Para viver um grande amor

Braz e Landim (reprodução da internet)

Leio, ouço, vejo e torço. Esta tem sido a minha rotina enquanto a bola não rola, na expectativa de ver formada a turma que vai comandar o futebol e as consequências imediatas, geradas pelas caras novas.

Pelo que ouço e leio, a estrutura do futebol será composta pelo vice de futebol, Marcos Braz, com o “auxilio não luxuoso” do tal comitê, contando ainda um diretor remunerado, o treinador e, claro, tendo o presidente do clube como o dono deste guarda-chuva.

Pode até ser uma estratégia engenhosa, porém nela não acredito. Por que? Pelo fato de ter aprendido que sob este guarda-chuva deva haver pouca gente e, principalmente, pessoas que se queiram bem, que se respeitem, que  sejam parceiros, quase cumplices…

Convido meus amigos do blog para a seguinte reflexão, no sentido de que todos possam entender que, mesmo com recursos para se montar um time ganhador, a missão não é tão simples assim, pois as divergências no futebol são permanentes e…muitas!!!

Querem um exemplo? Aqui no blog aprendi, na convivência quase que diária, a gostar e admirar de muita gente, entre eles meu irmão de alma rubro-negra, Carlos Egon. Apesar da grande afinidade, temos divergências naturais.

Enquanto considero Diego Alves um goleiro muito acima da média e, lutaria se dirigente fosse para mantê-lo, meu irmão Carlos Egon acha Diego Alves um goleiro normal e, com certeza, não se importaria se fosse ele negociado.

Isto que aqui no blog acontece, nada mais é do que o dia a dia daqueles que comandam o futebol, onde divergir faz parte do contexto. A diferença é que, quando há amizade, respeito, carinho, admiração e cumplicidade, a divergência é superada sem que haja qualquer trauma. Ao contrário, quando se mistura “jacaré com cobra d’água”, sempre haverá alguém achando que saiu perdendo, que foi desprestigiado e até, desculpem o termo, sacaneado…

Sem querer ser saudosista, em passado recente, onde os problemas eram muitos e as conquistas também, o guarda-chuva, respeitoso, do então presidente Márcio Braga, abrigava a mim, Eduardo Manhães, Isaias Tinoco e o treinador. Evidente que, na sequência vinha toda a estrutura do departamento, mas as grandes decisões, aquelas importantes, eram tomadas, exclusivamente, embaixo daquele guarda-chuva.

Pouca gente, porém, sobrando amizade, companheirismo, respeito, lealdade e cumplicidade. Digo isto com certo receio de que alguém possa entender como cabotino.

Tenho a certeza de que o risco valerá a pena se no futuro as pessoas entenderem que o futebol requer, acima de tudo, simplicidade. E, mesmo assim, depende…. pois como disse o poetinha do povo, Vinícius de Moraes, em seu poema “Para viver um grande amor”, … “mas tudo isso não adianta nada, se nessa selva escura e desvairada, não se souber achar a grande amada, pra viver um grande amor” …

E, a grande amada, transportada para o futebol, pode ser o craque que resolve, o treinador genial ou, preferencialmente, os dois juntos.

Mensagem para Landim

Landim e Lomba se cumprimentam na Gávea, durante a eleição (Foto: Marcelo Baltar)

Presidente, parabéns! Esta, para quem é rubro negro, a nível pessoal, é a maior das conquistas. Claro que, para se ter este tipo de sentimento, é necessário amar o Flamengo acima de qualquer coisa. Tomara que este seja o seu sentimento.

Nunca tivemos um contato próximo, mas não há como não registrar que inúmeras pessoas da minha relação, que com você convivem, afirmam – e com convicção – que você é uma pessoa do bem e, totalmente preparada para encarar este desafio.

Nunca tive dúvida de que você fosse a melhor opção, pois independente de todas as informações a seu respeito, o grupo que o apoia, além de sério, é competente. Não bastasse o que aqui coloco, estará ao seu lado manobrando o marketing do clube a genial figura de Luiz Eduardo Baptista, o nosso Bap.

Sócio do Flamengo desde 1964, portanto, com mais de meio século de vida associativa, pela primeira vez, não votei. Como é impossível se desvincular o candidato à vice-presidência do candidato à presidência, não pude votar em você, pois se assim fizesse, estaria votando também em quem comigo foi injusto e desleal. Como para fazer a barba tenho que olhar diariamente para o espelho e este, abomina os que não têm vergonha na cara, fiquei em casa.

