Quinta-feira Santa

Holanda vence a Bulgária.

Convenhamos que sábado e domingo sem futebol é muito ruim. Na verdade, quis dizer “sem Flamengo” e saiu “sem futebol”. Até porque, futebol houve. O que faltou ao final de semana foi emoção, foi paixão.

Por exemplo, vi o primeiro tempo de Holanda x Bulgária, pelas eliminatórias europeias e, apesar de ter vencido por 3 a 1, quem já viu grandes seleções holandesas e se depara com a atual, é de chorar. Robben é um oásis em meio a um deserto descomunal.

Pela saudade e pela importância do jogo, podemos batizar a próxima quinta de “quinta-feira santa…” Será o reencontro da nossa torcida com o time que disputa mais uma final de Copa do Brasil. Será o reencontro, em momento decisivo, de duas torcidas com afinidade.

Os dois clubes e as duas torcidas capricharam na comunicação, com mensagens carinhosas. Eu, particularmente, tenho enorme carinho, apreço e gratidão, ao Cruzeiro e a sua torcida.

 

 

Um dos episódios mais marcantes na minha vida esportiva ocorreu no dia 15 de novembro de 1995, no Mineirão (vídeo acima). No dia do centenário do Flamengo, a tabela da Supercopa da Libertadores determinava Flamengo x Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Antes do jogo várias homenagens por parte da diretoria do Cruzeiro, comandada pelo querido Zezé Perrella, e de sua torcida. A melhor, a mais espontânea, ocorreu quando o árbitro apitou o final do jogo. O Flamengo venceu no dia dos seus 100 anos, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronaldão. Ao apito do árbitro, o Mineirão inteiro cantou “parabéns pra você”.

Não deu para não chorar. A emoção foi forte e até hoje tudo está muito claro em minha mente, como se tivesse acontecido ontem.

O Cruzeiro e sua torcida ficaram e ficarão eternamente marcados no meu coração rubro-negro que, desde aquele dia no Mineirão, ganhou uma tatuagem azul.

Quinta que vem, quando a bola rolar, cada torcedor estará alucinadamente empurrando o seu time. A diferença é que sem um mínimo de rancor. A luta, será apenas pela vitória e, consequentemente, pela conquista de um título importante. Adversário assim, quando se ganha, não se tripudia. Se conforta…

Quinta-feira, mais santa, impossível…

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…

Final de semana bom, surpreendente e preocupante…

Bom pra quem? Pra nós!

Sempre comento e repito que confiança é quase tudo em futebol. E, esta rodada do Campeonato Brasileiro, como interferência no jogo decisivo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, foi amplamente favorável ao Flamengo.

Não só a vitória, mas principalmente o desabrochar da garotada, representada por Vinícius Júnior e Paquetá, é um sopro de animação, esperança e bom presságio para a hora da decisão na Copa do Brasil.

O Botafogo, que hoje foi derrotado pela Ponte Preta, ao contrário, sai de uma derrota para um momento de decisão. Além do ânimo em baixa, há também desfalques importantes. Em síntese, com todo respeito ao Botafogo, o sopro da vitória está com pinta de que vai para o Maraca de vermelho e preto.

A surpresa ficou por conta do Corinthians que, jogando em casa, para um público superior a 40 mil pessoas, perdeu a longa invencibilidade no Campeonato Brasileiro para o inconstante e imprevisível Vitória.

Aliás, aí está a explicação para o fato do futebol ser o mais popular esporte do planeta. Nada contra os outros esportes, mas o único absolutamente imprevisível, é o velho esporte bretão. No basquete ou no vôlei, inimaginável um time muito bom perder para um razoável. No futebol, a zebra é uma realidade.

E eu que ia neste POST, propor uma pesquisa para saber para quem o Corinthians iria – ou não –  capitular… A ideia chegou atrasada…. Que zebraça!!!!!!!

