A explicação perfeita para a zebra da Copa

Ontem, recebi – via WhatsApp – uma mensagem que faço questão de dividir com vocês.

Radamés Lattari, meu querido amigo, embarcando para a China e, já dentro do avião, definiu com precisão, não só a surpreendente eliminação da Alemanha, como também a postura do futebol brasileiro após a goleada de 7 a 1, para a Alemanha, até a Copa da Rússia.

O nosso Rada foi muito feliz. Confiram.

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Estamos caminhando na Copa imprevisível

(Foto: FIFA / Getty Images) Blog do Kléber Leite

E a Alemanha, hein? Quem diria… e o pior é que jogando contra uma seleção fora do contexto, leva de 2 a 0 e vai embora pra casa.

Claro que a vergonha dos 7 a 1 ninguém vai apagar. Da mesma forma, a seleção campeã do mundo ser eliminada na primeira etapa da copa, é também um enorme papelão.

Não sei se vocês concordam comigo, mas a soberba é a maior explicação para o fracasso alemão. A Alemanha já vai tarde…

Jogamos para o gasto e, nesta Copa do equilíbrio e das surpresas, foi de bom tamanho. Não houve um grande destaque individual. Todos estiveram em um mesmo nível. Preocupante a contusão de Marcelo que, a meu conceito, é um dos melhores jogadores do mundo.

Agora, o México. Vamos passar!!!

Estou levando a maior fé, embora seja obrigado, por dever de ofício, a dizer que nesta Copa tudo pode acontecer.

Eu, Vinicius França, Márcio Braga e outros grandes rubro-negros assistimos à vitória brasileira no Flashback.

A “FLASELEÇA” foi um sucesso. Torcemos juntos, no Flashback, com alma rubro-negra e espírito canarinho. Uma delícia torcer com meus irmãos rubro-negros pela nossa Seleção. Momento único…

E lá vamos nós…

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Deu Colômbia, no domingão da Copa

Jogadores da Colômbia comemoram a convincente vitória sobre a Polônia (Foto: FIFA / Getty Images) Artigos Kléber Leite

Estava no carro, antes do jogo decisivo entre Colômbia e Polônia e, quase perco o controle da direção, quando ouvi na minha querida Rádio Tupi, alguns queridos companheiros classificando esta Copa do Mundo como sendo de baixo nível técnico e que está nivelada por baixo. Levei um susto e comecei a me questionar. Será que estou vendo outro jogo? Será que estou vendo outra Copa?

Aí, chego em casa no finalzinho do empate em 2 a 2, entre Japão e Senegal e, começo a preparar o meu espírito para torcer pela Colômbia, no jogo de vida ou morte contra a Polônia, cabeça de chave pelo critério da FIFA e, favorita na bolsa de apostas.

Como já disse aqui, torço sempre pelos nossos irmãos de continente, onde tenho grandes amigos e muitas lindas histórias de vida.

A bola rolou e que final de domingo… A Colômbia deu um tremendo chocolate na Polônia. Exibição de gala, onde James Rodrigues e Cuadrado deram show… Caramba, como analisar esta Copa como sendo de baixo nível técnico e nivelada por baixo?

E, nem estou falando em algo fundamental no futebol que é a emoção. A quantidade de jogos emocionantes, até aqui, faz tempo não vejo nas Copas.

Falando em emoção, foi lindo ver a reação da torcida do Panamá, quando o seu time perdia por 6 a 0, comemorando o “gol de honra “, como se fosse o gol da conquista de uma Copa do Mundo. Momento marcante, inesquecível, poético, diria mesmo…

Ainda falando em emoção, não bastasse a transmissão consagradora de ontem no jogo entre Alemanha e Suécia, a dupla Luís Roberto e Roger Flores voltou a brilhar intensamente neste jogo maravilhoso entre Colômbia e Polônia. Quem vai ser o campeão do mundo, só Deus sabe. O “caneco” da emoção na Copa caminha sorridente para o talentosíssimo Luís Roberto. Roger Flores, a revelação na “latinha”. Galvão, não conta. Gênio é hors concours

Ia esquecendo. Domingo de Messi. O mais talentoso jogador do planeta completando 31 anos. Aliás, hoje é dia de aniversário dos gênios. Messi, no mundo da bola. Luiz Oscar Niemeyer, na música. Que o dia dos dois, um a quem amo e tenho como irmão de vida e, o outro que faz com a bola nos pés verdadeiras obras de arte, esteja sendo muito especial.

