O Super Clássico e o futuro do Flamengo

River Plate levanta sua quarta taça da Libertadores em Madri. (Foto: Juanjo Martin / EFE)

Que jogo, hein? Um turbilhão de emoções, onde a tensão esteve presente do primeiro ao último segundo.

E a intensidade? Poucas vezes vi no nosso Campeonato Brasileiro uma partida com tamanha intensidade. E, é aquele tal negócio, jogo com qualidade e havendo peso nas camisas, é bom em qualquer lugar.

Pelo peso das camisas, pelo fato de Madrid ser a cidade no exterior com a maior concentração de argentinos, pela razão do povo espanhol adorar futebol, e por ser um jogo decisivo, o estádio do Real Madrid recebeu um público espetacular.

Menos mal que a Libertadores tenha terminado bem, com a vitória do River por 3 a 1, mas não há como esquecer o complexo de vira-latas dos dirigentes da Conmebol e da Argentina que, por incompetência, falta de vergonha e personalidade, transferiram uma final de Libertadores da América para um outro continente. Uma vergonha…

Parabéns ao River! Título pra lá de merecido. O Real Madrid que coloque a barbinha de molho…


Recebi ao longo do dia uma série de telefonemas e, muitos de amigos que comporão a nova diretoria rubro-negra.

A novidade é que o nosso Bap não será o vice-presidente de marketing, ficando com a vice-presidência de relações externas. Em síntese, Bap será um ministro líbero, atuando em várias frentes, sendo o braço direito do presidente Rodolfo Landim.

Sei que de nada adianta a minha observação, ou melhor, a minha desaprovação, pois decidido está.

Haverá, pelo que ouvi, o tal do Conselho Gestor no futebol. Por experiência, garanto que esta não é uma boa solução. Repito que, no futebol, quanto menos gente, melhor! Em síntese, uma corrente simples, de cima para baixo. Presidente/vice de futebol/diretor remunerado/treinador. E, mais ninguém!!!

Este comitê, ao invés de ajudar, atrapalha. Isto sem falar na enorme brecha que se abre e estimula a vaidade. Por isso, também, quanto menos gente, melhor.

E, encerro com a máxima do nosso Cuca, a quem desejo uma plena recuperação, e que muito em breve, retorne ao mundo da bola: “Muito pior do que não contratar, é contratar errado”.

Complexo de vira-lata

(Reprodução da internet)

Mais do que nunca, estou curioso para saber a opinião dos amigos do blog, brasileiros e, consequentemente, sul-americanos, sobre a decisão da CONMEBOL, sob o pretexto de “latinidade”, marcando a decisão da Copa Libertadores da América, entre Boca e River, para a cidade de Madrid.

O que quero aqui colocar é muito mais um sentimento do que propriamente uma opinião. Como sul-americano o meu sentimento é de vergonha!!! É isto mesmo. Vergonha!!! Como é que o mais importante título entre clubes, restrito ao continente sul-americano, terá a sua principal partida, a decisiva, realizada em solo europeu?

Como é que uma Confederação Sul-Americana de Futebol, mais conhecida como Conmebol (nome horroroso) não tem a capacidade de organizar uma partida na Argentina, alegando problema de segurança?

O meu sentimento é de impotência, de vergonha, ao ver o quanto somos pequenos, submissos e, de forma grosseira, assumindo a condição de vira-latas, também no futebol.

E, imaginar que o futebol era até então uma raridade, pois através dele, falávamos de igual para igual com quem quer que fosse, inclusive com os europeus.

Esta Conmebol avacalhou de vez o futebol sul-americano, passando um atestado de incompetência jamais visto, apequenando nossos clubes e toda e qualquer pessoa envolvida neste processo, inclusive os torcedores.

Como já aqui afirmei, o futebol está sendo conduzido por quem não o ama e não o respeita.

Urge uma revolução, uma “Lava Jato” sul-americana no mundo da bola. E, o mais rápido possível, antes que seja tarde demais.

No fundo do poço

Estádio Monumental de Nuñez (Foto: Xinhua/Martín Zabala).

Quando não há autoridade, nada caminha bem. Desde o último sábado estamos sendo testemunhas da mais absurda página na história do futebol sul-americano que, por absoluta falta de autoridade e competência, o que poderia ter sido um momento épico, acabou se transformando na maior vergonha do mundo da bola no nosso continente.

Ainda no sábado, após a selvageria nas ruas de Buenos Aires – e a covarde emboscada sofrida pelos jogadores do Boca Juniors – o que vimos pela TV? Os presidentes de Boca e River, num entra e sai sem fim dos vestiários, e a cara de pastel do presidente da Conmebol, sem saber o que fazer e dizer. Isto sem falar no presidente da Fifa, também atônito, afirmando que não haveria clima para um novo jogo.