A preocupação, com certeza absoluta, deve estar na cabeça de todos os vascaínos. A derrota contundente por 3 a 0 para o Bahia, somando-se ao momento político do clube, deixa o ambiente conturbado e faz surgir o fantasma de mais um rebaixamento. Meus amigos vascaínos estão apavorados. E, com toda razão…

Para finalizar, deixo vocês com duas imagens praticamente iguais. O gol de Romário, pelas eliminatórias, e o gol de Vinicius Junior, pelo Campeonato Brasileiro. Impressionante como os gols foram parecidos. A imagem me foi encaminhado pelo nosso amigo Radamés Lattari.

 

FLAMENGO x BOTAFOGO

Eduardo Bandeira de Mello e Carlos Eduardo Pereira

Voltando ao assunto da violência, tema central do POST anterior, um querido amigo, dirigente rubro-negro, tem opinião definida de que tudo que aconteceu no Engenhão, quando o tratamento dado ao time e aos dirigentes rubro-negros, faz parte de uma estratégia de polarizar o futebol do Rio, com o Flamengo de um lado e, o Botafogo do outro, como o grande rival.

Por este motivo, segundo ele, o ônibus do Flamengo foi apedrejado, e os dirigentes – inclusive nosso presidente – ameaçados no camarote destinado ao visitante.

O episódio, lá atrás, da transferência de William Arão, com o inconformismo injustificado da diretoria do Botafogo, já seria parte da estratégia de, por qualquer motivo, bater de frente com o Flamengo.

Lembrei ao meu amigo dirigente rubro-negro que esta estratégia adotada pelo Botafogo, na realidade, é um estelionato, já que Eurico Miranda, o presidente do Vasco, verdadeiro criador desta inteligente artimanha, não está recebendo um único centavo a título de royalty.

Aos meus amigos do Botafogo, em especial ao querido presidente Carlos Eduardo, pediria um pouco de reflexão sobre o tema. Hoje, diferente de quando Eurico Miranda descobriu este astuto caminho para popularizar o Vasco da Gama, as pessoas agem e reagem de outra forma, onde não há o mesmo humor e, onde sempre há rancor. O mundo mudou. As pessoas mudaram.

Hoje, há de se ter mais cuidado em tudo, mesmo com ideias que pareçam desprovidas de qualquer má intenção.

Aí, o meu amigo, dirigente máximo rubro-negro, está coberto de razão. Quando há paixão envolvida, todo cuidado é pouco…

Brigar, pra que?

Recebi e-mail do meu irmão Radamés Lattari, que ainda não havia recebido a informação de que o Flamengo retirara a ação, que ingressou no STJD, contra o Botafogo, já que os clubes chegaram a um acordo em reunião na sede da Federação.

A torcida do Flamengo terá direito a 10% dos bilhetes, que começarão a ser vendidos amanhã.

Mesmo com o assunto já superado, acho de bom tom, em homenagem à paz, a boa convivência, ao bom humor e, ao amor pela vida, reproduzir o e-mail do Rada, que traz bela sugestão para os presidentes de Flamengo e Botafogo.


Kleber,  

Estou lendo que a diretoria do flamengo está acionando STJD devido a demora por parte do Botafogo em colocar a venda os ingressos do jogo.

Acredito que todo tipo de rivalidade sadia seja benéfica ao esporte, para promovê-lo, para alcançar melhores resultados, entre outros.

Mas acredito que nos dias de hoje, com a onda de violência que atinge o nosso estado, seja perigoso e pouco inteligente alimentarmos esta rivalidade, além de tudo, ao invés de levar famílias aos estádios, estamos ajudando a afastá-las.

Por mais que os dois presidentes sejam os torcedores mais ilustres no momento, eles não podem esquecer que são dirigentes, e como tal devem comandar e recomendar a paz a todos os demais torcedores.

Eles deviam selar a paz publicamente, apostando um almoço, quem for para a final escolhe o restaurante onde o perdedor pagaria a aposta.

