Resultado da pesquisa

Acho importante a divulgação do resultado da pesquisa antes que a bola role em Salvador.

Como sou um otimista de carteirinha, das quatro questões proposta, discordo apenas da maioria dos amigos em uma delas, exatamente a se ainda é possível conquistar o título de Campeão Brasileiro. A maioria dos companheiros acha que não.

Antes dos detalhes destrinchados pelo querido companheiro Robert Rodrigues, faço questão de deixar a minha posição bem clara com relação à contratação de Dorival Júnior.

Não acho que tenha sido a melhor opção, pois faltando apenas doze jogos para o final do campeonato, o perfil de um técnico motivador seria muito mais pertinente ao momento. Dorival pode até ter os seus méritos, mas aqui pra nós, é pra baixo… imaginar que alguém se supere em função da sua energia e competência de comunicação, é querer se enganar.

Tomara que eu esteja errado.

Com vocês, a conclusão da nossa pesquisa. Dá-lhe Robert!!!


Dos 54 comentários no post, 44 eram – de fato – respostas à pesquisa. Os outros dez não opinavam sobre os temas abordados.

A primeira pergunta foi a que teve maior concordância nas respostas: 86% (38 amigos) disseram que a demissão do Barbieri foi um acerto, enquanto 11% (5) acharam um erro. Uma pessoa não teve posição definida.


Com relação à contratação do Dorival Junior: 61% (27) acharam que foi um erro, 27% (12) consideraram a contratação acertada e 11% (5) não se posicionaram de forma clara.


A confiança no título brasileiro não anda grande: 64% (28) não acreditam mais nessa possibilidade, enquanto que 27% (12) ainda levam fé na conquista. 9% (4) não opinaram.


Já a classificação para a Libertadores parece mais próxima na opinião dos amigos do blog: 66% (29) acham que o Flamengo não corre riscos de não se classificar para a maior competição do nosso continente, sendo que apenas 25% (11) acreditam correr o Flamengo algum risco. 9% (4) não opinaram.

Gol do Cruzeiro

O termo “tapetão” não se sabe quem inventou. O que sabemos é que José Carlos Vilela, extraordinário personagem tricolor, brilhante advogado, foi quem mais surfou nesta onda…

O tapetão era o Maracanã, transportado para um grande salão, onde vezes por outra, alguns resultados obtidos no campo, eram modificados, daí um certo tom pejorativo para esta palavra tão comum no mundo da bola.

Hoje, no tapetão, quem marcou um gol de placa foi o Cruzeiro.

Vejam que belo recurso foi encaminhado e já protocolado na Conmebol.


(Caso não consiga visualizar o PDF acima, clique aqui e baixe o documento para o seu dispositivo).
 
A causa é boa e justa. Quando isto ocorre, muito difícil, quase impossível, perder.

Parabéns e boa sorte ao Cruzeiro!!!

Conmebol encurralada pelo óbvio

(Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)

O pessoal do Cruzeiro não brincou em serviço. O presidente da Raposa, já nas primeiras horas da manhã, desembarcou em Assunção, onde na sede da Conmebol pôde colocar de maneira clara e objetiva o motivo de sua visita.

Disse ele que o prejuízo causado pela arbitragem no jogo de ida contra o Boca não havia como ser reparado, já que não há como se modificar o resultado da partida.

Em síntese, o motivo da visita não era para falar sobre o passado e sim, sobre o futuro. O injusto, absurdo e cretino cartão vermelho alija Dedé para o jogo da volta em Belo Horizonte, o que quer dizer que o Cruzeiro e o jogador serão novamente punidos, sem que nada tenham feito para merecer grosseira e ridícula punição.

O discurso é perfeito e justo e, ante tamanha barbaridade, imagino que a Conmebol – até baseada em alguns casos parecidos – deva promover o julgamento de Dedé o mais rápido possível e, certamente absolvido, duas canetadas. A primeira liberando o zagueiro cruzeirense para o segundo jogo contra o Boca e, a segunda, determinar um tratamento psicológico para o árbitro durante os próximos vinte anos.

