Como ignorar o momento?

(Reprodução da internet)

Recebi dois arquivos. Um vídeo genuinamente rubro-negro, e outro, uma mensagem em áudio de um gênio da vida e da comunicação, que é Arnaldo Jabor, este último, encaminhado por um outro mestre do tema, Luisinho Campos.

Claro que o somatório dos dois arquivos conduz a um lugar comum no futuro do Rio de Janeiro.

Meu parceiro e amigo querido deste blog, Robert Rodrigues, levantou a hipótese de não nos envolvermos no processo político. Chegou a citar, acho que partindo do Nino – se não for, desculpe – uma colocação política que teve que alijar. O Robert é a razão e, cumpre a sua missão com rara dignidade, porém, com ele argumentei que neste momento, como virar as costas para o futuro de nossa gente. Por que não levantar o tema político, se ele interfere em tudo?

Vou levantar a bola, primeiro em casa, com a diretoria do Flamengo recebendo um dos candidatos ao governo do Rio. E, fechando, o depoimento de Arnaldo Jabor que, sem citar quem quer que seja, alerta para o perigo do momento que vivemos.

Concluindo: Como no futebol, não havendo baixaria, grosseria e coisas do gênero, a opinião, como sempre, é livre.

Não posso deixar de dizer que me calou fundo o depoimento de Arnaldo Jabor. Genial…




Não peço voto, até porque, nem para mim mesmo pedi, quando candidato fui à presidência do Flamengo. Quando abordava alguém, pedia apenas a atenção da pessoa, sem pedir voto. A decisão é de quem ouve, de quem lê, de quem sofre, de quem quer o nosso Rio melhor.

Refletir muito, é preciso.

Bola e urna

(Divulgação)

Estes dois “objetos” adoráveis, às vezes caminham juntos – e às vezes não. Nesta eleição, marcada por estrondosas e fascinantes surpresas, ficou claro que a urna não deu bola para a bola.

No cenário carioca, havia a expectativa de que Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube mais popular do país, conseguiria se eleger deputado federal. Eduardo conseguiu 38.500 votos. Duas coisas ficaram nítidas quando se olha o número de votos conquistados pelo presidente rubro-negro. Primeiro que, levando- em conta a popularidade do Flamengo, se o torcedor estivesse feliz, este número certamente seria bem maior.

Em segundo lugar e, por favor, entendam que a análise que faço longe está de ser política, caminhando apenas pelo pragmatismo, ficou evidente que, a exemplo do futebol, onde Eduardo – na maioria das vezes – não  escolheu bem os reforços para o time, embora gastando muito, na política também não foi competente na escolha do partido. Clarissa Garotinho (PROS), Benedita da Silva (PT), Daniel Silveira e Professor Josiel (PSL), Jean Wyllys (PSOL), Gelson Azevedo (PHS), Paulo Ramos e Chico D’Angelo (PDT) tiveram menos votos e foram eleitos. Definitivamente, sorte e escolher bem, não têm caminhado ao lado do nosso presidente.

Da dupla mais famosa da Copa de 94, composta por Romário e Bebeto, a urna sorriu para um e, para o outro foi um terror. Bebeto, candidato a deputado estadual, foi eleito com 25.917 votos. Já Romário, que nas pesquisas aparecia sempre em segundo lugar, portanto indo para o segundo turno, mancou na reta final, acabando na quarta posição, com 664.511 votos, enquanto que Eduardo Paes teve mais que o dobro dos votos de Romário.

Aí, fica claro que uma coisa é conquistar votos para senador ou deputado, quando a imagem fala mais alto. Para um cargo no executivo, como a de governador, a exposição é muito maior, onde virtudes e defeitos ficam escancarados.

Romário, talvez aconselhado de forma equivocada, não teve a noção exata do seu limite de competência. No futebol, a bola pune. Na política, a urna não perdoa…

Como referencio os gênios da bola, principalmente os que são também craques como figuras humanas, fiquei triste com a não eleição, em São Paulo, de Ademir da Guia.