Cada qual deve lutar por seus direitos, os dois juntos devem lutar por interesses comuns a seus clubes e deixar aquele que atuar melhor vencer dentro de campo.

Fica a ideia.

Abraço

Radamés Lattari

Competência e … sorte!!!

(Foto: André Durão / GloboEsporte com)

Aliás, há quem tenha como filosofia de vida que sorte e competência caminham juntas. Pessoalmente, acho que há casos que sim e, outros que não.

No caso do Corinthians, aí sim, sem medo de errar, pode-se dizer que sorte e competência caminham juntas, como se viu neste jogo contra o Fluminense.

Indiscutivelmente, o time do Corinthians é muito bem arrumado e, não é por acaso que está para completar trinta jogos de invencibilidade – e de ter a defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro. Agora, querer negar que a sorte ajudou neste jogo contra o Fluminense, é negar o óbvio.

E o destino programou para domingo, em São Paulo, o jogo entre Corinthians e Flamengo. Da mesma forma que afirmo ser o Corinthians o time mais certinho do campeonato, não tenho nenhum receio em dizer que o Flamengo tem melhor elenco, um time não tão bem arrumado, mas, pelas individualidades, capaz de quebrar a longa invencibilidade do time paulista.

Além do que já coloquei e, talvez o mais importante, um jogo que pode, para o Flamengo, definir  o restante do campeonato. Ganhando, o Flamengo sinaliza que está no páreo e, tipo de vitória que dará moral para uma grande arrancada. Arriscaria dizer que, domingo próximo, temos uma final pela frente.

E, querem saber? Levo a maior fé!!!

Tudo pode acontecer

Joel comemora um de seus gols contra o Botafogo (Foto: Agência Estado)

Alguma coisa me dizia para aguardar o jogo do Botafogo. O meu santo realmente é forte, pois talvez tenha sido esta vitória do Avaí sobre o clube da Estrela Solitária a maior zebra deste atual Campeonato Brasileiro.

A mesa estava posta e com talheres de prata. Vitória que guindaria o Botafogo para a terceira colocação, com direito a terminar o dia na frente do Flamengo. Não bastassem os retornos anunciados de seus dois principais jogadores, Camilo e Montillo.

O começo do jogo já anunciava a tragédia. Um gol espírita, num bate rebate e, Montillo saindo contundido. Depois disso, um belo gol do Avaí, e o Botafogo, principalmente no segundo tempo, consagrando o goleiro da terra do Guga.

Até agora, dois times demonstraram bom futebol e, mais do que justo, estejam Corinthians e Grêmio, liderando o campeonato.

A pergunta é a seguinte: até quando?

Se continuar na batida que vem até aqui e, de forma invicta, o Corinthians pode ser o campeão com três rodadas de antecipação. Mas será que vai aguentar o repuxo?

O mesmo se aplica ao Grêmio. Time bem organizado, mas que já deu uma rateada em momento decisivo. A derrota, em casa, para o Corinthians, convenhamos, foi desanimadora. E, pior ainda, pelo fato de Luan, o craque do time, além de não ter jogado nada, ainda ter perdido um pênalti.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Da mesma forma que decepcionado fiquei com a atuação do nosso time contra o Bahia, animado estou pelo que está por vir neste Campeonato Brasileiro, onde a sensação que se tem é que tudo pode acontecer.  Por isto mesmo, minimizar os equívocos passa a ser fundamental. A começar pela escalação do time…

Agora, é novamente a Copa do Brasil e, contra um Santos com muitos problemas. Embora competições distintas, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro são competições interligadas pelo emocional. Uma boa vitória na quarta é a melhor vitamina para domingo.

Nesta véspera de encarar o Santos, vou propor aqui uma discussão tática, onde já lanço a questão que é polêmica: o treinador deve ter na cabeça o que considera ideal como concepção tática ou, escalar em função do material humano disponível?

