Fatos e comentários em uma segunda-feira deliciosa…

(Reprodução da TV)

. Lindo o “Globo Esporte” desta segunda-feira. O pessoal da TV Globo deu um verdadeiro show, reunindo a maioria dos jogadores campeões cariocas e, com eles, todos os temas referentes ao Fla-Flu de ontem sendo desenvolvidos.

Muito legal a presença do torcedor para devolver a camisa de Rodinei (veja o trecho aqui), como emocionante e pitoresco o lance dos casais separados, com os homens torcendo pelo Flamengo, e as mulheres pelo Fluminense. Edição espetacular. Matérias oportunas, sensíveis, emocionantes e, pra lá de atualizadas. E, para variar, o Escobar dando um show de simpatia e de comunicação. Programaço!!!


(Foto: Rudy Trindade)

. Para os que acham que o Campeonato Carioca é uma competição ultrapassada. Ontem, a TV Globo bateu todos os seus recordes de audiência, superando novelas e Seleção Brasileira. A audiência estava tão acima da expectativa que, ao final do jogo, ao invés de entrar o meu amigo Faustão, foi para o ar toda a comemoração e a premiação dos campeões.

Esta é uma tese que defendo há um tempo enorme. O Campeonato Carioca é um produto espetacular. O único problema se resume ao formato, pois, com o calendário mais aberto, é necessária uma adequação também no campeonato estadual, com um número menor de participantes ou, com uma fórmula que diminua a quantidade de jogos.

O que não se pode é mudar a cultura futebolística do país, pelo fato de na Europa não ser assim. Ora bolas, dane-se a Europa. Aqui, numa cidade com quatro clubes gigantes, cabe sim o campeonato estadual, onde a rivalidade fica muito mais aflorada e, com jogos e decisões mais pegados e sofridos. Que o pessoal da Federação tenha se tocado, no sentido de que o produto é excepcional, porém precisa ser tratado com mais cuidado, com mais sensibilidade e, inteligência. Os extraordinários índices de audiência de ontem da Rede Globo deixam claro que o carioca adora o seu campeonato. E, quem não aqui vive, também…


. Como dirigente, dos 34 campeonatos estaduais conquistados, tive a honra e o privilégio de participar de quatro: 1996 (invicto, com 22 jogos disputados), 2007, 2008 e 2009, no conhecido penta-tri.

Ontem, recebi no nosso camarote as visitas de dois ex-campeões, Fábio Luciano e Rodrigo Arroz. Fábio Luciano, assim como Romário, se transformou em um rubro-negro apaixonado. Além de excepcional zagueiro, penta-tri campeão, foi um líder na acepção da palavra e, sem medo de errar, a liderança mais positiva que já vi no futebol.

Rodrigo Arroz nasceu Flamengo e continua o mesmo torcedor enlouquecido. Uma curiosidade é que os dois não conseguem ver o jogo sentados. Precisam estar em pé e em movimento, como se ainda jogando estivessem. Revivemos os nossos momentos de alegria e comemoramos juntos, com total euforia, como rubro-negros apaixonados, mais uma grande conquista. Como foi bom estar com eles neste momento mágico… Se chorei? Claro! E… muito!


(Reprodução da internet)

. Vamos agora falar de um absurdo. O Maracanã custou pra lá de bilhão de reais e, a sua configuração é uma vergonha, onde a segurança passa ao largo. Para se entrar em um dos portões de garagem é preciso passar no meio do povo. Quando o povo é a favor ou, reza na sua cartilha, tudo bem. Apenas o cuidado para não se atropelar os pedestres que, ficam à mercê de motoristas bons ou ruins, mais ou menos responsáveis. Uma vergonha…

Agora, quando o jogo é de duas torcidas, quem é rubro-negro e entra pelo portão 9 do Maracanã, encontra ali – com um enorme bar em frente, onde a torcida adversária bebe até não aguentar mais – um clima de animosidade assustador. Ontem, com meus filhos e netos, tivemos que passar por um perrengue fora do normal, ouvindo ameaças e o coro: “Kleber Leite….Viado!!!” “Kleber Leite…Viado!!!” Meus dois netos, um de 10 e outro de cinco, ficaram muito assustados e, coube ao Cadu, uma tirada muito interessante, ao ouvir o corinho da torcida tricolor. “Olha quem fala…” Espetacular!!!