E a Leila, hein? A nossa musa rubro-negra do vôlei arrebentou nas urnas de Brasília e, se transformou na senadora Leila do Vôlei. Sangue novo. Renovação sadia e necessária. O senado ficará mais jovem e belo.

Para encerrar e, repito aqui, sem nenhuma tinta política. Vendo a Globo News, que fez uma cobertura espetacular das eleições e, no Bom Dia Brasil seguinte, toda vez que via a competentíssima Miriam Leitão, lembrava de mim, como repórter. Explico: era exatamente com a cara e o humor da Miriam que eu trabalhava depois dos jogos em que o Flamengo perdia. Eu e Miriam, temos algo em comum. Não sabemos esconder o que está na alma.

Vida que segue… Agora o que interessa é o Campeonato Brasileiro. Vem aí o Fla x Flu. Que me desculpe meu querido amigo e genial Francisco Horta, mas a começar por sábado que vem, para o Flamengo, todo jogo, será “vencer ou vencer”. Quem viver, verá!!!

Cada macaco no seu galho

Esta é uma das máximas populares mais felizes e pertinentes que por aí se ouve na boca do povo.

A prova inequívoca de que o nosso barco está sem rumo e sem comando, reside neste depoimento do nosso treinador, que, ao invés de ocupar de forma pertinente a sua presença na entrevista coletiva, falando sobre o jogo, sobre tática e sobre os jogadores, escorregou feio, entrando em seara exclusiva dos dirigentes do futebol e, do presidente do clube.

Por favor, vejam:

Não quero aqui discutir o teor do depoimento de Barbieri, pois o enfoque é outro. O que está em discussão, como propõe o título deste post, é o respeito ao espaço alheio. E, definitivamente, isto passou ao largo da cabeça do nosso treinador, em clara demonstração de absoluta falta de comando por parte da diretoria.

Os assuntos institucionais são de ordem exclusiva de quem responde pelo clube, e não de quem responde pelo time.

Há ainda neste depoimento uma manifesta intenção em pavimentar a estrada para um possível fracasso. Muitas pessoas com as quais conversei entenderam desta forma.

Em síntese, a nossa casa do futebol está desarrumada, fora e dentro do campo.


Espírito bélico

Por favor, leiam este depoimento do nosso presidente, criticando a escalação do árbitro que vai apitar o nosso jogo contra o Corinthians:

 

“- Só o fato de ele ter sido incluído no sorteio já demonstra falta de respeito ao Flamengo. Isso, a convocação do Paquetá para um amistoso inexpressivo e a negativa em adiar a partida para são evidências da interferência no equilíbrio da competição. Absolutamente revoltante.”

 

Aprendi na vida e no futebol que as prioridades devem ser claramente definidas. Sempre!

A nossa prioridade qual é? Imagino que a maioria esmagadora deva ter respondido alguma coisa assim: “Ganhar!”, “Ser campeão!”, “Conquistar títulos!”…

Até entendo que o nosso presidente queira uma mudança radical na estrutura do futebol brasileiro, com um calendário menos político e, mais justo. Isto quer ele, e qualquer pessoa que ame o nosso futebol.

Só que esta não é uma bandeira para ser levantada de forma isolada, por um só clube. Aí, é suicídio… é pouco inteligente.

Falo de cadeira, pois já cometi o mesmo equívoco. Esta briga não é boa, não é inteligente. Não é uma briga para um, e sim para todos e, unidos!!!

O árbitro é um ser humano, e como tal, tem as suas vulnerabilidades e o seu sentido de preservação.

Desta forma, sabedor da porradaria entre Flamengo e CBF, sem nenhuma necessidade de ninguém da entidade sugerir qualquer má vontade com o nosso time, por preservação, puxa-saquismo e por aí vai, o árbitro – na dúvida – nunca terá boa vontade com o Flamengo.

