Flamengo x Vasco

Pepê comemora gol de pênalti que deu o título ao Flamengo (Foto: Jorge R Jorge/BP Filmes)

1

O primeiro jogo foi o da garotada e, por pouco não é adiado, pois caiu um dilúvio no Maraca, no momento exato em que a bola rolou. O jogo foi paralisado por 15 minutos. Como São Pedro fechou a torneira, a bola voltou a rolar.

O Flamengo venceu por 1 a 0, gol de pênalti, marcado por Pepê que, aliás, merece uma chamada, pois firula além da conta.

O resultado foi justo, pois enquanto o Flamengo teve quatro chances claras de gol, o Vasco não teve nenhuma.

Gabriel Batista, o goleiro, super firme. Zaga de área, composta por Thuler e Matheus Dantas, simplesmente perfeita. Hugo Moura, o melhor do meio campo e, Vitor Gabriel, longe, o destaque do jogo. Ia fazendo um gol de cinema. O goleiro do Vasco fez uma defesa impossível.

Enfim, valeu a pena ter chegado ao Maraca tão cedo.

Parabéns à nossa garotada. Apostaria todas as minhas fichas neste Vitor Gabriel.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

2

Tirando a confusão no final, o jogo talvez tenha sido melhor do que se esperava e, a bem da verdade, quem jogou acima do esperado, foi o Vasco.

Não que o Flamengo tenha jogado mal. Apenas, o que foi apresentado foi insuficiente para vencer. O empate em 1 a 1 foi justo.

Acho que o nosso estagiário vai ter que rever o posicionamento de Paquetá que, jogando de volante, muito recuado, fica longe da zona de criação.

Diego melhorou um pouco, porém, ainda longe da necessidade do time. Éverton Ribeiro, razoável. Merecia ter sido expulso na confusão no final do jogo.

A substituição de Vinícius Júnior, por Marlos, mereceu e, com razão, a vaia da torcida. Nesta alteração foi sepultada a única possibilidade de contra-ataque. As vaias foram pertinentes.

E o Ceifador hein? Na Rádio Tupi, o Garotinho perguntou ao Gérson, Canhota de Ouro: “Gérson, vai sair o Ceifador, e aí? Resposta do Papa: “Ué, e ele entrou?”.

Perdemos a liderança e zagueiros em penca.

CADÊ O TREINADOR?

Fator sorte

(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

Desde pequeno, aprendi que o fator sorte é decisivo no futebol, principalmente nos encontros clássicos. O Vasco foi fulminado pelo fator sorte antes do jogo começar, com a contusão do seu mais jovem jogador e maior talento.

No jogo, igual. O árbitro é um ser humano e, como tal, sujeito aos equívocos naturais na vida e no jogo. Achei exagerada a expulsão que fez com que o Vasco jogasse a maior parte da partida com um jogador a menos. Reparem que no lance, o jogador do Vasco sequer olha para o jogador do Botafogo. Até aquele momento, embora o Botafogo precisasse da vitória, o amplo domínio era do Vasco, em um jogo tecnicamente muito pobre.

O curioso, é que enquanto eram 11 do Botafogo, contra 10 do Vasco, o jogo estava em 0 a 0. No finalzinho, após um jogador do Botafogo ser expulso, quando tudo voltava ao normal, agora dez contra dez, o Botafogo acha o gol da vitória aos 49 minutos. Acho que na expulsão do jogador do Botafogo, o Vasco deu uma relaxada fatal.

E, na sequência, o fator sorte continuou soprando para o Botafogo, que ganhou nos pênaltis.

Vi este jogo pelo Première, com uma série de interferências. Não me arrependo, pois se o espetáculo foi fraco tecnicamente, foi rico em emoção. Por falar nisso, dois detalhes. O primeiro, a alegria de ver o Maracanã em tarde de gala, lotado, exalando alegria e paixão.

Para encerrar, embora tenha a certeza de que muitos companheiros e amigos não irão concordar, tradição é tradição.

