Paolo Guerrero

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Lendo os comentários, encontro a sugestão do companheiro NINO, que permanentemente dá brilho a este blog. O Nino acabou me lembrando de fazer uma observação importante, que ia deixando passar.

Quando li que o RIVER PLATE, da Argentina, poderia tirar Guerrero do Flamengo, de imediato veio a conclusão de que o contrato com o Flamengo está próximo do seu final.

Esta noticia é fruto da famosa “cavadinha”, quando alguém com algum tipo de interesse cria uma determinada situação para dela tirar proveito. A ação não é nova e, até entendo este tipo de artimanha por parte de um empresário. O problema é que, pelo que ganha Guerrero, a escolha do “clube interessado” foi muito mal feita. O mercado argentino não comporta pagar “meio Guerrero”.

Em síntese, estratégia normal, porém pessimamente executada.

Quanto à pesquisa do Nino, como acho Guerrero um bom jogador, sem qualquer loucura, sou favorável a que o contrato seja renovado. Não se encontra bom atacante no mercado com facilidade.

Fla x Vasco

(Reprodução internet)

O que se ouve e lê é que a diretoria do Flamengo está confirmando o próximo jogo contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, para a Ilha do Urubu.

Entendo perfeitamente a filosofia nordestina. “Pau que dá em Chico, dá em Francisco”. “Vento que venta cá, venta lá”.

Baseado nestas duas máximas – quase que com certeza – a diretoria do Flamengo tomou tal decisão. Porém, é bom que não se esqueça que estamos diante de uma situação que requer cautela, sabedoria e sensibilidade.

Cautela, no sentido de se depurar o tema à exaustão, até porque há componentes perigosos como paixão e violência. E, pelo que se tem conhecimento, a decisão foi tomada muito mais no emocional e, de forma rápida.

Sabedoria para entender que o bem-estar e a integridade do ser humano estão acima de qualquer possível desforra. Não é pelo fato da diretoria do Vasco ter marcado o jogo do primeiro turno para São Januário, que devemos repetir o erro. E, todos sabem no que deu…

Sensibilidade para entender tudo isso. O mais prudente seria marcar o jogo para o Maracanã e, aí sim dar o troco, admitindo apenas 10% de torcedores adversários.

Independentemente de tudo que aqui coloquei, é bom não esquecer que, como mandante, o Flamengo tem parte significativa de responsabilidade pelo que vier a ocorrer.

E para encerrar, também é bom não esquecer por quantos jogos o Vasco foi punido, exatamente pelo que ocorreu em São Januário, no jogo contra o Flamengo.

Lugar de Flamengo x Vasco, é no Maracanã.

Quem sabe uma retomada?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Pra começar, o time foi, finalmente, bem escalado. Se houve interferência positiva ou, se o nosso Rueda caiu na real, pouco importa. A realidade é que dentro do que era possível escalar, o time começou correto.

Claro que não foi um bom jogo, mas desde os primeiros minutos ficou evidenciada a superioridade do Flamengo.

Na maré da vitória, vamos falar de coisas boas. Nosso goleiro, impecável. Quando se precisa, ele comparece. Rever, um show nas bolas aéreas.

No gol de Diego, auxílio luxuosíssimo da dupla Arão/ Berrío.

Aliás, não só na escalação Rueda acertou. As alterações foram todas pertinentes.

Guerrero está em uma fase que divide a opinião do torcedor rubro-negro. Hoje, foi participativo. Ajudou. Faltou o gol…

Éverton Ribeiro, que se mexeu muito, já deveria ter percebido que os goleiros estão voando. Cobrança de pênalti, obrigatoriamente – no mínimo – à meia força. O locutor foi feliz ao afirmar que Éverton Ribeiro atrasou a bola para o goleiro.

Muito bom o gol ter sido de Diego. O nosso mais talentoso jogador está precisando readquirir confiança.

Domingo com final feliz. Se ganhar é bom para qualquer um, para o rubro-negro é tudo, é fundamental!!!

Ah… ia esquecendo. Que boa partida do Canteros, hoje, longe, o melhor jogador de meio-campo. Outro jogador interessante da Chape é o lateral Reinaldo.

Enfim, um domingo de paz…

O “X” do problema

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Não sei se fiz certo ou errado, mas não resisti e liguei para o nosso presidente.