Em síntese, até para brigar é necessário sabedoria. Brigar por brigar ou, para aparecer de bom moço, é um tiro no pé.

Desabafo aos amigos

Final de 2001, dentro de um avião, voltando de São Paulo, começo a tentar organizar a minha correspondência e, com surpresa, leio uma mensagem da Med Rio, onde anualmente confiro se a saúde está em dia, informando que, pelos exames feitos, deveria procurar um urologista, pois o meu PSA, de um ano para o outro saiu de 1, para 10.

Antes de procurar o urologista, fiz novo teste. De novo 10. Quando estava vendo o resultado deste exame, aparece na minha frente Marcos Lázaro, que inteirado do assunto, me encaminhou para o “Pelé” da urologia, Dr. Miguel Srougi. Logo no primeiro exame, ele foi claro, dando conta de que havia um tumor, provavelmente maligno, na próstata.

O próximo passo foi me pesquisar de ponta a cabeça. Após todos os exames, surgiu a suspeita de que um ponto estranho na cabeça pudesse ser uma metástase, além do grau 8 em agressividade do tumor. E, era preciso detectar e, rápido, pois só poderia operar se não fosse confirmada a metástase. Se fosse operar não adiantaria e o jeito seria ir empurrando a vida com a barriga, até onde desse, na base de hormônios.

A indicação era a de uma agulha enorme, enfiada cabeça a dentro para retirar o material. Procedimento feito, resultado negativo. Enquanto comemorava o resultado, meu médico, ainda desconfiado, achando que poderia ter havido um erro no procedimento, partiu para o exame definitivo de abrir a cabeça e ir ao ponto exato da suspeita e, aí sim, retirar o material para exame.  Isto foi feito e, graças a Deus, a suspeita não se confirmou. Era algo raro, tipo regeneração de tecido e, se não estou equivocado o nome era doença de Paget, ou seja, nada grave.

Diagnóstico definido, partimos para a operação e, como estava eu entregue a um gênio da medicina, tudo correu bem. Na sequência, algumas sessões de radioterapia e, de novo à vida.

Conto tudo isso para dizer que, apesar do drama, da incerteza de continuar vivo, pude me conhecer melhor. Na conversa comigo mesmo foi fácil concluir que, como não sou diferente e melhor do que ninguém, este tipo de coisa também pode acontecer comigo. Portanto, revolta com Deus, zero.

O próximo passo foi de avaliação, pois o meu balanço de vida, nunca tendo feito mal a ninguém, além de bom amigo, filho, pai e companheiro, me deu paz e esperança.

Em síntese, ante tanta adversidade, graças a minha alma depurada, entendi que as “injustiças” fazem parte da vida e, nenhum de nós está imune a elas. Pensando assim, encontrei forças para lutar pela vida e, aqui estou. Venci esta batalha.

Ontem, fui vítima da maior injustiça que sofri ao longo de 69 anos de vida. Nunca me doeu tanto. Nunca fui tão maltratado. Nunca fui tão injustiçado. No Flamengo, como em qualquer lugar, há o ser humano e, como bem definiu o filósofo Doalcei Benedicto Bueno de Camargo, “o ser humano é um grande filho da puta. Há exceções”.

Atrocidades jurídicas foram cometidas. Pela primeira vez, na história dos clubes, no mundo inteiro, houve um recurso para quem foi inocentado, além de terem ignorado o estatuto do clube e a legislação vigente no país. Maldade pura, inveja, mesquinharia, covardia, deslealdade e medo…

Para quem passou pelo que passei, isto é pinto. Se lá atrás, ante adversidade maior, encarei, imagine agora, perdendo somente por 18 votos…

Estou renovado, pronto para encarar os adversários e ir até as últimas consequências. Duvido que, rapidamente, o judiciário não corrija esta aberração de me afastar do clube por dez meses.

Dissimulados, cínicos e de caráter duvidoso, preparem-se. Voltarei em breve!

