Panorama visto da ponte

Alexandre Campello, à esquerda, novo presidente do Vasco (Foto: Paulo Fernandes)

Ontem, quem não acompanha a política do Vasco deve ter tomado um susto quando foi anunciado o novo presidente, após a reunião do Conselho Deliberativo.

Muita gente falou em “armação”, em vergonha, em trairagem e outras coisas mais, quando na realidade, o estatuto do clube não sofreu nenhum arranhão.

O presidente “eleito” em São Januário cometeu o grande erro de imaginar que o jogo estava encerrado e, sentindo-se vencedor, começou um mandato que era de fato, mas não era de direito.

Com isso, talvez pecando pela vaidade, começou a falar como presidente e agir como tal, sem minimamente dividir o bolo com o seu vice-presidente. A faca entre os dentes do vice juntou-se com a faca que Eurico Miranda mordia.

Juntaram-se e produziram um facão que decepou Júlio Brant. Quem viu o filme “O advogado do diabo” entende com facilidade a minha conclusão sobre o fato. A vaidade é a inimiga número um do homem.


(Foto: Marcelo Theobald / Extra)

Acabo de ver Fluminense e Botafogo. O jogo foi razoável, apenas nos quinze minutos finais e, assim mesmo, por conta do time do Fluminense que, com duas alterações introduzidas por Abel, melhorou e quase ganha.

O que já disse aqui, reitero. O Flamengo só perde este campeonato para ele mesmo. A diferença entre o elenco do Flamengo e do “arco-íris, é um absurdo. Vasco, Botafogo e Fluminense que abram o olho, pois neste momento são candidatíssimos ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro.


Pedro Abad (Foto: Mailson Santana / Fluminense)

Hoje, lendo O Globo, me deparei com o depoimento do presidente do Fluminense Pedro Abad, se desculpando pela forma como Diego Cavalieri e outros jogadores foram dispensados.

Neste mundo de inconsequência, irresponsabilidade, agressividade e arrogância, tomar conhecimento de atitude tão espontânea e digna, não deixa de ser um lembrete de que ainda há seres humanos especiais.

Deixo aqui um forte e carinhoso abraço ao presidente tricolor Pedro Abad, um ser humano especial.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E amanhã, pelo que leio, com o reforço de Vinícius Júnior, em horário maluco para um domingo – oito e quinze da noite – o Flamengo parte para o seu segundo jogo pelo Campeonato Carioca, competição que nunca foi tão fácil conquistar. Mas como dizia o genial João Saldanha, “o jogo é mole, mas primeiro tem que jogar”…

Que o nosso domingo termine feliz…

Dormimos no ponto

Gustavo Scarpa (Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press)

Claro que o que passo a colocar aqui nada mais é do que uma opinião meramente pessoal, cuja base é a nossa paixão comum. Até este momento tinha eu a quase certeza de que o nosso pessoal, na encolha, estava trabalhando a contratação de Gustavo Scarpa, um dos raros jogadores em atividade com poder de criação e, ainda jovem, pois completou recentemente 24 anos.

Com enorme frustração, li agora no Globo.com que o Palmeiras acaba de acertar um contrato de cinco anos com Scarpa. Antes que alguém diga que isto pode ser revertido, que o Fluminense pode recorrer, não há como negar que, mesmo que isto aconteça, o Palmeiras continuará tendo enorme vantagem sobre qualquer outro possível interessado, pois já há um contrato em vigor. O que pode acontecer na frente, caso o Fluminense tenha sucesso no judiciário, será um acordo entre as partes, com Scarpa cumprindo o seu contrato com o Palmeiras.

Imagino o quanto deve estar feliz o torcedor palmeirense, pois as seis contratações feitas já deixam a pista de quem deva ganhar tudo neste ano de Copa do Mundo. Além de contratar dois jogadores que desequilibram – Lucas Lima e Scarpa – o Palmeiras fez mais quatro contratações pontuais e inquestionáveis: Emerson Santos para a zaga; Weverson para o gol; Marcos Rocha e Diego Barbosa para as laterais. Caramba!!!

