O Real Madrid é cego e incompetente

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não vou comentar o jogo, até porque, pela escalação, fica a sensação clara de que o Flamengo não está nem aí para o Campeonato Brasileiro.

E mais. Poupar alguns jogadores, em função da decisão de quarta-feira em Belo Horizonte, tudo bem. Agora, escalar o time de forma equivocada, é outra coisa.

Com Éverton Ribeiro na armação, o nosso ataque escalado ficou por conta de Matheus Sávio, Paquetá e Gabriel, com o possante Geuvânio dando o ar da graça desde o primeiro segundo, e Felipe Viseu, único centroavante de ofício, só entrando na metade da última etapa.

Aliás, definitivamente provado está que as características de Diego e Éverton Ribeiro são distintas. Diego é cerebral, armador, criador. Éverton Ribeiro é agudo, decisivo. Portanto, pelo amor de Deus, vamos parar com esta loucura de imaginar que estes dois jogadores não possam jogar juntos. Isto é coisa de “professor pardal”…

E Muralha, não jogou por que? Juro que não dá pra entender. Vamos decidir um título em um jogo e, para esta partida, o goleiro que vai jogar não é preparado devidamente.

E, por favor, sem essa de arranjar desculpa de que não foi escalado hoje porque poderia se contundir. Ora bolas, até em treino qualquer um pode se contundir. O importante era dar ritmo de jogo a quem vai jogar na decisão da Copa do Brasil. Francamente…

Para finalizar. Concluímos hoje que o departamento de futebol do Real Madrid é composto por cegos e incompetentes. Como é que, podendo levar Paquetá, Matheus Sávio, Geuvânio e Gabriel, os cegos e incompetentes pagam 45 milhões de euros por Vinícius Júnior, reserva dos reservas, que só entra em campo faltando 15 minutos para o jogo acabar?

Com o ataque escalado, só mesmo a potente canhota de Rodinei para salvar a pátria…

A missão mais difícil

Treino do Flamengo – 21/09/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Em uma rápida análise sobre o restante do calendário, o Flamengo é aspirante a dois títulos e, tem como meta no Campeonato Brasileiro terminar, pelo menos, em quarto lugar.

Os títulos que ainda corremos atrás são a Copa do Brasil e a Copa Sul-americana. A meta no brasileiro, como já coloquei, garantir vaga direta para a Libertadores.

A missão, digamos assim, mais simples, é ficar entre os quatro primeiros colocados no Campeonato Brasileiro. Afinal, ocupando a quinta colocação, e com todos os jogadores podendo ser usados, convenhamos, é praticamente obrigação.

O mesmo se aplica à Copa Sul-americana, onde já vamos para a fase das quartas de final e, a exemplo do Campeonato Brasileiro, todos os jogadores estão inscritos.

Com todo respeito ao Fluminense, achei melhor pegar o tricolor do que ter que encarar os três mil e cem metros da altitude de Quito. Além da cruel altitude, a viagem desgastante. Melhor assim, com dois jogos no Maraca.

O maior problema será a Copa do Brasil, embora estejamos afastados do título por apenas um jogo.

Há dois fatores negativos. Decidir na casa do adversário e, em função de um regulamento injusto, não poder contar com todos os jogadores. Diego Alves e Éverton Ribeiro, que seriam jogadores decisivos, estão impedidos de jogar.

Claro que tudo isto é apenas tese e, quando o tema é futebol, qualquer tese é relativa…

E você, preferia a LDU ou achou bom encarar o Fluminense?

Quando o time é bem escalado, tudo fica mais fácil

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Esta tese é antiga. Certo dia, no Hotel Novo Mundo, acompanhando Radamés Lattari, pai do nosso Rada, que lá fora para tentar contratar Oswaldo Brandão para o Flamengo, ouvi do citado treinador a colocação que é o título do POST.

Brandão defendia a tese de que a escalação era o grande desafio do treinador. E Brandão tinha toda razão. Hoje, o locutor, lá pelas tantas, fez a seguinte observação: “esta é a melhor atuação do Flamengo com Rueda no comando”. E é verdade. Foi mesmo. Só faltou ser dito que, pela primeira vez, o treinador acertou a escalação, do goleiro ao ponta esquerda… Começando por atropelar a ideia absurda de que Diego e Éverton Ribeiro não podem jogar juntos.