E, sem direito, enquanto perdurar o tratamento, de passar perto de um campo de futebol.

QUE VERGONHA!!!

(Reprodução da TV)

O que acabo de ver é uma vergonha, uma agressão ao futebol e a quem ama este esporte maravilhoso.

Um lance normal, em que Dedé, zagueiro do Cruzeiro, de forma inteiramente casual, bate com a cabeça no rosto do goleiro do Boca e, não se sabe o motivo, o árbitro consulta o VAR, em decisão absurda, expulsa o zagueiro do Cruzeiro.

Palavra que, poucas vezes na vida, ligado no futebol desde os seis anos de idade, vi uma decisão de arbitragem tão cretina. E, pior que com o auxílio de um recurso que demonstrou com clareza que fora uma jogada normal. Mesmo assim, a decisão do árbitro foi o oposto do que a imagem deixou clara. Um escândalo!!!

Galvão Bueno imputou falta de representatividade da CBF junto à CONMEBOL. Só que o xerife da arbitragem no nosso continente é brasileiro. Enfim, não casa…

Não sei se o árbitro decidiu, por livre e espontânea vontade, ir consultar o VAR, ou se alguém mandou um recado para ele. A maior lambança de arbitragem do ano. Muito estranho…

O Cruzeiro deveria levantar esta bandeira – a da dignidade – e ir à CONMEBOL, à FIFA, ao Papa…

Incrível que esta decisão vergonhosa puna duplamente o Cruzeiro, que ficou com dez jogadores e não poderá escalar Dedé no próximo jogo.

Fosse eu diretor do Cruzeiro, cancelaria meu voo de volta para o Brasil e iria direto para o Paraguai, sede da Conmebol. E lá, o bicho ia pegar!!!

QUE VERGONHA!!! UM ESCÂNDALO!!!

A força do Flamengo e a pobreza dos nossos “artilheiros”

(Foto: Cris Dissat / @fimdejogo) Kléber Leite Blog

Horas após a desclassificação na Copa Libertadores, só não levei um susto por ter a noção exata do que é a paixão pelo Flamengo.

A fila na sede da Gávea era gigantesca e, quem por ali estivesse passando sem saber o resultado do jogo contra o Cruzeiro, imaginaria que sapecamos uma tremenda goleada no time de Mano Menezes.

Também, com uma fila daquelas para comprar o ingresso para domingo, só mesmo com a motivação que vem de um resultado espetacular…

Ao contrário, a noite anterior fora frustrante, pois apesar da vitória magra, pelo placar de 1 a 0, fomos eliminados da mais importante competição do calendário.

Realmente, o que move esta torcida única e inigualável, é a paixão que não tem limite. A cena foi comovente. Ganhei o dia. Como sempre afirma meu querido amigo Michel Assef, “a torcida é o que há de melhor no Flamengo”. Dr. Michel está coberto de razão… Que torcida é essa!

Recebi de um querido e competentíssimo companheiro de imprensa, rubro-negro como nós do blog, a prova inequívoca de que erramos muito nas contratações.

Por favor, deem uma olhadinha e comentem…Que tristeza…

Se no Maracanã tivesse sido igual…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Kléber Leite Blog

Tenho muitas coisas para comentar e dividir com vocês. Hoje, não dá para não elogiar o jogo e a disposição do nosso time.

No futebol, o que dá certo começa no vestiário. Finalmente, ante tantos bondes centroavantes, o nosso treinador acordou e improvisou. Desta forma, o time, apesar do improviso, voltou a jogar com onze jogadores.

Ganhamos e não levamos. A vitória de 1 a 0 manteve a nossa dignidade, porém, insuficiente para corrigir os equívocos do jogo no Maracanã.

Dentro do material humano disponível, com um caminhão de erros nas contratações, é isso aí o que temos de melhor para tentar o Brasileiro e a Copa do Brasil. Com um pouquinho de sorte, quem sabe…

Vamos virar a página. Perdemos a Libertadores fora do campo. Um mínimo de competência, já que dinheiro não faltou, teríamos um time para ser campeão. As contratações foram estranhas e desastrosas.

