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Treino do Flamengo – 26/05/2017 (Fotos: Divulgação / Flamengo)

Hoje, sinto o nosso ambiente no Flamengo bem mais descontraído. Mais uma vez repito e, pelos comentários, muitos companheiros pensam como eu. Tudo bem que a atuação contra o Atlético Goianiense, apesar da vitória, foi muito ruim. Só que os jogadores são seres humanos que sofrem influência psicológica e, isto ocorreu em função da desclassificação da Libertadores.

Diria mesmo que, o jogo pela Copa do Brasil foi o da ressaca… e isto vai passar. Aliás, já passou. Pelas fotos e vídeos dá pra notar o clima bem mais descontraído. Apesar do gramado sintético e, pelo jeito, ainda sem Éverton, dá para acreditar num bom resultado no domingo.

Muito cuidado nessa hora

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Todos que aqui convivem sabem que sou um otimista de carteirinha. Talvez seja, muito mais do que uma característica rubro-negra, um conceito de vida, de quem acredita, de quem quer o bem, de quem ama a vida. E, quem ama a vida não tem tempo para desencontros, desamor, picuinhas e birras.

Abro desta forma para, depois de uma vitória por 3 a 0, chamar atenção para uma possível euforia que pode ser perigosa.

Ganhar: maravilhoso. Três pontinhos no Brasileirão: espetacular. O problema é que não devemos nos enganar. Jogamos contra um time muito fraco, aliás, muitíssimo fraco, candidatíssimo, já na segunda rodada, ao rebaixamento.

Dito isto, elogiar as atuações dos nossos laterais – principalmente Trauco – da nossa zaga, do nosso meio pegador e… ponto!

Continuo achando, apesar do esforço, Ederson completamente fora de esquadro. Sem Diego ou Conca, a criação estará sempre comprometida.

Sem Guerrero, com o que temos, num jogo pra valer, será de doer. E o nosso Zé Ricardo, insensível continua. Com todo estádio – atenção!!!! O jogo foi em Goiânia – pedindo Vinícius Júnior, lá vem ele, de novo, com Matheus Sávio…

Legal, muito bom ver o garoto Vinícius Júnior, que voltou a entrar no finalzinho, fazer uma jogada espetacular. Demonstrou, além do talento que já conhecemos, personalidade…

Como dizia minha avó Corina: “o que é do homem, o bicho não come”.

Juízo rapaziada. Ganhar é maravilhoso, mas hoje há de se avaliar bem a vitória.

E o Palmeiras, hein?

Previsão realista

(Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Sem medo de errar, com toda convicção possível, afirmo aqui, neste dia 16 de maio que, com Conca e Diego ou, mesmo só com um dos dois, e se mais um ATACANTE aparecer para ajudar o solitário e competente Guerrero, o Flamengo vai brigar pelo título de campeão brasileiro.

Internamente, a única chance para o ataque repousa no jovem Vinicius Júnior, caso consiga ele se firmar, jogando nos profissionais 80% do que jogava na base, problema muito bem resolvido. Caso contrário, só contratando.

Éverton Ribeiro, se vier e estiver bem, pode ajudar.

Pintou o campeão?

(Foto: Celso Pupo/Agência Estado)

Hoje, vi dois jogos inteirinhos. Pela manhã, a vitória do Fluminense sobre o Santos, por 3 a 2 e, às quatro da tarde, o Palmeiras sapecando 4 a 0 no Vasco.

No jogo da manhã, muito equilibrado, o fator sorte foi decisivo, sempre ao lado do Fluminense, inclusive no lance do pênalti que, para mim, não houve. Claro que o juiz não teve a intenção de ajudar o Fluminense. Num lance desses, em que o árbitro tem participação decisiva, alguém dá azar e, consequentemente, alguém tem sorte. Hoje, o tricolor deu sorte. O placar mais justo teria sido o empate.

Que jogador este Lucas Lima. Ousaria afirmar que é o jogador que o Flamengo precisa. Super criativo, agudo e decisivo. Na transmissão, o repórter informou que o contrato do camisa 10 do Santos termina no final do ano. O jogador se considera injustiçado, e o Santos anuncia que não fará nenhuma loucura para renovar com o craque.

Um nome excepcional para aplicar o dinheirinho que vem da Espanha…

(Foto: Edilson Dantas)

. O Palmeiras me impressionou pela intensidade. Um time harmonioso, muito equilibrado em qualidade nos três setores. Defesa, meio de campo e ataque no mesmo ritmo e com a mesma – ótima – qualidade.

Neste jogo, de novo, Dudu jogou um partidaço. Zé Roberto, com 42, parecendo ter saído dos juniores…

O Vasco tem que abrir o olho. Na primeira rodada já aparece na zona de rebaixamento. O time criou algumas oportunidades, mas faltou um pouquinho de sorte ou confiança. Em compensação, não fosse Martín Silva, o vexame seria monstruoso…

. E o Atlético Paranaense, hein? Pensando na Libertadores, poupou os titulares e tomou de seis do Bahia. Aliás, a minha tranquilidade para quarta-feira, a bem da verdade, repousa muito mais no jogo do Chile, do que no nosso na Argentina. Claro que será dureza na Argentina, mas pior ainda, será para o Atlético em Santiago…

Poderia ter sido melhor

(Foto: André Durão)

Começamos, infelizmente, mal. Até porque, em casa, o dever neste campeonato longo tem que ser feito e, hoje, não fizemos.