Por falar em Messi, os meus amigos e informantes argentinos garantem que o ambiente que vinha ruim, após uma longa reunião com o treinador maluquinho, melhorou muito. Será a terça-feira da verdade… Aqui estarei, como sempre, torcendo por Messi.

Para terminar. Há forte comentário de que Tite pode começar o jogo decisivo contra a Sérvia com Renato Augusto. Se verdade for, a minha torcida será dupla. Por ele, e claro, pela Seleção.

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Pontos de vista

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Artigos

O atual e delicioso momento rubro-negro nos remete a uma enorme euforia e, como se já não tivesse visto este filme uma infinidade de vezes, o tão necessário equilíbrio, importante para qualquer tipo de avaliação, passa batido…

Claro que, o volume de jogo apresentado ontem, principalmente no primeiro tempo, não deixa de ser um sintoma flagrante de que estejamos evoluindo. Porém, também é bom não esquecer que há uma disparidade técnica brutal, onde sem qualquer paixão envolvida, é simples e fácil concluir que o nosso elenco é infinitamente superior ao do Fluminense.

O meu doce, querido e eterno amigo, Otavinho Drummond, filho do imortal rubro-negro Ivan Drummond, o famoso Barão, responsável pela mais brilhante geração que já tivemos, no delírio da vitória sobre o tricolor, chegou a afirmar que o nosso estagiário engoliu o veterano Abel. Propus uma aposta imaginaria, em que, com os mesmos jogadores, Flamengo e Fluminense jogassem 10 partidas, sendo que, o Fluminense dirigido pelo mesmo Abel, e o Flamengo, ao invés de Barbieri, sendo comandado pelo atual treinador da categoria infantil. Em quem ele apostaria que ganharia mais nos 10 jogos?

Otavinho superestimou quem está apenas começando e foi injusto com Abel. Sem ele, a segunda divisão para o Fluminense fica logo ali…

Outro querido e brilhante amigo, um dos principais responsáveis pela transformação pela qual o clube vem passando, me enviou gentil mensagem, encantado com o segundo gol, em que atribui ele, méritos para o nosso jovem comandante, para ele “o novo Guardiola” e, a quem tenho me referido como “nosso estagiário”.

Respondi, afirmando não ter nada contra ninguém, no Flamengo e na vida. Que tenho apenas a opinião formada de que o Flamengo deve, sempre, ter profissionais compatíveis com o seu gigantismo. Que para mim, isto é um conceito definitivo – uma regra – do qual não abro mão.

E, finalizei dizendo que, como é de conhecimento público, para toda regra há uma exceção e, que estimo que este seja o caso. Porém, ainda muito cedo para se concluir.

Kleber Leite

O show foi da torcida

Fabio Koff (Foto: Adriana Franciosi Itamar Serpa / Agência RBS) Copa do Brasil

Antes do nosso papo sobre o jogo, duas mensagens. A primeira, para lamentar a grande perda do futebol brasileiro. Fabio Koff deixa uma enorme lacuna, pois foi a liderança que, durante muito tempo, conseguiu o milagre da união entre os clubes brasileiros.

Tive a honra de, em determinada reunião do Clube dos 13, propor a mudança de estatuto da entidade e, com isso, Fabio Koff pôde estender o seu mandato. A mudança foi a de permitir que ex-presidentes de clubes também pudessem exercer a presidência. Até então, só os presidentes de clubes, com mandato em vigor, poderiam presidir o clube dos 13.

Muito tempo depois, disputei com ele uma eleição no Clube dos 13, em que foi ele o vencedor com 12 votos contra 8. Não éramos inimigos. Apenas, naquele momento, tínhamos visões distintas sobre o futebol brasileiro.

