2 a 0, com direito a susto…


Video Kleber Leite

Juro que estou dividido. Muito feliz pela vitória e, também, preocupado com o nosso futuro na Libertadores.

Embora não tenhamos jogado bem, a vitória foi justa. No jogo, pelo nosso lado, um único destaque. Éverton Ribeiro, além de marcar dois gols, foi o mais lúcido em campo. O curioso é que, apesar de ter feito os dois gols no segundo tempo, teve no primeiro uma atuação quase perfeita. Coisas do futebol…

Do destaque, passamos a quem não comprometeu. Aí, colocaria, Réver, Renê e Cuellar. Apesar de um pouco enrolado, não dá para deixar de destacar o esforço de Rodnei. Vinícius Júnior, vítima de um time sem poder de criação, onde Diego esteve em noite de pouquíssima inspiração.

Vou tocar num ponto, olhando para a frente. Paquetá tem que jogar mais adiantado, pois com Diego, apagado como está, passa a ser esta a nossa única saída. E o Ceifador, hein?

O nosso estagiário, cumprindo sua missão, conheceu a sua primeira expulsão. Não sei se foi uma decisão dele o fato de ter sido quebrada uma tradição que caminhava para ser centenária. O banco de reservas do Flamengo, hoje, ficou do lado direito, ao contrário de sempre. Motivo? O treinador poder pressionar o bandeira que corre daquele lado.

Ouvi enormes protestos. Luiz Augusto Veloso e Marcos Braz estavam cuspindo marimbondo pela quebra da tradição. Segundo eles, Fleitas Solich, Flávio Costa, Cláudio Coutinho, Zagalo, Carpegiani, Telê Santana, Joel Santana e todos os outros TREINADORES, respeitaram a tradição, e o estagiário, não. E os dois queridos companheiros lembravam que, como sempre foi, o Flamengo é o maior ganhador do Maracanã.

O tema é polêmico. Já pensei como eles, hoje, com o Maracanã onde os times entram juntos pelo meio, não havendo túneis, à esquerda e à direita, a mudança não foi tanta. Mas que é esquisito, é.

Deixo uma foto de uma noite de alegria. O reencontro com grandes amigos. Márcio Braga, completamente apaixonado, Fábio Luciano, Ronaldo Angelin, Rodrigo Arroz e tantos amigos mais.

Mesmo com susto, ganhar é muito bom!!!

Ronaldo Angelim, Rodrigo Arroz, Márcio Braga, Ana Paula, eu e Fábio Luciano. (Luiz Gastao Bittencourt)

 

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Lições de quinta-feira

David Pizarro, da Universidad de Chile, após o 7 a 0 para o Cruzeiro (Foto: Douglas Magno/AFP).

A primeira lição para nós rubro-negros, começou bem cedo, mais precisamente em Belo-Horizonte.

Vi, atentamente, a vitória do Cruzeiro pelo elástico placar de 7 a 0. Tudo bem que o clube chileno terminou o jogo com nove jogadores, porém, é bom lembrar que, no primeiro tempo, quando eram onze contra onze, o Cruzeiro já vencia por 3 a 0.

Vamos ao que interessa. O que tudo isto tem a ver conosco? Esta é a primeira lição. Um time ganhador, obrigatoriamente, tem que ser competente na criação. Enquanto muitos brigam para ter, ao menos, um jogador criativo, o Cruzeiro tem dois. Arrascaeta e Thiago Neves criaram demais, infernizaram a vida do time chileno e, foram os protagonistas da goleada.

Voltando às vacas magras. Quem cria no time do Flamengo? Diego, que para isso foi contratado, hoje, é um razoável volante. Como criação de jogada, estamos reduzidos ao menino Paquetá. Se ele não cria, nada acontece.

Segunda lição da noite. Vi, também, com toda a atenção, o jogo do Vasco contra o Racing.

Tecnicamente, o Racing superior, fazendo 1 a 0 e, vendo a vitória se consolidar quando um jogador do Vasco foi expulso. Aí a lição número dois. Com um jogador a menos, o time do Vasco, inferior tecnicamente, teve determinação e disciplina para arrancar um empate improvável e, por muito pouco, não ganhar o jogo. No último lance, o goleiro argentino fez uma defesa impossível num chute de Pikachu.

