Tudo pode acontecer

Joel comemora um de seus gols contra o Botafogo (Foto: Agência Estado)

Alguma coisa me dizia para aguardar o jogo do Botafogo. O meu santo realmente é forte, pois talvez tenha sido esta vitória do Avaí sobre o clube da Estrela Solitária a maior zebra deste atual Campeonato Brasileiro.

A mesa estava posta e com talheres de prata. Vitória que guindaria o Botafogo para a terceira colocação, com direito a terminar o dia na frente do Flamengo. Não bastassem os retornos anunciados de seus dois principais jogadores, Camilo e Montillo.

O começo do jogo já anunciava a tragédia. Um gol espírita, num bate rebate e, Montillo saindo contundido. Depois disso, um belo gol do Avaí, e o Botafogo, principalmente no segundo tempo, consagrando o goleiro da terra do Guga.

Até agora, dois times demonstraram bom futebol e, mais do que justo, estejam Corinthians e Grêmio, liderando o campeonato.

A pergunta é a seguinte: até quando?

Se continuar na batida que vem até aqui e, de forma invicta, o Corinthians pode ser o campeão com três rodadas de antecipação. Mas será que vai aguentar o repuxo?

O mesmo se aplica ao Grêmio. Time bem organizado, mas que já deu uma rateada em momento decisivo. A derrota, em casa, para o Corinthians, convenhamos, foi desanimadora. E, pior ainda, pelo fato de Luan, o craque do time, além de não ter jogado nada, ainda ter perdido um pênalti.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Da mesma forma que decepcionado fiquei com a atuação do nosso time contra o Bahia, animado estou pelo que está por vir neste Campeonato Brasileiro, onde a sensação que se tem é que tudo pode acontecer.  Por isto mesmo, minimizar os equívocos passa a ser fundamental. A começar pela escalação do time…

Agora, é novamente a Copa do Brasil e, contra um Santos com muitos problemas. Embora competições distintas, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro são competições interligadas pelo emocional. Uma boa vitória na quarta é a melhor vitamina para domingo.

Nesta véspera de encarar o Santos, vou propor aqui uma discussão tática, onde já lanço a questão que é polêmica: o treinador deve ter na cabeça o que considera ideal como concepção tática ou, escalar em função do material humano disponível?

Indo mais longe e, como exemplo: o treinador ama jogar no 4-4-2, porém, o quarto homem deste meio campo não pode jogar, e o reserva não é uma “Brastemp”. O treinador deve manter o seu esquema de jogo, mesmo sendo este reserva, que vai entrar, no máximo razoável ou, você mudaria o plano de jogo, utilizando um jogador de melhor qualidade técnica?

Indo mais longe ainda: sem Éverton, no jogo contra o Bahia, você escalaria Matheus Sávio, mantendo o 4-4-2 ou, entraria com Berrío, ou Vinicius Júnior, indo para o 4-3-3?

Por favor, comentem…

Só vai dar Brasil na Libertadores

(Foto: Gazeta Press)

Acabo de ver a bela vitória do Botafogo, do Brasil, sobre o Estudiantes, da Argentina.

Embora não tenha um time brilhante, e com um elenco de razoável para bom, determinação, disciplina, força de conjunto e superação, fazem com que o torcedor alvinegro tenha o direito de torcer e de imaginar um final feliz para este sonho continental. No time argentino, o atacante colombiano Otero é o destaque absoluto. Baita jogador. E, jovem…

No Botafogo, o sistema defensivo quase perfeito. Meio pegador, com destaque para Aírton e, ataque que deu para o gasto, com direito a um golaço de voleio, o primeiro. Brilharam, Pimpão, autor do gol da vitória, e Sassá, que entrou e infernizou a defesa Argentina.

A manchete deste blog faz total sentido. Com este novo formato, indo até o final do ano, e com a maior quantidade de clubes, sendo que nesta edição são oito equipes brasileiras, as nossas chances aumentam barbaramente.

Acho bom lembrar que no início da Libertadores, apenas o campeão de cada país podia participar. Depois, campeão e vice. Até aí, era muito ruim para os grandes clubes brasileiros, onde o nosso campeonato é muito mais disputado, com pelo menos dez clubes podendo ser campeão ou vice.

