Poema de vida

Recebi este vídeo, fruto de um trabalho de extrema sensibilidade dos nossos amigos da Rede Globo, do rubro-negro Carlos Peixoto.

Apaixonante, inspirador, sublime…

Aí meus amigos, o clubismo passa ao largo, pois o amor une e inspira.

Curtam este poema de vida…

 

E por falar em embalar…

Flamengo 5 x 1 Chapecoense, na Ilha do Urubu. (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Revendo toda a tabela do Campeonato Brasileiro, encontrei algo muito interessante. Da vigésima primeira, até a vigésima quinta rodada, o Flamengo fará, de forma seguida, cinco jogos na cidade do Rio de Janeiro.

21ª – rodada –  Atlético Goianiense
22ª – rodada –  Atlético Paranaense
23ª –  rodada –  Botafogo
24ª – rodada –  Sport Recife
25ª –  rodada –  Avaí

Dos cinco jogos, o único em que não atuará como mandante será contra o Botafogo, em jogo programado para o Engenhão. Aqui pra nós e, com todo respeito, não é uma sequencia perfeita para uma bela arrancada?


Restam pouco mais de 100 (CEM) sócios torcedores para o Flamengo atingir a linda casa dos 100.000 (CEM MIL) sócios torcedores. Este projeto, hoje vitorioso e totalmente consolidado, teve início em 1995. O “sócio torcedor” de hoje, lá atrás, tinha o nome de “sócio off-Rio” e, era parte de uma campanha cujo título era “Seja Sócio”. Com esta campanha, o Flamengo, no ano de seu centenário, saiu de pouco mais de três mil sócios pagantes, para sessenta mil, algo simplesmente extraordinário para aquela época e, fator decisivo para o início de uma grande virada na arrecadação do clube.


Sem querer criticar qualquer comentário que seja, de uma forma ampla, acho que devemos e podemos estar felizes pelo resultado de ontem, porém, sem perder a coerência, pois não pode um jogador que vinha sendo aqui sistematicamente criticado, de repente, fruto de uma goleada onde não teve nenhuma participação, se transformar em boa opção de ataque.

Não preciso e nem devo falar sobre quem esteja eu me referindo, até porque, é irrelevante. Relevante sim, é estar atento à coerência, fator decisivo para qualquer tipo de análise.


Se punido fosse com inversão ou, inversões de mando de campo, pela confusão que houve entre torcedores em São Januário, o primeiro jogo a ser cumprido seria exatamente contra o Flamengo. Acontece que, em julgamento realizado ainda há pouco, o Vasco foi absolvido.

Aliás, muito boa foi a sacada do advogado cruzmaltino na defesa do treinador que, suspenso, teria dado instruções a um membro da comissão técnica que, teria descido até o banco de reservas, repassado as instruções ao preparador físico que, finalmente teria transmitido para o treinador auxiliar, que dirigia o time.

A sacada do “Michelzinho do Vasco” foi muito boa. Disse ele: “Isto é fantasia. Se o treinador Milton Mendes quisesse dar alguma instrução ao auxiliar bastaria passar via WhatsApp”. Milton Mendes, claro, foi absolvido.


Há algo muito interessante e, de polêmica gostosa, que foi tema na discussão com alguns amigos rubro-negros e do time do arco-íris.  Se você só pudesse dar uma nota 10, pelo jogo de ontem, você daria para quem? Diego ou Guerrero?

Começamos a engrenar?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Tipo do jogo importante, pois sempre digo aqui que confiança é quase tudo no futebol. Jogo curioso, meio que fatiado, onde 80% do bolo foi comido pelo time do Flamengo. O placar de 5 a 1 é a prova disso.

Brilharam Diego e Guerrero. Diego, fez dois gols e uma assistência. Guerrero, fez três e uma assistência. Difícil dizer quem foi o melhor. Nota 10 para os dois.

