O futebol ficou maluco?

Manchetes desta segunda-feira:







(Foto: AFP)

A importância da ousadia

Passados alguns dias da eliminação da Seleção Brasileira nesta Copa, na conversa informal com os amigos, há a unanimidade de que faltou ousadia a Tite em momento crucial da disputa.

A Seleção Brasileira foi para o intervalo do jogo perdendo de 2 a 0 para a Bélgica, com três jogadores – Fernandinho, William e Gabriel Jesus – jogando muito abaixo do mínimo exigível. Em síntese, tínhamos a obrigação de correr atrás, na tentativa de, pelo menos, empatar e levar o jogo para a prorrogação. Como na prorrogação pode ser feita uma quarta alteração, Tite deveria ter voltado para o segundo tempo com Renato Augusto, Douglas Costa e Firmino, nos lugares de Fernandinho, William e Gabriel Jesus.

Faltou ousadia, coragem, talvez até experiência internacional ao nosso treinador. A Copa pesou…

E, bom não esquecer que, apesar da tão propalada organização da comissão técnica, alguns jogadores foram convocados com problemas médicos e, talvez em homenagem à velha amizade, foram no peito e na raça. Errado!!!

Acho que Tite deve ter aprendido muito nesta Copa e, seria uma burrice fenomenal jogar fora esta experiência adquirida fora. Desta forma, não há como não se imaginar que Tite deva continuar.

Esperamos nós que, na próxima Copa com ousadia quando isto for necessário, e sem a obrigação de levar para o Catar, por amizade ou gratidão, quem quer que seja.


(Reprodução da Internet)

Paulo Henrique Ganso

O papo de hoje é esse. O possível interesse do Flamengo neste jogador que pintou tão bem, inclusive dividindo com Neymar o protagonismo naquele bom time do Santos. Os que são do contra vão dizer que Ganso está mal, que inclusive está barrado no seu time.

Aí pergunto: e quando é que se pode repatriar um jogador brasileiro, qual não seja quando ele não esteja em um bom momento? Claro que isto é regra e, como para toda regra há uma exceção, Romário está aí para confirmar.

Sempre gostei muito do futebol de Paulo Henrique Ganso e, por um principio básico e simples. Trata-se de um jogador diferenciado, tecnicamente, muito acima da média. Se a cabeça estiver boa, vai produzir, pois futebol ele tem. Tomara que seja verdade.

Há quem comente que o Flamengo tem também interesse no meia Giuliano. Embora não tenha o futebol de Ganso, pelo que se joga por aqui, também seria bem-vindo.


(Reprodução da internet)

França x Inglaterra?

Em todas as casas de apostas mundo afora, este é o jogo que todos estão apontando como sendo a finalíssima desta Copa do Mundo. No somatório, tradição + futebol e, como quem aposta coloca o seu suado dinheirinho no risco, esta – sem dúvida – é a opção mais conservadora.

Da mesma forma, como o azarão paga mais, há quem arrisque na zebra máxima, apostando em Croácia x Bélgica, sem esquecer as outras combinações que, poderíamos chamar cada uma delas – Croácia x França e Bélgica x Inglaterra – como “meia zebra”.

Se você fosse colocar o seu dinheirinho no fogo, apostaria em que final?

Quem é bom, nunca é demais

(Reprodução da internet)

O nome da vez é Vágner Love. Aliás, o nome da milésima vez, já que, de novo, o Flamengo faz a tentativa, após “bater na trave” nas duas últimas.

Vágner Love pode resolver o nosso problema? Claro que pode!!! Além de saber jogar bola, princípio básico para quem pretende atuar em um time de ponta, o nosso personagem tem empatia com o gol e um currículo animador.

Ontem, ouvi de um amigo rubro-negro que Vágner Love é um ex-jogador, ao que contestei de imediato com dois argumentos. Primeiro, por ter começado muito cedo, as pessoas imaginam que tenha muito mais idade do que realmente tem. Vágner Love tem 33 anos e goza de saúde perfeita. Além disso, é bom nunca se esquecer a realidade do futebol brasileiro e, aproveitando o gancho, deixo no ar a seguinte pergunta: Que centroavante em atividade no Brasil é melhor do que Vágner Love?