Impressionante a diferença dos dirigentes que conheci no passado e os de hoje. Otávio Pinto Guimarães tinha um lema: “tudo pode, menos o circo parar”. E, com esta filosofia, superou uma greve que os árbitros anunciaram, confirmando a rodada e afirmando que poderia, em último caso, recorrer até a torcedores para que os jogos tivessem árbitro e dois bandeiras. Como foi firme, o problema foi resolvido.

A Federação do Rio tinha um líder na acepção da palavra e, um líder que AMAVA futebol. Hoje, tenho sérias dúvidas com relação ao real interesse de certos dirigentes, pois não é difícil detectar que se vestibular houvesse, em que o tema fosse, exclusivamente, futebol, uma quantidade significativa de cartolas levaria pau.

Direto ao tema. A Conmebol anuncia que o segundo jogo entre River e Boca será disputado no dia oito ou, nove de dezembro e, não será na Argentina, havendo três opções, a saber: Miami, Doha e Assunção. Paralelo a esta informação, o presidente do Boca diz que o seu time não entra em campo enquanto o River não for julgado pelo tribunal da Conmebol e, arremata, reivindicando o título de campeão da Libertadores.

Mais uma vez, fica claro que o problema reside em liderança, em autoridade e, óbvio, em conhecimento de causa. Não caberia outra medida ao presidente da Conmebol se não a de convocar, em caráter de urgência, o seu tribunal, julgar o River e, em função do resultado, tomar as providências cabíveis, até porque, não sendo punido, por que motivo o River aceitaria jogar em qualquer estádio que não fosse o seu?

Não julgar o River e acenar com a possibilidade da decisão da Libertadores, entre dois clubes argentinos, ser realizada em Miami, Doha ou Assunção, é coisa de maluco. Enfim, o futebol está entregue a quem com ele não tem nenhuma sintonia. Pena que os clubes sejam tão desunidos e que, tenham como limite de visão os seus próprios umbigos. A inconsequência está passando do ponto. O futebol precisa reagir.

Vergonha, genialidade e deca(?)campeonato

(Reprodução da internet)

O maior mico de toda história do futebol Sul-Americano, em todos os tempos, vai para… CONMEBOL!!!

Que vergonha a pantomima que o mundo assistiu. Sim, o mundo! A própria CONMEBOL batizou a decisão da Libertadores como a mais importante do planeta e, como todos sabem, quanto maior o peso, pior a queda…

Que coisa ridícula, desumana, incompetente, inconsequente, fazer aquele público superior a 60.000 pessoas, ficar quase cinco horas no estádio, como se cordeirinhos fossem, ouvindo pelo sistema de som do estádio mentiras sucessivas. Quanta falta de bom senso, quanta falta de liderança, quanta irresponsabilidade…

E para fechar com chave de ouro o maior festival de lambanças do futebol, o jogo confirmado parado domingo foi substituído por uma reunião, na terça, no Paraguai… Cada dia que passa, chego à conclusão de que o futebol está sendo dirigido por quem nada tem a ver com ele. QUE VERGONHA!!!


(Foto: Staff Images / Flamengo)

GENIALIDADE do final de semana ficou por conta de Éverton Ribeiro. Dois golaços que merecem, não um pedido musical, e sim, um LP inteirinho…

Sempre achei Éverton Ribeiro muito bom jogador. Chegou fora de sintonia e quando se aprumou, foi melhorando jogo a jogo. Este é o tipo de jogador precioso para o futuro, pois ainda está com uma boa idade e quer ficar por aqui.

O time foi bem, onde – tirando Uribe, que novamente inexistiu – não há como dizer que todos não tenham jogado uma boa partida.

César, muitíssimo bem. Que jogo!!! Sistema defensivo, desfalcado de Réver, dando conta do recado. Destaque para Pará. É isso mesmo, por incrível que pareça. Daí para frente, todos acima da média, menos Uribe e, um em dia de gênio, no caso Éverton Ribeiro.

Paquetá, pelo jeito, está com o corpo aqui e a cabeça na Itália. A primeira alteração deveria ter sido a entrada de Berrío, no lugar de Uribe. Enfim, terminamos em segundo neste Campeonato Brasileiro.

Resultado bom, levando-se em conta, matemática e retrospecto. Resultado ruim, para o tamanho do investimento e da expectativa criada.


Vi as faixas palmeirenses de DECACAMPEÃO BRASILEIRO. DECA não são dez campeonatos? Pois é. Só consigo contar seis títulos do Palmeiras.

