O futebol ficou maluco?

Manchetes desta segunda-feira:







(Foto: AFP)

A importância da ousadia

Passados alguns dias da eliminação da Seleção Brasileira nesta Copa, na conversa informal com os amigos, há a unanimidade de que faltou ousadia a Tite em momento crucial da disputa.

A Seleção Brasileira foi para o intervalo do jogo perdendo de 2 a 0 para a Bélgica, com três jogadores – Fernandinho, William e Gabriel Jesus – jogando muito abaixo do mínimo exigível. Em síntese, tínhamos a obrigação de correr atrás, na tentativa de, pelo menos, empatar e levar o jogo para a prorrogação. Como na prorrogação pode ser feita uma quarta alteração, Tite deveria ter voltado para o segundo tempo com Renato Augusto, Douglas Costa e Firmino, nos lugares de Fernandinho, William e Gabriel Jesus.

Faltou ousadia, coragem, talvez até experiência internacional ao nosso treinador. A Copa pesou…

E, bom não esquecer que, apesar da tão propalada organização da comissão técnica, alguns jogadores foram convocados com problemas médicos e, talvez em homenagem à velha amizade, foram no peito e na raça. Errado!!!

Acho que Tite deve ter aprendido muito nesta Copa e, seria uma burrice fenomenal jogar fora esta experiência adquirida fora. Desta forma, não há como não se imaginar que Tite deva continuar.

Esperamos nós que, na próxima Copa com ousadia quando isto for necessário, e sem a obrigação de levar para o Catar, por amizade ou gratidão, quem quer que seja.


(Reprodução da Internet)

Paulo Henrique Ganso

O papo de hoje é esse. O possível interesse do Flamengo neste jogador que pintou tão bem, inclusive dividindo com Neymar o protagonismo naquele bom time do Santos. Os que são do contra vão dizer que Ganso está mal, que inclusive está barrado no seu time.

Aí pergunto: e quando é que se pode repatriar um jogador brasileiro, qual não seja quando ele não esteja em um bom momento? Claro que isto é regra e, como para toda regra há uma exceção, Romário está aí para confirmar.

Sempre gostei muito do futebol de Paulo Henrique Ganso e, por um principio básico e simples. Trata-se de um jogador diferenciado, tecnicamente, muito acima da média. Se a cabeça estiver boa, vai produzir, pois futebol ele tem. Tomara que seja verdade.

Há quem comente que o Flamengo tem também interesse no meia Giuliano. Embora não tenha o futebol de Ganso, pelo que se joga por aqui, também seria bem-vindo.


(Reprodução da internet)

França x Inglaterra?

Em todas as casas de apostas mundo afora, este é o jogo que todos estão apontando como sendo a finalíssima desta Copa do Mundo. No somatório, tradição + futebol e, como quem aposta coloca o seu suado dinheirinho no risco, esta – sem dúvida – é a opção mais conservadora.

Da mesma forma, como o azarão paga mais, há quem arrisque na zebra máxima, apostando em Croácia x Bélgica, sem esquecer as outras combinações que, poderíamos chamar cada uma delas – Croácia x França e Bélgica x Inglaterra – como “meia zebra”.

Se você fosse colocar o seu dinheirinho no fogo, apostaria em que final?

Uribe e a Celeste Olímpica

Fernando Uribe em ação pelo Toluca-MEX (Foto: Rocio Vazquez/AFP Photo)

O companheiro André Nogueira, comentando o post anterior, pediu a minha opinião sobre Fernando Uribe, atacante colombiano que estava jogando no México e, ao que tudo indica, novo reforço do Flamengo.

Como não tenho opinião formada por absoluto conhecimento de causa, procurei me informar com uma dessas pessoas que estudam e se aprofundam no mercado da bola. Este profissional – que por motivos óbvios me pediu sigilo quanto ao seu nome – respondeu à minha mensagem da seguinte forma: “Uribe não é nada demais. Não é jogador para chegar e jogar neste time do Flamengo”.

