E por falar em embalar…

Flamengo 5 x 1 Chapecoense, na Ilha do Urubu. (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Revendo toda a tabela do Campeonato Brasileiro, encontrei algo muito interessante. Da vigésima primeira, até a vigésima quinta rodada, o Flamengo fará, de forma seguida, cinco jogos na cidade do Rio de Janeiro.

21ª – rodada –  Atlético Goianiense
22ª – rodada –  Atlético Paranaense
23ª –  rodada –  Botafogo
24ª – rodada –  Sport Recife
25ª –  rodada –  Avaí

Dos cinco jogos, o único em que não atuará como mandante será contra o Botafogo, em jogo programado para o Engenhão. Aqui pra nós e, com todo respeito, não é uma sequencia perfeita para uma bela arrancada?


Restam pouco mais de 100 (CEM) sócios torcedores para o Flamengo atingir a linda casa dos 100.000 (CEM MIL) sócios torcedores. Este projeto, hoje vitorioso e totalmente consolidado, teve início em 1995. O “sócio torcedor” de hoje, lá atrás, tinha o nome de “sócio off-Rio” e, era parte de uma campanha cujo título era “Seja Sócio”. Com esta campanha, o Flamengo, no ano de seu centenário, saiu de pouco mais de três mil sócios pagantes, para sessenta mil, algo simplesmente extraordinário para aquela época e, fator decisivo para o início de uma grande virada na arrecadação do clube.


Sem querer criticar qualquer comentário que seja, de uma forma ampla, acho que devemos e podemos estar felizes pelo resultado de ontem, porém, sem perder a coerência, pois não pode um jogador que vinha sendo aqui sistematicamente criticado, de repente, fruto de uma goleada onde não teve nenhuma participação, se transformar em boa opção de ataque.

Não preciso e nem devo falar sobre quem esteja eu me referindo, até porque, é irrelevante. Relevante sim, é estar atento à coerência, fator decisivo para qualquer tipo de análise.


Se punido fosse com inversão ou, inversões de mando de campo, pela confusão que houve entre torcedores em São Januário, o primeiro jogo a ser cumprido seria exatamente contra o Flamengo. Acontece que, em julgamento realizado ainda há pouco, o Vasco foi absolvido.

Aliás, muito boa foi a sacada do advogado cruzmaltino na defesa do treinador que, suspenso, teria dado instruções a um membro da comissão técnica que, teria descido até o banco de reservas, repassado as instruções ao preparador físico que, finalmente teria transmitido para o treinador auxiliar, que dirigia o time.

A sacada do “Michelzinho do Vasco” foi muito boa. Disse ele: “Isto é fantasia. Se o treinador Milton Mendes quisesse dar alguma instrução ao auxiliar bastaria passar via WhatsApp”. Milton Mendes, claro, foi absolvido.


Há algo muito interessante e, de polêmica gostosa, que foi tema na discussão com alguns amigos rubro-negros e do time do arco-íris.  Se você só pudesse dar uma nota 10, pelo jogo de ontem, você daria para quem? Diego ou Guerrero?

Começamos a engrenar?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Tipo do jogo importante, pois sempre digo aqui que confiança é quase tudo no futebol. Jogo curioso, meio que fatiado, onde 80% do bolo foi comido pelo time do Flamengo. O placar de 5 a 1 é a prova disso.

Brilharam Diego e Guerrero. Diego, fez dois gols e uma assistência. Guerrero, fez três e uma assistência. Difícil dizer quem foi o melhor. Nota 10 para os dois.

No mais, quase todos muito bem, sendo que, Arão e Berrío, apenas discretos. Thiago falhou. Sorte dele que o time se superou e até goleou. Réver saiu contundido, e Juan levou o terceiro cartão amarelo. Rodolpho não teve tempo para mostrar muita coisa, mas demonstrou personalidade.

O Bahia, nosso próximo adversário, tomou de três do Corinthians. No aspecto psicológico, um bom momento para jogar com o Bahia, mesmo sendo o jogo em Salvador.