Por isso, os grandes da Argentina, Paraguai e Uruguai ganharam muito mais do que os grandes brasileiros, pois participaram bem mais. Em seguida, um pequeno aumento, proporcional à importância de cada país, e agora, tudo liberado…

Com mais representantes, as nossas chances aumentam de mais. Podem me cobrar. De cada cinco disputas, no mínimo três títulos, quem sabe quatro, (para cravar) vão ficar por aqui. Quem viver, verá.

E nesta quarta-feira, que São Judas esteja em Santiago e, seja o que Deus quiser.

MEENNNNGGOOOOOO!!!!

Engenhão na cabeça

Se para o bom entendedor meia palavra é mais do que suficiente, imagine após a entrevista coletiva, quando se pronunciaram os presidentes da FERJ, Flamengo, Vasco e Fluminense.

Está mais do que na cara que já houve um contato por parte da Federação e dos clubes com o magistrado que determinou a realização dos clássicos com apenas uma torcida. E também ficou claro que, de alguma forma, os clubes estão assumindo certa responsabilidade, tanto é que, na coletiva, cada um dos presidentes apelou aos seus torcedores no sentido de que colaborem e tenham em mente que o futuro das arquibancadas nos estádios do Rio de Janeiro, vai depender do comportamento deles, dentro dos estádios e, principalmente, nas proximidades dos mesmos.

No seu depoimento, Eurico Miranda, presidente do Vasco, chegou a exaltar as coisas boas proporcionadas pelas torcidas organizadas, porém, com a mesma veemência destacou que os bandidos infiltrados devem ser expurgados pelas próprias torcidas organizadas. Espero que esta coletiva tenha a repercussão que merece e, em consequência, possa atingir o maior número possível de torcedores.

Pelo sim, pelo não, bom também a Polícia Militar estar atenta no sábado, ao contrário do que aconteceu no jogo entre Flamengo e Botafogo, quando a quantidade de policiais se mostrou insuficiente. Que o policiamento seja numeroso e, que chegue bem cedo ao Engenhão, pois é muito melhor prevenir, do que remediar. Faço questão, eu que critiquei a atitude do magistrado por interferência indevida, de dizer que esta atitude equivocada, ao menos serviu para se debater o tema e, principalmente, ter se chegado a conclusão de que todos são um pouco responsáveis pelo nível de violência a que chegamos, e que a hora da virada tem que ser agora, até porque, se continuar como estava, vamos assistir ao princípio do fim do romantismo no esporte mais popular do país.

Não é possível que qualquer torcedor não consiga raciocinar que a grandeza do seu clube muito se deve aos seus principais rivais. Com certeza, o tamanho do Flamengo, se não existissem Vasco, Botafogo e Fluminense, seria bem menor. E este exemplo vale para todos. Encarar com ódio um ser humano pelo fato de não torcer também pelo seu clube é o maior exemplo de intolerância que se possa imaginar. Aliás, intolerância e burrice, pois se não houvesse o adversário, jogo não haveria…

Que o magistrado torne oficial tudo isso. Que o sábado seja de paz, de bom futebol no campo e de muita alegria nas cadeiras do Engenhão.

 

Zé Ricardo, Abelão e Jair Ventura

O noticiário deste sábado ficou por conta dos treinadores de Flamengo, Fluminense e Botafogo, e os três foram extremamente felizes.

Jair Ventura, treinador do Botafogo, mais do que compreensível, escondeu o seu time para o jogo de amanhã, contra o Flamengo. No embalo, deu um sutil toque na torcida do Botafogo, afirmando que toda vez que o clube da estrela solitária joga fora pela Libertadores, encontra um ambiente hostil, estádio lotado e pressão de sufocar. Na entrevista, Jair Ventura, afirma que, por uma questão de justiça com os seus jogadores, e isto só a torcida do Botafogo pode resolver, no mínimo, o estádio tem que estar lotado… Bela e sutil cutucada…

Abel Braga, o Abelão, franco como sempre, e sem papas na língua, mandou um recado para os dirigentes tricolores, afirmando que, apesar do Fluminense ter sido o criador da Primeira Liga, esta competição não leva a lugar nenhum, pois não há critério para a participação dos clubes e, que tecnicamente, sem a presença de clubes de São Paulo, o nível ficaria sempre prejudicado. E, concluiu, afirmando que não colocaria em campo nos jogos da Primeira Liga o seu time titular, já que a prioridade é o Campeonato Carioca.