No mais, quase todos muito bem, sendo que, Arão e Berrío, apenas discretos. Thiago falhou. Sorte dele que o time se superou e até goleou. Réver saiu contundido, e Juan levou o terceiro cartão amarelo. Rodolpho não teve tempo para mostrar muita coisa, mas demonstrou personalidade.

O Bahia, nosso próximo adversário, tomou de três do Corinthians. No aspecto psicológico, um bom momento para jogar com o Bahia, mesmo sendo o jogo em Salvador.

Como a Ponte Preta venceu o Cruzeiro, o Flamengo terminou a rodada em oitavo lugar. De qualquer forma, um belo salto. O mistério da rodada foi a decisão do Cruzeiro de jogar contra a Ponte com um time reserva. Decisão infeliz…

Para encerrar. Alô turma do futebol do Flamengo!!!! Por favor, um baita goleiro, URGENTE!!!!!! No mais, que delicia ir dormir ganhando e, de cinco…

Em homenagem aos rubro-negros, Claude e Thomás Troisgros… QUE MARRRAVILHA!!!!

Torcer, das sete e meia às onze

Treino do Flamengo – 21/06/2017  (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Hoje à noite, embora as emoções mais fortes estejam programadas a partir das nove, quando a bola vai rolar para Flamengo x Chapecoense, na Arena da Ilha, há um jogo, entre Ponte Preta e Cruzeiro, começando às sete e meia, que – dependendo do resultado – nos tirará, em caso de vitória, na Ilha, da décima terceira posição, para ser sétimo ou oitavo.

O Flamengo, que tem onze pontos, passaria para quatorze. Se houver vencedor no jogo em Campinas, o Flamengo terminará a rodada em oitavo, porém, se houver um empate entre Ponte e Cruzeiro, o sétimo lugar estará garantido, pois aí Ponte e Cruzeiro chegariam a doze pontos. Como diria Afonso Soares, “de grão em grão, o Urubu enche o papo”…

Pelo noticiário, as dúvidas para a escalação do time são: Cuellar ou Arão, e Vinícius Júnior ou Berrío. Como o Flamengo joga em casa e, já teria um volante de pegada (Márcio Araújo), não dá para não optar por William Arão. A outra dúvida, até por uma questão de coerência, já que Zé Ricardo, finalmente, resolveu apostar no garoto, iria de Vinícius Júnior.

Pena que que Éverton Ribeiro não possa jogar. Torcedor, seja ele de que time for, tem na cabeça que, “pai é pai, mãe é mãe, mas novidade é novidade…” O fato novo que seria a estreia de Éverton Ribeiro, com certeza, deixaria a Arena da Ilha muito mais cheia. De gente e de esperança…

Ontem, assisti à partida entre Botafogo e Vasco (3 a 1). Como o time do Botafogo é bem arrumado. Será Jair Ventura tão bom assim?

Direito de resposta

Treino do Flamengo – 20/06/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O título vai na conta do oportunismo jornalístico, já que, “direito de resposta”, todos sabem do que se trata e, tem a força de despertar a atenção de todos para o tema em questão, que nos é comum e apaixonante.

O nosso amigo NINO postou o comentário abaixo:


“O negativismo impregnado”

Kleber Leite, reconheço que o momento político do clube não o inspire a criticas mais agudas, tanto a direção executiva quanto a direção técnica nesse momento.

Por esse motivo seu “otimismo institucional” esta perdoado, deixa que a gente critica!

É esse mesmo otimismo institucional que vai nos levar até o fim do 1o. turno (daqui a 8 rodadas) sem uma solução para os problemas desse time, pois não se engane, o SANTO DO ZR é forte, e ele sabe se equilibrar como ninguém na pressão da corda bamba, é um fenômeno.

Sua posição institucional tbm corrobora com o fato que talvez vc mesmo não tenha a certeza da solução a ser implementada, eu tbm não o condeno por isso!