Como a Ponte Preta venceu o Cruzeiro, o Flamengo terminou a rodada em oitavo lugar. De qualquer forma, um belo salto. O mistério da rodada foi a decisão do Cruzeiro de jogar contra a Ponte com um time reserva. Decisão infeliz…

Para encerrar. Alô turma do futebol do Flamengo!!!! Por favor, um baita goleiro, URGENTE!!!!!! No mais, que delicia ir dormir ganhando e, de cinco…

Em homenagem aos rubro-negros, Claude e Thomás Troisgros… QUE MARRRAVILHA!!!!

Torcer, das sete e meia às onze

Treino do Flamengo – 21/06/2017  (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Hoje à noite, embora as emoções mais fortes estejam programadas a partir das nove, quando a bola vai rolar para Flamengo x Chapecoense, na Arena da Ilha, há um jogo, entre Ponte Preta e Cruzeiro, começando às sete e meia, que – dependendo do resultado – nos tirará, em caso de vitória, na Ilha, da décima terceira posição, para ser sétimo ou oitavo.

O Flamengo, que tem onze pontos, passaria para quatorze. Se houver vencedor no jogo em Campinas, o Flamengo terminará a rodada em oitavo, porém, se houver um empate entre Ponte e Cruzeiro, o sétimo lugar estará garantido, pois aí Ponte e Cruzeiro chegariam a doze pontos. Como diria Afonso Soares, “de grão em grão, o Urubu enche o papo”…

Pelo noticiário, as dúvidas para a escalação do time são: Cuellar ou Arão, e Vinícius Júnior ou Berrío. Como o Flamengo joga em casa e, já teria um volante de pegada (Márcio Araújo), não dá para não optar por William Arão. A outra dúvida, até por uma questão de coerência, já que Zé Ricardo, finalmente, resolveu apostar no garoto, iria de Vinícius Júnior.

Pena que que Éverton Ribeiro não possa jogar. Torcedor, seja ele de que time for, tem na cabeça que, “pai é pai, mãe é mãe, mas novidade é novidade…” O fato novo que seria a estreia de Éverton Ribeiro, com certeza, deixaria a Arena da Ilha muito mais cheia. De gente e de esperança…

Ontem, assisti à partida entre Botafogo e Vasco (3 a 1). Como o time do Botafogo é bem arrumado. Será Jair Ventura tão bom assim?

Pingadinhas de segunda…feira!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Notícia é fogo, principalmente quando equivocada. Alguém noticiou que o Flamengo terá nas próximas seis rodadas a possibilidade de encostar nos líderes, pois terá uma sucessão de jogos aqui no Rio de Janeiro. Curioso é que virou verdade, quando na realidade é mentira. Os próximos seis jogos do Flamengo serão os seguintes:

  • CHAPECOENSE – ILHA
  • BAHIA – FONTE NOVA
  • SÃO PAULO – ILHA
  • VASCO DA GAMA – SÃO JANUÁRIO
  • GRÊMIO – ILHA
  • CRUZEIRO – MINEIRÃO

Talvez a confusão tenha sido pelo fato do Flamengo jogar três seguidas no Rio de Janeiro, só que, a partida do meio será contra o Vasco e, em São Januário. No mais, como manda o figurino, um jogo como mandante e outro como visitante.


. Uma das polêmicas sobre o jogo de ontem ficou por conta da arbitragem. Não por qualquer lance e sim, pela substituição do árbitro, que sentiu um desconforto muscular. O curioso, é que ao invés de ser substituído pelo quarto árbitro, quem entrou foi o fiscal de linha, que estava atrás do gol à direita das cabines de rádio. Os mais antigos estranharam não ter sido o árbitro substituído pelo bandeirinha número um, que, antigamente, utilizava a bandeira vermelha. Nada importante. Apenas para registro.