Como sempre, educado, Eduardo ouviu o desabafo de um torcedor que é tão rubro-negro como qualquer rubro-negro de verdade, e as ponderações de quem quer o bem dele, somando-se à experiência de já ter sentado na mesma cadeira que ocupa ele hoje, além da cadeira específica do futebol.

O desabafo foi no sentido do inconformismo de ver tanta gente séria e competente junta e, exatamente no que é mais importante para o torcedor, que é o futebol, muito mais decepções do que alegria.

A ponderação foi simples e objetiva, até porque, não é produtivo se criticar sem ao menos sinalizar qual seja o caminho que todos queremos.

A minha conclusão é simples. O resultado no futebol é fruto de um encaixe perfeito entre as pessoas que dividem o “vestiário”. Está mais do que na cara, que no futebol do Flamengo, do presidente ao diretor de futebol, ninguém mantém com o treinador uma linha direta. Talvez por achar que, dentro do regime profissional, isto seria uma interferência. Não quero aqui julgar. Há situações em que este tipo de raciocínio funciona e, há outras que não.

O treinador atual, necessita sim, de interferência – se assim quiserem chamar – não só pelo desconhecimento amplo do futebol brasileiro, onde o próprio Flamengo está incluído, como e, principalmente, pelas desastradas escalações, como a do jogo contra o Botafogo e a de ontem. Disse ao presidente que duvidava que alguém da diretoria, antes de qualquer jogo, fizesse ao treinador a pergunta óbvia: “qual é o nosso time pra hoje?”. Se alguém tivesse feito esta indagação, e sabedor do time escalado ontem, era obrigação argumentar que havia algo errado, possibilitando ao treinador pensar e, quem sabe, consertar o erro.

Como ninguém muda de temperamento, claro está que as pessoas que lá estão encaram este tipo de atitude como pouco profissional. Mas o que é profissional? É deixar alguém caminhar sabendo que na frente há um precipício?

Não estou aqui, como já disse, para julgar e, desta forma, até admito que quem pense de maneira diferente possa ter razão. Só que, quem pensa assim precisa ter como treinador alguém em quem se possa confiar e com profundo conhecimento de causa.

A filosofia da nossa diretoria é incompatível com este treinador. Como não haverá mudança na diretoria, que se mude o treinador. Se isto não ocorrer, vamos continuar sofrendo.

No fim do monólogo, informei ao nosso presidente que Cuca acabara de deixar o Palmeiras. Com este treinador, a filosofia abraçada pelos nossos dirigentes funcionaria, sem erro.

Casamento, perfeito!

Dois pontos na conta do Rueda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Estava a caminho do Maracanã, quando recebi, via WhatsApp, os seguintes torpedos do grande rubro-negro Fernando Versiani:


  • Muito bom!
  • O que está péssimo é a escalação do time hoje. Arão no banco, Rômulo titular, que não joga há 33 dias. Pará na esquerda, Trauco e Renê no banco.

Li na garagem do Maracanã e, imaginei que o Fernando estivesse equivocado. Caramba, de novo com Pará torto na lateral esquerda, tendo Trauco e Renê à disposição?

Rômulo começando o jogo e, William Arão no banco? O meu irmão Fernando deve ter tomado um vinhozinho além da conta e está trocando estação, pensei…

E, para concluir, tendo Guerrero e Vizeu, centroavantes de ofício, de novo com Paquetá?

Era muita maluquice ao mesmo tempo e, como tenho sempre a tendência de acreditar no profissional, subi o elevador na esperança do meu amigo Fernando ter se enganado.

Quando o locutor anunciou o nosso time tive uma brochura de ânimo. Aquelas barbaridades estavam confirmadas oficialmente. Sério. O nosso novo vice que estreou hoje, até por ser pato novo, não deve ter discutido o tema antes do jogo e, até se entende.

O que eu amaria que ele fizesse agora, era chamar o senhor Rueda e, com a autoridade de quem comanda todo o departamento de futebol, pedir ao treinador que ele justifique, caso a caso, a estapafúrdia escalação de hoje. Só isso. Aliás, isto nada mais é do que uma obrigação.

E aqui, ficamos aguardando as explicações, muito embora, de antemão, o que se viu hoje foi batom na cueca. Explicar, como?

