Obras de arte!!! Com a bola e na latinha

Recebi este vídeo, magnificamente bem editado, do meu amigo Vinícius França.

Isto é o que se pode chamar de junção de arte, paixão e poesia. Sintonia perfeita entre a bola rolando no campo e a magia de narrar estes momentos mágicos.

No campo, Zico, Junior e Cia… na “latinha” Waldir Amaral e Jorge Curi. Como não chorar, vendo e ouvindo este festival de raros talentos.

Momento inesquecível. Vi tudo. Os seis gols, dentro do campo, atrás do gol de Paulo Sérgio.

Que privilégio… Presente de Papai do Céu…

Os comentaristas sabem das coisas

Treino do Flamengo – 2/10/18 – (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não estou falando dos comentaristas da TV Globo, SporTV, Band, O Globo e, por aí vai. Estou falando dos nossos comentaristas, aqueles que deixam suas marcas neste blog.

Outro dia, estava vendo um programa de TV após um jogo do Flamengo. Os dois comentaristas, competentes, porém longe de entender os nossos problemas, o que raramente acontece aqui, pois o que reina e prevalece é o espirito rubro-negro. Querem ver? Retornem aos comentários do post anterior e verão que, como num passe de mágica, como se tivessem combinado, surge a pauta – desculpem o termo – da brochura…

Lá pelas tantas, o Carlos Egon levantou a lebre de que havia um desânimo quase que coletivo aqui na nossa família do blog. A mensagem foi captada e o papo evoluiu, a ponto de não conseguir ficar fora deste tema tão atual. A verdade é que o Egon tem razão. O ânimo da nossa galera – e de TODAS as outras galeras rubro-negras – está lá embaixo.

Na mudança de treinador, a nossa diretoria teve como mudar este ânimo da nossa torcida, porém, sensibilidade não teve. O momento era para contratar um treinador que pudesse dar uma bela sacudidela no moral da tropa e alimentar a esperança de nós torcedores.

Não quero aqui fazer qualquer tipo de avaliação se Dorival Júnior é bom, mais ou menos ou, péssimo treinador. Não vem ao caso. O que tenho certeza absoluta é que o perfil de Dorival Júnior é inadequado, e incompatível, com o nosso momento. Aí não é questão de gostar deste ou daquele treinador.

Querem um exemplo: O nosso catarinense Henrique, aqui já deixou claro que não gosta de Vanderlei Luxemburgo. Tenho sérias dúvidas de que, ante argumento que apresento, em que são somente 11 jogos agora, se até o Henrique não concorde que Vanderlei seria uma opção adequada ao momento.

Isto vale para quem não gosta de Joel Santana ou até do festejado e alegre Lisca que, está em função da sua empatia, operando um milagre no Ceará. São perfis absolutamente adequados à necessidade momentânea do Flamengo. Qualquer um deles incendiaria o ambiente e, duvido que aqui e agora, estivéssemos falando em brochura coletiva rubro-negra.

Dorival pode até ser bom, mas é morno…

Tristeza e alegria

(Foto: Staff Images/Flamengo) Kléber Leite Blogs

Os comentários do blog deveriam ser lidos e levados em conta por quem responde pelo futebol do Flamengo. Todos são apaixonados e, embora comprometidos pelo amor maior, são em sua maioria, não só lúcidos, como verdadeiros guias.

Triste ver uma possibilidade enorme de uma grande conquista ser comprometida por tanta falta de sensibilidade.

Que o presidente e seus colaboradores no futebol não levem em conta o que penso e escrevo. Passem batidos e, procurem os comentários. Vocês vão começar a entender que ainda há com que sonhar. É só saber fazer…


Desculpem, mas não resisto. Acho que vocês vão gostar. Tenho um neto, Bernardo, popular Bê, canhoto que, aos seis aninhos, joga no sub-sete do nosso Mengo.

Ontem, tristeza e alegria. Tudo em vermelho e preto.

Com vocês… Bê!

Éverton Ribeiro

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo) Kléber Leite artigos

O comentário no último post, do nosso amigo do blog, Diogo, foi a inspiração para este post.