Claro que futebol não é ciência exata e, nem sempre as coisas funcionam como se espera, mas não há como negar que para ganhar título, o primeiro passo é o time que se coloca em campo e, o do Palmeiras – no papel – é de encantar o seu torcedor. Que inveja…

Goleada de 1 a 0

(Foto: REUTERS/ Amir Abdallah Dalsh)

Pontualmente, às três da tarde, estava eu em frente à telinha pensando no meu inesquecível amigo Alfredo, o “Carioca do Grêmio” que, se entre nós estivesse, teria sofrido uma barbaridade.

Como brasileiro e pelos meus amigos gremistas, em especial o Carioca, preparei o espírito para torcer pelo time gaúcho, sabendo que seria um jogo muito difícil de ser ganho, porém não impossível.

O início até que não foi ruim, com o Grêmio fazendo a marcação alta, dificultando muito que o time do Real criasse as jogadas. Infelizmente, foi só no início. Aos pouquinhos, a marcação foi relaxada, o Real tomou conta do jogo e, não fosse pela segura atuação deste zagueiraço que é Geromel, o jogo já estaria liquidado no primeiro tempo, que terminou em 0 a 0.

Veio a etapa final e o Grêmio conseguiu ser pior do que no primeiro tempo. Claro que há uma superioridade técnica, mas não esta que vimos hoje. O time do Grêmio entrou com uma tonelada de responsabilidade nas costas e, o Real foi lá pra jogar um jogo.

Aliás, a importância que damos ao Mundial de Clubes, é completamente diferente dos europeus. Para nós, sul-americanos, este título é o máximo. Para eles, o máximo é ganhar a Liga dos Campeões.

Voltando ao jogo. Parece que a bola queimava nos pés dos jogadores do Grêmio, que não conseguiam acertar três passes seguidos. O único chute a gol, durante toda partida, foi em uma cobrança de falta, em que a bola quase raspa o travessão. Faltou tudo ao Grêmio, inclusive coragem e vontade de vencer.

Luan, decantado como o melhor jogador que atua no Brasil – com o que não concordo – foi uma enorme decepção. Sentiu o peso do jogo e, simplesmente, não jogou.

O Real, que não precisou jogar muito, conseguiu o seu gol com a colaboração da barreira do Grêmio que, infantilmente, abriu na cobrança de falta de Cristiano Ronaldo.

Esta competição, que tem tudo para se eternizar, precisa ser modificada. Não há como seguir desta forma, onde o representante europeu entra já sabendo que a chance de ser campeão ultrapassa a barreira de 80%.

O ideal seria um campeonato com oito clubes, sendo quatro da Europa, dois da América do Sul, e dois do restante do mundo. Aí, com certeza, haverá emoção.

Como está, caminha para o fim…

Que autoridade, TCHÊ!!!

(Foto: REUTERS / Agustin Marcarian)

Amigos, mesmo tendo a certeza de o time do Lanús ter suas limitações, o jogo poderia ter outro desfecho, não fosse a perfeita postura do Grêmio no primeiro tempo.

O time argentino começou querendo se impor na base da coação e do jogo violento. Aí o Grêmio ganhou a partida.

Primeiro foi firme, não se intimidando, e depois, muito bem arrumado e criativo, liquidou a fatura ainda no primeiro tempo.

Impressionante a marcação alta imposta pelo time gaúcho na primeira metade do jogo. Além do bom futebol, preparação física e psicológica invejáveis.

O gozado é que no segundo tempo meu amigo Galvão reclamava que a pegada do Grêmio já não era a mesma. Lembrei do saudoso João Saldanha, que dizia com muita propriedade que é impossível durante noventa minutos ficar indo e vindo, beijando o pé e a bochecha da girafa…

Em síntese, a estratégia do Grêmio foi perfeita. Se impôs e liquidou a fatura nos primeiros quarenta e cinco minutos.

Parabéns aos amigos gremistas e, em especial a um que não mais está entre nós. Com certeza, o Carioca está promovendo uma linda festa no céu

E, os clubes brasileiros agradecem, pois com esta conquista do Grêmio mais uma vaguinha pintou na próxima Libertadores. E, dependendo do Flamengo, mais uma vaguinha pode chegar…

E o Fernandinho, hein? Trocamos pelo Geuvânio…

Nesta quinta-feira, seja o que São Judas quiser. Que o Flamengo tenha, ao menos, a mesma atitude do Grêmio, que soube se impor jogando bola.