Quem viver, verá!!!

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Pikachu, Flamengo e Seleção

Yago Pikachu (Foto: Fernando Torres / Ascom Paysandu) Noticias com Kleber Leite

Que salada, hein? Tudo bem, é uma salada futebolística, mas convenhamos, uma belíssima salada.

Vamos começar pela Seleção e, incluindo nela um jogador que poderia estar jogando no Flamengo e, hoje, defende o Vasco.

Como a legião rubro-negra é nacional, isto é, está espalhada pelo Brasil inteiro, aqui mesmo no nosso blog, companheiros de Belém começaram a alertar sobre um tal de Yago Pikachu, segundo eles, lateral direito muito bom de bola e, artilheiro!!!

Como não poderia deixar de ser, ante tantas indicações, alertamos à nossa diretoria sobre o tema, da mesma forma como agimos com relação ao atacante Keno, à época no Santa Cruz. Pikachu e Keno não foram aprovados pelo nosso “centro de inteligência”. Não demorou muito, um foi para o Vasco e o outro para o Palmeiras.

Outro dia, numa roda de amigos, comentei que Pikachu era um jogador diferenciado e que poderia perfeitamente ter sido convocado por Tite. A maioria concordou comigo e hoje, Jorginho, treinador do Vasco, disse a mesma coisa em um uma coletiva de imprensa.

Aliás, a pergunta é simples. Se você tivesse que escolher para o seu time entre Fagner e Pikachu, qual dos dois vestiria a camisa 2?

Vou além. Se você tivesse que escolher entre Taison e Vinícius Júnior, quem seria o eleito?

Os nossos treinadores e, não é de hoje, são conservadores. Que o velho Lobo me perdoe, mas Zico já deveria ter ido na Copa de 74. Que Menotti me perdoe, mas Maradona já deveria estar na seleção argentina na Copa de 78.

Mesmo que não jogassem, como muitos que foram nas duas jornadas não jogaram. Só que, amadureceriam muito mais rapidamente.

Agora mesmo, nesta Copa. Pra não jogar, não teria sido melhor levar Vinícius Júnior no lugar de Taison?

Agora, o Flamengo

Será que é verdade o que li, dando conta de que o nosso treinador ficou satisfeito com o rendimento do time contra o São Paulo, e que gostou das atuações de Rômulo e Marlos Moreno? Meu Deus…

Se for verdade, acho que vi outro jogo. Errei de estádio…

E, tomara que neste jogo contra o Botafogo, Paquetá tenha mais liberdade para criar. Sem ele atacando, vai ser difícil…

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Aviso aos navegantes Rubro-Negros

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Texto de Kléber Leite

1 – O nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello, por coincidência, cruzou com o ex-presidente Luiz Augusto Veloso no Parque Aquático do Flamengo e, fez questão de enfatizar que o banco de reservas do Flamengo, ontem, ficou do lado direito, contrariando uma enorme tradição, por determinação da Conmebol.

Ontem, citei aqui no blog que Luiz Augusto e Marcos Braz, como rubro-negros de corpo e alma, se sentiram agredidos com o que estavam presenciando no Maracanã.

Sem a mínima intenção de criar polêmica, até porque, como aqui já coloquei, com o novo Maracanã, onde já não existem os túneis exclusivos de entrada dos times, que agora entram juntos pelo mesmo túnel central, esta tradição passou a ser relativa, estranho o fato de a Conmebol ter feito esta determinação, pois, sempre, a escolha foi do mandante.

Das duas uma. Ou, o regulamento mudou ou, alguém inventou esta desculpa, ante o questionamento do nosso presidente. Luiz Augusto prometeu apurar.

Apurado, aqui informaremos.


2 – A Klefer, ou qualquer dos seus sócios, nada tem a ver com o acordo entre Flamengo e Odebrecht, para o aluguel do Maracanã, por quatro anos.

