FIFA, atenta!!!

Muito boa a matéria da revista Veja, sobre a intenção da FIFA em modificar e, em boa hora, algo importante no futebol, qual seja a de tornar mais justa a disputa de pênaltis, tão comum hoje em dia, já que, no mata mata, cada vez mais forte, a disputa em pênaltis nunca foi tão decisiva.

Não é de hoje que argumento que o time que ganha o cara ou coroa, e começa batendo, tem uma enorme vantagem psicológica, pois como a maioria dos pênaltis é convertida, quem bate primeiro transfere a responsabilidade para quem bate depois que, no máximo, pode empatar.

Ainda bem que alguém na FIFA atinou para este fato tão importante e, na sequencia, também muito feliz, imaginando o TIE-BREAK como solução para o futebol. A bela matéria da veja, é didática e, por conseguinte, de fácil entendimento. Vale a pena curtir. VEJA ABAIXO.


 

Interferência indevida

Um juiz, em medida liminar, determinou que os clássicos, a partir de agora, terão apenas uma torcida no estádio, exatamente a torcida do clube mandante.

Suponho eu que a Federação e alguns clubes, como Flamengo e Vasco que já se posicionaram contra a medida, devam recorrer, porém, acho que o nosso judiciário está extrapolando o seu limite de competência.

O que garante que esta medida encerrará o problema, se a selvageria entre torcedores não ocorre dentro dos estádios e sim, fora deles.

Quem acompanha o blog é testemunha de que venho cobrando, e não é de hoje, que as autoridades competentes, FERJ e clubes, se aprofundem na matéria de forma profissional e competente e, transmitam à sociedade as medidas que devem ser tomadas em combate a esta selvageria. E, confesso pelo que tenho acompanhado no noticiário que este seria o caminho a ser adotado.

Agora, vem um juiz e, liminarmente, dá uma canetada, de acordo com o que sua cabeça determina e, sabe-se lá se com um mínimo de conhecimento de causa sobre a matéria. Estimo que as instâncias superiores possam corrigir esta medida que, na realidade, é de força, beirando os melhores dias da ditadura.

Como há no nosso judiciário juízes e desembargadores de altíssimo nível, sensíveis e justos, fica a esperança de que esta aberração que agride a cultura do nosso futebol seja corrigida.

Imaginar um Fla x Flu com só uma torcida, só na cabeça de quem não tem nenhuma relação com o futebol e com o que a vida nos proporciona de emoção e beleza.

JUSTIÇA, JÁ!!!

Preocupado com o esquecimento

Aqui debatemos por alguns dias o problema da violência nos estádios e fora deles. Vários depoimentos foram contundentes, onde ficou mais do que claro que a sociedade brasileira não mais suporta tamanha agressividade.

Apesar de tudo que li e ouvi, até agora não apareceu nenhuma autoridade constituída propondo qualquer tipo de ação para dar solução ao problema. E mais: só li e ouvi depoimentos de jogadores, jornalistas e torcedores.

Está na hora do Secretário de Segurança, do Comandante da Polícia Militar, do Chefe da Polícia Civil, de cada estado, debaterem o tema à exaustão e, o mais rápido possível comunicarem à sociedade que tipo de medidas serão tomadas. Não é possível que os 27 governadores deste país, não promovam, cada um em seu estado, este dever de casa. O que o povo deseja, e de forma rápida, é a solução definitiva para este problema vergonhoso.

Vamos agir, caros governadores? Vamos trabalhar?

Para reflexão e, ação!!!!

Álvaro Oliveira Filho, comentarista da Rádio CBN.

Como para tudo na vida há um limite, tenho a impressão de que a violência nos estádios e no entorno, chegou ao seu extremo de suportabilidade, cabendo agora à sociedade tomar vergonha na cara e, encontrar uma saída para este câncer que tomou conta do futebol em nosso país. Definitivamente, a hora é de reagir, de debater o tema à exaustão e, com coragem, partir para as soluções, doa a quem doer.

Ontem, no carro, tive a feliz ideia de ligar o rádio na CBN, onde estava rolando o programa “Quatro em Campo”. Confesso que fiquei encantado com as corajosas, profundas e pragmáticas colocações do comentarista Álvaro Oliveira Filho, um dos melhores – provavelmente, o melhor – desta nova geração de comentaristas do rádio esportivo.

Tenho, não sei se defeito ou virtude, sempre que gosto muito de alguma coisa, a absoluta necessidade de dividir, de passar adiante…. Assim sendo, até por uma questão de coerência, aí vai para todos os companheiros e amigos do blog, um dos trechos em que Álvaro Oliveira Filho aborda, com enorme felicidade, este assunto tão preocupante.



De nossa parte, fica o compromisso de não deixar esta peteca cair. Vamos ficar em cima, cobrando de quem de direito, exigindo soluções imediatas.

Vamos debater a violência clubística?