Aliás, antes de passar para o Zé Ricardo, acho oportuno registrar a minha estranheza com relação ao noticiário de hoje, que dá ênfase ao melhor faturamento do Flamengo nos jogos da Primeira Liga, do que no Campeonato Carioca. Ora, na Primeira Liga o Flamengo jogou um clássico contra o Grêmio, fora do Rio de Janeiro, enquanto que, no Campeonato Carioca, somente neste domingo o Flamengo fará o seu primeiro grande jogo. Em síntese, compararam jaca com beterraba…

Sei que alguns companheiros deste blog ainda têm certa dúvida com relação ao nosso treinador ter o tamanho do Flamengo. Pode até ser que ainda não tenha, mas que está caminhando para isso, não tenho nenhuma dúvida.

Primeiro, já há uma filosofia definida e, inteligente, no sentido de que, para se ganhar títulos importantes um bom time não basta. Quem não tiver um muito bom elenco, não chega.

Reparem que em diversas posições a diferença entre este ou aquele jogador é muito pequena. Neste momento, enquanto Conca não tem condições, a única dúvida é entre Mancuello e Berrío.

Embora nas outras posições tudo esteja, a princípio, definido, se mudança qualquer houver, pouco impacto negativo ocorrerá. Hoje, o Flamengo tem um bom elenco, e é assim que se conquista títulos e, só assim, como anuncia Zé Ricardo, um ou outro jogador pode ser poupado quando necessário, sem que haja prejuízo técnico.

Enfim, como um bom mineirinho, devagarinho, Zé Ricardo foi armando o seu tabuleiro…

Pacotão

(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

. Como vivemos no mundo onde, através da internet, a comunicação ficou praticamente instantânea e, onde criticar ficou muito mais fácil, difícil se encontrar palavras de reconhecimento e, portanto, de elogio.

Claro que o departamento de futebol do Flamengo, desde o início da gestão de Eduardo Bandeira de Mello, cometeu equívocos. Como tenho horror a retrovisor e, consequentemente, olho muito mais para frente do que para trás, não dá para não deixar de observar que a “máquina” pensante do futebol rubro-negro começa a ficar azeitada, atenta e, criativa.

A negociação de Jorge para o Mônaco e, as providências relativas a este fato, demonstram claramente que o nosso time de dirigentes está atento e trabalhando com rapidez e competência. Ante a iminente venda de Jorge, Trauco foi contratado e, como quem tem um, não tem nenhum, Renê, do Sport, está chegando.

Como não elogiar?


(Foto: CBF)

. Agora, um convite a uma profunda meditação. Como é possível um país de pouco mais de três milhões de habitantes, onde os idosos predominam, formar uma seleção de jovens, com idade inferior a 20 anos, melhor do que a nossa, um país com mais de 200 milhões de habitantes e, que respira futebol o dia inteiro?

Há algo errado com esta seleção sub-20 do Brasil, que disputa no Chile o Sul-Americano da categoria. O título, depois da derrota para o Uruguai, ficou complicado. Com certeza, a defesa da má performance será com o argumento de que o importante é ir ao mundial, isto é, pelo menos ficar em quarto lugar. Ao invés de discordar de quem assim pensa, prefiro sugerir uma profunda reflexão com relação ao trabalho realizado. Este será o primeiro passo para se evitar um papelão no mundial.


(Foto: Maurício Rummens Agência Lancepress!)

. Jogador complicado, sempre houve e, sempre haverá. Quando o jogador é complicado, mas é bom de bola, sempre se deu um jeito e, outro jeito não há.

O tema do momento é o atacante Sassá, do Botafogo. Pelo que li e ouvi, aprontou algumas, o que deixou o a diretoria do Botafogo irritada que, em consequência, puniu o jogador. Até aí, perfeito. O problema é quando os dirigentes punem o jogador, e por tabela, também o clube. Punir Sassá, ok. Agora, não inscrever o atacante na Libertadores, anunciando como medida punitiva, é de doer, pois aí quem está sendo punido é o clube.

Já vi este filme muitas vezes. Como em todas as outras, o Botafogo vai perder e, os dirigentes vão se arrepender.