Infelizmente, a informação não anima. Esperemos…


(Foto: FIFA / Getty Images)

Celeste Olímpica

E a seleção uruguaia, a famosa “Celeste Olímpica”, consegue chegar ao final desta primeira fase de Copa do Mundo em primeiro lugar no seu grupo, com três vitórias, inclusive – a desta segunda-feira – contra os donos da casa.

Neste jogo, o treinador uruguaio fez algumas experiências e, diga-se de passagem, altamente positivas, principalmente no setor de meio campo.

Há neste time uruguaio três jogadores muitíssimo acima da média, que são Cavani, Luizito Soares e Godín. Só que, além desses, o time é consistente e, consequentemente, confiável.

Nas oitavas, duvido que os uruguaios não tenham a preferência por pegar Portugal. Eles entendem a Espanha como um adversário mais complicado. E, com toda razão…

Paquetá e o árbitro de vídeo

Sala onde ficam os árbitros de vídeo. (Foto: Dmitri Lovetsky / AP)

Vamos começar pelo mais espinafrado da Copa, o árbitro de vídeo. Em tudo que é lugar no planeta, este foi o tema mais discutido. A CBF, até com razão, encaminhou mensagem à FIFA, indagando sobre os reais critérios deste fato novo no futebol.

Pelo que tenho visto, dona FIFA terá enorme dificuldade em responder a esta simples e pertinente pergunta, pelo simples fato de não haver um critério definido. O que deduzimos é que tudo depende do entendimento entre o árbitro das quatro linhas, e o árbitro de vídeo.

Como seres humanos, nem sempre a comunicação é perfeita, daí a sensação de que batem cabeça. E, batem mesmo…

Já registrei aqui e repito que, a exemplo do tênis, quem se julgar prejudicado deveria ter – ao menos – uma vez em cada tempo, o direito de exigir a ação do árbitro de vídeo. Se tivesse razão, não contaria como já tivesse usado o recurso. Neste jogo contra a Suíça, duvido que o capitão da Seleção Brasileira não tivesse usado este artifício, caso estivesse ele disponível.

Como bem lembrou uma torcedora brasileira na “resenha” pós jogo, todo início é assim mesmo e os ajustes serão naturais. O importante é a continuidade deste bom fato novo.


Paquetá e Vinícius Jr. comemorando gol pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, os jornais ingleses estão dando conta de que o Liverpool está próximo de formalizar uma proposta por Paquetá. Segundo informam, o valor disponível seria 43 milhões de libras ou, 212 milhões de reais, praticamente o valor da multa, que é de 50 milhões de euros ou, 216 milhões de reais.

A notícia é preocupante, na medida em que, já não contando com Guerrero, Vinícius Júnior e Vizeu, ficar também sem Paquetá seria o caminho para que todos os sonhos rubro-negros fossem para o espaço.

Tomara que o nosso pessoal entenda que, sem milho, não há pipoca. Enquanto a bola rola na Copa, a hora de repor perdas definitivas – e possíveis – é essa!

E, por favor, que ninguém venha com a história de que não há material humano de qualidade disponível. Há sim!

Sem esta ação rápida, o líder corre o seríssimo risco de deixar de ser seguido…

Neste dia de Copa, até agora, deu o que tinha que dar. Bélgica e Suécia eram barbadas…

Copa, Fla e calça Lee

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Vamos começar pela nossa casa, pelo nosso quintal.

Ontem, com quase o sol raiando por aqui, falei do nosso baita goleiro, que poderia perfeitamente estar na Rússia, da injustiça cometida pelo treinador argentino Pékerman em não ter levado Cuellar para a Copa, da estupenda forma do “faz tudo” Éverton Ribeiro, lembrei também que, mesmo sem ter tido uma grande atuação, Paquetá desequilibra e, terminei indagando se você trocaria Vinícius Júnior por Tyson…

Confirmando tudo que disse ontem, acrescento o seguinte: Que personalidade incrível da nossa zaga composta por dois meninos. No Flamengo x Vasco, no Maraca, madruguei no estádio para ver a preliminar, decisão do Campeonato Carioca sub-20, que vencemos por 1 a 0.