Equipe do Flamengo é hostilizada pela torcida do Botafogo na chegada ao Engenhão (Foto: André Durão)

Mais do que na hora está a necessidade de um profundo debate sobre a violência no futebol brasileiro que, é eminentemente clubística e, claro que, mais importante do que o debate é colocar em prática a solução mais rápida e eficiente. Há algumas teses bastante conhecidas;

1 – Trabalhar em cima da inteligência das polícias, civil e militar. Aí seria uma ação baseada em informações importantes, desenvolvida para evitar confrontos entre as torcidas. As redes sociais servem de veículo para o encontro de alucinados, mais preocupados em sair na porrada, do que ver o jogo. Uma ação permanente, usando a tecnologia e fontes de informação, pode ser eficiente, evitando muita desgraça.

2 – Fontes policiais garantem que os torcedores mais perigosos já estão plenamente identificados, sendo que, no eixo Rio-São Paulo, seria uma média de 200 brigões por clube. A saída seria, através de ação do Ministério Público, provar ao judiciário a necessidade de que, a cada jogo, tenham que se apresentar em uma delegacia policial, de preferência, o mais distante possível do local da partida, e lá ficar até três horas após o apito final.

3 – Esta já colocada em prática em muitos Estados brasileiros: Jogo com uma só torcida.

4 – Punir o clube, ou os dois clubes, com perda de pontos ou até com pena mais severa, como por exemplo, suspensão por determinado período de competições internacionais. No caso do ocorrido ontem, dentro desta tese, mesmo com a carnificina ocorrendo fora do estádio, Flamengo e Botafogo ficariam suspensos três anos de qualquer competição internacional, começando pela eliminação na atual Libertadores. Esta tese parte da premissa da paixão maior de cada torcedor ser, não a violência, e sim, o seu próprio clube que, neste caso, seria o grande penalizado.

5 – Os mais românticos acreditam que numa gigantesca, competente e emocionante campanha nacional, através de mídia impressa e eletrônica, os corações podem amolecer e entender que o mais importante é a vida…

Enfim, fica o convite para o debate. Se você vê como solução qualquer das cinco possibilidades aqui colocadas, comente. Se não e, imagina algo novo, comente…

Através dos comentários, certamente teremos uma média que, será encaminhada para as autoridades competentes, CBF, Federações Estaduais e principais clubes brasileiros.

Vamos começar?

Ainda intrigado

Ronaldo Piacente, presidente do STJD (Foto: Marcelo Prado)

Ronaldo Piacente, presidente do STJD (Foto: Marcelo Prado)

Um dos comentários do blog me inspirou para deixar aqui, de forma bem clara, que até agora não consegui entender e digerir esta confusão criada pelo STJD.

Sou de um tempo em que os dirigentes, por mais vaidosos que fossem, colocavam este tipo de interesse pessoal no final da fila…

Vocês repararam a confusão criada, a troco de nada? E, o impacto negativo, comprometendo a credibilidade do campeonato e do próprio futebol brasileiro?

Se houve um grande erro, alguém errou. Quem vai cobrar e quem vai pagar?

A sensação que tenho hoje, é como se um crime tivesse sido cometido sem que houvesse a preocupação de procurar saber quem cometeu e, por que cometeu.

Será que esta lambança vai ficar por isso mesmo?

 

O Galo tem razão

Daniel Nepomuceno

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético Mineiro, colocou a boca no trombone e, com toda razão.

O América Mineiro, que nada mais almeja no Campeonato Brasileiro, e noivo está do rebaixamento, vendeu o seu mando de campo e, ao invés de jogar em casa contra o Palmeiras, vai cumprir o seu compromisso em Londrina, onde a torcida do time adversário é muito grande. O resumo da ópera é que o Palmeiras vê transformado um jogo complicado em, teoricamente, um jogo tranquilo.

A CBF, a partir do ano que vem deve proibir este tipo de possível malandragem. Acompanhem o meu raciocínio: após divulgada a tabela, o dirigente de um clube que tenha recursos, monta um esquema com um empresário que propõe a alguns clubes, mediante bela proposta financeira, mudanças no mando de campo. O resultado, se positivo, fará com que um clube deixe de ser visitante, algumas ou várias vezes, para jogar, na pior das hipóteses, em campo neutro. Convenhamos que o lado esportivo terá ido para o beleléu. Uma vergonha…

Resumo da ópera: A CBF, ou veta definitivamente esta armação ou, a credibilidade do Campeonato Brasileiro irá para o espaço.

Alguém pode argumentar que há situações em que não há segundas intenções, que o propósito é estritamente comercial. A quem pensa assim, respondo afirmando que não será a primeira vez que o justo pagará pelos pecadores e, por último, um pensamento que o mundo inteiro conhece: “À mulher de César, não basta ser honesta. Tem que parecer honesta”.

Alô CBF, corrigir isto é preciso. Urgente!!! De preferência, ontem!!!

Keno

(Foto: Adelson Costa/ Pernambuco Press)

(Foto: Adelson Costa/ Pernambuco Press)

Ontem, vi todo o jogo entre Santos e Santa Cruz, no Pacaembu. O Santos venceu por 3 a 2 e, Deus sabe como…

Mais uma vez fiquei encantado com o atacante Keno, do Santa. Não só pelos dois gols marcados, mas pelo festival de jogadas espetaculares, e a demonstração de que é um dos mais habilidosos jogadores em atividade no Brasil.

