Aviso aos navegantes Rubro-Negros

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

1 – O nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello, por coincidência, cruzou com o ex-presidente Luiz Augusto Veloso no Parque Aquático do Flamengo e, fez questão de enfatizar que o banco de reservas do Flamengo, ontem, ficou do lado direito, contrariando uma enorme tradição, por determinação da Conmebol.

Ontem, citei aqui no blog que Luiz Augusto e Marcos Braz, como rubro-negros de corpo e alma, se sentiram agredidos com o que estavam presenciando no Maracanã.

Sem a mínima intenção de criar polêmica, até porque, como aqui já coloquei, com o novo Maracanã, onde já não existem os túneis exclusivos de entrada dos times, que agora entram juntos pelo mesmo túnel central, esta tradição passou a ser relativa, estranho o fato de a Conmebol ter feito esta determinação, pois, sempre, a escolha foi do mandante.

Das duas uma. Ou, o regulamento mudou ou, alguém inventou esta desculpa, ante o questionamento do nosso presidente. Luiz Augusto prometeu apurar.

Apurado, aqui informaremos.


2 – A Klefer, ou qualquer dos seus sócios, nada tem a ver com o acordo entre Flamengo e Odebrecht, para o aluguel do Maracanã, por quatro anos.

O que pouco que sabemos sobre este assunto, é por meio do noticiário. Portanto, algumas notícias que circularam hoje, atribuindo a nós a intermediação deste tema, não correspondem à verdade.

O show foi da torcida

Fabio Koff (Foto: Adriana Franciosi / Agência RBS)

Antes do nosso papo sobre o jogo, duas mensagens. A primeira, para lamentar a grande perda do futebol brasileiro. Fabio Koff deixa uma enorme lacuna, pois foi a liderança que, durante muito tempo, conseguiu o milagre da união entre os clubes brasileiros.

Tive a honra de, em determinada reunião do Clube dos 13, propor a mudança de estatuto da entidade e, com isso, Fabio Koff pôde estender o seu mandato. A mudança foi a de permitir que ex-presidentes de clubes também pudessem exercer a presidência. Até então, só os presidentes de clubes, com mandato em vigor, poderiam presidir o clube dos 13.

Muito tempo depois, disputei com ele uma eleição no Clube dos 13, em que foi ele o vencedor com 12 votos contra 8. Não éramos inimigos. Apenas, naquele momento, tínhamos visões distintas sobre o futebol brasileiro.

O meu abraço sincero à sua família e ao mundo tricolor gaúcho. Fabio Koff foi uma das mais marcantes lideranças do futebol brasileiro.

Missão mais do que cumprida. Descanse em paz, amigo.


O segundo tema, para agradecer às mensagens de carinho e apoio aos amigos do blog sobre a notícia da minha absolvição no Conselho Deliberativo, que, na realidade, seria uma redundância. Este assunto está sepultado, pois fui absolvido, por ampla maioria, pelo Conselho de Administração, onde os beneméritos do clube, de acordo com o estatuto, são julgados.

Em síntese, esta vitória já comemoramos lá atrás.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Agora, o jogo

Quase, por muito pouco mesmo, uma linda festa correu sério risco.

O Flamengo, que dominou todo jogo, não conseguiu traduzir esta superioridade em gols e, aos 40 do segundo tempo, tomou uma bola na trave.

O time começou com Geuvânio e Ceifador, que nada produziram. Entraram Jean Lucas e Guerrero e, claro que o time melhorou. Guerrero, nota-se com clareza, continua sabendo jogar bola, mas precisa de ritmo de jogo. Precisa jogar…

Fora a individualidade exagerada, principalmente no primeiro tempo, as atuações estiveram em plano bem razoável.

O que interessa é que a classificação foi garantida. Destaque absoluto para a nossa torcida, que deu um verdadeiro show no Maracanã. O nosso maior patrimônio esteve em noite de rara inspiração, amor, entrega e beleza.

Que torcida é essa!!!!!!!!!

Deixando tudo bem claro

Ontem, o repórter Martin Fernandez, da Globo, me enviou a seguinte mensagem:

Kleber, tudo bem? Desculpa incomodar de novo com isso. Mas, para ser totalmente transparente com o Sr. (como tentamos ser sempre) a reportagem com os áudios do J. Hawilla deve ir ao ar até o final desta semana, no Globoesporte .com e no SporTV.

