Mauro Pimentel / AFP

Precisava sofrer?

Flamengo 3 x 0 Cusco

Como um time que precisa vencer – de preferência golear, para ter vantagem na Libertadores – não entra com seus titulares?

Já cansei de bater nesta tecla e, pela importância, repito: se vai jogar Danilo ou Léo Ortiz, se, como segundo volante, entra Paquetá ou Jorginho, é um problema do treinador. Agora, em um jogo importante, ter em campo o time titular é um problema de ordem institucional.
Se o treinador comete esta loucura, compete ao dirigente comunicar que, atendendo ao interesse do clube e de sua torcida, irá a campo o time principal.

A bem da verdade, isto seria o extremo. Fico espantado como não se conversa no futebol do Flamengo. Esta decisão de escalar um time reserva em um jogo em que precisava vencer – e bem – foi uma das mais esdrúxulas que já vi no futebol.

Poupar os jogadores para a Seleção? E o interesse do clube, que paga o jogador
Além disso, o jogo da Seleção é domingo, e contra o possante Panamá…
Pela fragilidade do adversário, em condições normais, seria para meter sete ou oito gols.
Incrível, ainda, que o time tenha voltado para o segundo tempo sem nenhuma alteração.
Em síntese, apesar de Boto e Jardim, em pouco tempo, com um time minimamente normal, chegamos aos três a zero, praticamente garantindo o primeiro lugar no cômputo geral.

Bruno Henrique é um iluminado. Tem a cara do Flamengo.

O único português que tem a cara, competência, inteligência e carisma em vermelho e preto, segundo dizem, está em gozo de férias na Cidade Maravilhosa…

Alegria final, com sofrimento irresponsável e sem necessidade.