A presença de Trauco na lateral esquerda afastou aquela loucura de se improvisar Pará, tendo dois especialistas para a função. Esta alteração fez com que o time deixasse de jogar torto. No mais, tudo certinho, escalação perfeita.

Os volantes, Cuellar e Arão, apareceram sempre no ataque, principalmente no início do jogo e, não foi por acaso que os dois primeiros gols foram marcados por eles. Estes foram os destaques do time. Cuellar, o melhor. E por falar em atuação, ninguém foi apenas razoável. Todos acima da média.

Achei o jogo nervoso e até violento. Por falar em nervosismo, acho que o nosso Diego precisa tomar um chazinho de maracujá antes do jogo começar. Anda muito irritadiço…

No fim do jogo, Wellington Paulista espinafrou o árbitro, atribuindo a ele a derrota da Chapecoense. Que cara de Pau… 4 a 0, foi pouco…

Agora, esperar pelo jogo de amanhã entre LDU e FLU.

Quem você prefere pegar?

De bom, além da vitória, as recuperações de Éverton Ribeiro e Muralha

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Pra começar, elogiar a sensibilidade e inteligência do torcedor rubro-negro que esteve na Ilha do Urubu. Desde o primeiro segundo em que colocou o pé no gramado, Muralha foi acarinhado de forma explícita, o que, com certeza, deve ter dado uma boa acalmada no seu sistema nervoso. Inteligente e sensível autuação da galera, pois é com Muralha que vamos decidir a Copa do Brasil.

Éverton Ribeiro foi outro destaque. Desde os primeiros lances foi participativo, ao contrário de jogos anteriores e, sem dúvida, hoje, o mais criativo e agudo do time.

Entre 26 e 27 minutos do primeiro tempo, o extraordinário comentarista do SPORTV, Lédio Carmona, fez uma colocação um tanto quanto estranha. Disse Lédio que Éverton Ribeiro estava aproveitando a oportunidade oferecida por Rueda.

Eu colocaria diferente, dizendo que Éverton Ribeiro está provando a Rueda que, pelo talento que tem, pode sim jogar com Diego e com qualquer outro jogador, desde que, como Diego, seja acima da média. Éverton Ribeiro criou a jogada do primeiro gol e fez o segundo. Ponto! Tomara que o nosso Rueda tenha aprendido…

Achei o time confuso. Jogamos contra um time fraco que começa a namorar com a zona de rebaixamento. Achei estranho, em determinado momento, jogando em casa – e do outro lado não estava o Barcelona – com três volantes em campo. Márcio Araújo, Arão e Cuellar, juntos, contra um time fraco e com dez jogadores, não é demais?

A zaga, apesar da fragilidade ofensiva do Sport, batendo cabeça, com Rhodolfo muito nervoso, cometendo faltas sem necessidade.

Nas laterais, Pará bem. Trauco, bem no apoio e deixando alguns furos atrás.

Guerrero começou parecendo que ia arrebentar. Ficou no gol.

Diego, que não vive, tecnicamente, um bom momento, compensa com enorme espírito de luta. Aliás, o jogador que deve se ter todo cuidado do mundo até o dia 27, é Diego, pois sem ele, a luz do time apaga. E, Diego não é mais um menino…

Berrío entrou muito bem. Poderia ter sido mais explorado.

Balanço positivo. Ganhar é muito bom…

E o gol de mão do Jô, hein? Que vergonha!!!

Será que Rueda ouviu Tite? Tomara…

(Reprodução da TV)

Coletiva para a convocação da Seleção Brasileira. Edu, o coordenador, falou sobre a importância de os jogadores terem equilíbrio nos dois últimos jogos pelas eliminatórias, pois qualquer momento de “cabeça quente”, principalmente no último jogo, poderá desfalcar a Seleção na primeira partida da Copa do Mundo e, que este tema será abordado à exaustão com os jogadores, quando da apresentação para estes dois jogos.