Nesta eleição, polarizada entre as Chapas Roxa e Rosa, nem para o outro lado poderia ir, pois na Chapa Rosa há o “ SóFla” e, com ele é difícil conviver, além de representar o grande perigo de termos um clube dentro do nosso clube.

Torço muito para que a sua gestão seja marcada pelo equilíbrio, pela ousadia e, principalmente, pelas conquistas. Quando tiver dúvida, não se acanhe em ouvir. Primeiro, pelo fato de nada custar e, acima de tudo, por permitir que você mature, tornando a decisão mais firme e consistente.

No futebol, pelo amor de Deus, abandone esta ideia infeliz de “Comitê Gestor”. Amigo, no futebol, quanto menos gente, melhor! O ideal é uma linha direta – Presidente/vice de futebol/diretor remunerado/treinador – e, mais ninguém!!!

Ia esquecendo: O Flamengo sempre foi um clube de vanguarda. O futebol sul-americano está uma vergonha. Como pode um presidente da Conmebol decidir que a final da Libertadores será em jogo único e em local pré-determinado? Os clubes foram consultados?

Duvido que se consultados fossem, esta idiotice viraria verdade. O momento requer uma liderança firme, contestadora (ante tanta estupidez) e, criativa. Esta bola está quicando na sua frente…

A partir de hoje você é o nosso presidente. Vou torcer muito por você.

Que São Judas Tadeu o ilumine.

Sorte!

A sintonia fina com a verdade e com o talento

Toda vez que vejo Muricy Ramalho, a imagem de João Saldanha me vem à mente, como se fosse um milagre.

Há semelhanças claríssimas entre eles. Falam com a razão, sem perder a emoção. E, meu Deus do Céu, quanto talento…

E, até que, com boa vontade, podem ser considerados parecidos fisicamente. Em síntese, dois gênios.

Vejam quanta sabedoria e lucidez, neste depoimento de Muricy Ramalho, no programa “Bem amigos”.

ESPETACULAR…

Compra e venda

(Foto: Washington Alves / LightPress)

O nosso amigo ANDERSON, manda a notícia de que viu o excelente repórter Erick Faria divulgar que o Flamengo acaba de receber uma proposta de 20 milhões de reais pelo lateral esquerdo Renê, eleito o melhor do Campeonato Brasileiro, na posição. E, além de dar a notícia, o nosso ANDERSON, que apaixonado é pela polêmica, levanta a bola, indagando a mim e ao EGON, se o Flamengo deve vender.

Achei o tema interessante, até porque, ia também falar sobre o assunto, só que, sobre compras. Ante a oportuna colocação do ANDERSON, vamos tratar de compra e venda. Claro que todos vão opinar sobre ser ou não, um bom negócio a venda de Renê pela quantia de 20 milhões de reais. A minha resposta é simples: depende…

Caso já haja algum lateral esquerdo, peso pesado, apalavrado, acho que a venda pode ser feita. Caso contrário, não. Após responder sobre a venda, levanto a bola para duas informações, uma colhida em Belo Horizonte e a outra, em São Paulo.

De Belô, posso afirmar que o pessoal do Cruzeiro já sabe que o Flamengo fez pesada sondagem para pegar o zagueiro Dedé. E, em São Paulo, as boas fontes confirmam que o Flamengo pesquisa fundo a possibilidade de trazer de volta o ex-corintiano Rodriguinho, atualmente no Pyramids FC, do Egito.

O problema, é saber quem está fazendo a sondagem, se situação ou, oposição. Seja quem for, os dois alvos são bem interessantes…ou, alguém pensa em contrário?

Quem assumir o futebol, de cara, tem que estabelecer as prioridades, caso contrário, vira o samba do crioulo doido. A meu conceito – e quero muito saber a opinião dos amigos – há duas prioridades imediatas. A primeira, a contratação de um super atacante, pois depender de Uribe é dose!!!

A segunda, preencher o lugar que Paquetá ocupava, ou seja, um meia criativo e decisivo. Isto pode ser ainda mais prioritário, caso Diego não fique. Resolvidos estes dois temas, aí sim, partir para contratar o que o novo treinador entenda como carência no elenco. Tomara que não seja tarde demais…

Torcida campeã

(Reprodução da internet)

Um ano de absoluta falta de sintonia com os títulos, dentro das quatro linhas e, uma perfeição nas arquibancadas.

