Tirando uma coisinha ou outra, muito bom!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Um jogo até certo ponto difícil de ser comentado.

O Flamengo, com uma escalação, em tese, defensiva – com três volantes – foi melhor do que com um time, em tese, menos defensivo, porém, não tão bem arrumado.

Até o segundo gol, o domínio do Flamengo era absolutamente flagrante, com muito mais posse de bola e com algumas oportunidades criadas.

Guerrero, que foi guerreiro, poderia ter fechado a tampa do caixão, perdendo o gol mais feito do jogo, na mais linda entre todas as jogadas. Depois disso, correria, desarrumação e o gol único do Botafogo.

Goleiro bem. Nas laterais, Trauco melhor que Pará. Zaga, firme. No meio, quem ficou devendo foi Rômulo. No mais, todos bem. No ataque, só deu Guerrero.

E, que venha o Fluminense.

Jorjão e a decisão deste domingo

Jorjão

Ontem foi um dia feliz e festivo para muitos rubro-negros. Jorge Rodrigues, o Jorjão, completou 70 anos e a comemoração foi em um simpático clube, na Barra da Tijuca.

Na minha vida como dirigente só vi três pessoas que tiraram dinheiro do próprio bolso para resolver situações emergenciais do clube. Jorjão foi uma delas.

Rubro-negro apaixonado, com recursos próprios, rodou o mundo atrás do Flamengo e, como diretor de futebol, tinha uma mania, que era a de se dirigir aos jogadores, momentos antes de cada jogo, numa linguagem direta que faria corar minha avó Corina.

Alguns companheiros chegaram a me questionar se aquilo era positivo, e outros recriminavam o linguajar rasteiro. Tive a absoluta certeza de que era positivo, quando – num jogo importante no Maracanã – vi que, após o aquecimento, os jogadores levaram um tempo enorme para colocar o uniforme, atrasando a entrada do time em campo. O corpo mole deles era pelo fato do grito de guerra não ter acontecido e, como era importante para eles e o nosso Jorjão se atrasara, foram empurrando com a barriga, na esperança de Jorjão chegar. Ali, tive a certeza do quão positivo para o time era o grito de guerra do Jorjão.

É aquele tal negocio. Não é você que tem que gostar do namorado da sua filha. Quem tem que gostar é ela. E, neste caso havia uma doce e eficaz sinergia entre o recado inflamado do Jorjão e os jogadores do Flamengo.

Os temas eram variados, dependendo do momento e do jogo. O final, era sempre o mesmo e, como todos já sabiam, ouvia-se um coro: “E hoje… é pica neles! Piiiiiiica neles!!!”

Saúde e muitos anos de vida para o grande rubro Jorge Rodrigues, o Jorjão do Flamengo.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Semifinal de domingo

Agora, a decisão de amanhã. Há no ar que a zaga voltará a ser composta por Réver e Rafael Vaz. Acho esta zaga boa, onde as características dos jogadores se completam. Resta saber como anda o estado emocional de Rafael Vaz. Com ele, a saída de bola fica melhor, mais fácil e mais objetiva.

No mais, vamos ver o que o nosso Zé Ricardo está preparando, principalmente no que diz respeito a como compensar a ausência de Diego. E, sempre é bom lembrar que o Flamengo joga com dois resultados. Vitória e empate.

A semana do Botafogo foi praticamente toda dentro do avião. Isto desgasta. E, como…

Apesar de muita gente aqui no blog questionar o interesse pelo Campeonato Carioca, continuo achando que é um título importante. E para o Flamengo conquistar o primeiro título do ano, faltam três jogos. O primeiro, e com a vantagem do empate, é neste domingo.

