Conca, Carioca, Libertadores e Nelson Rodrigues

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Vamos começar por Conca. As imagens do talentoso argentino treinando com bola são realmente animadoras e, não tenho nenhum tipo de dúvida de que, se ao retornar aos gramados jogando 70% do que jogava, além de acrescentar uma barbaridade ao setor de criação do time, será o responsável direto para que Diego tenha mais liberdade, pois hoje em dia, como talento isolado, Diego é vigiado o tempo todo pelos adversários. Se Conca voltar tinindo, sua simples presença em campo será um alívio para Diego.


. Esta fórmula do Campeonato Carioca, definitivamente, foi um tremendo gol contra. Não há nada pior para uma competição do que jogos que não valem absolutamente nada, como por exemplo o Fla-Flu de domingo agora.

O Fluminense já é finalista por ter conquistado a Taça Guanabara, e o Flamengo pelo somatório de pontos. Impensável, diria mesmo ridículo, um clube conquistar os dois turnos de um campeonato e não ser proclamado campeão, e isto pode acontecer, caso o tricolor conquiste a Taça Rio que, na realidade, é o segundo turno do campeonato. Ao invés de levantar a Taça, se isto acontecer, o Fluminense vai ter que disputar um outro campeonato. Ridículo…

Bom mesmo era quando o campeonato tinha dois turnos. Campeão do turno, contra o campeão do returno, saindo o campeão. Se o mesmo clube fosse o vencedor dos dois turnos, como aconteceu conosco em 96, levava o caneco.

Octávio Pinto Guimarães

Houve um caso interessante, se não estou equivocado, quando Octávio Pinto Guimarães era o presidente da Federação. O regulamento abriu uma brecha para um terceiro participante, desde que, mesmo não tendo vencido a Taça Guanabara e a Taça Rio, um clube somasse no campeonato inteiro, um número de pontos maior do que os dois vencedores de turno. Esta forma abriu uma brecha para o clube mais regular e, como só poderia entrar por mérito, ninguém contestou. O que fica claro é que este regulamento precisa ser mudado de maneira imediata. Definitivamente, não foi uma ideia feliz.


 

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Não há como, a partir de agora, separar o Campeonato Carioca da Copa Libertadores. Muito em breve o treinador Zé Ricardo vai ter que definir sua estratégia, pois no sábado, dia 08, ou no domingo, dia 09, haverá um jogo decisivo e eliminatório pela Taça Rio e, já no dia 12, quarta-feira seguinte, a partida contra o Atlético Paranaense, pela Libertadores, em jogo que o Flamengo não pode nem pensar em empatar, pois ficaria em uma situação muito ruim na tabela.

Para o jogo de domingo agora, contra o Fluminense, Zé Ricardo afirma que os titulares que estiverem bem fisicamente irão jogar e, disse ainda não ter se definido no que vem pela frente. Deve Zé Ricardo jogar a semifinal da Taça Rio com um time reserva, preservando os titulares para o jogo pela Libertadores?

Acho que, de cada dez rubro-negros que responderem, onze vão cravar o SIM!!!


. O nosso querido companheiro e amigo Eduardo Bisotto, para nossa tristeza um pouquinho sumido do nosso convívio diário, reaparece e, de forma espetacular!!!

Com vocês, enviado por ele, um verdadeiro poema, escrito em vermelho e preto, pelo genial tricolor Nelson Rodrigues.

 

Rolando a bola

Hoje, para mim, um dia especial, que teve como consequência uma noite de comemoração. Comemoramos os 40 anos de um grande rubro-negro. Encontro de vida… Ao Clóvis, todo nosso amor, carinho e reconhecimento.

Da serra, por um motivo mais do que justo, rolo a bola para o comentário do nosso doce Carlos Egon, que vai dizer como viu hoje o nosso time.

Como diria Jorge Curi: “Dá-lhe…garoto!!!”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quarta sem lei e… sem futebol!

