Copa, Fla e calça Lee

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Vamos começar pela nossa casa, pelo nosso quintal.

Ontem, com quase o sol raiando por aqui, falei do nosso baita goleiro, que poderia perfeitamente estar na Rússia, da injustiça cometida pelo treinador argentino Pékerman em não ter levado Cuellar para a Copa, da estupenda forma do “faz tudo” Éverton Ribeiro, lembrei também que, mesmo sem ter tido uma grande atuação, Paquetá desequilibra e, terminei indagando se você trocaria Vinícius Júnior por Tyson…

Confirmando tudo que disse ontem, acrescento o seguinte: Que personalidade incrível da nossa zaga composta por dois meninos. No Flamengo x Vasco, no Maraca, madruguei no estádio para ver a preliminar, decisão do Campeonato Carioca sub-20, que vencemos por 1 a 0.

Ali, Thuler já havia deixado uma ótima impressão. Contra o Palmeiras, além de bela atuação, o gol do empate. O garoto vai longe. Naquela decisão do sub-20, o outro destaque do Flamengo foi Vítor Gabriel. Quem sabe agora, na volta da Copa alguém lembre dele, já que Vizeu e Ceifador não poderão jogar.

Muitos companheiros criticaram a folga anunciada para nossos jogadores após o início da Copa. O Palmeiras, além de agir da mesma forma, dando 10 dias de folga, inventou uma intertemporada no Panamá e Costa Rica… Tudo conspirando a nosso favor…

No nosso caso, se a folga não for exagerada, acho uma boa pedida. Afinal, se alguém fez por merecer, foram os líderes do Campeonato Brasileiro…

O Benja, que sabe das coisas, informou que o Flamengo partiu pra dentro, tentando Gustavo Scarpa. Tomara!!! Será uma tremenda bola dentro…


(Foto: Matthias Hangst/Getty Images)

E, a Copa começou alegre, com a Rússia sapecando 5 a 0 na Arábia Saudita. Bom para aquecer o campeonato, onde a alegria depende muito do desempenho do time da casa.

Time russo, bem arrumado. O time da Arábia Saudita fez com que eu lembrasse da minha juventude, quando o sonho de qualquer garoto era ter uma calça Lee. E, todos tinham, fosse a verdadeira, americana ou, uma das quinhentas mil imitações fabricadas em oficinas nos variados quintais do subúrbio carioca.

Lembrei da calça Lee assistindo ao jogo de abertura da Copa. Depois que Guardiola introduziu no Barcelona a valorização da posse de bola, o mundo inteiro quer copiar, quer fazer igual. Só que, há um pequenino problema. Um time para adotar tal estratégia, obrigatoriamente, sob pena de tomar uma goleada, tem que ter jogadores habilidosos.

A estratégia da Arábia Saudita foi exatamente esta, só que, com jogadores incompatíveis para esta opção de jogar, pois pela falta de habilidade, invariavelmente, a bola ia de graça para o adversário.

É aquele tal negócio. Não existe tática perfeita, e sim, a adequação de um sistema de jogo ao material humano disponível.

Muito melhor seria o time árabe ter noção de suas limitações e ter jogado fechadinho, na esperança de uma bola parada ou um erro do adversário.

Os “professores” devem entender que a modernidade no futebol é algo relativo. Depende de com quem se conte…

O líder, segue. E, será por muito tempo…

Mudança inesperada…

(Fotos: Staff Images / Flamengo)

Estou tentando entender até agora a mudança surpresa do nosso possante Barbieri. Jogamos onze rodadas com apenas um volante fazendo o papel de marcador e, de certa forma, o cara da nossa saída. Vezes Cuellar, vezes Jonas.

Não mais que de repente, mudou o babado e começamos com dois volantes e terminamos com três. Por razões óbvias o empate não seria um desastre.

