O Flamengo e o ser humano

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Blog Kléber Leite

Estou a trabalho em Buenos Aires e, desta forma, como sempre ocorre, Carlos Egon, nosso irmão do blog, vai levantar a bola, cujo tema central é o jogo do Flamengo.

Antes do Egon, já pedindo perdão por saber que vou contrariar alguns amigos, quero deixar clara a minha posição com relação ao novo episódio envolvendo Guerrero, com a extensão de sua pena até o ano que vem.

Aí, deixo de lado a paixão clubística e me apego ao sentimento humano. Será que estes gênios da FIFA, ou seja lá de onde for, responsáveis pelo prolongamento da pena, esqueceram que são seres humanos?

Será que não entendem que já passou do ponto o sofrimento de um atleta, que já pagou com juros e correção monetária, o erro que possa ter cometido.

Sabem o que penso? O ser humano está cada dia pior. Vibra com a desgraça dos outros. Esta ditadura da FIFA, impondo o que bem entende, com um bando de cordeirinhos dizendo amém, é o que há de mais covarde no mundo do futebol.

E o pior é que não mostram a cara. Agem com covardia e, como covardes se escondem. Como toda ditadura, esta chegará ao fim. Só que, até lá, muita maldade será cometida.

Registro aqui, o meu repúdio e inconformismo, ante tamanha agressão a um ser humano.

Agora, o nosso jogo.

Com vocês, levantando a bola com amor e bom humor, o nosso irmão, Carlos Egon

Dá-lhe Egon!!!


“Inquestionável que temos um time acima da média nesse Brasileiro. Mas como não conseguimos traduzir em campo tamanha superioridade?

Vejamos! Temos um elenco de mediano para bom, onde estamos colocados entre os quatro melhores do campeonato.

Como não conseguimos rodar, quando encaramos no Maracanã, uma baba como o Vitória?

A resposta não é difícil. Temos na maioria dos jogos a tal POSSE DE BOLA, que na verdade, nada representa…

Contratamos Vitinho, que chuta muito bem, mas não é suficiente para fazer a diferença. No meio do caminho um travessão… e nada mais…

Muito pouco pelo que custou, muito caro pelo que está demonstrando.

Ahhhh! Temos que levar em conta a tal da “adaptação”…

Uma mentira que serve como desculpa…

Quando nosso goleiro pega apenas uma bola e, o do Vitória deixou passar a única que foi na sua direção, fica difícil dar notas para essas crianças do parquinho de quinta-feira. Mas vamos lá!

Diego Alves – Espectador privilegiado que nos salvou num único chute – 8

Rodinei – Um touro quando parte pro ataque, uma anta quando tem que definir a jogada – 2

Réver – Como zagueiro, embora “usado”, é meu preferido na zaga. Não perde uma única bola pelo alto. Uma segurança – 8

Léo Duarte – Jogando ao lado do Réver, está aprendendo e melhorando a cada dia, mesmo não tendo trabalho hoje – 7,5

Renê – Aquela coisinha sem graça que desarma e não arma nada…. Jamais, em tempo algum, podemos esperar uma jogada de Júnior. A verdadeira água com salsicha – 5

Cuéllar – Eterno leão na marcação, mesmo não tendo um segundo volante para aliviar sua barra. Jogador de altíssimo nível que cobre tudo e todos. Inegociável… – 9

Paquetá – Sem gracinhas e muita dedicação. Não é vertical, muito menos decisivo, mas é muito craque quando deixa de lado as firulas – 7

Diego – Mesmo prendendo a bola em demasia, é diferenciado nesse time. Se esforça e até tenta marcar, mas a idade não permite correria desnecessária – 9

Éverton Ribeiro – Cada partida melhora absurdamente! Jogador fundamental no nosso esquema – 9

Ceifador – Deveria ser candidato pelo MST! De bola não entende picas – 1

Vitinho – Aos poucos vai se adaptando! Se é que isso existe…  Mas, já está partindo pra dentro como fazia no Botafogo – 7

Barbieri – Arrumou 3 pontos e nos aproximou do líder. Çei!!!!!”

Carlos Egon Prates