Diogo afirma que Éverton Ribeiro é o jogador mais importante neste time do Flamengo. Parei para pensar, puxei pela memória e, concluí que o amigo Diogo está coberto de razão.

Quando aqui chegou, Éverton Ribeiro estava completamente fora de sintonia com o futebol competitivo. O tempo é sábio a ponto de restabelecer a verdade.

Após algum tempo, começamos a ver em campo aquele jogador que vimos no Cruzeiro e que, durante dois anos consecutivos, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

Éverton Ribeiro está jogando com uma intensidade incomum, sendo o principal homem de ligação e, ao mesmo tempo, atacante.

Tite, segundo dizem, foi ontem ao Maracanã, observar Luan, Éverton Cebolinha e Paquetá. Atirou no que viu e acertou no que não viu… Acho que esta máxima define tudo. Duvido que Tite não tenha saído muito bem impressionado com o nosso camisa 7.

Éverton Ribeiro caminha para a amarelinha.

Salada Rubro-Negra

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) blog Kleber Leite

Política

Hoje, recebi o destemido rubro-negro Diogo, responsável por um dos bons canais de comunicação do nosso clube. No papo, indagou ele o que eu achava da tentativa de alguns sócios do clube, para punir o presidente Eduardo Bandeira de Mello, pelo fato de estar usando o Flamengo na sua campanha para deputado federal.

Respondi que a única pessoa que pode se julgar impedido ou não, é o próprio presidente, caso entenda ele que uma coisa possa interferir na outra.

Jamais notei o nosso presidente usando o clube por interesse político partidário. Aliás, acho que Eduardo tem todo o direito, como cidadão, de ter este novo projeto de vida. E, vou além. Folgo em saber que uma pessoa de bem tem como objetivo se eleger deputado federal.

Incrível como no Flamengo as perseguições estejam fazendo parte da rotina do clube. Isto nunca foi assim. Até quando os bigodes não cruzavam, havia um mínimo de respeito. Hoje, o ódio, infelizmente, impera.


Valdívia atuando pelo Colo Colo (Reprodução da internet)

Valdívia

Deu na internet, no rádio e até nos jornais chilenos, que o Flamengo está atrás do meia Valdivia.

Recebi e achei interessante as mensagens sobre este tema, do grande rubro-negro Fernando Versiani, que está cuspindo marimbondo…

Diz aí Versi…

“Valdivia, diz o jornal, o Flamengo vai oferecer um salário altíssimo, já que conta com dinheiro em caixa depois da saída de Paolo Guerrero, que recebia US$ 3 milhões por temporada.

Valdivia está com 34 anos e, nesta temporada, fez 20 jogos com a camisa do Colo-Colo e marcou um gol. O contrato dele com o clube chileno vai até 31 de dezembro de 2018. No Brasil, ele já defendeu o Palmeiras.

Deve ser piada… jogador podre, vive machucado, igual ao nosso zagueiro Rhodolfo. Será que esses caras não estudam o histórico do atleta?”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ceifador

O nosso treinador, depois do gol do Ceifador contra o Cruzeiro, além de não poder contar com Uribe, contundido, e Guerrero, que foi para o Inter, afirmou que jamais Ceifador foi a quarta opção para o comando de ataque.

Há momentos na vida em que é melhor ficar calado. E, este é o caso. Claro que o ex-atacante tricolor chegou a ser a quarta opção. Tanto foi que, inclusive, chegou a ser sacado até do banco de reservas. Até pouquíssimo tempo atrás, pela ordem, as opções de Barbieri eram: Guerrero, Uribe, Lincoln e, por último, o Ceifador…

Todos nós entendemos que o mundo dá voltas e, diante deste fato, nenhum problema em escalar o personagem deste post. Só não vale tapar o sol com peneira…

Página Inicial Kléber Leite

PaiMengo

(Reprodução da internet) Kleber Leite

Amigos queridos, pais ou ainda não pais: Neste dia tão especial, reproduzo aqui no nosso blog o lindo texto de Renato Mauricio Prado, no JB, de hoje.


Dia dos Pais no Ministério do Tempo

Influência do “Ministério del Tiempo”, divertida série espanhola que comecei a acompanhar no Netflix, sonhei ontem, véspera do Dia dos Pais, que voltava ao passado, cruzando portas que me transportavam, como num passe de mágica, a tempos já vividos. Não podia, porém, interagir com ninguém, nem mexer em nada. Apenas observar. E isso já era o bastante.