. Pior, passaram Fábio Luciano e Rodrigo Arroz, que chegaram mais tarde, consequentemente com muito mais torcedores tricolores pra lá de Bagdá, e quase tiveram o carro virado, em ato de puro vandalismo. Felizmente, mas com o carro avariado, conseguiram entrar. Em síntese, esta concentração de torcedores, que ficam enchendo a cara e agredindo a quem simplesmente chega para ver um jogo de futebol, merece uma melhor avaliação por parte das autoridades responsáveis, antes que uma tragédia aconteça.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Vamos falar do jogo? Começo pelo gol. O nosso Muralha anda tão questionado pela nossa torcida e, aqui pra nós, não sem sentido, acabou me demonstrando que, quando o torcedor está de má vontade, realmente distorce os fatos. No primeiro gol do Fluminense, meio confuso, não faltou entre nós quem comentasse, e com ênfase, que a culpa havia sido do goleiro. Vendo o lance depois do jogo mais de 20 vezes, fica claro que não houve culpa alguma de Muralha no gol do Fluminense. Aliás, é bom que fique registrado que, além de ter atuado bem e com personalidade, inclusive driblando um jogador tricolor dentro da área, Muralha teve sorte, como na cabeçada à queima roupa, em que a bola foi em cima dele. Ontem, Muralha jogou como um grande goleiro. Pegou as possíveis, uma impossível no chão e, teve sorte.

Meu amigo Michel Assef estava ao meu lado e, concluímos todos que Berrío não estava bem. Curioso este jogador, que só corre e não tem os mínimos fundamentos para ser um profissional da bola. Michel achou que iria entrar o Rodinei no lugar dele. O nosso treinador optou pelo Gabriel. Depois, Rodinei entrou no lugar do Trauco, quando todos imaginavam que sairia o Renê, com o Trauco retornando à sua posição de origem. Enfim, como dizia a avó do meu amigo Fernando Versiani, “certo, é o que dá certo”.


(Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo)

. Houve a falta de Réver no primeiro gol do Flamengo? Na hora do gol, não dá para quem está torcendo ver nada, até porque, a única coisa que se quer ver é a bola na rede. Depois, na televisão, vi umas vinte vezes. O lance é tão polêmico, que em determinados momentos achava que sim e, em outros achava que não. Em minha opinião, o Réver voou em direção à bola e, no meio do caminho, houve o contato com o jogador do Fluminense. Prefiro ficar com esta conclusão. Tenho todo o direito…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. E a nossa zaga, hein? Juro que, depois de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim, esta, composta por Réver e Rafael Vaz, é a melhor, disparada!!! O que me encanta é como as características casam perfeitamente. Réver, mais vigoroso e combativo e, Rafael Vaz mais técnico e com uma boa saída de bola, o que ajuda muito a um time que não tem um meio de campo muito criativo. Se continuarem jogando assim, principalmente com Rafael Vaz atuando com seriedade, é zaga para se consagrar com o “manto sagrado”.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. E Guerrero, hein? Estão lembrados quando aqui no blog, na época em que Guerrero estava para ser contratado, contei o meu papo com Renato Augusto, em que quis saber dele se o peruano era bom de bola, e Renato me afirmou que o Guerrero era um atacante pra lá de diferenciado? Pois é, Renato Augusto tinha razão. Guerrero, mesmo quando não tem uma atuação brilhante, como ontem, é sim um jogador decisivo e mortal… Curioso é que Diego, quando saiu por contusão, era o ídolo da galera. Quando voltar, vai ter que, no mínimo, dividir “o trono” com Guerrero…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Zé Ricardo merece uma atenção especial. Por uma questão de coerência, tenho a obrigação de afirmar que o único ponto negativo que via no nosso treinador, o tempo, sábio como sempre, vai cuidando de amenizar a cada dia.