Indo mais longe e, como exemplo: o treinador ama jogar no 4-4-2, porém, o quarto homem deste meio campo não pode jogar, e o reserva não é uma “Brastemp”. O treinador deve manter o seu esquema de jogo, mesmo sendo este reserva, que vai entrar, no máximo razoável ou, você mudaria o plano de jogo, utilizando um jogador de melhor qualidade técnica?

Indo mais longe ainda: sem Éverton, no jogo contra o Bahia, você escalaria Matheus Sávio, mantendo o 4-4-2 ou, entraria com Berrío, ou Vinicius Júnior, indo para o 4-3-3?

Por favor, comentem…

Só vai dar Brasil na Libertadores

(Foto: Gazeta Press)

Acabo de ver a bela vitória do Botafogo, do Brasil, sobre o Estudiantes, da Argentina.

Embora não tenha um time brilhante, e com um elenco de razoável para bom, determinação, disciplina, força de conjunto e superação, fazem com que o torcedor alvinegro tenha o direito de torcer e de imaginar um final feliz para este sonho continental. No time argentino, o atacante colombiano Otero é o destaque absoluto. Baita jogador. E, jovem…

No Botafogo, o sistema defensivo quase perfeito. Meio pegador, com destaque para Aírton e, ataque que deu para o gasto, com direito a um golaço de voleio, o primeiro. Brilharam, Pimpão, autor do gol da vitória, e Sassá, que entrou e infernizou a defesa Argentina.

A manchete deste blog faz total sentido. Com este novo formato, indo até o final do ano, e com a maior quantidade de clubes, sendo que nesta edição são oito equipes brasileiras, as nossas chances aumentam barbaramente.

Acho bom lembrar que no início da Libertadores, apenas o campeão de cada país podia participar. Depois, campeão e vice. Até aí, era muito ruim para os grandes clubes brasileiros, onde o nosso campeonato é muito mais disputado, com pelo menos dez clubes podendo ser campeão ou vice.

Por isso, os grandes da Argentina, Paraguai e Uruguai ganharam muito mais do que os grandes brasileiros, pois participaram bem mais. Em seguida, um pequeno aumento, proporcional à importância de cada país, e agora, tudo liberado…

Com mais representantes, as nossas chances aumentam de mais. Podem me cobrar. De cada cinco disputas, no mínimo três títulos, quem sabe quatro, (para cravar) vão ficar por aqui. Quem viver, verá.

E nesta quarta-feira, que São Judas esteja em Santiago e, seja o que Deus quiser.

MEENNNNGGOOOOOO!!!!

Engenhão na cabeça

Se para o bom entendedor meia palavra é mais do que suficiente, imagine após a entrevista coletiva, quando se pronunciaram os presidentes da FERJ, Flamengo, Vasco e Fluminense.

Está mais do que na cara que já houve um contato por parte da Federação e dos clubes com o magistrado que determinou a realização dos clássicos com apenas uma torcida. E também ficou claro que, de alguma forma, os clubes estão assumindo certa responsabilidade, tanto é que, na coletiva, cada um dos presidentes apelou aos seus torcedores no sentido de que colaborem e tenham em mente que o futuro das arquibancadas nos estádios do Rio de Janeiro, vai depender do comportamento deles, dentro dos estádios e, principalmente, nas proximidades dos mesmos.

No seu depoimento, Eurico Miranda, presidente do Vasco, chegou a exaltar as coisas boas proporcionadas pelas torcidas organizadas, porém, com a mesma veemência destacou que os bandidos infiltrados devem ser expurgados pelas próprias torcidas organizadas. Espero que esta coletiva tenha a repercussão que merece e, em consequência, possa atingir o maior número possível de torcedores.

