A hora da melancia

(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

Ontem, não tivemos, a bem da verdade, um lance polêmico. O lance, se polêmico foi durante algum segundo, cristalino é, pois, o impedimento EM PENCA dos jogadores do Fluminense e, em especial, do autor do gol, ficou mais do que provado através das mil e uma repetições, em todos os canais de TV.

A polêmica na realidade, levantada pela bancada tricolor, é se houve interferência externa para que o árbitro tomasse a decisão final de anular o gol.

Até o presidente do STJD foi entrevistado e, pelo que disse ele, está a caminho do tribunal um recurso tricolor solicitando a anulação do jogo, com a alegação de que houve erro de direito.

Duvido que na súmula o árbitro vá confessar que a sua decisão foi baseada na informação do delegado do jogo, do árbitro auxiliar que fica fora das quatro linhas ou, de um repórter de televisão.

O excelente apresentador Marcelo Barreto matou o assunto, perguntando secamente ao presidente do STJD se tinha ele conhecimento de, NO MUNDO, algum jogo ter sido anulado por interferência externa. Silêncio total…

Enfim, esta é a hora de muita gente aparecer. É a hora de pendurar a melancia…

O curioso é que o fato em si não fica nem em segundo plano. A pergunta é simples e direta: foi feito justiça com a anulação do gol?

Para mim este é o ponto final. Quem quiser seguir no tema, tem outros interesses em mente. Enfim, é a hora da melancia que, bem pendurada no pescoço, não dá para não notar…

paulo-cesar-de-oliveiraFalta de personalidade

O ex-árbitro, aliás, o melhor de todos desta última geração, Paulo César de Oliveira, hoje comentarista da Rede Globo, foi muito feliz ao afirmar que a falta de personalidade do bandeira, que se acovardou com o massacre verbal dos jogadores do Fluminense foi o estopim para toda confusão.

O bandeira, que segundo dizem, tecnicamente é muito bom e, deve ser mesmo, até porque acabou acertando, peca na firmeza. Lugar de “Mufino”, como os nordestinos chamam os homens que não são firmes, não é dentro de um campo de futebol.

Desabafo sincero

(Foto: Miguel Schincariol/ Lancepress!)

(Foto: Miguel Schincariol/ Lancepress!)

O treinador Zé Ricardo desabafou e, foi muito feliz. Disse ele que não ofendeu o árbitro em nenhum momento e que apenas gesticulou, levantando os braços, não concordando a decisão do árbitro. O complemento de Zé Ricardo, foi perfeito: “Duvido que se fosse outro técnico ele teria feito a mesma coisa”.

Além de fanfarrão, este Héber Roberto Lopes demonstrou uma dose cavalar de covardia. Héber Roberto Lopes só respeita treinador renomado. Quem está começando, mesmo no Flamengo, tem que ficar pianinho…

Se o treinador tem razão, o presidente, não. O treinador não atribuiu o resultado ao árbitro, tendo apenas se manifestado com relação a um lance isolado, já o nosso presidente reclamou da arbitragem, relacionando a atuação do árbitro ao resultado do jogo e, indo além, afirmando que o Flamengo vem sendo sistematicamente perseguido pelas arbitragens.

Assim fica difícil consertar o que está na cara de qualquer um que, minimamente, conheça um pouquinho de futebol.

Novidade

Bola_na_linha_Fifa_560Corre pelos corredores da CBF que algo novo pode acontecer brevemente nos jogos de futebol.

O fato é que, nos estudos que estão sendo realizados com o aproveitamento do árbitro eletrônico, vai ficando forte a conclusão de que, nos lances de impedimento, o profissional de TV que maneja, girando o botãozinho, para a direita e para esquerda, dependendo da velocidade e jeito no manejo, pode identificar impedimento ou não, no mesmo lance. Em síntese, seria sair das mãos do árbitro para depender da mão, hábil ou não, do homem da TV.

O resultado de tudo isto é que existe a possibilidade, num futuro muito próximo, do futebol imitar o basquete, com dois árbitros em campo, claro que, cada um tomando conta de uma metade de campo.