A perfeição foi a nossa torcida, que foi muito além do que lhe competia. Fez o dela, com juros e correção monetária, colocando o Flamengo no topo, com distância quilométrica para o segundo colocado.

Não apurei, mas tenho a impressão de que a nossa torcida deve ter batido o recorde de presença de público neste Campeonato Brasileiro. Meu amigo Michel Assef sempre disse que o que o Flamengo tinha de melhor era a sua torcida. E vem dizendo isso faz um tempão…

Imaginar que neste jogo de despedida, contra o Atlético Paranaense, teremos mais de 70.000 torcedores no Maraca. Realmente, de se tirar o chapéu!!! Que torcida é essa…

Se este amor verdadeiro reinasse nos gabinetes, com certeza absoluta, teríamos comemorado muitos títulos este ano.

Agora mesmo, ao invés das chapas se unirem e trabalharem juntas no que fosse comum entre elas visando 2019, o desamor os afastou e a torcida e o Flamengo pagam a conta.

Renato, já era, embora fosse o alvo das duas chapas. Nunca tudo foi tão fácil e, nem assim, o objetivo foi alcançado. Aliás, muito parecido com tudo que aconteceu dentro de campo, onde apesar de parecer possível ou, até mesmo, fácil, a vaca viveu indo para o brejo o ano todo, campeonato a campeonato…

Infelizmente, a crise da falta de talentos de que Paulo César Caju tanto fala, vai além das quatro linhas. Fora dela, no nosso caso, é pior ainda.

Enfim, vamos comemorar o que temos de melhor. Viva está torcida única, comovente, apaixonada, inigualável!!!

 As interrogações Rubro-Negras

(Reprodução da internet)

1 – Renato Gaúcho ou Abel?

Talvez resida nesta interrogação a maior demonstração do quanto o clube está desunido, o quanto o aspecto político e a vaidade conseguem superar o real interesse do Flamengo.

No post anterior, respondendo ao companheiro de blog e ferrenho rubro negro, Nino, afirmei e, aqui reitero, achar um absurdo, sendo Renato Gaúcho a meta das duas chapas, que não tenha havido um entendimento entre elas para uma negociação imediata com o representante do treinador. Partindo-se da premissa de que qualquer planejamento para 2019 passa obrigatoriamente por quem vai dirigir o elenco, nesta indefinição estamos perdendo um tempo precioso.

Observação feita, vou chutar a bola que acabo de levantar. Esta é uma bela dúvida, pois são dois treinadores compatíveis com o tamanho do Flamengo, o que torna qualquer opinião, seja qual for, defensável. À primeira vista, até pelo fato de estar mais em evidência, o nome de Renato Gaúcho parece mais atraente, pois Renato poderia produzir um duplo resultado. No campo de jogo e no marketing.

Ao contrário do que muitos companheiros aqui afirmaram, no sentido de que o valor que Renato pediria para dirigir o Flamengo poderia inviabilizar a negociação, acho que as pedidas de um e de outro serão muito próximas. Que ninguém se engane quanto a isso…

Em síntese, vai valer a convicção de quem vai comandar o clube e, em hipótese alguma, seja quem for o eleito, deve abrir mão de sua convicção.


(Foto: Gilvan de Souza)

2 – Diego Ribas?

A criação é a maior carência do futebol mundial. Encontrar um jogador habilidoso, criativo e decisivo, é como fazer seis pontos na loteria. Como o Flamengo já perdeu Paquetá e, não há nenhum anúncio de reposição ao menos de nível parecido, não procurar Diego propondo uma renovação de contrato, por pelo menos mais uma temporada, considero uma baita falta de sensibilidade. E que seja rápido, pois a fila anda…


(Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

3 – Diego Alves?

Sem essa de se argumentar que há um problema de grupo. A partir da apresentação em 2019, será vida nova, com novo presidente, nova diretoria e novo treinador. Portanto, vida nova, onde o que passou, passou…

Com todo respeito às últimas atuações de César, jamais abriria mão de Diego Alves, pois o considero muitíssimo acima da média dos goleiros em atividade no Brasil. E, sempre é bom lembrar que, como dizia minha avó Corina, “quem tem um, não tem nenhum”.