Sempre afirmei que o Flamengo, a meu conceito, é final de linha para qualquer treinador. Início de carreira para técnico, para mim, passa longe da Gávea. Quis o destino que, em função da doença de Murici, somando-se ao que o mercado apresentava como alternativa, que Zé Ricardo, inicialmente interino, acabasse assumindo definitivamente o cargo. De resto, tudo que penso sobre um bom treinador, ele se encaixa: íntegro, trabalhador, estudioso, apaixonado pelo que faz, coerente, com um belo poder de comunicação, se expressando muito bem e, sempre passando sinceridade.

O treinador, pelo fato de sempre ser o mais requisitado para as entrevistas, acaba tendo a sua imagem como representante do clube. Não tenho nenhuma dúvida de que o Flamengo esteja muito bem representado.


Eric Faria entrevistando o novo “Rei do Rio” (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

. Ouvi uma informação do excelente repórter da TV Globo, meu querido amigo e grande rubro-negro Eric Faria, que talvez depois de amanhã, pela Copa do Brasil, contra o Atlético Goianiense e, com certeza, contra o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, Vinícius Junior será relacionado entre os profissionais que estarão à disposição do treinador. Graças a Deus!!! Antes tarde, do que nunca…

Ontem, a alteração normal seria a saída de Berrío para a entrada de Vinícius Júnior. A torcida amaria, o Guerrero adoraria e o time adversário se borraria…

Quando se é exceção e a cabeça é boa, a idade pouco importa, já dizia o genial Telê Santana.

Vinícius Júnior, já!!! Sem medo. O garoto, ao seu tempo, vai arrebentar!!! Quem viver, verá.

Ia esquecendo. E o Márcio Araújo, hein? Que belo volante. Merecia ter feito aquele gol. Dar a volta por cima, em meio a tanta pressão, requer muita personalidade. Ganhamos um jogador.


. No mais, até que a quarta-feira chegue, vamos comemorar…

.MEEEENNNNGGGOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!

 

É CAMPEÃO!!!

Amigos queridos,

Não há o que se comentar após uma conquista. E, que me perdoem os que pensam em contrário, uma conquista importante, sim!!!

A hegemonia local, onde temos três adversários diretos e, o de hoje, o nosso maior concorrente, é superimportante.

Hoje, este campeonato pode não ser o dos sonhos, mas ao longo do tempo, ele crescerá e resistirá. Nossos filhos, netos, bisnetos e por aí vai, vão poder contabilizar esta conquista que terá sido importante para que eles batam no peito e digam em alto e bom som, que o Mengão é o Rei do Rio.

As análises ficam para amanhã. Quero é comemorar e, poder extravasar esta paixão que não tem limite.

Recebi com todo carinho do mundo, a visita adorável de dois jogadores que honraram o manto sagrado. Meu eterno capitão Fábio Luciano, o mais doce e eficaz líder que conheci no futebol e, Rodrigo Arroz, que nasceu e continua um rubro-negro alucinado.

Que dia… Que noite…

Vamos comemorar!!! Muito!!!!

Que felicidade!!!!

MEEENNNGOOOO!!!!

Malandro é o gato, que já nasceu de bigode

Esta máxima popular pode remeter o leitor a várias interpretações, sendo que, na maioria das vezes fica no ar a mensagem de sabedoria, de experiência e, até de humildade.

Hoje, nas redes sociais e, acabou batendo no Globo.com, um jovem dirigente rubro-negro provocou a turma tricolor, propondo trocar um dos setores destinados à torcida do Fluminense, por um camarote, pois ali haveria espaço suficiente para a torcida do nosso rival de domingo.