. Apesar dos comentários em sua maioria negativos, o dia foi de discussão se o Flamengo pode ainda alcançar a ponta da tabela. Hoje, estamos distanciados do líder do campeonato por nove pontos. Claro que não é uma distancia confortável, mas pelo fato de termos concluído neste final de semana 21% do caminho a ser percorrido, convenhamos, é totalmente possível. Resta pedir a São Judas que Éverton Ribeiro, Rodholfo e o atacante do nome complicado, tenham sido tiros certeiros. Se assim for e, se possível, com um baita goleiro, com certeza, vamos brigar em cima.


. Muito boa a matéria de hoje, na página 19, do Diário Lance, sobre as mudanças que a FIFA pretende introduzir no futebol, a saber:

… Fazer com que o capitão do time seja o único jogador com permissão para dialogar com o árbitro.
… Parar o cronômetro em lances que tomem tempo, como por exemplo, a cobrança de pênaltis, atendimento a jogador lesionado e, até mesmo o gol e respectiva comemoração. Com isso o tempo real de jogo seria bem maior.
… Rigor total na aplicação dos seis segundos quando o goleiro estiver com a bola. Isto aí se marcado como deve, vai modificar muito resultado de jogo, pois estará criada uma clara chance de gol para o time adversário.
… Rigor total com jogadores que pressionam o árbitro ou, joguem o árbitro contra a torcida.
… Acabar com o diálogo entre árbitros e treinadores. Apenas mostrar o cartão que, dependendo da gravidade na ação do treinador, pode ser amarelo ou vermelho.
… Permitir que os defensores possam receber a bola na área, quando da cobrança de um tiro de meta.
… Caso um jogador que esteja no banco de reservas receba o cartão vermelho, o número máximo de substituições será reduzida em um. Caso as três substituições já tenham sido realizadas, no jogo seguinte o treinador só poderá fazer duas substituições.
… Relógio parando quando a bola estiver fora, nos 5 minutos finais do primeiro tempo e nos dez minutos finais do segundo tempo. Há ainda em estudo, a exemplo do que acontece em outros esportes, para fazer com que o futebol, em medida mais radical, tenha dois tempos de 30 minutos de bola rolando.

Sem analisar caso a caso, e com todo respeito à modernidade, até porque, a mim o novo atrai, e – consequentemente – dele não tenho receio, acho apenas que tantas introduções ao mesmo tempo podem pirar a cabeça do torcedor, dando a sensação de que está sendo ele apresentado a um novo esporte e, pior, tirando abruptamente dele o seu mais adorado brinquedo de estimação.
Pode até ser, desde que, com jeitinho…

O comentário sobre cada item, deixo com vocês. Até legal, pois vamos ter aqui uma média do que pensa o torcedor sobre o momento revolucionário da “Dona FIFA”.

Ganhamos um ponto ou, perdemos dois?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Apesar do placar, com quatro gols, foi um jogo, tecnicamente, fraco. No duro, no duro, faltou qualidade, principalmente do nosso lado.

. A barração de William Arão, como era de se esperar, tornou o time menos ofensivo, pois embora não esteja em seu melhor momento, Arão se infiltra mais do que os outros volantes.

. Vinícius Júnior poderia, com trinta segundos de jogo, ter se consagrado e, mudado o curso da partida. Ao invés de tocar por cima do goleiro, preferiu tocar do lado. Depois, talvez sentindo a infeliz opção, foi figura apagada.

. Para não perder o embalo do setor direito, Berrío, que entrou no lugar de Vinicius Júnior, fez uma única boa jogada. No mais, o mesmo Berrío de sempre.

. Com a idade avançada, e consequentemente a velocidade diminuída, não dá para deixar Juan no mano a mano. Assim surgiu o pênalti e o segundo gol do Fluminense.

. Trauco foi um dos poucos a manter um bom ritmo o tempo todo. Foi premiado como gol de empate. Rever, também foi muito bem.

. Outra pergunta que cabe, a exemplo do título: Rodney é melhor do que Pará?