Resultado mais que esperado, mas que não traduziu o que vimos em campo. Perdemos gols bobos, em que faltou, principalmente, a maturidade na jogada. A calma do cascudo…

Mesmo com seis meninos correndo, a base deu seu recado. Thuler, Léo Duarte, Jean Lucas, Paquetá, Vinicius e Vizeu entenderam a importância do adversário – e do mando contrário – e não sentiram…

Sofremos o gol numa bobeira infantil da zaga, e demoramos a entender o que havia acontecido. Colocamos a criança no chão, tivemos a posse de bola e, não perdemos mais as rédeas da partida.

Tudo tranquilo! Continuamos no “segue o líder” e vamos para a Copa com 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

A lamentar, um jogo que parecia muito mais difícil e, que no final, o empate não nos fez justiça. Até porque, jogamos pra vencer e tivemos oportunidades. Infelizmente, voltamos a desenterrar nosso fundamento mais detestável. Perder gols na cara do gol. Estava esquecido…

Vamos as notinhas dos meninos…

Diego Alves – Perfeito com as mãos, carniça com os pés. Continua rifando a bola quando tem que repor em jogo – 8

Rodinei – Muitos reclamam do QI da criança. Mas poucos entendem a sua importância atacando pela direita. Como Renê pouco avança, é a nossa segunda opção como atacante – 7

Thuler – Juro que não esperava tanta segurança de um garoto que subiu ontem. Hoje, contra um Palmeiras encardido, além do gol, ganhou todas pelo chão – 7

Léo Duarte – Assim como seu companheiro de zaga, mais uma vez mandou muito bem. A bobeada no gol do Palmeiras teve cúmplices – 7

Renê – O cara mudou radicalmente de quatro partidas pra cá. Marcando muito e avançando com consciência – 8

Jean Lucas – Determinado e muito habilidoso. Não merecia ter saído de campo. Acho que tem muito futuro, mas assim como alguns, deveria tocar mais rápido e prender menos a bola – 7,5

Cuellar – Andou meio vendido hoje e mais violento, mas com tudo isso, é de uma segurança absurda na proteção à defesa. Jamais esmorece – 8,5

Paquetá – Que me perdoem as “Paquitas”, inclusive eu! Mas o cara está pra lá de firulento perto da área. Como é a estrela da companhia, acho que Barbieri não se sente à vontade para chamá-lo no ovo. Está merecendo – 6

Éverton Ribeiro – Um dos melhores em campo. Assim como Rodinei, puxa nosso ataque pela direita, corta para o meio para armar e, ainda volta marcando – 9

Vizeu – Se não entrar faltando vinte minutos, não vale – 5

Vinícius – Despedida cheia de malcriação com os zagueiros do Palmeiras, com muitas voltinhas pra lá e pra cá… e dois gols que não se pode perder numa partida dessa importância. Mas devo admitir que soltou mais a bola. Coisa que não vinha fazendo – 7

Barbieri – Me surpreendeu com a entrada de mais um volante, mas voltou a armar o time muito bem, além de compacto. Mas vamos combinar! Diego Alves tá ajudando muito nosso ex estagiário – 8,5

VAMOS PRA COPA, E SEGUE O LÍDER…

Carlos Egon Prates


Futebol de campeão

O sol já vai raiar por aqui e, vai ser duro pegar no sono após este jogo tenso que, graças ao canal Premiere, pude acompanhar. O comentário do jogo ficou por conta do meu irmão rubro-negro, Carlos Egon Prates.

Vou para um outro lado. O de tentar entender o crescimento deste time que, neste terço de Campeonato Brasileiro, sobrou na turma.

Pra começar: que goleiro é esse? E aproveito para perguntar: você trocaria Diego Alves por qualquer dos três goleiros que estão na Seleção?

E por falar em Seleção, vamos para a colombiana. Será que este Pekerman é cego? No nosso continente, há algum volante melhor do que Cuellar?