O que pouco que sabemos sobre este assunto, é por meio do noticiário. Portanto, algumas notícias que circularam hoje, atribuindo a nós a intermediação deste tema, não correspondem à verdade.

Ver mais de Klefer

O show foi da torcida

Fabio Koff (Foto: Adriana Franciosi Itamar Serpa / Agência RBS) Copa do Brasil

Antes do nosso papo sobre o jogo, duas mensagens. A primeira, para lamentar a grande perda do futebol brasileiro. Fabio Koff deixa uma enorme lacuna, pois foi a liderança que, durante muito tempo, conseguiu o milagre da união entre os clubes brasileiros.

Tive a honra de, em determinada reunião do Clube dos 13, propor a mudança de estatuto da entidade e, com isso, Fabio Koff pôde estender o seu mandato. A mudança foi a de permitir que ex-presidentes de clubes também pudessem exercer a presidência. Até então, só os presidentes de clubes, com mandato em vigor, poderiam presidir o clube dos 13.

Muito tempo depois, disputei com ele uma eleição no Clube dos 13, em que foi ele o vencedor com 12 votos contra 8. Não éramos inimigos. Apenas, naquele momento, tínhamos visões distintas sobre o futebol brasileiro.

O meu abraço sincero à sua família e ao mundo tricolor gaúcho. Fabio Koff foi uma das mais marcantes lideranças do futebol brasileiro.

Missão mais do que cumprida. Descanse em paz, amigo.


O segundo tema, para agradecer às mensagens de carinho e apoio aos amigos do blog sobre a notícia da minha absolvição no Conselho Deliberativo, que, na realidade, seria uma redundância. Este assunto está sepultado, pois fui absolvido, por ampla maioria, pelo Conselho de Administração, onde os beneméritos do clube, de acordo com o estatuto, são julgados.

Em síntese, esta vitória já comemoramos lá atrás.


(Foto: Gilvan de Souza Fernanda Tórtima/ Flamengo) Kleber Leite Arquivos

Agora, o jogo

Quase, por muito pouco mesmo, uma linda festa correu sério risco.

O Flamengo, que dominou todo jogo, não conseguiu traduzir esta superioridade em gols e, aos 40 do segundo tempo, tomou uma bola na trave.

O time começou com Geuvânio e Ceifador, que nada produziram. Entraram Jean Lucas e Guerrero e, claro que o time melhorou. Guerrero, nota-se com clareza, continua sabendo jogar bola, mas precisa de ritmo de jogo. Precisa jogar…

Fora a individualidade exagerada, principalmente no primeiro tempo, as atuações estiveram em plano bem razoável.

O que interessa é que a classificação foi garantida. Destaque absoluto para a nossa torcida, que deu um verdadeiro show no Maracanã. O nosso maior patrimônio esteve em noite de rara inspiração, amor, entrega e beleza.

Que torcida é essa!!!!!!!!!

Pagina Inicial de Kleber Leite

Deixando tudo bem claro

Ontem, o repórter Martin Fernandez, da Globo, me enviou a seguinte mensagem:

Kleber, tudo bem? Desculpa incomodar de novo com isso. Mas, para ser totalmente transparente com o Sr. (como tentamos ser sempre) a reportagem com os áudios do J. Hawilla deve ir ao ar até o final desta semana, no Globoesporte .com e no SporTV.

A minha resposta, na íntegra, foi a seguinte:

Martin, querido,

As gravações que já foram divulgadas há bastante tempo pela TV Record, não reconheço como idôneas. Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais, nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso, José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Aliás, há um quadro no programa do Washington Rodrigues, na Rádio Tupi, que é exatamente o que aqui relato, quando o diálogo que vai ao ar sofre manipulação exatamente na fala de quem entrevista.