E, a TV seria apenas para definir se a bola entrou ou não. Que tal?

Pingadinhas no Dia do Gari

Leandro Vuaden (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Leandro Vuaden (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

. ARBITRAGEM:  Leandro Vuadem, o árbitro gaúcho, fez escola – e escola ruim. Vuadem, nessa de deixar o jogo correr, na realidade criava dois jogos. Um real, o que todos viam, e um outro que acontecia na imaginação dele. Infelizmente, como se modismo fosse, criou seguidores e isto constatamos na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Deixar o jogo correr, isto é, não marcar falta quando ela não existe ou quando um jogador simula, tudo bem. Agora, quando existe uma falta, ela tem que ser marcada, mesmo que para isso o jogo tenha que ser paralisado.

(Foto: Marcelo Carnaval)

(Foto: Marcelo Carnaval)

Este final de semana houve um show de aberrações neste sentido. No jogo entre Botafogo e São Paulo, a título de deixar o jogo correr, o árbitro Bráulio da Silva Machado deixou de marcar uma falta escandalosa no atacante botafoguense Ribamar, na entrada da área. Senhores do apito, por favor: falta, é falta. Tem que ser marcada, independente se o jogo segue ou para. Por favor…


TH15BARCA_2853384f. Por falar em Botafogo, houve um lance em que o jovem, voluntarioso e egoísta, Ribamar, invadiu pela esquerda e, ao invés de tocar para um companheiro que entraria com bola e tudo, pois estava completamente só, preferiu finalizar, e o goleiro pegou. Lance muito parecido aconteceu na Espanha, no terceiro gol do Barcelona, quando Neymar deu o gol de bandeja para Luizito Soares. Neymar foi simples e eficiente. Abriu mão de fazer o gol, pois o caminho mais fácil para atingir o objetivo não era chutar ou tentar driblar o goleiro, e sim, passar a bola para o seu companheiro. Há quem comente que artilheiro é assim mesmo, não quer saber de nada, só de balançar a rede. Com todo respeito, prefiro os artilheiros inteligentes…


Scarpa-Flu-x-América. A cada jogo que passa, mais me impressiona favoravelmente o jovem Gustavo Scarpa, do Fluminense. Há determinado tipo de jogador que tem um brilho natural. Quando a bola chega pra ele, se você torce pelo time adversário, pinta um friozinho na espinha. Este Scarpa, além de talentoso, é abusado. E, todo talento que desequilibra, obrigatoriamente tem que ser abusado. Outro jogador que me deixou boa impressão no time do Fluminense foi o ex-América Mineiro Richarlison. Adoraria os dois no time do Flamengo…


Rodrigo-nene-andrezinho-Vasco-Avai-Foto-Cristiano-AndujarAGIFLancepress_LANIMA20151004_0068_7. Por falar em querer ver alguma novidade boa no time do Flamengo, numa roda de amigos, na serra, neste final de semana, uma quantidade significativa de Rubro-Negros cravou que seis jogadores do Vasco seriam titulares absolutos no time do Flamengo, a saber: Martin Silva, Rodrigo, Luan, Nenê, Andrezinho e Riascos. Embora não concorde com a totalidade – e fui voto vencido – pelo fato do Vasco estar disputando a segunda divisão, não deixa de ser preocupante…


tabela. Fluminense e São Paulo pularam na frente na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Acho até que, mais o São Paulo do que o Fluminense, pelo fato do São Paulo ter jogado – em função do jogo da Libertadores no meio de semana – com o time reserva. São Paulo e Fluminense foram os únicos que somaram três pontos, jogando fora de casa. Isto faz uma enorme diferença. Aliás, para ser campeão, ganhar fora de casa é fator decisivo.