Ali, Thuler já havia deixado uma ótima impressão. Contra o Palmeiras, além de bela atuação, o gol do empate. O garoto vai longe. Naquela decisão do sub-20, o outro destaque do Flamengo foi Vítor Gabriel. Quem sabe agora, na volta da Copa alguém lembre dele, já que Vizeu e Ceifador não poderão jogar.

Muitos companheiros criticaram a folga anunciada para nossos jogadores após o início da Copa. O Palmeiras, além de agir da mesma forma, dando 10 dias de folga, inventou uma intertemporada no Panamá e Costa Rica… Tudo conspirando a nosso favor…

No nosso caso, se a folga não for exagerada, acho uma boa pedida. Afinal, se alguém fez por merecer, foram os líderes do Campeonato Brasileiro…

O Benja, que sabe das coisas, informou que o Flamengo partiu pra dentro, tentando Gustavo Scarpa. Tomara!!! Será uma tremenda bola dentro…


(Foto: Matthias Hangst/Getty Images)

E, a Copa começou alegre, com a Rússia sapecando 5 a 0 na Arábia Saudita. Bom para aquecer o campeonato, onde a alegria depende muito do desempenho do time da casa.

Time russo, bem arrumado. O time da Arábia Saudita fez com que eu lembrasse da minha juventude, quando o sonho de qualquer garoto era ter uma calça Lee. E, todos tinham, fosse a verdadeira, americana ou, uma das quinhentas mil imitações fabricadas em oficinas nos variados quintais do subúrbio carioca.

Lembrei da calça Lee assistindo ao jogo de abertura da Copa. Depois que Guardiola introduziu no Barcelona a valorização da posse de bola, o mundo inteiro quer copiar, quer fazer igual. Só que, há um pequenino problema. Um time para adotar tal estratégia, obrigatoriamente, sob pena de tomar uma goleada, tem que ter jogadores habilidosos.

A estratégia da Arábia Saudita foi exatamente esta, só que, com jogadores incompatíveis para esta opção de jogar, pois pela falta de habilidade, invariavelmente, a bola ia de graça para o adversário.

É aquele tal negócio. Não existe tática perfeita, e sim, a adequação de um sistema de jogo ao material humano disponível.

Muito melhor seria o time árabe ter noção de suas limitações e ter jogado fechadinho, na esperança de uma bola parada ou um erro do adversário.

Os “professores” devem entender que a modernidade no futebol é algo relativo. Depende de com quem se conte…

O líder, segue. E, será por muito tempo…

Mudança inesperada…

(Fotos: Staff Images / Flamengo)

Estou tentando entender até agora a mudança surpresa do nosso possante Barbieri. Jogamos onze rodadas com apenas um volante fazendo o papel de marcador e, de certa forma, o cara da nossa saída. Vezes Cuellar, vezes Jonas.

Não mais que de repente, mudou o babado e começamos com dois volantes e terminamos com três. Por razões óbvias o empate não seria um desastre.

Resultado mais que esperado, mas que não traduziu o que vimos em campo. Perdemos gols bobos, em que faltou, principalmente, a maturidade na jogada. A calma do cascudo…

Mesmo com seis meninos correndo, a base deu seu recado. Thuler, Léo Duarte, Jean Lucas, Paquetá, Vinicius e Vizeu entenderam a importância do adversário – e do mando contrário – e não sentiram…

Sofremos o gol numa bobeira infantil da zaga, e demoramos a entender o que havia acontecido. Colocamos a criança no chão, tivemos a posse de bola e, não perdemos mais as rédeas da partida.

