Mais claro, impossível!!!

Recebi do meu querido irmão Radamés Lattari este texto que apresento aqui no blog, que sepulta de vez o tema do campeonato brasileiro de 1987.


Filho de torcedor do Sport pergunta ao pai: “Pai somos os campeões brasileiros de 87?”
O pai responde: “Sim, claro que somos!”

Filho pergunta então:Pai, quanto ficou Sport x Corinthians?”
Pai: “Não jogamos contra o Corinthians.”

Filho: “Quanto ficou Sport x São Paulo?”
Pai: “Não jogamos contra o São Paulo.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Palmeiras?”
Pai: “Não jogamos contra o Palmeiras.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Santos?”
Pai: “Não jogamos contra o Santos.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Cruzeiro?”
Pai: “Não jogamos contra o Cruzeiro.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Atlético-MG?”
Pai: “Não jogamos contra o Atlético-MG.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Grêmio?”
Pai: “Não jogamos contra o Grêmio.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Internacional?”
Pai: “Não jogamos contra o Internacional.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Vasco?”
Pai: “Não jogamos contra o Vasco.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Fluminense?”
Pai: “Não jogamos contra o Fluminense.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Botafogo?”
Pai: “Não jogamos contra o Botafogo.”

Depois um silêncio profundo, o filho pergunta já com medo da resposta…

Filho: “Pai, ganhamos jogando contra quem?”

E o pai todo orgulhoso responde: “Fomos campeões brasileiros da 1a divisão em 1987 vencendo os poderosos Criciúma, Joinville, Portuguesa, Inter de Limeira, Bangu, Ceará, CSA de Alagoas, Treze da Paraíba e super Guarani de Campinas…”

O filho abaixa a cabeça e diz que não vai comentar esse assunto na escola…

Simples assim.


E, alguns sábios ministros do nosso STF não conseguiram entender algo tão simples.

Já encheu o saco

Esta história do título de 87, convenhamos, já passou do ponto.

O Sport que fique com o que está escrito na CBF, e que o Flamengo fique com o que pensam e escrevem todos os grandes clubes brasileiros, pois não cabe na cabeça de ninguém um título de Campeão Brasileiro ser disputado entre o campeão da primeira divisão, contra o campeão da segunda.

O Flamengo e o Internacional não foram a campo por decisão unânime do Clube dos Treze, que nada mais era do que a reunião dos grandes clubes brasileiros.

Há neste tema o lado nebuloso, quando o presidente do Sport, ante a intenção de ingressar no Clube dos Treze, assinou um documento reconhecendo os dois clubes como campeões de 87.

Pelo estatuto do Clube dos Treze, era necessária unanimidade entre os clubes fundadores para a entrada de qualquer novo postulante e, na condição – à época – de presidente, deixei claro que o Flamengo só daria a unanimidade, já que todos os outros clubes estavam de acordo, se o presidente do Sport assinasse o referido documento.

O presidente do Sport assinou e isto ficou engavetado em um cofre do Clube dos Treze, em flagrante manobra política, até ser entregue – e não faz tanto tempo – à presidente Patrícia Amorim, como uma espécie de “favor” em troca do apoio do Flamengo à candidatura de Fábio Koff à presidência do Clube dos Treze. Patrícia fez o papel dela, exibindo para Deus e o mundo, inclusive, tendo entregue o documento na CBF.

Naquela oportunidade, Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bateu o martelo e decretou o Flamengo campeão de forma oficial. O Sport retornou ao judiciário e, hoje, com certeza, sem muito conhecimento de causa, e com um dos ministros fazendo tremendo gol contra, não ao Flamengo e sim à justiça, talvez querendo demonstrar independência, votou contra o seu clube de coração. Doalcei Camargo tinha razão. O ser humano é indecifrável e, via de regra, muito estranho.  Há exceções…

O que importa, e o que vai ficar na história e na memória de quem teve o privilégio de acompanhar aquela jornada gloriosa, é que o time campeão brasileiro da PRIMEIRA DIVISÃO de 1987, tinha a seguinte formação: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton, Zinho e Zico; Renato Gaúcho e Bebeto.

O time campeão da SEGUNDA DIVISÃO, alguém lembra? Com todo respeito, isto já encheu o saco.

 

Retrocesso

Gramado sintético da Arena da Baixada (Foto: Agência Estado)

Leio que há em pleno curso, manobra por parte dos clubes, visando duas viradas de mesa no regulamento aprovado para o Campeonato Brasileiro.

