estende boa parte do muro da nossa sede).

Ontem, o nosso Henrique, trocando boas ideias com o companheiro André, fez o seguinte comentário:


Andre, então poderíamos voltar à época em que o Flamengo não pagava salários, disputava para não cair, contratava reforços do Ipatinga, era despejado de CT, tinha comentarista da rádio como treinador e era mais lido na página policial do que na esportiva. Esse tempo era bom né? Ruim é agora!”


Henrique, amigo:

Convido você a uma pequena viagem pelo seu comentário, pois será uma boa oportunidade para se conhecer melhor a história do clube.

Você começou bem, dando ênfase à importância do Flamengo manter a sua dignidade, pagando religiosamente em dia os seus profissionais e funcionários. Levei isto tão a sério que, e Deus sabe como, mantivemos durante quatro anos esta relação de dignidade, não fazendo mais do que a nossa obrigação, pagando em dia a quem trabalhou. Pergunte a qualquer funcionário ou ex-atleta do clube se o que aqui afirmo corresponde à realidade. Portanto, à vontade neste aspecto, devo acrescentar que isto só foi possível por alguns fatores, dentre os quais, o mundo do marketing que começava a abrir as portas para os clubes de futebol. Outros presidentes, que viveram uma outra época, não tiveram como resolver o tema, com certeza, como gostariam. Bom não esquecer que ao longo da vida, até por uma questão estatutária, o Flamengo teve uma única forte fonte de receita – o futebol – que pagava todas as outras atividades esportivas. E, claro, o fato de se decidir mais com a emoção do que com a razão.

Quando você afirma que o Flamengo disputava para não cair, faltou o complemento: “e nunca caiu”! Todos os dirigentes que por lá passaram tiveram dificuldades. Portanto, cada caso é um caso. No que você aborda, tive uma única experiencia. Em 2005, ao lado de Hélio Ferraz, assumi o futebol que, segundo os matemáticos, tinha 93% de cair para a segunda divisão. Meus amigos me chamaram de louco por ter aceito uma causa, para eles, perdida. Confesso a você que, embora não tivesse dado volta olímpica ou, levantado um caneco, ajudar o Flamengo a sair daquela página que seria medonha, foi comovente e pra lá de gratificante.

Quanto a contratar reforços do Ipatinga, talvez você, muito jovem, não tenha a mínima noção do ocorrido. Ao final de 2005, entrando 2006, o Flamengo não tinha entre os profissionais de razoável nível, mais do que seis jogadores sob contrato. Era ir ao mercado, sem nenhum recurso, pois o clube passava por uma brutal crise financeira, ou colocar juniores e juvenis para jogar. Por isso, com a ajuda do meu amigo Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro, e de Itair Machado, presidente do Ipatinga, conseguimos pegar, sem nada pagar, o que havia de melhor no clube que em dois anos sucessivos havia sido vice-campeão e campeão mineiro. Com os reforços do Ipatinga, em janeiro de 2006, começamos uma jornada que foi até 2009, onde conquistamos Copa do Brasil, o penta-tri Campeonato Carioca, um Campeonato Brasileiro e duas participações na Libertadores.

Quanto ao despejo do Fla/Barra, quem tiver a curiosidade de se aprofundar na matéria, basta entrar aqui no blog e clicar em “Consórcio Plaza”. Esta foi uma das mais escandalosas histórias ocorridas no Flamengo e, por incrível que pareça, ao invés do clube receber pelo enorme prejuízo financeiro e institucional, ainda está pagando. Um nojo…

Quanto ao fato de ter tido um ex-comentarista de rádio como treinador, deixo pra você a seguinte pergunta: Se a Seleção Brasileira teve um ex-comentarista como treinador, por que o Flamengo também não poderia ter?  Muitas vezes, é muito melhor arriscar, inovando, do que cair no lugar comum de profissionais que o mercado oferece no momento. E, este foi o caso. Quanto à página policial mencionada por você, confesso que não entendi. Teria sido o lance do despejo do Fla-Barra?