O meu abraço sincero à sua família e ao mundo tricolor gaúcho. Fabio Koff foi uma das mais marcantes lideranças do futebol brasileiro.

Missão mais do que cumprida. Descanse em paz, amigo.


O segundo tema, para agradecer às mensagens de carinho e apoio aos amigos do blog sobre a notícia da minha absolvição no Conselho Deliberativo, que, na realidade, seria uma redundância. Este assunto está sepultado, pois fui absolvido, por ampla maioria, pelo Conselho de Administração, onde os beneméritos do clube, de acordo com o estatuto, são julgados.

Em síntese, esta vitória já comemoramos lá atrás.


(Foto: Gilvan de Souza Fernanda Tórtima/ Flamengo) Kleber Leite Arquivos

Agora, o jogo

Quase, por muito pouco mesmo, uma linda festa correu sério risco.

O Flamengo, que dominou todo jogo, não conseguiu traduzir esta superioridade em gols e, aos 40 do segundo tempo, tomou uma bola na trave.

O time começou com Geuvânio e Ceifador, que nada produziram. Entraram Jean Lucas e Guerrero e, claro que o time melhorou. Guerrero, nota-se com clareza, continua sabendo jogar bola, mas precisa de ritmo de jogo. Precisa jogar…

Fora a individualidade exagerada, principalmente no primeiro tempo, as atuações estiveram em plano bem razoável.

O que interessa é que a classificação foi garantida. Destaque absoluto para a nossa torcida, que deu um verdadeiro show no Maracanã. O nosso maior patrimônio esteve em noite de rara inspiração, amor, entrega e beleza.

Que torcida é essa!!!!!!!!!

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Prova final?

Treino do Flamengo – 5/5/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer

Meu querido amigo Gerson Biscotto sugere o título do post. A interrogação vai por minha conta, respeitando o espírito democrático que reina no nosso blog.

Explico. Na opinião de Biscotto, o jogo deste domingo contra o Inter que, na opinião dele, é uma das forças deste campeonato, será a nossa prova final, decisiva, pra valer. A partir deste jogo vamos ter a certeza se os últimos resultados resultaram de uma efetiva subida de produção ou, se os bons resultados ficaram na conta da fragilidade dos adversários.

O meu ponto de interrogação nada mais é do que uma provocação a todos os companheiros do blog, no sentido de que cada um opine se este jogo vale como conclusão definitiva sobre a evolução do nosso time ou, não.

De cara, já antecipo que não vejo o Inter como pretendente ao título, portanto, não creio que seja uma prova final. Este time do Inter é instável, completamente dependente de D’Alessandro.

A nossa novidade é que Guerrero foi relacionado e, em consequência, vai para o banco. Fico imaginando se nas primeiras jogadas o nosso Ceifador demonstrar pouca intimidade com a bola, qual será a reação da torcida, estando Guerrero na reserva.

Sou da teoria de que há certos jogadores que não podem ficar no banco, pois desestabilizam quem entra para começar o jogo. Já vi este filme uma centena de vezes…

Acho que o público será muito bom e, é bom não esquecer que o Flamengo estará defendendo a liderança do Campeonato Brasileiro.


Hoje, neste 5 de maio, dia da comunicação, meu fortíssimo abraço para o querido companheiro Robert Rodrigues, ilustre aniversariante do dia. Robert foi um destes presentes, surpreendentes e adoráveis, que Papai do Céu vai nos entregando ao longo da vida. Vida longa, saúde, paz e muito amor, querido amigo.

Por falar em presente, recebi um e, ESPETACULAR, esta manhã. Agora, na NET, no ar, a RÁDIO LULU SANTOS. Todas as músicas de Lulu, interpretadas por ele e muitos outros cantores. Muito bom!!!

Que o nosso domingo seja de muita alegria.

Passando do ponto

E o pau comeu em São Januário, com relatos de que até tiro houve. O pessoal da torcida culpando os seguranças do clube, enquanto que estes negam terem atirado e afirmam que torcedores vândalos causaram o tumulto.