Foi assim que revi, em 1963, o Fla-Flu que decidiu o Estadual daquele ano, num Maracanã explodindo de tanta gente. O rubro-negro se sagraria campeão, com um 0 a 0, mas no sonho não era o jogo que me chamava a atenção, mas um menino que, feliz da vida, no colo do pai, nas superlotadas cadeiras azuis (aquelas que ficavam embaixo das arquibancadas), se maravilhava com aquele mundo novo à sua frente. Mal sabia que, no futuro, tal universo lhe seria tão próximo. E que o Flamengo, time de coração do “velho”, se tornaria uma de suas grandes paixões. Que tarde!

Através de outra passagem no tempo, o sonho me levou, em seguida, a mais um jogo épico, no mesmo Maracanã, novamente superlotado. O ano era o de 1969 e Brasil x Paraguai faziam um duelo dramático, pelas eliminatórias da Copa de 70. Uma vez mais nas cadeiras azuis, com o velho, um então já adolescente sofreria durante 68 minutos até que Pelé  estufasse as redes, garantindo a vitória por 1 a 0 e a vaga para o Mundial. Que jornada inesquecível! E quanta alegria no abraço emocionado de pai e filho, comemorando, eufóricos, o triunfo das “feras do Saldanha”.

Passando mais transversais do tempo, acabei no Maracanãzinho, onde os “Harlem Globetrotters” se exibiam, em meados dos anos 60. E lá estavam eles, juntos como sempre, o jovem e o pai, fãs do basquete, que já dera dois títulos mundiais ao Brasil, mas não podia se comparar ao nível do jogo que praticavam os americanos nesse esporte. Mágico. Inesquecível!

Nem todas as épocas visitadas, porém, reservavam somente alegrias. Eis que, de repente, me vi num fusca, em 1970, acompanhando, divertido, a conversa de pai e filho, enquanto, no Motorola do carro, o comentarista Ruy Porto analisava mais uma derrota do Flamengo. E o pai praguejava: “Time de cegos, meu filho. Se tirar o guizo da bola, ninguém joga. Só o argentino Doval é craque. Ah, nos meus tempos, o Flamengo tinha onze dovais em campo! E o moleque, no banco do carona, se pegava, matutando: “Onze dovais, pai? Cacilda”!

Mal sabia ele que, em pouco mais de dez anos, acompanharia, de pertinho, uma equipe rubro-negra que conquistaria o mundo, bem na sua frente, no Japão, permitindo-lhe a imensa alegria de ligar para o “velho”, do outro lado do planeta, só pra dizer, com a voz embargada: “Esse time aqui é o melhor Flamengo de todos os tempos. Tem mais que onze dovais, pai”! Que era maravilhosa, dava vontade de não acordar, nem sair mais dela.

Mas, sonho é sonho, e outras portas se abriam. E foi assim que reencontrei a praia de Ipanema das décadas de 70 e 80, onde pai e filho tinham uma rede de vôlei, sempre cheia de amigos e na qual as partidas de duplas se sucediam, disputadas com empenho, entusiasmo e alegria. O jovem até que jogava direitinho, chegou a ser federado pelo Botafogo, no infantil, e pelo Flamengo, no juvenil. Mas o coroa dava banho nele e em todos os da sua turma! Era craque, mesmo. Que toque! E que agilidade! Parecia um gato! E levava jeito para todos os esportes. Um baita atleta.

Foi ainda nas areias de Ipanema que pude rever, no sonho, pai e filho em longas caminhadas diárias. O mais jovem recuperando-se de uma grave contusão no tornozelo (sofrida justamente num jogo de vôlei) e o mais velho a lhe fazer companhia, do Castelinho ao Jardim de Alah. Quanta conversa boa e franca, naquele trajeto pela areia fofa – exigência da fisioterapia. Quanto companheirismo e solidariedade.

