Há hora para tudo

Rafinha, atualmente no Bayern de Munique (Foto: Leon Kuegeler/Reuters).

Confesso que às vezes custo a acreditar no que leio. Não por duvidar da seriedade e competência de quem divulga a notícia, e sim, ante a insensibilidade de quem dá origem, colocando em risco, no momento, interesses bem mais importantes.

Claro que todo torcedor quer reforços para o seu time, mas até para isso há o momento exato que, no caso do Flamengo, definitivamente, não é esse.

As duas notícias de hoje dão conta de que o Flamengo está tentando o lateral direito Rafinha, e que Rueda pediu a contratação do atacante Ábila, emprestado pelo Cruzeiro a um clube argentino. Não quero aqui propor a discussão se são bons reforços ou não, até porque incorreria no mesmo equívoco que acabo de apontar.

O momento pede concentração nos dois objetivos que podem salvar o nosso ano. Não há nada mais importante no momento do que concentrar todas as energias e dedicar toda a atenção, em conquistar a Copa Sul-Americana e, como seguro morreu de velho, ter a garantia, nem que seja da pré-Libertadores, de conquistar a vaga através do Campeonato Brasileiro.

Futebol é algo muito sensível, que tem que ser tratado com muito cuidado e, em que a regra básica é respeitar as prioridades, pois quando isto não acontece pode haver algum tipo de influência negativa.

Será que os laterais direitos e os atacantes do Flamengo vão comemorar a possível chegada destes possíveis dois novos reforços? Claro que não. E, são eles, os que estão aqui, que vão entrar em campo neste momento decisivo.

Também no futebol, há hora para tudo…

Vitória duplamente importante

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando se é minimamente competente, a sorte ajuda.

A sorte começou lá atrás, na quarta-feira, quando o Corinthians se sagrou campeão. Óbvio que, se nesta tarde o título ainda estivesse em jogo, o Corinthians seria outro adversário. Como conquistou o título, o campeão do Brasil entrou hoje em campo ainda de ressaca e, com alguns jogadores poupados.

Como nada tem a ver com isso, o time do Flamengo, pressionado pelos últimos resultados, entrou com os nervos à flor da pele, mas com a faca entre os dentes.

Falando ainda em sorte, há decisões de arbitragem que podem definir um jogo. Hoje, tivemos a sorte em dois momentos. Primeiro, na marcação do pênalti que realmente foi duvidoso e, como tal, o árbitro poderia marcar ou não. O segundo momento, na loucura que foi a agressão de Rhodolfo em Felipe Vizeu e, na grosseria de Vizeu com o gesto obsceno para Rhodolfo. Os dois poderiam – e deveriam – ter sido expulsos. Não foram. Demos sorte…

A barração de Éverton Ribeiro e, as escalações de Mancuello e Geuvânio deixaram o torcedor do Flamengo com a pulga atrás da orelha. Menos mal que Mancuello foi bem, tendo feito inclusive um golaço. Apesar da vitória e do fato de Mancuello ter atuado bem, é difícil entender este tipo de decisão por parte do treinador. Tomara que tenha sido só para hoje…

Um fato me chamou a atenção. Como é super importante a presença de um baita goleiro. Hoje, o nosso goleirão fez três defesas espetaculares e uma muito difícil, que se dá o rebote, seria gol do Corinthians. Goleiraço!!!

Diego também foi muito bem. Jogou como um verdadeiro armador e, não como um ponta de lança. Hoje, foi perfeito na função.

Resultado importantíssimo. Primeiro, pelo fato de manter o time vivo na briga pela Libertadores, via Campeonato Brasileiro. E, como sempre digo que, em futebol, confiança é quase tudo, acho que começamos a ganhar o jogo de quinta, pela Copa Sul-Americana, no jogo deste domingo em cima do campeão brasileiro.

Finalmente um domingo feliz!!!

Batom na cueca

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Vi no final do dia, parte da entrevista coletiva no Ninho do Urubu, quando foi entrevistado o diretor executivo, Rodrigo Caetano.

Aprendi ao longo do tempo que, em momentos como este que o Flamengo atravessa, não é produtivo este tipo de entrevista, pois o entrevistado é obrigado a tapar o sol com a peneira e, ante o estado de espírito do torcedor, acaba soando mal, como se ali estivesse um ser alienado, completamente fora de sintonia com a realidade.