Quem sentou nas arquibancadas frias de Volta Redonda, deve estar desiludido com o que viu. Joguinho morno, sem intenção de convencer!

Mistureba entre cascudos e promissores, em que mais uma vez, a base voltou a decepcionar.

Paquetá é uma verdadeira ilha desabitada, Léo Duarte continua não saindo um metro do chão, Vizeu segue perdendo gols fáceis e, Damião um verdadeiro poste.

Valeu pela preliminar com a estreia do “JOIA JÁ”!!! Na sub 20, só vejo ele e Klebinho como promissores.

Para quem está jogando inúmeras competições, ainda não podemos contar com o futebol dos meninos.

Compreendo perfeitamente a intenção do Zé! Poupar, mesmo para um jogo ainda distante, pode ser bom senso. O que não pode, é variar constantemente a mistureba, a cada jogo com os reservas.

Uma quarta perfeita, até por ser fora do Rio, para uma colossal perna de anão… ou, como queiram, liberdade por bom comportamento…

Carlos Egon Prates

Dúvida, impaciência, incerteza e esperança

(Reprodução da TV)

DÚVIDA

Passado o momento da emoção, com os nervos e coração na mais absoluta ordem, fiquei matutando… O pênalti, ou a penalidade máxima – e o nome já diz tudo – é tão letal que, para marcar, o árbitro tem que ter convicção absoluta. Na dúvida, qualquer soprador de apito deixa o jogo rolar, pois um erro deste tamanho poderá ter uma influência decisiva no resultado do jogo. Partindo desta premissa, é difícil entender a marcação do pênalti de ontem.

Como é que alguém pode ter certeza de alguma coisa que não viu? Sim, porque se a bola foi de encontro à barriga de Renê, e lance mais claro é impossível, como o nosso folclórico “Índio” pode ter certeza de algo que não existiu?

Outro detalhe que causa espanto é o fato de o árbitro ter o recurso eletrônico para se comunicar com seus inúmeros auxiliares e, ainda assim, tenha cometido erro tão bisonho. Caramba, são dois bandeirinhas, mais dois espiões de linha de fundo, além do auxiliar que levanta a placa de substituição. E, ninguém viu o que realmente aconteceu? Muito estranho…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

IMPACIÊNCIA

Paulo César Ferreira, conselheiro e polêmico rubro-negro, um belo dia teve uma tirada simplesmente genial: “uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa.” A colocação de uma simplicidade Maracaneana, é pragmática, ao extremo. Vamos ao nosso tema que tem tudo a ver com o que acabo de colocar.

Todos sabem de que tamanho vejo o Flamengo. Seja lá para o que for, há de se pensar grande e sempre na melhor das soluções. Pensando assim, foi possível em 1995 trazer para o Flamengo o melhor jogador do mundo. Claro que, ante esta premissa, quem vier me perguntar que treinador gostaria de ver no Flamengo, certamente espera como resposta, no mínimo, Pep Guardiola… Aí é hora do “uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa.”

Pelos comentários, e todos de excelente nível, noto que há uma quantidade significativa de torcedores rubro-negros incomodados com a presença de Zé Ricardo no comando do time. Uma coisa, é querer o melhor do mundo para o Flamengo. Outra coisa, é poder ter o melhor do mundo no Flamengo. Por isso mesmo, restritos estamos ao mercado interno, e a este ou aquele treinador do continente sul-americano e, no atual contexto, neste momento, não vejo nenhum nome disponível que, se dirigente fosse, me comovesse na tentativa de brigar muito por esta contratação.