Resumo da ópera. Hoje, em dois jogos distintos, observamos tudo que precisamos e não temos: comando, criatividade e determinação.

Em tempo: CADÊ O NOSSO TREINADOR?

Ninguém queria perder

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Por uma questão de coerência e justiça, tenho sempre um pé atrás para analisar qualquer jogo que seja disputado na altitude. Portanto, embora seja Bogotá uma das mais tênues altitudes onde já estive, mesmo assim, não é justo, pois de um lado há um time jogando normalmente e, do outro lado, um time precisando de oxigênio…

Paralelo ao que aqui coloco, a verdade é que os dois times entraram em campo para não perder e, conseguiram. O Flamengo, tecnicamente bem melhor, porém, muito retraído, com Diego jogando de volante, quando deveria fazer o papel de ponta de lança.

Como o time entrou com Arão e Cuellar, Diego poderia ter ficado à vontade para criar. Estranhamente, jogou de volante, proporcionando – em consequência – um enorme buraco, que deveria ser ocupado pelo responsável por municiar as jogadas de ataque.

Dois lances polêmicos e, até nisso, houve empate. Pênalti claro do Ceifador impedindo a passagem da bola com o braço. E, um encerramento de jogo absurdo, ceifando o gol do Flamengo. Neste lance, lembrei de um gol anulado de Zico em plena Copa do Mundo. Duas grandes barbaridades da arbitragem.

Jogo ruim. Arbitragem ruim, porém, sem influenciar no resultado do jogo, pois até na lambança da arbitragem houve empate.

Se o empate foi bom ou ruim, só saberemos mais tarde. Confesso a minha preocupação com o que tenho visto.

Em síntese, temos dois jogadores que preocupam o adversário, que fazem o torcedor rival se preocupar quando a bola chega neles.

Hoje, somos dependentes de Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. E, lamentavelmente, é só isso.

Não vou esquecer. CADÊ O NOSSO TREINADOR?

Preocupante. Cada vez mais

(Foto: Gilvan de Souza, Rodrigo Branco / Flamengo)

Tenho sempre o maior cuidado em avaliar um jogo atípico. E foi o caso desta partida contra o Santa Fé, até porque, para o clube mais popular do país, jogar em casa, sem torcida, realmente foge à normalidade.

Com tudo isso e, desde já dando um desconto, a atuação do Flamengo foi simplesmente ridícula. Jogamos contra um time brigador, é verdade, porém, tecnicamente muito fraco.

Jogamos contra um time em que o goleiro entregou o gol em uma saída equivocada, repetiu o mesmo erro mais umas cinco vezes e, mesmo assim, nada de alguém colocar a bola para dentro.

Os nossos erros são os de sempre. Dinâmica de jogo não existe. Há quem prefira chamar de intensidade. Uma coisa ou outra, talvez seja o nosso principal pecado.

Times tecnicamente inferiores conseguem fazer a bola rolar melhor e criar muito mais. Quem vê o Flamengo jogar tem a sensação de estar nos anos 70. A diferença é que lá atrás havia talentos. A dinâmica de jogo, igual.

Diego, não consigo entender, joga de segundo volante, muito distante da área adversária. Até mesmo com a entrada de Arão, o nosso camisa 10, talvez pela nova força do hábito, continuou jogando muito atrás. Também fica a sensação de falta de personalidade, de confiança. Não há liderança.

Hoje, substituídos, Ceifador e Éverton Ribeiro saíram emburrados, de caras feias, de poucos amigos para o treinador. Treinador?

Aliás, por falar nisso, CADÊ O NOSSO TREINADOR?

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Vini e Egon

Emelec 1 x 2 Flamengo – 14/03/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Hoje, nesta noite de alegria, o texto sobre jogo é do nosso irmão Carlos Egon, o aniversariante.

E como não se encantar com quem tem talento para decidir? Incrível como alguém não entenda que este garoto é iluminado.

Fico por aqui.

Dá-lhe Egon!!!


E eis que surge uma quarta sem lei…

Convidei alguns amigos de Angra para assistir ao nosso show na minha casa, que, evidentemente, também é deles.

