O pior presidente da história do Flamengo

Alguns amigos me enviaram o seguinte depoimento do presidente do Conselho de administração do Flamengo, Sr. Rodrigo Dunshee, publicado em sua conta no Twitter:

O Sr. Rodrigo, como advogado, deveria ter uma melhor noção da língua pátria. O verbo “atacar” foi utilizado de forma completamente equivocada. Não ataquei o Sr. Rodrigo em nenhum momento no post anterior. Apenas, registrei ser um absurdo, o presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo, candidato da oposição ao cargo de vice-presidente, usar o cargo para abrir inquérito em que, em última análise, visa atingir ao presidente Eduardo Bandeira de Mello, e o vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba, candidato da situação à presidência do clube. Considerei a medida, antiética. Será que alguém em sã consciência, pensa em contrário?

O Sr. Rodrigo mente. Jamais causei qualquer prejuízo ao Flamengo. Agi com lisura, como todos devem fazer e, além disso, por questão de foro íntimo, jamais no exercício da presidência, no período de 1995 a 1998 e, como vice-presidente de futebol, entre 2005 e 2009, nunca admiti que, mesmo no exercício das minhas funções, o Flamengo me pagasse passagens aéreas, estadias, almoços, jantares e, por aí vai. E, durante estes noves anos viajei mundo afora, pois tenho a certeza de ter sido um dirigente atuante. Até os ingressos dos meus filhos fazia questão de pagar. Os arquivos do clube e os funcionários que ainda lá estão, são a garantia do que aqui afirmo.

O prejuízo que o Flamengo teve neste triste episódio do Consórcio Plaza deve ser colocado na conta de quem presidia o clube à época do rompimento do contrato por parte do Consórcio e, principalmente, de quem defendia juridicamente os interesses do clube. Portanto, o Sr. Rodrigo mente.

Além de mentir, o Sr. Rodrigo omite que fui absolvido por expressiva maioria na reunião do Conselho competente para me julgar – o de Administração – e que a justiça, a quem recorri, tornou em primeira instância, nula, a reunião do conselho comandada por ele.

O Sr. Rodrigo sim, me agrediu, me caluniou, ao afirmar ter sido eu, o pior presidente da história, e de ter causado um prejuízo de mais de 100 milhões ao clube.

O Sr. Rodrigo esqueceu apenas de responder de maneira simples, o que questionei a ele no post anterior:

1- Quem era, à época, o advogado responsável pela defesa do Flamengo na demanda contra o Consórcio Plaza?
2- Por que o Flamengo jamais acionou o Consórcio, que deu causa ao rompimento do contrato?

Para encerrar. Não sou advogado do presidente Eduardo. Sou apenas um ex-presidente do clube que tem o direito e a obrigação de se manifestar, diante de atitude injusta e antiética. No caso, as vítimas foram o Eduardo e o Ricardo. Fosse quem fosse, agiria da mesma forma.

Aguardo as respostas do Sr. Rodrigo.

 

Maldade e alegria. 3 a 0 no Fla-Flu

1 – Maldade

Ia fazer um vídeo, pois estaria pronto para responder algumas perguntas, cujo tema central seria a iniciativa do presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo em abrir inquérito sobre a venda de Paquetá para o Milan e, a repercussão que teve este fato.

Ontem, externei meu ponto de vista, pelo WhatsApp em um grupo de rubro-negros, onde incluído estava o presidente do Conselho que leu e, claro, não gostou. Neste depoimento, apenas registrei o óbvio. Como pode o presidente do Conselho Deliberativo, candidato de oposição a vice-presidente do clube, se utilizar do cargo que ocupa para bombardear o adversário?

Evidente que, no mínimo, ético não é. Indo além, classifico como covardia, isto sem falar em injustiça. Por que? Pelo que já coloquei no post anterior. Quando se fala em abrir inquérito, o que qualquer pessoa normal imagina? Claro que, a possibilidade de patifaria. E, injusto é, pelo fato de que o presidente e quem responde pelo futebol serem pessoas de bem, honradas, que não merecem este ataque regado a irresponsabilidade e politicagem rasteira.