Este é um bom tema. Estão confundindo Campeonato Brasileiro, com título regional e nacional. Campeonato Brasileiro só há um e, começou em 1971. Para saber quantos títulos foram conquistados por um clube, é só começar a contar a partir deste ano. Simples assim…

Campeonato, se ganha com a bola nos pés e não com uma caneta na mão.  Neste ano, como contestar um título de uma equipe que somou o maior número de pontos, mais vitórias teve, maior número de gols marcados e menor de gols sofridos?

Parabéns a todos os Palmeirenses. Pra lá de merecido. O “velhinho” de 72 aninhos papou todos os “professores jovenzinhos”…e, pelo jeito, após bater recorde de jogos invictos, Felipão deve terminar este Campeonato Brasileiro como o único treinador que não perdeu. Para isto, basta vencer ou empatar contra o Vitória, no último jogo.

Felipão deu a volta por cima. Adeus, 7 a 1. Ficou no passado…

Domingo de jogão e de dor de cotovelo

(Foto: José Ignacio / EFE)

O jogão, claro, foi Boca e River – pela Libertadores.

Desde o primeiro minuto uma intensidade incomum, com o River apresentando um time tecnicamente melhor, enquanto que, dentro de suas características, o Boca jogava com o coração na ponta chuteira. Justíssimo o placar de 2 a 2. Quem não viu perdeu um jogaço.

Em tese, por ter um time tecnicamente melhor – e pelo fato do próximo jogo ser no Monumental de Núñez – o River tem um leve favoritismo. Leve, pois do outro lado haverá um time com camisa pesadíssima, com jogadores que se entregam de corpo e alma.


A dor de cotovelo, por tudo que aconteceu nesta rodada do Campeonato Brasileiro.

Tomara que a maioria dos jogadores do Flamengo tenha visto Boca x River. Quem sabe não se inspirem para jornadas futuras. Quem sabe não tenham aprendido o que significa entrar em campo com responsabilidade, entrega, inteligência e talento, quando a causa é corresponder minimamente à paixão de 40 milhões de alucinados torcedores.


Por fim, quero dividir com meus amigos e companheiros do blog a gentil homenagem que recebi de Itair Machado, vice-presidente de futebol do Cruzeiro, a quem já tive a oportunidade de agradecer esta demonstração de amor e carinho, fato, infelizmente, pouco comum no nosso mundo da bola.

Para mim, este depoimento vale muito, pois partiu de um ser humano especial e, dirigente carismático, sensível, competente, e que nasceu para ganhar.

Alô Grêmio, acorda!!!

O técnico Marcelo Gallardo, do River, se dirige ao vestiário no intervalo.

Estou perplexo pelo fato de, até agora, não ter tido informação sobre qualquer ação do Grêmio visando anular o jogo de ontem.

Não sou advogado, mas baseado no bom senso, ficou para mim – no momento exato em que o treinador do River, suspenso pela CONMEBOL, além de se comunicar com seu auxiliar, foi ao vestiário no intervalo do jogo e exerceu a sua função de treinador, mesmo estando suspenso – a sensação de uma gravíssima agressão esportiva. Em síntese, o treinador, suspenso, influiu no andamento do jogo, mesmo estando impedido, o que torna a partida viciada, contaminada.

Ontem, só desliguei a televisão após a última entrevista e, hoje, ouvi um mundo de opiniões a respeito do tema, sem que ninguém tivesse dado ênfase a este ângulo que aqui abordo.

Consultei dois especialistas na matéria, e ambos pensam exatamente como eu. Tomara que esta mensagem chegue até alguém do Grêmio. O direito do clube gaúcho, segundo meus amigos advogados, é muito bom.

Resultado da pesquisa

Acho importante a divulgação do resultado da pesquisa antes que a bola role em Salvador.

Como sou um otimista de carteirinha, das quatro questões proposta, discordo apenas da maioria dos amigos em uma delas, exatamente a se ainda é possível conquistar o título de Campeão Brasileiro. A maioria dos companheiros acha que não.

Antes dos detalhes destrinchados pelo querido companheiro Robert Rodrigues, faço questão de deixar a minha posição bem clara com relação à contratação de Dorival Júnior.

Não acho que tenha sido a melhor opção, pois faltando apenas doze jogos para o final do campeonato, o perfil de um técnico motivador seria muito mais pertinente ao momento. Dorival pode até ter os seus méritos, mas aqui pra nós, é pra baixo… imaginar que alguém se supere em função da sua energia e competência de comunicação, é querer se enganar.

Tomara que eu esteja errado.

Com vocês, a conclusão da nossa pesquisa. Dá-lhe Robert!!!


Dos 54 comentários no post, 44 eram – de fato – respostas à pesquisa. Os outros dez não opinavam sobre os temas abordados.