E, vamos somar a tudo que já disse aqui, a extrema necessidade que tem o Flamengo de um atacante agudo, que possa fazer companhia e dar uma mãozinha lá na frente ao nosso Vinícius Júnior. Tomara que dê certo…


E, conforme já esperávamos, Paulo Autuori deixou o Fluminense e, pelo pique da remada, como diziam os antigos companheiros do Rádio, vai desembarcar no Flamengo.

Todos aqui já sabem o que penso e, como sou fiel às prioridades. Muito antes de um coordenador, diretor técnico, gerente ou, qualquer outro nome que se queira dar, o Flamengo precisa de um TREINADOR compatível com o seu tamanho, suas exigências e seu elenco.

Nada contra Paulo Autuori, a quem considero um gentleman, muito embora tenha como defeito, se é que assim podemos dizer, o fato de não ficar muito tempo nos desafios profissionais que aparecem.

Em 1997, após uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, Paulo Autuori me pediu cinco jogadores para que o ano de 98 fosse de ouro para o Flamengo. Contratamos, a pedido dele, Rodrigo Fabri, Zé Roberto, Romário, Palhinha e Cleisson.

Após estrear na temporada com uma derrota para o Vitória, da Bahia, Paulo Autuori entregou o cargo e, consegui demovê-lo desta ideia. No jogo seguinte, perdemos para o Bangu, em Moça Bonita. Aí, não houve jeito. Pegou o boné e foi embora.

Agora mesmo, no Fluminense, nova passagem muito curta. Em que pese, ser estudioso, conhecedor da matéria e, de fino trato, o desapego ao projeto é uma característica marcante no possível futuro gerente de futebol rubro-negro.

Você aprova a contratação de Dourado?

(Reprodução da TV)

A contratação de Henrique Dourado é dada como certa.

Ainda sem poder contar com Guerrero e, como a reposta de Vizeu não foi satisfatória, a luz vermelha piscou na Gávea e, pelo jeito, inclusive diante da falta de bons atacantes no mercado, a diretoria do Flamengo partiu para cima do atacante que, no ano passado, foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Jô, do Corinthians.

Dourado é o tipo do jogador pesadão, pouco habilidoso, tendo como características principais, meter a bola pra dentro e ser um excelente batedor de pênaltis.

Embora a contratação não me anime, não há como não reconhecer que a tentativa seja válida. Tenho que ser coerente comigo mesmo e, quando abraço a tese de que o maior pecado é a omissão, não posso deixar de entender, e  – por que não? – concordar com a decisão de se resolver o problema, que é flagrante, com Henrique Dourado.

Bem, esta é a minha opinião. E a sua?

A volta de Julio Cesar

Apresentação de Julio Cesar – 29/01/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Segundo Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra e, partindo deste principio, embora esteja feliz pelo retorno de um dos melhores goleiros do Flamengo, senão o melhor ao longo da história, tenho a absoluta convicção de que há quem não pense como eu, porém, o consolo fica por conta da máxima do mais genial dramaturgo do Brasil, tão genial que, tricolor confesso, tinha em parte significativa do seu coração as cores vermelha e preta. Portanto, abaixo a unanimidade e, comecemos a discutir o tema.

Se juiz de direito fosse, a bem da verdade, e coerente com a necessidade da imparcialidade, impedido me daria para julgar. Como não sou juiz de direito e, de forma transparente me dirijo a todos, não posso deixar de colocar que tenho uma profunda relação de amizade e carinho com o nosso personagem que, já em 1995, a meu conceito – e há várias testemunhas – tratava-se de um talento raro.

Um pouco depois disso, vi e participei da condução de Julio Cesar, de goleiro juvenil para titular do time principal e, logo na largada, foi duas vezes campeão, tendo conquistado o título da Copa de Ouro e o da Copa dos Campeões Mundiais.

Não há como separar Julio Cesar do Flamengo, pois ele sempre foi apaixonado pelo clube e, quando isto ocorre, quando há este tipo de laço eterno, o retorno é facilmente explicável, até porque a iniciativa partiu dele e, em demonstração de grande e bela sensibilidade, o presidente Eduardo, o super CEO Fred Luz, a diretoria de futebol e Carpegiani, compraram a ideia.

