Jorjão e a decisão deste domingo

Jorjão

Ontem foi um dia feliz e festivo para muitos rubro-negros. Jorge Rodrigues, o Jorjão, completou 70 anos e a comemoração foi em um simpático clube, na Barra da Tijuca.

Na minha vida como dirigente só vi três pessoas que tiraram dinheiro do próprio bolso para resolver situações emergenciais do clube. Jorjão foi uma delas.

Rubro-negro apaixonado, com recursos próprios, rodou o mundo atrás do Flamengo e, como diretor de futebol, tinha uma mania, que era a de se dirigir aos jogadores, momentos antes de cada jogo, numa linguagem direta que faria corar minha avó Corina.

Alguns companheiros chegaram a me questionar se aquilo era positivo, e outros recriminavam o linguajar rasteiro. Tive a absoluta certeza de que era positivo, quando – num jogo importante no Maracanã – vi que, após o aquecimento, os jogadores levaram um tempo enorme para colocar o uniforme, atrasando a entrada do time em campo. O corpo mole deles era pelo fato do grito de guerra não ter acontecido e, como era importante para eles e o nosso Jorjão se atrasara, foram empurrando com a barriga, na esperança de Jorjão chegar. Ali, tive a certeza do quão positivo para o time era o grito de guerra do Jorjão.

É aquele tal negocio. Não é você que tem que gostar do namorado da sua filha. Quem tem que gostar é ela. E, neste caso havia uma doce e eficaz sinergia entre o recado inflamado do Jorjão e os jogadores do Flamengo.

Os temas eram variados, dependendo do momento e do jogo. O final, era sempre o mesmo e, como todos já sabiam, ouvia-se um coro: “E hoje… é pica neles! Piiiiiiica neles!!!”

Saúde e muitos anos de vida para o grande rubro Jorge Rodrigues, o Jorjão do Flamengo.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Semifinal de domingo

Agora, a decisão de amanhã. Há no ar que a zaga voltará a ser composta por Réver e Rafael Vaz. Acho esta zaga boa, onde as características dos jogadores se completam. Resta saber como anda o estado emocional de Rafael Vaz. Com ele, a saída de bola fica melhor, mais fácil e mais objetiva.

No mais, vamos ver o que o nosso Zé Ricardo está preparando, principalmente no que diz respeito a como compensar a ausência de Diego. E, sempre é bom lembrar que o Flamengo joga com dois resultados. Vitória e empate.

A semana do Botafogo foi praticamente toda dentro do avião. Isto desgasta. E, como…

Apesar de muita gente aqui no blog questionar o interesse pelo Campeonato Carioca, continuo achando que é um título importante. E para o Flamengo conquistar o primeiro título do ano, faltam três jogos. O primeiro, e com a vantagem do empate, é neste domingo.

Todos ao Maraca…

 

Flávio Godinho

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Mesmo neste momento conturbado que vive o nosso país, há espaço para o bem querer, independente de qualquer coisa, independente da turbulência e dos julgamentos.

Quero registrar a minha alegria. Uma pessoa a quem quero bem e admiro está retomando a sua normalidade de vida. Ao contrário de tantas outras, esta é uma delação pública de alegria e amor ao próximo.

Delação esta, premiada também… pelo simples reencontro com o nosso amigo que, imagino, venha a ser sábado, no Maracanã.

MEENNNNNGGOOOOO!!!!

Fla Galvão

Está rolando pelas redes sociais, naturalmente entre os torcedores rubro-negros, uma série de apelos contundentes para que, pela Libertadores, contra o Atlético Paranaense, a direção de esportes da Globo escale Galvão Bueno para narrar o jogo.

Esta ação acaba sendo uma justa homenagem a Galvão Bueno, a meu conceito, o maior comunicador esportivo da televisão brasileira. Claro que o que rola, começa pela paixão de quem interage com o profissional em questão. Galvão, para quem é Flamengo, é sopa no mel, é juntar fome com vontade de comer. Em frente à telinha, o torcedor do mais querido do Brasil curte a narração, sabedor que atrás daquela voz há um coração rigorosamente igual ao dele, onde circula um sangue diferente. Sangue rubro-negro.

Claro que, pelo nível profissional dele e da Rede Globo, jamais a paixão pelo Flamengo fará o comunicador em questão distorcer um lance. Se por acaso ocorrer um fato real que não seja bom para o Flamengo, como por exemplo um pênalti a favor do adversário, será transmitido retratando a realidade, de mãos dadas com a verdade. Ao mesmo tempo, mesmo sabedor de que não terá um cúmplice na arte de distorcer, o nosso torcedor adora saber que voz e imagem que invadem a sua casa frequentam a mesma igreja e, praticam a fé através da mesma religião.