Daí para a frente, não há como não se colocar o seguinte:

  1. Éverton Ribeiro, virou o faz tudo deste time. Reencontrou o seu futebol. Está desequilibrando.
  2. Embora neste jogo não tenha sido brilhante, Paquetá também está desequilibrando.
  3. Volto ao tema Seleção com uma pergunta: você trocaria Vinícius Júnior por Tyson?

Há muito mais para falar. Deixo para amanhã. Vou dormir com a luz do sol que vem chegando.

Santa madrugada…

MENNNNGGOOOOO!!!

Kleber Leite

Antena ligada

Treino do Flamengo – 11/06/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Desculpem, mas já estou passando adiante do nosso importante jogo de amanhã e, antes de entrar no tema de hoje, dizer que fiquei muito feliz com a nossa unanimidade rubro-negra. Incrível como todos estão mais ligados em São Paulo do que nas cidades russas…

Também me chamou muito a atenção, um dos comentários, destacando a enorme falta de atratividade do brasileiro com respeito a esta Copa do Mundo.

Até o Alzirão, marca registrada da energia carioca para a nossa Seleção, ficou no passado…  A esperança é que a Seleção engrene e dê uma sacudidela na moçada…

A antena a ser ligada é a dos nossos dirigentes. Este, como qualquer campeonato, se ganha dentro e fora do campo. Já sabemos que vamos perder um jogador decisivo, que é Vinícius Júnior, além de um outro que, sem ser decisivo, vem ajudando, neste caso, Felipe Vizeu.

Há de se repor esta qualidade técnica que está indo. E, bom não esquecer que, com a bola que Paquetá está jogando, não é difícil concluir que pode aparecer um clube endinheirado e pagar a multa.

Portanto, é hora de agir. De aproveitar as oportunidades de mercado, pois talento hoje em dia é raridade… Este tipo de ação pode determinar a conquista de um ou, quem sabe, mais títulos neste ano.

Vou ficar por aqui para não alimentar o arco-íris.  O que a minha lupa alcançou já transmiti ao nosso presidente. O momento rubro-negro requer ação, sensibilidade e coragem.

 

Quarta, é decisão?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Mesmo sendo um otimista de carteirinha – e dentro desta linha imaginando uma vitória rubro-negra sobre o Palmeiras – ainda é cedo, pois só Deus sabe o que irá acontecer depois da Copa do Mundo.

O primeiro tema, mais de acordo com o momento que estamos vivendo, é tentar entender como o time vai se comportar nesta quarta-feira. Jogar como vem jogando, valorizando a posse de bola, partindo para dentro do Palmeiras ou, em função das características do jogo, na casa do Palmeiras e contra um time forte, jogar de forma mais cautelosa, até porque o empate não é um resultado ruim?

Duvido que o time seja modificado ou, que o esquema seja alterado. Mesmo jogando na casa do adversário, o melhor caminho para não sair derrotado é não abrir mão do que vem dando certo, ou seja, manter time e fórmula que garantiram cinco vitórias consecutivas.

E, bom não esquecer que, mesmo sem os veteranos na zaga, os garotos estão dando conta do recado. Como boa notícia o retorno de Lucas Paquetá.

No Palmeiras, a Copa e as contusões tiram quatro titulares deste jogo. Portanto, o vento continua soprando a favor e, quando isto é flagrante, a hora é de arriscar, de ser ousado.

A paixão pelo clube é algo mágico. Com a Copa do Mundo começando e com a Seleção Brasileira estreando ainda esta semana, nós rubro-negros só pensamos naquilo…

Por favor, responda rápido: onde está a sua cabeça, em São Paulo ou na Rússia?

Emocionante em tudo

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Bem! Talvez esse seja o jogo mais encardido para comentar. Diria eu, que ninguém jogou bem, ninguém jogou mal…

Mas, uma pergunta curiosa, de uma leiga, me pegou de calça arriada. “Por que os jogadores do Flamengo ficam tocando a bola no meio de campo e não evoluem?”