Tudo tranquilo! Continuamos no “segue o líder” e vamos para a Copa com 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

A lamentar, um jogo que parecia muito mais difícil e, que no final, o empate não nos fez justiça. Até porque, jogamos pra vencer e tivemos oportunidades. Infelizmente, voltamos a desenterrar nosso fundamento mais detestável. Perder gols na cara do gol. Estava esquecido…

Vamos as notinhas dos meninos…

Diego Alves – Perfeito com as mãos, carniça com os pés. Continua rifando a bola quando tem que repor em jogo – 8

Rodinei – Muitos reclamam do QI da criança. Mas poucos entendem a sua importância atacando pela direita. Como Renê pouco avança, é a nossa segunda opção como atacante – 7

Thuler – Juro que não esperava tanta segurança de um garoto que subiu ontem. Hoje, contra um Palmeiras encardido, além do gol, ganhou todas pelo chão – 7

Léo Duarte – Assim como seu companheiro de zaga, mais uma vez mandou muito bem. A bobeada no gol do Palmeiras teve cúmplices – 7

Renê – O cara mudou radicalmente de quatro partidas pra cá. Marcando muito e avançando com consciência – 8

Jean Lucas – Determinado e muito habilidoso. Não merecia ter saído de campo. Acho que tem muito futuro, mas assim como alguns, deveria tocar mais rápido e prender menos a bola – 7,5

Cuellar – Andou meio vendido hoje e mais violento, mas com tudo isso, é de uma segurança absurda na proteção à defesa. Jamais esmorece – 8,5

Paquetá – Que me perdoem as “Paquitas”, inclusive eu! Mas o cara está pra lá de firulento perto da área. Como é a estrela da companhia, acho que Barbieri não se sente à vontade para chamá-lo no ovo. Está merecendo – 6

Éverton Ribeiro – Um dos melhores em campo. Assim como Rodinei, puxa nosso ataque pela direita, corta para o meio para armar e, ainda volta marcando – 9

Vizeu – Se não entrar faltando vinte minutos, não vale – 5

Vinícius – Despedida cheia de malcriação com os zagueiros do Palmeiras, com muitas voltinhas pra lá e pra cá… e dois gols que não se pode perder numa partida dessa importância. Mas devo admitir que soltou mais a bola. Coisa que não vinha fazendo – 7

Barbieri – Me surpreendeu com a entrada de mais um volante, mas voltou a armar o time muito bem, além de compacto. Mas vamos combinar! Diego Alves tá ajudando muito nosso ex estagiário – 8,5

VAMOS PRA COPA, E SEGUE O LÍDER…

Carlos Egon Prates


Futebol de campeão

O sol já vai raiar por aqui e, vai ser duro pegar no sono após este jogo tenso que, graças ao canal Premiere, pude acompanhar. O comentário do jogo ficou por conta do meu irmão rubro-negro, Carlos Egon Prates.

Vou para um outro lado. O de tentar entender o crescimento deste time que, neste terço de Campeonato Brasileiro, sobrou na turma.

Pra começar: que goleiro é esse? E aproveito para perguntar: você trocaria Diego Alves por qualquer dos três goleiros que estão na Seleção?

E por falar em Seleção, vamos para a colombiana. Será que este Pekerman é cego? No nosso continente, há algum volante melhor do que Cuellar?

Daí para a frente, não há como não se colocar o seguinte:

  1. Éverton Ribeiro, virou o faz tudo deste time. Reencontrou o seu futebol. Está desequilibrando.
  2. Embora neste jogo não tenha sido brilhante, Paquetá também está desequilibrando.
  3. Volto ao tema Seleção com uma pergunta: você trocaria Vinícius Júnior por Tyson?

Há muito mais para falar. Deixo para amanhã. Vou dormir com a luz do sol que vem chegando.

Santa madrugada…

MENNNNGGOOOOO!!!

Kleber Leite

Antena ligada

Treino do Flamengo – 11/06/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Desculpem, mas já estou passando adiante do nosso importante jogo de amanhã e, antes de entrar no tema de hoje, dizer que fiquei muito feliz com a nossa unanimidade rubro-negra. Incrível como todos estão mais ligados em São Paulo do que nas cidades russas…

Também me chamou muito a atenção, um dos comentários, destacando a enorme falta de atratividade do brasileiro com respeito a esta Copa do Mundo.