Pode ser que a maioria tenha razão quando fala da inexperiência de Zé Ricardo. Posso, lá atrás, já ter concordado. Só que agora Zé Ricardo está mais maduro, mais pronto, mais confiante em si mesmo. Gosto da figura dele. Treinador de um grande clube, a meu conceito, tem a obrigação de ter um bom poder de comunicação, ter uma boa imagem, pois sendo o profissional mais assediado pela imprensa, não deixa de ser um porta-voz do clube ou, quase que uma marca, um símbolo…

Zé Ricardo me passa firmeza, como ser humano e como profissional. No que diz respeito ao seu desempenho, os números são altamente favoráveis e, é bom não esquecer que, por uma série de circunstâncias, quase que todas as contratações ocorreram sem que ele tivesse indicado.

Enfim, acho que hoje temos um treinador mais maduro, quase pronto. Como não gosto de ficar em cima do muro, achei importante colocar o que penso. Claro que, com todo respeito a quem pensa de forma diferente. A estes companheiros e amigos do blog, peço um pouquinho mais de paciência com o nosso treinador.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

INCERTEZA

Esta palavra deve estar na cabeça de muitos rubro-negros no que diz respeito a alguns jogadores. Já disse e repito que, no cenário nacional, o Flamengo tem um bom elenco e, em função disso, duvido que tenha uma participação ruim em qualquer campeonato longo, como, por exemplo, o Campeonato Brasileiro. A certeza de título, já é outra história…

Em competições mais curtas ou eliminatórias, como Carioca, Copa do Brasil e Libertadores, o time pesa mais. Por isso mesmo começo a me questionar com relação a alguns jogadores. Mancuello é o primeiro. Afinal, que instrumento toca o argentino? Ontem, a tentativa de, numa eventualidade, ser ele o substituto de Diego, foi frustrante e preocupante. E o Berrío? Sei lá… apesar do belo gol de ontem, demonstra muito pouca intimidade com a bola, sendo a velocidade a sua única arma disponível. Muito pouco…

Tenho o pressentimento, e é puro palpite, que um ou dois garotos vão resolver o problema do Zé Ricardo. Até por uma questão de coerência com o que penso, VINÍCIUS JR, JÁ!!! Até porque, ele também precisa amadurecer, e jogador só amadurece jogando…


ESPERANÇA

Ainda não tive nenhuma informação sobre a reunião entre a Odebrecht e o Governo do Estado. Embora no momento o panorama seja nebuloso, com perspectivas remotas de um casamento Flamengo e Maracanã, confesso que não me conformo com isso.

Há quem defenda a tese de que o Flamengo deve partir para a construção do seu estádio próprio. Tudo bem, é um ponto de vista. Agora, algumas perguntas são necessárias. Em quanto tempo este estádio estará em pé, passando antes pela aquisição do terreno, criação e aprovação de projeto, e construção? A pergunta seguinte é simples: enquanto isto, vamos ficar jogando onde? Na Ilha? Tudo bem que um jogo ou outro, sim. Mas, e os jogos pra arrebentar? Oitavas, quartas, semifinal ou final de Libertadores, jogamos onde?

Não discuto a construção do estádio próprio. Discuto, a vida do Flamengo não parar enquanto este estádio não for construído. Respeito e admiro o presidente Eduardo Bandeira de Mello e toda sua impecável diretoria, mas há de se pensar este tema com mais prudência e pragmatismo do que com emoção.

Hoje, embora o Maracanã dependa basicamente do Flamengo, também somos dependentes dele. Amanhã, pode ser outra história. Hoje, mesmo tendo que “engolir sapo”, sem o Maraca, não dá…

Domingo de lambanças

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Francamente, e sem medo de errar, foram os piores 45 minutos iniciais desta temporada. Parecia um filme de horror, onde, excetuando-se Márcio Araújo e Rafael Vaz, o time irritou.

No segundo tempo, uma jogada isolada mudou o jogo. Para mim, Luiz Fabiano escorregou e, por isso, houve a falta. Na reclamação pelo cartão amarelo, Luiz Fabiano exagerou e acabou expulso. Não houve agressão do jogador ao árbitro.