O presidente do Conselho, que preferiu sair do grupo a debater, afirmou que descarreguei nele a mágoa de ter sido punido pelo seu Conselho. Omitiu que, em primeira instância, a justiça comum já corrigiu aquela barbaridade, tornando sem efeito a decisão do Conselho e, omitiu ainda que, no voto e no Conselho competente para me julgar, fui absolvido por expressiva maioria. O que veio depois, todos sabem. Uma manobra odiosa, encabeçada pelos presidentes dos dois conselhos, com a finalidade única de me eliminar do quadro social.

O presidente do Conselho Deliberativo, fosse qualquer outra pessoa, deveria sim, era estar colocando no banco dos réus o responsável pela defesa do Flamengo neste caso do Consórcio Plaza, pois, ao invés de acionar quem deu causa ao rompimento do contrato, estranhamente optou por defender a tese de que o presidente do clube havia contraído um empréstimo sem a autorização do Conselho Deliberativo, fato mais do que provado que jamais ocorreu e, por isso, o Flamengo sofreu vários revezes no judiciário, até entender que o acordo era a melhor saída.

As perguntas a serem respondidas pelo presidente do Conselho Deliberativo são as seguintes:

A – Quem era, à época, o advogado responsável pela defesa do Flamengo?
D – Por que motivo o Flamengo não acionou o Consórcio Plaza?

Hoje, o ex- presidente Luiz Augusto  Veloso, também indignado com a baixaria política, se mostrava revoltado pelo fato de no dia de um jogo tão importante, com o torcedor do Flamengo sonhando com o título de Campeão Brasileiro, o noticiário todo era em cima do tal do inquérito a ser aberto pelo presidente do Conselho de Administração, levantando suspeita sobre a conduta de quem dirige o clube e de quem dirige o futebol ou, para simplificar, seus opositores.

A indignação do ex-presidente Luiz Augusto é perfeita e compreensível. Para estas pessoas o que importa são os seus objetivos políticos, mesmo que na contramão do que seja bom para Flamengo.

Já disse o que precisava e entalado estava. O vídeo fica para uma próxima oportunidade. Questão de tempo…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

2 – Alegria. Fla 3 x 0 Flu

Como não estou por aqui, rolo a bola do mais charmoso clássico do futebol brasileiro para meu amigo/irmão, Carlos Egon Prates.

Diga aí querido Egon…

Meeeeengooooooo!!!

Chove canivete em Angra dos Reis!

Apesar do papo ser bem menos relevante que o texto do Guru, no andar de cima, essa chuva absurda diz respeito ao milagre que vimos hoje no Maraca. Vencemos com dois gols de centroavante… e, um de Léo Duarte.

Isso só perde para o Furacão Michael que destruiu a Flórida…

Temos um pequeno problema que precisamos resolver urgentemente. Após a saída do VJr, não temos saída de bola rápida. O famosos contra-ataque…

Éverton carrega muito a bola, Vitinho está sem pique e, Uribe prendendo os zagueiros, não pode ajudar. Aquele esticão que Vinicius fazia tão bem, não vai rolar tão cedo.

Nossa saída da defesa – quando recupera a bola – é muito lenta e cadenciada. Nem Arão nem Cuellar são rápidos.


Enfim, estamos coladinhos no Palmeiras e o nosso 3º gol demonstra que o vento está sobrando a nosso favor. Se aquilo fosse mês passado, com certeza Uribe sairia com bola e tudo ou, daria com a cabeça no poste…

Notinhas das crianças

César – Está sendo o excelente goleiro que ganhou a Copinha. Se não estamos sentindo falta do Diego Alves, é porque o cara está bem – 8

Pará – Aquela coisinha que Tite jamais irá convocar, mas que quebra o galho pela entrega e correria pelo corredor – 5

Léo Duarte – E agora José??? Hoje não posso cair de cacete no carinha. Apesar do Flor não fazer nenhuma cosquinha, foi responsável por um belo gol de cabeça. Hoje merece uma notinha esperta – 7

Réver – Se jogar, raramente tomamos gols de cabeça! Sobe por toda nossa defesa e mais os reservas. Jogador importantíssimo no nosso setor defensivo – 8

Renê – Marcador ferrenho! Pelo seu lado só ciscaram e nada aconteceu. Posso estar enganado! Mas está muito melhor que quando chegou do Sport – 7