Até o Alzirão, marca registrada da energia carioca para a nossa Seleção, ficou no passado…  A esperança é que a Seleção engrene e dê uma sacudidela na moçada…

A antena a ser ligada é a dos nossos dirigentes. Este, como qualquer campeonato, se ganha dentro e fora do campo. Já sabemos que vamos perder um jogador decisivo, que é Vinícius Júnior, além de um outro que, sem ser decisivo, vem ajudando, neste caso, Felipe Vizeu.

Há de se repor esta qualidade técnica que está indo. E, bom não esquecer que, com a bola que Paquetá está jogando, não é difícil concluir que pode aparecer um clube endinheirado e pagar a multa.

Portanto, é hora de agir. De aproveitar as oportunidades de mercado, pois talento hoje em dia é raridade… Este tipo de ação pode determinar a conquista de um ou, quem sabe, mais títulos neste ano.

Vou ficar por aqui para não alimentar o arco-íris.  O que a minha lupa alcançou já transmiti ao nosso presidente. O momento rubro-negro requer ação, sensibilidade e coragem.

 

Quarta, é decisão?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Mesmo sendo um otimista de carteirinha – e dentro desta linha imaginando uma vitória rubro-negra sobre o Palmeiras – ainda é cedo, pois só Deus sabe o que irá acontecer depois da Copa do Mundo.

O primeiro tema, mais de acordo com o momento que estamos vivendo, é tentar entender como o time vai se comportar nesta quarta-feira. Jogar como vem jogando, valorizando a posse de bola, partindo para dentro do Palmeiras ou, em função das características do jogo, na casa do Palmeiras e contra um time forte, jogar de forma mais cautelosa, até porque o empate não é um resultado ruim?

Duvido que o time seja modificado ou, que o esquema seja alterado. Mesmo jogando na casa do adversário, o melhor caminho para não sair derrotado é não abrir mão do que vem dando certo, ou seja, manter time e fórmula que garantiram cinco vitórias consecutivas.

E, bom não esquecer que, mesmo sem os veteranos na zaga, os garotos estão dando conta do recado. Como boa notícia o retorno de Lucas Paquetá.

No Palmeiras, a Copa e as contusões tiram quatro titulares deste jogo. Portanto, o vento continua soprando a favor e, quando isto é flagrante, a hora é de arriscar, de ser ousado.

A paixão pelo clube é algo mágico. Com a Copa do Mundo começando e com a Seleção Brasileira estreando ainda esta semana, nós rubro-negros só pensamos naquilo…

Por favor, responda rápido: onde está a sua cabeça, em São Paulo ou na Rússia?

Emocionante em tudo

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Bem! Talvez esse seja o jogo mais encardido para comentar. Diria eu, que ninguém jogou bem, ninguém jogou mal…

Mas, uma pergunta curiosa, de uma leiga, me pegou de calça arriada. “Por que os jogadores do Flamengo ficam tocando a bola no meio de campo e não evoluem?”

A namorada, ou meu encosto, viu justamente o que eu vi durante boa parte do tempo. Talvez ela não entenda, que sempre ficamos cozinhando o galo à procura de um espaço ou, até mesmo um canudo de fora da área.

Com 6 pontos distante do segundo colocado, não podemos, nem devemos criticar absolutamente nada. Seria absolutamente incoerente colocar alguma dúvida na nossa campanha.

Apenas alguns asteriscos devem ser lembrados.

Outro dia, conversando com meu amigo Pedrão, “justifiquei” o baixo rendimento do Ceifador pelo simples motivo dele não ser pivô nem referência.

Citei Vizeu como exemplo, dizendo que o cara jogou menos de meio tempo e fez dois gols. E, voltou a fazer hoje… Ou seja! em menos de 90 minutos, fez três gols…

Por quê isso? Simples! O maior artilheiro de todos os tempos do futebol mundial, Gerd Müller, com menos de 1,65 de altura, jogava invariavelmente dentro da pequena área… É onde ela passa, onde ela cai, onde ela sobra. É justamente o juízo final de todo o ataque. Pelos lados ou por cima…

Vencemos sem convencer, mas sem tomar sustos. Valeu pelos 3 pontos, pelo pranto do garoto, pelo adeus do Vizeu e, principalmente, pela nossa posição na tabela. Estamos convencendo…

Continuamos evoluindo mesmo com troca de jogadores. Hoje faltou a arte, a criatividade, o malabarismo do Paquetá. Por outro lado, o empenho e a vontade estão presentes em todos os jogos que Barbieri comandou. Se estão jogando por ele, acho ótimo. Se for pelo resgate do nosso DNA, melhor ainda.