Numa situação como essa em que o futebol do Flamengo vive, um diretor ou o responsável pelo setor, só deve dar as caras se houver algo importante a ser comunicado. Não havendo, melhor ocupar o tempo de forma mais produtiva, pois não há explicação para batom na cueca…

O batom, foram as contratações em grande número que não deram certo e não encaixaram. O batom foi a contratação de um treinador que chegou, na fase aguda da temporada, com vários títulos em disputa, sem saber nada sobre Flamengo, jogadores do Flamengo e seus adversários.

A Cueca, o Flamengo e sua imensa legião de torcedores.

Não há o que explicar, pois explicado está, até porque o torcedor não é idiota. A hora é de assumir os equívocos e ter humildade e coragem para encontrar rapidamente as soluções.

Simples assim…

RUIM de “A a R”

Coritiba x Flamengo – 16/11/2017 (Foto: Staff Images / Flamengo)

O “A” é do amarelo. Nada contra a cor, que até acho alegre. O ruim é a interferência desta cor na tradição de um clube pra lá de centenário. O FLAMENGO É VERMELHO E PRETO!!!

Por favor, chega de se render aos interesses comerciais das fábricas de material esportivo. O FLAMENGO não é o Villa Real, e tão pouco o Brasiliense. O FLAMENGO É VERMELHO E PRETO!!!

O  “R” é de Rueda. Que coisa medonha o nosso time. Nunca vi tão desarrumado, sem inspiração e sem personalidade. Rueda foi um irresponsável em aceitar este convite. Visou única e exclusivamente o vil metal.

Como é que alguém chega para comandar um time, na fase aguda do calendário, com várias competições em disputa, sem conhecer ninguém no Flamengo e tão pouco nossos adversários?

Aí, tivemos a soma de um palpite infeliz por parte da diretoria, com uma extrema irresponsabilidade de Rueda.

O nosso treinador, que sabe de Flamengo o que sabemos nós de botânica, escala mal, substitui pior ainda e, não passa nenhuma energia. Um desastre.

Não está sendo pior em função da incompetência dos nossos concorrentes. Reparem que, mesmo com resultados ridículos, o Flamengo continua na mesma posição na tabela.

Temos um tempinho até o início da semifinal da Copa Sul-Americana. Alguém precisa por ordem na casa e dar uma injeção de ânimo na rapaziada. Duro é ver tanta desarrumação. Diego jogando recuado demais e, terminamos com Rhodolfo na ponta esquerda.

Há momentos pra tudo na vida. No nosso caso, uma sacudidela precisa ser dada IMEDIATAMENTE!!!

Será que ninguém vê? Por favor…

Peru, Corinthians e Flamengo

(Foto: EFE / Ernesto Arias)

A festa peruana, com 50 mil pessoas no estádio, foi algo mágico no futebol.

A vitória por 2 a 0 sobre a Nova Zelândia foi justa. A emoção maior foi após o apito final, com a torcida dando um verdadeiro show. Foi muito bom ver a classificação da seleção peruana. Torci muito. Valeu a pena ter encarado a madrugada.


(Foto: Miguel Schincariol / AFP)

E o Corinthians, ante tanta incompetência da concorrência, e com justiça, finalmente colocou a mão na taça. Conquista curiosa, em que após um primeiro turno irrepreensível, desceu a ladeira de forma vertiginosa e, mesmo assim, chegou lá. E, só chegou pelo fato de todos os concorrentes, pelos mais variados motivos, terem descido a mesma ladeira.

Pelo pouco investimento, uma conquista para ser muito comemorada pelos corintianos. Caiu do céu…

Dizer o que? Parabéns!!!


Treino do Flamengo – 14/11/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, lá vamos nós no jogo de hoje contra o Coritiba. Leio que o nosso treinador vai barrar Arão, e “testar” Márcio Araújo. Será que o repórter escreveu certo? Será isto mesmo?

Enfim, nada mais me surpreende no futebol, mas ser for verdade, que é de lascar, é.

O Vasco empatou. Como tem o mesmo número de vitórias do que o Flamengo, mas perde no saldo  (que vergonha!), ainda estamos na frente. Hoje, até um pontinho é bom negócio, “quebra um galho”…

De uma certa forma, temos, a exemplo do Corinthians, contado com a incompetência da concorrência. E, de certa forma, muito bom que o Corinthians já seja o campeão. Que comemorem muito, de preferência, invadindo o final de semana. Que a farra se estenda até sábado…

Feriado Nacional. Aniversário da Maior Paixão Popular do País!!!

O que é mais importante: a Proclamação da República; ou o nascimento da maior paixão popular do Brasil?

Pois é… Neste 15 de novembro de 2017, mais uma vez coloco o que precisa ficar registrado na história do nosso país.