flamengo-maracanã-lotado-torcida-480-getty. Aqui no Rio, definitivamente, planejamento é uma palavra que não faz parte do dicionário. Primeiro, embora seja de conhecimento mundial o fato dos Jogos Olímpicos estarem programados para o Rio de Janeiro há um tempo enorme, e que em função disso o mundo do futebol não teria Maracanã e Engenhão até o final de outubro, ninguém se mexeu atrás de alternativas viáveis e inteligentes dentro da própria cidade. Daí a solução foi eleger o Estádio da Cidadania, em Volta Redonda, como a opção. Infelizmente, planejamento também passa ao largo do nosso pessoal de Volta Redonda, pois o estado do gramado está um horror. Sofrimento certo para jogadores de Flamengo e Botafogo. Aliás, a propósito, por que motivo o Botafogo trocou São Januário por Volta Redonda? Alguém sabe?


hernane. Deu no Rádio que o diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, deixou escapar que o Brocador pode ser uma alternativa para o ataque Rubro-Negro ainda neste Campeonato Brasileiro. O único problema é trazer o jogador e com isso não abrir brecha para deixar de ser pago ao Flamengo o que é devido. Tomara que um caminho seja encontrado para esta confusão. O Brocador, na simplicidade do seu jogo, pode ajudar.


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. E salve os garis, em sua esmagadora maioria, rubro-negros. Parabéns, um afetuoso abraço e, o reconhecimento de todos que fazem parte deste blog por tão nobre e sacrificada missão diária.

Rizzoli, Claudião e Keno

copa_do_nordeste_lampions_league_2014_560_1A minha quarta-feira foi mais do que gorda em se tratando de futebol.

Ontem à tarde, vi e já conversamos aqui sobre Barcelona e Atlético de Madrid. A bela surpresa estava reservada para a noite. Resolvi ignorar a Taça Libertadores, com o São Paulo pegando o River Plate, dei algumas olhadelas no jogo do Vasco, pela Copa do Brasil e, concentrei a minha energia visual na semifinal da Copa do Nordeste, quando jogaram, em Recife, Santa Cruz e Bahia. E, não me arrependi…

Gostei tanto que, quero dividir com vocês o que achei importante. Vou começar pela arbitragem. No momento em que vivemos, em que todo brasileiro anda pasmo com tudo que vem acontecendo e, com a auto estima realmente abalada, não pude deixar de fazer a comparação entre um italiano, renomado e considerado melhor árbitro europeu, e um brasileirinho, aliás, brasileirão, pois, pelo vídeo, parece ter quase dois metros de altura. Nicola Rizzoli foi o árbitro do jogo que eliminou o Barcelona na Liga dos Campeões e, o sergipano Claudio Francisco Lima, também conhecido como Claudião, o árbitro da semifinal da Copa do Nordeste ou, “Lampions League”, como foi apelidada.

Resumo da ópera: o italiano, que foi inclusive o árbitro da final da última Copa do Mundo, quando a Alemanha derrotou a Argentina, foi um autêntico “soprador de apito”, maneira como Mario Vianna, ex-comentarista da Rádio Globo, classificava o juiz ruim.

Claudião x Rizzoli

Claudião x Rizzoli

Ontem, este italiano, cheio de pose, cometeu as maiores barbaridades e influiu decisivamente no resultado do jogo. Aqui, o nosso Sergipano, humilde, porém com muita autoridade, deu um verdadeiro show de arbitragem.

Sabe o que é, em um jogo difícil por ser decisivo e pegado pela rivalidade, não cometer um único erro? Pois é, assim foi a arbitragem do nosso Claudião. Não fosse pelo menino Keno, do Santa Cruz, que tem toda pinta de craque, Cláudio Francisco Lima, o Claudião, ganharia fácil o prêmio de melhor em campo…

Ontem, no apito, o Brasil ganhou da Itália. Ou melhor, goleou a Itália…

Ia esquecendo. Santa x Bahia foi um jogão. O placar foi 2 a 2. No Bahia, Marcelo Lomba operando milagres no gol, e Thiago Ribeiro, quanto mais velho, melhor. No Santa, revi aquele Arthur que jogou no Flamengo. Lá, melhor que aqui. Grafite, que todos conhecem, também jogou muito bem e fez até gol. Agora, a palavra “talento” encaixa como uma luva no garoto Keno. Cara de menino e, menino atrevido com a bola nos pés. Confesso que fazia tempo que não via um garoto com tanto talento. O repórter informou que estava no estádio um dirigente chinês só para observar Keno. Incrível como os chineses têm olhos compridos…

Ou será que os brasileiros, dirigentes de futebol, é que têm olhos curtos?