Vida que segue. Com tudo isso, dá para pensar em um título nacional. De certa forma, quem sabe não tenhamos começado hoje a encontrar o nosso melhor time.

Triste pela desclassificação. Orgulhoso pelo empenho demonstrado e, com esperança de que 2018, apesar de tantos recursos, não passe em branco.

O duro vai ser pegar no sono…

Kléber Leite pergunta: Qual é a estratégia?

Treino do Flamengo – 27/08/2018 (Foto :Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Esta é a pergunta que estamos fazendo desde o momento em que o calendário ficou atropelado. Tenho a sensação de que este tema vem sendo empurrado com a barriga e, não é de hoje.

Pode até ser que no futebol do Flamengo as pessoas tenham a sensação exata desta necessidade, mas como não há uma liderança clara e natural e, como ninguém quer ser o pai da criança que pode nascer feia, o melhor é olhar a paisagem, deixar o tempo passar, e torcer para São Judas ajudar.

O que tem o Flamengo de organizado, competente e criativo na sede da Gávea, no “Ninho”, é exatamente o contrário. Parece que são dois clubes diferentes. Pior. Parecem rivais.

Finalmente, qual é a nossa prioridade? Enquanto isto não for definido, nenhuma programação lúcida, pertinente e competente pode ser traçada.

Por isso mesmo, estamos pela bola sete na Libertadores e entregamos, de mão beijada, a liderança do Campeonato Brasileiro para o São Paulo, cujo elenco – desculpe quem pensa em contrário – é bem inferior ao nosso.

Já dizia minha avó Corina que é melhor um pássaro na mão, do que três voando e, este é o caso.

Esta inércia em definir, em ter coragem de arriscar, está jogando por terra, talvez, o mais fácil Campeonato Brasileiro que tenhamos disputado.

Estamos no limite para saber o que queremos, no sentido de que as decisões pertinentes e corretas sejam tomadas para estes dois próximos jogos, na quarta e no domingo, sendo o primeiro pela Libertadores, e o segundo pelo Brasileirão.

Lembro aqui que, errar é humano. Imperdoável, é a omissão. Mil vezes melhor errar na ação, do que capitular pela irresponsável omissão.

Finalmente, qual é a nossa prioridade?

Erros de avaliação

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer

Este jogo, contra o Cruzeiro, deixa bem claro o quanto nos equivocamos, das mais variadas formas, ao longo de um bom tempo.

Tenho por temperamento, ao invés de identificar culpados, procurar olhar para frente na tentativa de encontrar soluções. E, se não fizermos isto juntos, a vaca vai para o brejo, do goleiro ao ponta esquerda. Deixando bem claro, indo para o espaço Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

Temos cometido erros que não podem ser repetidos:

  • O nosso ataque é ridículo. O primeiro chute ao gol adversário foi aos 45 minutos;
  • Os erros de avaliação são flagrantes. Egídio não está no Flamengo por isso (e de graça)… preferiram Renê;
  • Uribe, Marlos Moreno, Ceifador e, por aí vai…

Aqui pra nós, será que a mais dispendiosa contratação do Flamengo – Vitinho – terá valido a pena?

Momento difícil. Em situação completamente diferente, em 2005, conseguimos dar a volta por cima, para não ir para baixo.

Agora, é saber dar a volta por cima, para ficar em cima. Pode parecer bem mais fácil. E, é. Mas não é tão simples. Pra começar, comando é tudo. Dentro e fora do campo.

Hora da verdade, é essa!!!

Os mistérios do futebol

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer

Estava cá, pensando com os meus botões, enquanto tentava imaginar a melhor formação do Flamengo, sem Paquetá, para o jogo contra o Cruzeiro, pela Libertadores, se alguém esquece de jogar futebol.

Explico: William Arão veio para o Flamengo provocando verdadeira revolução no Botafogo. Começou bem, a ponto de merecer convocação para a Seleção Brasileira, com seu jogo voluntarioso, defendendo bem e, sempre chegando como fator surpresa ao gol adversário.

Hoje, Arão, com a chegada do volante paraguaio, é a quarta opção do treinador. Daí a pergunta: alguém esquece de jogar bola?