Cuellar – Sem dúvida alguma é o melhor volante do país! Além de não perder a viagem, raramente faz faltas. Fundamental! – 9

Arão – Três oportunidades da entrada da área, sem nenhuma marcação, e não aproveitou nenhuma. Perdemos 2 pontos para o Bahia por ele ter perdido a bola do jogo no último minuto – 5

Paquetá – Parece que o anúncio da venda não afetou sua atuação. Continua fazendo gracinhas desnecessárias, mas é o diferenciado do time – 7

Éverton Ribeiro – Se soltasse mais a bola ao invés de correr com ela, seria mais objetivo. Sabe tudo, mas abusa do individualismo. Dificulta o fácil – 7

Vitinho – Está provando que tem o pé calibrado. Dois passes, dois gols… Parece que está acordando do sono profundo e entrando mais no jogo. Mas falta aquela arrancada – 7

Uribe Da Massa – Será que enfim temos centroavante??? Depois dos gols hoje, vamos aliviar a barra do colombiano. Se movimentou bem e não deu descanso ao poderoso Digão – 9

Dorival – Faz tempo que não vemos seis gols em dois jogos. Acho que a rapaziada entendeu o verbo “matar”, embora ainda esteja perdendo gols feitos. Uribe e Arão não me deixa mentir. O placar foi camarada para o Flor. 6 a 0 não seria nenhum absurdo…”

Carlos Egon Prates

E para terminar, um vídeo da torcida rubro-negra torcendo a favor, gravado pelo Deputado Federal – e grande rubro-negro – Vinícius Farah.

Quem é quem no Flamengo. Chegou a hora de saber

Amigos,

Li que o presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo abrirá um inquérito para apurar a venda de Paquetá.

Li e, não acreditei. Como alguém que é candidato de oposição, a vice-presidente do clube, utilizando o cargo de presidente do Conselho Deliberativo, assume tal postura?

Isto é pra lá de antiético. Isto é vergonhoso. Maldade pura… Até porque, aqui pra nós, quando se fala em abertura de inquérito, quem é que não imagina que haja alguma patifaria?

E, aí está a maldade. Esta diretoria, comandada pelo Eduardo, teve inúmeros acertos e um único e gravíssimo equívoco, qual seja, a total falta de sensibilidade para tocar o nosso futebol. Agora, querer pegar um episódio, realmente digno de críticas no seu encaminhamento, e transformar isto em uma possibilidade de patifaria, vai uma distância enorme.

Da mesma forma que critico a falta de sensibilidade no trato do futebol por parte desta turma que dirige o clube, não tenho nenhuma dúvida com relação à lisura com que todos eles tratam os interesses do Flamengo. Aliás, está na cara de todos que lá estiveram e dos que ainda estão.

Portanto, mesmo crítico pelo açodamento na venda de Paquetá, achei um exagero, com pinceladas contundentes de maldade, se abrir um inquérito para este caso. E, pior ainda, na medida em que quem propõe a abertura do inquérito é um candidato da oposição, ocupando o cargo de presidente do Conselho Deliberativo que, em última análise, é quem julga. Que maldade, que injustiça, que grosseria…

Conto tudo isto para dizer que, em um grupo composto por inúmeros rubro-negros, externei, de forma sucinta, este meu ponto de vista. Reproduzo agora, o que escrevi e, o que veio como resposta do presidente do Conselho Deliberativo, além claro, da minha tréplica. O debate não prosseguiu e vocês saberão o motivo lendo o que vem a seguir.



Por hoje, para finalizar, prometo para amanhã, um vídeo, olho no olho,  para que todos possam avaliar, com absoluta precisão, quem é quem no Flamengo.

Forte abraço a todos.

Obras de arte!!! Com a bola e na latinha

Recebi este vídeo, magnificamente bem editado, do meu amigo Vinícius França.

Isto é o que se pode chamar de junção de arte, paixão e poesia. Sintonia perfeita entre a bola rolando no campo e a magia de narrar estes momentos mágicos.

No campo, Zico, Junior e Cia… na “latinha” Waldir Amaral e Jorge Curi. Como não chorar, vendo e ouvindo este festival de raros talentos.