Só para lembrar que hoje mesmo a nossa situação é INACEITÁVEL, somos 14o a 1 ponto da zona de rebaixamento, isso por sí só já seria determinante.

Nós podemos ser cegos, mas a direção do clube não tem esse direito. SRN.


Nino amigo,

Pra começar, muito bom lidar com quem escreve o que realmente pensa. No fundo, você me ajuda a esclarecer todas as situações por você apresentadas. Assim sendo, bela oportunidade para desenvolver os temas, pois com certeza, muitos devem pensar da mesma forma.

1  –  “O momento político não me inspira para críticas mais agudas”. Vamos lá: Primeiro, o momento político não poderia ser melhor e, só não é perfeito, pelo fato do futebol não ter ainda acompanhado o ritmo, pleno de sucesso, introduzido nos outros setores do clube. Portanto, mesmo sendo o futebol, sem qualquer dúvida, o que há de mais importante, não se pode deixar de reconhecer que demos uma bela caminhada.

Claro que hoje o mundo é outro, claro que o faturamento espetacular que vem sendo construído há bastante tempo possibilita um orçamento do tamanho do Flamengo e, que tudo isto ajuda e, muito. Porém, por uma questão de justiça, não se pode, em hipótese alguma, ignorar dois detalhes fundamentais. Hoje, o Flamengo está entregue – “do goleiro ao ponta esquerda” – a gente da maior seriedade possível. E, não bastasse isso, competentíssimos e, diria mesmo, alguns extrapolando e beirando a genialidade.

Quero, só para ilustrar, me referir à negociação do jovem Vinícius Júnior. Não fosse o talento do nosso negociador, Fred Luz, o Flamengo ao invés de ter vendido por 45 milhões de euros, teria topado 30, além de reduzir a “gordura” do negócio (comissões e despesas) de 20 para 15%.  Esta competência se estende ao jurídico, finanças, patrimônio e, por aí vai. E, bom não esquecer que poderia estar ainda tudo melhor, se aqui ainda estivessem fazendo parte desta diretoria, Luiz Eduardo Batista, o Bap, Flavio Godinho e Plínio Serpa Pinto.

Talvez você tenha tentado dizer que, pelo aspecto político, pela convivência, pela amizade, pelo carinho, tenha eu sido parcimonioso nas críticas. Não é verdade. Posso não ter sido agressivo ou contundente, até porque, quem lá está não mereceria, mas tenho sim chamado a atenção para os pontos que considero frágeis no futebol. Jamais me omiti. Apenas, não uso o espaço para fazer política, e sim, para dizer o que penso e alertar a quem de direito. E, sempre com elegância e educação, o que não é nenhum favor, é obrigação.

2- Com relação a – na sua observação – eu não ter sido contundente, pelo fato de, provavelmente não ter certeza da solução, ledo engano. Já disse aqui e repito:

  • Nas contratações, optamos pelo quantitativo, quando a melhor alternativa era partir para a qualidade.
  • Mais do que flagrante que este “setor de inteligência” tem se mostrado incompetente.
  • Pecamos na projeção do elenco, onde fomos consertando os “furos” causados pelas contratações equivocadas, em meio às competições.
  • Pecado mortal, não ter se contratado, até agora, um baita goleiro.
  • Perdemos realmente algumas boas oportunidades em contratar um técnico cascudo e vencedor. Tenho profundo respeito pelo trabalho de Zé Ricardo, mas por conceito definitivo, o Flamengo não é lugar para ninguém começar a carreira.

3 – Você fala no meu “otimismo institucional”. Vou além. Realmente, sou um otimista de carteirinha que só torce a favor. Mesmo com tudo que aqui coloquei, quero dizer a você que, com um pouquinho de sopro de São Judas, até porque sem ele ninguém chega a lugar nenhum, o Flamengo pode sim, e muito breve, já estar brigando na ponta da tabela.