Gabi, Heraldo, Alexandre, Samir e João.

Todos poderiam ser filhos, irmãos e, até mesmo, netos.


Os Caras…

O que falar ou escrever dessa exibição? O que foi dois, poderia ser cinco.

Chegaram uma única vez (um time que não perdia há 16 jogos) e, num pé traíra, derrubaram nosso goleirinho…

Vou ser cuidadoso com as notinhas, pra não ficar de bunda de fora com os exigentes…

Diego Alves – Um pé descuidado derrubou nosso goleirinho. Sem culpa – 5

Rodinei – Marcou como ninguém, atacou menos, mas segurou tudo que vinha pela esquerda. Tem que aprender a cruzar – 6

Rodholfo – Juntamente com Juan, o esteio da nossa defesa. Nada se criou pela esquerda ou pela direita – 8

Juan – Um príncipe! Joga muito esse aposentado arretado – 9

Renê – Altos e baixos, sem comprometer. Marca bem, mas entrega aos adversários sem nenhuma cerimônia. Tem que melhorar o passe nas saídas de bola – 5

Jonas – Cuellar tem que abrir o olho. O cara tem o espírito de Libertadores. Não existe bola perdida, seja onde for – 8

Paquetá – Soltou mais a bola e, foi muito util na marcação. Continua com o pé tortissimo e descalibrado. Pode acontecer tudo… Mas raramente acerta o retângulo. Melhorou em relação ao coletivo – 6

Diego – Aquela coisinha sem graça, mas que vez ou outra funciona. Hoje, entendeu o que é o espírito de uma Libertadores, mas correu atrás – 6

Éverton Ribeiro – Ainda não é o que foi! Entre trancos e barrancos, já sabe que no banco existe um furacão. Isso muda o espírito do cara – 4

Éverton Cardoso – Hoje foi mais água que salsicha. Não apareceu, a não ser pelas subidas do lateral – 5

Dourado – Centroavante paraguaio! Até o momento, uma fraude – 1

Vinicius Júnior – O craque do jogo. Deus supremo! Dois golaços – 15

Carlos Egon Prates

A lista de Tite e o Flamengo

(Foto: Reprodução da internet)

O que uma coisa tem a ver com a outra? Tem e, muito!

Para nós, torcedores apaixonados, jogar cinco minutos pelo Flamengo – não importando contra quem – seria a glória. Infelizmente, esta não é a média do pensamento dos jogadores de futebol, onde a regra é que o clube grande brasileiro seja apenas o trampolim para dois objetivos: chegar à Seleção Brasileira, e jogar no futebol europeu. Como toda regra, há as exceções, raríssimas, diga-se de passagem.

O nosso Diego não é exceção e, embora feliz em jogar no Flamengo, tem como meta prioritária, no momento, disputar a Copa do Mundo. Confesso que estava muito preocupado com esta lista de Tite, pois desconfiava que Diego nela não estaria.

Muito ruim para o Flamengo, que depois de amanhã vai precisar do seu camisa 10 inteiro, de cabeça boa, para o jogo pela Libertadores. E como andará a cabeça de Diego após esta convocação?

E, não esquecendo que é a penúltima antes da Copa, portanto, decisiva. Imagino que o pessoal do futebol já deva estar trabalhando em cima disso, mas não há duvida de que tenha sido para Diego um duro golpe. E como confiança é quase tudo em futebol, temo que a ausência de Diego na lista de Tite… “possa sobrar pra nós”…

Missão complicada para qualquer psicólogo…

A importância do jogo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Este Flamengo e Botafogo, caso o Flamengo tivesse vencido o River, seria um jogo como outro qualquer, em que o treinador poderia, após consultar sua comissão técnica, até poupar alguns jogadores, principalmente os de idade mais avançada.

Acontece que a vitória não veio. Ficamos no empate em 2 a 2 e, pior do que os dois pontos perdidos, talvez tenha sido o estopim da falta de confiança que, quando aceso, pode provocar um enorme estrago.

Neste momento, a sensibilidade do treinador, somada a boas e produtivas conversas com quem seja do ramo no nosso departamento de futebol, será o início do nosso final que, pode ser bom ou um desastre.