Portas, portas e mais portas. Que me levaram até à Copa de 78, na Argentina, onde o jovem, já jornalista, cobriu o seu primeiro Mundial, como enviado especial do Jornal do Brasil. Boas lembranças de lá? Com certeza. Mas as melhores vinham mesmo dos papos na volta, com o pai e a família, quando todos se deliciavam com as histórias que não podiam sair no jornal, como a do “perro caliente”, a do “Veni, veni, que yo voy pelear” e tantas outras peripécias vividas pelo caçula, na terra dos Hermanos.

No sonho, foi possível ainda me transportar até o ano de 1987, onde pude presenciar o filho, como correspondente internacional, então do Globo, levar o pai para conhecer os bastidores de um GP de Fórmula-1, no Estoril. Os olhos do velho brilhavam, vendo de pertinho os bólidos, nos boxes, e pilotos como Piquet, Senna e Prost preparando-se para a corrida. Já o olhar do filho se iluminava pela alegria de estar permitindo a ele tal prazer.

Até por Roma, passeei, no melhor estilo “El Ministério del Tiempo”, quando pai e filho (então acompanhados pela mãe) assistiram a um Mundial de Atletismo, no qual Zequinha Barbosa conquistou uma medalha de bronze, nos 800 metros. Que viagem deliciosa! Bem como a temporada que passaram juntos na Espanha, onde o rebento morava.

Tempo, tempo, tempo. Uma porta sombria de fevereiro de 1992, no entanto, tive o cuidado de evitar, para que o sonho, até ali tão bom, não se transformasse em pesadelo, ao reviver aquela despedida tão inesperada, tão prematura, tão absurda e eternamente doída.

Saudade, saudade, saudade. Como disse certa vez um amigo, ela não tem braços. Mas como aperta. Ainda que em sonhos, como é bom te rever, velho! Feliz Dia dos Pais para todos!

Renato Maurício Prado – Jornal do Brasil – 12 de agosto de 2018


Ali me vi ante situações tão parecidas que, também, voltei no tempo e me vi de mãos dadas com meu pai e minha mãe, entrando pela primeira vez, aos seis anos, no Maracanã, para ver o Flamengo tri-campeão.

A lembrança seguinte não foi boa. O ano, 62, meu pai e eu, no setor 4 do Maracanã, reservado para os sócios dos clubes, e ver Garrincha, sozinho, ganhar o campeonato. Tristeza, amenizada pelo fato de termos sido derrotados por um gênio.

No ano seguinte, 63, de novo no setor 4, um FLA-Flu de arrepiar, com Marcial fechando o gol e 0 a 0, dando o título ao Flamengo. Importante dizer que esta jornada ao lado do velho começou na Igreja de São Judas Tadeu.  Rezamos e velas acendemos. À tarde, Mengão campeão.

O amor pelo Flamengo me empurrou para o jornalismo. A venda de Gérson para o Botafogo despertou em mim a necessidade de dizer o que pensava. Mais uma vez, meu pai. Foi ele quem abriu as portas do Rádio para mim, por meio de um amigo que era diretor da Rádio Vera Cruz. Ali comecei. Graças ao empurrão dele.

Juntos saboreamos a era Zico. Eu viajando com o Flamengo para tudo que é lugar, e ele, meu maior ouvinte, saboreando as glórias da sua paixão maior, contadas pelo filho.

Fernando de Souza Leite, comandante da Marinha, rubro-negro de corpo e alma, apaixonado pelos animais, em especial pelos cachorros, marcou a minha vida com estas duas paixões, com as quais convivo, e sem as quais não teria valido a pena ter vivido.

(Reprodução da internet) Kleber Leite

Pedido de desculpa

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kleber Leite Blog

Ontem, pelo sofrimento da derrota, acabei cometendo uma indelicadeza com um querido amigo. Cacau Barbosa foi funcionário do departamento de futebol do Flamengo, e hoje, cuida da carreira de vários jogadores de futebol, entre eles, Philippe Coutinho.

Ontem, com forte torção no tornozelo, não fui ao Maracanã e, vi o primeiro tempo do jogo em casa, indo no intervalo para o Flashback, onde Cacau recebia convidados para sua festa de aniversário. Lá, vi o segundo tempo, e quando o jogo terminou, não consegui reunir forças e humor para curtir a festa, mesmo tendo o maior carinho do mundo pelo aniversariante.