O principal sopro de São Judas será no sentido de que Éverton Ribeiro, Rhodolfo e Geuvânio, entrem e arrumem definitivamente o time. Se isto acontecer, aposto todas as fichas que vamos ter o delicioso direito de torcer e, quem sabe, com um final extremamente feliz…

Pingadinhas de segunda…feira!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Notícia é fogo, principalmente quando equivocada. Alguém noticiou que o Flamengo terá nas próximas seis rodadas a possibilidade de encostar nos líderes, pois terá uma sucessão de jogos aqui no Rio de Janeiro. Curioso é que virou verdade, quando na realidade é mentira. Os próximos seis jogos do Flamengo serão os seguintes:

  • CHAPECOENSE – ILHA
  • BAHIA – FONTE NOVA
  • SÃO PAULO – ILHA
  • VASCO DA GAMA – SÃO JANUÁRIO
  • GRÊMIO – ILHA
  • CRUZEIRO – MINEIRÃO

Talvez a confusão tenha sido pelo fato do Flamengo jogar três seguidas no Rio de Janeiro, só que, a partida do meio será contra o Vasco e, em São Januário. No mais, como manda o figurino, um jogo como mandante e outro como visitante.


. Uma das polêmicas sobre o jogo de ontem ficou por conta da arbitragem. Não por qualquer lance e sim, pela substituição do árbitro, que sentiu um desconforto muscular. O curioso, é que ao invés de ser substituído pelo quarto árbitro, quem entrou foi o fiscal de linha, que estava atrás do gol à direita das cabines de rádio. Os mais antigos estranharam não ter sido o árbitro substituído pelo bandeirinha número um, que, antigamente, utilizava a bandeira vermelha. Nada importante. Apenas para registro.


. Apesar dos comentários em sua maioria negativos, o dia foi de discussão se o Flamengo pode ainda alcançar a ponta da tabela. Hoje, estamos distanciados do líder do campeonato por nove pontos. Claro que não é uma distancia confortável, mas pelo fato de termos concluído neste final de semana 21% do caminho a ser percorrido, convenhamos, é totalmente possível. Resta pedir a São Judas que Éverton Ribeiro, Rodholfo e o atacante do nome complicado, tenham sido tiros certeiros. Se assim for e, se possível, com um baita goleiro, com certeza, vamos brigar em cima.


. Muito boa a matéria de hoje, na página 19, do Diário Lance, sobre as mudanças que a FIFA pretende introduzir no futebol, a saber:

… Fazer com que o capitão do time seja o único jogador com permissão para dialogar com o árbitro.
… Parar o cronômetro em lances que tomem tempo, como por exemplo, a cobrança de pênaltis, atendimento a jogador lesionado e, até mesmo o gol e respectiva comemoração. Com isso o tempo real de jogo seria bem maior.
… Rigor total na aplicação dos seis segundos quando o goleiro estiver com a bola. Isto aí se marcado como deve, vai modificar muito resultado de jogo, pois estará criada uma clara chance de gol para o time adversário.
… Rigor total com jogadores que pressionam o árbitro ou, joguem o árbitro contra a torcida.
… Acabar com o diálogo entre árbitros e treinadores. Apenas mostrar o cartão que, dependendo da gravidade na ação do treinador, pode ser amarelo ou vermelho.
… Permitir que os defensores possam receber a bola na área, quando da cobrança de um tiro de meta.
… Caso um jogador que esteja no banco de reservas receba o cartão vermelho, o número máximo de substituições será reduzida em um. Caso as três substituições já tenham sido realizadas, no jogo seguinte o treinador só poderá fazer duas substituições.
… Relógio parando quando a bola estiver fora, nos 5 minutos finais do primeiro tempo e nos dez minutos finais do segundo tempo. Há ainda em estudo, a exemplo do que acontece em outros esportes, para fazer com que o futebol, em medida mais radical, tenha dois tempos de 30 minutos de bola rolando.