A minha resposta, na íntegra, foi a seguinte:

Martin, querido,

As gravações que já foram divulgadas há bastante tempo pela TV Record, não reconheço como idôneas. Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais, nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso, José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Aliás, há um quadro no programa do Washington Rodrigues, na Rádio Tupi, que é exatamente o que aqui relato, quando o diálogo que vai ao ar sofre manipulação exatamente na fala de quem entrevista.

Diálogo original: “Ô fulano, você gosta de usar a camisa do Flamengo?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Diálogo que vai ao ar: “Ô fulano, você gosta de se vestir de baiana?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Nas gravações exibidas pela TV Record que, imagino serem as mesmas mencionadas por você, os meus advogados tentaram realizar perícia, porém, pela qualidade, os peritos contatados afirmaram ser impossível uma avaliação 100% precisa.

Enfim, respeito, mas lamento que este tema, já amplamente divulgado, retorne ao noticiário, como se já não tivesse causado enorme estrago na vida das pessoas.

Forte abraço.


Hoje, em um dos programas do SporTV, as mesmas gravações exibidas pela TV Record foram repetidas, e o apresentador André Rizek leu, apenas parcialmente, a minha resposta com relação ao que foi ao ar. Por isso, faço questão de aqui transcrever, na íntegra, os meus argumentos encaminhados ao repórter Martin Fernandez. Por que não leram na íntegra? É a pergunta que deixo no ar.

E, como informação para o repórter Martin Fernandez, que no programa afirmou que, pelo fato deste tema ser tornado público os clubes passaram a receber muito mais dinheiro pela Copa do Brasil, informo e afirmo que isto se deve, única e exclusivamente, ao fato de a Rede Globo ter passado a pagar pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil um valor compatível com a realidade de mercado.

Enfim, deixo aqui, na íntegra, os meus argumentos de defesa, que na TV, estranhamente, ficaram faltando.

E para encerrar: Onde está a prova de que,  em qualquer momento, propina – de nossa parte – tenha sido paga a quem quer que seja?

Explicações e irresponsabilidade

Treino do Flamengo – 8/5/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Em todas as rodas de conversa nos botecos, no rádio, na TV, na Internet, enfim, em tudo que é lugar, se discute a subida de produção do time do Flamengo e, curioso que, em cada local de “discussão” há um motivo colocado em destaque.

No Globo.com, a ascensão é atribuída, prioritariamente, ao posicionamento de Lucas Paquetá, jogando como segundo volante. Claro que, pela idade – e até pela característica de ter maior mobilidade do que Diego – estava na cara que, nesta função, Paquetá iria contribuir mais do que o nosso camisa 10.

Aliás, não é de hoje que estamos aqui no blog, eu e um mundo de companheiros, alertando que Diego estava jogando demasiadamente recuado, longe da área adversária e que, o ir e vir permanente, isto é, beijar o pé e o pescocinho da girafa várias vezes, não era compatível com a idade de Diego e que, mais próximo ao gol adversário renderia muito mais.

Dé, “o Aranha”, figura querida, atribui a subida de produção do time à saída de Éverton 22. Na opinião dele, os rubro-negros deveriam agradecer ao São Paulo, pois a saída de Éverton não deixou outra saída para o treinador (?), senão escalar o melhor time possível.

Anotei outras opiniões, como a de que Cuellar – para muitos, o melhor volante em atividade no Brasil – é o grande responsável, pois praticamente sozinho, segura a barra de uma defesa que tem seus pontos vulneráveis.

Há também quem não esqueça do goleiro Diego Alves que, finalmente, engrenou e passou a pegar as bolas possíveis e também as impossíveis. E, para finalizar, os mais pessimistas afirmando que até agora nada pode ser concluído, pois só pegamos “galinha morta”.

Resumo da ópera: Cada um com o seu enfoque, mas o mais próximo da realidade está na soma de tudo que foi comentado. Há pertinência em cada uma destas colocações.


O país está mergulhado em um mar de irresponsabilidade, onde a “delação” virou moda. E, esta não é a discussão. O que levanto aqui é que o “produto” de qualquer delator só deveria se tornar público a partir do momento em que provas irrefutáveis fossem confirmadas.

Na política, ou melhor, com uma política sendo a vítima num caso de polícia, um delator que sequer sabemos quem seja e, sem que qualquer prova tenha sido apresentada, já jogou às feras um outro político, também vereador – como era a vereadora covardemente assassinada. E se o cara que foi citado, com fotos em todos os jornais, não tiver nada com isto? Quem conserta esta execração pública?