Talvez ninguém tenha notado que não me referi a Galvão Bueno como narrador e, proposital foi. O que difere, entre tantas coisas, Galvão de todos os outros profissionais e, sem desmerecer ninguém, é que todos narram, Galvão, comunica.

Menos mal…

(Foto: Staff Images/ Flamengo)

. Tive dúvidas com relação ao título deste post. No final, fiquei entre “deu sono” e, “menos mal”. Acabei optando pela segunda alternativa, na medida em que fui concluindo que a minha má vontade com o jogo tinha muito mais a ver pelo fato dele nada valer, do que propriamente pelo que acontecia dentro das quatro linhas. E, quando você vai ver um jogo sabendo que não vale nada – e que seu adversário entra com um time reserva – ter boa vontade como?

O gol de Arão me acordou e fez com que mudasse o título. Perder é ruim. Para o Fluminense, pior. Para o Fluminense, com o time B, vexame… O gol no final, ao menos, evitou um papelão.


. Quero agora levantar a bola para a estratégia. A decisão de colocar a maioria dos titulares em campo foi boa? Aliás, maioria dos titulares, não! Time titular, sim! Até porque, se Diego jogou, estava em campo o nosso time principal.

Certa vez, demonstrei ao genial e incomparável supervisor Domingo Bosco a minha preocupação pelo fato de determinado jogador ter que ficar de fora de um jogo importante. A reação dele, pragmática e genial: “Tire esta preocupação da cabeça. Aqui o único desfalque é o Zico. Ele jogando, não há desfalque”. Guardadas as devidas proporções, Bosco continua tendo razão…

Voltando ao tema inicial, sou de opinião que, quando se sabe – como foi o caso neste Fla-Flu – que o adversário vai jogar com o time reserva, o estado psicológico é afetado, pois fica no ar a obrigação de ganhar e, todos sabem que, em se tratando de futebol, não é assim que a banda toca…

Acho que, igual, deveríamos ter entrado com um time B. Sei que alguém argumentará que, se esta decisão fosse tomada, Diego – por exemplo – passaria muito tempo sem jogar, pois, foi para a Seleção e não entrou em campo. Para quem pensa assim, indago: e daí?

Mil vezes melhor seria ter sido poupado, evitando um desgaste desnecessário, colocando em risco a quebra da confiança nele mesmo, e no time, caso houvesse uma derrota.


. Outra coisa: Lembram o que contei aqui com relação ao Júlio César que, embora fosse muito melhor do que todos os goleiros da categoria júnior, jogava no juvenil?

Pois é. O fato se repete vinte e dois anos depois. Vinícius Jr é muito mais talento do que qualquer um dos garotos que vêm sendo aproveitados por Zé Ricardo e, aproveitado não é, provavelmente por ser mais jovem. Como me disse certa vez o grande Telê Santana: “Talento não tem idade. Talento é raridade”. VINÍCIUS JR, JÁ!!

Até por uma questão de coerência, por tudo que aqui coloquei, me recuso a analisar o jogo e, consequentemente, a atuação do nosso time. Na escalação das equipes, psicologicamente, o Fluminense entrou com enorme vantagem.


. E os jogos que nada valem prosseguem. Agora, o adversário será o Vasco. Que tal fazer do limão, uma bela limonada? VINÍCIUS JR, NELES!!!!

Garanto que será esta a grande (talvez única) motivação para qualquer rubro-negro ir ou ver o jogo.  VINÍCIUS JR, JÁ!!!

Vinícius Júnior

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O querido companheiro Anderson Santos, preocupado com a situação de Vinícius Jr, cujo contrato com o Flamengo só vai até 2019, me enviou a seguinte mensagem:


“Bom dia Kleber.

Queria tirar uma dúvida:

Depois do sucesso do nosso Vinícius Junior, surgiu a notícia que vários clubes na Europa estariam dispostos a pagar a multa que hoje é de 100,5 milhões de reais( 30 milhões de euros).

Há quem diga que a diretoria do Flamengo esteja correndo para renovar o contrato do jovem que até onde sei, vai até 2019.

Há quem afirme, que a Traffic, empresa que cuida dos direitos do jogador, esteja irredutível quanto a renovação.

Pergunto:

Vinícius pode ser vendido nessa próxima janela, mesmo sem completar 18 anos?

Queria que se fosse possível o senhor explicasse como funciona a venda de jogadores que são menor de idade e ou que ainda estejam sob o primeiro contrato.