Aí, inevitavelmente me veio à lembrança o fato de termos jogado a primeira partida contra o Cruzeiro sem Guerrero, que tem paixão pelo amarelo…

Menos mal que para a Copa os cartões amarelos nas eliminatórias são apagados. O problema é que o cartão vermelho segue valendo. Quem for expulso no último jogo pelas eliminatórias cumpre suspensão automática no primeiro jogo da Copa.

A melhor da coletiva foi a de Tite e, quem ouviu e é Flamengo, com certeza lembrou de Rueda. O repórter, extraordinário por sinal, Tino Marcos, fez a pergunta, já opinando, que a única dúvida com relação ao time titular para a Copa fica entre escalar William ou Phillippe Coutinho.

Aí Tite deu um show. Primeiro, falando sobre as características dos dois jogadores. Com William, o time fica mais agudo e ganha em velocidade. Com Phillippe a posse de bola é valorizada, o jogo é mais pensado e criativo. E, questionou: quem disse que eles não podem jogar juntos? Até porque, por características distintas, eles se completam. Concluiu Tite.

E aí? Em quem vocês pensaram? Pois é, eu também…

Que Rueda tenha ouvido ou, tomado conhecimento deste fato. Quem sabe possa ele entender que, Éverton Ribeiro e Diego talvez tenham nascido um para o outro…

Quem é quem no futebol do Flamengo?

Rodrigo Caetano (foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ontem, após o blog ir para o ar, recebi gentil mensagem do diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, por mim citado no último post, quando a ele fiz algumas cobranças. Respondi no mesmo tom gentil e, gostaria de trazer para o blog o tema que mais me aflige no futebol do Flamengo, qual seja a indefinição de comando.

Após a saída de Flávio Godinho da vice-presidência de futebol, o cargo passou a ser acumulado pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello que, convenhamos, tem todo um clube para administrar, e o faz com rara competência, além das injunções políticas que fazem a presença do presidente do clube ser obrigatória, diminuindo obviamente o seu tempo para o futebol.

Neste momento, imagino eu, o presidente e seus companheiros de diretoria devem ter imaginado que seria sopa no mel implantar o regime composto apenas por profissionais, tese defendida por boa parte de companheiros de imprensa, e sobre a qual sou totalmente contrário. Como não sou dono da verdade e, tenho apenas uma opinião, admito a possibilidade, e respeito quem assim pense. O problema é que, seja qual for o regime, o processo hierárquico tem que ser muito claro e, o “presidente do futebol” tem que ter autonomia e liberdade para desenvolver o seu trabalho.

Se este é o modelo para o futebol abraçado pelo Conselho Diretor, Rodrigo Caetano é o “presidente” do futebol do Flamengo e, como não poderia deixar de ser, a pessoa que tem a obrigação de planejar, executar, estar atento, estabelecer metas e, cobrar quando necessário for.

Para ninguém ser traído pela memória, não vamos retroceder no tempo, nem falar em contratações, se foram boas ou ruins, até porque, há um antes e um depois, passando por modelos distintos. Vamos nos ater ao momento atual, fresquinho que está na cabeça de todos.

Lanço aqui alguns questionamentos, na tentativa de que possa ficar claro que, nada no futebol do clube está claro.

Quem decidiu pela demissão de Zé Ricardo?

Quem foi o “criador” de Reinaldo Rueda? Este tema foi decidido por quem? Isto foi debatido?

O fato de se contratar um técnico estrangeiro, sem quase nenhum conhecimento sobre o elenco do Flamengo e seus adversários, na fase aguda de uma temporada, pode ser considerada uma decisão de alto risco?

Quem escalou o time do Flamengo para o jogo contra o Botafogo? Mesmo que tenha sido uma decisão isolada do treinador, será que não cabia ao responsável pelo futebol do Flamengo lembrar ao ilustre profissional colombiano, que ninguém pode garantir que o Flamengo será campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana, e que por este simples motivo é importantíssimo ficar, pelo menos, entre os quatro primeiros colocados no Campeonato Brasileiro?