Como comecei este post com as mensagens do Fernando Versiani, concluo com as duas últimas deste apaixonado rubro-negro:


  • Ele não tira o Paquetá nem por decreto
  • Jogou com o time errado durante uma hora

Resumo da ópera: de novo, em função dos nossos equívocos, mais dois pontos jogados pela janela.

Quanta incompetência…

Fla-Flu esquisito

Treino do Flamengo – 10/10/2017 (Foto: Gilvan de Souza)

Pra começar, numa quinta-feira, embora feriado seja, às cinco da tarde.

Um clássico tradicional, ainda sob os impactos da última rodada das eliminatórias da América do Sul. Tanto é verdade que, em função do que acabamos de comentar, o Flamengo não terá Guerrero, que teve uma quinta-feira voltada a assuntos comerciais, ainda em Lima. Imagino que Trauco e Cuellar também não devam jogar.

Houve quem aqui vibrasse com o fato de, através da repescagem, a Seleção Peruana poder disputar uma Copa do Mundo, valorizando, por conseguinte, Guerrero e Trauco.

Inegável que o argumento é forte. Porém, é bom não esquecer que, pelo fato de ter que disputar esta repescagem, a Seleção Peruana deixará o Flamengo desfalcado em, provavelmente, três jogos no Campeonato Brasileiro.

O Fluminense, que briga para não cair para a segunda divisão, também terá os seus desfalques.

Continuo achando que a derrota tricolor terá consequências devastadoras e, a recíproca não é verdadeira.

Vamos aguardar o time que será escalado por Rueda. Neste item, tem começado os nossos problemas. Por falta de conhecimento de causa – o mais provável – ou, por incompetência, Rueda tem sido infeliz nas escalações.

Tomara que o colombiano já saiba quem é quem no Flamengo. Já está na hora…

Estou prevendo um Fla-Flu cauteloso, onde o medo de perder pode superar a vontade de ganhar.

Cheirinho de empate…

Argentina e Vinícius Júnior

Argentina

Há no mundo do futebol uma enorme expectativa por esta terça-feira.

Certamente, o presidente da FIFA deve estar de cabelo em pé ante a possibilidade de uma Copa do Mundo ser realizada sem a presença do melhor jogador do planeta. O que mais se ouve sobre o tema em pauta, é o famoso “como é que pode?”.

O último jogo – o decisivo, amanhã – será em uma cidade cuja altitude é de três mil e cem metros. Para que se tenha ideia do quão Quito é alto, lembro da preparação de 21 dias da Seleção Brasileira para uma determinada eliminatória para a Copa do Mundo, em que ficamos sete dias em Bogotá, cuja altitude é de dois mil e seiscentos metros, e duas semanas em Quito, cuja altitude é de três mil e cem metros.

A Seleção só foi para La Paz, onde no local do jogo a altitude é de três mil seiscentos e cinquenta metros, na véspera do jogo. Super preparada, jogando o fino da bola, a nossa Seleção venceu por 2 a 0 e, poderia ter sido de muito mais, pois foram inúmeras as chances de gol.

O que quero dizer, contando isso? Que jogar em Quito ou em La Paz é praticamente a mesma coisa. Portanto, não será mole para Messi (& Cia) encarar este desafio.

O que mais me espanta nesta Seleção Argentina, olhando os números e, isto pode ser fator decisivo, dependendo dos resultados casados, é o quanto foi ineficiente um ataque composto por tantos jogadores consagrados.

O time da Argentina tem até agora o segundo pior ataque das eliminatórias, com apenas 16 gols marcados. Só ganha da Bolívia, que marcou 14. Em compensação, a defesa argentina é a segunda menos vazada, com 16 gols, só perdendo para o Brasil, que sofreu apenas 11 gols. E, quantas e quantas vezes ouvimos de analistas famosos que o problema da Argentina era sua defesa…

Ganhando, a Argentina – dependendo de outros resultados – pode terminar até em terceiro lugar. O problema é ganhar naquela altitude…

Enfim, Equador x Argentina será “o jogo” nesta última e decisiva rodada. Como sou Messi Futebol Clube, já separei o Rivotril.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Vinícius Júnior

O nosso companheiro do blog, que assina VALDINEI, nos enriqueceu com bela matéria do jornal Marca, da Espanha, (ler AQUI) revelando que Vinícius Júnior, fisicamente falando, é o nota 10 do Flamengo, deixando todos para trás.