Se não fôssemos uma república, seríamos alguma outra coisa de qualquer maneira.

E se não houvesse o Flamengo? Este país seria igual? Afinal, somos uma religião, abraçada e envolvida por um manto sagrado que une mais de 40 milhões de pessoas.

“Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo”.

Parabéns a todos os rubro negros, e parabéns ao “arco-íris”, que sobrevive na sombra do Manto Sagrado.

VIVA A VIDA!!!

E, O QUE É A VIDA SEM O FLAMENGO?

MEEENNNNGGGOOOOOO!!!

P E R I G O!!!

(Foto: Gilvan de Souza)

Leio no Globo.com que já há um sopro de mudanças no futebol do Flamengo para 2018, e que Fred Luz e Rodrigo Caetano “estavam na berlinda”.

De cara, faço questão de afirmar – e com absoluto conhecimento de causa – que a nossa estrutura diretiva é composta por pessoas de bem, competentes, porém, em um desenho completamente equivocado.

Como é que pode, um profissional raro como Fred Luz ficar à mercê dos resultados do futebol?

Cada um no seu cada um. Fred Luz é um extraordinário executivo, capaz de defender e conduzir os interesses comerciais do Flamengo como ninguém. Ele é o executivo do clube, não do futebol, até porque, ele próprio já me disse que o futebol não é a sua praia.

Poucas vezes convivi com alguém tão firme, competente, talentoso, criterioso, justo, pragmático, educado, sensível e, tudo isto, com charme.

O Flamengo tem um gênio como executivo. Um absurdo expor alguém assim. O futebol é problema do presidente e do vice de futebol, e ponto!!!!

Muito mais importante do que modificar trocando pessoas, é reorganizar a estrutura do clube, que com todo respeito, é falha.

Transportando o caso do FRED Luz para o futebol, é – mais ou menos – como se escalar o Diego como zagueiro de área ou, como goleiro. Uma loucura…

Sugiro uma reformulação administrativa imediata. Há o risco iminente de perdermos valores raros em função deste grande equívoco.

Tomara que o nosso presidente entenda o que estou colocando. Isto não é ser oposição, até porque, não sou. Isto é, modéstia à parte, saber enxergar quem é quem para o bem do Flamengo.

Itália, Ceni e Vinícius Júnior

(Foto: La Presse)

Bem que o árbitro espanhol tentou ajudar, mas a seleção italiana não se ajudou e a vaca foi pro brejo…

O jogo, pobre tecnicamente, foi rico em emoção. A Itália, com a entrada no time do brasileiro Jorginho, foi bem melhor do que no primeiro confronto, criando jogadas perigosas, o que jamais aconteceu no jogo realizado na Suécia.

Taticamente, o time sueco beirou a perfeição e, não fosse a parcialidade do árbitro, somada à falta de um atacante veloz que puxasse o contra-ataque, poderia ter saído com a vitória.

Ainda no primeiro tempo, o árbitro espanhol deixou de dar dois pênaltis claros a favor da Suécia. Dois lances onde funcionaram duas mãos malandras dos italianos.

O placar de 0 a 0 tirou a Itália da Copa. Papelão… ao molho de tomate!!!


(Foto: Marcos Ribolli)

Já era para ter dividido este tema com vocês e, sempre fui esquecendo. Achei muito legal a decisão de Rogério Ceni em aceitar a proposta para ser o treinador do Fortaleza.

Pela liderança e longa experiência no futebol, Ceni tem tudo para se tornar, quem sabe, um treinador de ponta.

Agora, livre da corrente afetiva que o ligava ao São Paulo, vai poder dar início ao trabalho sem o peso da paixão.

O futebol brasileiro está precisando de boas caras novas. Acho que Rogério Ceni vai se tornar um baita treinador. Boa sorte pra ele.


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Hoje, vendo o jogo em que a Itália se despediu da Copa, não pude deixar de constatar como é importante um time ter, pelo menos, um atacante veloz e, claro, bom de bola. Se a Suécia tivesse ao menos um, teria saído com a vitória.

E, aqui em casa, nós temos e não usamos. Já está passando do ponto o não aproveitamento de Vinícius Júnior, que tem jogado, em média, de 15 a 20 minutos por partida.

Na realidade, hoje, a nossa melhor alternativa ofensiva pela esquerda é com Éverton de lateral e Vinícius Júnior no ataque. Será que é tão difícil ver isso?

E vamos jogar contra o Coritiba que, como precisa do resultado para afastar o fantasma do rebaixamento, vai acabar deixando espaço. Quando isto acontece, o bom de bola veloz fica com a faca e o queijo nos pés…

Vinícius Jr neles!!!