A namorada, ou meu encosto, viu justamente o que eu vi durante boa parte do tempo. Talvez ela não entenda, que sempre ficamos cozinhando o galo à procura de um espaço ou, até mesmo um canudo de fora da área.

Com 6 pontos distante do segundo colocado, não podemos, nem devemos criticar absolutamente nada. Seria absolutamente incoerente colocar alguma dúvida na nossa campanha.

Apenas alguns asteriscos devem ser lembrados.

Outro dia, conversando com meu amigo Pedrão, “justifiquei” o baixo rendimento do Ceifador pelo simples motivo dele não ser pivô nem referência.

Citei Vizeu como exemplo, dizendo que o cara jogou menos de meio tempo e fez dois gols. E, voltou a fazer hoje… Ou seja! em menos de 90 minutos, fez três gols…

Por quê isso? Simples! O maior artilheiro de todos os tempos do futebol mundial, Gerd Müller, com menos de 1,65 de altura, jogava invariavelmente dentro da pequena área… É onde ela passa, onde ela cai, onde ela sobra. É justamente o juízo final de todo o ataque. Pelos lados ou por cima…

Vencemos sem convencer, mas sem tomar sustos. Valeu pelos 3 pontos, pelo pranto do garoto, pelo adeus do Vizeu e, principalmente, pela nossa posição na tabela. Estamos convencendo…

Continuamos evoluindo mesmo com troca de jogadores. Hoje faltou a arte, a criatividade, o malabarismo do Paquetá. Por outro lado, o empenho e a vontade estão presentes em todos os jogos que Barbieri comandou. Se estão jogando por ele, acho ótimo. Se for pelo resgate do nosso DNA, melhor ainda.

Vamos ao parto das notas…

Diego Alves – Pouco trabalho, com reposição melhorada e muito comando sobre nossa zaga. É capitão… sem ser capitão – 7

Rodinei – Sem ter a quem marcar, se lançou ao ataque e fez belas tabelas com Éverton Ribeiro. Tem o chip meio torrado. Mas vale pela saúde – 6

Thuler – Compôs com tranquilidade o nosso lado direito. Mas teve ajuda muito importante do Cuellar – 7

Léo Duarte – Bem como nos últimos quatro jogos, mas hoje com muito menos trabalho. O Paraná não apareceu – 7

Renê – Como marcador, sempre convenceu. Mas o interessante é que está evoluindo como ala. A ponto de ser responsável por várias saídas de bola e algumas assistências interessantes

Cuellar – Como sempre, um monstro na proteção aos zagueiros, sem deixar de avançar quando aparece oportunidade – 9

Diego – A não convocação encheu o cara de brios… Está tentando provar que poderia estar lá. E vem convencendo – 8

Jean Lucas – Ainda não é, mas tem pinta. Um pouco afobado e errando botes. Mas nota-se perfeitamente que é um volante classudo mas que não perde a viagem – 7

Éverton Ribeiro – Perdeu um gol num lançamento espetacular do VJr. Mas não deixou de ser o “ajudante” de lateral, nem mesmo o atacante pela direita – 8

Ceifador – Enquanto não descobrir o caminho para a pequena área, vai viver dos pênaltis bem batidos. É uma questão de orientação – 3

Vizeu – Meia hora em campo… e mais um gol – 9

Vinicius – Continuo critico a sua objetividade. Mas hoje, isso é o que menos importa. A emoção, o pranto, as lágrimas após o jogo no colo da torcida, me deixou absolutamente emocionado. Sem dúvida alguma, foi o melhor momento deste domingo – 10

E temos técnico! Barbieri…

Carlos Egon Prates


O Formiguinha

Longe, agradecido ao Premiere – hoje com muitas interrupções –  feliz da vida vou dormir, curtindo a vitória sobre o Paraná e, a liderança pré-Copa, já garantida.