O primeiro item: permitir que os clubes possam mandar os seus jogos fora dos seus estados.

Já disse e repito que, isto é a porta aberta para privilegiar o poder econômico. Quem estiver com dinheiro em caixa vai sair por aí comprando todos os jogos como visitante, passando para um “campo neutro”.

Pode ser que alguém argumente que pode haver um caso em que ninguém seja prejudicado. Respondo de pronto que é difícil, mas neste caso, poderia se abrir uma brecha, exigindo unanimidade para a mudança de mando. Aí, nenhum problema…

Item dois: a liberação de gramados sintéticos. Um absurdo!

No campeonato passado, com um time apenas mediano, o Atlético Paranaense foi o clube de melhor aproveitamento jogando em casa. Motivo? Joga no único gramado sintético e, nestas condições, o jogo é outro.

Tomara que a direção de competições da CBF seja firme e, liquide este retrocesso.

Novidades ao luar

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

FLAMENGO x VASCO: A notícia de última hora é que o juiz que determinou uma só torcida nos clássicos no Rio de Janeiro, estaria disposto a rever sua decisão. Se isto acontecer, o jogo será no Rio, caso contrário, duas opções: Juiz de Fora ou Cariacica, em Vitória. Pelo desgaste da viagem, Manaus, descartada.

ACABOU A FARRA – A partir deste Campeonato Brasileiro, qualquer mudança de local de jogo, só poderá ser feito, desde que, seja para o mesmo estado. No aspecto de equilíbrio do campeonato, perfeito, pois um clube com maior poder financeiro poderia perfeitamente “comprar” seus jogos fora de casa, passando para campo neutro. Exemplo: Sport x Palmeiras, jogo marcado para Recife. O Palmeiras, por iniciativa própria, ou utilizando empresa “laranja”, compra o jogo ao Sport e o leva para Brasília. Convenhamos que a vantagem do Palmeiras seria enorme, deixando de jogar em Recife para disputar os três pontos em um campo neutro. Ruim será para as praças com estádios de Copa do Mundo e sem tradição de futebol local, como por exemplo, Brasília e Manaus. Prejuízo à vista…

ERRO NA TABELA – Há uma regra que vem sendo observada ao longo dos Campeonatos Brasileiros. Clube que começa jogando em casa, termina jogando fora e, isto é intercalado ano a ano. Desta feita, passaram o Flamengo pra trás e, sem a menor cerimônia. No último Campeonato Brasileiro, o Flamengo fez seu último jogo fora de casa, contra o Atlético Paranaense. Este ano, consequentemente, deveria fazer o último jogo em casa. Ao contrário, o Flamengo fará, de novo, o último jogo fora de casa, contra o Vitória, em Salvador. Não entendi o fato de ninguém do Flamengo ter colocado a boca no trombone…

Particularmente, sempre preferiria jogar o último jogo do campeonato em casa. Começamos perdendo e, com um gol de mão…

Fim de festa

(Fotos: Staff Images / Flamengo)

. Domingo previsível. Vitória, mesmo perdendo, e Sport,  vencendo, saíram do buraco. O Inter, que elegeu ontem seu novo presidente com mais de 90% dos votos, vai visitar pela primeira vez a segunda divisão.

. Como era de se esperar, o torcedor do Grêmio, ainda comemorando a conquista da Copa do Brasil, estava mais ligado na possível queda do Inter do que no jogo contra o Botafogo. A imagem dos torcedores gremistas e botafoguenses, comemorando juntos, um a vitória, e o outro a queda do rival, foi marcante.

. O time do Flamengo, como sempre, aplicado e – também, como sempre – carecendo de poder de fogo. De alguém para decidir…

Definitivamente, o nosso ataque é muito fraco. Já disse aqui e repito. Tivesse o Flamengo, Marinho na direita, e Keno na esquerda, hoje poderíamos estar comemorando o título. E, não estou falando em Messi e Neymar…

A verdade é que, do meio para frente, Diego é o único jogador decisivo. Antes que alguém pergunte por que não Guerrero, antecipo afirmando que ele está muito mais para “bom centroavante”, do que para “jogador decisivo”.

. Para 2017 ser um ano de títulos, no mínimo, precisamos de mais um jogador criativo no meio e, dois muito bons atacantes. Sem isso, vamos repetir 2016.