A informação é a de que o contrato será de apenas três meses, com salário simbólico de quinze mil reais, e que este contrato não será renovado. Como ideia inicial, tudo bem, só que, há uma máxima popular que diz que “o futuro a Deus pertence”. E, apesar do que se pensa hoje, quem sabe em futuro bem próximo não se conclua que, para o bem de todos e felicidade geral da NAÇÃO, que uma providencial esticadinha no contrato até o final do ano seja absolutamente necessária…

Antes de falar sobre o profissional, primeiro, é importante que todos saibam que Julio Cesar é uma figura humana espetacular, adorável. Não tenho nenhuma dúvida de que, em breve tempo, será o líder deste grupo e, líder do bem… que vai ajudar muito na formação desta garotada que está surgindo. Os que têm potencial, como Paquetá e Vinícius Júnior, serão os grandes beneficiados, pois haverá no grupo alguém que possa mostrar a eles que têm talento, que a humildade e o espírito coletivo são fatores decisivos para o sucesso.

Quanto ao fato de poder contribuir como atleta, como goleiro, não tenho nenhuma dúvida, também. O mundo mudou. Roger Federer, com 36 anos, está atropelando todos os garotões do tênis, e ontem atingiu uma marca histórica. Quantos e quantos trintões – e alguns quarentões – e jogando na linha, estão por aí arrebentando… e, claro, convenhamos que seja muito melhor jogar com 36 anos no gol, do que no meio de campo…

Enfim, como rubro-negro, estou muito feliz. Julio Cesar chegou para somar. E muito! Para ele, toda a sorte do mundo.

Dormimos no ponto

Gustavo Scarpa (Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press)

Claro que o que passo a colocar aqui nada mais é do que uma opinião meramente pessoal, cuja base é a nossa paixão comum. Até este momento tinha eu a quase certeza de que o nosso pessoal, na encolha, estava trabalhando a contratação de Gustavo Scarpa, um dos raros jogadores em atividade com poder de criação e, ainda jovem, pois completou recentemente 24 anos.

Com enorme frustração, li agora no Globo.com que o Palmeiras acaba de acertar um contrato de cinco anos com Scarpa. Antes que alguém diga que isto pode ser revertido, que o Fluminense pode recorrer, não há como negar que, mesmo que isto aconteça, o Palmeiras continuará tendo enorme vantagem sobre qualquer outro possível interessado, pois já há um contrato em vigor. O que pode acontecer na frente, caso o Fluminense tenha sucesso no judiciário, será um acordo entre as partes, com Scarpa cumprindo o seu contrato com o Palmeiras.

Imagino o quanto deve estar feliz o torcedor palmeirense, pois as seis contratações feitas já deixam a pista de quem deva ganhar tudo neste ano de Copa do Mundo. Além de contratar dois jogadores que desequilibram – Lucas Lima e Scarpa – o Palmeiras fez mais quatro contratações pontuais e inquestionáveis: Emerson Santos para a zaga; Weverson para o gol; Marcos Rocha e Diego Barbosa para as laterais. Caramba!!!

Claro que futebol não é ciência exata e, nem sempre as coisas funcionam como se espera, mas não há como negar que para ganhar título, o primeiro passo é o time que se coloca em campo e, o do Palmeiras – no papel – é de encantar o seu torcedor. Que inveja…

ESTRANHO, CURIOSO E INTRIGANTE

 

Manchete do Globo.com: “FLA SE APROXIMA DE ANUNCIAR COLOMBIANO INDICADO POR RUEDA”.

A matéria dá conta de que trata-se do atacante Marlos Moreno, de 21 anos, que pertence ao Manchester City, da Inglaterra, e está emprestado ao Girona, da Espanha. Marlos Moreno era do Atlético Nacional, onde jogou 39 partidas, marcando oito gols.

Na temporada 2016/2017, jogou pelo Deportivo La Coruña (assista a um lance de sua estreia no clube galego no vídeo acima). Foram 23 jogos e nenhum gol marcado. Agora, no seu novo clube, o Girona, só jogou três partidas, não tendo marcado nenhum gol.

ESTRANHO, CURIOSO E INTRIGANTE, o fato de um treinador abandonar um clube e, mesmo após a saída deste profissional, este clube dê sequencia, mesmo já tendo contratado outro treinador, ao que o que deu no pé planejou.

No meu tempo, qualquer jogador para ser contratado passava pelo crivo do treinador do momento e não o do passado. Será que Carpegiani já ouviu falar em Marlos Moreno? E, outra coisa. Confiança, responsabilidade, comprometimento e competência, não foram marcas registradas do senhor Rueda na sua triste passagem pelo Flamengo.

Segunda pergunta: você compraria um carro do Rueda?