Para finalizar, querido Henrique, entenda que não há como se comparar momentos distintos. Hoje, Eduardo Bandeira de Mello, que com toda sua diretoria super competente, conta no orçamento anual com uma fortuna incalculável de direitos de televisão, isto só é possível pelo fato de lá atrás, Marcio Braga, Michel Assef, e mais alguns companheiros, terem iniciado uma batalha em que de um lado estava o Flamengo, querendo receber por seus jogos transmitidos, e do outro, o genial Dr. Roberto Marinho, que achava que não devia pagar nada,”pois a televisão ajudava a melhorar a imagem do Flamengo..”. A batalha foi longa e, Marcio Braga e Cia… ganharam a guerra, em que todos os dirigentes que depois vieram e, principalmente agora, estão usufruindo. Claro que, hoje, ter um talento como Fred Luz negociando, ajuda e muito. Reconheço…

Você acha legal o “sócio torcedor”? Você vê a TV FLA? Pois é.… tudo isto começou em 1995, com a campanha “Seja Sócio”, dirigida principalmente para os torcedores fora do Rio, com o batismo de “Sócio Off Rio”. Atrelado a este projeto nasceram a “TV Interativa” e a “Fla TV”. Estes projetos estão em pé até hoje, ajudando, e muito, ao Flamengo respirar financeiramente cada vez melhor.

Como detalhe final, deixo outra pergunta: Quem jogou mais bola, Zico ou Vinícius Júnior? Ou, quem foi mais importante para o Flamengo, Zico ou Vinícius Júnior?  Claro que você vai me chamar de maluco por perguntas tão estapafúrdias e, antes que isto ocorra, digo que citei este caso só para dizer que, com 16 anos, Vinicius Júnior, no seu primeiro contrato profissional pra valer, vai ganhar mais do que Zico ganhou em toda sua trajetória maravilhosa no Flamengo.

Em síntese, querido Henrique, os tempos são outros. Qualquer comparação pode ser perigosa e injusta.

Fortíssimo abraço.

Obra de arte

 

Ainda como dirigente esportivo conheci José Luiz Portella e, sempre tive por ele apreço e profunda admiração, pois contribuiu com criatividade, lisura e transparência para a evolução do esporte –principalmente o futebol – no nosso país.

O tempo passou e José Luiz Portella mergulhou de cabeça no jornalismo esportivo, sendo hoje colunista do Diário Lance. Confesso que, o seu conceito de vida  – e como analisa o futebol brasileiro – somando-se um texto que extrapola o criativo e invade a genialidade, me transformaram em assíduo leitor e fã declarado.

Hoje, quero dividir com vocês “O discurso do Rei”, publicado pelo Lance, nesta quarta-feira. Verdadeira obra de arte, pelo conteúdo, pelo texto e pelo talento criativo…

Por favor, leiam, saboreiem e comentem…


Guerrero e Copa do Brasil

(Reprodução do SporTV)

. Hoje, o diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, esteve no programa do talentoso Marcelo Barreto e, desmentiu que exista uma proposta do futebol chinês pelo artilheiro do Campeonato Carioca, Paolo Guerrero (assista ao vídeo aqui).

. Se foi firme, negando a proposta por Guerrero, Rodrigo Caetano, “se virou nos trinta” para falar sobre a transferência de Vinicius Júnior para o Real Madrid. Meio sem jeito, não disse que sim e também não desmentiu. Para quem viu o programa ficou a certeza de que, tudo que ontem foi aqui colocado no blog corresponde à verdade.


. Hoje, completa 50 anos de vida meu sócio, e querido amigo, Sergio Campos, o Serginho da Klefer.

Há trinta anos, Serginho, estudante de comunicação, por indicação de Carlos Alberto Pinheiro, começava na Klefer. A correção de caráter, o dom da bela convivência e a extrema competência, o guindaram a sócio na empresa.

Carlos Alberto Pinheiro, quando me pediu uma oportunidade para o rubro-negro Serginho, disse que naquele momento estava eu fazendo um favor a ele, porém, um dia, eu é que ficaria devendo este favor. Verdade pura. Obrigado, Carlos Alberto, você tinha razão. Conviver com o Serginho é um privilégio.

E, viva o cinquentão!!!


. Como não poderei ver o jogo da Copa do Brasil ao vivo (claro que verei quando chegar), pois estarei na festa do cinquentão, deixo o espaço com o meu querido amigo Carlos Egon Prates, que rolará a bola para o comentário de todos.

Diz aí Egon…

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Atualmente, vejo mais jogos do Flamengo que minha namorada… Em 10 dias, jogamos 3 decisões e um joguinho mequetrefe como o de hoje. 

Mesmo com time alternativo, 33 mil testemunhas assistiram essa pelada morna.

Algumas considerações não podem passar em branco. Difícil dizer quem foram os melhores em campo. Mas, fácil apontar os 3 piores: Damião, Cuellar e Paquetá!

