Wagner Chaló

O golpe(?) e o jogo

Primeiro, o tema que vem tomando conta da política rubro-negra. Nesta quinta-feira, haverá reunião do Conselho Deliberativo para apreciar modificações estatutárias, dentre elas, o mandato de presidente e vice passar de três para quatro anos. Embora, pessoalmente, não consiga entender o propósito, pois o mandato de três anos vem mais do que dando certo, dentro do processo democrático, claro que qualquer discussão proposta deve ser respeitada.

Até aí, tudo bem, porém, o que os corredores da Gávea têm escutado com frequência é que este seria o primeiro passo. Aprovada a proposta de três para quatro anos, haveria uma proposta imediata, assinada por cinquenta e tantos conselheiros, submetendo ao Conselho Deliberativo a extensão do mandato do atual presidente, Rodolfo Landim, por mais um ano. Aí estaria configurado o golpe.

Que negócio estranho é esse? Mudar o estatuto para quem está no poder ser beneficiado?
Mudar, de três para quatro anos, para ser implementado a partir da próxima eleição, embora, pessoalmente, não veja nenhuma vantagem, transita dentro da normalidade e do processo democrático.
Qualquer decisão fora deste contexto será uma grave agressão à história do Flamengo.

Aliás, embora não seja advogado, apenas por uma questão de bom senso, como o presidente e vice são eleitos pela Assembleia Geral, este tema, entendo como sendo de competência dela e não de qualquer outro poder do clube.
Tomara que o que se comenta seja fake e, se não for, que quem esteja articulando esta barbaridade tenha vergonha na cara, pois há tempo para desistir desta proposta indecorosa, vergonhosa e golpista.


 
Flamengo 0 x 3 Athletico

O jogo? Uma bagunça!!! Obra e arte deste irrequieto e inconfiável Sampaoli.
Que escalação foi essa? Jogadores fora de suas posições originais, em um troca-troca inaceitável.

Muito me chamou atenção o depoimento de Diego Ribas – que comentou pela Globo – sobre a instabilidade emocional dos jogadores. Quando afirmou que esta instabilidade tinha como origem a falta de confiança, pois ninguém tem certeza de quem é titular, ficou para mim a sensação clara de que não se tratava de opinião, e sim, de uma informação. Está claro que os jogadores estão com os nervos à flor da pele, e que a confiança no treinador foi para o espaço.

Tirando alguns poucos bons momentos de Gerson, nada mais…
Que tristeza…
Que fora do campo, nesta quinta-feira, haja respeito à nossa história centenária.