Achei o time mal escalado. Não entendi a escalação de Matheus Sávio, quando o normal seria entrar com Renê na lateral e Trauco no meio. Para piorar a situação, Berrío era um a menos.

Mesmo assim, com um sistema defensivo quase perfeito, conseguimos terminar o primeiro tempo em vantagem, fruto da soma de sorte, com o erro do goleiro deles. Matheus Sávio cruzou, o goleiro se enrolou, e a bola acabou entrando.

No segundo tempo, nosso treinador tentou consertar, mas deu azar. Trauco passou para o meio, com Renê na lateral, saindo Matheus Sávio. Só que, Trauco, sei lá o motivo, estava irreconhecível e acabou substituído, corretamente, por Éderson.

Vinícius Júnior entrou quando faltavam dez minutos. Fazer o que?

Não dá para não elogiar e, muito, a atuação da zaga e do meio campo defensivo. Réver, Rafael Vaz e Márcio Araújo jogaram demais. Pará e Arão, também, muito bem, porém, em plano inferior.

Perdemos dois pontos. Vida que segue…

Aqui, não há dúvida

Treino do Flamengo – 11/05/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando uma notícia é divulgada com firmeza e com riqueza de detalhes, uma coisa é certa: a fonte é ponta firme, é pra lá de segura e confiável.

No penúltimo post, se não me equivoco, aqui foi divulgado todo o panorama sobre a negociação envolvendo o jovem, e talentoso, Vinícius Júnior. Claro que, a diretoria do Flamengo, que trabalha sério, não pode confirmar nada oficialmente pelo fato de, embora tudo acertado, o documento ainda não estar assinado. Como já dizia Castor de Andrade, “vale o que está escrito”…

O direito do Real Madrid levar Vinícius Júnior embora, começa em 2018, desde que o jogador faça parte da Seleção Brasileira que irá disputar a Copa do Mundo. Caso esteja fora da lista, aliás, o que é o mais provável, a apresentação será em janeiro de 2019, porém, como na Europa será meio de temporada, há a grande possibilidade de Vinicius Júnior continuar no Flamengo até junho do mesmo ano.

No mais, não há nada de novo além do que já foi publicado no post anterior e, tomara que no sábado, contra o Atlético Mineiro, o nosso craque esteja no banco e seja a faísca de esperança do torcedor rubro-negro.

Mais claro, impossível!!!

Recebi do meu querido irmão Radamés Lattari este texto que apresento aqui no blog, que sepulta de vez o tema do campeonato brasileiro de 1987.


Filho de torcedor do Sport pergunta ao pai: “Pai somos os campeões brasileiros de 87?”
O pai responde: “Sim, claro que somos!”

Filho pergunta então:Pai, quanto ficou Sport x Corinthians?”
Pai: “Não jogamos contra o Corinthians.”

Filho: “Quanto ficou Sport x São Paulo?”
Pai: “Não jogamos contra o São Paulo.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Palmeiras?”
Pai: “Não jogamos contra o Palmeiras.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Santos?”
Pai: “Não jogamos contra o Santos.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Cruzeiro?”
Pai: “Não jogamos contra o Cruzeiro.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Atlético-MG?”
Pai: “Não jogamos contra o Atlético-MG.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Grêmio?”
Pai: “Não jogamos contra o Grêmio.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Internacional?”
Pai: “Não jogamos contra o Internacional.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Vasco?”
Pai: “Não jogamos contra o Vasco.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Fluminense?”
Pai: “Não jogamos contra o Fluminense.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Botafogo?”
Pai: “Não jogamos contra o Botafogo.”

Depois um silêncio profundo, o filho pergunta já com medo da resposta…

Filho: “Pai, ganhamos jogando contra quem?”

E o pai todo orgulhoso responde: “Fomos campeões brasileiros da 1a divisão em 1987 vencendo os poderosos Criciúma, Joinville, Portuguesa, Inter de Limeira, Bangu, Ceará, CSA de Alagoas, Treze da Paraíba e super Guarani de Campinas…”

O filho abaixa a cabeça e diz que não vai comentar esse assunto na escola…

Simples assim.


E, alguns sábios ministros do nosso STF não conseguiram entender algo tão simples.

Já encheu o saco

Esta história do título de 87, convenhamos, já passou do ponto.

O Sport que fique com o que está escrito na CBF, e que o Flamengo fique com o que pensam e escrevem todos os grandes clubes brasileiros, pois não cabe na cabeça de ninguém um título de Campeão Brasileiro ser disputado entre o campeão da primeira divisão, contra o campeão da segunda.

O Flamengo e o Internacional não foram a campo por decisão unânime do Clube dos Treze, que nada mais era do que a reunião dos grandes clubes brasileiros.