Diálogo original: “Ô fulano, você gosta de usar a camisa do Flamengo?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Diálogo que vai ao ar: “Ô fulano, você gosta de se vestir de baiana?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Nas gravações exibidas pela TV Record que, imagino serem as mesmas mencionadas por você, os meus advogados tentaram realizar perícia, porém, pela qualidade, os peritos contatados afirmaram ser impossível uma avaliação 100% precisa.

Enfim, respeito, mas lamento que este tema, já amplamente divulgado, retorne ao noticiário, como se já não tivesse causado enorme estrago na vida das pessoas.

Forte abraço.


Hoje, em um dos programas do SporTV, as mesmas gravações exibidas pela TV Record foram repetidas, e o apresentador André Rizek leu, apenas parcialmente, a minha resposta com relação ao que foi ao ar. Por isso, faço questão de aqui transcrever, na íntegra, os meus argumentos encaminhados ao repórter Martin Fernandez. Por que não leram na íntegra? É a pergunta que deixo no ar.

E, como informação para o repórter Martin Fernandez, que no programa afirmou que, pelo fato deste tema ser tornado público os clubes passaram a receber muito mais dinheiro pela Copa do Brasil, informo e afirmo que isto se deve, única e exclusivamente, ao fato de a Rede Globo ter passado a pagar pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil um valor compatível com a realidade de mercado.

Enfim, deixo aqui, na íntegra, os meus argumentos de defesa, que na TV, estranhamente, ficaram faltando.

E para encerrar: Onde está a prova de que,  em qualquer momento, propina – de nossa parte – tenha sido paga a quem quer que seja?

Retornar para Kleber Leite

Explicações e irresponsabilidade

Treino do Flamengo – 8/5/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite

Em todas as rodas de conversa nos botecos, no rádio, na TV, na Internet, enfim, em tudo que é lugar, se discute a subida de produção do time do Flamengo e, curioso que, em cada local de “discussão” há um motivo colocado em destaque.

No Globo.com, a ascensão é atribuída, prioritariamente, ao posicionamento de Lucas Paquetá, jogando como segundo volante. Claro que, pela idade – e até pela característica de ter maior mobilidade do que Diego – estava na cara que, nesta função, Paquetá iria contribuir mais do que o nosso camisa 10.

Aliás, não é de hoje que estamos aqui no blog, eu e um mundo de companheiros, alertando que Diego estava jogando demasiadamente recuado, longe da área adversária e que, o ir e vir permanente, isto é, beijar o pé e o pescocinho da girafa várias vezes, não era compatível com a idade de Diego e que, mais próximo ao gol adversário renderia muito mais.

Dé, “o Aranha”, figura querida, atribui a subida de produção do time à saída de Éverton 22. Na opinião dele, os rubro-negros deveriam agradecer ao São Paulo, pois a saída de Éverton não deixou outra saída para o treinador (?), senão escalar o melhor time possível.

Anotei outras opiniões, como a de que Cuellar – para muitos, o melhor volante em atividade no Brasil – é o grande responsável, pois praticamente sozinho, segura a barra de uma defesa que tem seus pontos vulneráveis.

Há também quem não esqueça do goleiro Diego Alves que, finalmente, engrenou e passou a pegar as bolas possíveis e também as impossíveis. E, para finalizar, os mais pessimistas afirmando que até agora nada pode ser concluído, pois só pegamos “galinha morta”.

Resumo da ópera: Cada um com o seu enfoque, mas o mais próximo da realidade está na soma de tudo que foi comentado. Há pertinência em cada uma destas colocações.


O país está mergulhado em um mar de irresponsabilidade, onde a “delação” virou moda. E, esta não é a discussão. O que levanto aqui é que o “produto” de qualquer delator só deveria se tornar público a partir do momento em que provas irrefutáveis fossem confirmadas.

Na política, ou melhor, com uma política sendo a vítima num caso de polícia, um delator que sequer sabemos quem seja e, sem que qualquer prova tenha sido apresentada, já jogou às feras um outro político, também vereador – como era a vereadora covardemente assassinada. E se o cara que foi citado, com fotos em todos os jornais, não tiver nada com isto? Quem conserta esta execração pública?