Abç”

Anderson Santos


Anderson e amigos rubro-negros:

O tema é preocupante. Assim que li a mensagem, com as dúvidas e preocupações do Anderson, procurei me informar, ouvindo um conhecido, competente e vitorioso empresário que, pelo seu depoimento pragmático e sincero, precisa ser preservado.

Vamos às dúvidas:

    • Um clube do exterior pode comprar agora Vinícius Jr, que ainda não completou 18 anos?
      – EMPRESÁRIO: “Sim, desde que pague a multa estipulada em contrato (30 milhões de euros), muito embora só possa inscrever o jogador quando este completar 18 anos”.
    • Um clube do exterior pode comprar Vinícius Jr, pagando a multa estipulada em contrato e, emprestar o jogador para o Flamengo até que complete ele 18 anos?
      – EMPRESÁRIO: “Sim, nenhum problema”.
    • Um clube do exterior pode comprar Vinícius Jr, pagando a multa estipulada em contrato e emprestar para qualquer outro clube do Brasil, até que ele complete 18 anos?
      – EMPRESÁRIO: “Sim, pode”.
    • Na sua opinião, qual deve ser a estratégia dos representantes desta empresa?
      – EMPRESÁRIO: “Fazer dinheiro e, quanto antes, melhor. Aliás, de cada dez empresários, nove pensariam desta forma. A exceção é quando há um vínculo muito forte entre o clube e o empresário em questão. Aí, neste caso, visando a manutenção da relação com o clube, o empresário passa a racionar de forma diferente, pois tem a perder se a parceria com o clube for quebrada”.
    • Os representantes desta empresa e os dirigentes do Flamengo já começaram a tratar da renovação de contrato. Como é que este “tabuleiro de xadrez” está sendo mexido?
      – EMPRESÁRIO: “O Flamengo tentando renovar o contrato, pagando ao jogador salário de gente grande e exigindo aumento significativo na multa. A empresa deve topar renovar com significativo aumento salarial para o jogador, porém, mantendo a multa atual”.

O assunto poderia ter parado aí. Porém, como queria me aprofundar mais, voltei no tempo, corri atrás da notícia e novamente, não podendo divulgar a fonte, acabei descobrindo o que realmente preocupa o pessoal do Flamengo.

O problema é que não há apenas uma multa prevista neste contrato. Existem duas multas: uma para o exterior, no valor de 30 milhões de euros; e outra para o mercado brasileiro, esta de 30 milhões de reais.

Isto, em tese, é preocupante, pois o Barcelona, por exemplo, pode arranjar por aqui uma barriga de aluguel. Um clube brasileiro pode pagar a multa de 30 milhões de reais, utilizar o jogador até que este complete 18 anos e, ato contínuo, o repassa ao Barcelona. Claro que, para que isto aconteça o jogador tem que estar de acordo e, pelo que levantei, Vinícius Junior é rubro-negro de corpo e alma, e toda família dele também. Além disso, também já apurei, todos muito corretos com respeito aos valores de vida.

Querem saber – depois de tudo que ouvi – o que acho que vai acontecer?
Vamos lá e, da forma mais pragmática possível. O contrato de Vinícius Junior será renovado por mais cinco anos. O salário que hoje é de dez mil reais, deve, para começar, ganhar mais um zero. A multa para o mercado brasileiro deve ser igualada à multa para o exterior e, esta mantida como está. Se o final do filme não for esse, será muito próximo disso. O importante, é que o final será feliz para todos.

Rolando a bola

Hoje, para mim, um dia especial, que teve como consequência uma noite de comemoração. Comemoramos os 40 anos de um grande rubro-negro. Encontro de vida… Ao Clóvis, todo nosso amor, carinho e reconhecimento.

Da serra, por um motivo mais do que justo, rolo a bola para o comentário do nosso doce Carlos Egon, que vai dizer como viu hoje o nosso time.

Como diria Jorge Curi: “Dá-lhe…garoto!!!”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quarta sem lei e… sem futebol!

Quem sentou nas arquibancadas frias de Volta Redonda, deve estar desiludido com o que viu. Joguinho morno, sem intenção de convencer!

Mistureba entre cascudos e promissores, em que mais uma vez, a base voltou a decepcionar.

Paquetá é uma verdadeira ilha desabitada, Léo Duarte continua não saindo um metro do chão, Vizeu segue perdendo gols fáceis e, Damião um verdadeiro poste.

Valeu pela preliminar com a estreia do “JOIA JÁ”!!! Na sub 20, só vejo ele e Klebinho como promissores.

Para quem está jogando inúmeras competições, ainda não podemos contar com o futebol dos meninos.