Vamos torcer. E muito!

Sábado melancólico e domingo para se usar a cabeça

(Foto: Lucas Merçon / Fluminense)

Resolvi ver Fluminense x Sport e, se arrependimento matasse, não estaria mais por aqui.

Sabem o que imaginei vendo o jogo? Se o nosso time fosse aquele que entrou em campo com a camisa tricolor, a torcida do Flamengo invadiria a Gávea, o Ninho do Urubu e, ocuparia sem devolução o abandonado edifício Hilton Santos. Que coisa triste…

Sem querer tripudiar, até porque respeito todas as instituições, neste time do Fluminense só gostaria de ver um único jogador atuando no Flamengo. Acho que não é um exercício difícil. Gustavo Scarpa.

O Sport abriu 2 a 0 e, ainda no primeiro tempo o houve o lindo gol de honra. Gosto demais do Abelão, mas tirar o Scarpa na metade do segundo tempo foi uma mancada de fazer inveja ao nosso treinador…


(Foto: Cristina Mattos // Futura Press)

Encerrado o jogo, lá fui eu acompanhar a partida em que o América Mineiro confirmou o título da série B. Tinha que vencer. Qualquer outro resultado daria o título ao Inter. E por falar em Inter, não ter conseguido ser o campeão da série B, convenhamos, foi um tremendo mico.

De nível técnico muito ruim, esta segunda divisão apresentou característica curiosa. Muitos jogadores fora do peso. Diria mesmo, um festival de barrigas…


Treino do Flamengo – 24/11/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Agora, o que interessa. Não sei o time que o senhor Rueda vai colocar em campo amanhã, às 19h. Torço para que haja bom senso. Há dois jogadores que, obrigatoriamente, devem ser poupados. Juan e Diego. Acho até desnecessário explicar…

Réver precisa jogar para readquirir ritmo. Arão, como se desgasta muito, também poderia ter um refresco.

No mais, é escalar o que houver de melhor. Pelo retrospecto das escalações, aí é que mora o perigo, pois tem havido por parte do nosso treinador uma enorme dificuldade em entender o que temos de melhor. No início, quando ele não conhecia ninguém, até dava pra entender. Agora, não há mais desculpa.


Li o noticiário dando conta de que o nosso presidente, Eduardo Bandeira de Mello, havia assumido a responsabilidade pela cessão do Ninho do Urubu, para o Sport de Recife.

Li e não acreditei que a autorização tenha partido dele, porém este episódio num momento em que o país bate recorde mundial de deduragem por metro quadrado, a atitude do presidente do Flamengo cai como um oásis de dignidade no meio de um deserto de podridão.

A atitude de Eduardo foi de homem com H maiúsculo e, de minha parte, compensa, com juros e correção monetária, a equivoca cessão do nosso Ninho. Não falo mais no tema. Assunto encerrado.

E, não esquecer que o jogo contra o Santos, amanhã, será às sete da noite.

Que o nosso domingo seja um replay da quinta-feira.

Muito futebol. Qualidade zero!

(Foto: Fernando Soutello / AGIF)

Nesta fase de recuperação tenho visto tudo que é jogo de futebol.

Pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, vi a vitória da Suécia sobre a Itália e, na madrugada deste sábado, Nova Zelândia x Peru, jogo que terminou empatado em 0 a 0.

Pelo Campeonato Brasileiro, vi a vitória do Atlético Paranaense em cima do Botafogo, no Engenhão. O que estes jogos tiveram em comum? A péssima qualidade.

O menos ruim foi Suécia e Itália, mesmo assim, de uma pobreza técnica de dar dó.

Agora, de irritar, os outros dois jogos, um pelas eliminatórias e outro pelo Campeonato Brasileiro. No Engenhão, só houve gol pelo fato de o goleiro do Botafogo, o paraguaio Gatito, ter espalmado a bola para dentro do gol. Não fosse isso, Botafogo e Atlético Paranaense estariam jogando até agora e, com certeza, o placar estaria em 0 a 0.

Definitivamente, toda vez que o Botafogo tem a obrigação de tomar a iniciativa, a vaca vai pro brejo. O time de Jair Ventura é bem arrumado, disciplinado, mas pobre de técnica. A sua única arma é o contra-ataque. Quando se vê obrigado a propor o jogo, se enrola todo. Tanto é verdade que esta foi a sexta derrota no Engenhão, neste Campeonato Brasileiro.