Lomba e Landim durante debate realizado no Flamengo (reprodução da internet).

4 – Landim ou Lomba?

Esta é uma indagação que me incomoda. A proposta da Chapa Azul era transformar o conceito, saindo a figura centralizadora do presidente, entrando pra valer uma equipe de altíssimo nível. E, deu certo! E é bom lembrar que o somatório das chapas, roxa e rosa, de hoje, nada mais é do que a chapa azul, de ontem. Gente séria, criativa e competente, cada um no seu cada um, encontrando as soluções para os vários Flamengos.

Na chapa rosa, vejo como aspecto negativo o radicalismo do Só Fla. Falo de cadeira, pois fui vítima de um grupo que sequer sabe quem eu sou e que jamais teve sequer o interesse em se aprofundar no tema para que tivesse uma opinião abalizada.

As formações de grupos que, na realidade, ocorrem em função das afinidades pessoais ou clubísticas, são absolutamente normais. Complicado é se criar um clube, dentro do próprio Flamengo. Por melhor que sejam as intenções, isto é inaceitável. Como esta turma é composta por gente jovem e, claro, um dia muitos deles responderão pelo clube, a esperança é que amadureçam e entendam que o Flamengo não é deles, como nunca foi de ninguém. E que sejam, ao menos, menos radicais e um pouquinho mais sensíveis, amistosos e justos.

Já na chapa roxa, vejo como problema o nome do vice-presidente. E, se Landim não puder, por qualquer motivo que seja, terminar o mandato?

Como sou fissurado pelo talento, leva a chapa roxa, neste item, uma grande vantagem, pois contará com a genialidade de Luiz Eduardo Batista, o BAP. Polêmico, é verdade, mas que liderança, tão flagrantemente brilhante, foi unanimidade? O talento, a alguns, incomoda…

Como a eleição será no dia oito de dezembro, há tempo para pensar e definir o voto.

Em noite de Diego, vitória pra lá de merecida

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Diego Ribas, tão criticado – e muitas vezes de forma injusta – foi o nome do jogo, em que o Flamengo meteu 2 a 0 no Grêmio. Pra começar, a vitória foi justa, pois até no seu pior momento na partida o Flamengo teve as melhores chances para marcar.

Um primeiro tempo bem superior ao Grêmio, com total domínio do meio campo, onde no ataque apenas Vitinho representava perigo para a defesa do Grêmio. Uribe teve a chance de fazer o primeiro gol e, só não fez por não ter a mínima velocidade necessária para um atacante que veste a camisa de um clube que tem como meta ser mundial.

Se faltou competência a Uribe, sobrou sorte ao colombiano. Imaginei que o time voltaria para o segundo tempo com Berrío no lugar de Uribe, porém, Dorival preferiu não mexer e, quis o destino que, em lance irregular – e em claro jogo perigoso – Uribe abrisse o placar.

Estranhamente, o Flamengo recuou e só voltou a reequilibrar o jogo com a entrada de Berrío, que, com sua velocidade, passou a infernizar a defesa do Grêmio, tendo sido decisivo para o gol de Diego.

César fez uma defesa de cinema, em cabeçada de Geromel. Todo sistema defensivo, muito bem. Meio campo pegador, com Cuellar combativo. Dinâmico com Arão e Éverton Ribeiro e, muito criativo com Diego. Vitinho, bem no primeiro tempo, sumido no segundo. Uribe, em noite de sorte, acarinhado pela arbitragem. Berrío, pela velocidade, sempre útil. Marlos Moreno, que entrou bem, perdeu um gol cara a cara com Paulo Vítor.

Os cinco pontos de diferença continuam. Na próxima rodada, pegamos o Cruzeiro em Belo Horizonte, enquanto o Palmeiras joga contra o Vasco, em São Januário. Pelas circunstâncias, acho a missão do Palmeiras mais complicada.

Na última rodada, pegamos o Atlético Paranaense em casa e, o Palmeiras recebe o Vitória, da Bahia…

Claro que é improvável o Palmeiras deixar escapar o campeonato. A única esperança é que o improvável adora o Futebol.

Segue abaixo a avaliação do nosso querido amigo Carlos Egon Prates ao desempenho do nosso time. Como sempre, com ótimas tiradas:


Exibição de gala! Sem dúvida alguma o melhor jogo do Flamengo neste Brasileiro…
Imagina a cabeça do Renatão, vendo Dorival Júnior armar um time impecável, como aconteceu hoje.