Alexandre Campello, presidente do Vasco. (Foto: Agência O Globo)

No futebol, algo parecido. O presidente do Vasco é acusado de surrupiar a renda de um jogo e levar o dinheiro para casa, além de usar o dinheiro da venda de Paulinho em benefício próprio. Acho que a irresponsabilidade é algo contagioso, pois passou a fazer parte do nosso dia a dia, virando rotina e algo absolutamente comum.

Não conheço o presidente do Vasco. Custo a acreditar que o dirigente de um clube, com a grandeza do Vasco da Gama, tenha surrupiado a renda de um jogo e levado o dinheiro pra casa. Idem com relação aos recursos provenientes da venda do jovem Paulinho. Isto, é o que penso, eu e certamente mais algumas pessoas.

O problema, é que o momento que estamos vivendo leva muita gente a concluir, mesmo sem ter maiores informações ou qualquer prova apresentada, que o acusado do dia é mais um ladravaz. Quanta irresponsabilidade…

Guerrero e Maracanã

Guerrero chega ao CAS, na Suíça, para acompanhar sua audiência (Foto: EFE)

Pelo noticiário, e pela alegria de Guerrero e de seus advogados, o tema na FIFA, ao que tudo indica, está resolvido, o que faz com que o atacante peruano tenha condições imediatas de voltar a jogar futebol.

Paralelo à boa notícia, corre a decisão que a direção do Flamengo terá de tomar, renovando ou não, o contrato de Guerrero, que já sinalizou exigir a duração mínima de três anos por este novo vínculo.

Este é o tipo de assunto que deve estar tirando o sono do presidente Eduardo e de seus companheiros de diretoria. Ainda não se deve esquecer que, além da exigência de três anos, Guerrero – que já tem um baita salário – quer engordar a poupança…

Não sei se “cavadinha” ou fato real, mas, do nada, surge a notícia de que o Palmeiras, pródigo em contratações milionárias, é o novo interessado no nosso personagem.

Palavra de honra que não gostaria de estar na pele do nosso presidente, pois a decisão é difícil e, seja qual for a definição do quadro, haverá gente reclamando. O nosso blog serve como termômetro e, pelo que tenho lido nos comentários, as opiniões estão divididas.

Como não sou de ficar em cima do muro, por três anos não renovaria em hipótese alguma. Tentaria por um ano. Se não conseguisse ultrapassar esta barreira, tchau…e, vida que segue…


Fred Luz (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Tenho aqui comentado que o Flamengo tem um executivo de causar inveja a qualquer clube. Fred Luz, é um craque na acepção da palavra. Pena que “a fábrica de moer gente” que é o futebol, faça com que a imagem deste excepcional executivo fique abalada.

Na estrutura do clube, que, diga-se de passagem, é muito boa, este é o grande equívoco. Fred Luz é o CEO do clube e não do futebol, onde deveria contribuir com o seu talento em situações específicas, como por exemplo, este tema tão importante que é ter a nossa casa para jogar.

Tenho a informação de que tudo caminha muito bem para um acordo definitivo, envolvendo Flamengo, Odebrecht e Governo Estadual, no sentido de que, durante quatro anos, o Flamengo tenha a sua casa, por um preço justo, para os jogos no Rio de Janeiro.

Acordo firmado, será um gol de placa de Fred Luz, que está conduzindo, pelo Flamengo, também esta negociação. O “também”, pelo fato de Fred já ter conduzido tantas outras, que contribuíram para que o Flamengo seja o clube de maior faturamento no Brasil.

E, quem é do contra, que não venha dizer que a dinheirama que entra nos cofres do clube é obra e graça de uma situação favorável de mercado. Pode até ser, um pouco.

Como no futebol, na administração talento também faz a diferença. E neste quesito, Fred Luz é o camisa 10.

Messi, Caetano e a Taça Rio

Lendo a matéria em que Messi afirma não ser a Argentina uma das favoritas para ganhar a Copa, em que o melhor jogador do mundo, sem papas na língua, afirma que Brasil, Alemanha, Espanha e França são os reais favoritos, me veio à mente um vídeo espetacular (acima) que não para de rodar no Flashback, reduto de quem é louco por música, em que Caetano Veloso interpreta “Sozinho”, de Peninha.

A interpretação é uma obra de arte, mas o melhor fica por conta do final, quando Caetano diz que ouviu “Sozinho” pela primeira vez no rádio, na voz de Sandra de Sá. Ouviu e jurou que iria gravar a música. O tempo passou e, também no rádio, ouviu a música de Peninha interpretada por Tim Maia. Diz Caetano que, as duas interpretações, com Sandra, maravilhosa, e com Tim, arrasadora, quase o inibiram de gravar a música que tanto amava.