Compreendo perfeitamente a intenção do Zé! Poupar, mesmo para um jogo ainda distante, pode ser bom senso. O que não pode, é variar constantemente a mistureba, a cada jogo com os reservas.

Uma quarta perfeita, até por ser fora do Rio, para uma colossal perna de anão… ou, como queiram, liberdade por bom comportamento…

Carlos Egon Prates

Quando há talento e a cabeça é boa, o resto é resto…

( Fernando Maia/AGÊNCIA O GLOBO)

Em primeiro lugar, agradecer aos queridos companheiros deste espetacular GLOBOESPORTE.COM, que rolaram a bola para um mundo de gente, bola esta levantada aqui no blog, em que o tema central foi o aproveitamento imediato de Vinícius Junior entre os profissionais do Flamengo.

Ontem, citei a opinião de Telê que, em síntese, ignora a idade, desde que haja, primeiro, talento além da conta e, claro, que a cabeça seja boa.

O exemplo que mencionei ontem foi o de Júlio César. Hoje, até por uma questão de justiça e, até mesmo para demonstrar coerência nas minhas opiniões, atitudes e decisões, cito mais um caso e, de coração, na esperança de que as cabeças pensantes do futebol do Flamengo se entusiasmem com estas lembranças e puxem Vinicius Jr definitivamente para a categoria profissional.

O exemplo de hoje vai entrar em campo amanhã, vestindo a camisa número oito da Seleção Brasileira.

Não faz muito tempo, era hábito nos campeonatos estaduais as preliminares serem o mesmo jogo, só que pela categoria de juniores e, como vice-presidente de futebol, adquiri o hábito de ir sistematicamente mais cedo a todos os estádios para ver nossa garotada jogando a preliminar. Lembro, como se fosse hoje, de um domingo em Friburgo. O que mais me impressionou, de tudo que vi nos dois jogos, foi o número 10 do Flamengo, do time de juniores.

A partir daquele dia mais ainda me interessei em acompanhar os jogos da meninada e, a cada dia, mais forte ficava em mim a certeza de que Renato Augusto daria um grande jogador.

Como acredito na eficácia do relacionamento humano, procurei me aprofundar na relação e, encontrei um menino de ouro, bom de bola, de cabeça e de alma.

Em 2006, Deus sabe como, pois vivíamos num mar de dificuldades, nos classificamos para a final da Copa do Brasil e, contra o Vasco.

Houve uma interrupção entre a semifinal e a final. A Copa do Mundo nos deu tempo de armar o time com um novo treinador. Ney Franco fora contratado e, sua primeira missão era uma excursão ao nordeste. Na sala do professor Isaias Tinoco, perguntei ao Ney, ainda pouco familiarizado com o elenco, quantos e quais jogadores ele levaria. Ele me disse que pensava em viajar com 20 jogadores e me mostrou a relação. Com toda delicadeza do mundo, sugeri que ele levasse os 20 e mais um. Um menino.

Ney concordou, e lá se foi o menino Renato Augusto para a tal excursão, de onde voltou titular. Foi campeão da Copa do Brasil, e amanhã, onze anos depois, entra em campo com a amarelinha…

Como Júlio César, Renato Augusto também sempre foi diferenciado, muito acima da média. Exceção, pelo talento…

O filme, em vermelho e preto está de novo no telão, e hoje, o protagonista, o ator principal, tem só 16 aninhos, mas futebol de gente grande e, cabecinha boa.

VINÍCIUS JR, JÁ!!!!

Conselho do mestre

(Reprodução da internet)

Houve um momento, se a memória não me trai, em 96, em que o nosso treinador e o principal jogador entraram na minha sala e o tema que eles levaram para discussão era a necessidade de se contratar um baita goleiro, pois quem vinha jogando, embora tecnicamente bom, chamava gol… Isto é, não tinha muita sorte e, inclusive, acabara de se contundir.

Como era inviável contratar naquele momento um goleiro do nível que eles queriam, e que a camisa 1 do Flamengo merecia e merece, a solução a curtíssimo prazo tinha que ser doméstica. A primeira providência foi a convocação para a surpreendente reunião do nosso treinador dos juniores, Marcos Paquetá. Em síntese, sem medo de emitir o parecer, disse que o melhor goleiro do Flamengo, englobando-se todas as categorias, inclusive a de profissionais, era um menino que havia completado 17 anos, dos juvenis, cujo nome era Júlio César.

Isto gerou um certo desconforto na reunião, pois disse não entender como sendo tão bom e tão elogiado, já não estava ele nos juniores. Isto é outro papo e, aqui, fica apenas para registro.