. Quem terminou o ano bem foi o goleiro Muralha que, teve hoje uma atuação seguríssima. Os quatro zagueiros, muito bem, também. O meio, o de sempre e, pior sem Diego. Forte na destruição e paupérrimo na criação. Ataque, também o de sempre: muito ruim.

. Hoje, falei com o nosso bravo Godinho. Perguntei sobre o peruano Miguel Trauco, lateral esquerdo. Godinho me afirmou ter sido indicação do treinador da Seleção Peruana. Virá sem custo e será o reserva de Jorge. Vamos torcer para dar certo…

. Aliás, não hoje e sim, há uns dias atrás, Godinho me disse algo intrigante, e ao mesmo tempo preocupante. Como todos elogiam o novo momento do Flamengo, as ações administrativas bem-sucedidas, a firmeza nas renovações contratuais, o mundo do futebol imagina que o clube esteja nadando em dinheiro, o que não é verdade e, isto vem dificultando enormemente algumas negociações.

. A última notícia é triste. Faleceu, esta manhã, o ex-locutor esportivo José Cabral, “o homem da maricota“. Tive o privilégio e a honra de com ele trabalhar durante muito tempo na Rádio Tupi. Cabral aliava emoção e humor nas transmissões. Quando o Vasco jogava, era mais emoção. Eu e Celso Garcia, muitas vezes, tiramos Cabral do sério. Também pudera. Era uma tabelinha rubro-negra contra um vascaíno.

José Cabral foi brilhante em tudo que fez e perfeito nos valores de vida. Apaixonado chefe de família, amigo de verdade, grande companheiro e baita profissional. Seu nome estará sempre presente na história do Rádio.

. E imaginar que Flamengo só no final de janeiro, é desanimador…  Enfim, como não há jeito… Vida que segue…

Curiosidade

622_0b3fd85a-e962-36c8-b9f7-b7f9a032e6e8Quando comecei a escrever sobre o atacante Marinho, tive a necessidade de conferir o número de gols marcados pelo atacante no atual campeonato brasileiro.

Peguei o Lance e verifiquei que Marinho havia consignado 11 gols, porém, um fato me chamou a atenção.  O Vitória, mesmo ainda brigando para não ser rebaixado, é o quarto melhor ataque do campeonato, com 50 gols marcados. Acima dele, somente, Atlético Mineiro (61 gols), Palmeiras (60), Santos (58) e Flamengo (52).

O problema do Vitória é a defesa. O ataque, o quarto melhor do campeonato, marcou 50 gols, só que a defesa levou 51, havendo, pois, o déficit de 1 gol. Com uma defesa um pouquinho melhor, o time baiano poderia, ao invés de brigar para não cair, estar tentando vaga para a Libertadores. E, ainda há quem não dê importância à cozinha…

Tchau de luxo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A despedida do público carioca, no Maraca, não poderia ser melhor.

Time compacto, determinado e mais criativo do que nas últimas partidas. Tipo do jogo que é injusto se criticar qualquer jogador.

Muralha, perfeito. Laterais participativos. Pará na dinâmica. Jorge, no talento. Zaga, firme. Rever, a segurança de sempre. Rafael Vaz, quando não baixa o espírito de Gérson, o canhotinha de ouro, ou seja, tirando as tentativas de lançamentos em profundidade, o que fica sempre devendo, no mais, muito bem.

Márcio Araújo, Arão e Éverton, três leões.

Gabriel, participativo, fechando o meio. Guerrero, pião perfeito, belo gol, dois incrivelmente perdidos e um terror para a zaga do Santos. Diego, o craque do jogo.

Enfim, dia para festejar. Despedida carioca, realmente de gala.

Despedida

622_38d219c6-d88d-3338-8c98-7d7d2c943a17Neste domingo, o torcedor rubro negro que vive no Rio vai para o Maraca com uma pontinha de saudade.

Aqui pra nós: o Natal é sublime, o réveillon é a festa da esperança, mas ficar até o finalzinho de janeiro sem ver o Mengão, é de matar…

E, independe se o time é bom, mais ou menos, ou ruim. A ausência do vermelho e preto bailando em campo, maltrata… angustia…

Enfim, é assim mesmo e, o que nos resta é saborear hoje estes minutos finais de uma paixão que não tem explicação, nem limite.