Durante 90 minutos mais descontos, apenas uma cabeçada do Geromel e uma defesa espetacular do César.

Não resisto! NOTAS PARA OS GAROTOS…

CÉSAR – Mesmo com o peso de substituir Diego Alves, vem garantindo nossas vitórias como a defesa a queima-roupa do Geromel. Irretocável – 9

PARÁ – Descascou cebolinha e comeu sem tempero. Sabendo das virtudes do pontinha, deu uma de Renê. Defendeu mais que atacou – 7

RODOLFO – Faz parte da minha zaga titular. Com ele e Réver na defesa, difícil tomar gols pelo alto – 8

RÉVER – Apesar da idade continua espanando tudo pelo alto. Tem deficiências por baixo, mas por cima é absoluto – 8

RENÊ – O melhor entre os zagueiros. Apesar de ter perdido um gol na cara do goleiro, tudo que caiu pela direita ele engoliu – 8,5

CUELLAR – Aquilo de sempre e sempre bom. Regularidade absurda durante o Brasileiro inteiro. Baita volante de marcação – 8

ARÃO – Sem dúvida alguma o nome do jogo. Achou uma brecha pela direita e mesmo sendo 2º volante, foi um belíssimo segundo atacante – 9,5

DIEGO – Hoje só perdeu para Arão! O velhinho matou a pau e foi premiado com um gol de oportunismo, que fechou o caixão do Renatão – 9,4

EVERTON RIBEIRO – Após algumas partidas em baixa, foi importantíssimo hoje. Muitas vezes puxou nosso contra-ataque além de voltar na marcação – 8

URIBE – O gol e mais nada! A dificuldade desse carinha em acertar passes de 1 metro, é impressionante – 6

VITINHO – Depois que afirmei que era um dos poucos que chutava bem, estou torrando minha língua. A impressão que tenho é que ele não sabe que está jogando pelo Flamengo. O Vitinho que vimos no Botafogo não tem nada a ver com o que está jogando no Flamengo. Dispersivo ao extremo – 4

BERRIO – Entrou cheirando a tinta e numa arrancada deixou Diego na cara do gol. É fundamental puxando um contra-ataque – 8

DORIVAL JÚNIOR – Com certeza não deve ter lamentado a falta do Paquetá.
Armou um belíssimo esquema e não deu a menor chance do Grêmio tocar a bola – 9

Com a vitória do Palmeiras, ficou ainda mais difícil. Mas o prazer de ver o Flamengo jogando como hoje, de certa forma, compensa nossas tristezas durante o ano. Continuo sonhando com os gols perdidos do Paquetá e Vitinho…”

Carlos Egon Prates

Falta geral de talento

(Foto: Alex Pantling/Getty Images)

Fiquei pensando cá com os meus botões, após as derrocadas de seleções como Alemanha, Croácia, Itália, Argentina e por que também não colocar aqui o Brasil, que, a falta do jogador criativo, talvez esteja igualando, nivelando tudo, no mundo do futebol.

Viram o jogo da seleção contra Camarões? Pois é… Neymar não jogou. Saiu cedinho com um problema muscular. E, como já não tínhamos Phillippe Coutinho, criação, ZERO!

Claro que o maior volume de jogo ainda ficou com a nossa seleção, mas não a ponto de haver um desequilíbrio que, só o grande talento é capaz de realizar. Embora não pareça, a diferença entre o bom jogador e o “diferenciado”, é um abismo.

Richarlison, Gabriel Jesus, e todos que jogaram contra Camarões, são bons jogadores. Neymar é a exceção. O único diferenciado. E quem ganha o jogo, quem faz a fila andar, é o “diferenciado˜. E, com todo respeito, na nossa seleção, só há dois: Neymar e Philippe Coutinho. Sem eles, a Seleção Brasileira é igual a qualquer outra.

Já contei este fato aqui no blog, mas como é pertinente ao que afirmo, vou repetir e – por respeito ao jogador – sem citar o nome. Era uma decisão de campeonato, o Flamengo podia ter um desfalque e isto muito me preocupava. Encerrado o apronto, fui até Domingo Bosco e disse a ele da minha preocupação com a possível ausência de um titular no jogo decisivo.