Alexandre Campello, presidente do Vasco. (Foto: Agência O Globo) Umanizzare

No futebol, algo parecido. O presidente do Vasco é acusado de surrupiar a renda de um jogo e levar o dinheiro para casa, além de usar o dinheiro da venda de Paulinho em benefício próprio. Acho que a irresponsabilidade é algo contagioso, pois passou a fazer parte do nosso dia a dia, virando rotina e algo absolutamente comum.

Não conheço o presidente do Vasco. Custo a acreditar que o dirigente de um clube, com a grandeza do Vasco da Gama, tenha surrupiado a renda de um jogo e levado o dinheiro pra casa. Idem com relação aos recursos provenientes da venda do jovem Paulinho. Isto, é o que penso, eu e certamente mais algumas pessoas.

O problema, é que o momento que estamos vivendo leva muita gente a concluir, mesmo sem ter maiores informações ou qualquer prova apresentada, que o acusado do dia é mais um ladravaz. Quanta irresponsabilidade…

Guerrero e Maracanã

Guerrero chega ao CAS, na Suíça, para acompanhar sua audiência (Foto: EFE) Blog Kléber Leite

Pelo noticiário, e pela alegria de Guerrero e de seus advogados, o tema na FIFA, ao que tudo indica, está resolvido, o que faz com que o atacante peruano tenha condições imediatas de voltar a jogar futebol.

Paralelo à boa notícia, corre a decisão que a direção do Flamengo terá de tomar, renovando ou não, o contrato de Guerrero, que já sinalizou exigir a duração mínima de três anos por este novo vínculo.

Este é o tipo de assunto que deve estar tirando o sono do presidente Eduardo e de seus companheiros de diretoria. Ainda não se deve esquecer que, além da exigência de três anos, Guerrero – que já tem um baita salário – quer engordar a poupança…

Não sei se “cavadinha” ou fato real, mas, do nada, surge a notícia de que o Palmeiras, pródigo em contratações milionárias, é o novo interessado no nosso personagem.

Palavra de honra que não gostaria de estar na pele do nosso presidente, pois a decisão é difícil e, seja qual for a definição do quadro, haverá gente reclamando. O nosso blog serve como termômetro e, pelo que tenho lido nos comentários, as opiniões estão divididas.

Como não sou de ficar em cima do muro, por três anos não renovaria em hipótese alguma. Tentaria por um ano. Se não conseguisse ultrapassar esta barreira, tchau…e, vida que segue…


Fred Luz (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Umanizzare

Tenho aqui comentado que o Flamengo tem um executivo de causar inveja a qualquer clube. Fred Luz, é um craque na acepção da palavra. Pena que “a fábrica de moer gente” que é o futebol, faça com que a imagem deste excepcional executivo fique abalada.

Na estrutura do clube, que, diga-se de passagem, é muito boa, este é o grande equívoco. Fred Luz é o CEO do clube e não do futebol, onde deveria contribuir com o seu talento em situações específicas, como por exemplo, este tema tão importante que é ter a nossa casa para jogar.

Tenho a informação de que tudo caminha muito bem para um acordo definitivo, envolvendo Flamengo, Odebrecht e Governo Estadual, no sentido de que, durante quatro anos, o Flamengo tenha a sua casa, por um preço justo, para os jogos no Rio de Janeiro.

Acordo firmado, será um gol de placa de Fred Luz, que está conduzindo, pelo Flamengo, também esta negociação. O “também”, pelo fato de Fred já ter conduzido tantas outras, que contribuíram para que o Flamengo seja o clube de maior faturamento no Brasil.

E, quem é do contra, que não venha dizer que a dinheirama que entra nos cofres do clube é obra e graça de uma situação favorável de mercado. Pode até ser, um pouco.

Como no futebol, na administração talento também faz a diferença. E neste quesito, Fred Luz é o camisa 10.