A partir daí, o panorama mudou. O Vasco sentiu, e o Flamengo reagiu. Arão, que não estava bem, fez o do empate. Berrío, um horror até então, acabou marcando um belo gol.

Éverton, apagado no primeiro tempo, ligou o motor no segundo. No finalzinho, a mancada do árbitro, inventando um pênalti e, o gol do empate aconteceu.

Alguns jogadores importantes ficaram devendo hoje. Mancuello, pelo que jogou, deixou claro que não é a melhor opção para ocupar o lugar de Diego.


Maracanã

Mudando de assunto, duas informações:

Amanhã, haverá uma reunião onde a Odebrecht comunicará ao Governo do Estado sua decisão quanto ao futuro do Maracanã. Pelo jeito, irá comunicar o possível acordo com a Lagardère.

A segunda informação é uma confirmação. Com a Lagardère, o Flamengo dará adeus ao Maracanã.

Esta segunda-feira promete…

Ia esquecendo: VINÍCIUS JR, JÁ!!!

Missão cumprida

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, melhor do que a sensação do dever cumprido, após a boa vitória pelo placar de 3 a 0 sobre o Bangu, foi a firmeza do time e o apoio inteligente da torcida.

Este jogo reflete tudo aquilo que quase todos nós neste blog enfatizamos. O elenco do Flamengo é bom.

Sem alguns titulares, em função das convocações das seleções de Brasil e Peru, o time mandou muito bem, principalmente no segundo tempo.

Quando achei que os laterais estavam tímidos, o da esquerda arrisca de longe e faz o primeiro gol. Daí em diante era tentar adivinhar o placar. Sem dúvida, 3 a 0 foi um placar perfeito.

A média das atuações, muito boa. Na realidade, ninguém decepcionou. Não entendi em alguns lances, poucos torcedores vaiando Rafael Vaz toda vez que o zagueiro tocava na bola. Atitude pouco inteligente… e, injusta, pois Rafael fez um bom jogo. Aí residiu o único “passe errado” da torcida.

Márcio Araújo entrou como titular e foi o destaque do time. Saiu aplaudido. Merecidamente. Acho que readquiriu a condição de titular.

Do meio para frente, muita disposição e, criatividade apenas razoável.

Enfim, vaga garantida na próxima etapa do campeonato.

Domingo, o problema é só do Vasco.

 

Passando do ponto

 

(Foto: André Horta/Fotoarena / LANCE!Press)

Tudo está de pernas para o ar em nosso país, inclusive no futebol.

Algumas pessoas ligadas ao mundo do futebol que por aqui passaram e já se foram, se voltar pudessem, iriam concluir que desembarcaram em um outro planeta que, alguém se equivocara na confecção do milagre…

Quem é do tempo em que a máxima do futebol era “o espetáculo não pode parar” deve estar tendo uma enorme dificuldade para assimilar esta confusa modernidade, onde campeonatos são interrompidos e que o clássico dos milhões de outrora, seja obrigado a ser jogado em um outro estado, mesmo valendo pelo Campeonato Carioca.

Esta novela do Maracanã parece não ter fim e, chega a ser tragicômica a notícia de que Flamengo e Vasco jogarão neste final de semana, não mais no sábado e sim, no domingo, em Brasília, pelo fato do aluguel do Maracanã ter sido considerado abusivo e impagável pelos dois clubes. Será que quem negocia pelo outro lado não consegue raciocinar que inerte, sem vida, é que o Maracanã fica caro? Isto sem falar na total falta de compromisso com o interesse popular e com a nossa própria cultura. Que loucura…

Não é possível que não haja alguém que possa fazer este meio de campo, juntando as partes, apelando para o bom senso de todos, dando fim a esta novela insuportável. Isto mais parece um filme de terror em que vários Dráculas chupam o sangue de todos os bobinhos que adoram futebol…

Que tristeza… Onde fomos parar.