A nossa briga é exatamente contra o Santos, adversário de amanhã. Se vencermos os dois jogos que restam – amanhã contra o Santos, e no outro domingo contra o Atlético Paranaense – vamos terminar como o segundo melhor time do campeonato, independente de outros resultados. Poderia ser melhor, mas não será ruim…

Portanto, lugar de rubro-negro neste domingo, é no Maracanã e, vamos à disputa do vice-campeonato brasileiro.

Na série B, quem pisou na bola foi o Náutico. De todos os resultados previsíveis, o time pernambucano foi o único que não confirmou. Aliás, impressionante o que jogou o Oeste, rubro-negro paulista e, esta bela atuação garantiu presença na série B no ano que vem.

O Vasco sofreu no primeiro tempo e respirou aliviado no segundo. Uma quase derrapada no final do campeonato, convenhamos, incompreensível.

E, Atlético Goianiense, Avaí, Vasco e Bahia, farão parte das nossas vidas, como adversários, no Brasileirão de 2017, na nossa eterna série A. Bem-vindos e, parabéns!

Outra briga boa nestas duas últimas rodadas da série A, por conta de Vitória e Internacional. No Rio Grande do Sul, fosse eu o genial Carlos Augusto Montenegro, determinaria ao pessoal do IBOPE a seguinte pesquisa, dirigida à torcida do Grêmio: “o que você prefere e, sendo escolha única: o Grêmio campeão da Copa do Brasil ou o Inter caindo para a segunda divisão?”

Pesquisa interessante…

Um lindo domingo e todos ao Maraca.

Rolando a bola

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, é pra vocês. Prefiro, hoje, ouvir, ler, ao invés de opinar. Acho este exercício extremamente saudável, principalmente quando se está em dúvida e, pior, uma dúvida que não se limita ao jogo de hoje. As minhas dúvidas são mais profundas.

Hoje, infelicidade geral. Dentro e fora das quatro linhas. O que na realidade desejo provocar é um amplo debate sobre a nossa sequência de vida.

Então, sugiro dividirmos em duas etapas o nosso papo:

  1. O jogo de hoje.
  2. A que conclusão chegamos, para onde vamos e, com quem?

A casa é de vocês. E a minha torcida no sentido de que os nossos dirigentes leiam com atenção, pois o nível de quem aqui opina, modéstia de lado, é espetacular.

De minha parte, doido para ler vocês…

PPP

pppO primeiro P, é de PALMEIRAS. Ontem, o líder do Campeonato Brasileiro conseguiu, acredito eu, um bom resultado empatando com o Atlético. Jogo em Minas é sempre encrespado e, sair de lá com um pontinho não é ruim.

Os matemáticos de plantão, anunciam que o time de Cuca pode ser campeão neste final de semana, desde que ganhe do Botafogo, em casa e, que Flamengo e Santos não vençam os seus jogos, o que é perfeitamente possível, pois o Flamengo não vem bem e, o jogo do Santos, contra o Cruzeiro, é pedreira.

Só que o tiro pode sair pela culatra e, se o final de semana tiver o sopro de São Judas Tadeu, com o Botafogo e o Mano Menezes dando uma forcinha, o “sentimento olfativo ” estará latente…

Em síntese, tudo pode acontecer, até porque, o futebol nestas bandas anda muito nivelado.

O segundo P, é de Podolski, o craque alemão que virou rubro-negro. A matéria no Globo é linda (ler aqui). Podolski abre o coração e fala da sua paixão pelo Flamengo – e pelo Rio de Janeiro. O atacante alemão joga na Turquia, onde o mercado apesar de ser melhor do que o nosso, não é essa Brastemp toda…

Sei lá. Acho que está na hora da nossa diretoria tirar um coelho da cartola, na tentativa de achar um ídolo que, a meu conceito, é gênero de primeira necessidade num clube popular. Por que não pesquisar e tentar Podolski?

O terceiro P, é de PAPELÃO, aliás, PAPELÕES. O primeiro, do STJD, que, de novo, voltou atrás de uma decisão ridícula. Desta vez, em punir o Grêmio com a perda do mando de campo no jogo de volta da Copa do Brasil, contra o Atlético Mineiro. Que papelão!!!

A segunda bola fora foi na transmissão do jogo de ontem, entre Santos e Vitória, vencido pelo time paulista por 3 a 2. Incrível como os profissionais que transmitiam o jogo ficaram com vergonha e, mencionaram timidamente, uma única vez, que o primeiro gol do Santos foi fruto de um impedimento vergonhoso. Medo de que ou, de quem? Que papelão!!!