Todos ao Maraca…

 

Quinta-feira quente

. Conforme anunciamos aqui, “um século atrás”, o Governador Luiz Fernando Pezão bateu o martelo e determinou nova licitação para o Maracanã, inclusive com a participação dos clubes. No momento de turbulência em que vive o país, medida mais do que pertinente. Agora, que cada clube procure seus parceiros e, como diziam os antigos, “leva quem tiver mais garrafas vazias para vender…”


(Foto: Rodrigo Rodrigues/CBF)

. No sorteio da Copa do Brasil, foi sorteio para o Flamengo (graças a Deus), e “azareio” para o Fluminense. O Flamengo pega o Atlético Goianiense e o tricolor vai pegar o Grêmio. Em contrapartida, o Flamengo decide fora, enquanto que o Fluminense faz o segundo jogo no Rio. O Botafogo, terceiro carioca participante, pegou o Sport Recife, com o segundo jogo programado para a capital pernambucana.


(Fotos: Pedro Vilela / Agencia i7 / Mineirão)

. O sucesso de ontem no Mineirão, quando jogaram Cruzeiro e São Paulo, foi a criação do “ARCÃOBANCADA”, que é o espaço criado para os cães, inclusive com direito a veterinário e treinador. Muitos torcedores puderam torcer, tendo ao lado o melhor amigo. Quem lá esteve, achou o ambiente simplesmente espetacular.


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

. E Vinícius Júnior não será inscrito para a fase decisiva do Campeonato Carioca, embora o regulamento permitisse. A comissão técnica entendeu que não deveria alterar a programação feita para o jogador.

Com todo respeito a quem pensa assim, discordo. Zico, na Copa de 74, e Maradona, na de 78, foram vítimas de avaliações equivocadas. Pelé, em 58, na Copa, a dupla Robinho e Neymar, no Campeonato Brasileiro, e nosso goleiro Júlio César, na Copa dos Campeões Mundiais e na Copa de Ouro, são exemplos de meninos que entraram e venceram. Todos dizem que, apesar de jovem, Vinícius tem cabeça boa. Se é diferenciado, por que não colocá-lo para jogar?

Além de todos estes argumentos, há o psicológico. A frustração que representou para a torcida a contusão de Diego seria compensada pela esperança de ver este menino de ouro em campo. Enfim, tomara que ele não faça falta…

Mais claro, impossível!!!

Recebi do meu querido irmão Radamés Lattari este texto que apresento aqui no blog, que sepulta de vez o tema do campeonato brasileiro de 1987.


Filho de torcedor do Sport pergunta ao pai: “Pai somos os campeões brasileiros de 87?”
O pai responde: “Sim, claro que somos!”

Filho pergunta então:Pai, quanto ficou Sport x Corinthians?”
Pai: “Não jogamos contra o Corinthians.”

Filho: “Quanto ficou Sport x São Paulo?”
Pai: “Não jogamos contra o São Paulo.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Palmeiras?”
Pai: “Não jogamos contra o Palmeiras.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Santos?”
Pai: “Não jogamos contra o Santos.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Cruzeiro?”
Pai: “Não jogamos contra o Cruzeiro.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Atlético-MG?”
Pai: “Não jogamos contra o Atlético-MG.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Grêmio?”
Pai: “Não jogamos contra o Grêmio.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Internacional?”
Pai: “Não jogamos contra o Internacional.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Vasco?”
Pai: “Não jogamos contra o Vasco.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Fluminense?”
Pai: “Não jogamos contra o Fluminense.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Botafogo?”
Pai: “Não jogamos contra o Botafogo.”

Depois um silêncio profundo, o filho pergunta já com medo da resposta…

Filho: “Pai, ganhamos jogando contra quem?”

E o pai todo orgulhoso responde: “Fomos campeões brasileiros da 1a divisão em 1987 vencendo os poderosos Criciúma, Joinville, Portuguesa, Inter de Limeira, Bangu, Ceará, CSA de Alagoas, Treze da Paraíba e super Guarani de Campinas…”

O filho abaixa a cabeça e diz que não vai comentar esse assunto na escola…

Simples assim.


E, alguns sábios ministros do nosso STF não conseguiram entender algo tão simples.