. Diego, apesar da garra de sempre e do gol, não fez uma boa partida. Natural, em função da longa parada.

. Será que não está mais do que claro que precisamos de um baita goleiro e, o mais rápido possível?

. Quinta, na Ilha do Urubu, vamos pegar a Chapecoense e, domingo, o Bahia, na Fonte Nova. Está na hora de uma engrenhada, caso contrário, vamos nos despedir muito cedo da possibilidade do título?

. Ia esquecendo. E a entrada do Conca, hein? Patético…

E aí, ganhamos um ponto ou, perdemos dois?

A estreia do Urubu na Ilha

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A atmosfera, para começar, espetacular! Fascinante ver o jogo tão colado ao campo, principalmente quando se trata da mais apaixonada torcida do planeta.

. O “aconchego” é tão verdadeiro que, as emissoras de televisão tiveram enorme dificuldade em “filtrar” o áudio. Ali, o que se fala, se ouve. Não tem jeito…

. Não fosse o momento de incerteza, a Arena teria lotação máxima. De qualquer forma, os quase quatorze mil presentes vestiram a nossa nova casa com dignidade e beleza.

. Estranhei, em momento tão importante, o Flamengo jogar como seu uniforme número dois. Se a opção é do mandante, não há como explicar não jogar com o “Manto”.  Se o objetivo é fazer do Flamengo uma marca mundial, perdemos uma bela oportunidade de aparecer para o mundo como normalmente nós somos. Este jogo, pela estreia da Arena, midiaticamente, extrapolou fronteiras. O vermelho e preto, a nossa marca, ninguém viu… Há ainda outro detalhe importante a ser colocado sobre este assunto, mas fica para o próximo POST.

. O jogo, nervoso. Natural, por tudo que vem acontecendo. Adorei os abusos de Vinícius Júnior, principalmente no primeiro tempo. Com a entrada do garoto, ganhamos um componente decisivo para quem quer ser vencedor. Estou falando de…OUSADIA!!! De acreditar, de ter talento, de partir pra dentro do adversário.

. De um modo geral, uma boa atuação do time. Sistema defensivo muito bem, com a zaga firme e decisiva. Não esquecer que o primeiro gol foi de Réver. O tão – para mim – injustamente contestado, Rafael Vaz, foi perfeito. Além de defender bem, contribuiu na saída de jogo. Desculpe quem pensa em contrário, mas acho Rafael Vaz um jogador pra lá de aproveitável. E, antes que esqueça. Márcio Araújo também.

. Quem tentou tudo, mas não estava em uma noite feliz, foi Diego. De qualquer forma, a elegância, a vontade, o espírito vencedor, sempre contribuirão para uma nota com direito a “passar de ano”. Hoje, Diego foi 6.5

. E o Conca, finalmente, estreou. Melhor do que a estreia, foi a entrevista ao final do jogo, onde deixou claro a angústia de querer voltar bem. Achei Conca meio “volumoso”… Perder uns quilinhos vai ajudar…

. O curioso do jogo e, só o futebol proporciona isso. O jovem goleiro do Flamengo, onde foi solicitado e, a bem da verdade, foi pouco, mas foi bem. O calejado goleiro da Ponte Preta, tão elogiado pela imprensa paulista, falhou nos dois gols. A lógica passa distante deste esporte que, por isso, é o mais apaixonante do mundo.

. Agora é o Fla-Flu. Com todo respeito ao Damião e ao Renê, os peruanos vão nos ajudar muito.

Uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa

(Foto: Divulgação / Flamengo)

Tive tempo na vida para conhecer torcedor de tudo que é tipo. Mais exigente, menos exigente, brutalmente apaixonado, apaixonado comedido, equilibrado, enfurecido, dócil, violento, enfim, já vi de tudo.