 

Contratar para resolver

(Foto de Ricardo Cassiano / Lancepress)

No plano estadual, a diferença do Flamengo para os outros três adversários é simplesmente gigantesca.

Enquanto Vasco, Fluminense e Botafogo, brigam dia a dia para manter a dignidade, honrando seus compromissos, o Flamengo navega na paz, sem quase nenhum tipo de problema.

Embora ainda, oficialmente, não tenha contratado ninguém, pela diferença técnica, não há como negar que este Campeonato Carioca se anuncia, em tese, como o mais fácil de todos os tempos para o time de Carpegiani.


As baterias do Flamengo, segundo o noticiário, estão voltadas para a contratação de um centroavante e, Vagner Love é a bola da vez.

Acho uma boa pedida, já que no mercado as opções são curtas. Entre o clube e o jogador, tudo certo, faltando apenas o clube da outra ponta liberar Love.

A preocupação em preencher esta lacuna se deve à possível longa ausência de Guerrero. Love é boa pedida. A nove ainda é muita areia para o caminhão de Vizeu.

Respeito quem pense da necessidade de se contratar um zagueiro e dois laterais, mas se pudesse opinar nesta matéria de “engordar o bolo”, concentraria toda energia em ter Gustavo Scarpa. Com Love e Scarpa, mesmo não contratando mais ninguém, o Flamengo brigaria, na cabeça, por todos os títulos.

Quem de mansinho está se arrumando é o São Paulo que, segundo dizem, está mais perto de Scarpa, depois de ter feito contratações boas e pontuais.


Ontem, vi o jogo da Copinha. O nosso time me pareceu fraco no setor ofensivo. Mais uma vez, o quarto zagueiro – número 4 – e o capitão do time, volante, número 5, foram os destaques. Levam muito jeito…

Tomara que o time cresça nesta fase de mata-mata. Ontem, os meninos não foram egoístas… Acho que alguém deve ter dado uma dura que veio em boa hora…


Deixo no ar a seguinte pergunta: se você pudesse contratar somente dois jogadores para o Flamengo, quais seriam?

Água na boca

Pode ser que alguns companheiros não tenham o meu hábito de ler todos os comentários. Por isso e, também para os que leem os comentários, mas por um motivo ou outro, possa ter passado desapercebido, repito um trecho do comentário do companheiro IVAN RENATO e, o vídeo por ele enviado, do centroavante Omar Al Somah que, é de dar água na boca….


“Em um desses finais de semana de eliminatórias assistindo um jogo entre Austrália e Síria vi um jogador diferenciado entre os pernas de pau. Me surpreendeu a idade dele para tamanha frieza e categoria, apenas 27 anos mas se posicionava como um atacante experiente e chamava a responsabilidade sempre, em faltas e lances perigosos.

Descobri que o jogador de 1.92m, atacante, é o artilheiro da primeira liga Árabe (que sei não é lá grandes coisas, mas convenhamos o Brasil não está tão acima tecnicamente) inclusive o rapaz é comparada ao Imbrahimovic e é tido como herói da Síria por ter quase colocado seu país na copa 18.

Deixo um vídeo do rapaz que é um ponto fora da curva mas já há interesse de times das Itália e Turquia sobre ele.”


Impressionante, não? Caramba, 28 anos, 1.92m, com essa agilidade e habilidade, realmente chama atenção…

Claro que não vai faltar o comentário de que trata-se de um vídeo de melhores momentos. Pode até ser, mas que dá vontade de pesquisar, lá isso dá…

Fiz o que me competia, enviando para quem de direito no Flamengo.

Sonhar, não custa nada. Pesquisar, custa pouco…

Emerson Sheik é um pouco disso. Ninguém por aqui sabia quem ele era. Pesquisamos e chegamos a tomar conhecimento de um comentário do nosso Zico, de que Emerson o havia impressionado em um determinado jogo no Japão. A partir daí, corremos atrás e, a corrida não foi em vão…

Por que não checar?

Diego Alves e o nosso tiroteio

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Que seja bem-vindo Diego Alves e que dê paz ao número 1 do Manto Sagrado.

Para os pessimistas, que vivem com a pulga atrás da orelha e desconfiam de tudo e, neste caso específico, argumentam que o Flamengo só repatriou o goleiro pelo fato dele não estar bem por lá, contra-argumento com uma pergunta bem simples: como repatriar alguém que esteja bem na Europa?