Sem analisar caso a caso, e com todo respeito à modernidade, até porque, a mim o novo atrai, e – consequentemente – dele não tenho receio, acho apenas que tantas introduções ao mesmo tempo podem pirar a cabeça do torcedor, dando a sensação de que está sendo ele apresentado a um novo esporte e, pior, tirando abruptamente dele o seu mais adorado brinquedo de estimação.
Pode até ser, desde que, com jeitinho…

O comentário sobre cada item, deixo com vocês. Até legal, pois vamos ter aqui uma média do que pensa o torcedor sobre o momento revolucionário da “Dona FIFA”.

Ganhamos um ponto ou, perdemos dois?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Apesar do placar, com quatro gols, foi um jogo, tecnicamente, fraco. No duro, no duro, faltou qualidade, principalmente do nosso lado.

. A barração de William Arão, como era de se esperar, tornou o time menos ofensivo, pois embora não esteja em seu melhor momento, Arão se infiltra mais do que os outros volantes.

. Vinícius Júnior poderia, com trinta segundos de jogo, ter se consagrado e, mudado o curso da partida. Ao invés de tocar por cima do goleiro, preferiu tocar do lado. Depois, talvez sentindo a infeliz opção, foi figura apagada.

. Para não perder o embalo do setor direito, Berrío, que entrou no lugar de Vinicius Júnior, fez uma única boa jogada. No mais, o mesmo Berrío de sempre.

. Com a idade avançada, e consequentemente a velocidade diminuída, não dá para deixar Juan no mano a mano. Assim surgiu o pênalti e o segundo gol do Fluminense.

. Trauco foi um dos poucos a manter um bom ritmo o tempo todo. Foi premiado como gol de empate. Rever, também foi muito bem.

. Outra pergunta que cabe, a exemplo do título: Rodney é melhor do que Pará?

. Diego, apesar da garra de sempre e do gol, não fez uma boa partida. Natural, em função da longa parada.

. Será que não está mais do que claro que precisamos de um baita goleiro e, o mais rápido possível?

. Quinta, na Ilha do Urubu, vamos pegar a Chapecoense e, domingo, o Bahia, na Fonte Nova. Está na hora de uma engrenhada, caso contrário, vamos nos despedir muito cedo da possibilidade do título?

. Ia esquecendo. E a entrada do Conca, hein? Patético…

E aí, ganhamos um ponto ou, perdemos dois?

Aviso aos navegantes

Já passou do limite a covarde perseguição política que venho sofrendo ao longo de 20 anos no Flamengo.

Os que, por incompetência, inconsequência e, quem sabe até, má-fé, deram início à descabida defesa do Flamengo no caso “Consórcio Plaza”, juntamente com os oportunistas que por mim foram contrariados em seus objetivos, somando-se ainda, os que sem qualquer conhecimento de causa, irresponsavelmente, agridem pelo prazer de agredir, que tomarei as medidas judiciais cabíveis contra todos que denigrem a minha imagem.

Apresento agora, a contra notificação, por mim encaminhada ao presidente do Conselho Diretor do Flamengo.


Rio de Janeiro, 31 de maio de 2017.

Ao

Ilmo. Sr. Presidente do Conselho Diretor do Clube de Regatas do Flamengo

Av. Borges de Medeiros, nº 997, Lagoa

Prezados Senhores,

                        KLEBER DA FONSECA DE SOUZA LEITE, em resposta à notificação encaminhada por V.Sas. em 3.5.17, apresenta a seguinte contranotificação:

                       V.Sas. exigem, por meio da referida notificação, que o ora contranotificante efetue o pagamento de R$ 61.000.000,00 (sessenta e um milhões de reais), mais acréscimos legais, no prazo de 30 dias, sob pena de instauração de processo disciplinar pelo Conselho de Administração do Flamengo, com vistas à aplicação da penalidade de suspensão, que vigoraria até a quitação integral desse débito.

