Vinícius Júnior, neles!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ninguém foge à sua origem e, não há como negar que qualquer rubro-negro saboreia com muito mais gosto o ídolo feito em casa.

Não é de hoje que tanta gente clama por Vinícius Júnior ter o direito de começar um jogo.

Hoje, desde o primeiro minuto ficou claro que, mesmo num time sem o menor entrosamento, o perigo para o adversário residia nele.

No primeiro tempo as jogadas ofensivas pela esquerda eram prejudicadas, pois, lento para jogar na posição, Rafael Vaz se limitava aos cruzamentos infrutíferos, ainda na intermediária.

No segundo tempo, com a entrada de Renê, que saiu contundido, as jogadas começaram a aparecer.

Paquetá, mesmo improvisado, acabou sendo uma bela surpresa. Acima de tudo, foi um atacante agudo, sempre procurando o gol. Não bastasse, também foi um garçom de alto nível. Vinícius Júnior foi o “freguês” agradecido.

Diego Alves fez uma defesa espetacular, em chute de Walter, “o gordinho bom de bola”. Réver, Márcio Araújo e Arão, mandaram muito bem… Geuvânio, continua devendo. Éverton Ribeiro, também. E Diego, que entrou no meio do segundo tempo, esteve esperto.

Árbitro, sem menor critério nas marcações. Público, fraquinho. Vitória importante, na medida em que é preciso estar no pelotão de cima, em função da Libertadores.

O nosso Rueda sempre muito tranquilo, não demonstrando emoção. E, tem todo o direito. Aliás, o que o torcedor quer é ganhar. Se o treinador dá chilique, ou se comporta como um padre, pouco importa.

E o Corinthians, hein?

Jogo dos desfalques e…do entrosamento!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quem lê o título do post deve ficar imaginando que o autor ficou maluco. Como, em um jogo, um time desfalcado pode ter como meta o entrosamento?

Se fosse pegadinha até que daria certo. O “entrosamento” citado no título não é referente exclusivamente aos jogadores. Há um personagem fora do contexto, que é o treinador Reinaldo Rueda.

Sim, o jogo contra o Atlético Goianiense, em importância, tem em primeiro lugar carimbar os três pontos e, logo a seguir, uma bela oportunidade para entrosar time com treinador.

Além dos desfalques que já sabíamos, Éverton e Vizeu serão poupados. Éverton, por precaução, visando estar em ponto de bala para a decisão contra o Botafogo, e Vizeu por problema muscular.

Tomara que o nosso pessoal do futebol tenha alertado Rueda sobre um promissor atacante – centroavante, de ofício – do nosso time sub-20, chamado Lincoln, mais técnico e habilidoso do que Vizeu.

Seria um bom teste, até porque, sem Guerrero e sem Vizeu, não há entre os profissionais, nenhum outro centroavante.

E, que tal Vinícius Júnior começar jogando? Já está na hora…

Melhor oportunidade do que essa, impossível…

FLAMENGO x BOTAFOGO

Eduardo Bandeira de Mello e Carlos Eduardo Pereira

Voltando ao assunto da violência, tema central do POST anterior, um querido amigo, dirigente rubro-negro, tem opinião definida de que tudo que aconteceu no Engenhão, quando o tratamento dado ao time e aos dirigentes rubro-negros, faz parte de uma estratégia de polarizar o futebol do Rio, com o Flamengo de um lado e, o Botafogo do outro, como o grande rival.

Por este motivo, segundo ele, o ônibus do Flamengo foi apedrejado, e os dirigentes – inclusive nosso presidente – ameaçados no camarote destinado ao visitante.

O episódio, lá atrás, da transferência de William Arão, com o inconformismo injustificado da diretoria do Botafogo, já seria parte da estratégia de, por qualquer motivo, bater de frente com o Flamengo.

Lembrei ao meu amigo dirigente rubro-negro que esta estratégia adotada pelo Botafogo, na realidade, é um estelionato, já que Eurico Miranda, o presidente do Vasco, verdadeiro criador desta inteligente artimanha, não está recebendo um único centavo a título de royalty.

Aos meus amigos do Botafogo, em especial ao querido presidente Carlos Eduardo, pediria um pouco de reflexão sobre o tema. Hoje, diferente de quando Eurico Miranda descobriu este astuto caminho para popularizar o Vasco da Gama, as pessoas agem e reagem de outra forma, onde não há o mesmo humor e, onde sempre há rancor. O mundo mudou. As pessoas mudaram.

Hoje, há de se ter mais cuidado em tudo, mesmo com ideias que pareçam desprovidas de qualquer má intenção.

Aí, o meu amigo, dirigente máximo rubro-negro, está coberto de razão. Quando há paixão envolvida, todo cuidado é pouco…

Noite maluca

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Na escalação, e até entendo ante as circunstâncias, o IBOPE definiu o nosso time. Os jogadores mais em falta de sintonia com a torcida ficaram de fora. Pará, Vaz, Trauco e Márcio Araújo, barrados…

Jogo em que o Flamengo teve amplo domínio, porém, sem que isto trouxesse real perigo para o Botafogo.