A mesma matéria, afirma que o jogador vem sendo monitorado permanentemente pelo Real Madrid, que sempre tem alguém por aqui de olho em Vinícius Jr.

O que posso acrescentar ao que foi dito, é que recentemente um figurão do clube espanhol aqui esteve e retornou abruptamente para Madrid, insatisfeito com as poucas oportunidades que o jogador vem tendo no Flamengo.

Aliás, a estranheza deste dirigente é a mesma que tenho eu. Confesso que não tenho entendido muito bem o modo como este raro talento vem sendo tratado pela atual comissão técnica do Flamengo. Tomara que esta gente que chegou com “o bonde andando” tenha aprendido que, com o dito cujo em movimento, para subir no estribo, o primeiro pé a ser colocado é o esquerdo…

Quando não se sabe, se pergunta. De preferência, para quem sabe…

Dica errada, é de matar…

Messi, Fla-Flu, Vice de Futebol e Tite

Messi

Voltando de Corrêas, eu e Messi (o mais espetacular Golden Retriever do planeta) viemos ouvindo rádio, um pouquinho na Globo, um pouquinho na Tupi. Nas duas, houve um tema que não deixou de passar por nenhum dos entrevistados. O drama argentino, de estar muito próximo de não disputar a próxima Copa do Mundo, talvez seja e, até terça que vem, será o principal assunto no mundo da bola.

A maioria dos entrevistados manteve uma postura neutra, afirmando que não irá torcer a favor, mas que também não secará a Argentina.

Não sei se foram sinceros ou se jogaram para a galera. Como me recuso a ser o politicamente correto a esta altura da vida, quero dizer que se entrevistado tivesse sido, teria afirmado que uma Copa do Mundo sem Messi é uma meia Copa do Mundo. Vou torcer muito pela Argentina. Aliás, coerente com uma das minhas maiores paixões, vou torcer pelo futebol.

Imagine só. Uma Copa do Mundo com Egito, Costa Rica (com todo respeito) e, por aí vai… sem Messi, sem a Argentina de Messi e Maradona…

Que lástima…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Fla-Flu

Ouvi também no rádio que muitos ingressos já foram vendidos para o Fla-Flu de quinta que vem, feriado, no Maraca, e que o público deverá ser superior a quarenta mil pessoas.

Aqui pra nós, este jogo é infinitamente mais importante para o Fluminense do que para o Flamengo.

O fato do Cruzeiro ter ganho a Copa do Brasil, já o colocando na Libertadores, abre mais uma vaga, mesmo através da pré Libertadores, para os clubes brasileiros.

Claro que ficar entre os quatro primeiros no Campeonato Brasileiro é muito melhor, pois se evita o desgaste de uma pré Libertadores, mas não será o fim do mundo se a classificação vier, mesmo que na rabeira.

Agora, o fim do mundo é o Fluminense cair, de novo, para a segunda divisão. E se perder este jogo para o Flamengo, a chance de ficar entre os quatro últimos na tabela é quase de 100%.

Portanto, este não será um Fla-Flu qualquer.


Ricardo Lomba, Flamengo (Foto: Reprodução)

Vice de Futebol

Sou Flamengo de qualquer jeito, em qualquer lugar, independente de quem dirija o clube. Portanto, torço sempre e desesperadamente a favor.

Que o nosso novo vice de futebol seja feliz, que possa ajudar e que tenha muita sorte.

Gostaria apenas de colocar que, de um tempo para cá, o exercício de se criar dirigentes no futebol tenha perdido força. Os nossos bons dirigentes no futebol cursaram uma escolinha natural, no clube e ou, no mundo da bola. Não vou citar nomes e, seriam muitos, para evitar ciumeira natural.

Em síntese, experiência no futebol conta e, muito!

Boa sorte para o nosso vice-presidente e, que se atente para a importância da escolinha de cartola no futebol rubro-negro.


Tite

Hoje, entrevistado na Rádio Tupi, Tite foi de uma felicidade “Maracaneana”.

Quando a discussão comia sobre ser bom ou ruim o árbitro da TV, o argumento do treinador da Seleção foi fantástico. Disse ele que, ante a possibilidade de se fazer justiça, todos os outros argumentos ficam, não em segundo plano, mas definitivamente sepultados.

Pragmático! Brilhante!!!

Fato novo na área?