Vamos ao parto das notas…

Diego Alves – Pouco trabalho, com reposição melhorada e muito comando sobre nossa zaga. É capitão… sem ser capitão – 7

Rodinei – Sem ter a quem marcar, se lançou ao ataque e fez belas tabelas com Éverton Ribeiro. Tem o chip meio torrado. Mas vale pela saúde – 6

Thuler – Compôs com tranquilidade o nosso lado direito. Mas teve ajuda muito importante do Cuellar – 7

Léo Duarte – Bem como nos últimos quatro jogos, mas hoje com muito menos trabalho. O Paraná não apareceu – 7

Renê – Como marcador, sempre convenceu. Mas o interessante é que está evoluindo como ala. A ponto de ser responsável por várias saídas de bola e algumas assistências interessantes

Cuellar – Como sempre, um monstro na proteção aos zagueiros, sem deixar de avançar quando aparece oportunidade – 9

Diego – A não convocação encheu o cara de brios… Está tentando provar que poderia estar lá. E vem convencendo – 8

Jean Lucas – Ainda não é, mas tem pinta. Um pouco afobado e errando botes. Mas nota-se perfeitamente que é um volante classudo mas que não perde a viagem – 7

Éverton Ribeiro – Perdeu um gol num lançamento espetacular do VJr. Mas não deixou de ser o “ajudante” de lateral, nem mesmo o atacante pela direita – 8

Ceifador – Enquanto não descobrir o caminho para a pequena área, vai viver dos pênaltis bem batidos. É uma questão de orientação – 3

Vizeu – Meia hora em campo… e mais um gol – 9

Vinicius – Continuo critico a sua objetividade. Mas hoje, isso é o que menos importa. A emoção, o pranto, as lágrimas após o jogo no colo da torcida, me deixou absolutamente emocionado. Sem dúvida alguma, foi o melhor momento deste domingo – 10

E temos técnico! Barbieri…

Carlos Egon Prates


O Formiguinha

Longe, agradecido ao Premiere – hoje com muitas interrupções –  feliz da vida vou dormir, curtindo a vitória sobre o Paraná e, a liderança pré-Copa, já garantida.

Mais uma vez fiquei impressionado com a dinâmica de jogo de Éverton Ribeiro, construindo, atacando e defendendo com incrível competência. Pena que no último lance do jogo, em lindo lançamento de Vinícius Júnior, o goleiro tenha atrapalhado o que seria um gol consagrador para o nosso “formiguinha” Éverton Ribeiro.

Este lance de despedida do Maracanã, com absoluta certeza, mexeu com a cabecinha do nosso Vinícius Júnior que, visivelmente, jogou sob a batuta da emoção. Aliás, parabéns!!! Hoje em dia é tão raro ver a ligação afetiva do jogador com o clube que, o que vimos não deixa de ser raridade.

Outro ponto positivo foi a entrada de Willian Arão, que deu outra dinâmica ao time, contribuindo – e muito – para o gol de Vizeu, outro a se despedir do Maraca.

Repararam que hoje não houve a necessidade de nenhuma grande ou pequena defesa do nosso baita goleiro? Em tempo: Paquetá faz muita falta…

O melhor da rodada, para nós, aconteceu no Ceará. O Palmeiras que, em tese, considero nosso mais perigoso adversário, depois de fazer 2 a 0, permitiu o empate ao Ceará. Na minha matemática, faturamos 5 pontos. Três que conquistamos, mais dois, que o Palmeiras perdeu.