Encerrada a reunião, Júlio César foi chamado para integrar o elenco de profissionais. Ainda com certa dúvida, não com relação ao talento e sim, à pouca idade, fui conversar e me aconselhar com um dos grandes mestres da bola, meu querido amigo Telê Santana.

No seu apartamento no Leme, Telê me fez duas perguntas. A primeira: O garoto é bom ou muito bom? A segunda: a cabeça dele é boa? Como já havia apurado tudo sobre Júlio César, respondi que não era bom, era excepcional, e que aos 17, tinha cabeça ótima e objetivos definidos.

Na sequência, o mestre concluiu: “não tenha nenhum receio. Jogador deste nível e com cabeça boa, não tem erro. Põe pra jogar!” O restante da história, a própria história conta…

Conto isto para mergulhar no presente. Vinícius Júnior, já!!! Talento além da conta e, por tudo que ouvi, cabecinha boa. Portanto, talento raro não faz parte da regra geral. Talento raro é exceção e, como tal, deve ser tratado. Não estou aqui dizendo para que peguem a camisa 11 e entreguem pra ele. Estou apenas defendendo a tese de que a hora é essa!!! A camisa 11 do Flamengo, quem viver verá, ele irá pegar naturalmente, no tempo dele…

Para encerrar: Recebi a informação de que o martelo do Maracanã pode ser batido amanhã, quando o fato novo deverá ser anunciado.

À demain…

Quem diria…

(Foto Staff Images / Flamengo)

Modéstia de lado, com todo respeito a todos os outros blogs, o nível dos nossos comentaristas, com ou sem corneta, é simplesmente espetacular. Aqui, aprendo muito, o que me dá a possibilidade de reciclar, além de me divertir sempre. Alguns companheiros, já não preciso nem ler o nome, pois conheço pelo texto e, diga-se de passagem, muitos são brilhantes.

Nos comentários após o jogo de ontem contra a Universidad Católica, ficou mais do que claro que, antes combatido, Márcio Araújo virou quase que uma unanimidade rubro-negra. Unanimidade positiva, com muitos companheiros chegando a afirmar que no atual elenco, Márcio Araújo é o único volante realmente combativo e com capacidade de saída de bola.

O lado positivo disto tudo, como no futebol a confiança é quase tudo, é que estamos assistindo à recuperação de um jogador que pode ainda ser de extrema utilidade, principalmente na disputa da Libertadores.

Outra quase unanimidade, só que pelo aspecto negativo, é Rômulo. Acho que estamos vendo os mesmos jogos e os mesmos jogadores. O problema de Rômulo, é que ele não é lá, nem cá. Não destrói e tão pouco ajuda na construção das jogadas. Pode ser que a falta de ritmo – pois andou parado um bom tempo – possa estar influenciando o desempenho ruim de Rômulo. Se é isto mesmo, só o futuro vai definir.

Ainda pelos comentários, há por parte de alguns uma preocupação com Rafael Vaz, que realmente ontem não foi bem. Particularmente, acho a nossa zaga boa. Tipo, queijo minas com goiabada. Os estilos de Réver e Vaz são diferentes e casam perfeitamente. Talvez Rafael Vaz esteja passando um pouquinho do ponto na sua própria auto análise. Aqui, neste caso, talvez seja confiança em excesso. Arriscar menos e diminuir os lançamentos, é o que aconselho.

Vou agora tocar em um ponto que reconheço ser delicado. Não concluí ainda um pensamento definitivo sobre Berrío, porém, até por uma questão de me sentir obrigado a ser sincero nesta tribuna democrática, confesso que estou com a pulga atrás da orelha. Talvez tenha eu, influenciado pelo noticiário otimista, imaginado um tamanho equivocado para o talento deste colombiano que tem cara boa, sorriso encantador, velocidade de gazela, mas que ainda me deixa meio desconfiado… Tomara que eu esteja errado e que esta confissão seja fruto da frustração pela derrota de ontem.

Agora, é sacudir a poeira e pensar no Resende, jogo marcado para sábado, em Volta Redonda, às 18h30. E, lembrar que no outro sábado, dia 25, já pegamos o Vasco.

Libertadores, só no mês que vem, onde os dois jogos em seguida, contra o Atlético Paranaense, o primeiro aqui, e o segundo lá, praticamente definirão se avançamos para as oitavas de final ou, se ficamos na fase de grupos. Ganhar, principalmente o jogo aqui em casa, será absolutamente fundamental. Qualquer outro resultado que não seja a vitória, o risco da vaca ir pro brejo será enorme.

Ainda bem que há tempo suficiente para Zé Ricardo arrumar a casa.