Há neste tema o lado nebuloso, quando o presidente do Sport, ante a intenção de ingressar no Clube dos Treze, assinou um documento reconhecendo os dois clubes como campeões de 87.

Pelo estatuto do Clube dos Treze, era necessária unanimidade entre os clubes fundadores para a entrada de qualquer novo postulante e, na condição – à época – de presidente, deixei claro que o Flamengo só daria a unanimidade, já que todos os outros clubes estavam de acordo, se o presidente do Sport assinasse o referido documento.

O presidente do Sport assinou e isto ficou engavetado em um cofre do Clube dos Treze, em flagrante manobra política, até ser entregue – e não faz tanto tempo – à presidente Patrícia Amorim, como uma espécie de “favor” em troca do apoio do Flamengo à candidatura de Fábio Koff à presidência do Clube dos Treze. Patrícia fez o papel dela, exibindo para Deus e o mundo, inclusive, tendo entregue o documento na CBF.

Naquela oportunidade, Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bateu o martelo e decretou o Flamengo campeão de forma oficial. O Sport retornou ao judiciário e, hoje, com certeza, sem muito conhecimento de causa, e com um dos ministros fazendo tremendo gol contra, não ao Flamengo e sim à justiça, talvez querendo demonstrar independência, votou contra o seu clube de coração. Doalcei Camargo tinha razão. O ser humano é indecifrável e, via de regra, muito estranho.  Há exceções…

O que importa, e o que vai ficar na história e na memória de quem teve o privilégio de acompanhar aquela jornada gloriosa, é que o time campeão brasileiro da PRIMEIRA DIVISÃO de 1987, tinha a seguinte formação: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton, Zinho e Zico; Renato Gaúcho e Bebeto.

O time campeão da SEGUNDA DIVISÃO, alguém lembra? Com todo respeito, isto já encheu o saco.

 

Retrocesso

Gramado sintético da Arena da Baixada (Foto: Agência Estado)

Leio que há em pleno curso, manobra por parte dos clubes, visando duas viradas de mesa no regulamento aprovado para o Campeonato Brasileiro.

O primeiro item: permitir que os clubes possam mandar os seus jogos fora dos seus estados.

Já disse e repito que, isto é a porta aberta para privilegiar o poder econômico. Quem estiver com dinheiro em caixa vai sair por aí comprando todos os jogos como visitante, passando para um “campo neutro”.

Pode ser que alguém argumente que pode haver um caso em que ninguém seja prejudicado. Respondo de pronto que é difícil, mas neste caso, poderia se abrir uma brecha, exigindo unanimidade para a mudança de mando. Aí, nenhum problema…

Item dois: a liberação de gramados sintéticos. Um absurdo!

No campeonato passado, com um time apenas mediano, o Atlético Paranaense foi o clube de melhor aproveitamento jogando em casa. Motivo? Joga no único gramado sintético e, nestas condições, o jogo é outro.

Tomara que a direção de competições da CBF seja firme e, liquide este retrocesso.

Novidades ao luar

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

FLAMENGO x VASCO: A notícia de última hora é que o juiz que determinou uma só torcida nos clássicos no Rio de Janeiro, estaria disposto a rever sua decisão. Se isto acontecer, o jogo será no Rio, caso contrário, duas opções: Juiz de Fora ou Cariacica, em Vitória. Pelo desgaste da viagem, Manaus, descartada.

ACABOU A FARRA – A partir deste Campeonato Brasileiro, qualquer mudança de local de jogo, só poderá ser feito, desde que, seja para o mesmo estado. No aspecto de equilíbrio do campeonato, perfeito, pois um clube com maior poder financeiro poderia perfeitamente “comprar” seus jogos fora de casa, passando para campo neutro. Exemplo: Sport x Palmeiras, jogo marcado para Recife. O Palmeiras, por iniciativa própria, ou utilizando empresa “laranja”, compra o jogo ao Sport e o leva para Brasília. Convenhamos que a vantagem do Palmeiras seria enorme, deixando de jogar em Recife para disputar os três pontos em um campo neutro. Ruim será para as praças com estádios de Copa do Mundo e sem tradição de futebol local, como por exemplo, Brasília e Manaus. Prejuízo à vista…

ERRO NA TABELA – Há uma regra que vem sendo observada ao longo dos Campeonatos Brasileiros. Clube que começa jogando em casa, termina jogando fora e, isto é intercalado ano a ano. Desta feita, passaram o Flamengo pra trás e, sem a menor cerimônia. No último Campeonato Brasileiro, o Flamengo fez seu último jogo fora de casa, contra o Atlético Paranaense. Este ano, consequentemente, deveria fazer o último jogo em casa. Ao contrário, o Flamengo fará, de novo, o último jogo fora de casa, contra o Vitória, em Salvador. Não entendi o fato de ninguém do Flamengo ter colocado a boca no trombone…

Particularmente, sempre preferiria jogar o último jogo do campeonato em casa. Começamos perdendo e, com um gol de mão…