Agora, o Palmeiras. Pra cima deles com humildade de líder…

Kleber Leite

O talento é que faz a diferença

(Foto: Leonhard Foeger/Reuters)

Vi o jogo dos franceses contra o fraco time americano. Sinceramente – e que os franceses não leiam -, não entendo como esta seleção está sendo apontada como uma das favoritas para a Copa. O time é bem arrumado, embora teime em jogar muito pelo meio. Há jogadores badalados, mundiais, mas com limitado poder de criação. Embora tenha tido muita vantagem na posse de bola, a criação ficou devendo e o empate em 1 a 1 ficou de bom tamanho.

A nossa seleção é o oposto. Arrumada na conta do chá, mas com jogadores criativos, capazes de encaminhar qualquer vitória, como ocorreu contra a Áustria, cujo placar de 3 a 0, se o jogo é “a vera”, goleada certa…

Tenho uma só preocupação com relação ao time titular. Daniel Alves, pelo jeito, vai fazer uma falta enorme. Danilo, além de ser tecnicamente bem inferior, demonstra uma timidez além da conta na hora de apoiar.

O que anima é o talento. E, não é só de Neymar. Há outros jogadores com poder de decisão, como Coutinho, Gabriel Jesus, William e Marcelo. Temos tudo para fazer uma bela copa, onde não vejo nenhum bicho papão.

Ia esquecendo. Vi pelo Premirere a vitória do Vasco sobre o Sport Recife. Aliás, lembram que disse aqui que a nossa vantagem não era de cinco, e sim de seis pontos? Pois é… ganhando do Paraná, confirmado!!!

Voltando ao jogo do Vasco. Caramba, como está jogando este Pikachu. E, joga bem de tudo. Lateral, meio campo e, até de centroavante. E lembrar que podia estar conosco…

As duas barbadas que perdemos e, quase de graça: Keno e Pikachu. Paciência. Vida que segue…

Muita humildade e espírito de líder pra cima do Paraná.

Pontos de vista

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O atual e delicioso momento rubro-negro nos remete a uma enorme euforia e, como se já não tivesse visto este filme uma infinidade de vezes, o tão necessário equilíbrio, importante para qualquer tipo de avaliação, passa batido…

Claro que, o volume de jogo apresentado ontem, principalmente no primeiro tempo, não deixa de ser um sintoma flagrante de que estejamos evoluindo. Porém, também é bom não esquecer que há uma disparidade técnica brutal, onde sem qualquer paixão envolvida, é simples e fácil concluir que o nosso elenco é infinitamente superior ao do Fluminense.

O meu doce, querido e eterno amigo, Otavinho Drummond, filho do imortal rubro-negro Ivan Drummond, o famoso Barão, responsável pela mais brilhante geração que já tivemos, no delírio da vitória sobre o tricolor, chegou a afirmar que o nosso estagiário engoliu o veterano Abel. Propus uma aposta imaginaria, em que, com os mesmos jogadores, Flamengo e Fluminense jogassem 10 partidas, sendo que, o Fluminense dirigido pelo mesmo Abel, e o Flamengo, ao invés de Barbieri, sendo comandado pelo atual treinador da categoria infantil. Em quem ele apostaria que ganharia mais nos 10 jogos?

Otavinho superestimou quem está apenas começando e foi injusto com Abel. Sem ele, a segunda divisão para o Fluminense fica logo ali…

Outro querido e brilhante amigo, um dos principais responsáveis pela transformação pela qual o clube vem passando, me enviou gentil mensagem, encantado com o segundo gol, em que atribui ele, méritos para o nosso jovem comandante, para ele “o novo Guardiola” e, a quem tenho me referido como “nosso estagiário”.

Respondi, afirmando não ter nada contra ninguém, no Flamengo e na vida. Que tenho apenas a opinião formada de que o Flamengo deve, sempre, ter profissionais compatíveis com o seu gigantismo. Que para mim, isto é um conceito definitivo – uma regra – do qual não abro mão.

E, finalizei dizendo que, como é de conhecimento público, para toda regra há uma exceção e, que estimo que este seja o caso. Porém, ainda muito cedo para se concluir.