Caetano gravou e, a meu conceito, é uma das maiores interpretações da MPB.

O que Caetano e Messi têm em comum? Genialidade ao grau máximo e humildade que comove, inspira e é exemplo.


(Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo)

Taça Rio

Hoje, Marcelo Barreto puxou o tema que, realmente é muito bom. Campeão da Taça Rio é título?

Contou inclusive Barreto que o editor de esportes do Globo, recorreu a uma pesquisa para decidir se na segunda-feira haveria ou não, poster de campeão.

A pesquisa foi favorável e, como todos viram, lá estava o time do Fluminense, posando como campeão.

A meu conceito, a conquista se resume ao campo esportivo, quando garante vaga para disputar semifinal e final.

Quando a Taça Guanabara era uma competição isolada, aí sim, cabia volta olímpica e poster de campeão.

Hoje, neste formato de campeonato, é forçação de barra.

Ou, como ouvi de um amigo tricolor: “Vou ao Maraca. Se o Flu ganhar, é campeão. Se perder, não vale nada”.

Jogão

(Daniel Vorley/ AGIF)

Quem não viu Santos 1 x 1 Corinthians, perdeu um belo jogo.

Houve um determinado momento em que pensei comigo mesmo que a distância do futebol de São Paulo para o Rio, pelo que estava vendo do jogo, fosse enorme. Até que o bom comentarista do SporTV esclareceu que aquele era, de longe, o melhor jogo do Campeonato Paulista.

Aí deu para entender que aquele jogão era uma exceção. Infelizmente…

O julgamento de Casão

(Reprodução da internet)

O tema do dia foi a reação do pai de Neymar, em função dos comentários de Casagrande sobre o melhor jogador do futebol brasileiro e, com certeza, titular do TOP 3 do futebol mundial.

Para começar, é muito importante, antes do fato em si, saber exatamente quem está criticando. A partir desta premissa, qualquer julgamento será mais fácil, pois conhecer as reais intenções e caráter de quem comenta, faz parte e, decisiva, para uma conclusão final.

Casagrande é mala, é um chato? Não, muito pelo contrário! Casagrande tem o hábito do pessimismo, de pegar no pé de jogadores e dirigentes? Não, nunca houve qualquer reclamação a respeito.

Casagrande é um ser humano sensível, é uma pessoa doce? Sim, diria mesmo que, neste quesito há unanimidade.

Casagrande tem experiência de vida, como ser humano e como profissional do futebol? Pelo que passou, talvez até mais como ser humano, embora não se possa desprezar a experiência dele no mundo da bola.

Casagrande tem autoridade para criticar? Total. Até porque, se isto não fosse verdade, não estaria tanto tempo na Rede Globo.

Agora, vamos recapitular o que disse Casagrande.

1 – Que o craque, por melhor que seja, tem que ter o espírito coletivo. Jogar para e, com o time. Desta forma, até pelo talento, não há como não se destacar.

2 – Que Neymar com algumas últimas atitudes vem angariando antipatia. Que o nosso melhor jogador deveria fazer uma reciclagem, procurando ser mais leve, comunicativo e simpático.

3 – Que Neymar tem sido muito mimado, e isto, só o atrapalha. PERGUNTO: Onde Casagrande foi injusto ou, equivocado? Em nada. Acertou tudo, do goleiro ao ponta-esquerda. E, acima de tudo foi corajoso. Disse o que muitos já concluíram e, por um motivo ou outro, preferem silenciar.

Que o pai de Neymar e o próprio jogador, entendam que amigo é o que diz o que o outro precisa ouvir, e não o que quer ouvir.

Neymar é um menino de ouro, de boa índole e, com a sorte de estar cercado por uma família estruturada e com valores de vida elogiáveis.

O problema é que, embora difícil, há de se aceitar que, mesmo sendo um ídolo incontestável, Neymar é um ser humano e, como tal, suscetível a um equívoco ou outro. Ponto!

Ao invés de reagir, familiares e amigos mais chegados deveriam meditar profundamente sobre o que foi dito por Casagrande. Se assim agissem, talvez tivessem chegado a um outro tipo de conclusão e, quem sabe, Neymar ao invés de se revoltar, teria tirado proveito de tão sábios e pertinentes comentários.

O melhor, é que ainda há tempo.

Inacreditável…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Há certas coisas na vida e, claro que, também no futebol, que fazem qualquer pessoa normal não acreditar no que está lendo ou ouvindo. Por exemplo: Esta notícia de que a Conmebol está estudando e, a tendência seja rejeitar, a indicação do Flamengo, no sentido de que o primeiro jogo do rubro-negro, pela Copa Libertadores, seja disputado na Ilha do Urubu.