O nosso momento, embora de questionamentos e, até de críticas com relação às últimas atuações, passando pelo desapontamento por algumas contratações e pela polêmica com relação ao treinador Zé Ricardo ser substituído, precisa de uma bandeira branca, pois há uma diferença brutal em importância, entre o que pensamos e a necessidade do Flamengo se recuperar, ganhando o jogo de amanhã.

Embora continue achando que poderíamos ter contratado com mais competência e, de ter dúvidas neste momento com relação à manutenção do treinador, nesta quarta-feira, quando a bola rolar, toda a minha energia será positiva, pois estará em jogo algo infinitamente mais importante do que um simples achismo de minha parte e, sobre este tema, repito que, somente quem está lá dentro tem a noção exata da temperatura e, por conseguinte, quando e como fazer. Portanto, bandeira rubro-negra na mão e bandeira branca no coração.

O Flamengo merece e precisa. Aqui, nada funciona sem o apoio da torcida. Aqui, a sinergia entre campo e arquibancada, é tudo. Isso aqui, é Flamengo.

Time sem confiança

(Foto: Eduardo Valente / LANCE!)

Não há como se avaliar, com precisão, as atuações individuais do time do Flamengo, pois o aspecto psicológico agiu e, como era de se esperar, de forma negativa.

Quem esperava um monte de alterações, em função das últimas desastrosas atuações, teve que se contentar com um goleiro novo, e com Vinicius Jr, finalmente, começando um jogo.

Aliás, começo pelo garoto. Zé Ricardo, que teve três ou quatro ótimas oportunidades para dar chance ao garoto de começar jogando ou, ao menos, jogar meio tempo, e só não fez alegando o aspecto psicológico, acabou escolhendo o pior momento, o de crise, e com o time completamente sem confiança. Vinícius Júnior teve três bons lampejos e, como o restante do time, ficou devendo.

A principal providência, a prioritária, de preferência “ONTEM”, tem que ser a contratação de um grande goleiro. Muralha, queimado. Thiago, em um determinado lance, quando deveria ter saído do gol, inclusive com Juan cantando a jogada, quase entrega a rapadura. Thiago não está pronto.

. Pelo time do Avaí, que se não se ajeitar vai acabar caindo, perdemos mais dois pontos. Para não deixar de falar em destaques, aponto, pela pobreza do jogo, dois “meio destaques”: Mancuello, que entrou bem no jogo substituindo William Arão; e o veterano Juan, não o zagueiro do Flamengo, e sim, o hoje meio campista do Avaí.

(Foto: Eduardo Valente / LANCE!)

. Damião foi salvo pela bicicleta. Por ela e, só por ela, conseguiu aparecer. Diego, sempre lúcido, fez o que pôde, sentindo visivelmente a falta de ritmo de jogo. No mais, nada demais…

. O jogo agora é contra a Ponte Preta, quarta próxima, no Ninho da Ilha e, domingo, no Maracanã, o Fla-Flu com mando de campo do Fluminense. Não tenho nenhuma dúvida de que o nosso futuro, a curtíssimo prazo, vai depender da agilidade da diretoria em recolocar o barco no seu curso normal.

Continuo achando que o momento pede ação, começando pela contratação de um baita goleiro e, ter a coragem de mudar o que eles sentirem que seja necessário. Só se espanta crise, agindo.

Tudo errado 2

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Hoje, o título não poderia estar melhor colocado, até porque, o “tudo errado” foi amplo, geral e irrestrito.

O primeiro erro fica na conta do calendário e, em função disso, o Flamengo não pôde contar com Guerrero e Trauco. Independentemente do valor individual destes dois jogadores, o time fica mexido e, aqui pra nós, a distância dos que entram para os que vão para a seleção peruana, é quilométrica…

O segundo erro, este de lascar, foi o nosso principal jogador ter viajado no dia do jogo, pelo fato de ontem, no embarque da delegação, Diego não ter se apresentado com seu documento de identidade e, consequentemente, ter sido barrado no voo.