Desde logo, em resposta a correspondência datada de 3.5.17, o contranotificante afirma, aqui e agora, categoricamente que não reconhece a dívida que lhe é imputada por V.Sas. e que em nenhuma hipótese é de sua responsabilidade o ressarcimento de tal quantia ao Clube de Regatas do Flamengo.  É, pois, lastimável o expediente adotado por V.Sas. que demandam o ressarcimento de um alegado prejuízo que o ora contranotificante não deu causa.

Ressalte-se, por oportuno, que, conforme atestou o Conselho Deliberativo desta agremiação desportiva, todas as prestações de contas dos exercícios em que o notificante funcionou como Presidente do Clube de Regatas do Flamengo foram aprovadas, sem quaisquer ressalvas, não podendo V.Sas. agora, passados cerca de 20 anos da aprovação dessas contas, pretender responsabilizar o notificante por atos que já foram referendados pelo órgão deliberativo competente do clube.

V.Sas. também certamente sabem que, por força do art. 844 do Código Civil, a transação celebrada nos autos do processo nº 0077233-03.2002.8.19.0001 apenas opera efeitos entre as partes contratantes, e, por isto, não é oponível ao contranotificante, que não participou desse acordo.

Ademais, ainda que fosse imputável a aludida dívida ao contranotificante ­- o que não se admite em nenhuma hipótese -, V.Sas. declaram abertamente estar prescrita essa pretensão de cobrança dos malfadados R$ 61 milhões.

Enfim, por qualquer ângulo que se analise a questão, fica muito evidente que notificação ora respondida é um completo despautério cujo propósito não pode ser o ressarcimento do prejuízo alegado por V.Sas.

A notificação aqui respondida é, no entanto, reveladora das reais e lamentáveis intenções de V.Sas. É evidente o manifesto cunho político e persecutório na conduta adotada por V.Sas. na medida em que ameaçam arbitrariamente o contranotificante com gravosas sanções administrativas, caso não ocorra o pagamento pleiteado na notificação. Ora, quando V.Sas. cobram, por meio da notificação datada de 3.5.17, o ressarcimento de prejuízo daquele não lhe deu causa, exigindo o pagamento de dívida manifestamente prescrita, relativa a fato ocorrido há mais de 20 anos, durante uma gestão cujas contas foram aprovadas, é de se presumir que o ora contranotificante jamais pagará tal valor. Todavia, mesmo cientes dessa realidade acachapante, V.Sas. formulam uma descabida cobrança, para constranger e ameaçar o contranotificante com severas sanções administrativas.

Fica nítido, portanto, o escuso propósito de V.Sas., que conspiram para fabricar um “factoide” (consistente no não pagamento da alegada dívida), o que supostamente legitimaria esse velado caráter político e persecutório, pois criaria um fundamento (totalmente leviano, diga-se de passagem) para justificar a imposição de sanção administrativa/disciplinar que, na realidade, é de todo arbitrária e descabida. Essa conduta de V.Sas. viola os mais comezinhos princípios da boa-fé na condução de uma respeitada e reconhecida entidade desportiva. Afinal, não se pode admitir que o clube seja usado como títere de alguns indivíduos, que, eventualmente, possuam eventuais divergências, desavenças ou antipatias com o contranotificante.

Assim, surpreendido com essa evidente retaliação política de V.Sas., revelada nessa vetusta e descabida pretensão — irremediavelmente prescrita —, na qual se exige do notificante o pagamento de quantia estratosférica que não lhe pode ser imputável, o contranotificante reafirma que não deu causa ao débito de R$ 61.000.000,00 (sessenta e um milhões de reais), mais acréscimos legais, que lhe foi cobrado por meio da correspondência de 3.5.17.  Adverte, ainda, o contranotificante que tomará as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis contra os responsáveis por essa descabida e constrangedora conduta adotada por V.Sas, caso decidam prosseguir nesse desiderato.

Atenciosamente,

KLEBER DA FONSECA DE SOUZA LEITE

A estreia do Urubu na Ilha

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A atmosfera, para começar, espetacular! Fascinante ver o jogo tão colado ao campo, principalmente quando se trata da mais apaixonada torcida do planeta.