Para ser bom, primeiro é necessário dirimir as dúvidas e deixar claro quem é quem. Pra começar, dar força a Diego Alves. Falhou, é verdade, mas há alguém no elenco melhor do que ele?

Parar com Pará. Nem que seja um pouquinho, é mais do que oportuno. Soltar o Rodnei, dar corda e força a ele, é o óbvio a ser feito. Na lateral esquerda, duas alternativas. Retornar com o peruano ou, de uma vez por todas, efetivar Éverton 22 e, com isso, abrir, finalmente, uma brecha para Vinícius Júnior.

No meio, não há como não colocar Jonas, afinal, ainda no segundo jogo, pela Libertadores, Cuellar estará cumprindo suspensão.

Em síntese, seria bom, ver contra o Botafogo, o seguinte time: Diego Alves, Rodney, Juan, Rever e Everton 22; Jonas, Diego, Paquetá e Éverton Ribeiro; Vinícius Júnior e Ceifador.

Pode parecer que este jogo contra o Botafogo seja um jogo normal. Não é. Este é o jogo da encruzilhada, que vai dar confiança para voos mais altos ou, colocar o time no divã do psicanalista…

Tempo para refletir

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Li, como sempre, todos os comentários. Ao chegar no nonagésimo, concluí pela necessidade de dar uma paradinha para uma profunda reflexão.

Não que a média dos comentários tivesse sido contundente além da conta ou, que grandes aberrações tivessem sido cometidas. A minha necessidade em parar para refletir, tem muito de pragmatismo, de sentido prático.

Vamos começar por aí. Pelo prático. Bem ou mal, o elenco é esse aí. Este time ou, este elenco do Flamengo, embora muito criticado, é muito pior do que os melhores do continente?

Pode se admitir que, com um sopro de sorte – até porque sem isso ninguém vai a lugar nenhum – o time, melhor arrumado, possa ir caminhando até chegar a uma final de Libertadores? Quantas e quantas vezes equipes medianas conquistaram títulos importantes? Deixo no ar estas indagações, na intenção de que haja tempo para que se reflita.

Pra começar, proponho quebrarmos o retrovisor. Não adianta, em meio a este momento decisivo, ficar se levantando lebres sobre contratações. O elenco, salvo uma ou outra novidade que possa acontecer, é esse aí. Certo ou errado, bem ou mal contratado. É o nosso elenco. É o que nós temos. E, é por quem temos que torcer.

O rubro-negro – graças a Deus – é exigente por natureza. O que queremos é o Guardiola, ou o Tite, dirigindo o time e, quem sabe, Cristiano Ronaldo e Messi juntos…

Só que há uma enorme distância do sonho para a realidade. E, me desculpem, mas a nossa realidade, se não corresponde ao que sonhamos, também não é esta coisa medonha toda. Ora, se por um momento, alguém admitiu que, mesmo com este elenco tão criticado, podemos – com um pouquinho de sorte – ir “remando”, é sinal de que o diabo não é tão vermelho como está sendo pintado.

E, por favor, que ninguém confunda criticar com não acreditar. As críticas são válidas e pertinentes e, na maioria das vezes, ajudam o treinador a se encontrar. Ontem mesmo, Carpegiani se equivocou escalando Pará, colocando Arão em campo, e trancafiando Vinícius Júnior no banco. As críticas foram perfeitas. Agora, em função disso, deixar de acreditar, são outros quinhentos…

A nossa jornada é dura. No sábado – por que no sábado e não no domingo? – pegamos o Botafogo no Engenhão. Tipo do jogo chato. Embora o Flamengo já esteja classificado para a fase final do campeonato, uma derrota pode gerar uma crise.

Uma semana e meia depois, o primeiro jogo, pela Libertadores, fora de casa. E, no retorno, mais um jogo, no Rio, sem público. Enfim, o panorama não é animador. Se nesta hora não houver um sopro de confiança e carinho, a vaca vai pro brejo.

Por favor, reflitam…


Ia esquecendo. O pau roncou até para o presidente Eduardo e, numa visível mistura de estações, levou umas cacetadas por ter anunciado o seu sonho de ingressar na política. Como no Flamengo a banda toca de acordo com o resultado do futebol – e é assim mesmo que tem que ser, pois o futebol é responsável por 99.9% da paixão rubro-negra – se ele não anda, nada serve, nada presta.