Árbitro confuso, complicado, enrolado…

Rueda começou e deu sorte. O time foi melhor do que ele. A alteração, tirando Vinícius Júnior e deixando Vizeu, foi algo típico de quem não sabe quem é quem… Para deixar bem claro, nada anormal para quem não sabe sequer o nome de todos os jogadores.

Jogo ruim. Resultado bom. Até a próxima partida Rueda vai ter tempo para ser apresentado a todos os jogadores. Balanço, positivo.

Quarta tem mais. E, acho que vamos para mais uma final de Copa do Brasil.

O nosso time é melhor. Alguém tem dúvida?

Rueda, a política e o jogo

Gustavo Oliveira, Rodolfo Landim, Wallim e Bap, alguns dos signatários da carta (Foto: Pedro Torre)

Ilustres e queridas figuras rubro-negras, através de uma “carta aberta” (leia aqui) se dirigiram ao treinador Rueda, na tentativa de mostrar ao atual técnico campeão da Libertadores o que é o Flamengo.

Não consigo desvincular a citada mensagem de um ato político, que poderia ser uma carta aberta aos atuais dirigentes do clube, mas como boa estratégia de comunicação, a carona no “fato novo”, sem dúvida, despertou interesse maior e, não deixa também de ser uma bela válvula de escape para quem, como eu, nas entrelinhas, localiza uma pontinha de política eleitoral…

Dito isto, o noticiário dá conta, e não esperava outra coisa, que o nosso treinador faz mistério com relação ao time e aos jogadores que comporão o banco. O que não tenho nenhuma dúvida é que o espírito, amanhã, será completamente diferente do que vimos no último jogo.

Não há como negar que, independentemente de quem seja, um novo treinador proporciona um gás novo para os jogadores, e um clima de retomada de vida para os torcedores. Esta partida requer prudência, humildade, inteligência, determinação e um mínimo de talento.

Ainda bem que este jogo, o primeiro, será no campo do adversário, ficando o decisivo para a nossa casa, que é o Maracanã. Mesmo não podendo contar com os jogadores que não estão inscritos – com Everton Ribeiro sendo a ausência a se lamentar mais – acho que dá perfeitamente para terminar a partida de forma confortável.

Um cuidado maior do que o normal não será vergonha nenhuma, pois o sistema defensivo ultimamente tem andado um horror. Fica a esperança de que os torcedores rubro-negros que comparecerem ao Engenhão esqueçam o passado recente e apoiem todos os jogadores que forem escalados. Por falar nisso, duvido que Marcio Araújo não comece e que tenha ao seu lado, ao invés de um, mais dois volantes. Apostaria em Cuellar e Arão. O momento, pra começar, pede cautela. Acho que vai ser por aí…

Querem ver como a missão do treinador é complicada. Deixo no ar a seguinte pergunta: Na impossibilidade de contar com Diego Alves, que não está inscrito na Copa do Brasil, quem você escalaria no gol?

Brigar, pra que?

Recebi e-mail do meu irmão Radamés Lattari, que ainda não havia recebido a informação de que o Flamengo retirara a ação, que ingressou no STJD, contra o Botafogo, já que os clubes chegaram a um acordo em reunião na sede da Federação.

A torcida do Flamengo terá direito a 10% dos bilhetes, que começarão a ser vendidos amanhã.

Mesmo com o assunto já superado, acho de bom tom, em homenagem à paz, a boa convivência, ao bom humor e, ao amor pela vida, reproduzir o e-mail do Rada, que traz bela sugestão para os presidentes de Flamengo e Botafogo.


Kleber,  

Estou lendo que a diretoria do flamengo está acionando STJD devido a demora por parte do Botafogo em colocar a venda os ingressos do jogo.

Acredito que todo tipo de rivalidade sadia seja benéfica ao esporte, para promovê-lo, para alcançar melhores resultados, entre outros.

Mas acredito que nos dias de hoje, com a onda de violência que atinge o nosso estado, seja perigoso e pouco inteligente alimentarmos esta rivalidade, além de tudo, ao invés de levar famílias aos estádios, estamos ajudando a afastá-las.

Por mais que os dois presidentes sejam os torcedores mais ilustres no momento, eles não podem esquecer que são dirigentes, e como tal devem comandar e recomendar a paz a todos os demais torcedores.

Eles deviam selar a paz publicamente, apostando um almoço, quem for para a final escolhe o restaurante onde o perdedor pagaria a aposta.

Cada qual deve lutar por seus direitos, os dois juntos devem lutar por interesses comuns a seus clubes e deixar aquele que atuar melhor vencer dentro de campo.

Fica a ideia.

Abraço

Radamés Lattari

Em se tratando de futebol, tudo é possível

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Participei de um adorável programa, comandado pelo grande Edson Mauro, o locutor bom de bola. Claudio Perrout e Carlos Eduardo, brilhantes e consagrados repórteres, que estranhamente andam afastados do rádio, e estudantes de jornalismo, compuseram a “arquibancada” do papo de bola.