Já disse uma centena de vezes aqui no blog o quanto admiro esta turma que hoje dirige o Flamengo, onde lisura e competência andam de mãos dadas e, afirmo isto sem excetuar ninguém, inclusive aqueles que, até sem saber porque, não gostam de mim.

Portanto, o que aqui coloco, nada tem de pessoal. Apenas, fruto de uma razoável experiência no futebol, aprendi que antes de um jogo importante como o de domingo, humildade não faz mal a ninguém. Cutucar o adversário, que está quieto no canto dele, pra que?

Já pagamos alguns micos por este tipo de rompante e, um ex-presidente – muito bom por sinal – era o campão em provocar e, consequentemente, dar arma ao adversário. Amargamos alguns dissabores por isso.

Sei que soa engraçado, mas deixo no ar uma pergunta. Por que não fazer a mesma colocação, realmente criativa, mas… depois do jogo?

Malandro é o gato…

Dúvidas e polêmicas em vermelho e preto

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Começo pelo tema levantado pelo querido companheiro HENRIQUE. Como sempre, com belo e objetivo texto, o nosso Henrique detona o Campeonato Carioca, que considera ele ultrapassado e, consequentemente, de importância relativa. Viajando mais um pouco no raciocínio do Henrique, fica claro que, para ele, o importante é ganhar nesta quarta-feira e, domingo, o que vier de resultado não vai alterar muita coisa.

Neste caso, há a dúvida e, o tema é polêmico. Henrique, pela foto, é jovem, e talvez isto tenha um peso significativo na análise feita por ele, dando pouca importância ao Campeonato Carioca e supervalorizando a Copa Libertadores. Com certeza, para os mais velhos, que tantas emoções já viveram proporcionadas por espetaculares campeonatos estaduais, a distância em importância não é tão grande, embora, obviamente, não há como negar que a Libertadores seja o sonho máximo de consumo de qualquer torcedor, rubro-negro ou não.

Entendo que haja um ponto de equilíbrio para definir o tema da melhor forma possível. E, que melhor prova posso dar, do que convidando os amigos a darem uma olhadinha em um post anterior (ler aqui), quando afirmo que, se treinador fosse, colocaria contra o Fluminense, no primeiro jogo da decisão, todos os jogadores que estivessem 100%. Qualquer um, com um mínimo de problema, pouparia. Inclusive, afirmei que Éverton, pela importância que tem para o time, deveria ser poupado, pois voltava de contusão preocupante. Portanto, penso igual, só que de forma não tão radical, até porque, tenho no coração marcas profundas, mais felizes do que tristes, de campeonatos estaduais inesquecíveis, onde a rivalidade é inigualável. Ainda bem que temos este doce problema. Sinal de que estamos vivos nas duas competições. Como dizem os argentinos, “¿Me explico?”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Como saboreio todos os comentários, viajo e aprendo com eles, achei algo muito interessante. Metade dos companheiros consegue ver qualidade em Mancuello, enquanto que a outra metade, abomina o argentino. Como hoje estou, mais do que nunca, com o espírito conciliador, vou ficar entre as duas metades e, explico. Quem abomina Mancuello, com afirmativas de que é um jogador frio, que não suporta um jogo inteiro, já que tem fragilidade física, talvez pense assim pelo fato de ter esperado mais do que o jogador pode oferecer. Quando contratado, o argentino chegou como solução para a nossa deficiência de criação e, realmente, se foi contratado com esta intenção, compramos gato por lebre…

Vencido o trauma de não ser ele um talento capaz de desequilibrar, ante as circunstâncias, como ocorreu no domingo passado, até que deu para o gasto e, se o raciocínio for o de começar a ver Mancuello como um jogador para compor o elenco, aí convenhamos, ele não é tão feio assim.  “¿Me explico?”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. E o Rafael Vaz, hein? Já imaginaram se no Fla-Flu de domingo a pixotada do tricolor Renato Chaves, que redundou no nosso gol da vitória, tivesse sido cometida pelo Rafael Vaz? Aí está o exemplo claro da importância e, de como é diferente jogar pelo Flamengo. Se o erro bisonho tivesse sido cometido pelo zagueiro rubro-negro, não poderia ele sair de casa, no mínimo, durante um ano…