Da mesma forma que Abel Braga, em boa hora, afirmou que a FIFA só vai proibir jogo na altitude de quatro mil metros quando alguém morrer, o mesmo se aplica ao exagero de alguns torcedores insatisfeitos com a performance do seu time.

Se continuar na batida, que começou com o Flamengo, e agora chegou ao Vasco, da mesma forma, se alguém não tomar algum tipo de atitude enérgica, alguém vai acabar morrendo.

O problema é que o ser humano confunde protesto com atitude violenta e, como violência é uma praga que se propaga com facilidade, não precisa ser pitoniza para concluir que, nesta batida, não vai demorar muito para que uma grande tragédia aconteça.

Será que os torcedores do Vasco que, como todos, viram após a selvageria de alguns torcedores do Flamengo, o time começar a ganhar, imaginaram que “tocar o terrror” em São Januário, poderia surtir o mesmo efeito?

No caso do Flamengo que, inegavelmente tem um elenco muito superior ao do Vasco, não foi surpresa o time ter melhorado, pois piorar seria impossível e, o material humano rubro-negro é pertinente a qualquer subida de produção.

O Vasco está em posição oposta. Não há santo que dê jeito ou, faça quem não joga nada, do nada, virar bom jogador. O problema do Flamengo é de uma melhor estrutura no seu departamento de futebol, tanto é que, quem comanda o elenco é um estagiário. No Vasco, com o material humano disponível, Pepe Guardiola e Tite, juntos, não dariam jeito.

Voltando ao ponto de partida, acho que é hora de um grande movimento, no sentido de que os torcedores entendam de uma vez por todas que protestar, pode e, que, agressão é crime.


A minha saudação, neste 4 de maio, ao Rei do pop. Lulu Santos, meu querido amigo que está em Santos para shows antológicos neste final de semana, completando 64 aninhos de vida.

Vida longa para quem, com raro talento e poesia na alma, faz de cada um de nós seres humanos mais sensíveis e, consequentemente, melhores.

VIVA LULU!!! VIVA A VIDA!!!

Julio Cesar

(Foto: Gilvan de Souza, Rodrigo Branco / Flamengo)

Já contei isto aqui, mas pela importância deste sábado, quando um dos maiores goleiros do Flamengo e do futebol brasileiro estará pendurando luvas e chuteiras, acho que o replay é válido.

Participava de uma reunião de diretoria no Flamengo, quando a eficientíssima secretária da presidência, Martha Camargo, cochicha no meu ouvido que havia duas visitas me aguardando e, que o assunto parecia ser importante.

As visitas eram Romário e Joel Santana que, pacientemente, aguardaram o encerramento da reunião de diretoria e, um tanto preocupados, me levavam um tema importante.

Informaram que estávamos com um sério problema no gol, pois havia um caso de contusão e outro de ordem “psicológica”. Não vou me aprofundar no tema em respeito ao profissional que, segundo eles, o goleiro em questão, até que não era ruim, mas… “chamava gol”!!!

O pior, é que me participavam e ao mesmo tempo pediam uma solução imediata, como se contratar um goleiro fosse a mesma coisa que tomar um cafezinho.

O goleiro – e bom – Clemer acabou sendo contratado, mas a solução tinha que ser imediata, ou seja, para o final de semana seguinte. Diante da situação, pedi à nossa secretária Martha, que localizasse Marcos Paquetá, que era o nosso treinador dos juniores.

Em quarenta minutos chegou Paquetá e, de imediato, pedi uma detalhada análise dos goleiros das categorias de base. O do time de juniores eu já conhecia, pois sempre ia ver os jogos da garotada que, em muitas oportunidades, faziam a preliminar. Tratava-se de Marcelo Leite, de quem tinha boa impressão.

Paquetá, de forma absolutamente pragmática, não mediu palavras quando fez a seguinte colocação: “Presidente, o melhor goleiro DO FLAMENGO, entre juvenis, juniores e os profissionais, está no juvenil. Tem 17 anos e o nome dele é Julio Cesar”.