Desarrumado e sem inspiração

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Em síntese, é o que pode se dizer do time do Flamengo neste jogo contra o Palmeiras.

O placar do primeiro tempo – 2 a 0 – que acabou sendo o resultado final, reflete como o nosso time entrou desarrumado. Pra começar, dando inúmeras oportunidades de contra-ataque ao Palmeiras e, daí, nasceu o primeiro gol. Erro crasso de posicionamento dos dois zagueiros de área que ficaram em linha, quando um deles deveria estar na sobra.

O segundo gol, mérito deste bom jogador Keno, construtor intelectual da jogada palmeirense.

Imaginei que no segundo tempo o senhor Rueda fosse colocar Vinícius Júnior no lugar de Renê. Primeiro, por ser uma alteração óbvia e, como agravante, pelo fato de Renê ter recebido cartão amarelo. Quem saiu foi Cuellar e, a partir daí, o time que estava desarrumado se transformou numa caricatura. As outras duas alterações, me nego a comentar. Perda de tempo…

O que fica mais do que claro é que o elenco não foi bem montado. Não dá para ficar sem Guerrero e ter Vizeu como reserva imediato. Não dá para ficar sem Diego e, entregar a criação do time para Paquetá, que hoje, a bem da verdade, não foi dos piores. Mas de qualquer maneira, ainda tem que comer muito feijão com arroz.

Pior de tudo é ter que, na impossibilidade de torcer por uma vitória nossa, ficar secando o Vasco para não nos ultrapassar. Duro…

Ainda pior, é que no meio de semana um resultado negativo diante do Coritiba, em Curitiba, obrigatoriamente nos colocará atrás de Vasco ou Atlético Mineiro, que se enfrentarão em São Januário.

Hoje, tirando um pouquinho da vontade de Éverton, Éverton Ribeiro e Paquetá, o que se viu foi uma pobreza só.

Infelizmente, a coisa tá feia…

Muito futebol. Qualidade zero!

(Foto: Fernando Soutello / AGIF)

Nesta fase de recuperação tenho visto tudo que é jogo de futebol.

Pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, vi a vitória da Suécia sobre a Itália e, na madrugada deste sábado, Nova Zelândia x Peru, jogo que terminou empatado em 0 a 0.

Pelo Campeonato Brasileiro, vi a vitória do Atlético Paranaense em cima do Botafogo, no Engenhão. O que estes jogos tiveram em comum? A péssima qualidade.

O menos ruim foi Suécia e Itália, mesmo assim, de uma pobreza técnica de dar dó.

Agora, de irritar, os outros dois jogos, um pelas eliminatórias e outro pelo Campeonato Brasileiro. No Engenhão, só houve gol pelo fato de o goleiro do Botafogo, o paraguaio Gatito, ter espalmado a bola para dentro do gol. Não fosse isso, Botafogo e Atlético Paranaense estariam jogando até agora e, com certeza, o placar estaria em 0 a 0.

Definitivamente, toda vez que o Botafogo tem a obrigação de tomar a iniciativa, a vaca vai pro brejo. O time de Jair Ventura é bem arrumado, disciplinado, mas pobre de técnica. A sua única arma é o contra-ataque. Quando se vê obrigado a propor o jogo, se enrola todo. Tanto é verdade que esta foi a sexta derrota no Engenhão, neste Campeonato Brasileiro.

Fiquei acordado de madrugada, curioso em ver como a seleção peruana iria se virar sem Guerrero e, torcer por uma boa atuação do nosso lateral Trauco.

Guerrero fez muita falta. A seleção peruana perdeu personalidade sem a presença de seu artilheiro e principal jogador.

Trauco, burocrático ao extremo. Incapaz, como faz no Flamengo, de tentar uma jogada pessoal ou arriscar um chute de longe.

Enfim, muito futebol e nada para se aproveitar. Jogos duros. De se ver…

Neste domingo, o nosso jogo é contra o Palmeiras e os objetivos são iguais, com os dois lutando por uma vaga na Libertadores, via Campeonato Brasileiro.

Não tenho nenhuma dúvida que será um bom jogo. Flamengo e Palmeiras fazem parte de um pequeno grupo de equipes que têm condições de propor o jogo. Pelo fato de jogar em casa, a obrigação maior fica com o Palmeiras, o que equivale a dizer que o contra-ataque pode ser a solução para o Flamengo.

Tomara que o senhor Rueda lembre que Vinícius Júnior existe.