A verdade é que o nosso nível de exigência é realmente muito maior, o que implica para o jogador em uma responsabilidade infinitamente superior. Não parece incrível que sequer seja comentado pelo torcedor tricolor a furada grosseira do zagueiro? Lá, não é como aqui, onde a banda toca de maneira completamente diferente.

Comento o fato desta forma, relembrando o episódio de domingo, para dizer que descobri uma nova qualidade em Rafael Vaz. Personalidade! Mesmo sabedor de que não é uma unanimidade entre os torcedores rubro-negros, num jogo dificílimo, jogou como um verdadeiro príncipe, sendo perfeito por baixo, no jogo aéreo e nas saídas de bola. Pode ser que eu esteja errado, até porque, como ser humano, sou falível, mas como gosto de arriscar e não sou de ficar em cima do muro, me passa a sensação de que neste Fla-Flu que passou ganhamos definitivamente um muito bom zagueiro.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. E o Muralha, hein? Repararam como é inteligente e sensível o treinador da Seleção Brasileira? Tite, ao final do jogo, ao elogiar Muralha, de certa forma livrou a sua própria pele, pois já houve quem o tivesse criticado pelo fato de ter convocado o nosso goleiro. Muralha, que também não é unanimidade no mundo vermelho e preto, tem um defeito grave, que é sair mal do gol – e carrega o estigma de que não pega pênalti. No mais, nada deve a quase todos os goleiros em atividade no Brasil.

Esta é minha fotografia do nosso goleiro. Se vai se firmar ou não, vai depender diretamente do que vai acontecer nos próximos jogos. De qualquer forma, seja para ser o camisa 1, ou o camisa 12, o Flamengo precisa, com urgência, contratar um goleiro. Muito em breve, não tenho nenhuma dúvida, o número da camisa estará definido para a futura próxima contratação, pois nestes próximos jogos, Muralha irá sinalizar, através de suas atuações, que tipo de goleiro os dirigentes devem contratar.

No embalo da vitória

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Quando o vento sopra a favor, tudo fica mais fácil e, via de regra, as notícias são sempre boas. Conforme coloquei ontem, nenhum problema grave com Guerrero, que estará firme na quarta-feira, no Maraca, contra a Universidad Católica, pela Libertadores.

. Guerrero, no duro, no duro, saiu porque estava morto. Também pudera, pois, o peruano correu como nunca, fazendo múltipla funções e, mais uma vez, com um desempenho acima da média.

. Éverton, também passou no teste. Achei até meio arriscada a escalação dele no jogo de ontem. Correu tudo que tinha direito e ainda fez o gol da vitória. Está inteiro para o jogo pela Libertadores

. Para provar que o vento é favorável, ate Rômulo, que saiu com suspeita de entorse no joelho, melhorou sensivelmente e, tudo leva a crer que esteja à disposição de Zé Ricardo neste meio de semana.

. Aí, o problema já passa a ser do treinador, pois Mancuello entrou bem e fez com que o time ficasse mais ajustado e, ofensivo. Merece ser titular.

. É o Rafael Vaz, hein? Acertou tudo!!! Perfeito, pelo alto, por baixo, na cobertura, nos passes, nos  lançamentos. Não bastasse, demonstrou personalidade e autoridade.

Respeito quem pense diferente, mas acho esta zaga, composta por Réver e Rafael Vaz, muito acima do que se vê no futebol brasileiro. E, também importante que, de estilos distintos, acabam se completando.

Tomara que a nossa torcida seja mais paciente, pois após tanto tempo, a zaga de área deixou de ser o nosso “calcanhar de Aquiles”, para ser – como aconteceu ontem – o ponto forte do time.