Juro que não lembro, ao longo da minha vida esportiva, como profissional de imprensa e como dirigente, de nada parecido. E, que ninguém venha dizer que Diego chegou e jogou. Ora bolas, se fosse bom viajar no dia do jogo, por que motivo então a delegação viajou na véspera? Além de estar voltando, após longa inatividade, Diego enfrentou um stress absolutamente desnecessário…

O terceiro erro, de novo, a escalação do time. Meu Deus, depois do jogo contra o Botafogo insistir com Éderson e, jogar – mais uma vez – com um só atacante (???). Bem, quando Guerrero joga a colocação é válida. Com Damião, talvez “meio atacante” fique mais de acordo com a realidade. E, de novo, Vinícius Júnior é sub utilizado, entrando quando o time já estava entregue e, completamente pirado…

O quarto erro, realmente grosseiro, do nosso goleiro. Este lance – decisivo – praticamente definiu o jogo.

Aproveito esta oportunidade para convidar os responsáveis pelo futebol do Flamengo no sentido de que façam uma profunda reflexão. Eu, particularmente, até acho dentro do futebol que se joga hoje no Brasil, Muralha, Márcio Araújo e Rafael Vaz jogadores aproveitáveis.

Acontece que, ao longo do tempo, aprendi que tudo no Flamengo é diferente e, quando não há sinergia da arquibancada para o campo, insistir não é inteligente. Mesmo achando até certo ponto um tanto injusto, como é assim que a banda toca, não dá para insistir. Vamos perder tempo, tomar o tempo destes jogadores, perder pontos preciosos e levar os torcedores à loucura. Em síntese, com os jogadores que estão chegando, é hora de uma reciclagem no elenco. E rápido, antes que não dê mais tempo para qualquer recuperação.

Com certeza a pressão em cima do treinador Zé Ricardo vai aumentar. Como sei o quanto é difícil julgar sem total conhecimento de causa, torço para que os dirigentes que comandam o futebol do Flamengo tenham sensibilidade e coragem para definir o que seja melhor para o clube. Para manter ou, trocar.

Que São Judas os ilumine. Nesta quarta-feira, tudo errado. De novo…

 

Pingadinhas de segunda…feira!!!

(Foto: Divulgação)

. Hoje na CBF, não houve sorteio e sim, azareio… Pegar o Santos nas quartas de final e ainda por cima decidir na Vila, é dose… Aliás o estudo feito recentemente fez cair por água abaixo a tese de que a vantagem seja relativa quando se faz o segundo jogo em casa. Os números demonstram claramente que, jogar o último jogo em casa é uma vantagem considerável.

. Vamos encarar uma série de quatro jogos que, a meu ver, vão definir onde o Flamengo vai brigar neste Campeonato Brasileiro. Os dois próximos jogos, quarta e domingo, serão fora de casa, respectivamente, contra Sport Recife e Avaí. Na quinta-feira seguinte, na Arena da Ilha, pegamos a Ponte Preta e, no domingo, com o Fluminense como mandante, teremos o Fla-Flu.

. Dois titulares não vão estar presentes nos três próximos jogos. Trauco e Guerrero estarão defendendo a Seleção Peruana e, somente retornarão ao time no Fla-Flu. E, por falar nisso, por onde anda o Vizeu?

. Com todo respeito à opinião de alguns companheiros que espinafraram Guerrero, não posso deixar de dar ênfase ao que venho colocando aqui no blog. Impossível ter um ataque positivo com apenas um atacante. Guerrero, aqui pra nós, tem jogado completamente isolado. Enquanto algum fato novo não chega, Vinícius Júnior, já!!!

. Como diria Paulo Cesar Ferreira, “Uma coisa é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa”. Uma coisa, é criticar o comportamento do treinador Zé Ricardo, como ocorreu no jogo de ontem, quando entrou com três volantes para um jogo contra um time mediano e, além disso, demorou a introduzir as modificações necessárias. A outra, é imaginar trocá-lo por Dorival Junior. Com todo respeito…