Mais uma vez fiquei impressionado com a dinâmica de jogo de Éverton Ribeiro, construindo, atacando e defendendo com incrível competência. Pena que no último lance do jogo, em lindo lançamento de Vinícius Júnior, o goleiro tenha atrapalhado o que seria um gol consagrador para o nosso “formiguinha” Éverton Ribeiro.

Este lance de despedida do Maracanã, com absoluta certeza, mexeu com a cabecinha do nosso Vinícius Júnior que, visivelmente, jogou sob a batuta da emoção. Aliás, parabéns!!! Hoje em dia é tão raro ver a ligação afetiva do jogador com o clube que, o que vimos não deixa de ser raridade.

Outro ponto positivo foi a entrada de Willian Arão, que deu outra dinâmica ao time, contribuindo – e muito – para o gol de Vizeu, outro a se despedir do Maraca.

Repararam que hoje não houve a necessidade de nenhuma grande ou pequena defesa do nosso baita goleiro? Em tempo: Paquetá faz muita falta…

O melhor da rodada, para nós, aconteceu no Ceará. O Palmeiras que, em tese, considero nosso mais perigoso adversário, depois de fazer 2 a 0, permitiu o empate ao Ceará. Na minha matemática, faturamos 5 pontos. Três que conquistamos, mais dois, que o Palmeiras perdeu.

Agora, o Palmeiras. Pra cima deles com humildade de líder…

Kleber Leite

Nóis kapota mais num breka…

(Foto: Staff Images / Flamengo)

O meteoro Flamengo desembarcando no Mané Garrincha. Caso vença o Fluminense hoje, dispara na liderança do Brasileiro com 5 pontos de vantagem para o segundo colocado.” – João Guilherme.

E foi justamente isso que aconteceu! Jogo aberto com poucas oportunidades no primeiro tempo, mas com uma curiosidade. Buracos e mais buracos mal aproveitados pelo Flamengo. Novamente com a posse de bola e, mais uma vez, trabalhando muito mal o último passe.Em suma, nesta primeira etapa, passes em excesso e pouca objetividade.

Voltamos para o segundo… e Abel aprontou! Tirou um meia e colocou um avião no nosso lado direito. Isso mudou a cara do jogo e a posse de bola. Mas nada que nossa defesa não aliviasse. Aliás, muito bem novamente.

Tive a impressão que nosso time cansou no segundo tempo. Além de ter recuado muito, já não usava mais os contra-ataques como de costume. Vinícius estava bem mais recuado que ofensivo. E, sem dúvida alguma, é o nosso ataque…

Com prazer imenso, as notinhas do nosso escrete…

DIEGO ALVES – Mais uma vez falhou na reposição da bola. Apenas um defeitinho básico! Quanto ao GOLEIRO, enfim temos um top debaixo da baliza – 8

RODINEI – Muita correria, avança e defende com a mesma saúde, mas hoje tropeçou na bola em alguns lances. Sempre vale pela garra. Mas poderia ser mais consciente hoje – 5

RHODOLFO – Joga simples e sem enfeitar. Zagueiro zagueiro, com pinceladas de habilidade – 7

LEO DUARTE – Minha língua continua torrando na churrascaria. Jogou muuuuita bola hoje, novamente. Se isso for o normal, Tite vai ter que desconvocar Geromel – 8

RENÊ – Tô tão feliz com esse cara que vocês nem imaginam. O Fluminense jogou o primeiro tempo e metade do segundo, pelo lado dele. O cara terminou com as esperanças do Abel. Matou a pau – 9

CUELLAR – Só um louco não convoca esse cara! Principalmente sendo técnico de uma Colômbia. Com certeza Pékerman deve estar escondendo um Beckenbauer na cartola – 8

PAQUETÁ – Que me perdoe os “Paquitas”. Mas esse fenômeno não pode continuar brincando na entrada da área. Do meio pra frente, até entendo! Só não vai levar 10 por esse motivo. Mas quanto ao resto, foi um Deus – 8