. Claro que o desgaste do jogo de ontem, somado ao que vamos ter que correr para bater a Universidad Católica, pode ser o nosso problema para o Fla-Flu de domingo. Só que, ganhando depois de amanhã, a motivação será tanta, o astral estará tão elevado, que ninguém vai falar em cansaço. Quando o vento sopra a favor…

E, é por isso que este jogo de quarta-feira pode ser encarado como verdadeiro trampolim…

 

Vitória da zaga

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Neste Fla-Flu, longe, a melhor atuação da zaga de área, composta por Réver e Rafael Vaz. Perfeitos em tudo. Da determinação, passando pelo plano tático e chegando à técnica, foram perfeitos. Há ainda a ser considerado, principalmente no primeiro tempo, o que os dois contribuíram nas saídas de bola. Que partida!!!

O jogo, pode ser dividido em duas etapas. No primeiro tempo, domínio absoluto do Flamengo. O time cansou visivelmente na etapa final e correu sérios riscos.

Outro monstro, no bom sentido, foi Guerrero. Fez de tudo. Armou, aporrinhou a defesa do Fluminense o tempo todo e, nos escanteios, foi um auxílio luxuoso para Réver e Rafael Vaz. Saiu, não por contusão e sim, porque estava extenuado.

Salvo um susto ou outro nas saídas de bola, hoje, Muralha foi bem. Laterais, como de costume, bem. No meio, Márcio Araújo e Arão, dois leões. Éverton, valeu pelo gol e pela dinâmica de jogo.

Mancuello entrou bem, mas, sei lá, não é um jogador decisivo. Berrío, tem que me convencer que é jogador de futebol. Acho que a cigana enganou este rapaz. O negócio dele deveria ser o atletismo. E o Damião, hein? Cadê o Vizeu?

Enfim, domingo de fortes emoções. E a semana está só começando…

Greve e, o time para o Fla-Flu

Manifestantes protestam no Aeroporto Santos Dumont (Foto: Wilton Jr/Estadão)

Esta greve de hoje, mais parece uma ditadura, obrigando, até na porrada, o cidadão a aderir ao movimento. Acho que o tiro saiu pela culatra ou, o tiro foi no próprio pé, pois o povo brasileiro não comprou a ideia e foi, simplesmente ridículo, ver grupelhos querendo, no peito, convencer a população de que o motivo da greve era justo. Como toda greve política, um verdadeiro fracasso…


Treino do Flamengo – 28/04/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Agora o Fla-Flu

O noticiário dá conta que o técnico Zé Ricardo pode poupar um ou, dois titulares, para o jogo de domingo, contra o Fluminense. As principais dúvidas seriam Éverton e Donatti, que se recuperam de lesões musculares. O momento pede bom senso e inteligência. Como as lesões foram musculares e, esta é a mais traiçoeira entre todas as lesões, melhor guardar os dois, principalmente Éverton, para o jogo de quarta-feira, pela Libertadores. No mais, quem estiver em condições, tem que jogar o Fla-Flu. Simples assim…

Como o nosso processo é democrático e como este blog se transformou em uma família rubro-negra, com todo respeito, gostaria de convidar meus companheiros para uma reflexão profunda sobre o potencial do nosso elenco. Respeito qualquer tipo de opinião, mas na média, acho que pegamos pesado na tinta após a derrota para o Atlético Paranaense.

Claro que também enxergo vulnerabilidades na formatação do elenco, mas caramba, não é tão ruim assim. Tanto não é, que estamos disputando a Libertadores e, se o Flamengo terminou o último Campeonato Brasileiro em terceiro lugar, foi exatamente pelo fato de ter um bom elenco, como pede qualquer competição por pontos corridos.

Diria, sem medo de errar, que este elenco está entre os cinco melhores do atual futebol brasileiro, muito embora, e é verdade, a distância entre todos seja muito pequena.