Fiquei acordado de madrugada, curioso em ver como a seleção peruana iria se virar sem Guerrero e, torcer por uma boa atuação do nosso lateral Trauco.

Guerrero fez muita falta. A seleção peruana perdeu personalidade sem a presença de seu artilheiro e principal jogador.

Trauco, burocrático ao extremo. Incapaz, como faz no Flamengo, de tentar uma jogada pessoal ou arriscar um chute de longe.

Enfim, muito futebol e nada para se aproveitar. Jogos duros. De se ver…

Neste domingo, o nosso jogo é contra o Palmeiras e os objetivos são iguais, com os dois lutando por uma vaga na Libertadores, via Campeonato Brasileiro.

Não tenho nenhuma dúvida que será um bom jogo. Flamengo e Palmeiras fazem parte de um pequeno grupo de equipes que têm condições de propor o jogo. Pelo fato de jogar em casa, a obrigação maior fica com o Palmeiras, o que equivale a dizer que o contra-ataque pode ser a solução para o Flamengo.

Tomara que o senhor Rueda lembre que Vinícius Júnior existe.

Eurico, por Bisotto

Recebi, via e-mail, um texto espetacular do nosso companheiro do blog Eduardo Bisotto.
Como sou fascinado pelo talento, seria um crime não dividir com vocês.
O tema é polêmico. O texto, genial!!!
Leiam e, comentem.


(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

COMO É FÁCIL ODIAR O DIABO

Eurico Miranda é o demônio. Então é fácil odiá-lo. E por oposição simplista, amar seus opositores. Se Eurico Miranda é o demônio, Julio Brant, seu opositor, deve ser um anjo do Senhor enviado para combatê-lo. É fácil. É simples. E é errado.

É fácil odiar Eurico Miranda porque ele está no poder há muito tempo. É fácil odiar Eurico Miranda porque ele fuma charutos cubanos, o que faz com que pareça um ditador. É fácil odiar Eurico Miranda, como é fácil odiar qualquer um que esteja sob as luzes 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano, como é o caso deste senhor nos últimos 30 anos.

Mas vem cá, querido: 30 anos sob os holofotes e ele não foi preso? 30 anos que incluem brigas homéricas com a Globo, inclusive exibindo o logo do SBT de graça em final de Brasileirão e ele não foi preso? Mas que bandidão da porra é este que não cai nunca? Que não encontra um único juiz a encará-lo? Que consegue ser idolatrado pela sua gente mesmo com toda esta blitz?

Nunca vi Eurico mais gordo na minha frente (nem mais magro). Nunca vi Julio Brant na minha frente.

Mas conheço efeitos-manada há tempo suficiente para saber que Eurico pode ter um milhão de defeitos, mas demônio, dificilmente ele é. Assim como Brant, santo, moderno, gestor, o caralho a quatro, dificilmente será. Ninguém entra na política da Associação de Bairro, quem dirá na política de um clube que lida com milhões (tanto financeiros quanto em pessoas), sendo o santo da vez.

Já odiei demônios. Já acreditei em narrativas fabricadas. Já fiz muita merda na vida. Mas passei da idade.

Cheguei na idade em que pensar liberta.

Odiar o Diabo é fácil.

Mas a pergunta imperativa é: Eurico Miranda, é mesmo o diabo?

Eduardo Bisotto

A premiação

Antes do tema principal, quero responder ao companheiro JOÃO LUIZ que, em seu comentário, afirmou que a premiação em dinheiro no Campeonato Brasileiro é uma grande motivação para os jogadores se empenharem a fundo.

Nosso JOÃO LUIZ fez esta colocação em função de ter eu dito que o time do Cruzeiro já estava com a vida resolvida, pelo fato de ter ganho a Copa do Brasil, garantindo assim vaga na Libertadores. Como não tem condições de ser o campeão brasileiro, e tão pouco pode ser rebaixado, vai jogando, com os jogadores já “de férias”.