Antes que alguém leia este raciocínio de forma distorcida, quero deixar bem claro que indisciplina tem que ser punida, porém, com inteligência.

Fim de festa

(Fotos: Staff Images / Flamengo)

. Domingo previsível. Vitória, mesmo perdendo, e Sport,  vencendo, saíram do buraco. O Inter, que elegeu ontem seu novo presidente com mais de 90% dos votos, vai visitar pela primeira vez a segunda divisão.

. Como era de se esperar, o torcedor do Grêmio, ainda comemorando a conquista da Copa do Brasil, estava mais ligado na possível queda do Inter do que no jogo contra o Botafogo. A imagem dos torcedores gremistas e botafoguenses, comemorando juntos, um a vitória, e o outro a queda do rival, foi marcante.

. O time do Flamengo, como sempre, aplicado e – também, como sempre – carecendo de poder de fogo. De alguém para decidir…

Definitivamente, o nosso ataque é muito fraco. Já disse aqui e repito. Tivesse o Flamengo, Marinho na direita, e Keno na esquerda, hoje poderíamos estar comemorando o título. E, não estou falando em Messi e Neymar…

A verdade é que, do meio para frente, Diego é o único jogador decisivo. Antes que alguém pergunte por que não Guerrero, antecipo afirmando que ele está muito mais para “bom centroavante”, do que para “jogador decisivo”.

. Para 2017 ser um ano de títulos, no mínimo, precisamos de mais um jogador criativo no meio e, dois muito bons atacantes. Sem isso, vamos repetir 2016.

. Quem terminou o ano bem foi o goleiro Muralha que, teve hoje uma atuação seguríssima. Os quatro zagueiros, muito bem, também. O meio, o de sempre e, pior sem Diego. Forte na destruição e paupérrimo na criação. Ataque, também o de sempre: muito ruim.

. Hoje, falei com o nosso bravo Godinho. Perguntei sobre o peruano Miguel Trauco, lateral esquerdo. Godinho me afirmou ter sido indicação do treinador da Seleção Peruana. Virá sem custo e será o reserva de Jorge. Vamos torcer para dar certo…

. Aliás, não hoje e sim, há uns dias atrás, Godinho me disse algo intrigante, e ao mesmo tempo preocupante. Como todos elogiam o novo momento do Flamengo, as ações administrativas bem-sucedidas, a firmeza nas renovações contratuais, o mundo do futebol imagina que o clube esteja nadando em dinheiro, o que não é verdade e, isto vem dificultando enormemente algumas negociações.

. A última notícia é triste. Faleceu, esta manhã, o ex-locutor esportivo José Cabral, “o homem da maricota“. Tive o privilégio e a honra de com ele trabalhar durante muito tempo na Rádio Tupi. Cabral aliava emoção e humor nas transmissões. Quando o Vasco jogava, era mais emoção. Eu e Celso Garcia, muitas vezes, tiramos Cabral do sério. Também pudera. Era uma tabelinha rubro-negra contra um vascaíno.

José Cabral foi brilhante em tudo que fez e perfeito nos valores de vida. Apaixonado chefe de família, amigo de verdade, grande companheiro e baita profissional. Seu nome estará sempre presente na história do Rádio.

. E imaginar que Flamengo só no final de janeiro, é desanimador…  Enfim, como não há jeito… Vida que segue…

Levir Culpi

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(Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro)

Não dá para não registrar aqui a atitude do ex-treinador do Fluminense, Levir Culpi, que se ofereceu, gratuitamente, para dirigir o time da Chapecoense até o meio do ano que vem.

Nunca tive o prazer de trabalhar – ou mesmo de conviver – com Levir, mas sempre tive a certeza de ser ele um ser humano especial, como demonstra agora com este tipo de atitude.

Pelo que li, o pessoal da Chapecoense adorou a ideia, porém, deseja ter um treinador até o final do ano. Estou torcendo para que as duas coisas ocorram e, para isto, basta recorrer à matemática, com Levir assinando um contrato até o fim do ano, recebendo mensalmente metade do valor que normalmente receberia.

A digna e linda atitude seria mantida, e a Chapecoense teria o seu treinador – e muito bom treinador – até o final do ano.