ÉVERTON RIBEIRO – Formou com Paquetá e Cuellar um meio espetacular. O passe para o gol do Vizeu foi um primor. Só sobe de produção – 8

MARLOS – Muito rebolado, pouca objetividade. Apareceu pouco, mas foi importante no lance do pênalti – 5

CEIFADOR – Se tem pênalti é com ele! Hoje até se movimentou mais. Marcou até na defesa. Mas ainda longe do artilheiro do Brasileiro de 2017. É bom que melhore mesmo, pois estamos absolutamente no sal – 6

VIZEU – Fez tudo pra perder um gol feito, mas acabou arrumando com um biquinho. Entrou aos 22 e definiu o jogo, além de se movimentar mais que o Poste – 6

VINÍCIUS – Com a bola nos pés, fecha os olhos e parte. O grande problema é a objetividade depois disso. Perdeu bolas bobas, já dominadas. Continua sendo nosso ataque inteiro. Se cansar, temos que acreditar na nossa defesa – 6

BARBIERI – Quase levou um nó do Abel com a entrada do Tufão pela direita. Com o tempo, arrumou a casinha e engoliu o Abelão – 9

POR FAVOR… SIGA O LÍDER…

Carlos Egon Prates


Não são cinco. São seis!!!

Sobre o jogo, que vi graças ao canal Premiere, o nosso doce Egon já tocou a bola.

Dizer apenas que a diferença técnica entre o Flamengo e Fluminense é Maracaniana. No time do Flamengo, tirando Marlos Moreno e Ceifador, todos muito bem, inclusive o goleiraço Diego Alves que, quando solicitado, não erra. Vinícius Júnior e Paquetá, desequilibrando…

Agora, vamos ao tema que, nos da uma enorme esperança. O locutor no Premiere, a toda hora, dizia que com esta vitória o Flamengo chegando aos 23 pontos, abria cinco de vantagem para o segundo colocado.

Matematicamente, o cálculo está correto. Futebolisticamente, não!!! O segundo colocado é o Sport Recife, com 18 pontos. Pergunto? Alguém acredita – claro que excetuando-se os torcedores do clube pernambucano – que o Sport esteja no páreo para ser campeão brasileiro?

Desta forma, contra os clubes contra os quais brigamos pelo título (Palmeiras, Cruzeiro e São Paulo e Atlético Mineiro) abrimos SEIS pontos de vantagem. Sobre Grêmio e Inter, abrimos SETE pontos. E, sobre o Corinthians, atual campeão brasileiro, abrimos OITO pontos.

Faltando dois jogos antes da bola rolar na Copa. Paraná, em casa, e Palmeiras, fora. Que pena que tem Copa do Mundo. Pena interromper este santo embalo rubro-negro…

Kleber Leite

Aproveitar o momento

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O título do blog não poderia retratar melhor a nossa necessidade imediata. Deu no jornal espanhol o que já tinha ouvido de confiável pessoa ligada a Vinícius Júnior. O Real Madrid, após a Copa, quer o nosso garoto levado. Esta, infelizmente, é a tendência para o final deste filme.

Paralelo a isso, não há como não se entender que o momento é oportuno para se arriscar tudo. Levar fé, jogar todas as fichas, até o último jogo, antes da bola rolar na Copa.

Hoje, temos uma deficiência flagrante, qual seja, o companheiro de ataque de Vinícius Júnior. Tomara que o nosso estagiário invente. A hora é essa, pois precisamos aproveitar o bom momento e, sair atropelando quem estiver pela frente.

Há ainda o fator psicológico. Virar este terço de Campeonato Brasileiro na liderança é de fundamental importância, pois haverá influência direta deste fato quando a bola parar de rolar na Copa.