Fosse este jogo realizado dentro da normalidade, isto é, com ingressos sendo vendidos normalmente e, obviamente, com a presença de um grande público, até daria para entender, pois as arquibancadas são improvisadas e, poderia ser este um motivo razoável para Confederação Sul-Americana resistir em aprovar o estádio indicado pelo Flamengo. Acontece que neste jogo, o primeiro do Flamengo pela Libertadores, contra o River Plate, não haverá presença de público em função da punição imposta pela Conmebol ao Flamengo, pelos fatos ocorridos no Maracanã, quando do jogo final pela Copa Sul Americana.

Este jogo, contra o River, de portões fechados, poderia ser realizado na Rua Figueira de Melo, campo do São Cristovão, caso o gramado estivesse em condições, o que infelizmente não acontece, pois, as ovelhinhas resolveram fazer greve de fome… Francamente, ter que conviver com este tipo de absurdo, é de se perder a paciência. Dona Conmebol não toma jeito…



 
Outro exemplo: Após empate contra um time sem expressão, Oswaldo de Oliveira, treinador do Atlético Mineiro, profissional pra lá de calejado, sempre educado, gentil, muda radicalmente sua permanente postura, partindo pra cima do repórter que havia feito uma pergunta, para ele, cabeluda (vídeo acima, iniciando aos 2min35seg)…. A partir daí, um festival de ofensas e, só não foi pior pela pronta intervenção da turma do deixa disso. O que leva uma pessoa tão educada, perder a cabeça por algo de importância relativa?


(Foto: André Costa / Estadão)

Mais um: Você já tinha ouvido falar em clube cujo nome é APARECIDENSE? Você sabia que este clube existe e, que sua sede, como diria o saudoso grande locutor Antônio Porto, fica no coração verde da Pátria (Goiás)? E o Botafogo, hein? Que loucura…

Aliás, este novo regulamento da Copa do Brasil, em que no seu início, o time mais bem qualificado, obrigatoriamente, em jogo único, é o visitante, podendo se classificar com o empate, começa a apresentar surpresas, como ocorreu com a desclassificação do Botafogo e, levando-se em conta de que o tema em pauta é o futebol, onde a zebra existe, com certeza, não vai parar no papelão do Botafogo. Outros Aparecidenses irão infernizar a vida de grandes clubes.


Mudando de assunto. Curioso como pouco se fala da decisão da semifinal desta Taça Guanabara, entre Flamengo e Botafogo. Será pelo carnaval? Ou haverá outros motivos?

Bom senso

(Imagem: El Pais)

O que é gasto e, o que é investimento? Esta simples questão não deve ter sido colocada quando da reunião de ontem, na qual a CBF transferiu para os clubes a decisão de se implantar no Campeonato Brasileiro deste ano, o tão comentado árbitro de vídeo.

Aos clubes foi informado o custo por jogo desta operação e, sem que houvesse um aprofundamento na discussão do tema, o assunto foi a votação e, como a maioria dos clubes achou a operação dispendiosa, ficou decidido que em 2018, no Campeonato Brasileiro, não teremos o árbitro de vídeo.

Não que seja eu contra o pragmatismo, mas convenhamos que, para assunto tão importante, o debate sequer existiu. O preço foi informado, a maioria achou caro e, baseado nisso, fim de papo. Na verdade, o debate deveria ter sido iniciado no sentido de que se concluísse se esta ação geraria um gasto ou, se tratava de um investimento.

Caramba, são duas coisas completamente distintas. Gasto, é o dinheiro que se aplica sem perspectiva de retorno. Investimento, é quando o dinheiro é aplicado com amplas possibilidades de retorno.

Ora, este fato novo, que traz e garante o sentimento de justiça, empresta uma enorme credibilidade à competição e, como todos sabem, credibilidade é fonte geradora de receita.

Além disso, alguém parou para pensar em transformar os momentos de ação do árbitro de vídeo em produto e, consequentemente, resultado comercial? Ora, se nas entrevistas, coletivas ou não, se tira proveito comercial, se no campo de jogo há o apelo comercial, por que não comercializar este momento único, em que toda a atenção de quem está grudado na telinha é triplicada?

O produto é tão bom que, duvido, não chovesse interessados. Pelo volume de jogos, tenho a certeza de que daria para pagar a conta e ainda haveria um bom troco…

Em síntese, não houve tempo para se debater, para se aprofundar no tema. Perdemos uma bela oportunidade de começar a conviver com a modernidade.