Já encheu o saco

Esta história do título de 87, convenhamos, já passou do ponto.

O Sport que fique com o que está escrito na CBF, e que o Flamengo fique com o que pensam e escrevem todos os grandes clubes brasileiros, pois não cabe na cabeça de ninguém um título de Campeão Brasileiro ser disputado entre o campeão da primeira divisão, contra o campeão da segunda.

O Flamengo e o Internacional não foram a campo por decisão unânime do Clube dos Treze, que nada mais era do que a reunião dos grandes clubes brasileiros.

Há neste tema o lado nebuloso, quando o presidente do Sport, ante a intenção de ingressar no Clube dos Treze, assinou um documento reconhecendo os dois clubes como campeões de 87.

Pelo estatuto do Clube dos Treze, era necessária unanimidade entre os clubes fundadores para a entrada de qualquer novo postulante e, na condição – à época – de presidente, deixei claro que o Flamengo só daria a unanimidade, já que todos os outros clubes estavam de acordo, se o presidente do Sport assinasse o referido documento.

O presidente do Sport assinou e isto ficou engavetado em um cofre do Clube dos Treze, em flagrante manobra política, até ser entregue – e não faz tanto tempo – à presidente Patrícia Amorim, como uma espécie de “favor” em troca do apoio do Flamengo à candidatura de Fábio Koff à presidência do Clube dos Treze. Patrícia fez o papel dela, exibindo para Deus e o mundo, inclusive, tendo entregue o documento na CBF.

Naquela oportunidade, Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bateu o martelo e decretou o Flamengo campeão de forma oficial. O Sport retornou ao judiciário e, hoje, com certeza, sem muito conhecimento de causa, e com um dos ministros fazendo tremendo gol contra, não ao Flamengo e sim à justiça, talvez querendo demonstrar independência, votou contra o seu clube de coração. Doalcei Camargo tinha razão. O ser humano é indecifrável e, via de regra, muito estranho.  Há exceções…

O que importa, e o que vai ficar na história e na memória de quem teve o privilégio de acompanhar aquela jornada gloriosa, é que o time campeão brasileiro da PRIMEIRA DIVISÃO de 1987, tinha a seguinte formação: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton, Zinho e Zico; Renato Gaúcho e Bebeto.

O time campeão da SEGUNDA DIVISÃO, alguém lembra? Com todo respeito, isto já encheu o saco.

 

Pedreira, ou não…

 

Treino do Flamengo -17/04/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

No próximo domingo, após o jogo contra o Botafogo, agora pra valer – e valendo vaga na final do campeonato – o treinador Zé Ricardo ficará sabendo que tipo de estratégia usar, pois se o time sair vencedor, engrena na quarta-feira, contra o Atlético Paranaense, pela Libertadores e, no domingo seguinte, começa a decidir o Campeonato Carioca.

Aí é aquele tal negócio, embora uma derrota no domingo conduza a um caminho mais tranquilo na Libertadores, ninguém quer saber de perder, principalmente para adversários tradicionais, e da mesma cidade.

Portanto, que Zé Ricardo tenha começado a semana na certeza de que terá pela frente uma pedreira. Como há uma unanimidade de que o elenco do Flamengo é numeroso, e de qualidade técnica de razoável para boa, não há o que temer.

Alguém discorda?

Desfalque com “D” maiúsculo

(Foto: Celso Pupo / Fotoarena)

Já contei isto aqui, mas vale a pena repetir, pois o tema nunca foi tão atual.

Na minha época de repórter, havia um jogo muito importante e, eis que um jogador de meio campo, titular absoluto, aparece com um problema muscular.

Passei a semana inteira preocupado com o possível desfalque e, na véspera da partida, Domingo Bosco, que até psicólogo era, notando minha ansiedade, quis saber o motivo de estar com fisionomia visivelmente preocupada. Disse a ele que estava preocupado com o jogo e, mais ainda, pela possível ausência do tal jogador. Bosco, como sempre pragmático, disse que eu não perdesse o meu sono, pois o Flamengo só entraria desfalcado se o Zico não jogasse…

Não dou o nome do jogador – que acabou não atuando – por uma questão de respeito. Bosco tinha razão, pois o jogo foi uma barbada, e Zico decidiu, jogando uma barbaridade.