Antes tarde do que nunca

Acabo de receber a informação – e a fonte é absolutamente confiável – que, ante o comportamento da Odebrecht, que “corre para não chegar”, o Governador Luiz Fernando Pezão está convencido de que uma nova licitação, inclusive sendo permitida a participação dos clubes, é a única solução para pôr fim a esta novela insuportável.

ALELUIA!!!

Sem milho não há pipoca. Só Vizeu salva…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O time do Resende, segundo Edinho, que comentou o jogo pelo Première, entrou com uma proposta de jogo “démodé”, isto é, ultrapassada, com todo mundo lá atrás e seja o que Deus quiser…

Acho que Edinho exagerou. Claro que a proposta do Resende era defensiva mesmo, só que, quando o adversário tem limitações criativas, o esquema é absolutamente pertinente.

Faltou no jogo ao Flamengo, um mínimo de criatividade. As jogadas de lado do campo terminavam invariavelmente com cruzamentos que não eram da linha de fundo, mas sempre antes do bico da grande área. No bê-á-bá do futebol, todos sabem que, neste caso, a defesa estará sempre de frente, o que facilita tudo.

João Saldanha, se estivesse comentando este jogo, diria que o time do Flamengo foi burocrático, previsível, e que não houve ninguém inspirado ou com talento, para num drible ou lançamento, desmontar a retranca adversaria.

Repararam que parecia proibido driblar? Berrío, é só velocidade, aliás pouco explorada hoje. Depender do drible, da jogada individual…

Na criação, Matheus Sávio, muito aquém da necessidade mínima… Mancuello, como já vimos, dependendo do dia, no máximo, um bom coadjuvante. Cuellar, cumpriu a sua missão. Rômulo, de novo, nem lá, nem cá. Destrói pouco e não cria nada. Damião, pouco inspirado. Vizeu, entrou e resolveu.

Aliás, todos que entraram deram outro ritmo, melhorando o rendimento do time. De bom, o nosso goleiro. Thiago fez umas três defesas dificílimas. Gostei…

Valeu pela vitória, mas faltou muita coisa…

Quem diria…

(Foto Staff Images / Flamengo)

Modéstia de lado, com todo respeito a todos os outros blogs, o nível dos nossos comentaristas, com ou sem corneta, é simplesmente espetacular. Aqui, aprendo muito, o que me dá a possibilidade de reciclar, além de me divertir sempre. Alguns companheiros, já não preciso nem ler o nome, pois conheço pelo texto e, diga-se de passagem, muitos são brilhantes.

Nos comentários após o jogo de ontem contra a Universidad Católica, ficou mais do que claro que, antes combatido, Márcio Araújo virou quase que uma unanimidade rubro-negra. Unanimidade positiva, com muitos companheiros chegando a afirmar que no atual elenco, Márcio Araújo é o único volante realmente combativo e com capacidade de saída de bola.

O lado positivo disto tudo, como no futebol a confiança é quase tudo, é que estamos assistindo à recuperação de um jogador que pode ainda ser de extrema utilidade, principalmente na disputa da Libertadores.

Outra quase unanimidade, só que pelo aspecto negativo, é Rômulo. Acho que estamos vendo os mesmos jogos e os mesmos jogadores. O problema de Rômulo, é que ele não é lá, nem cá. Não destrói e tão pouco ajuda na construção das jogadas. Pode ser que a falta de ritmo – pois andou parado um bom tempo – possa estar influenciando o desempenho ruim de Rômulo. Se é isto mesmo, só o futuro vai definir.

Ainda pelos comentários, há por parte de alguns uma preocupação com Rafael Vaz, que realmente ontem não foi bem. Particularmente, acho a nossa zaga boa. Tipo, queijo minas com goiabada. Os estilos de Réver e Vaz são diferentes e casam perfeitamente. Talvez Rafael Vaz esteja passando um pouquinho do ponto na sua própria auto análise. Aqui, neste caso, talvez seja confiança em excesso. Arriscar menos e diminuir os lançamentos, é o que aconselho.