Que história é essa de se imaginar que o Campeonato Carioca não vale nada? Quando há tradição, há peso.

O Campeonato Carioca é tão importante que resiste, embora o formato seja político – pela quantidade exagerada de participantes – e o regulamento, ridículo.

Perguntem a quem foi ao jogo de hoje, a botafoguenses ou vascaínos, se valeu ou não a pena, ter participado desta final.

E nós conseguimos perder para este time do Botafogo… Falar o que?

Vitórias marcantes!!!

(Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

Quem estava ao meu lado, vendo a decisão do Campeonato Carioca, é testemunha de que, na hora do córner a favor do Vasco, faltando segundos para o final do jogo, fiz o seguinte comentário: “este córner tem cheiro de pênalti”. Desculpem, mas estava na cara…

As intuições fazem parte do mundo do futebol. Hoje, para mim, foi apenas mais uma. Sorte minha que, no meu mundo das intuições, ganhei muito mais do que perdi.

Este é o lado poético que, nós rubro-negros, encontramos para ver esta decisão entre Vasco e Botafogo, no mais fácil campeonato da história para ser conquistado.

Há vitórias e vitórias. Agora, convenhamos. Há vitória mais saborosa, do que a conquistada através de uma virada, sendo o gol decisivo marcado nos acréscimos?

Certamente, quem é torcedor do Vasco e, com justa razão, está viajando em cima de uma inacreditável nuvem de prazer.

Agora, atentem para o seguinte ponto. Estamos falando de um time que, jogando no campo do adversário, saindo perdendo, virou o jogo, conquistando a vitória no último fiapo de segundo.

Este time ou, este elenco, vive o drama da incerteza, com salários atrasados e com jogador não comemorando gol, em atitude de protesto. Mas…dentro das possibilidades técnicas de cada um, com uma união talvez alicerçada pelo sofrimento do dia a dia, a coisa vai caminhando…

Isto me remete ao fato de alguns companheiros entenderem que estrutura é tudo. Não é não!!!

Se assim fosse, o Botafogo em 95, que sequer tinha campo para treinar, não teria sido Campeão Brasileiro. Se assim fosse, o Atlético Paranaense seria, pelo menos uma vez, Campeão Brasileiro a cada década.

O futebol tem os seus caminhos e as suas magias que conduzem um time a uma conquista. Só não vê quem não é do ramo.

Por isso, o São Paulo, exemplo de administração e vanguarda não faz muito tempo, hoje, é a quarta força em São Paulo.

Quem imagina que o futebol seja algo simples, simplesmente não sabe nada. Como Paulo Pelaipe sabe das coisas no mundo do futebol, o Vasco, apesar de todos os problemas, vai aos trambolhões se virando e, se dando bem.

E, por favor, não me venham com esta história de que carioquinha não vale nada. Se olharmos com mais atenção para o que ocorre com os nossos vizinhos, quem sabe, com um pouco de humildade e inteligência, não comecemos a trilhar o caminho da vitória…

Só não vê quem não sabe nada de bola. Tudo é tão simples…

Inacreditável, mas possível…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Entrei no avião e, quando caminhava procurando minha cadeira, alguém me chamou. Olhei para trás e sorridente veio em minha direção um dos comissários de bordo, que foi logo se apresentado: “Meu nome é Hilário e vamos sofrer juntos pra saber o resultado do jogo do nosso Mengão”.

Abro parênteses para dizer que o avião decolou ontem às 15h30 e, a duração da viagem foi de onze horas. Portanto, durante todo o jogo, ficamos completamente “fora da jogada”…

Cumprimentei o gentil comissário rubro-negro e, de cara, já fui perguntando se havia Wi-Fi a bordo. Com decepção visível, Hilário infirmou que não. Aproveitando a intimidade que a paixão pelo Flamengo proporciona, sondei se o comandante não poderia dar uma mãozinha e ir informando o andamento do jogo. Hilário disse que, isto estava proibido, em função de alguns abusos ocorridos. Apenas se dispôs a me informar assim que o avião pousasse. Só que, quando o avião ainda estava a dez metros do chão, já estava eu de telefone em punho, retirando do modo avião e, procurando o Globo.com. A palavra que me veio à mente, quando soube do resultado, foi a primeira da manchete do post: Inacreditável!