Lá pelas tantas, alguém me perguntou sobre o novo treinador do Flamengo, Reinaldo Rueda. Respondi que, em tese, o momento (meio, quase final de temporada) não é oportuno para um técnico estrangeiro encarar este tipo de desafio, pois pega o bonde andando e, não conhecendo quase ninguém.

Porém, lembrei que, em se tratando de futebol, nem tudo que é feito com planejamento e competência, dá certo. E, que a recíproca é verdadeira. O que tinha tudo para dar errado, acaba dando certo.

Como sou um otimista de carteirinha, acredito, mais do que nunca, na imprevisibilidade do futebol.

Amém!!!

E quarta-feira tem decisão…

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Joguinho, desanimador…

Fico imaginando o Rueda sendo apresentado em dia tão ruim. E, pior, por problemas burocráticos, não poderá ele dirigir o time no primeiro jogo, na fase semifinal da Copa do Brasil, contra o Botafogo.

Como sou pragmático, e não gosto de perder tempo, melhor esquecer o jogo de hoje e, concentrar toda energia possível para o jogo contra o Botafogo.

Quando um time está cansado, os treinadores vendem a necessidade do “pijama training”. O nosso momento é o do “cabeça training”. Esquecer tudo. Juntar o que temos de melhor, montar estratégia competente e, ir à luta.

Na quarta, voltam Diego e Éverton. Em contrapartida, teremos desfalques por conta de jogadores que não estão inscritos. Haja papo…

Enfim, a hora é de unir forças. Melhor que o primeiro jogo seja no Engenhão. Administrar lá e, resolver a vida na nossa casa, no nosso velho Maraca.

Vamos ressurgir das cinzas? No Flamengo, as grandes conquistas tiveram sempre muito sofrimento pelo caminho.

Vamos à luta!!! Mais uma…

Foi mal…

(Reprodução Instagram)

Este post na realidade é um pedido de desculpas ao pessoal do futebol do Flamengo. Uns dois ou três posts atrás, escrevi dizendo não entender como um profissional pode ser contratado sem que o dirigente tenha com ele um contato mais profundo e, olho no olho, discutam tudo.

Hoje pela manhã, fiquei sabendo que a relação entre os dirigentes rubro-negros e o treinador Reinaldo Rueda é muito mais próxima do que se pode imaginar, já que, antes de efetivar Zé Ricardo, o namoro, olho no olho, com Rueda, foi intenso, tendo havido agora apenas uma retomada.

Reinaldo, como Rueda é tratado pelo pessoal do Flamengo, tem causado a melhor das impressões. A concepção do futebol moderno, valorizando a posse de bola e, de time pegador, já marcando no campo do adversário, que prega Reinaldo Rueda, soa como música para os nossos dirigentes.

O curioso é que o “Projeto Rueda”, embora esteja planejado para 2018, esbarra na necessidade de pelo menos um título entre as três competições em disputa.

Pelo que ouvi, impossível estrear contra o Botafogo, na quarta-feira, em função de problemas burocráticos. Enquanto não estreia, Rueda vai se informando e aprendendo tudo sobre o elenco rubro-negro. Após ver e ouvir o suficiente, sentindo-se pronto, Rueda vai para o campo de luta.

Quem com ele manteve contato, muito bem impressionado ficou. Que venha Rueda e que esteja em casa…

Parece que saímos do mapa

Treino do Flamengo – 11/08/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

De ontem para hoje o noticiário do Flamengo é praticamente inexistente. De novo, nada. De antigo e atual, a negociação com o treinador Rueda. E, isto é bom ou ruim? Claro que ruim, pois o afastamento do noticiário é uma constatação de que não estamos inseridos no contexto do momento, que é a Copa Libertadores.

Claro que isso vai passar, até porque, já neste final de semana engrenamos o Campeonato Brasileiro e no meio de semana a Copa do Brasil.

Para nós, situações bem distintas. No domingo, contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileiro, praticamente um time alternativo, na medida em que, por lesão e cartões, o time jogará bem desfalcado. Jogo de relativa importância, onde o único objetivo é não desgarrar da turma de cima na tabela.

Já na quarta, ainda sem Guerrero, e já contando com todos que não jogarão contra o Atlético, um jogo decisivo, contra um time embalado e motivado. Pode ser que eu esteja enganado, mas apesar de nas entrevistas coletivas nada se perceber, esta indefinição no comando técnico deve estar mexendo com as cabeças dos meninos…

O noticiário dá conta de que Rueda pode estrear contra o Botafogo. Mas como é possível, se de todo elenco ele só conhece dois jogadores? Se o Flamengo quer apostar mesmo no treinador colombiano, o mais correto seria entregar a Jaime de Almeida a missão de concluir o ano. Paralelo a isso, Rueda iria se adaptando e conhecendo o elenco, para assumir, de fato e de direito, quando se sentir com amplo conhecimento e domínio total do futebol rubro-negro. E, isto pode acontecer ainda este ano, ou não. A decisão deve ser dele.

Pode ser e, tomara que dê certo, mas fica em mim a sensação de que estamos procurando a saída da forma mais complicada.

Como em futebol já vi de tudo, tomara que a estratégia, que considero equivocada, acabe dando certo. Ser otimista é o que nos resta.