Talvez todos tenham esquecido, mas será que não faltou lembrar também que Corinthians e Grêmio perderam seus jogos, e que o Palmeiras empatou? Uma vitória sobre o Botafogo deixaria o Flamengo em quarto lugar…

Como é que um treinador declara em alto e bom som que, a principio, Diego e Éverton Ribeiro não devem jogar juntos? Que negócio é esse? E o enorme esforço feito pela diretoria para contratar Éverton Ribeiro, o maior investimento do Flamengo? Como é que surge uma possibilidade estapafúrdia destas e vai ganhando corpo, virando verdade… Quem chega no treinador e o chama para a realidade?

Como é que pode o Flamengo contratar dois laterais esquerdos para a temporada, sendo um deles titular absoluto da seleção peruana e, isto ser esquecido, como se num time de várzea, não havendo ninguém para a posição, se recorre a um jogador de outra posição? Quem conversa com o treinador? Quem argumenta com o treinador?

Não estou aqui para imputar culpa a quem quer que seja. Considero Rodrigo Caetano um bom profissional, porém, sempre é bom lembrar que cada um de nós tem o seu limite de competência. Pode ser isto, como também pode ter havido um grave erro de comunicação, e Rodrigo Caetano, embora competente e capaz de voos mais altos e ousados, não se veja, pelo fato de ninguém ter comunicado a ele, como sendo, num regime 100% profissional, de fato e de direito, o “presidente do futebol”.

Estou apenas querendo entender o que acontece no futebol do Flamengo, onde mais do que claro está que a orquestra está desafinada, e ninguém sabe quem é ou, se há um maestro capaz de fazer a orquestra tocar, sem desafinar…

Jogo ruim e tese absurda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando digo jogo ruim, claro que me refiro à atuação abaixo da crítica do nosso time.

Primeiro tempo morno, com enorme dificuldade do Flamengo na criação.

No segundo tempo, por incrível que pareça, as melhores oportunidades, poucas, é verdade, foram da Chapecoense. Uma delas, de forma inacreditável, em falha de Diego Alves. Aliás, em lance parecido com a falha de Thiago, no jogo contra o Cruzeiro. A diferença é que Diego Alves teve sorte no erro do atacante da Chape. E por falar em goleiro, gostei muito do goleiro da Chapecoense.

A tese absurda é a do nosso treinador, que entende que Diego e Éverton Ribeiro não podem jogar juntos. Como é que dois jogadores, que são bem acima da média, não podem jogar juntos? Que negócio é esse? Já na saída de Éverton, Éverton Ribeiro deveria ter entrado. Não bastasse isso, quando saiu Berrío, entrou Paquetá. E, lembrar o sacrifício que foi para se contratar Éverton Ribeiro, o maior investimento para esta temporada. Isto é uma brincadeira…

Há outros problemas, mais profundos, que estão interferindo no desempenho do time. Aliás, quero aqui fazer uma correção. A informação que tive de que Fernando Gonçalves tem superpoderes, sendo o guru do futebol, não corresponde à verdade. Não há nenhum tipo de influência de Fernando Gonçalves, seja no que diz respeito a contratações ou a ser a pessoa que faz a cabeça do treinador. A verdade é que se limita ele à sua tarefa de manter em dia a “cabeça” do elenco. E ponto!

Há sim uma clara lacuna de comando. Se a opção de quem dirige o clube é que o futebol seja 100% profissional, o que não concordo, mas respeito, Rodrigo Caetano precisa assumir, comandar, cobrar e estabelecer metas.

Sem comando definido, nada funciona. Principalmente o futebol do Flamengo.

Rueda, Messi e Neymar

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Deu no rádio que o time do Flamengo, escalado para amanhã, pela Copa Sul-americana, contra a Chapecoense, em Chapecó, é o time considerado titular pelo treinador Reinaldo Rueda: Diego Alves, Rodnei, Réver, Juan e Pará; Cuellar, Arão, Diego e Éverton; Berrío e Guerrero.

Nesta escalação, com o rótulo de time ideal ou, time titular, há alguns pontos polêmicos.

Na zaga, com sinceridade, entre Réver, Juan e Rodolpho, é jogar a camisa pro alto e, os dois primeiros que pegarem, escalados estarão.