Ante tamanha contundência na afirmativa, todos nós pedimos que Paquetá falasse um pouco sobre Julio Cesar e, após ouvirmos com atenção, não lembro se foi Joel que perguntou – acho que sim – como era a cabecinha dele, ao que Paquetá afirmou que o nosso personagem, além de um goleiro espetacular, tinha cabeça muito boa e que era um menino de 17, com mentalidade de um homem de 30.

Sem ninguém perceber, enquanto conversavam, fui até a sala da vice-presidência, onde estava meu companheiro Getúlio Brasil e dei um telefonema. Liguei para meu guru Telê Santana, a quem amava e admirava. Contei o caso. Telê ouviu e sapecou: “Se o goleiro é tudo isso e, se a cabeça é boa, vá em frente, sem medo”. E assim foi. Julio Cesar foi guindado, direto da categoria juvenil, para os profissionais.

Ainda menino, na largada, foi campeão da Copa dos Campeões mundiais e campeão da Copa de Ouro, da Confederação Sul-americana. O que veio a seguir, todo mundo já sabe.

Além de tudo isto, Julio Cesar era e continua sendo um rubro-negro apaixonado. Claro que todo bom profissional, quando defende um clube, dá o melhor de si, vibra nas vitórias e sofre nas derrotas. Agora, quando o profissional é exemplar e veste a camisa do clube pelo qual tem paixão, aí é outro mundo. Diria mesmo, tratar-se de uma realização de vida, uma vitória, de goleada, da alma.

Certa vez, em uma festa de aniversário, o pai de Jullio Cesar foi ao meu encontro para, segundo ele, me agradecer, com atraso, tudo que havia feito pelo filho dele, citando inclusive uma passagem em que, numa entrevista, quando ainda ninguém sabia quem era Julio Cesar, eu havia me referido a ele como genial goleiro. Agradeci a gentileza e disse que todos os méritos eram de Julio, pois no futebol, graças a Deus, não há padrinhos. Vinga quem é bom, pelos seus próprios méritos.

Tive a honra e o prazer indescritível de ter visto nascer para o futebol, no clube que é a minha paixão de vida, um dos mais notáveis goleiros do futebol mundial. E, não bastasse isso, uma figura humana adorável, única.

Obrigado Júlio. Não errei. Você foi genial.

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Viajando nos comentários

(Foto: Gilvan de Souza, Rodrigo Branco / Flamengo)

Vou começar levantando a bola sobre uma observação feita pelo jovem, talentoso e grande rubro-negro HENRIQUE, que, de uma certa forma, afirma que o treinador não é fraco.

Henrique, amigo e doçura de pessoa, o treinador é fraco sim, para o tamanho do Flamengo. Meu Deus do Céu, será que não se consegue entender que cada um de nós tem o seu limite de competência e o limite do nosso treinador (?) está um bilhão de quilômetros de distância da necessidade do Flamengo?

A não contratação de um TREINADOR, de um LÍDER, além de comprometer um terço dos jogos que compõem este Campeonato Brasileiro, inibe a possibilidade de um melhor aproveitamento do período de paralisação, quando em função da Copa do Mundo, quem tiver competência pode ir se arrumando melhor e, quem sabe, estar em outro estágio quando do reinício do campeonato.

Juro que não consigo entender esta estratégia. Parece elaborada pelo arco-íris…


O nosso DIEGO S. OLIVEIRA, traz dois temas muito bons. O primeiro, também já havia ouvido algo a respeito, dá conta de que Diego está jogando de segundo volante em função de ser o local onde Tite poderia levá-lo para ter uma vaga entre os jogadores que irão para a Copa. Não quero aqui discutir se Tite tem ou não razão se Diego só pode na “amarelinha” ter vaga nesta função. Isto é uma coisa.

A outra coisa é o interesse do Flamengo e, sobre isto, não há nenhuma dúvida de que Diego armando mais próximo à área e, portanto, também em condições de chegar próximo ao gol adversário, funciona bem melhor. Tomara que isto não seja verdade, pois seria o fim da picada o Flamengo se curvar aos interesses de qualquer um, inclusive aos da Seleção.