Aí, novamente peço que se reflita. O que este país mais precisa? Simples. Renovar o seu quadro político. Quem está aí, já deu…  já cansou… Deveríamos como cidadãos, encarar a atitude ou o sonho do Eduardo, homem de bem, de reputação ilibada, como o caminho que precisamos para mudar toda esta pouca vergonha que está sufocando o país.

Em síntese, precisamos de mais Eduardos. Isto é bom. Isto não é ruim. Como diria Paulo César Ferreira, uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa.

Vamos refletir?

Jogo difícil de comentar

Flamengo 2 x 2 River Plate – 28/02/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Placar justo? Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que sim.

Bom não esquecer a enorme desvantagem do Flamengo, em jogar no Rio, sem a sua torcida. Realmente, muito estranho, um jogo com dois gigantes do continente e, sem molho, isto é, sem a torcida. Isto precisa ser revisto.

A punição ao Flamengo pelos fatos ocorridos na final da Copa Sul-Americana, era óbvia e necessária. O problema é que a pena acabou sendo para o espetáculo seguinte, no caso, o jogo de hoje. Futebol sem público, definitivamente, é um crime.

Vamos à partida. A novidade foi o fato de Pará ter começado, quando todos esperavam a escalação de Rodnei. Pará não esteve bem, e Rodnei acabou entrando. No mais, o que se esperava com respeito à escalação.

Estranhei a entrada de Arão, completamente fora de ritmo. Se não estou equivocado, foi o primeiro jogo oficial dele este ano. Naquele momento, deveria ter entrado Vinícius Júnior.

Tenho muito cuidado em comentar, pois o psicológico, neste estádio vazio, influiu. O time jogou bem? Claro que não. Mas muito cuidado em avaliar, pois estivemos diante de uma situação inusitada.

Para não dizer que não houve algo bom, a atuação de Lucas Paquetá, foi longe, a melhor entre todos de vermelho e preto.

Diego, em uma nova função, sendo um armador e não um ponta de lança, foi até razoável. No mais, nenhum destaque. Muito pelo contrário…

E, não há como não deixar de colocar que o nosso bom goleiro, Diego Alves, foi bem atrasado no segundo gol do River. Chute de muito longe, totalmente defensável.

Que os marginais que aprontaram aquela zorra no jogo contra o Independiente, se, efetivamente, são rubro-negros, que tenham a certeza de que jogaram contra o patrimônio. Foram os maiores culpados pelos dois pontos que deixamos de ganhar hoje. Marginais, irresponsáveis e estúpidos.

Este grupo vai ser complicado. Agora, um jogo fora e depois, em casa, e sem a torcida.

Este próximo jogo, pelo resultado de hoje, passa a ter um caráter decisivo. Grupinho difícil…

Continuo levando fé…

O silêncio que dói

(Foto: Vipcomm)

A quarta-feira chegando e, ante a proximidade dela, muito mais do que a expectativa em competição tão aguardada – e contra adversário que é um gigante continental – a frustração de imaginar o Flamengo jogando sem a sua torcida e, além disso, ficar antevendo cenário tão inusitado.

Vez por outra, aqui no Brasil ou até mesmo no exterior, temos visto imagens de jogos de futebol sem a presença de público, onde normalmente o fato ocorre em função de punição para o time da casa.

E, nunca consegui ver, nestas condições, nenhum jogo que prestasse. Os espetáculos sempre foram deprimentes, onde tudo se ouve e pouco se joga, o que é mais do que normal, até porque, a pimenta ou o molho do futebol – como queiram – está na presença do público. E, imagino o que os homens da televisão estejam sofrendo, pois na telinha, jogo de futebol sem torcida é uma pobreza…

Será que não há outra forma de punir? Exemplo: por que não determinar que o clube penalizado seja impedido de colocar em campo os seus 11 jogadores que mais atuaram nos últimos três meses?

A punição seria da mesma forma rigorosa, só que o espetáculo estaria preservado.

Definitivamente, sou contrário a qualquer jogo de futebol sem público, onde o espetáculo vai para a cadeira elétrica. Muito melhor, a prisão perpétua…