A pergunta é para provocar mesmo. Uma tentativa de se encontrar uma explicação para tamanho declínio técnico. E, muito em função disso, jogadores que estavam jogados no lixo em determinados clubes, repentinamente, como num passe de mágica, trocam de clube e voltam a jogar bola. Quantos e quantos casos poderíamos aqui citar…

Não há como não concluir que, nestes casos, “haja algo no ar que não seja avião de carreira…”. São tantos os fatores para um jogador dar certo, que quando nesta engrenagem algo falha, acontece o declínio. E, não preciso dizer que dirigentes, treinadores e psicólogos devem estar sempre atentos. Muitas vezes, a bobeira é deles ou, de um deles.


A não ser que haja um teatrinho para ludibriar Mano Menezes ou, uma jogada de marketing para, em cima da hora do jogo, anunciar a presença de Guerrero, seria absurdo acreditar na escalação de alguém que, estava contundido, que não treinou e com o contrato sendo encerrado na sexta-feira.

E o papo que corre é que o Internacional pode ser o próximo passo de Guerrero. Será que o Inter topa assinar um contrato de longo prazo, como quer o jogador? Será que o Inter encara pagar uma milha por mês?

Aliás, a camisa 9 tem enredo parecido com a 5, onde hoje Arão é a quarta opção. Na 9, igual. Arrancado do Fluminense, artilheiro do campeonato, Ceifador é a quarta alternativa do treinador.

Querem saber de uma coisa? Tenho sérias dúvidas entre Uribe e Ceifador. Acho que no par ou ímpar da pelada iria demorar para escolher…

Pela melhor campanha na fase de grupos, o Cruzeiro ganhou o direito de fazer o segundo jogo em casa. Acho que é uma vantagem, pois decisão mesmo é no segundo jogo.

Os matemáticos afirmam que quem faz o segundo jogo em casa tem 60% de chance de se dar bem. Da mesma forma, provado está que na disputa de pênaltis, o time que bate primeiro tem chance bem maior de sair vencedor. Aliás, o percentual é o mesmo, 60%, contra 40%.

O que me anima é o retrospecto do Flamengo, que tem jogado muito bem fora de casa. A batalha é dura, mas dá pra ganhar.

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Quarta da arrancada

Treino do Flamengo – 30/07/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer

A quarta-feira pode ser o início de tudo. Vamos jogar contra um time muito bom que, normalmente, tem ótimo desempenho atuando em casa.

Claro que em situação como esta, em que o Grêmio se vê obrigado a fazer o resultado na primeira partida, o contra-ataque passa ser uma arma poderosa.

Foi muito bom, que na goleada sobre o Sport, o colombiano Marlos Moreno tenha ido bem. Ganhou moral e, em função de suas características naturais, cria, pelo fato de ser um jogador veloz, uma ótima opção de contra-ataque.

E, este é o tipo de jogo que o time visitante deve jogar fechadinho, porém sem abrir mão de também agredir o adversário. Ficar todo mundo lá atrás, empurrando o jogo com a barriga e torcendo para o tempo passar, é suicídio.

Vitinho, que foi com a delegação, embora para alguns uma incógnita, passa a ser um trunfo precioso, pois, a exemplo de Marlos Moreno, é muito veloz e agudo, ou seja, tudo que o Flamengo precisa neste jogo.

Pelo retrospecto recente, não há do que duvidar sobre a forma de Vitinho, pois o seu adeus pelas bandas de lá foi conquistando um título importante, com atuação elogiada por todos.

Sem esquecer que, depois de longa inatividade, Berrío, que não é tudo aquilo que esperávamos – mesmo assim – também pode ajudar.

Muito interessante estarmos recompondo o elenco no momento exato em que vamos começar uma autêntica maratona.

Agora é torcer para o centroavante colombiano desencabular e, que de maneira rápida, tragam um substituto a altura para Cuellar.

Se estas preces forem ouvidas e, tendo dona sorte do lado, dá até para imaginar o sonho dos sonhos, qual seja, ganhar tudo que vier pela frente.

Já pensou???

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