Pelo sim, pelo não, bom também a Polícia Militar estar atenta no sábado, ao contrário do que aconteceu no jogo entre Flamengo e Botafogo, quando a quantidade de policiais se mostrou insuficiente. Que o policiamento seja numeroso e, que chegue bem cedo ao Engenhão, pois é muito melhor prevenir, do que remediar. Faço questão, eu que critiquei a atitude do magistrado por interferência indevida, de dizer que esta atitude equivocada, ao menos serviu para se debater o tema e, principalmente, ter se chegado a conclusão de que todos são um pouco responsáveis pelo nível de violência a que chegamos, e que a hora da virada tem que ser agora, até porque, se continuar como estava, vamos assistir ao princípio do fim do romantismo no esporte mais popular do país.

Não é possível que qualquer torcedor não consiga raciocinar que a grandeza do seu clube muito se deve aos seus principais rivais. Com certeza, o tamanho do Flamengo, se não existissem Vasco, Botafogo e Fluminense, seria bem menor. E este exemplo vale para todos. Encarar com ódio um ser humano pelo fato de não torcer também pelo seu clube é o maior exemplo de intolerância que se possa imaginar. Aliás, intolerância e burrice, pois se não houvesse o adversário, jogo não haveria…

Que o magistrado torne oficial tudo isso. Que o sábado seja de paz, de bom futebol no campo e de muita alegria nas cadeiras do Engenhão.

 

Zé Ricardo, Abelão e Jair Ventura

O noticiário deste sábado ficou por conta dos treinadores de Flamengo, Fluminense e Botafogo, e os três foram extremamente felizes.

Jair Ventura, treinador do Botafogo, mais do que compreensível, escondeu o seu time para o jogo de amanhã, contra o Flamengo. No embalo, deu um sutil toque na torcida do Botafogo, afirmando que toda vez que o clube da estrela solitária joga fora pela Libertadores, encontra um ambiente hostil, estádio lotado e pressão de sufocar. Na entrevista, Jair Ventura, afirma que, por uma questão de justiça com os seus jogadores, e isto só a torcida do Botafogo pode resolver, no mínimo, o estádio tem que estar lotado… Bela e sutil cutucada…

Abel Braga, o Abelão, franco como sempre, e sem papas na língua, mandou um recado para os dirigentes tricolores, afirmando que, apesar do Fluminense ter sido o criador da Primeira Liga, esta competição não leva a lugar nenhum, pois não há critério para a participação dos clubes e, que tecnicamente, sem a presença de clubes de São Paulo, o nível ficaria sempre prejudicado. E, concluiu, afirmando que não colocaria em campo nos jogos da Primeira Liga o seu time titular, já que a prioridade é o Campeonato Carioca.

Aliás, antes de passar para o Zé Ricardo, acho oportuno registrar a minha estranheza com relação ao noticiário de hoje, que dá ênfase ao melhor faturamento do Flamengo nos jogos da Primeira Liga, do que no Campeonato Carioca. Ora, na Primeira Liga o Flamengo jogou um clássico contra o Grêmio, fora do Rio de Janeiro, enquanto que, no Campeonato Carioca, somente neste domingo o Flamengo fará o seu primeiro grande jogo. Em síntese, compararam jaca com beterraba…

Sei que alguns companheiros deste blog ainda têm certa dúvida com relação ao nosso treinador ter o tamanho do Flamengo. Pode até ser que ainda não tenha, mas que está caminhando para isso, não tenho nenhuma dúvida.

Primeiro, já há uma filosofia definida e, inteligente, no sentido de que, para se ganhar títulos importantes um bom time não basta. Quem não tiver um muito bom elenco, não chega.

Reparem que em diversas posições a diferença entre este ou aquele jogador é muito pequena. Neste momento, enquanto Conca não tem condições, a única dúvida é entre Mancuello e Berrío.

Embora nas outras posições tudo esteja, a princípio, definido, se mudança qualquer houver, pouco impacto negativo ocorrerá. Hoje, o Flamengo tem um bom elenco, e é assim que se conquista títulos e, só assim, como anuncia Zé Ricardo, um ou outro jogador pode ser poupado quando necessário, sem que haja prejuízo técnico.

Enfim, como um bom mineirinho, devagarinho, Zé Ricardo foi armando o seu tabuleiro…