Não sei se vocês já chegaram ao ponto, provavelmente, sim. Diego, está para este time não a mesma coisa que Zico representava para aquele time na fase mais vitoriosa da história rubro-negra. Claro que, por sua genialidade, Zico é incomparável, mas que tira o sono saber que o único inquestionável talento do time não vai jogar uma partida decisiva, acho que ninguém vai discutir. Ou vai?

Discussão beirando o desrespeito

Dr. Marcio Tannure (Foto: Site Flamengo)

Pegou muito mal esta história e, consequente bate-boca, em função da operação no joelho do nosso craque Diego.

Convivi com alguns médicos – e não foram muitos ao longo de tanto tempo – que foram os responsáveis pelo nosso D.M. Doutores, Pinkwas Fischman, Célio Cotecchia, Giuseppe Táranto e José Luiz Runco, além de médicos espetaculares, eram rubro-negros de carteirinha, de verdade.

Hoje, o D.M. é comandado pelo jovem Dr. Márcio Tannure, com todos os requisitos para trilhar o mesmo caminho dos que o antecederam.

Por tudo isto, como rubro-negro, e em respeito a cada um deles, faço questão de dizer que não achei elegante a discussão.

Um se sentiu traído pelo fato de Diego não ter sido operado por um especialista ligado ao clube. Aliás, especialista há e, craque na matéria.

Por seu turno, o Dr. Marcio Tannure fala em nova metodologia, em que, obrigatoriamente, qualquer atleta deva ser operado por médico que não seja vinculado ao clube.

No fundo, este tema não deveria ter saído do departamento médico e, pior ainda, extrapolado as fronteiras do clube. Nestas horas é que o dirigente amador faz falta, pois tem ele o sentimento exato de como as coisas devem ser resolvidas da melhor forma, sem macular a imagem do clube e, respeitando quem ajudou a escrever esta linda história centenária.

Sugiro ao doce presidente Eduardo Bandeira de Mello entrar neste circuito, com o amor de sempre e, empunhado uma bandeira branca.

Quem no lugar de Diego?

Trauco (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A maioria dos coleguinhas que fazem o dia a dia do Flamengo, transmitem, não sei se por intuição pura, ou se através de alguma dica, que o treinador Zé Ricardo pode escalar o peruano Trauco fazendo a função de Diego, com Renê entrando na lateral esquerda.

Há quem aposte em Mancuello, e não falta quem afirme preferir apostar em um dos garotos. Deixo aqui duas perguntas:

  • Quem você acha que Zé Ricardo vai escalar no lugar de Diego?
  • Se você fosse o treinador, quem você escalaria?

Tiro mortal

(Foto: Staff Images/ Flamengo)

Qualquer treinador que dirija um time que vá enfrentar o Flamengo, se direito pudesse ter de um único pedido ao gênio da lâmpada, obviamente seria para Diego não jogar. Esta contusão no joelho, que o afasta – a princípio – de quatro a seis semanas dos gramados, pode ter sido um tiro mortal nos nossos sonhos mais imediatos.

Diego, tenho aqui comentado, é a nossa estrela solitária, o nosso talento inquestionável, além de exercer uma liderança natural e, altamente positiva.

Li no Globo.com uma matéria com o Dr. Márcio Tannure, em que o médico do Flamengo não arrisca nenhum palpite de quando Conca poderá estrear. E, Conca, em forma, seria na realidade dentro do nosso elenco, o único substituto à altura para o nosso camisa 10.

Sem Diego, a criatividade do time vai a quase zero, pois há uma diferença brutal entre o talento raro e, o bom jogador. Bons jogadores, temos bastante. Talento raro, só um.

Que notícia infeliz…