Momento inesquecível. Vi tudo. Os seis gols, dentro do campo, atrás do gol de Paulo Sérgio.

Que privilégio… Presente de Papai do Céu…

O “caneco” é o dinheiro

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Estranha, e inoportuna para este momento, a venda de Paquetá para o Milan, por 35 milhões de euros.

Estranha na medida em que o valor anunciado – 35 milhões de euros – é bem inferior ao do estipulado em contrato, no caso de venda para o exterior (50 milhões de euros). E, ainda mais estranha, pelo fato de três clubes estarem interessados (PSG, Barcelona e Milan), leilão inevitável em que, através dele, se poderia chegar aos 50 milhões, conforme multa estipulada.

A pressa em vender também causa espanto, na medida em que fere a  estratégia de venda pelo melhor preço, além de implicar em possível transtorno técnico, na reta final e decisiva do único título que podemos conquistar, neste ano magérrimo de glórias e robusto nas finanças.

Li que os nossos dirigentes foram para Milão fechar o negócio, quando o normal é o comprador visitar o vendedor. Talvez a volúpia, a tara por vender, explique o caso.

E, antes que esqueça, é mais do que necessário se restabelecer a verdade sobre a venda de Vinícius Júnior para o Real Madrid, em que os dirigentes rubro-negros foram elogiados pela inusitada transação, na qual o clube espanhol acabou pagando a multa de 45 milhões de euros, estipulada em contrato.

O “mérito” desta negociação foi exclusivamente do representante do jogador. Frederico Pena, que já foi meu assistente na área comercial, extremamente talentoso, conseguiu jogar com a rivalidade entre Real e Barcelona e, desta forma, conseguiu o preço máximo.

Agora, na pressa em vender, o preço ficou longe do que se poderia alcançar. Como sempre disse minha avó Corina, “o apressado come cru”.

Para os torcedores do Flamengo, que só pensam em conquistas, um ano horroroso. Para os dirigentes, que só pensam no dinheiro, um ano… espetacular!!!

Bola e urna

(Divulgação)

Estes dois “objetos” adoráveis, às vezes caminham juntos – e às vezes não. Nesta eleição, marcada por estrondosas e fascinantes surpresas, ficou claro que a urna não deu bola para a bola.

No cenário carioca, havia a expectativa de que Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube mais popular do país, conseguiria se eleger deputado federal. Eduardo conseguiu 38.500 votos. Duas coisas ficaram nítidas quando se olha o número de votos conquistados pelo presidente rubro-negro. Primeiro que, levando- em conta a popularidade do Flamengo, se o torcedor estivesse feliz, este número certamente seria bem maior.

Em segundo lugar e, por favor, entendam que a análise que faço longe está de ser política, caminhando apenas pelo pragmatismo, ficou evidente que, a exemplo do futebol, onde Eduardo – na maioria das vezes – não  escolheu bem os reforços para o time, embora gastando muito, na política também não foi competente na escolha do partido. Clarissa Garotinho (PROS), Benedita da Silva (PT), Daniel Silveira e Professor Josiel (PSL), Jean Wyllys (PSOL), Gelson Azevedo (PHS), Paulo Ramos e Chico D’Angelo (PDT) tiveram menos votos e foram eleitos. Definitivamente, sorte e escolher bem, não têm caminhado ao lado do nosso presidente.

Da dupla mais famosa da Copa de 94, composta por Romário e Bebeto, a urna sorriu para um e, para o outro foi um terror. Bebeto, candidato a deputado estadual, foi eleito com 25.917 votos. Já Romário, que nas pesquisas aparecia sempre em segundo lugar, portanto indo para o segundo turno, mancou na reta final, acabando na quarta posição, com 664.511 votos, enquanto que Eduardo Paes teve mais que o dobro dos votos de Romário.

Aí, fica claro que uma coisa é conquistar votos para senador ou deputado, quando a imagem fala mais alto. Para um cargo no executivo, como a de governador, a exposição é muito maior, onde virtudes e defeitos ficam escancarados.

Romário, talvez aconselhado de forma equivocada, não teve a noção exata do seu limite de competência. No futebol, a bola pune. Na política, a urna não perdoa…

Como referencio os gênios da bola, principalmente os que são também craques como figuras humanas, fiquei triste com a não eleição, em São Paulo, de Ademir da Guia.