Curiosidade

622_0b3fd85a-e962-36c8-b9f7-b7f9a032e6e8Quando comecei a escrever sobre o atacante Marinho, tive a necessidade de conferir o número de gols marcados pelo atacante no atual campeonato brasileiro.

Peguei o Lance e verifiquei que Marinho havia consignado 11 gols, porém, um fato me chamou a atenção.  O Vitória, mesmo ainda brigando para não ser rebaixado, é o quarto melhor ataque do campeonato, com 50 gols marcados. Acima dele, somente, Atlético Mineiro (61 gols), Palmeiras (60), Santos (58) e Flamengo (52).

O problema do Vitória é a defesa. O ataque, o quarto melhor do campeonato, marcou 50 gols, só que a defesa levou 51, havendo, pois, o déficit de 1 gol. Com uma defesa um pouquinho melhor, o time baiano poderia, ao invés de brigar para não cair, estar tentando vaga para a Libertadores. E, ainda há quem não dê importância à cozinha…

Que tristeza…

(Foto: Divulgação/Chapecoense)

(Foto: Divulgação/Chapecoense)

Que maneira horrível de despertar. O “Bom dia!”, hoje, é impossível. Como olhar para alguém e dizer “bom dia!”, vivenciando esta tragédia?

O momento de glória de uma cidade é ceifado pelo destino cruel. Os meus sentimentos sofridos aos familiares dos profissionais da Chapecoense.

Entre os que nos deixaram, três tiveram estreita relação com o Flamengo.

Mário Sérgio, o Marão, talento raro no futebol e na sequência de vida profissional, comentarista esportivo, o meio campista Cleber Santana , e o treinador Caio Júnior, este, um querido amigo, com quem tive o prazer de conviver e ser testemunha de que foi um ser humano pra lá de especial.

Caio Júnior dirigia o Goiás na época em que o convidei para ser nosso treinador, quando Joel Santana foi dirigir a seleção da África do Sul. Caio foi uma das mais doces e queridas figuras com quem convivi no futebol. Que todos descansem em paz.

Victorino Chermont, repórter da Fox, foi outro querido amigo que estava neste avião.

A vida é um fiapo… Que tristeza…

Despedida

622_38d219c6-d88d-3338-8c98-7d7d2c943a17Neste domingo, o torcedor rubro negro que vive no Rio vai para o Maraca com uma pontinha de saudade.

Aqui pra nós: o Natal é sublime, o réveillon é a festa da esperança, mas ficar até o finalzinho de janeiro sem ver o Mengão, é de matar…

E, independe se o time é bom, mais ou menos, ou ruim. A ausência do vermelho e preto bailando em campo, maltrata… angustia…

Enfim, é assim mesmo e, o que nos resta é saborear hoje estes minutos finais de uma paixão que não tem explicação, nem limite.

A nossa briga é exatamente contra o Santos, adversário de amanhã. Se vencermos os dois jogos que restam – amanhã contra o Santos, e no outro domingo contra o Atlético Paranaense – vamos terminar como o segundo melhor time do campeonato, independente de outros resultados. Poderia ser melhor, mas não será ruim…

Portanto, lugar de rubro-negro neste domingo, é no Maracanã e, vamos à disputa do vice-campeonato brasileiro.

Na série B, quem pisou na bola foi o Náutico. De todos os resultados previsíveis, o time pernambucano foi o único que não confirmou. Aliás, impressionante o que jogou o Oeste, rubro-negro paulista e, esta bela atuação garantiu presença na série B no ano que vem.

O Vasco sofreu no primeiro tempo e respirou aliviado no segundo. Uma quase derrapada no final do campeonato, convenhamos, incompreensível.

E, Atlético Goianiense, Avaí, Vasco e Bahia, farão parte das nossas vidas, como adversários, no Brasileirão de 2017, na nossa eterna série A. Bem-vindos e, parabéns!

Outra briga boa nestas duas últimas rodadas da série A, por conta de Vitória e Internacional. No Rio Grande do Sul, fosse eu o genial Carlos Augusto Montenegro, determinaria ao pessoal do IBOPE a seguinte pesquisa, dirigida à torcida do Grêmio: “o que você prefere e, sendo escolha única: o Grêmio campeão da Copa do Brasil ou o Inter caindo para a segunda divisão?”

Pesquisa interessante…

Um lindo domingo e todos ao Maraca.