A sequência da manchete é o retrato do mais apaixonante esporte da face da terra, onde tudo é possível. E, só por isso, mesmo sabendo da enorme distância de qualidade entre os dois times, eu e Hilário estávamos ansiosos em saber o resultado. Mesmo tendo a convicção de sermos superiores, sabíamos que a “zebra” passeia pelos campos de grama onde a bola rola…

Claro que decepcionado e triste pela eliminação do Flamengo, no mais fácil Campeonato Carioca que disputamos ao longo da história, comecei a ser bombardeado, pelo telefone, WhatsApp e e-mail. Amigos, ou apenas conhecidos, claro que, todos rubro-negros, indignados com a surpreendente eliminação.

Houve quem dissesse ter concluído que o nosso time é uma merda. Respondi, discordando. O nosso elenco, levando-se em conta o atual futebol brasileiro, não pode ser considerado ruim.

O que ocorre é a surpreendente falta de conexão, a desproporção, entre o elenco bom e as conquistas. Quando isto ocorre, qual é a conclusão lógica? O “em torno” deve ser questionado. E, estimo que o presidente Eduardo comece a raciocinar desta forma. Não faz muito tempo, escrevi aqui que no futebol do Flamengo falta convicção, onde se muda de opinião com velocidade espantosa.

Carpegiani foi contratado para ser gerente e acabou treinador. Pará era titular absoluto. Passou a reserva e, do nada, voltou ao time. Trauco era o bambambã. Melhor jogador da temporada peruana, chegou arrebentando. Logo foi para a reserva, onde Renê, hiper combatido, virou titular.

Como ninguém tem certeza de nada no Flamengo, na hora de começar a decisão, entra Éverton 22. Caramba, se isto estava na cara que era a melhor alternativa, por que tanto tempo foi desperdiçado, em que poderia Éverton ter se adaptado à nova função?

No meio, pior ainda. Jonas, que não convenceu, foi emprestado. Arão era titular absoluto, causa da “guerra quente” entre Flamengo e Botafogo. Chegou a ser convocado para a Seleção e, de repente, foi para o banco. Voltou no momento decisivo… Cuellar, foi exaltado em verso e prosa e, de repente, virou reserva de Jonas, que era ruim e, após o empréstimo, virou solução.

No ataque – o nosso é uma piada – confusão geral. Ceifador, só ceifa pênalti. Vinícius Júnior, recorde do Guinness em entra e sai. Isto tudo, sem falar no plano tático, onde Diego virou volante.

Na hora H, mudou tudo. Retornaram os dois volantes. Some-se ainda o abuso da individualidade, onde Paquetá tem sido o mestre-sala…

O resumo da ópera é simples. No Flamengo, não há convicção em nada, por isso mudanças ocorrem com enorme velocidade. O navio do futebol não é ruim, mas viaja ao sabor do vento…

Dá-lhe Egon!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Queridos amigos,

Neste momento estou dentro de um avião. São os ossos do ofício, onde pode se registrar uma das coisas mais angustiantes da vida, qual seja viajar em dia de jogo do Flamengo.

Como somos um time, aqui a bola não para nunca de rolar e, quem vai rolar a bola para os comentários de vocês é o “Rei de Angra”, nosso irmão Carlos Egon Prates.

Dá-lhe Egon


Mais uma vez, a dúvida volta a nos atormentar. Começamos o ano com ambições gigantes e, até hoje, não sabemos se temos um elenco mediano ou bom.