O que acho, aliás, o que tenho certeza, é que com o que gastamos poderíamos ter conseguido melhores jogadores e, consequentemente, melhores resultados.

E, para terminar, já me desculpando pela insistência, clamar para que as cabeças pensantes do nosso futebol entendam que exceção, com cabeça boa, não tem idade. Insuportável ver Guerrero jogar sozinho, como único atacante. Vinícius Júnior, ONTEM!!!


Gol de braço

Hoje, ligou para mim um simpático repórter do Globo.com anunciando o tema a ser abordado. O gol de barriga de Renato Gaúcho e se este fato causou a demissão de Vanderlei Luxemburgo. De cara, pedi que a premissa da matéria fosse colocada de acordo com a verdade, portanto, “o gol de braço” de Renato Gaúcho…

Depois, deixei claro que este lance e, consequentemente a perda do título de 95, nada teve a ver com a saída de Luxemburgo. O problema foi uma desavença, incontornável, entre ele e Romário que, por uma questão de respeito aos personagens, me reservei o direito de não entrar em detalhes. A opção, que todos sabem, pelos mais variados motivos, não poderia ter sido outra.

Aproveitei para dizer que, em condições normais, o Flamengo deveria ter sido campeão em 95 com pelo menos duas rodadas de antecedência. Naquele tempo se jogava tanto dentro, como fora de campo. Hoje, felizmente, isto quase não existe mais.

E, como dizia Waldir Amaral, “Lobo não come lobo, domingo é dia de Fla-Flu”. Magia pura…

 

A vida em três jogos

Arão marcou no último Fla x Flu, que acabou empatado em 3 a 3 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Pode ser que alguém ache que este Campeonato Carioca está meio esvaziado, mas duvido alguém afirmar que um Fla-Flu não vale nada, quanto mais dois, valendo um campeonato que, exatamente os dois, disputam ao longo do tempo o título de “Rei do Rio”.

Este campeonato será decidido nos dois próximos domingos e, no meio, na quarta-feira, há o jogo pela Libertadores, onde uma vitória sobre a Universidad Católica garante presença nas oitavas de final, independentemente de qualquer outro resultado. Em síntese, três jogos absolutamente decisivos. Nesta altura do campeonato, respeitando-se quem tenha qualquer problema médico, é colocar em campo o que há de melhor.

Este Fla-Flu é curioso, na medida em que, por capricho do destino, os dois melhores jogadores, um do Flamengo e outro do Fluminense, contundidos, não jogarão. Diego e Gustavo Scarpa, se presentes estivessem, com certeza, seria outro Fla-Flu, pois talento verdadeiro em atividade no futebol brasileiro é coisa rara.

De qualquer forma, pelo que o Fluminense vem encantando com a garotada e, pela atuação de ontem do time do Flamengo, que perdeu, mas não decepcionou, o Fla-Flu de domingo promete fortes emoções. Ao longo do tempo, neste tipo de campeonato decidido em dois jogos, o primeiro sempre é amarrado, onde o empate é o placar mais normal ou, em caso de vitória de alguém, o placar é sempre apertado. Claro que há exceções, como no Brasileiro de 92, quando no primeiro jogo o Flamengo sapecou 3 a 0 no Botafogo. A tendência deste primeiro Fla-Flu é ser um jogo cauteloso.

Com respeito ao jogo de quarta, pela Libertadores, é vencer ou vencer! Aliás, para os dois brasileiros do grupo, pois o Atlético Paranaense recebe, em casa, o San Lorenzo e, também em caso de vitória, independentemente da última rodada, estará classificado. Um empate que seja neste jogo contra a Universidad Católica, do Chile, transfere a classificação do Flamengo para a última rodada, onde jogaremos fora, contra o San Lorenzo, onde tudo pode acontecer.

Semana como gostamos. Decisiva e com previsão de fortes emoções. Já repararam que, historicamente, nestes momentos o Flamengo se agiganta?