Ricardo Lomba, Flamengo (Foto: Reprodução)

O bravo Globo.com está cravando que o Flamengo tem um novo vice-presidente de futebol. Já recebi alguns telefonemas, claro que de rubro-negros, querendo a minha opinião sobre Ricardo Lomba. A todos, brincando, informo que o único Lomba com quem convivi foi o nosso goleiro, que era Marcelo – e um bom goleiro.

O que se sabe sobre o possível novo vice de futebol é que faz parte do Conselho Deliberativo, onde é o vice-presidente. Muito difícil se falar alguma coisa sem que o clube, através de uma nota que seja, oficialize o fato.

O curioso é que este tema surgiu após uma convocação feita pelo ex-presidente Marcio Braga, para uma reunião esta noite, em Ipanema, aos rubro-negros insatisfeitos com o desempenho do nosso futebol. Fui convidado e informei a impossibilidade de ir, por compromisso assumido anteriormente com Zico, que esta noite virará nome de automóvel.

Explico: A Toyota apresentará uma versão personalizada do Corolla. Vem aí o Corolla Zico. O evento acontecerá daqui a pouquinho na Rodobens, empresa do meu querido amigo Deco Verdi.

Parabéns a todos. Mais um gol de placa do maior ídolo da Nação Rubro-Negra.

Quem aconselha Rueda?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A pergunta é pertinente. Não há como um treinador colombiano que chega na fase aguda da temporada brasileira, sem conhecer praticamente ninguém no elenco do Flamengo, e nada saber sobre os nossos adversários, não sendo mágico e não tendo bola de cristal, não ter um mínimo de orientação sobre quem seja quem no elenco. O problema é que houve, não orientação, e sim, desorientação…

Em um dos comentários do post anterior, alguém colocou que tenho eu má vontade com Rueda. Não tenho má vontade com Rueda, nem com ninguém, pois perseguição não faz parte do meu roteiro de vida.

Eu apenas considerei – e continuo pensando igual – esta contratação muito arriscada, na medida em que o comandante chega com o pau comendo na guerra, sem conhecer ninguém. Comandados e inimigos. Convenhamos que seja esta uma linha de raciocínio absolutamente normal e coerente.

Voltando ao início do raciocínio, sem conhecer quase ninguém, Rueda é obrigado a se encostar em alguém em que confie para dar início ao seu trabalho.

A sequência é que em vários momentos todos concordamos que escalações absurdas tenham ocorrido, como por exemplo, no jogo contra o Botafogo e, no jogo de ontem, contra a Ponte Preta.

Além de escalações estapafúrdias, substituições grosseiras e sem nenhum sentido. Portanto, a primeira coisa a se fazer é detectar quem orienta Rueda e, tema apurado, comprar uma passagem para este incompetente só de ida e, para a Sibéria.

Muitos companheiros nos comentários do post de ontem registraram que o time do Flamengo joga sem alma, sem vida. Desculpem, mas discordo totalmente. O desempenho de um time em campo é fruto de uma série de fatores, como um bom ambiente, metas definidas, confiança no treinador, empatia com a torcida e, por aí vai… e, quando esta engrenagem não funciona, a coisa desanda no campo, onde é até normal se imaginar que o time não tenha fibra.

Ontem, vimos alguns absurdos. Diego, hoje tão criticado, jogando taticamente equivocado, longe da zona de criação e distante da grande área. Jogou quase que o tempo todo como volante. Convenhamos, isto é um absurdo!!!

Como é que pode Geuvânio começar jogando, com Vinícius Júnior na reserva? Bastou o menino entrar para, através da habilidade e petulância que tem, provocar a expulsão de um adversário e criar duas situações de gol. Isto em muito pouco tempo, pois o nosso Rueda é da escola de não se substituir no intervalo, só mexendo no time quando a vaca já foi pro brejo.

Outra coisa: não há jogador neste planeta, por mais talentoso que seja, que produza, que jogue o que sabe, quando fica claro que o treinador não confia nele. Isto vale para Vinícius Júnior e para Éverton Ribeiro, dois jogadores que poderiam render muito mais, porém, jogam sem confiança, pois sabem que não rezam na cartilha do treinador.

Algum dirigente precisa pegar o Rueda e promover com pessoas inquestionáveis, que tenham conhecimento de causa, de preferência rubro-negras, um debate informal.

Que tal promover um encontro de Rueda com Zico e Júnior?

Meu Deus, é tão simples…