Vou agora tocar em um ponto que reconheço ser delicado. Não concluí ainda um pensamento definitivo sobre Berrío, porém, até por uma questão de me sentir obrigado a ser sincero nesta tribuna democrática, confesso que estou com a pulga atrás da orelha. Talvez tenha eu, influenciado pelo noticiário otimista, imaginado um tamanho equivocado para o talento deste colombiano que tem cara boa, sorriso encantador, velocidade de gazela, mas que ainda me deixa meio desconfiado… Tomara que eu esteja errado e que esta confissão seja fruto da frustração pela derrota de ontem.

Agora, é sacudir a poeira e pensar no Resende, jogo marcado para sábado, em Volta Redonda, às 18h30. E, lembrar que no outro sábado, dia 25, já pegamos o Vasco.

Libertadores, só no mês que vem, onde os dois jogos em seguida, contra o Atlético Paranaense, o primeiro aqui, e o segundo lá, praticamente definirão se avançamos para as oitavas de final ou, se ficamos na fase de grupos. Ganhar, principalmente o jogo aqui em casa, será absolutamente fundamental. Qualquer outro resultado que não seja a vitória, o risco da vaca ir pro brejo será enorme.

Ainda bem que há tempo suficiente para Zé Ricardo arrumar a casa.

Pingadinhas de terça…feira!!!

O garoto Manu com Mascherano.

. O pessoal do Grêmio está subindo nas tamancas e declarando guerra ao Barcelona. Emanuel Ferreira, o Manu, hoje com 11 anos, chegou do Nordeste há dois anos para um teste no Grêmio e, com nove aninhos deixou a gauchada enlouquecida. O tempo passou e, eis que o nosso Manu aparece este ano vestindo a camisa do Barcelona, com o pai tendo emprego garantido na Catalunha…

Na minha época de garoto, à primeira vista, o comentário seria de que “deram uma perna de anão” no Grêmio, porém, este tema merece uma análise mais profunda. Pela legislação atual, nenhum jogador pode assinar qualquer contrato com idade inferior a 16 anos, o que torna qualquer ligação, de qualquer menino com um clube, muito frágil.

O que meus amigos gaúchos afirmam é que o empresário de Manu (é verdade! com 11 anos, Manu já tem empresário…) convicto da genialidade do seu “cliente”, providenciou um teste no Barça. Manu encantou e, mesmo não havendo nenhum vínculo entre as partes, com o pai já devidamente empregado e recebendo em euro, Manu vai ficando por lá e, dentro de dois anos poderá ter sua ligação com o clube espanhol devidamente registrada. O Grêmio promete recorrer à FIFA, inconformado com a situação, mas como não há qualquer documento que ligue Manu ao Barça, vai ser difícil reverter o quadro, até porque, a vontade de Manu e Cia… é ficar por lá.

Vamos guardar bem este nome e acompanhar. Quem sabe estamos diante de Messi 2, a missão…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Hoje, vinha ouvindo no carro a Rádio CBN e, para os nossos companheiros de latinha, Zé Ricardo vai começar o jogo desta quarta-feira com Berrío, na direita. Embora não tenha um contato estreito com o treinador, já me julgo um razoável conhecedor do que vai naquela cabecinha e, seria capaz de apostar que vamos começar o jogo com Gabriel.