JOÃO amigo, tenha a certeza de que os jogadores não estão nem aí para o fato de que o clube pode receber 11 milhões de reais se o vice-campeonato for alcançado. Já vi este filme que, pode ter um final feliz. Basta uma reunião e comunicar aos jogadores que o clube com eles dividirá o prêmio. Simples assim…

A diretoria do Cruzeiro, com certeza, não fez isso.

Que jogão!!!

(Foto: Marcos Ribolli)

Pra quem gosta de futebol, a segunda-feira foi gorda… Há muito tempo não vejo um jogo tão bom, com um resultado justíssimo.

O 2 a 2 foi um presente para quem viu o jogo na TV e, claro, melhor ainda para quem curtiu as emoções na Arena do Palmeiras.

E, o início foi meio louco, com o Cruzeiro fazendo 1 a 0, num gol contra do zagueiro palmeirense Juninho, que “quase” foi contratado pelo Flamengo ao Coritiba.

Depois, a iniciativa sempre do Palmeiras, com o Cruzeiro muito bem arrumado, jogando no contra-ataque. E, desta forma chegou ao segundo gol, num golaço de Robinho que, entrou e um minuto e meio depois, meteu o gol.

O Palmeiras continuou correndo atrás e, Borja, artilheiro da noite, empatou.

Ninguém pisou na bola e os destaques foram vários e, dos dois lados.

E pensar que Keno esteve nas mãos do Flamengo e que Egídio foi desprezado pelo nosso pessoal do futebol.

Enfim, que jogão!!!

Pingadinhas de segunda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. O nosso Carlos Egon, em seu comentário, pescou uma passagem curiosa no jogo contra o Vasco. Após perder um gol incrível – a melhor chance do jogo – Paquetá, ao invés de lamentar o lance por ele perdido, levanta e sacode os dois braços, num gesto característico de “exigir” apoio da torcida. A conclusão do Egon, foi genial: “cara de pau…”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Pelo que leio, hoje é o dia decisivo para se saber se Guerrero joga contra o Fluminense. Tenho cá as minhas dúvidas, embora torcendo para que seja ele liberado. Incrível como a sucessão de fatos fez com que o Flamengo abrisse mão de Damião, o reserva imediato e, paralelo a isso, largasse pra lá, não desse moral a Vizeu, a opção que restava. Sensibilidade na sola do sapato…

O que mais me preocupa se Guerrero não jogar é o que vai fazer Rueda…


. Ontem, fiquei em dúvida sobre que jogo ver. As opções eram: Atlético MG x Botafogo, Ponte Preta x Corinthians e Fluminense x Bahia.

Pesou o fato de termos que decidir contra o Fluminense e, em função disso, o jogo que seria a última opção de escolha, acabou sendo o eleito.

Claro que clássico é clássico e, por isso mesmo tudo pode acontecer, mas pelo que vi ontem, o Flamengo vai ter que fazer um esforço descomunal de incompetência para não ir adiante na Copa Sul-Americana. Em síntese, o Flamengo só perde para ele mesmo.

(Foto: Rudy Trindade/Estadão Conteúdo)

Muito me espantou neste jogo o comportamento da torcida do Fluminense. Gustavo Scarpa talvez seja o único jogador tricolor que qualquer torcedor gostaria de ver em seu time. E não é que, desde o início do jogo, a torcida do Fluminense deu de pegar no pé dele. Como é craque, respondeu com uma linda jogada que terminou no gol de empate. E, além de craque, demonstrou sabedoria e sensibilidade apenas balançando a cabeça negativamente, manifestando reprovação pela atitude da torcida.

O torcedor às vezes viaja. E, nestas viagens, o Corinthians perdeu Rivelino para o Fluminense e Silva para o Flamengo.  Cito estes dois exemplos, já que estamos em semana de Fla-Flu.


(Foto: Divulgação Corinthians)

. E o Corinthians, hein? Como previu o treinador e pitonisa Renato Gaúcho, o Timão despencou…

É verdade que foi uma tarde de Aranha. O goleiro da Ponte esteve soberbo, fazendo defesas impossíveis.

Ainda hoje, caso o Palmeiras vença o Cruzeiro, a diferença será só de três pontos e, domingo, na Arena Corinthians, o bicho vai pegar.

Como sempre afirmo, confiança em futebol é quase tudo. E, é exatamente isso que está faltando ao Corinthians.

Semana decisiva para o campeonato…

No mais… volta Guerrero!!!