Hoje, leio – e com tristeza – que o Santos vai tentar contratá-lo. Keno tem a cara do Flamengo. Se contratado fosse, e se um dia entrasse no lugar do Gabriel, não sairia nunca mais. Será que não vale a pena tentar?

Aliás, como estamos entrando em outubro, qualquer departamento de futebol que se preze já deve estar fazendo o “dever de casa” para 2017. A hora, é essa!

Há dois jogadores, um bem jovem, outro na faixa dos 26 anos, que poderiam ajudar muito. Caíque, goleiro de 19 anos do Vitória da Bahia e, o talentoso Keno, do Santa Cruz.

 

ESPETACULAR!!!!

(Foto: James Hill /The New York Times)

(Foto: James Hill /The New York Times)

Amigos queridos,

Não estou no Rio. Imaginei que a Olimpíada para mim fosse começar na próxima terça-feira, quando retorno, mas que engano…

Vibrei, sorri e chorei de emoção na festa de abertura que, confesso, não levava muita fé.

Caramba, quanta emoção no embalo da competência de profissionais geniais, dentre os quais meu querido amigo Abel Gomes.

Recebi uma mensagem linda de um querido amigo que vive em Vitória da Conquista – Marcus Tanuri, o popular Marcão – que traduz orgulho e profunda emoção de todo brasileiro.

A mensagem, é essa:


Para os críticos de plantão, que não gostam de nada relacionado ao Brasil, vejam o que o mundo falou da abertura:

The Guardian, UK: “[Paulinho da Viola] Simples e elegante.”

El Clarín, ARG: “Uma festa de música, cores e esporte no Rio de Janeiro, à altura da cidade maravilhosa, com ritmo e beleza”

New York Times, EUA: “Você vê que as fantasias e o cenário não são tão luxuosos como os de outras cerimônias, mas isto realmente não importa quando você tem uma energia como esta.”

Washington Post, EUA: “Rio, pelo menos por uma noite, está fazendo o que faz de melhor.”

Boston Globe, EUA: “Se você estava em dúvida sobre assistir à cerimônia de abertura, vale a pena! Uma apresentação visualmente deslumbrante.”

La Tercera, CHI: “Espetacular, espetacular, espetacular.”

Telegraph, UK: “É como se alguém tivesse apertado o botão e ligado as pessoas. De repente, tudo é esplêndido.”

La Vanguardia, ESP: “Chega a construção do Brasil contemporâneo com todas as cidades que o formam. Espetacular o efeito visual que se vê neste momento no Maracanã.”

Sport, ESP: “O Brasil surpreendeu com uma festa cheia de luz e música, assim como com várias cenas muito marcantes. Teve festa, um pouco de samba e, sobretudo, uma enorme celebração nas arquibancadas.”

Espírito coletivo

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

Acredito que qualquer pessoa que tenha visto o jogo de hoje, na estreia do Brasil nestes jogos olímpicos, contra a seleção da África do Sul, deve ter entendido com total clareza o que seja o espírito coletivo em um time de futebol.

Não é o caso de um time que opte por jogar em conjunto, abrindo mão do individualismo. O espírito coletivo é algo muito mais profundo. Pra começar, priorizar sempre as soluções através de dois ou mais jogadores, muito embora não haja nada em contrário com relação a criatividade, que é uma arma preciosa para a solução de uma jogada. O individualismo em excesso, como ocorreu neste jogo, facilita o time adversário e mata o jogo coletivo.

Hoje, o time olímpico da África do Sul, foi o espírito coletivo vestido de verde. Um jogador ajudando o outro, sempre! Aproximação, cobertura, comunicação e determinação. Não sei se este time está treinando faz tempo. Parece que sim. Dá a impressão que sim, embora isto seja relativo, pois há uma enorme diferença entre entrosamento e espírito coletivo.

Em seu comentário, no primeiro tempo, Roger Flores já dizia que o jogo estava esquisito. Muita sensibilidade para mostrar ao telespectador, com uma só palavra, a radiografia do jogo. No segundo tempo, em dia de inspiração, Roger afirmou que o jogo de esquisito, havia se transformado em perigoso.

E, jogamos quase todo o segundo tempo com o time adversário com um jogador a menos…

Ainda na transmissão, outra observação feita que demonstra o que é o espírito coletivo. A seleção da África do Sul, de cada 10 divididas, ganhou 9.

Achei o nosso treinador meio enrolado. Renato Augusto era o único jogador na seleção brasileira que optava pelo coletivo, abrindo mão da individualidade e distribuindo bem o jogo. A substituição foi equivocada.

Que este jogo tenha servido de lição. Não há vitória no futebol que chegue sem que haja espírito altruísta, sem que haja entrega e, principalmente, sem que haja espírito coletivo.

Tomara que os meninos e o “professor” tenham aprendido a lição.