A lateral esquerda me intriga. Para esta posição foram contratados dois jogadores, Trauco e Renê, e quem assumiu a condição de titular foi o lateral direito Pará. Acho Trauco um bom jogador. Criativo e bem acima da média. Tem tudo para retomar a posição.

Talvez o tema mais polêmico seja a posição de Rueda, começando a concluir que Diego e Éverton Ribeiro não devem jogar juntos. Discordo do conceito. Quem sabe jogar, joga em qualquer lugar e com qualquer outro, que também saiba das coisas…

O maior exemplo para defender este ponto de vista é a Seleção Brasileira campeã de 70. Gérson e Rivelino jogaram no mesmo time. Pelé e Tostão, também.

O problema de Éverton Ribeiro, no Flamengo, é o mesmo de Renato Augusto, na Seleção Brasileira. Ninguém joga no mundo árabe ou na China, sem pagar um preço, às vezes caro, e sempre difícil. A readaptação ao futebol de primeira linha pode demorar um pouco.

De qualquer forma, mesmo em dúvida com relação aos pontos que aqui coloquei, muito bom saber que temos, finalmente, um time titular.


Messi marca seu primeiro gol em Buffon.

Messi começou a Liga dos Campeões da Europa de forma brilhante. O jogo foi contra a Juventus, em Barcelona, e um tabu foi quebrado. Messi nunca havia feito um gol em Buffon.

Hoje, fez dois e deu o outro, na vitória de 3 a 0 do Barça. Messi continua sendo, disparado, o maior talento do futebol. Se Messi continua o mesmo, o Barça, bem pior do que nos acostumamos a ver e admirar.


Neymar e Cavani.

Neymar, em Glasgow, contra o Celtic, jogou uma bela partida. O nosso Zico deu pra ele nota 8,5. Não sei se vocês vão me entender. Começo a notar uma preocupante diferença em Neymar. Está cada vez menos menino e cada vez mais marrento.

Hoje, levou um cartão amarelo por reclamação acintosa, embora tivesse razão para reclamar, pois recebeu falta clara, que o árbitro ignorou. E, por fim, andou às turras e trocando desaforos com o zagueiro escocês Anthony Ralston, que tem apenas 18 anos…

Enfim, o nosso inegável gênio precisa, com urgência, de jarra diária de suco de maracujá e, um pouquinho de chá de humildade.

Os comentaristas e o rival na trincheira

Toda vez que posso, faço questão de enaltecer o nível das pessoas que, na verdade, são responsáveis diretas pela sinergia do nosso blog.

Como sempre, leio todos os comentários e, num dia como o de ontem, o tom só poderia ser acalorado, contundente, porém, como sempre, sem ser agressivo.

Vou começar este post com o comentário do companheiro LUIZ CARLOS DE SOUZA NUNES que, deve ter tido, na encolha, aulas de pragmatismo e objetividade como o nosso mestre João Saldanha. Em poucas linhas, conseguiu dizer tudo:


Kleber, concordo com tudo. Só quero acrescentar o seguinte:
As nulidades de Geuvânio, Matheus Sávio e Rômulo, que já mostraram que não servem para jogar no Flamengo, continuam sendo escalados. Por quê será?
Desistir do campeonato achando que iremos conquistar a Copa do Brasil ou a Copa Sul-Americana. Será que algum vidente informou para essa gente que seremos campeões?
Se a própria diretoria descarta o campeonato brasileiro, como ficarão os jogos do Brasileirão daqui para frente? Vazios!
E se não ganhar a Copa do Brasil e a Sul-Americana, como ficará a campanha do Sócio Torcedor?
Para conquistar novos torcedores e também novos sócios torcedores faz-se necessário estar brigando nas primeiras colocações e ganhando títulos nacionais e internacionais e não campeonatos estaduais.
Até quando essa gente do futebol ficará dando tiro no pé?

Luiz Carlos de Souza Nunes


Quero aqui, mais uma vez, falar da importância do dirigente que, prefiro não chamar de amador, pois causaria certa confusão na cabeça da maioria das pessoas, já que, muita gente confunde amadorismo com incompetência ou inconsequência.