E a Leila, hein? A nossa musa rubro-negra do vôlei arrebentou nas urnas de Brasília e, se transformou na senadora Leila do Vôlei. Sangue novo. Renovação sadia e necessária. O senado ficará mais jovem e belo.

Para encerrar e, repito aqui, sem nenhuma tinta política. Vendo a Globo News, que fez uma cobertura espetacular das eleições e, no Bom Dia Brasil seguinte, toda vez que via a competentíssima Miriam Leitão, lembrava de mim, como repórter. Explico: era exatamente com a cara e o humor da Miriam que eu trabalhava depois dos jogos em que o Flamengo perdia. Eu e Miriam, temos algo em comum. Não sabemos esconder o que está na alma.

Vida que segue… Agora o que interessa é o Campeonato Brasileiro. Vem aí o Fla x Flu. Que me desculpe meu querido amigo e genial Francisco Horta, mas a começar por sábado que vem, para o Flamengo, todo jogo, será “vencer ou vencer”. Quem viver, verá!!!

Paquetá 9

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Entenderam o título do post?

Como estamos em momento eleitoral, pesquisa é fundamental.

PESQUISA!!!!!!!
Qual o motivo real do título do post?
1 – 9 é a nota que Paquetá mereceu pela atuação e pelos dois gols.
2 – 9 é pela vocação de Paquetá em fazer gol.

A margem de erro é de um ponto para baixo ou para cima e, a possibilidade de acerto é de 100%, pois o título do post nada mais é do que o somatório dos dois itens.

Paquetá é o mais perigoso e decisivo jogador do Flamengo, mesmo quando não tem uma atuação brilhante, como neste jogo contra o Corinthians.

E imaginar que na maioria dos jogos deste Campeonato Brasileiro, Paquetá jogou de volante. O problema do futebol é o tal do “professor pardal”, que mesmo contrariando o óbvio, se acha um gênio.

O time jogou com personalidade e deu sorte. Na falha grosseira de Arão, no primeiro tempo, a sorte ajudou na primeira finalização, pois foi em cima do goleiro e, no segundo arremate, César brilhou.

Vitinho jogou um bom primeiro tempo e, ao lado de Paquetá, foi destaque no jogo. 3 a 0 pra ganhar moral. Como sempre falo, confiança em futebol é quase tudo.

O Inter foi para o espaço. Quem perde para o Sport tem que dar adeus à briga pelo título.

Vitória importantíssima. Agora, é votar com juízo e secar os concorrentes ao título.

Continuamos no páreo.

Política x Futebol

(Reprodução da TV)

A mistura de sucesso no futebol, com eleições, nunca deu certo. O problema se agrava, na medida em que o presidente do futebol é candidato à presidência do clube.

Não bastasse, o atual presidente que estatutariamente é impedido de concorrer, ao invés de ser o apaziguador, foi se enfiar na política e, atualmente, é mais visto como papagaio de pirata da Marina do que no Ninho do Urubu.

Em seu recente depoimento à imprensa, Barbieri não negou que o agitado momento político tenha atrapalhado o desempenho do time. Acho que ele está coberto de razão, na medida em que o foco passa a ser outro.

Querem um exemplo claro? Deem uma olhadinha nos comentários do post anterior. A discussão maior não está dentro das quatro linhas, e sim fora delas. De qualquer forma, como não há solução, vida que segue…

Agora, caso haja a tal impugnação do candidato da Chapa Azul, por que não tentar uma chapa única, unindo o azul e o verde? Por exemplo: Landim como candidato único, com o vice saindo da Chapa Azul, que aliás, tem um vice geral que é uma bandeira rubro-negra. Refiro-me a Walter Oaquim, extraordinário rubro-negro, ser humano notável e, com o futebol nas veias.

Como há uma terceira chapa, por que não compor também com seus líderes. Afinal, não somos da mesma família?

Este sonho teria um ganho fantástico para o futebol, pois 2019 poderia começar de maneira imediata. Ganharíamos tempo e a paz voltaria a reinar.