Óbvio que, se estivesse ele tinindo, lá ficaria. Fundamental é que esteja bem fisicamente, pois com 32 anos ainda pode queimar muita lenha por aqui. O mais importante é que, tecnicamente, é inquestionável. A motivação de uma nova etapa de vida, a vontade de disputar a próxima Copa do Mundo, e o calor da nossa torcida, serão combustíveis suficientes para cabeça e alma do nosso novo reforço. Jogador brasileiro, repatriado, arrebentando lá fora, só sei de um. E, nem preciso falar…

No Brasil, dois goleiros me chamam a atenção. Um está no Corinthians, e outro no Santos. Aliás, acho que na próxima convocação de Tite os dois estarão na lista. Agora, que já jogaram mais de sete partidas pelo Campeonato Brasileiro, por este motivo, ficam inviáveis. Lá atrás teria sido possível, principalmente Cássio, que estava infeliz e com o Corinthians precisando vender. Qualquer um dos dois seria solução para quase dez anos. De qualquer forma, ante as circunstâncias, tardia, mas excelente a contratação de Diego Alves. Como dizia minha avó Corina, “antes tarde do que nunca”.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O nosso tiroteio não é do da Linha Amarela ou da Avenida Brasil. O “tiroteio” a que me refiro, é o nosso, o rubro-negro, em que parte da torcida quer a cabeça de Zé Ricardo, enquanto que há também muita gente que o defenda. Basta ler os comentários do blog para que se tenha uma ideia clara do que estou aqui colocando. Como não sou de ficar em cima do muro, não vejo como oportuna e até justa, a substituição, neste momento, do nosso treinador. Pra começar, a palavra está pessimamente colocada. Zé Ricardo, e qualquer outro profissional em atividade no Brasil, pode ser chamado de técnico, jamais de treinador. O motivo é simples. Treinador é quem comanda os treinamentos e, neste calendário maluco em que se joga, sistematicamente, duas vezes por semana, treinar quando?

Muitos reclamam do excesso de bolas alçadas na área, da falta de triangulações e outras coisas mais. Só que isto só pode ser corrigido, idealizado e depurado, nos treinos. Pergunta: Alguém pode me dizer quando foi realizado o último treino coletivo? E o último treino tático? E, estas perguntas valem para qualquer clube. Enfim, a tarefa de quem precisa arrumar um time, ante as circunstâncias atuais, é dura, quase impossível. A saída é ir se ajeitando nos jogos e, desta forma, a solução jamais será a curto prazo.

Já invadimos o segundo semestre e estamos disputando o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana, com um elenco que teve um pouco do dedo do atual treinador. Se vier alguém, neste momento, estará totalmente fora de sintonia com o grupo e sem tempo para implantar o seu método de trabalho.

Acho que a diretoria deve seguir com Zé Ricardo, sempre avaliando e, ao final destes quatro meses que restam ou, perto disso, definir que maestro comandará a banda em 2018. Aí, se houver uma mudança, o escolhido, seja ele quem for, terá tempo para montar o que vier a julgar como ideal, além de ter na pré-temporada o tempo mínimo necessário para TREINAR O TIME…

Além de tudo já exposto, ainda há mais uma pergunta: neste momento, tirar Zé Ricardo para colocar quem?

Geuvânio vale uma conversa?

Geuvânio (Foto: Reprodução)

Há certas coisas na vida e, consequentemente no futebol, em que se procura o caminho mais difícil, mais problemático, quando um simples telefonema poderia tornar tudo mais simples e, sem qualquer stress.

Este é o caso que envolve o atacante Geuvânio, praticamente contratado pelo Flamengo e, com o Santos ameaçando recorrer à Fifa, pois na transferência do jogador para o clube chinês foi colocado no contrato entre as partes a preferência para o Santos, em caso de retorno do jogador para o futebol brasileiro. E, para piorar, o Santos tem interesse em ter Geuvânio de volta. Resumo da ópera: problema criado e de solução imprevisível.

Paralelo a tudo aqui colocado, aparece o depoimento do presidente do Santos, Modesto Roma, gente boa, que tive o prazer de conhecer recentemente, dando conta de que gosta muito do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e que estranha não ter sido procurado por ele, já que a relação entre os dois é a melhor possível.

Como diria minha avó Corina, “um razoável acordo é muito melhor do que uma boa briga”. Fica a sugestão.