O saldo da nossa maratona não pode ser desconsiderado. Em 12 pontos disputados, além de um campeonato invicto, arrumamos 10 preciosos pontinhos.

Acho mais fácil dar notas para os bonecos, que relatar o pouco que aconteceu em campo.

De bom, com time alternativo ou principal, Zé mantém seu esquema defensivo e ofensivo. Difícil chegar na cara do Mureta…

MURALHA – Continua batendo mais roupa que lavadeira do interior na beira de rio. Transmite absurda insegurança – 4

RODINEI – Nosso mais novo atacante está numa empolgação que dá gosto. Não existe bola perdida para o cara. Perde na qualidade, mas ganha na vontade – 7

JUAN – Jogando na sobra, ainda pode brincar. Se colocar correria, só chega na bola semana que vem. Por toda experiência é muito útil, mas acho que não passa desse ano – 6

VAZ – Parou de brincadeiras e, com o jeito meia de ser. Seguro por cima e por baixo. Não tem mais vergonha em dar um bicão pra arquibancada – 6

RENÊ – Quase posso afirmar que estamos bem na lateral-esquerda. É um ótimo reserva do Trauco. Mais objetivo defendendo que atacando – 7

RONALDO – Continuo não vendo absolutamente nada de fora do comum. Jogador lento, que erra poucos passes, joga simples tocando o mais perto possível. Muito mais cara de 2º volante, que de 1º – 6

CUELLAR – Errou uma cacetada de saídas de bola. Me parece completamente inseguro e dando sempre um toque a mais. Não vejo nenhum futuro neste colombiano – 2

PAQUETÁ – Por enquanto, e acho que NÃO vai mudar, continua sendo apenas uma ilha na Cidade do Rio de Janeiro. Além de individualista ao extremo, é um meia à moda antiga – 3

MATHEUS – Quase no mesmo nível da ilha acima. De bom, apenas o segundo nome. Tenho observado que os oriundos da base, além de individualistas, sempre se perdem no último toque – 3

GABRIEL – Acho que estou me acostumando ao futebol “regular” do Gabriel… Útil quando faz o papel de escudeiro de lateral, péssimo, quando faz o papel de segundo-atacante – 5

DAMIÃO – Como essa vassoura conseguiu jogar um dia na Seleção Brasileira? O cara é ruim de tudo! É farto. Farta tudo… Sem dúvida alguma, o pior “centroavante” do futebol brasileiro. Só merece nota porque esteve em campo – 1,99

ZÉ RICARDO – Como deixar Vizeu no banco! Mesmo não sendo o Mickey Mouse, é um oceano melhor que o Cone. Bola fora, do meu técnico campeão invicto…”

Carlos Egon Prates

Fatos e comentários em uma segunda-feira deliciosa…

(Reprodução da TV)

. Lindo o “Globo Esporte” desta segunda-feira. O pessoal da TV Globo deu um verdadeiro show, reunindo a maioria dos jogadores campeões cariocas e, com eles, todos os temas referentes ao Fla-Flu de ontem sendo desenvolvidos.

Muito legal a presença do torcedor para devolver a camisa de Rodinei (veja o trecho aqui), como emocionante e pitoresco o lance dos casais separados, com os homens torcendo pelo Flamengo, e as mulheres pelo Fluminense. Edição espetacular. Matérias oportunas, sensíveis, emocionantes e, pra lá de atualizadas. E, para variar, o Escobar dando um show de simpatia e de comunicação. Programaço!!!


(Foto: Rudy Trindade)

. Para os que acham que o Campeonato Carioca é uma competição ultrapassada. Ontem, a TV Globo bateu todos os seus recordes de audiência, superando novelas e Seleção Brasileira. A audiência estava tão acima da expectativa que, ao final do jogo, ao invés de entrar o meu amigo Faustão, foi para o ar toda a comemoração e a premiação dos campeões.

Esta é uma tese que defendo há um tempo enorme. O Campeonato Carioca é um produto espetacular. O único problema se resume ao formato, pois, com o calendário mais aberto, é necessária uma adequação também no campeonato estadual, com um número menor de participantes ou, com uma fórmula que diminua a quantidade de jogos.