Sei que este é um jogador muito combatido, mas faço questão de afirmar que, se assim optar, Zé Ricardo estará sendo coerente pelo passado recente e, prudente, levando-se em conta as circunstâncias do jogo. Indo um pouco além, ousaria dizer que alguns jogadores evoluem com o tempo. Ficam melhores, mesmo! E, a meu conceito, este é o caso de Gabriel, a quem considero um jogador útil para compor o elenco. Como já defendo Márcio Araújo, depois dessa, estou pronto para as cornetadas. Futebol, é isso mesmo…


Gustavo Scarpa se machuca durante partida entre Fluminense X Ypiranga-RS. (Foto: Rudy Trindade)

. A diferença entre Flamengo e Fluminense, dentro das quatro linhas favorece ao Flamengo, porém, a diferença não é tão gritante. Esta distância aumenta quando fazemos a comparação entre os dois elencos. Aí, a vantagem do Flamengo é muito boa. Puxo o assunto para falar sobre a fissura no pé deste talentoso Gustavo Scarpa, que deverá parar por quatro ou cinco semanas. Em síntese, o favoritismo do Flamengo para conquistar o Campeonato Carioca, aumentou sensivelmente…


(Foto: Lúcio Adolfo)

. Coisa complicada a volta de Bruno ao futebol. Pela internet, uma enxurrada de ofensas ao goleiro e ao seu empregador. Os patrocinadores do clube certamente não foram consultados sobre a polêmica contratação e, inconformados com a possibilidade da transmissão de uma imagem negativa para as marcas, estão tirando o time de campo… É verdade que alguns torcedores foram assistir e apoiar o primeiro treino de Bruno, pelo Boa, seu novo clube.

Tudo vai depender muito da cabeça do Bruno, pois em cada jogo ele terá que ouvir, com certeza,  da torcida adversária, cobras e lagartos… A provocação será permanente, como aconteceu com Edmundo, após o acidente de automóvel na Lagoa. Neste aspecto, Edmundo foi light, matando no peito as provocações e reconstruindo, com a ajuda do tempo, a sua carreira. Não vai ser fácil para Bruno….

FLABRATAÚ

O banco é forte, mais parecendo a junção do Bradesco com o Itaú.

Quem acompanha este blog, sabe perfeitamente que considero o elenco do Flamengo de muito bom nível.

Todo mundo está careca de saber que não se ganha um campeonato longo ou se é feliz em uma temporada, se o elenco não for consistente, robusto…

No futebol que é jogado hoje, onde a exigência física é enorme, somando-se a isso este calendário pesado, em que se disputa estadual, Primeira Liga, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa Sul Americana, não basta ter um ótimo time. Quem não tiver por trás deste time um banco forte, corre sérios riscos.

Hoje, ficou mais do que provado que o nosso elenco é de bom nível. O time, todo reserva, jogou um belo futebol, vencendo a Portuguesa por 5 a 1.

O meio de campo, composto por Cuellar – Márcio Araújo – Gabriel e Matheus Sávio, com um apoio pra lá de luxuoso dos laterais Rodney e Renê, foi o ponto alto do jogo.

Claro que quem marca três gols, como ocorreu hoje com Damião, não pode ser esquecido no bloco dos destaques. Certamente, nos jornais de amanhã, pelos três gols, Damião deverá receber a nota mais alta, mas no mesmo nível dele, colocaria Rodney, Márcio Araújo e Gabriel.

Acertou o nosso treinador escalando Thiago no gol. Aliás, já deveria ter feito isto antes, até porque, se houver algum problema com Muralha, o substituto deve ter um mínimo de experiência de jogo. Thiago, embora não muito exigido, passou segurança. Agora, daí a garantir que seja ele o reserva perfeito para toda temporada, vai uma enorme distância.

Juan, com a categoria de sempre, muito bem no jogo. Fez um gol e, quase faz o segundo. Donatti começou titubeando, depois se firmou. Vizeu começou o jogo fora de suas características, atuando pelos lados do campo e, foi bem. Berrío, que entrou na metade do segundo tempo no lugar de Damião, jogou de forma diferente, mais centralizado e, deu trabalho. Fez um gol que, corretamente, foi anulado.

Em noite feliz, o gol de falta marcado por Paquetá, que entrou no final do jogo, fechou o balanço positivo do “banco forte”, com chave de ouro.