Este dirigente, de futebol, poderia ser chamado de dirigente não remunerado ou, de dirigente apaixonado. E, o fato de não ser remunerado e ser apaixonado, não quer dizer que não tenha ele conhecimento de causa. Conheci, no Flamengo e em outros clubes, dirigentes apaixonados e, por conseguinte, não remunerados, com muito mais conhecimento de causa e preparados do que a esmagadora maioria dos profissionais que tive oportunidade de conhecer. A favor deles há a sintonia fina com o clube, o saber real da necessidade do clube, coisas que só quem tem paixão e vivência consegue assimilar.

Há treinadores que não abrem mão de total liberdade de trabalho, o que concordo plenamente, porém, há uma enorme diferença entre decisões meramente técnicas, que competem ao treinador, e decisões filosóficas que, obrigatoriamente, são de responsabilidade da diretoria.

Ontem, por exemplo, a decisão entre escalar o time principal ou alternativo era um tema filosófico e de amplas consequências, como descreveu com absoluta precisão o nosso companheiro Luiz Carlos de Souza Nunes. Portanto, era uma decisão filosófica que deveria ter sido tomada pela diretoria não remunerada, apaixonada, pois esta diretoria é a que sabe onde o calo aperta, o que é bom para o clube e, como o seu torcedor pensa.

Como vice-presidente de futebol, já passei por um momento praticamente igual, quando o treinador e, neste caso foi o treinador mesmo, resolveu colocar um time alternativo em um momento decisivo. Sabedor do fato, mandei chamá-lo e, com toda delicadeza, disse a ele que esta decisão era filosófica e não técnica e, portanto, competia a nós decidir. Como era uma pessoa sensível, de bom nível e inteligente, entendeu a tese e, escalou o nosso time principal. Goleamos e, quatro dias depois, fomos campeões.

Canso de dizer aqui que, como rubro-negro, tenho orgulho de ver tanta gente séria e de bons propósitos dirigindo o Flamengo. O problema é que todo este bom propósito (retidão e competência) não consegue entrar no vestiário. Talvez mais atentos à mídia do que deveriam ser, acreditam que tudo se resolve com o “profissionalismo” e, como está provado, no futebol não é bem assim.

O Flamengo precisa, com a máxima urgência, de alguém nesta diretoria de futebol, com poderes de vice-presidente, hierarquicamente superior a todos que lá estão, com alma e conhecimento rubro-negro. Antes que alguma mente maldosa imagine que estou reivindicando em causa própria, deixo bem claro que após dedicar nove anos da minha vida ao Flamengo, entendo ter sido de bom tamanho, que a vida segue e, que renovar é preciso e, saudável.

E, antes que me esqueça. Duvido que a decisão de escalar aquele time de ontem tenha sido do treinador que, por absoluta falta de conhecimento de causa, jamais bolaria tamanha insensatez. E, o pior nisso, é que há, fantasiado de “profissional”, verdadeira eminência parda, alguém que influência sem o mínimo preparo e sem saber o que é o Flamengo. Será que temos um inimigo, ou melhor, um rival na trincheira?

Quem escala o Flamengo? No futebol do Flamengo, quem pensa?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Após a rodada espetacular, onde o Flamengo, de camarote, viu Corinthians e Grêmio perderem, e o Palmeiras empatar, imaginei que fôssemos levar a sério este jogo contra o Botafogo, pois, em caso de vitória, poderíamos ficar entre os quatro primeiros colocados, além de poder voltar a sonhar em chegar perto do líder do campeonato.

Quando ouvi no rádio o nosso time, com Rómulo, Geuvânio, Rafael Vaz e Matheus Sávio, achei que fosse pegadinha. Aí lembrei que primeiro de abril já ficou pra trás, faz tempo…

Que ideia infeliz, completamente fora de propósito e em total falta de sintonia com a realidade.

Será que saiu da cabeça deste treinador colombiano tamanha estupidez? Seria capaz de jurar que há uma eminência parda que, com certeza não é rubro-negra, que ante a total falta de conhecimento de causa do treinador, influencia de forma negativa e – ante a nossa causa de pura paixão – criminosa.

QUEM ESCALA O FLAMENGO? NO FUTEBOL DO FLAMENGO, QUEM PENSA?

Que triste despedida do Campeonato Brasileiro. Que papelão!!!