O que não se pode é mudar a cultura futebolística do país, pelo fato de na Europa não ser assim. Ora bolas, dane-se a Europa. Aqui, numa cidade com quatro clubes gigantes, cabe sim o campeonato estadual, onde a rivalidade fica muito mais aflorada e, com jogos e decisões mais pegados e sofridos. Que o pessoal da Federação tenha se tocado, no sentido de que o produto é excepcional, porém precisa ser tratado com mais cuidado, com mais sensibilidade e, inteligência. Os extraordinários índices de audiência de ontem da Rede Globo deixam claro que o carioca adora o seu campeonato. E, quem não aqui vive, também…


. Como dirigente, dos 34 campeonatos estaduais conquistados, tive a honra e o privilégio de participar de quatro: 1996 (invicto, com 22 jogos disputados), 2007, 2008 e 2009, no conhecido penta-tri.

Ontem, recebi no nosso camarote as visitas de dois ex-campeões, Fábio Luciano e Rodrigo Arroz. Fábio Luciano, assim como Romário, se transformou em um rubro-negro apaixonado. Além de excepcional zagueiro, penta-tri campeão, foi um líder na acepção da palavra e, sem medo de errar, a liderança mais positiva que já vi no futebol.

Rodrigo Arroz nasceu Flamengo e continua o mesmo torcedor enlouquecido. Uma curiosidade é que os dois não conseguem ver o jogo sentados. Precisam estar em pé e em movimento, como se ainda jogando estivessem. Revivemos os nossos momentos de alegria e comemoramos juntos, com total euforia, como rubro-negros apaixonados, mais uma grande conquista. Como foi bom estar com eles neste momento mágico… Se chorei? Claro! E… muito!


(Reprodução da internet)

. Vamos agora falar de um absurdo. O Maracanã custou pra lá de bilhão de reais e, a sua configuração é uma vergonha, onde a segurança passa ao largo. Para se entrar em um dos portões de garagem é preciso passar no meio do povo. Quando o povo é a favor ou, reza na sua cartilha, tudo bem. Apenas o cuidado para não se atropelar os pedestres que, ficam à mercê de motoristas bons ou ruins, mais ou menos responsáveis. Uma vergonha…

Agora, quando o jogo é de duas torcidas, quem é rubro-negro e entra pelo portão 9 do Maracanã, encontra ali – com um enorme bar em frente, onde a torcida adversária bebe até não aguentar mais – um clima de animosidade assustador. Ontem, com meus filhos e netos, tivemos que passar por um perrengue fora do normal, ouvindo ameaças e o coro: “Kleber Leite….Viado!!!” “Kleber Leite…Viado!!!” Meus dois netos, um de 10 e outro de cinco, ficaram muito assustados e, coube ao Cadu, uma tirada muito interessante, ao ouvir o corinho da torcida tricolor. “Olha quem fala…” Espetacular!!!


. Pior, passaram Fábio Luciano e Rodrigo Arroz, que chegaram mais tarde, consequentemente com muito mais torcedores tricolores pra lá de Bagdá, e quase tiveram o carro virado, em ato de puro vandalismo. Felizmente, mas com o carro avariado, conseguiram entrar. Em síntese, esta concentração de torcedores, que ficam enchendo a cara e agredindo a quem simplesmente chega para ver um jogo de futebol, merece uma melhor avaliação por parte das autoridades responsáveis, antes que uma tragédia aconteça.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Vamos falar do jogo? Começo pelo gol. O nosso Muralha anda tão questionado pela nossa torcida e, aqui pra nós, não sem sentido, acabou me demonstrando que, quando o torcedor está de má vontade, realmente distorce os fatos. No primeiro gol do Fluminense, meio confuso, não faltou entre nós quem comentasse, e com ênfase, que a culpa havia sido do goleiro. Vendo o lance depois do jogo mais de 20 vezes, fica claro que não houve culpa alguma de Muralha no gol do Fluminense. Aliás, é bom que fique registrado que, além de ter atuado bem e com personalidade, inclusive driblando um jogador tricolor dentro da área, Muralha teve sorte, como na cabeçada à queima roupa, em que a bola foi em cima dele. Ontem, Muralha jogou como um grande goleiro. Pegou as possíveis, uma impossível no chão e, teve sorte.

Meu amigo Michel Assef estava ao meu lado e, concluímos todos que Berrío não estava bem. Curioso este jogador, que só corre e não tem os mínimos fundamentos para ser um profissional da bola. Michel achou que iria entrar o Rodinei no lugar dele. O nosso treinador optou pelo Gabriel. Depois, Rodinei entrou no lugar do Trauco, quando todos imaginavam que sairia o Renê, com o Trauco retornando à sua posição de origem. Enfim, como dizia a avó do meu amigo Fernando Versiani, “certo, é o que dá certo”.


(Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo)

. Houve a falta de Réver no primeiro gol do Flamengo? Na hora do gol, não dá para quem está torcendo ver nada, até porque, a única coisa que se quer ver é a bola na rede. Depois, na televisão, vi umas vinte vezes. O lance é tão polêmico, que em determinados momentos achava que sim e, em outros achava que não. Em minha opinião, o Réver voou em direção à bola e, no meio do caminho, houve o contato com o jogador do Fluminense. Prefiro ficar com esta conclusão. Tenho todo o direito…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. E a nossa zaga, hein? Juro que, depois de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim, esta, composta por Réver e Rafael Vaz, é a melhor, disparada!!! O que me encanta é como as características casam perfeitamente. Réver, mais vigoroso e combativo e, Rafael Vaz mais técnico e com uma boa saída de bola, o que ajuda muito a um time que não tem um meio de campo muito criativo. Se continuarem jogando assim, principalmente com Rafael Vaz atuando com seriedade, é zaga para se consagrar com o “manto sagrado”.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. E Guerrero, hein? Estão lembrados quando aqui no blog, na época em que Guerrero estava para ser contratado, contei o meu papo com Renato Augusto, em que quis saber dele se o peruano era bom de bola, e Renato me afirmou que o Guerrero era um atacante pra lá de diferenciado? Pois é, Renato Augusto tinha razão. Guerrero, mesmo quando não tem uma atuação brilhante, como ontem, é sim um jogador decisivo e mortal… Curioso é que Diego, quando saiu por contusão, era o ídolo da galera. Quando voltar, vai ter que, no mínimo, dividir “o trono” com Guerrero…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Zé Ricardo merece uma atenção especial. Por uma questão de coerência, tenho a obrigação de afirmar que o único ponto negativo que via no nosso treinador, o tempo, sábio como sempre, vai cuidando de amenizar a cada dia.

Sempre afirmei que o Flamengo, a meu conceito, é final de linha para qualquer treinador. Início de carreira para técnico, para mim, passa longe da Gávea. Quis o destino que, em função da doença de Murici, somando-se ao que o mercado apresentava como alternativa, que Zé Ricardo, inicialmente interino, acabasse assumindo definitivamente o cargo. De resto, tudo que penso sobre um bom treinador, ele se encaixa: íntegro, trabalhador, estudioso, apaixonado pelo que faz, coerente, com um belo poder de comunicação, se expressando muito bem e, sempre passando sinceridade.

O treinador, pelo fato de sempre ser o mais requisitado para as entrevistas, acaba tendo a sua imagem como representante do clube. Não tenho nenhuma dúvida de que o Flamengo esteja muito bem representado.


Eric Faria entrevistando o novo “Rei do Rio” (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

. Ouvi uma informação do excelente repórter da TV Globo, meu querido amigo e grande rubro-negro Eric Faria, que talvez depois de amanhã, pela Copa do Brasil, contra o Atlético Goianiense e, com certeza, contra o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, Vinícius Junior será relacionado entre os profissionais que estarão à disposição do treinador. Graças a Deus!!! Antes tarde, do que nunca…

Ontem, a alteração normal seria a saída de Berrío para a entrada de Vinícius Júnior. A torcida amaria, o Guerrero adoraria e o time adversário se borraria…

Quando se é exceção e a cabeça é boa, a idade pouco importa, já dizia o genial Telê Santana.

Vinícius Júnior, já!!! Sem medo. O garoto, ao seu tempo, vai arrebentar!!! Quem viver, verá.

Ia esquecendo. E o Márcio Araújo, hein? Que belo volante. Merecia ter feito aquele gol. Dar a volta por cima, em meio a tanta pressão, requer muita personalidade. Ganhamos um jogador.


. No mais, até que a quarta-feira chegue, vamos comemorar…

.MEEEENNNNGGGOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!

 

O alerta de Zico

Márvio dos Anjos, Zico e Marluci Martins (Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)

Em entrevista à minha querida amiga Marluci Martins, brilhante repórter e, colunista do jornal Extra, o nosso Galo, meio que mandou um recado para seus súditos, ou seja, para a torcida do Flamengo, dizendo e alertando que a euforia da nossa torcida é desproporcional ao real valor do nosso time.

Zico tem razão, mas sempre foi assim, até mesmo quando os nossos times não eram nem um pouco representativos. Já tivemos alguns times medonhos, porém, a nossa galera sempre esperou por um milagre e, acreditou sempre. Talvez seja este um dos segredos da importância do clube e do tamanho da nossa torcida.