A primeira pergunta foi a que teve maior concordância nas respostas: 86% (38 amigos) disseram que a demissão do Barbieri foi um acerto, enquanto 11% (5) acharam um erro. Uma pessoa não teve posição definida.


Com relação à contratação do Dorival Junior: 61% (27) acharam que foi um erro, 27% (12) consideraram a contratação acertada e 11% (5) não se posicionaram de forma clara.


A confiança no título brasileiro não anda grande: 64% (28) não acreditam mais nessa possibilidade, enquanto que 27% (12) ainda levam fé na conquista. 9% (4) não opinaram.


Já a classificação para a Libertadores parece mais próxima na opinião dos amigos do blog: 66% (29) acham que o Flamengo não corre riscos de não se classificar para a maior competição do nosso continente, sendo que apenas 25% (11) acreditam correr o Flamengo algum risco. 9% (4) não opinaram.

Gol do Cruzeiro

O termo “tapetão” não se sabe quem inventou. O que sabemos é que José Carlos Vilela, extraordinário personagem tricolor, brilhante advogado, foi quem mais surfou nesta onda…

O tapetão era o Maracanã, transportado para um grande salão, onde vezes por outra, alguns resultados obtidos no campo, eram modificados, daí um certo tom pejorativo para esta palavra tão comum no mundo da bola.

Hoje, no tapetão, quem marcou um gol de placa foi o Cruzeiro.

Vejam que belo recurso foi encaminhado e já protocolado na Conmebol.


(Caso não consiga visualizar o PDF acima, clique aqui e baixe o documento para o seu dispositivo).
 
A causa é boa e justa. Quando isto ocorre, muito difícil, quase impossível, perder.

Parabéns e boa sorte ao Cruzeiro!!!

Conmebol encurralada pelo óbvio

(Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)

O pessoal do Cruzeiro não brincou em serviço. O presidente da Raposa, já nas primeiras horas da manhã, desembarcou em Assunção, onde na sede da Conmebol pôde colocar de maneira clara e objetiva o motivo de sua visita.

Disse ele que o prejuízo causado pela arbitragem no jogo de ida contra o Boca não havia como ser reparado, já que não há como se modificar o resultado da partida.

Em síntese, o motivo da visita não era para falar sobre o passado e sim, sobre o futuro. O injusto, absurdo e cretino cartão vermelho alija Dedé para o jogo da volta em Belo Horizonte, o que quer dizer que o Cruzeiro e o jogador serão novamente punidos, sem que nada tenham feito para merecer grosseira e ridícula punição.

O discurso é perfeito e justo e, ante tamanha barbaridade, imagino que a Conmebol – até baseada em alguns casos parecidos – deva promover o julgamento de Dedé o mais rápido possível e, certamente absolvido, duas canetadas. A primeira liberando o zagueiro cruzeirense para o segundo jogo contra o Boca e, a segunda, determinar um tratamento psicológico para o árbitro durante os próximos vinte anos.

E, sem direito, enquanto perdurar o tratamento, de passar perto de um campo de futebol.

QUE VERGONHA!!!

(Reprodução da TV)

O que acabo de ver é uma vergonha, uma agressão ao futebol e a quem ama este esporte maravilhoso.

Um lance normal, em que Dedé, zagueiro do Cruzeiro, de forma inteiramente casual, bate com a cabeça no rosto do goleiro do Boca e, não se sabe o motivo, o árbitro consulta o VAR, em decisão absurda, expulsa o zagueiro do Cruzeiro.

Palavra que, poucas vezes na vida, ligado no futebol desde os seis anos de idade, vi uma decisão de arbitragem tão cretina. E, pior que com o auxílio de um recurso que demonstrou com clareza que fora uma jogada normal. Mesmo assim, a decisão do árbitro foi o oposto do que a imagem deixou clara. Um escândalo!!!

Galvão Bueno imputou falta de representatividade da CBF junto à CONMEBOL. Só que o xerife da arbitragem no nosso continente é brasileiro. Enfim, não casa…

Não sei se o árbitro decidiu, por livre e espontânea vontade, ir consultar o VAR, ou se alguém mandou um recado para ele. A maior lambança de arbitragem do ano. Muito estranho…

O Cruzeiro deveria levantar esta bandeira – a da dignidade – e ir à CONMEBOL, à FIFA, ao Papa…

Incrível que esta decisão vergonhosa puna duplamente o Cruzeiro, que ficou com dez jogadores e não poderá escalar Dedé no próximo jogo.

Fosse eu diretor do Cruzeiro, cancelaria meu voo de volta para o Brasil e iria direto para o Paraguai, sede da Conmebol. E lá, o bicho ia pegar!!!

QUE VERGONHA!!! UM ESCÂNDALO!!!