Sim! Perder de 4 para o Fluminense, e para o lanterna da competição, prova que temos a conta do chá. E, sem querer ressuscitar o fantasma do “cheirinho” ou, “deixaram chegar”, ainda estamos longe de Tóquio.

Entre trancos e barrancos, tentamos destronar o futebol mais organizado do Rio, que é o tricolor.

A palavra encaixe passa longe das nossas aspirações.

Na verdade, não temos o protagonista. A garotada que subiu da base, embora muito promissora, ainda alterna jogos como vagalumes.

Ainda não descobriram que existem mais dez com camisas idênticas. Na verdade, na cabecinha deles, e dos empresários, a Europa é logo ali…

Diego, que deveria se impor pela rodagem, na verdade só foi protagonista no Werder Bremen, principalmente e, no Atlético de Madrid. No Santos foi coadjuvante, onde o cara era Robinho.

Já Éverton Ribeiro, após dois anos absolutos no Cruzeiro, fazendo chover, sumiu no Al-Ahli e hoje, só faz número pelos cantos do campo.

Enfim, jogando com o benefício do empate, novamente o Botafogo no nosso caminho.

Na gangorra deste Carioca mequetrefe, mais uma vez deixamos a desejar. Talvez isso sirva pra varrer de vez o enganador Carpegiani.

Mais uma derrota que, na verdade, nega nossas aspirações do começo do ano.

Temos nomes com passado brilhante, mas com presente questionável. Mesmo nessas circunstâncias, se o técnico ajudasse e, o encaixe surgisse naturalmente, poderíamos ser um  Corinthians 2012, quando ganharam tudo, com time pra lá de mediano, mas que jogava por música…

Vamos às notinhas das crianças… não tão crianças…

Diego Alves – Pegou uma cabeçada do zagueiro, e sem culpa no gol – 5

Pará – Mais próximo de um paralelepípedo que de um lateral. Saudades do Léo Moura – 1

Réver – Ainda fora de ritmo, foi melhor que seu amiguinho de zaga. Muito afobado nas saídas de bola – 3

Rhodolfo – Três saídas erradas e chegou atrasado no bote do gol – 1

Éverton Cardoso – Uma saída pertinente para escalar VJr, mas uma solução desastrosa tanto como lateral como atacante. Prefiro na frente – 3

Jonas – Muita pancada e pouco futebol. Bem substituído por Cuellar – 2

Arão – Um dos piores em campo. Sem alma, sem futebol, sem nada – 0

Diego – Como enceradeira não foi tão mal. Mas como meia, muito dispersivo – 5

Vinicius Jr – Um vagalume apagado. Errou tudo que tentou e ainda furou uma bola na cara do gol – 2

Paquetá – Muita gracinha em jogo errado. Firulas e mais firulas, mas futebol que é bom, nada – 2

Henrique Ceifador – Uma cabeçada na trave e nada mais. Até pra correr é esquisito – 2″

Carlos Egon Prates

Messi, Caetano e a Taça Rio

Lendo a matéria em que Messi afirma não ser a Argentina uma das favoritas para ganhar a Copa, em que o melhor jogador do mundo, sem papas na língua, afirma que Brasil, Alemanha, Espanha e França são os reais favoritos, me veio à mente um vídeo espetacular (acima) que não para de rodar no Flashback, reduto de quem é louco por música, em que Caetano Veloso interpreta “Sozinho”, de Peninha.

A interpretação é uma obra de arte, mas o melhor fica por conta do final, quando Caetano diz que ouviu “Sozinho” pela primeira vez no rádio, na voz de Sandra de Sá. Ouviu e jurou que iria gravar a música. O tempo passou e, também no rádio, ouviu a música de Peninha interpretada por Tim Maia. Diz Caetano que, as duas interpretações, com Sandra, maravilhosa, e com Tim, arrasadora, quase o inibiram de gravar a música que tanto amava.

Caetano gravou e, a meu conceito, é uma das maiores interpretações da MPB.

O que Caetano e Messi têm em comum? Genialidade ao grau máximo e humildade que comove, inspira e é exemplo.


(Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo)

Taça Rio

Hoje, Marcelo Barreto puxou o tema que, realmente é muito bom. Campeão da Taça Rio é título?

Contou inclusive Barreto que o editor de esportes do Globo, recorreu a uma pesquisa para decidir se na segunda-feira haveria ou não, poster de campeão.

A pesquisa foi favorável e, como todos viram, lá estava o time do Fluminense, posando como campeão.

A meu conceito, a conquista se resume ao campo esportivo, quando garante vaga para disputar semifinal e final.

Quando a Taça Guanabara era uma competição isolada, aí sim, cabia volta olímpica e poster de campeão.

Hoje, neste formato de campeonato, é forçação de barra.

Ou, como ouvi de um amigo tricolor: “Vou ao Maraca. Se o Flu ganhar, é campeão. Se perder, não vale nada”.

Abelão e mais 11

(Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Deu o que tinha que dar. O primeiro tempo de Fluminense e Botafogo foi até igual, embora o Fluminense tenha saído com o placar parcial por 1 a 0.

Tanto é verdade que, o Botafogo teve cinco chances de gol, contra duas do Fluminense.

Veio o segundo tempo e aí, o que se viu foi o time do Fluminense muito mais maduro e, também, muito mais organizado. Resultado: 3 a 0. O famoso placar clássico…

Três coisas me chamaram a atenção. Primeiro, aquela máxima do saudoso Otto Glória de que “sem ovos não se faz omelete”. Como para toda regra há exceção, Abelão está aí mesmo…

A segunda, nos diz respeito de uma certa forma. Este garoto Pedro, jovem centroavante do Fluminense, ouso dizer que é melhor do que o Ceifador. Embora alto, é rápido, tem bom domínio de bola, mete gol e, dá passes decisivos. Será que eles não topam trocar?

Para encerrar, para aqueles que defendem a tese de que o Maracanã tem mesmo que ser palco musical, já que futebol é negócio e, como tal, quem tem estádio tem que faturar com ele seja como for, espero que tenham notado as condições do gramado. Uma vergonha!!! E quarta e quinta tem mais jogo no campo de areia…

Pegamos agora o Botafogo. Como sempre disse o mestre João Saldanha, “o jogo é mole, mas primeiro tem que jogar”. O time do Botafogo, apesar de lutador, é fraco.

Tomara que esta folguinha tenha sido útil para que Carpegiani tenha concluído, finalmente, qual é o melhor time do Flamengo.

Eu não tenho nenhuma dúvida. E você?

Time arrumado 1 x 1 Time desarrumado

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Antes do jogo começar, com extrema humildade, Abel chamou a atenção para a disparidade técnica entre os elencos de Flamengo e Fluminense, inclusive, destacando a qualidade do banco de reservas do Flamengo. Porém, completou: “tudo isto é verdade, mas vamos buscar o resultado.”

O que se viu foi espantoso e surpreendente. O time inferior jogando por música, enquanto que o time mais qualificado, desafinava….

Confesso que o que o Fluminense apresentou foi uma novidade que nem os tricolores esperavam. Em contrapartida, nenhum rubro negro imaginaria um time tão desarrumado, abusando das jogadas individuais.

E, assim terminou o primeiro tempo, com o gol de Gum, onde o nosso bom goleiro poderia ter saído e cortado o cruzamento. O curioso é que o “anãozinho” Éverton é quem marcava o “gigante” Gum…

No segundo tempo, com a entrada de Vinícius Júnior, o nosso time ficou mais agudo, porém sempre dependente das jogadas individuais. Ao contrário, o Fluminense continuou arrumadinho.

Apesar da pressão natural do Flamengo, que chegou ao empate, as melhores chances de gol foram do Fluminense. Por este jogo, a classificação tricolor foi justa. Mereceu.

Os nosso laterais são fracos e, ataque não temos, pois o nosso único bom atacante é titular absoluto do banco de reservas.