Sonhar não custa nada…

Walter Oaquim (Reprodução da internet)

Eleições Rubro-Negras 2018

Eduardo Bandeira de Mello e Ricardo Lomba (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

O grande tema sobre o Flamengo não é o time que será escalado pelo treinador Dorival Júnior para o jogo contra Corinthians e sim, a bomba do dia, qual seja a possível impugnação da candidatura de Ricardo Lomba, candidato do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Nada melhor do que uma consulta a quem tenha profundo saber jurídico e, que seja também profundo conhecedor do nosso estatuto.

Com vocês, o brilhante advogado e extraordinário rubro negro Dr. Marcos Assef e, o panorama completo sobre o polêmico assunto.


“O artigo 117 inciso X (10) da Lei 8112 dispõe que é proibido ao servidor público federal participar de gerência ou administração de sociedade privada, portanto não é possível ao candidato Lomba acumular a presidência do Flamengo com a função de Auditor Fiscal da Receita Federal. O Flamengo, além de cumprir as normas estatutárias internas, também deve obediência à lei federal, não havendo exceção para desobrigar-se a cumprir esse mandamento.

 As comissões temáticas do Conselho de Administração jurídica, e posteriormente eleitoral, irão se reunir para verificar no caso concreto se há impedimento. Havendo impedimento, que será votado no plenário do Conselho, a chapa poderá designar novo candidato em prazo a ser estipulado pelo presidente.”


Bom lembrar que impugnação de candidato não é um fato novo no Flamengo. Eduardo Bandeira de Mello, o atual presidente, foi o grande beneficiado com a impugnação de Wallim Vasconcelos, que era o candidato da Chapa Azul. Eduardo, que nem de longe sonhava com esta possibilidade, da noite para o dia, virou presidente do Flamengo.

Curiosamente, pelo que nos relatou o Dr. Marcos Assef, caberá a ele, por motivo semelhante ao que o conduziu à presidência, indicar um novo candidato. É a vida. É o Flamengo…

Os comentaristas sabem das coisas

Treino do Flamengo – 2/10/18 – (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não estou falando dos comentaristas da TV Globo, SporTV, Band, O Globo e, por aí vai. Estou falando dos nossos comentaristas, aqueles que deixam suas marcas neste blog.

Outro dia, estava vendo um programa de TV após um jogo do Flamengo. Os dois comentaristas, competentes, porém longe de entender os nossos problemas, o que raramente acontece aqui, pois o que reina e prevalece é o espirito rubro-negro. Querem ver? Retornem aos comentários do post anterior e verão que, como num passe de mágica, como se tivessem combinado, surge a pauta – desculpem o termo – da brochura…

Lá pelas tantas, o Carlos Egon levantou a lebre de que havia um desânimo quase que coletivo aqui na nossa família do blog. A mensagem foi captada e o papo evoluiu, a ponto de não conseguir ficar fora deste tema tão atual. A verdade é que o Egon tem razão. O ânimo da nossa galera – e de TODAS as outras galeras rubro-negras – está lá embaixo.

Na mudança de treinador, a nossa diretoria teve como mudar este ânimo da nossa torcida, porém, sensibilidade não teve. O momento era para contratar um treinador que pudesse dar uma bela sacudidela no moral da tropa e alimentar a esperança de nós torcedores.

Não quero aqui fazer qualquer tipo de avaliação se Dorival Júnior é bom, mais ou menos ou, péssimo treinador. Não vem ao caso. O que tenho certeza absoluta é que o perfil de Dorival Júnior é inadequado, e incompatível, com o nosso momento. Aí não é questão de gostar deste ou daquele treinador.

Querem um exemplo: O nosso catarinense Henrique, aqui já deixou claro que não gosta de Vanderlei Luxemburgo. Tenho sérias dúvidas de que, ante argumento que apresento, em que são somente 11 jogos agora, se até o Henrique não concorde que Vanderlei seria uma opção adequada ao momento.

Isto vale para quem não gosta de Joel Santana ou até do festejado e alegre Lisca que, está em função da sua empatia, operando um milagre no Ceará. São perfis absolutamente adequados à necessidade momentânea do Flamengo. Qualquer um deles incendiaria o ambiente e, duvido que aqui e agora, estivéssemos falando em brochura coletiva rubro-negra.

Dorival pode até ser bom, mas é morno…