Ao contrário de algumas épocas não tão felizes, temos um bom elenco e um time de razoável para bom. A diferença é que atualmente tudo está muito nivelado, sem grandes bichos papões, o que faz com que o torcedor acredite que qualquer caneco pode ser conquistado, respeitando-se como limite as fronteiras do continente sul-americano.

E a nossa estreia, quarta que vem, contra o Atlético Goianiense, será mesmo no Maracanã, já que a Arena rubro-negra, na Ilha do Governador, ainda não foi liberada pelas autoridades competentes. Melhor assim. Sei que muitos não concordam comigo, mas o Maracanã é a nossa casa. Diria mesmo que, o Flamengo e o velho Maraca, foram feitos um para o outro.

Mudando de assunto, dentro do mesmo tema. Haja condicionamento físico neste calendário sul-americano. Já repararam a sucessão de jogos decisivos e eliminatórios?

O refresco, por incrível que pareça, será o Campeonato Brasileiro, disputado no sistema de pontos corridos. Porém, é bom não esquecer que no período em que estiver sendo disputado o Brasileirão, correrão paralelos, Copa do Brasil e Libertadores. Em síntese, quem não tiver um bom e numeroso elenco, dança…

Obrigado por tanto carinho e amor neste dia cinco de maio. Falo por mim, e pelo meu parceiro e amigo Robert Rodrigues, que também aniversaria hoje.

Os amigos, na verdade, são as velas no bolo da vida. Sem eles, não há luz, não há alegria, não há amor, não há vida…

Obrigado, por tanto amor e carinho.

 

Jorjão e a decisão deste domingo

Jorjão

Ontem foi um dia feliz e festivo para muitos rubro-negros. Jorge Rodrigues, o Jorjão, completou 70 anos e a comemoração foi em um simpático clube, na Barra da Tijuca.

Na minha vida como dirigente só vi três pessoas que tiraram dinheiro do próprio bolso para resolver situações emergenciais do clube. Jorjão foi uma delas.

Rubro-negro apaixonado, com recursos próprios, rodou o mundo atrás do Flamengo e, como diretor de futebol, tinha uma mania, que era a de se dirigir aos jogadores, momentos antes de cada jogo, numa linguagem direta que faria corar minha avó Corina.

Alguns companheiros chegaram a me questionar se aquilo era positivo, e outros recriminavam o linguajar rasteiro. Tive a absoluta certeza de que era positivo, quando – num jogo importante no Maracanã – vi que, após o aquecimento, os jogadores levaram um tempo enorme para colocar o uniforme, atrasando a entrada do time em campo. O corpo mole deles era pelo fato do grito de guerra não ter acontecido e, como era importante para eles e o nosso Jorjão se atrasara, foram empurrando com a barriga, na esperança de Jorjão chegar. Ali, tive a certeza do quão positivo para o time era o grito de guerra do Jorjão.

É aquele tal negocio. Não é você que tem que gostar do namorado da sua filha. Quem tem que gostar é ela. E, neste caso havia uma doce e eficaz sinergia entre o recado inflamado do Jorjão e os jogadores do Flamengo.

Os temas eram variados, dependendo do momento e do jogo. O final, era sempre o mesmo e, como todos já sabiam, ouvia-se um coro: “E hoje… é pica neles! Piiiiiiica neles!!!”

Saúde e muitos anos de vida para o grande rubro Jorge Rodrigues, o Jorjão do Flamengo.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Semifinal de domingo

Agora, a decisão de amanhã. Há no ar que a zaga voltará a ser composta por Réver e Rafael Vaz. Acho esta zaga boa, onde as características dos jogadores se completam. Resta saber como anda o estado emocional de Rafael Vaz. Com ele, a saída de bola fica melhor, mais fácil e mais objetiva.

No mais, vamos ver o que o nosso Zé Ricardo está preparando, principalmente no que diz respeito a como compensar a ausência de Diego. E, sempre é bom lembrar que o Flamengo joga com dois resultados. Vitória e empate.

A semana do Botafogo foi praticamente toda dentro do avião. Isto desgasta. E, como…

Apesar de muita gente aqui no blog questionar o interesse pelo Campeonato Carioca, continuo achando que é um título importante. E para o Flamengo conquistar o primeiro título do ano, faltam três jogos. O primeiro, e com a vantagem do empate, é neste domingo.

Todos ao Maraca…