Bosco me ouviu e sapecou: “vá dormir tranquilo. Aqui, o nosso único desfalque é o Zico. Ele é o único impossível de ser substituído. Como ele vai jogar, vamos ganhar e ser campeões”. Ganhamos, fomos campeões e Zico desequilibrou. Bosco era um gênio.

Didi, Gérson, Rivelino, Dirceu Lopes, Paulo César Caju, Parada, Carpegiani, Falcão, Pelé, Tostão, Roberto Dinamite, Jairzinho, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Romário e Adriano estão entre o que eu vi que, realmente desequilibravam…

Domingo Bosco, se um deles não jogasse, certamente diria que o time entraria capenga.

Hoje, com certa boa vontade, Philippe Coutinho e Neymar. Com muito boa vontade…

Inspirado em Zagallo

Treino do Flamengo – 19/11/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

O nosso companheiro e amigo do blog, Sergio Amoedo, em seu comentário, fez a seguinte sugestão de escalação do nosso time para o jogo contra o Grêmio:

– César; Rodnei (ou Pará), Léo Duarte, Réver e Renê; Cuellar, Arão, Éverton Ribeiro e Diego; Berrío e Vitinho.

Li e adorei. Aliás, adoro o óbvio. Talvez o amigo Sérgio, quando fez a sugestão, tenha se inspirado no Velho Lobo que, em 1970, levantou a bandeira de que os melhores deveriam jogar. E desta forma, foi possível ter no mesmo time Piazza e Clodoaldo, Gérson e Rivelino, Tostão e Pelé.

Exatos 48 anos (quase meio século ) se passaram e a sensibilidade e coragem do meu querido amigo Zé, continua valendo…

Talvez Dorival Júnior nem pense nisso, até porque, quem escala Geuvânio, deixando Éverton Ribeiro no banco, certamente não vai entender do que aqui estamos falando, mas com que alegria, querido Sérgio, li a sua doce sugestão de escalação. Tomara que Dorival também tenha lido e, claro, se sensibilizado…

E, antes que alguém possa interpretar de forma equivocada, estamos falando da escalação ideal ante as circunstâncias…

Não perguntei, mas tenho certeza absoluta de que Diego, o nosso camisa 10, também aprovaria, pois, finalmente, poderia ele contar com um atacante rápido e agudo para dar seguimento aos seus lançamentos.

Ia esquecendo. Esta escalação iria surpreender e preocupar, quem sabe, o nosso futuro treinador…

15 de novembro, aniversário do Flamengo. Feriado nacional!!!

Não sei se no ano passado, ou no anterior, mas este foi o título de um post em que, com todo respeito a quem pense em contrário, afirmava que o feriado nacional de 15 de novembro se deve ao fato de ser aniversário da maior paixão popular deste país, e não por ter sido a data da Proclamação da República.

Lembro que em dado momento, como pá de cal na discussão, argumentei que o Brasil seria possível, existiria, sem ser uma república, mas simplesmente impensável o Brasil sem o Flamengo. Portanto, este e, todos os passados, a partir de 1895 e, todos os futuros 15 de novembro, o Brasil parará para reverenciar a maior criação institucional de Papai do Céu.

Como estamos em uma semana comemorativa, nasceu, por obra e graça do grande rubro-negro CATITO PERES, o PIETRO, caçula dos grandes restaurantes do Rio. Catito, empreendedor e super criativo, já responde por casas consagradas no Rio, como Fiorentina e Bar Lagoa, além de ser o presidente do Jornal do Brasil.

Recentemente inaugurou o OLIVETTO, irmão gêmeo do PIETRO. As duas casas funcionam na praça Nossa Senhora da Paz, no mesmo prédio onde era o Hipopótamus. Na inauguração, meu presente para a casa foi o “Manto Sagrado”, personalizado… e, pronto para muitas comemorações rubro-negras em 2019. Amém!!!

Agora, vem cá… e a multa de 20 mil reais que o Flamengo foi penalizado pelo STJD pelo apagão que ocorreu no Maracanã, hein? Que coisa maluca, absurda!!! Comenta-se que se chover no jogo contra o Santos, o Flamengo corre o risco de ser multado em 100 mil reais….

E, que seja o que Deus quiser, com Rodinei na direita, Pará na lateral esquerda e, Rômulo na meiuca…

Que São Judas esteja de plantão, mesmo sendo feriado nacional, dia do mais querido do Brasil.