O nosso DIEGO toca em um outro assunto, com uma pergunta de quem sabe das coisas: “Cadê o Vitor Gabriel?” Diego, amigo, penso igualzinho. Vitor Gabriel, no Flamengo, só perde para Guerrero.


O amigo PAULO CESAR FERNANDES indaga se o governador Luiz Fernando Pezão, realmente, assinou a liberação para a construção de um estádio na Gávea, com capacidade para 45 mil pessoas.

Como também já havia lido e comemorado a bela notícia, mantive contato com o nosso governador e, infelizmente, a notícia não corresponde. O que assinou ele foi a liberação para a construção da Arena, que irá atender aos esportes olímpicos, além da construção de um restaurante voltado para a Lagoa.


Os temas dos amigos IGUARACY DE SOUZA e FERNANDO ARAGÃO, embora distintos, tem tudo a ver.

IGUARACY indaga se convidado fosse eu para ajudar no futebol, se aceitaria. FERNANDO cita o caso Éderson e, transcreve no seu comentário o post em que dou conhecimento ao pessoal do futebol do Flamengo, baseado em uma informação seguríssima, de que poderia ser uma contratação complicada, pelos problemas físicos do jogador.

Vamos começar – e terminar – por aí. Se os dirigentes atuais, ao menos, escutassem e avaliassem, hoje o Flamengo não teria o prejuízo que teve e, continua tendo, pagando a um jogador que não joga. Se, ao menos, escutassem e avaliassem as observações feitas por quem, como único interesse seja o sucesso e a grandeza do clube, quem sabe o balanço do futebol, que hoje não é bom, pudesse ser bem melhor…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A DESPEDIDA DE JÚLIO CÉSAR

Sobre Júlio César, a quem amo, admiro, respeito e sou grato, vou falar amanhã. O que quero discutir aqui é o timing, o momento, a oportunidade, para esta despedida festiva.

Deixo algumas perguntas no ar:

  • O momento é propício?
  • A torcida está em sintonia fina com o time, para um momento que requer cumplicidade?
  • A competição – Campeonato Brasileiro – foi definida de forma a atender os interesses do clube, nesta despedida festiva?
  • E por último. Vale a pena correr este risco, com três pontos em disputa?

 

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André Gustavo Richer

André Richer (Reprodução da internet)

De malas prontas para voltar, recebo a triste notícia do falecimento do ex-presidente do Flamengo, André Richer.

Os rubro-negros mais jovens, acostumados com os números estratosféricos via direitos de TV, marketing e sócio torcedor nos dias de hoje, não têm ideia das dificuldades encontradas pelos que presidiram o Flamengo em outros períodos.

E, esse é o caso de Richer, pessoa de finíssimo trato, um gentlemen na acepção da palavra que, como outros tantos ex-presidentes, se virou para manter a pipa rubro-negra no alto.

O Flamengo, em respeito à tradição do clube, que nasceu através do remo, sempre abraçou os esportes olímpicos e, como já frisei aqui no blog, já houve uma olimpíada em que um terço da delegação brasileira era composta por atletas e treinadores do Flamengo. Isto sempre custou ao clube uma fortuna incalculável, pois só havia gastos. Receita, zero.

Mesmo assim, ocupando o lugar do Estado, que deveria se responsabilizar por este espaço, o Flamengo ia se virando como podia, até porque, jamais houve uma contrapartida para o sacrifício rubro-negro por parte de nenhum governo.

Posto Mengão (Reprodução da internet)

André Richer, com o seu jeito educado e persuasivo, conseguiu alugar um espaço no terreno da Gávea, onde – durante muito tempo – abrigou o posto Mengão, explorado pela ESSO. O tema na época foi controverso, porém, com apoio quase unânime do Conselho Deliberativo, que carimbou a negociação. Em síntese, naquela época, encontrou o ex-presidente a saída para o problema.

A minha homenagem a este grande rubro-negro, e por tabela, a todos os que não estão mais conosco, que entregaram parte significativa das suas vidas à nossa maior paixão.

Descanse em paz, querido amigo e companheiro, André Gustavo Richer.