. O “aconchego” é tão verdadeiro que, as emissoras de televisão tiveram enorme dificuldade em “filtrar” o áudio. Ali, o que se fala, se ouve. Não tem jeito…

. Não fosse o momento de incerteza, a Arena teria lotação máxima. De qualquer forma, os quase quatorze mil presentes vestiram a nossa nova casa com dignidade e beleza.

. Estranhei, em momento tão importante, o Flamengo jogar como seu uniforme número dois. Se a opção é do mandante, não há como explicar não jogar com o “Manto”.  Se o objetivo é fazer do Flamengo uma marca mundial, perdemos uma bela oportunidade de aparecer para o mundo como normalmente nós somos. Este jogo, pela estreia da Arena, midiaticamente, extrapolou fronteiras. O vermelho e preto, a nossa marca, ninguém viu… Há ainda outro detalhe importante a ser colocado sobre este assunto, mas fica para o próximo POST.

. O jogo, nervoso. Natural, por tudo que vem acontecendo. Adorei os abusos de Vinícius Júnior, principalmente no primeiro tempo. Com a entrada do garoto, ganhamos um componente decisivo para quem quer ser vencedor. Estou falando de…OUSADIA!!! De acreditar, de ter talento, de partir pra dentro do adversário.

. De um modo geral, uma boa atuação do time. Sistema defensivo muito bem, com a zaga firme e decisiva. Não esquecer que o primeiro gol foi de Réver. O tão – para mim – injustamente contestado, Rafael Vaz, foi perfeito. Além de defender bem, contribuiu na saída de jogo. Desculpe quem pensa em contrário, mas acho Rafael Vaz um jogador pra lá de aproveitável. E, antes que esqueça. Márcio Araújo também.

. Quem tentou tudo, mas não estava em uma noite feliz, foi Diego. De qualquer forma, a elegância, a vontade, o espírito vencedor, sempre contribuirão para uma nota com direito a “passar de ano”. Hoje, Diego foi 6.5

. E o Conca, finalmente, estreou. Melhor do que a estreia, foi a entrevista ao final do jogo, onde deixou claro a angústia de querer voltar bem. Achei Conca meio “volumoso”… Perder uns quilinhos vai ajudar…

. O curioso do jogo e, só o futebol proporciona isso. O jovem goleiro do Flamengo, onde foi solicitado e, a bem da verdade, foi pouco, mas foi bem. O calejado goleiro da Ponte Preta, tão elogiado pela imprensa paulista, falhou nos dois gols. A lógica passa distante deste esporte que, por isso, é o mais apaixonante do mundo.

. Agora é o Fla-Flu. Com todo respeito ao Damião e ao Renê, os peruanos vão nos ajudar muito.

Geuvânio vale uma conversa?

Geuvânio (Foto: Reprodução)

Há certas coisas na vida e, consequentemente no futebol, em que se procura o caminho mais difícil, mais problemático, quando um simples telefonema poderia tornar tudo mais simples e, sem qualquer stress.

Este é o caso que envolve o atacante Geuvânio, praticamente contratado pelo Flamengo e, com o Santos ameaçando recorrer à Fifa, pois na transferência do jogador para o clube chinês foi colocado no contrato entre as partes a preferência para o Santos, em caso de retorno do jogador para o futebol brasileiro. E, para piorar, o Santos tem interesse em ter Geuvânio de volta. Resumo da ópera: problema criado e de solução imprevisível.

Paralelo a tudo aqui colocado, aparece o depoimento do presidente do Santos, Modesto Roma, gente boa, que tive o prazer de conhecer recentemente, dando conta de que gosta muito do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e que estranha não ter sido procurado por ele, já que a relação entre os dois é a melhor possível.

Como diria minha avó Corina, “um razoável acordo é muito melhor do que uma boa briga”. Fica a sugestão.