Mais forte do que nunca, embora o nosso jogo seja contra o Fluminense, que estejamos imbuídos da sacada genial, de Francisco Horta, um gênio – como ele mesmo se coloca – “rubro-nense”. Agora, não há saída para quem tem sonhos grandes. É VENCER OU, VENCER!!!

Dito isto, de minha parte, juro, está o nosso doce estagiário, liberado para “inventar” o que for preciso.

A hora, é essa!!! É vencer ou, vencer!!!

 

O que falta e, o que é possível…

(Foto: Gilvan de Souza)

O Flamengo, líder do Campeonato Brasileiro, não é a seleção húngara de 54, e longe está das fenomenais Seleções Brasileiras de 58, 70 e 82, porém, na triste realidade técnica que assola o país do futebol, vai indo bem.

Há 200 anos se diz que um grande time começa com um grande goleiro. O nosso, a meu conceito, é muitíssimo bom. Goleiraço!!!

A nossa zaga, seja qual for e, há quem não goste, causa inveja a 90% dos torcedores do arco-íris.

Vamos para as laterais. Hoje, o único brasileiro muito além da média joga no Real Madrid. Todos os outros, inclusive os da seleção, são medianos. Nos clubes então… Por isso, Rodnei e Renê vão vendendo, e bem, o peixe deles.

No meio, há até alternativas. Um ou dois volantes? E, há um que vale por dois. O que este Cuellar está jogando é brincadeira. Daí em diante temos três jogadores preciosos: Lucas Paquetá, Éverton Ribeiro e Vinícius Junior.

Claro que falta algo. Até porque, se não faltasse, o placar contra o Corinthians, ao invés de 1 a 0, poderia ser de 3 ou quatro.

O noticiário dá conta de que Vágner Love não vem mais. Se não houver outro atacante deste nível, que tal recorrer à imaginação e, começar a jogar com 11?

Qualquer tentativa será válida… Que o nosso estagiário não tenha medo de tentar…


Esquecimento

Relendo o post, parei para pensar e, algo estava faltando. Claro!!! esqueci, passei batido pelo Diego.

Aí, nova reflexão e, por uma questão de justiça, dentro da atual realidade do que se joga bola no Brasil, Diego – em forma – ajuda.

Portanto, encurtada está a missão de quem comanda. Há uma peça que não funciona. Encontrar a solução é o dever de casa.

Siga o líder

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Meus amigos! Faz tempo que não vejo um exagero tão absurdo quanto a nossa posse de bola hoje…

No barato, ficamos pelo menos uns 80 minutos com ela. Mesmo de um lado para o outro, tocando nas laterais ou fazendo firulas no meio, só deu nós. Simplesmente não permitimos que o Corinthians jogasse. Complicado questionar o trabalho de Barbieri. Realmente o cara está se saindo melhor que o esperado.

“Cadê o técnico?” já não cabe neste momento. Compacto em todas as linhas, disputando palmo a palmo cada pedacinho do campo, vamos em frente sem sombra no retrovisor.
Gostei muito do que assisti hoje! Mordemos, corremos e, apesar do placar magrinho, fizemos o que tínhamos que fazer. Matamos numa das poucas oportunidades que tivemos e não deixamos Diego Alves jogar. Valeu muuuuuuito…

Pra variar, os Gambás vão chorar pela última bola do jogo. Bobeira da grossa! Antes da bola chegar ao Roger, Daronco terminou o jogo com ela nos pés do Rodinei…
Vamos as notinhas das nossas crianças abençoadas.