Aliás, até hoje não aprendi a perder e, se isto é defeito, vou morrer assim. Fui pra casa curtir a minha dor no silêncio da solidão.

Cacau, querido amigo, desculpe a minha falta de educação, mas se ficasse, o meu humor estragaria a sua linda festa.


Hora de usar a cabeça

O péssimo humor já passou. Nem quero falar sobre o jogo de ontem, e sim, tentar imaginar as saídas do que vem pela frente. Sei que o momento político, principalmente no Flamengo, tem enorme influência no futebol.

Agora mesmo, imagino que o pessoal responsável por algumas contratações que não deram – e provavelmente nunca darão – certo, esteja de certa forma tentando fazer ver ao treinador que tudo pode ser uma questão de adaptação e, quem sabe, no próximo jogo a coisa funcione…

A coisa não vai funcionar. O momento requer pragmatismo e ter o interesse do Flamengo como prioridade absoluta. Desta forma, quero aqui deixar o meu pitaco. Temos pouco tempo para ajeitar a casa, já que, no domingo, o time tem que entrar em campo para pegar novamente o Cruzeiro que, provavelmente, não deverá colocar em campo todos os seus titulares. Problema do Cruzeiro. O primeiro pitaco é conceitual. Temos que priorizar o Campeonato Brasileiro e colocar em campo o melhor time, doa a quem doer.

Não vejo como, não repetir, até a lateral esquerda, o time que vem jogando: Diego Alves; Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê. Como nunca vi este paraguaio Piris jogar e, como não temos um centroavante à altura das necessidades do Flamengo, completaria o time da seguinte forma: Cuellar, William Arão, Diego e Paquetá; Éverton Ribeiro e Vitinho. E, seja o que Deus quiser…

Muito melhor do que ter um centroavante ineficiente, é dar liberdade ao nosso jogador mais criativo, que é Paquetá. Ele, mais próximo da área, causará mais estragos para os adversários do que todos os centroavantes, juntos, até agora escalados.

Não é hora de se justificar contratações. No futebol, se erra e se acerta. A hora é de usar a cabeça, colocando em campo o que temos de melhor e, definitivamente, Ceifador, Uribe e até mesmo o menino Lincoln, não fazem parte desta turma. Paquetá, livre para criar, pode ser a nossa saída.

EM TEMPO:

O sempre atento, grande rubro-negro, Fernando Versiani, popular Versi, lembra que para domingo o Flamengo não poderá contar com Renê e Cuellar, ambos suspensos.

O meu pitaco, em nada muda. No lugar de Renê, obviamente, Trauco. No lugar de Cuellar, Piris ou Jean Lucas. Desta forma, recapitulando, pitaco do time para domingo:

Diego Alves; Rodnei, Réver, Léo Duarte e Trauco; Piris (ou Jean Lucas), William Arão, Diego e Paquetá; Everton Ribeiro e Vitinho.

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Perda de tempo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer

Quase inacreditável que, apesar de daqui a dois dias estar em jogo para o Flamengo, uma partida decisiva na mais importante competição do calendário, o principal assunto rubro-negro seja a dúvida se Guerrero está ou não fazendo corpo mole para não mais colocar o Manto número nove.

Antes que me esqueça, é bom lembrar que o contrato de Guerrero termina sexta-feira, agora e, pelas informações, está mais do que claro que o jogador só aceitaria renovar por quatro anos. Enquanto isso e, com razão, o Flamengo tem acenado que toparia renovar por mais dezessete meses, no máximo.

Fato é que este tema vem se arrastando e, sem solução prática. Desta forma, melhor virar a página e começar a entender que há vida sem o peruano, embora para um final feliz seja necessário se encontrar um substituto à altura.

Pelo que demonstrou até aqui, Uribe não é o homem. Ceifador, hoje, é – sem Guerrero – a terceira opção. No meio deles, o garoto Lincoln, que não vejo como solução.

E, não entendo como até agora o menino Vítor Gabriel não mereceu, ao menos, a oportunidade de ser relacionado. Claro que, pela idade, embora com belíssimo potencial, ainda é uma incógnita.