E o Ceifador hein?

Desvantagem interessante

(Foto: André Durão)

Antes do nosso tema, uma rápida pincelada no jogo da quarta-feira.

O Botafogo venceu o Vasco pelo placar de 3 a 2, num jogo alegre, vá lá que com certa dose de emoção, mas de baixa qualidade técnica e, em consequência, de muitos erros.

O Vasco foi até melhor, só que errou tanto no seu sistema defensivo que acabou castigado. Os dois times são muito fracos. Os dirigentes de Vasco e Botafogo devem deixar a paixão de lado e começar a entender que o risco, para os dois, de um rebaixamento no Campeonato Brasileiro, é enorme…

O nosso tema. Acho muito bom ter que correr atrás da vitória neste jogo contra o Fluminense. Será, sem dúvida, uma bela oportunidade para uma avaliação real do time e, melhor do que tudo, tendo a obrigação de vencer. Aí meu amigo, é a hora de se ter a certeza de que ser melhor no papel, realmente é meio caminho andado para uma conquista…

Hoje – desculpe meu querido genial irmão Francisco Horta – para o Flamengo, é vencer ou vencer!!! Jogo bom de se ver. Jogo bom pra torcer. Fla-Flu feito para o Maracanã. No Engenhão, pela vergonha que é este país.

Aliás, sendo o Maracanã uma propriedade do Estado, que tal uma lei que faça do Maraca um palco EXCLUSIVO para o futebol?

Não há nada mais importante para este estádio do que um Fla-Flu. As pessoas perderam a noção mais primária das coisas. A Suderj informa: No Maracanã, no maior do mundo, sai o FLA FLU, e entra… WESLEY SAFADÃO!!!

QUE TRISTEZA!!! QUE VERGONHA!!!

Jogo estranho

Flamengo 4 x 0 Portuguesa – 18/03/18 (Foto: Staff Images/Flamengo)

Tente imaginar um jogo entre Flamengo e Portuguesa, em que, tendo quase 70% de posse de bola e com uma vitória inquestionável pelo placar de 4 a 0, o goleiro do Flamengo tenha sido um dos destaques, defendendo um pênalti e fazendo mais cinco defesas muito difíceis, sendo uma delas, em cobrança de falta, cinematográfica….

A verdade é que o nosso time está se acertando, principalmente no meio campo, com Diego jogando quase como um volante e, Éverton Ribeiro começando a dar pinta de que está reencontrando o seu ótimo futebol.

Outro detalhe incomum no jogo foram as jogadas de ombro executadas com perfeição por Juan e Éverton. Além das jogadas de ombro, duas de peito, também obras de Juan e Éverton.

Vinícius Júnior deixa o time mais agudo e, tivesse ele um companheiro de ataque mais rápido, iria aparecer muito mais.

Ceifador, ceifou. De pênalti! Hoje, não se enrolou muito com a bola, mas muito lento, travou o nosso ataque. Saiu no segundo tempo. Lincoln que entrou, perdeu dois gols, sendo um deles por ser fominha e lento. Repito aqui: O garoto Vítor Gabriel é, na ausência de Guerrero, o nosso melhor centroavante. Geuvânio, que entrou no segundo tempo, meteu dois. Um com a colaboração do goleiro, e o outro, um golaço!

Não foi por acaso que a Portuguesa, até aqui, não havia perdido para nenhum time grande. Time muito bem arrumado, principalmente do meio para frente.

Fiquei com pena do grande narrador Luiz Roberto tentando explicar o regulamento maluco deste campeonato, onde o Flamengo, se faturar a Taça Rio, já tendo conquistado a Taça Guanabara, ainda assim, terá que disputar o título. A vantagem será a de jogar pelo empate. Que coisa ridícula…

Agora, é encarar o Fluminense na fase semifinal da Taça Rio, na procissão interminável, deste Campeonato Carioca, cuja fórmula, deve ter sido construída num hospício.