Com todo respeito à paralisação maluca que querem fazer amanhã no país, com todo respeito à Lava Jato e a qualquer outra coisa importante que possa existir no planeta, as nossas cabeças e corações estarão totalmente ocupadas de domingo a domingo próximos.

A causa é nobre, apaixonante e justa…

Tirando uma coisinha ou outra, muito bom!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Um jogo até certo ponto difícil de ser comentado.

O Flamengo, com uma escalação, em tese, defensiva – com três volantes – foi melhor do que com um time, em tese, menos defensivo, porém, não tão bem arrumado.

Até o segundo gol, o domínio do Flamengo era absolutamente flagrante, com muito mais posse de bola e com algumas oportunidades criadas.

Guerrero, que foi guerreiro, poderia ter fechado a tampa do caixão, perdendo o gol mais feito do jogo, na mais linda entre todas as jogadas. Depois disso, correria, desarrumação e o gol único do Botafogo.

Goleiro bem. Nas laterais, Trauco melhor que Pará. Zaga, firme. No meio, quem ficou devendo foi Rômulo. No mais, todos bem. No ataque, só deu Guerrero.

E, que venha o Fluminense.

Jorjão e a decisão deste domingo

Jorjão

Ontem foi um dia feliz e festivo para muitos rubro-negros. Jorge Rodrigues, o Jorjão, completou 70 anos e a comemoração foi em um simpático clube, na Barra da Tijuca.

Na minha vida como dirigente só vi três pessoas que tiraram dinheiro do próprio bolso para resolver situações emergenciais do clube. Jorjão foi uma delas.

Rubro-negro apaixonado, com recursos próprios, rodou o mundo atrás do Flamengo e, como diretor de futebol, tinha uma mania, que era a de se dirigir aos jogadores, momentos antes de cada jogo, numa linguagem direta que faria corar minha avó Corina.

Alguns companheiros chegaram a me questionar se aquilo era positivo, e outros recriminavam o linguajar rasteiro. Tive a absoluta certeza de que era positivo, quando – num jogo importante no Maracanã – vi que, após o aquecimento, os jogadores levaram um tempo enorme para colocar o uniforme, atrasando a entrada do time em campo. O corpo mole deles era pelo fato do grito de guerra não ter acontecido e, como era importante para eles e o nosso Jorjão se atrasara, foram empurrando com a barriga, na esperança de Jorjão chegar. Ali, tive a certeza do quão positivo para o time era o grito de guerra do Jorjão.

É aquele tal negocio. Não é você que tem que gostar do namorado da sua filha. Quem tem que gostar é ela. E, neste caso havia uma doce e eficaz sinergia entre o recado inflamado do Jorjão e os jogadores do Flamengo.

Os temas eram variados, dependendo do momento e do jogo. O final, era sempre o mesmo e, como todos já sabiam, ouvia-se um coro: “E hoje… é pica neles! Piiiiiiica neles!!!”

Saúde e muitos anos de vida para o grande rubro Jorge Rodrigues, o Jorjão do Flamengo.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Semifinal de domingo

Agora, a decisão de amanhã. Há no ar que a zaga voltará a ser composta por Réver e Rafael Vaz. Acho esta zaga boa, onde as características dos jogadores se completam. Resta saber como anda o estado emocional de Rafael Vaz. Com ele, a saída de bola fica melhor, mais fácil e mais objetiva.

No mais, vamos ver o que o nosso Zé Ricardo está preparando, principalmente no que diz respeito a como compensar a ausência de Diego. E, sempre é bom lembrar que o Flamengo joga com dois resultados. Vitória e empate.

A semana do Botafogo foi praticamente toda dentro do avião. Isto desgasta. E, como…

Apesar de muita gente aqui no blog questionar o interesse pelo Campeonato Carioca, continuo achando que é um título importante. E para o Flamengo conquistar o primeiro título do ano, faltam três jogos. O primeiro, e com a vantagem do empate, é neste domingo.

Todos ao Maraca…