Keno marcou o primeiro gol do Santa Cruz. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Keno, à frente, marcou o primeiro gol do Santa Cruz. (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

 

Maraca, Messi e a polêmica de sempre

20140405171556_561A boa notícia, aliás, a ótima notícia do dia, ficou por conta da utilização do Maracanã para o primeiro jogo das finais do Campeonato Carioca, não estando confirmada a realização do jogo decisivo, o segundo, no Maraca. Este jogo, por enquanto, só Deus sabe onde será.

Federação, Comitê Olímpico e a empresa que administra o Maracanã encontraram, aos 48 do segundo tempo, um jeitinho de minimizar o sofrimento de todos pelas interdições do Maracanã e do Engenhão. Anteriormente, Rubens Lopes, o presidente da Federação, havia garantido a utilização do Engenhão nos jogos finais. Melhor agora, com o nosso Maraca liberado para a primeira partida do mais importante momento do Campeonato Carioca.


(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Não hoje, e sim, desde uns três jogos atrás, venho comentando com alguns amigos que alguma coisa estava acontecendo com Messi. Isto, em função do modo como vem se comportando ultimamente o melhor jogador do mundo.

O Messi que vimos hoje na derrota do Barcelona para o Atlético de Madrid, é o mesmo dos três últimos jogos. A sensação que se tem é a de que este gênio da bola, não está dando a menor bola, tanto para o Campeonato Espanhol, como para a Liga dos Campeões.

Hoje, parecia que Messi estava jogando uma partida amistosa, um “caça-níqueis” enfadonho, e não uma quarta-de-final da competição mais importante entre clubes no mundo.

O que pode ser? Qualquer coisa. A primeira aposta é a de que fisicamente haja um problema e esta ideia é reforçada, na minha cabeça, pelo comportamento dos companheiros de Messi que, nos últimos jogos, não têm procurado colocar o camisa 10 do Barça no jogo, como sempre fazem.

O fato é que, hoje, como nos últimos jogos, Messi andou em campo. Com certeza, há com ele algo que não foi divulgado e, consequentemente, por isso não sabemos do que se trata. Agora, com todo respeito à filosofia de jogo e aos outros jogadores, sem ele o Barcelona fica muito parecido com qualquer bom time.

Isto me remete ao inesquecível Domingo Bosco, supervisor de futebol do Flamengo, que, quando demonstrei preocupação pelo fato do Flamengo poder não ter em uma das muitas decisões disputadas, um determinado jogador de meio-campo, me tranquilizou da seguinte forma: “Kleber, meu querido, o único desfalque aqui, é o Zico”. Com Zico, ou com Messi, qualquer bom time vira timaço…

O que estará acontecendo com Messi?


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E, neste jogo entre Atlético e Barcelona, voltou a velha discussão da utilização imediata do árbitro eletrônico. Para quem não viu o jogo, bem no finalzinho, houve um pênalti escandaloso a favor do Barcelona, quando um jogador do Atlético meteu a mão na bola, visivelmente dentro da área. O árbitro, equivocadamente, marcou fora da área. Seria, se convertido o pênalti, o gol que levaria o jogo para a prorrogação.

Erro grosseiro, pertinente a qualquer ser humano, que a tecnologia poderia corrigir. A FIFA ainda reluta em adotar tal medida, alegando que, como este fato novo não poderá ser introduzido em todos os jogos, tudo deve continuar como está. Ou seja, tudo pela igualdade.

Esta tese pode ser derrubada se o fato novo vier a fazer parte das fases mais importantes dos campeonatos oficiais. Que jogos finais de qualquer campeonato oficial não tem cobertura televisiva? Aí, estaria estabelecida a igualdade. Exemplo: Campeonato Carioca. Árbitro eletrônico a partir das semifinais, onde todos os jogos serão televisados. Acho que seria um bom início para se corrigir algumas barbaridades de arbitragem, como a que vimos hoje.

A pergunta é simples. Você é a favor ou contra o árbitro da telinha?

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