DIEGO ALVES – Voltou a ser o que era quando foi convocado. Seguro e simples, mas com um defeitinho pra conta. Tem que recolocar a bola em jogo com mais calma e precisão – 7

RODINEI – Cada vez que vejo a correria lembro do Toninho Baiano. É um ala que consegue avançar e um lateral que sabe marcar. Algumas diarreias mentais, mas por outro lado, é rei, perto do PARÁlelepípedo – 6

RHODOLFO – Com certeza é titular ao lado de Réver. Seguro no jogo inteiro e muito equilibrado nos passes – 7

LÉO DUARTE – Quem me conhece sabe o quanto fui crítico sobre a bola deste zagueiro. Felizmente estou queimando minha língua. Léo Duarte está realmente muito bem na fita. Desde o jogo contra o Galo vem jogando muito – 7

RENÊ – Gratíssima surpresa em todos os sentidos. Se continuar jogando essa bola, vão ter que contratar um reserva para o lugar do Trauco. Antes só marcava. Agora, mais assanhado, avança e participa de algumas assistências – 8

JONAS – Mais marcação ferrenha que Cuellar, mas menos habilidade. Volante levar cartão com 6 minutos é quase um caos anunciado. Não comprometeu em nenhum momento – 6

DIEGO – Soltando mais rápido a bola, mas reclamando muito com o juiz. Não podemos reclamar da entrega, mas podemos reclamar das escolhas. Hoje jogou bola e não rodou de um lado pro outro como vinha fazendo – 7,5

PAQUETÁ – Espetáculo de partida! Umas das melhores que vi esse ano. Prendeu menos a bola, fez menos firulas e marcou no campo todo – 9

ÉVERTON RIBEIRO – Em doses homeopáticas, vai voltando a ser o jogador do Cruzeiro. Ainda peca em carregar em demasia a bola, talvez pelo ranço de ser meia. Mas está melhorando muito – 6

CEIFADOR – Passei a adorar Guerrero e Vizeu por conta desse caneludo da porra. A bola realmente demora a chegar em condições. Quando chega isola. Se entrasse em campo com o número zero, estaria mais nos conformes – 3

VINÍCIUS JÚNIOR – Tenho que pegar leve com a criança! O cara é peixe do Guru…
Até agora, é uma mistura do Denner (ex-Vasco) com Fio…  Corre mais que notícia ruim, perde 90% das bolas dominadas. Talvez falte segurança para escolher a melhor jogada. No futebol, correr é muita coisa, mas não é tudo – 5

VIZEU – Entrou e decidiu… 10

BARBIERI – De grão em grão, de 3 pontos em 3 pontos, vai convencendo. Por mim, ficaria até o final do ano. Depois vamos estudar a campanha. Está merecendo.

POR FAVOR, SIGAM O LÍDER… MAS SEM NEGÓCIO DE CHEIRINHO…

Carlos Egon Prates

Sábado elétrico

(Foto: AFP)

E quem levou o maior choque foi a Alemanha, uma das favoritas desta Copa. A derrota de 2 a 1, para a Áustria, foi surpreendente e, pelo fato de ter ocorrido faltando tão pouco tempo para o início do mundial, preocupante para eles e, animador para nosotros

O empate em 3 a 3, entre Atlético e Chape, vai deixando claro que o Galo não é este bicho papão que se esperava antes do início do campeonato. Jogo com erros de arbitragem em penca. Menos mal que as lambanças da arbitragem foram equilibradas… vento que ventou lá, ventou cá… Vendo a entrevista coletiva do treinador do Atlético, fiquei com a sensação de que estes treinadores jovens fizeram o cursinho na mesma escola…

Quem olha a escalação do Corinthians, sinceramente, não pode levar fé que este time chegue ao bi-campeonato. Camisa não falta, mas o material humano atual não ajuda.

Com respeito ao Flamengo, exatamente o contrário. Há alguns jogadores que são figurinhas carimbadas. Aposto todas as minhas fichas que – a menos que haja fato novo marcante – o Flamengo termina o campeonato na frente do Corinthians.

Li e estou sem acreditar que o treinador da seleção colombiana abriu mão de Cuellar. Das duas uma. Há dois volantes geniais na Colômbia, que não conheço ou, o “professor” ficou maluco.

Neste domingo, viajo na hora do jogo. Carlos Egon vai fazer a bola rolar…

E, que o domingo seja rubro-negro.