Por tudo isso, eu e meu amigo do blog, o catarinense Henrique, pensamos da mesma forma, com uma formação tendo Vitinho, pelo meio, com Marlos Moreno, pela esquerda. Entendemos que, apesar do improviso, o ataque ficará mais insinuante e rápido.

Seja lá qual for a alternativa do nosso treinador, o que não se deve mais, é perder tempo com Guerrero. Já deu…

Que vá com Deus…

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Tudo pronto

Treino da Seleção – Sochi – 04/07/2018 (Foto: CBF) Kléber Leite

O problema é que a sexta-feira não chega. Como o noticiário está calmo, e as dúvidas foram dissipadas, não há o que fazer, se não esperar a hora dos jogos.

Cavani não joga. Os uruguaios tentam esconder o óbvio, mas ninguém é bobo. Esta contusão na panturrilha é grave e, o tempo para a recuperação é superior a um mês. Como a Copa acaba no próximo dia 15…

Em função deste desfalque, a França entra como favorita. Se o garoto que vai ocupar o lugar de Cavani (Maxi Gomez) for tudo isso que meu amigo Atílio Garrido fala, quem sabe o Uruguai não surpreende….

No Brasil, Marcelo volta e Tite terá à disposição, no banco de reservas, todos jogadores. Com todo respeito aos belgas, levo a maior fé na nossa Seleção.

E por falar em nossa Seleção, vou deixar vocês com um texto divino do nosso querido amigo Eduardo Bisotto.

Diga aí Bisotto…


Porque me ufano da minha Seleção

Enquanto assistíamos ao jogo da Croácia, o amigo Renan Santos perguntou porque eu torcia tanto para o Brasil. Expliquei de modo bastante superficial que eram minhas memórias afetivas infanto-juvenis. Como sou bem melhor escrevendo do que falando, achei legal escrever este texto.

Comecei a acompanhar futebol com alguma atenção em 1990, aos quatro anos. Não vou mentir: minhas memórias deste tempo são limitadíssimas. Mas lembro de meu saudoso avô xingando os argentinos, o Dunga, o meio-campo da Seleção e nossos zagueiros de tudo quanto foi coisa em italiano na hora em que o Caniggia fez aquele gol desgraçado nas oitavas-de-final. E lembro da minha avó, preocupadíssima com o mau exemplo que o netinho estava tendo, xingando ele de volta e cobrando compostura.

Lembro muito claramente das Libertadores e Mundiais do São Paulo em 1992 e 1993 e o quanto aquilo me alegrava. Lembro também das Eliminatórias pra Copa de 1994. Da crise na Seleção. Do convoca-não-convoca Romário. E da alegria indescritível o dia que classificamos para a Copa com Romário destruindo o Uruguai no Maracanã.

A Copa de 1994, pra mim, equivale a um momento mágico. Lembro de todos os jogos, de cada gol, de como eu idolatrava o Baixinho. Aliás, confissão que só a minha esposa, a Jéssica, já ouviu: tenho medo de encontrar Romário pessoalmente. A chance de eu começar a chorar, abraçar ele e fazer uma fiasqueira do tamanho do mundo não é pequena.

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Um novo Cavani?

Atílio Garrido, jornalista, escritor e historiador, é um irmão de vida que tenho no Uruguai. Sabe tudo de futebol. Ele que me indicou para o Flamengo Luizito Suárez e Godin, quando cada um deles tinha 17 anos.

Atílio está na Rússia e, após o jogo do Uruguai, enviei mensagem para ele e, lá pelas tantas, brincando, disse que Messi havia nascido no lado errado do rio, ou seja, se tivesse nascido no Uruguai, esta seleção uruguaia com uma defesa espetacular, com Cavani e Luizito Suárez na frente, e com Messi no meio, seria imbatível. E, já outro tema, lamentei a contusão de Cavani.

A resposta de Atílio, na mensagem de voz, traz uma informação importante, a de que pode estar surgindo um novo Cavani. A mensagem é em espanhol, mas dá para entender. Ele começa falando sobre o nascimento errado de Messi, fala sobre o novo Cavani e aposta em uma zebra na Copa.

Com vocês, Don Atílio Garrido, “El Rey de Punta”…

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